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Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaManuel Leal Freire, natural da Bismula, concelho do Sabugal, é um profundo conhecer das tradições raianas, que registou e perpetuou em livros, artigos, palestras e conferências. É um homem de cultura que, quer em prosa quer em poesia, exprime a voz do nosso povo. Envolvido em causas culturais e sociais, Manuel Leal Freire é o grão-mestre da Confraria do Queijo Serra da Estrela, presidente do Conselho Fiscal da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e confrade honorário da Confraria do Bucho Raiano. Aos 83 anos mantém uma memória impressionante e surpreende quem não o conhece ao fazer discursos sem papel e em verso. Um vulto singular com lugar na história cultural e literária das terras raianas e do concelho do Sabugal. Publicamos mais um poema com quadras de sabor popular que gentilmente nos remeteu.

QUADRAÇÃO E FARRA

Na taberna do lugar,
À noite, depois da ceia,
Ajuntam-se para reinar
Os solteiros da aldeia

Há harmónios e guitarras
Incitando à quadração
E há promessas de farra
Em pipos de carrascão.

Ao cheiro da patuscada
Que vai ao imos profundo
Juntam-se à rapaziada
Adregas de todo o mundo.

Ciganos de pau de junco
Negociantes de gado
Judeus de nariz adunco
Errantes correndo o fado

Cargueiros de ombros robustos
E guias de contrabando
Homens indemnes a sustos
Até de tiros zombando

A todos a noite acalma
O negro torna-se idílico
O cantador que tem alma
Ressuma a resumo bíblico

E uma historia que começa
Bem antes do pai Adão
É contada peça a peça
A quantos no tasco estão.
Manuel Leal Freire

Ezequiel Fernandes, natural da Bismula, trouxe os colegas da Portucel de Setúbal a conhecer as tradições raiana do concelho do Sabugal. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Andreia Marques/Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

Está marcada para este sábado, 30 de Abril, às 20.30 minutos, na sede da associação a Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal.

Donativo IRS - Novo Quartel - Bombeiros Sabugal«Edital
Ramiro Manuel Lopes de Matos, Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sabugal,
usando dos poderes que me são conferidos pela alínea a) do Art.º 38.º dos Estatutos da referida Associação, convoco a Assembleia Geral a ter lugar no dia 30 Abril de 2011, pelas 20 horas e 30 minutos na Sede da Associação, com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Análise, discussão e votação do relatório e contas relativas ao ano de 2010.
2. Análise, discussão e votação do Orçamento Ordinário (1ª revisão) para o ano de 2011.

De acordo com o Artigo 43.º dos mesmos Estatutos se à hora marcada não houver número suficiente de sócios, a Assembleia funcionará meia hora depois com um mínimo de dez sócios presentes.
Sabugal, 30 de Março de 2011
O Presidente da Assembleia Geral
Ramiro Matos»

A Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal relembra que todos podem ajudar a associação «sem custos». Para isso é suficiente que transforme a entrega da Declaração do IRS numa Boa Acção colocando no Quadro 9 do Anexo H o NIF (da AHBVS): 501 266 631. Este gesto simples irá atribuir 0,5% dos seus descontos fiscais à construção do novo quartel dos bombeiros do Sabugal. Seja solidário!
jcl

RESTAURANTES RECOMENDADOS – Por motivos profissionais estivemos dois dias na Covilhã, e como não podia deixar de ser, com uma pequena incursão na Serra da Estrela, onde fomos surpreendidos por um excelente típico restaurante, podendo apreciar autênticos menus gastronómicos.

Varanda da Estrela

Paulo Sá Machado - Ensaísta - Historiador - Emoções GastronómicasMas vamos já desvendar que é nas Penhas da Saúde que se encontra o «Varanda da Estrela».
Numa sala típica mas nem por isso menos acolhedora, fomos atendidos pelo dono, que simpaticamente nos começou por nos oferecer um folhado de cogumelos com queijo da serra derretido, Seguiu-se um excelente bacalhau gratinado com a casca de queijo da serra, muito bem condimentado. Como último prato, também um excepcional arroz de zimbro igualmente acompanhado por boletos, murilhos e xitaques.
Como pequena nota, deixamos a sugestão que a parte dedicada ao café, com um balcão já revisto muitas vezes, deve ser isolado, talvez por um simples biombo, ou separador.
Mas que o «Varanda da Estrela» merece uma visita pelos gastrónomos disso não temos qualquer dúvida. Vão e de certeza que vão repetir os excelentes sabores que nos são servidos, acompanhados pelos excelentes vinhos da região.
Já na Covilhã tivemos oportunidade de apreciar a comida caseira no «O Cofre» restaurante situado no antigo edifício da Banco de Portugal, muito bem condimentada e a preços muito acessíveis. Não perca estas duas sugestões quando se deslocar para os lados da Covilhã.

