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A aldeia histórica de Castelo Mendo, no concelho de Almeida, vai receber de novo uma feira medieval, prevista para os dias 30 de Abril e 1 de Maio.

A iniciativa, surge, à semelhança dos anos anteriores, pela mão da Câmara Municipal de Almeida, que assim pretende divulgar o valor histórico desta vila medieval, que foi durante largos séculos cabeça de concelho e que chegou a estar, por 15 anos, integrada no concelho do Sabugal, aquando da reforma autárquica de 1855 que extinguiu e fundiu um largo conjunto de municípios.
Do programa consta uma feira com figurantes trajando à época medieval, prevista para o dia 1 de Maio, o que recriará a imagem da antiga vila acastelada em dia de mercado e de festim. A anteceder a feira, na noite de 30 de Abril, terá lugar uma ceia medieval, com a recriação histórica de um banquete do tempo antigo, quando príncipes, alcaides demais senhores feudais, acorriam às vilas para conviverem e se divertirem. As inscrições para a ceia estão porém limitadas a 80 pessoas.
A organização da feira de Castelo Mendo espera que muitas centenas, senão milhares, de pessoas acorram à antiga fortaleza sobranceira ao rio Côa, onde dezenas de comerciantes instalarão as suas bancas e tendas com produtos artesanais, velharias, produtos da gastronomia tradicional e o vinho bom que alegra os espíritos nos dias de festa.
As feiras medievais tornaram-se, progressivamente, numa forma de valorizar e dar vida a aldeias e vilas históricas que hoje quase jazem esquecidas no interior de Portugal, ligando a sua importância histórica ao gosto de conhecer e visitar os recantos do nosso património antigo.
Nos mesmos dias da feira de Castelo Mendo teremos feira medieval em Almodôvar, no Alentejo, seguindo-se a de Monsanto (6 a 8 de Maio), da Batalha (15 de Maio), de Mértola (19 a 22 de Maio), de Elvas e de Vila Verde (de 20 a 22 de Maio), de Leiria (21 e 22 de Maio), de Machico e de Alhos Vedros (de 3 a 5 de Junho), de Coimbra, Monte Real e Oliveira do Bairro (de 9 a 12 de Junho), de Vouzela (17 de Junho), de Oleiros e de Terras de Bouro (18 e 19 de Junho), de Linda-a-Velha (25 e 26 de Junho), de Sintra (9 e 10 de Julho), de Óbidos (de 17 a 24 de Julho), de Idanha-a-Nova (de 27 a 31 de Julho), de Alter do Chão (de 29 a 31 de Julho), de Santa Maria da Feira (de 28 de Julho a 7 de Agosto) de Silves (de 6 a 14 de Agosto), de Penha Garcia (de 9 a 11 de Agosto), de Aljubarrota e Vila Pouca de Aguiar (de 12 a 14 de Agosto).
plb

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Este foi o ambiente onde nasci: Casteleiro, fim dos anos 40, na Beira Baixa. Agora sei que é assim mas que não é só assim…

Quando se é pequeno tem-se uma ideia difusa do tamanho do mundo. Quando se nasce no Casteleiro, está-se o ano inteiro no fundo de uma «caldeira», uma espécie de cova. Por isso, penso que ali começa objectivamente a Cova da Beira – independentemente do significado económico-turístico-marketeiro que hoje assume a expressão Cova da Beira.
Quando se é pequeno, sabe-se vagamente que há mais mundo para lá do Terreiro das Bruxas ou de Santo Estêvão, para um lado, indo talvez até ao Vale de Lobo (hoje, Vale da Senhora da Póvoa); e para lá de Santo Amaro, da Catraia ou de Caria, para o outro lado, quando muito até à Covilhã…
Claro que os olhos bem viam sempre, lá no alto, para um dos lados da aldeia, com os seus perto de 1000 metros, o Cabeço de São Cornelho.
Este nome é seguramente uma corruptela popular para São Cornélio, o orago de uma pequena elevação próxima, em Sortelha – e escusam alguns intelectuais apressados de vir pôr em causa esta ligação ao santo. O povo chama-lhe mesmo o que escrevi: cabeço do santo, São Cornélio. Acho mesmo que ali há uma capela dedicada a São Cornélio, não? – isso é que não afirmo sem fonte segura…
Para o lado contrário, duas outras elevações: uma, a Serra da Opa, para nós sempre a Serra d’Opa, com cerca de 860 metros, aproximadamente; a outra, o Cabeço Pelado, com uns 600 metros, julgo.
Há quem garanta que é ali, na Serra da Opa, que se define a fronteira natural entre a Beira Baixa – à qual então o Casteleiro pertence – e a Beira Alta.
A Beira Baixa começa ali. Aliás, quando era miúdo aprendi a escrever isso nas cartas: Beira Baixa / Casteleiro.
Este era o nosso «habitat» e assim se confinava o horizonte da pequenada, até que se começava a ter a dimensão das coisas e da região, depois, o País, a Europa… etc..

Vem isto a propósito de uma ideia fixa que não me abandona há mais de 40 anos – desde que me considero com instrumentos de análise suficientes para poder estudar e fundamentar uma opinião minha sobre seja lá o que for, desde que me interesse.
De facto, quem cresce rodeado de serranias, mesmo que não muito elevadas, fica marcado pela situação de afundamento.
Aquele meu (nosso) povo, para o bem e para o mal, viveu séculos ensimesmado, virado para si mesmo. Os terrenos, a agricultura, a lavoura, o tratar dos campos, o tratar do «vivo» (os animais), herdando e desenvolvendo os processos de cultivo que vêm de tempos imemoriais (dos romanos, dos árabes, dos judeus – esses menos dedicados à agricultura, como se sabe).

