Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaPeguei na «Ruta de los Castillos» do Sabugal Medieval e decidi honrá-los como eles merecem, quais guardiões do Côa, reforçando com a sua imponência, a fronteira que o rio definia. Espero não errar dados nem conceitos, mas prometi a mim mesma levar essa tarefa a bom termo, passando por todas estas fortalezas majestosas, quais marcos de pedra que contam segredos de príncípes e princesas e, quem sabe, de monstros e dragões. Vamos até Sortelha?

Sortelha Noite

SORTELHA

Castelos são lugares com magia
Onde reis e princesas dominaram
Onde lutas se travaram
Numa ânsia de vencer.

Começo pelo de Sortelha
Altivo, dominador
D. Sancho 1º Senhor
Para marcar fronteiras.

D.Dinis e D. Fernando
De todo não o esqueceram
Mas com D. Manuel mereceram
Atenções, novo Foral.

Brasão Real e Pelourinho
Provam as honras recebidas
Em finais de noventa repetidas
Com honras de Aldeia Histórica.

São várias as suas portas
Porta da Vila a nascente
E a Nova da Vila a poente
No exterior medidas padrão.

Medidas de vara e côvado
Pois era ali o mercado
Por isso ali está marcado
Símbolo dessa actividade.

A Porta falsa e cisterna
E nada do que digo é miragem
A sua Torre de Menagem
E seteiras cruciformes.

A muralha defende a Vila
Mostra bem sua firmeza
Da urbe, em sua defesa
E elíptico traçado.

Talvez com Alcanizes perdesses
Mas imponência mantendo
Dominando e defendendo
O teu querido rio Côa.

Para Sortelha, a minha admiração.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

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