:: Bom apetite! ::
«Emoções Gastronómicas», crónica de Paulo Sá Machado

(Ensaísta, Historiador)
paulosamachado@netcabo.pt

A empresa municipal Sabugal+ está com falta de liquidez para cumprir os seus compromissos financeiros e o socorro através de transferências a partir da Câmara Municipal do Sabugal poderá estar ferido de ilegalidade, uma vez que o Tribunal de Contas tarda em proferir o necessário visto prévio ao protocolo assinado entre as duas partes.

Empresa Municipal Sabugal +A premente falta de verbas, nomeadamente para o pagamento dos salários aos funcionários, levou já o presidente da câmara a ordenar a transferência de 150 mil euros para a conta bancária da empresa. O procedimento foi tomado à revelia do Tribunal de Contas que ainda não autorizou qualquer financiamento por parte da autarquia. António Robalo, que é simultaneamente presidente da câmara e presidente do conselho de administração da Sabugal+, espera desde o início do ano pelo visto prévio do Tribunal ao protocolo assinado entre as duas entidades, com vista a transferir ao longo de 2011 uma verba superior a 900 mil euros, para cobrir o que falta nas receitas próprias da empresa para financiar o respectivo plano de actividades.
O protocolo que é obrigatório, face ao montante das transferências a realizar, foi celebrado e sequencialmente remetido ao Tribunal de Contas já decurso do ano 2011, quando antes o deveria ter sido antes do final de 2010, de modo a que o visto chegasse em tempo útil. A demora na chegada do visto colocou assim em causa a gestão financeira da empresa.
Esta foi aliás a primeira vez que a empresa celebrou o protocolo com o município que a tutela, sendo que essa obrigação de «protocolar» a transferência de verbas está há muito prevista na lei. A celebração do protocolo apenas sucedeu por manifesto alerta do Revisor Oficial das Contas da empresa, que verificou a omissão.
Face à urgência perante o risco de ruptura financeira, António Robalo mandou fazer a transferência, informando os demais elementos do executivo na reunião de 30 de Março, declarando que o fez após ter contactado alguns colegas autarcas das câmaras limítrofes, que o terão informado que também nunca haviam assinado esse tipo de protocolo ou que, quando o fizeram, o mesmo lhes fora devolvido, por desnecessário.
Em causa parece estar também a ideia de colocar a gestão das termas do Cró sob a alçada da Sabugal+, o que parece não reunir o apoio dos vereadores da oposição, incluindo Joaquim Ricardo, que recentemente rompeu o acordo com António Robalo para tornar a câmara «governável».
Antevê-se que a reunião de hoje da Assembleia Municipal venha a gerar um debate intenso acerca desta situação.
plb

«Imagem do Dia» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Chuva de Granizo tapa relvado do Estádio da Luz
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Data: 29 de Abril de 2011.
Local: Estádio da Luz, Lisboa.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A chuva de granizo que se abateu sobre Lisboa esta sexta-feira, 29 de Abril, tapou por completo o relvado do Estádio do Sport Lisboa e Benfica.
jcl

