No dia 3 deste mês comemorou-se o bicentenário da Batalha do Gravato ocorrida durante a 3ª Invasão Francesa.

Durante três dias, e digo três dias porque na sexta-feira, dia 1, o Professor Adérito Tavares proporcionou a largas dezenas de alunos das nossas escolas um contacto com a história sabugalense, numa iniciativa a todos os títulos louvável.
A larga adesão dos sabugalenses nas iniciativas de sábado mostra que existe uma grande vontade de conhecer a história do nosso Concelho.
Merece realce nessa tarde a qualidade dos dois livros apresentados, um, «A Batalha do Gravato» da autoria de Manuel Morgado (embora nascido em França, sabugalense de adopção e de querer), e Marques Osório, arqueólogo do Município do Sabugal; e o segundo, «Sabugal e as Invasões francesas», da autoria dos conterrâneos Paulo Leitão Batista e Joaquim Tenreira Martins, a que se associou o historiador militar Manuel Francisco Mourão.
Igualmente realce para as intervenções seguintes que prenderam os assistentes, muitos deles, como eu, sem um conhecimento profundo do que se havia passado há 200 anos.
Mas se esta parte, diga-se mais cultural, foi importante, igual ou maior importância teve a ida ao local da batalha no domingo e, sobretudo, a inauguração de uma peça escultórica de arte pública, da autoria do escultor Augusto Tomás, natural de Santo Estêvão. Vale a pena a próxima vez que forem ao Sabugal irem à rotunda de saída do Sabugal para a Guarda e admirarem a escultura, pois a mesma é de grande qualidade.
Foram momentos significativos e, estou certo que todos os que assistiram sentiram orgulho em serem descendentes das mulheres e homens que, duzentos anos antes, souberam reagir ao invasor e, sobretudo, souberam encontrar os caminhos para recuperar da destruição e miséria em que ficaram após a derrota e expulsão dos franceses.
É esta a fibra de que somos feitos e por isso continuo a acreditar que saberemos encontrar os caminhos para sairmos da situação difícil em que o Concelho do Sabugal se encontra hoje.
Que o exemplo dos nossos avoengos nos sirva de motivação para construirmos, todos, um Sabugal melhor!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

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2 comentários
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Quinta-feira, 7 Abril, 2011 às 13:52
carlos oliveira
Situação dificil em que o sabugal se encontra hoje? O Sr. deve estar a fazer confusao com a trapalhada em que o país se encontra. O sabugal está bem e recomenda-se, mas claro que sempre ambicionar muito mais.
Parabens ao municipio e ao sr. presidente pelo belíssimo e interessante programa, que só nos enchem de orgulho.
carlos oliveira – Soito.
Domingo, 10 Abril, 2011 às 23:21
Manuel morgado
Sr Ramiro matos, agradeço imenso o facto de ter falado do nosso livro, mas permita-me somente que questione o que quer dizer com “embora nascido em França, sabugalense de adopção e de querer”. Penso que este pormenor é apenas um pormenor e não vale o ênfase que foi dado no seu texto. Não é por ter nascido em França que não sou menos sabugalense ou um Sabugalense de gema. O correcto seria dizer, caso fosse realmente importante, que sou um Sabugalense que simplesmente nasceu em França, é um pormenor completamente irrelevante. Todas as minhas raízes são do Sabugal, toda a minha família é sabugalense e fiz escola no Sabugal até ir para a Universidade… Se formos ver por este contexto, todos os Sabugalenses que nasceram na guarda ou em Lisboa, são nascidos na Guarda, mas Sabugalenses por adopção e querer, ou nascidos em Lisboa, mas Sabugalenses por adopção e querer… Sei que o que escreveu não tem qualquer outro significado para além de informar, mas penso que o destaque dado está um pouco desproporcional, dando a entender a quem não conhece, outro significado que não corresponde ao que realmente é.
Não depreenda das minhas palavras qualquer tipo de rancor ou de critica menos construtiva, simplesmente aqui há uma questão semântica que a meu ver merece ser revista.
Grande abraço
Manuel Morgado