Cada um de nós, os que ali nascemos, tem a sua marca desta mentalidade e desta forma de estar na vida. Mesmo que, depois, contrabalançada com a riqueza das vivências de cada um através dos meios que frequentou ao longo da vida.

Válida para qualquer terra, esta tese assume força específica dentro de mim quando me auto-estudo…
O mesmo que acontece com qualquer de vocês, certamente.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

TIMOR LESTE – DILI –Agora que o sol começou a aparecer e estamos em tempo de Páscoa aqui vos deixo algumas paisagens de fazer inveja que se podem disfrutar a caminho da ilha de «Jaco» passando pelo resort de «Com» onde se pode desfrutar da praia e do pôr-do-sol deslumbrantes. Ao chegarmos ao resort de «Tutuala» mesmo juntinho ao mar antes de embarcarmos para a ilha de «Jaco». A todos uma boa semana e uma feliz Páscoa.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

O serviço de polícia existe desde que o homem vive em sociedade, embora tenha assumido diferentes designações. Há porém a dizer que as policias de antanho não eram como as de agora. Está na moda falar-se de integração, respeito e cooperação, tendo isso como efeito fazer com que o polícia perca a sua autoridade. A coisa chegou a pontos de hoje ser mais fácil prender um polícia do que um criminoso, tornando-se também comuns os actos de desobediência à autoridade policial que em vez de apoiada é condenada e ofendida.

Ventura Reis - TornadoiroPois meus caros, a autoridade da polícia sempre teve um carácter fraternal, mas foi originalmente constituída para reprimir o mal, sendo que a promoção do bem pertence a outras instituições para isso vocacionadas.
A polícia tinha funções bem expressas, que basicamente eram as de garantir a autoridade do Estado, a tranquilidade, a segurança, o bem-estar das pessoas, bem como o respeito pela propriedade.
Para ser garantida a plenitude das funções policiais, havia no meu tempo de rapaz diversas entidades com autoridade e com capacidade de intervenção, cujas competências incluíam a detenção dos prevaricadores e o lavrar de autos, que eram o primeiro passo com vista à sua justa punição. Cada instituição actuava nos limites da lei e dentro da sua área de competências, estando assim garantida a especialidade na acção policial.
Enumero seguidamente os diferentes corpos de polícia que havia no meu tempo, alguns dos quais deixaram infelizmente de existir:
Polícia de Segurança Pública, que dependia do Ministério do Interior e tinha por funções prevenir e reprimir a criminalidade bem como fiscalizar e realizar as diligências que lhe fossem ordenadas, actuando nas cidades e nas vilas de maior dimensão, como chegou a acontecer na vila do Sabugal durante algumas décadas.
Polícia Judiciária, dependente do Ministério da Justiça, tendo por fim efectuar a investigação dos crimes e descobrir os seus agentes.
Polícia Marítima, na dependência do Ministério da Marinha, que tinha atribuída a vigilância e a fiscalização dos portos e da costa marítima.
Polícia Florestal, dependente do Ministério da Economia, destinada a reprimir e denunciar os delitos florestais.
Polícia Hidráulica, dependendo do Ministério das Obras Públicas, que tinha a seu cargo a vigilância e fiscalização das barragens, lagoas, lagos, rios, ribeiras, canais e valas, bem como a navegação fluvial.
Polícia Internacional e de Defesa do Estado, dependente do Ministério do Interior, a quem cabia garantir a segurança interior e exterior do Estado, vigiar as fronteiras e controlar a emigração (esta era uma policia politica que perseguia quem tinha ideais diferentes das que defendia o regime vigente – tendo sido extinta, não há que ter saudades dela).
Polícia Municipal, dependente das câmaras municipais, que tinha por fim fazer cumprir as posturas, editais e regulamentos camarários.
Guarda Nacional Republicana, dependente do Ministério do Interior, que tinha funções de polícia rural, garantindo a ordem no campo (havendo conflito armado, a GNR, ficaria à disposição do Ministério da Guerra, atendendo ao seu estatuto militar).
Polícia das Estradas Nacionais, serviço da competência dos funcionários da Junta Autónoma de Estradas, do Ministério das Comunicações, a quem competia a conservação e a defesa das estradas nacionais, fiscalizando e reprimindo os actos de danificação e desrespeito.
Guarda Fiscal, do Ministério da Fazenda, que fiscalizava a entrada e a saída de mercadorias, vigiava as fronteiras, garantia a cobrança dos direitos aduaneiros e reprimia o contrabando.
Polícia de Viação e Trânsito, do Ministério das Comunicações, competindo-lhe garantir o cumprimento das disposições relativas ao tráfego de veículos nas estradas.
Polícia Sanitária, do Ministério da Saúde, que tinha por fim fiscalizar o cumprimento dos regulamentos de saúde de modo a evitar a proliferação de doenças contagiosas.
Para além das competências de todos os corpos de polícia, atribuídas por lei, e das funções de autoridade de policia dos comandantes, directores, oficiais e funcionários superiores destes corpos, também detinham a atribuição de autoridade policial os governadores civis, os presidentes das câmaras municipais, os regedores e os juízes de paz.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

JOAQUIM SAPINHO

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