Esta é uma história que aconteceu comigo há uns dias e que me deixou a pensar…

Escadas

Carla NovoComo uma comum mortal trabalho e sou obrigada a fazer descontos para o estado. Então, cheia de vontade e de gratidão por poder pertencer à classe trabalhadora por conta de outrem lá fui, feliz e contente, tratar de assuntos relacionados com o IRS. Entrei na repartição das finanças, alheia ao aspecto degradado e aos rostos amargos – tentando não me contagiar pelo ambiente – até porque estava um lindo dia de sol! – e retirei a respectiva senha. Fui apetrechada de tudo quando pudesse envolver horas de espera e portanto o tempo passou de forma graciosa e até conheci uma senhora cuja filha é inteligente e trabalha para a união europeia! Ok. Tudo decorria muito bem nesta minha aventura pública quando me deparei com alg9o que me arrombou o coração: uma senhora de idade avançada e que mal aguentava o peso da bengala que a sustinha enfiava os olhos pela máquina das senhas só para tentar ver a que deveria tirar. Ofereci-me para a ajudar e como não entendi totalmente qual era o assunto resolvi tirar três senhas diferentes, sendo chamada na que fosse em primeiro lugar! A senhora agradeceu e meteu-se a caminho… do segundo piso. Para choque, pelo menos meu, a dita repartição (e acredito que existam muitas assim) funciona num prédio antigo sem elevador e mesmo para entrar no rés-do-chão é necessário descer pelo menos três degraus. Ou seja, um deficiente motor que se faça transportar de cadeira de rodas, um carrinho de bebé, ou mesmo novos e velhos com dificuldades motoras estão sujeitos a uma sessão grátis de fisioterapia enquanto esperam, pois ou têm a sorte de resolver tudo no rés-do-chão e aí só descem e depois sobem três degraus, ou, têm de se esmerar para escalar os restantes pisos (no total três) do edifício! Enfim, não deixa de ser frustrante saber que os meus descontos (como os de todos os outros) ainda não chegam para elevadores em edifícios de repartições públicas – e também em nada me admirava que o uso destes ascensores acabe num destes dias por ser cobrado aos contribuintes e aos utentes. Resta saber se o bilhete de uma subida e descida é de preço único!
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

Em Alfaiates preparou-se a praça para a tradicional capeia arraiana de domingo de Páscoa. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A Junta de Freguesia de Malcata pretende candidatar ao Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER) a recuperação do antigo quartel da Guarda Fiscal, o qual passará a servir de apoio para actividades desportivas e para centro de exposição de produtos locais.

O presidente da Junta de Freguesia, Vítor Manuel Fernandes, solicitou à Câmara Municipal o reconhecimento de interesse do projecto para as populações e para a economia local, tendo em vista a sua candidatura ao programa de financiamento PRODER. Na reunião de 30 de Março, o executivo deu parecer favorável à pretensão do autarca malcatense, estando agora o assunto agendado para ser analisado na Assembleia Municipal, que reunirá hoje no Sabugal.
A recuperação do edifício tem por objectivo adaptá-lo para receber a exposição de produtos locais, bem como para servir de apoio aos praticantes de desportos, como caminhadas, passeios de bicicleta e para os que pretendam fazer actividades aquáticas na barragem. O local poderá servir de balneário, e de espaço para guardar roupa e de outros haveres por parte de turistas e desportistas.
O edifício terá também uma sala onde poderão ser expostos produtos e servidas provas gastronómicas ou refeições ligeiras.
O projecto de arquitectura mantém a traça original do edifício, melhorando contudo o seu interior. O mesmo projecto foi já submetido à análise dos serviços técnicos do município, que o aprovaram.
Escolas, postos da Guarda Fiscal e da Guarda Nacional Republicana e outros serviços públicos desactivados nas aldeias, vêm sendo sucessivamente aproveitados para a instalação de outros serviços de interesse local, como sede de associações, centros de dia, museus e salões de convívio.
plb

Aldeia da Ponte manteve a tradição com a realização da Capeia Arraiana em domingo de Páscoa. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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A Universidade Sénior do Sabugal vai aderir à Associação Rede de Universidades de Terceira Idade (RUTIS), instituição de utilidade pública, fundada em 2005, que presta apoio técnico às universidades seniores suas associadas.

Centro Dr José Diamantino dos SantosA adesão à RUTIS foi analisada e votada na reunião de ontem, 27 de Abril, pelos vereadores do executivo municipal, indo ser agora submetida à apreciação da Assembleia Municipal.
A Universidade Sénior do Sabugal está instalada desde Março de 2010 no Centro Dr José Diamantino dos Santos, desenvolvendo actividade lectiva com 42 idosos, que ali frequentam as aulas de Saúde, Informática, Ginástica e Inglês.
Com a adesão à RUTIS a Universidade Sénior do Sabugal pode alargar o leque das suas actividades, havendo também benefícios para os idosos do sabugal que frequentam a escola. Uma das actividades possíveis é a participação dos idosos do Sabugal na elaboração do jornal das universidades seniores portuguesas, podendo ter também ter acesso a um cartão de aluno que lhes dará o direito a diversos descontos em compras de mercadorias e serviços diversos, tendo em conta os protocolos de apoio celebrados.
A RUTIS tem sede em Almeirim, distrito de Santarém, e é uma associação de solidariedade social de apoio às famílias e às comunidades de idosos de todo o país. Um dos seus grandes objectivos é criar uma rede de contactos e parcerias a nível nacional de forma a desenvolver melhor as actividades que se propõe levar por diante. A RUTIS promove a formação de dirigentes e de professores, prestando apoio técnico às Universidades de idosos.
plb

