RESTAURANTES RECOMENDADOS – De caminho para Guimarães, onde gosto de visitar e apreciar a parte antiga, Património da Humanidade, onde frequentemente me desloco, não só para visitar os seus belos e importantes museus, ou para procurar nalgum alfarrabista, peça de meu interesse, vim a conhecer uma interessante casa de bem comer, onde pontificam na cozinha, a Irmã Rosa, mãe de um dos dois atentos empregados de mesa e a Tia, como são familiarmente conhecidas.

Restaurante Florêncio - Guimarães

Paulo Sá Machado - Ensaísta - Historiador - Emoções GastronómicasQuem sai de Guimarães para S. Torcato, e logo ao fim do primeiro quilómetro e depois de uma pequena lomba, surge num portal, à esquerda, a indicação «Casa Florêncio» situada mais precisamente na Madre de Deus em Azurém.
Uma larga entrada, com mesas antigas, bancos, balcão de mármore, onde estão muitos comensais para beberem o seu copo do vinho, que sai de várias pipas, muito bem alinhadas, que se encontram por trás do taberneiro.
Através de um estreito corredor ou atravessando a cozinha, sempre impecavelmente limpa e arrumada, passamos para duas agradáveis salas, onde para além dos petiscos que se encontram na sala de entrada, nos brindam com umas boas entradas. Bom presunto, morcelas, orelheira, faceira, tripa, etc., para além dos conhecidos e normais bolinhos de bacalhau ou de carne, são os começos.
Depois de já ter provado um vinho verde da região ou um estupendo espadal, temos um bucho recheado, uma das especialidades da casa, e muito apreciado. Mas não ficamos por aqui, pois em várias ocasiões tivemos oportunidade de saborear, também um estupendo arroz de coelho, ou um «pica no chão» caseiro, para além de carnes assadas, estas mais correntes.
Continuamos a apostar nos vinhos da região, directos da pipa, não deixando de notar que a garrafeira é abundante e variada.
Para finalizar podemos apreciar o toucinho do céu ou o pão de ló, e outros doces, todos eles confeccionados pelo Pedro, neto do primeiro dono, e um dos eficientes e simpáticos empregados de mesa.
Vale a pena ir à minha tasquinha de hoje, certo de que na próxima crónica outra casa de pasto, vos indicarei. Um Portugal gastronómico, que ainda vale a pena descobrir.

:: Bom apetite! ::
«Emoções Gastronómicas», crónica de Paulo Sá Machado

(Ensaísta, Historiador)
paulosamachado@netcabo.pt