No dia 7 de Maio (sábado) a Casa do Concelho do Sabugal, com sede em Lisboa, vai realizar mais uma edição da chamada «Festa Campera», um convívio entre sabugalenses no Ribatejo, no decurso do qual os «entendidos» escolhem os touros para a 33ª Capeia Arraiana que se realizará no Campo Pequeno, a 4 de Junho.

Escolha dos touros para a Capeia do Campo PequenoO lugar da festa será a herdade do ganadeiro José Dias, em Santo Estêvão, Benavente.
Este convívio foi realizado durante muitos anos pela direcção da Casa do Concelho do Sabugal, umas semanas antes da Capeia Arraiana de Lisboa, deixando depois de ter lugar durante alguns anos. A direcção actual da associação sabugalense decidiu reeditar o convívio, através do qual se fortalecem os laços de fraternidade entre os associados que decidem ir até ao Ribatejo passar uma tarde diferente.
A festa começa logo pela manhã e tem o seu momento alto à hora de almoço, momento em que se confraternisa à volta da mesa improvisada, degustando a carne grelhada que a organização assegura e partilhando as iguarias gastronómicas que cada participante decide levar.
A festa campera é uma tradição taurina das terras ribatejanas, em que grupos de aficionados vão para o campo conviver, praticar o toureio e passear a cavalo.
A Casa do Concelho do Sabugal decidiu convidar todos os interessados a participarem na festa. Os sabugalenses podem ir em família até à herdade de José Dias, onde desfrutarão o ar puro do campo e poderão passar inolvidáveis momentos de confraternização.
plb

Os primeiros 14 presidentes de Câmara do distrito da Guarda (após o 25 de Abril de 1974) foram homenageados no Governo Civil por Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, vai homenagear, esta quinta-feira, dia 28 de Abril, os primeiros presidentes de câmara municipal do distrito eleitos democraticamente após o 25 de Abril de 1974. A família de João A. Antunes Lopes, primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vai receber a título póstumo a condecoração.

Santinho Pacheco - Governador Civil - GuardaNo salão nobre do Governo Civil da Guarda vai ter lugar, às 21.00 horas desta quinta-feira, a cerimónia de homenagem aos primeiros presidentes de câmara do distrito da Guarda.
A sessão solene vai contar com a presença do secretário de Estado da Administração Local, José Junqueiro, do primeiro governador civil da Guarda, Alberto Antunes (do concelho do Sabugal) e do actual, Santinho Pacheco.
Além de João A. Antunes Lopes (a título póstumo), primeiro presidente da Câmara Municipal do Sabugal, vão ser homenageados os autarcas de Aguiar da Beira, António Raimundo Cunha (a título póstumo); Almeida, António José Sousa Júnior; Celorico da Beira, Carlos A. Faria de Almeida; Figueira de Castelo Rodrigo, José Pinto Lopes (a título póstumo); Fornos de Algodres, Francisco Paulo Almeida Menano; Gouveia, Alípio Mendes de Melo; Guarda, Victor Manuel Gonçalves Cabeço/Abílio Aleixo Curto; Manteigas, Homero Lopes Ambrósio (a título póstumo); Mêda, Luís E. Figueiredo Lopes (a título póstumo); Pinhel, António Luís Santos Fonseca; Seia, Jorge A. Santos Correia; Trancoso, António Almeida (a título póstumo) e Vila Nova de Foz Côa, José Costa Ferreira (a título póstumo).
«É tempo de a nível distrital se comemorar Abril da liberdade lembrando os primeiros presidentes de câmara eleitos nos 14 concelhos do nosso distrito, exaltando assim o papel insubstituível que o poder local desempenhou na construção desta segunda República e no arranque de um período de desenvolvimento e de modernização das nossas terras, sem paralelo em toda a nossa história secular», destacou Santinho Pacheco.
A cerimónia insere-se nas comemorações distritais do 25 de Abril.
jcl (com agência Lusa)

O Capeia Arraiana afirmou-se e deve continuar a afirmar-se como um espaço privilegiado de reflexão sobre o nosso Concelho.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»No início deste Blogue envolvi-me numa polémica acesa com um dos seus colaboradores na altura, sobre o meu entendimento de que quem escrevia neste Blogue devia ter como tema central o Concelho e a sua realidade.
Felizmente nestes anos todos o Capeia soube manter esta atitude interveniente sobre a realidade sabugalense muito por mérito dos seus responsáveis Paulo Leitão e José Carlos Lages e muito igualmente pelos seus colaboradores que souberam entender que este blogue só teria um real valor se o mesmo fosse o espaço de reflexão e de debate sobre a realidade concelhia e sobre as opções a tomar para a construção de um futuro melhor.
Ora, tenho vindo a verificar que, pouco a pouco, o Concelho do Sabugal vem deixando de ser o tema principal dos escritos que cada um vem publicando. (Por exemplo, e na semana entre 19 e 26 de Abril, das vinte crónicas/notícias publicadas apenas 10 (50%) tinham directamente a ver com o Sabugal).
Compreendo perfeitamente que quem escreve deve ter a liberdade total para escrever sobre aquilo que mais directamente lhe diz respeito e eu próprio, na última crónica, não escrevi sobre o Concelho…
Compreendo que o estatuto que o Capeia soube ganhar lhe permitiu ser hoje lido por muita gente que nada tem a ver com o Sabugal.
Compreendo que o nível intelectual de muitos dos colaboradores é uma mais valia para o blogue.
Mas, por mim, tudo continuarei a fazer para que, enquanto aqui escrever, o Concelho do Sabugal seja o centro dos meus escritos.

Ps: Esta crónica será publicada no intervalo de duas datas marcantes para Portugal e para o Mundo, o 25 de Abril e o 1º de Maio.
Numa altura em que tanto mal se fala do regime fruto do 25 de Abril não poderia deixar de reafirmar que, para mim, continua a valer a pena viver neste Portugal democrático.
Numa altura em que tantos portugueses não encontram trabalho e em que tantos ataques aos direitos dos trabalhadores se perfilam no horizonte, não posso deixar de estar solidário com todos os que perderam o seu trabalho.
E não tenho dúvidas que um Portugal mais moderno, mais competitivo e, sobretudo, mais solidário, não se constrói sem os trabalhadores e, muito menos, contra os trabalhadores.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O mérito de Américo Rodrigues foi reconhecido e premiado sob a forma de diploma e medalha de mérito cultural. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Andreia Marques/Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Joaquim Valente - Gabriela Canavilhas - Santinho Pacheco - Américo Rodrigues - TMG
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Data: 25 de Abril de 2011.
Local: Café Concerto do TMG-Teatro Municipal da Guarda.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas entrega o Diploma e a Medalha de Mérito Cultural ao director do TMG, Américo Rodrigues, tendo por testemunhas o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente e o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.
jcl

O director do Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, recebeu na segunda-feira, 25 de Abril, a Medalha de Mérito Cultural da mão da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que disse tratar-se de uma homenagem «sentida, profunda e sincera», que enaltece o trabalho cultural realizado pelo agraciado nos últimos 30 anos.

Américo Rodrigues, de 50 anos, natural do Barracão (Guarda), é licenciado em Língua e Literatura Portuguesa e mestre em Ciências da Fala. Fundador do teatro Aquilo, foi durante anos coordenador do Núcleo de Animação Cultural da Câmara Municipal e é, desde há seis anos, o director do Teatro Municipal da Guarda (TMG). Homem de variados talentos é actor, dramaturgo, poeta, escritor, encenador e programador cultural, cujas actividades tem desenvolvido em favor da sua cidade.
A ministra, perante o curriculum avassalador do galardoado, disse ser «elucidativo de todo um percurso dedicado à acção e à dinamização da cultura e, sobretudo, à sua cidade e ao seu distrito».
O homenageado também usou da palavra para agradecer o reconhecimento público do trabalho que tem desenvolvido, garantindo que continuará empenhado no seu trabalho, persistindo e avançando na perspectiva de o melhorar.
Publicamos seguidamente, na íntegra, a intervenção de Américo Rodrigues.

O homenageado no uso da palavra (foto de Armando Neves / TMG)

«Exma Sra. Ministra da Cultura
Exmo Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda
Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Guarda
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Caros amigos,
Nasci aqui e quis viver aqui. Nesta cidade que sempre quis transformar. Respondendo a um apelo identitário decidi que seria aqui que construiria sonhos e concretizaria utopias. A Guarda exercia e exerce sobre mim um fascínio que será difícil de explicar mas que se enriquece no contacto diário com as pessoas da minha terra. Sei que a Guarda pode ser, frequentemente, muito fria em relação a projectos de ousadia, mas também sei que pode ser afectuosa, cúmplice e solidária. Conheço a Guarda, ao que julgo, com profundidade. Escolhia-a! Escolhi que seria na cidade que Eduardo Lourenço chamou de “reaccionária” que lançaria as sementes da inquietação e da rebeldia. Para que ela mudasse. Acredito, pois, na capacidade transformadora da Cultura, na força emancipadora da Cultura. Acreditei que a Guarda seria território da felicidade e persigo essa ideia desde que aqui decidi ficar. Fiquei para contribuir para revolucionar a Guarda. Calma! Eu sei como o verbo “revolucionar” pode ser, nos tempos que correm, assustador! Utilizemo-lo, então, com parcimónia. O que eu sempre quis foi ajudar a Guarda a vencer o imobilismo, a furar o cerco do subdesenvolvimento, a acreditar em si própria! Acreditei sempre numa cidade onde coubéssemos todos mais as nossas melhores ideias de progresso. Acreditei sempre que a Guarda poderia deixar de ser provinciana e que merecia ser moderna, arejada, cosmopolita. A Cultura como impulsionadora do desenvolvimento, a Cultura como apelo à cidadania.
Vi os meus amigos partirem. Quase todos desistindo da Guarda. Procurando noutros locais o seu espaço para crescerem. Eu fiquei mas isso não fez de mim, necessariamente, um resistente. Fez de mim alguém que, amando uma cidade, não se quis resignar à vidinha confortável e obediente. Lutei (e isso ninguém mo pode roubar) e continuarei a lutar por uma Guarda e um país melhores, utilizando a Cultura.

Ao longo destes anos fui autor, actor, animador, provocador. Criei e organizei milhares de projectos. Ou seja, cumpri o que prometi: participar na construção de uma nova cidade nova. Muitas vezes apoiado, outras vezes desapoiado. Algumas vezes com êxito e outras vezes com insucesso. Às vezes, quase desistindo. Outras vezes, procurando forças em inimagináveis reservas de alma. Lutando contra a indiferença, enfrentando incompreensões, oferecendo o peito a todas as adversidades, respondendo a acusações. Como se a Cultura fosse uma questão de vida ou de morte. Eu, que sempre entendi que a Cultura era vital!!!
Não me tenho limitado ao exercício da criação e dinamização culturais. Não me encaixo, também, no perfil do animador que contrata artistas e foguetório. Ou indica quando o público deve bater palminhas! Nunca quis ser sacristão de políticos que acham que cultura é entretenimento ou flor para colocar na lapela, duas vezes por ano. Para mim, a Cultura, como se viu, é algo de extremada importância. E, por isso, o cidadão que sou nunca deixou que o calassem. Como cidadão participo activamente e criticamente na vida da minha cidade. Por vezes de forma dura, cheio de convicções e perplexidades. Mais uma vez, porque a Guarda é o “centro do mundo”, do meu mundo, como disse Alberto Dinis da Fonseca, o inventor do slogan “Até o anjo é da Guarda!”. Parece evidente mas é com ideias simples e visionárias que se há-de construir uma Guarda de sonho!
Confesso que sou culpado. De desejar que uma cidade se desenvolva harmoniosamente: a Cultura como prioridade estruturante. Confesso que sou um lutador incansável e que dificilmente baixarei os braços. Confesso que sou um homem livre e que como cidadão de corpo inteiro me manterei. O trabalho que fiz pela promoção cultural da Guarda e seu distrito, em três décadas de trabalho, é, no entanto, uma gota de água. Há, portanto, que continuar o caminho. Todos os dias.
O TMG é, sem sombra de dúvidas, o caso mais visível do esforço, na área da Cultura, que se está a fazer na Guarda. Ele deve-se à lucidez de quem o sonhou e de quem o concretizou. E de quem quis que ele se mantivesse. Mulheres e homens, políticos, que perceberam que a Guarda necessitava de um equipamento que é uma referência para o país: a partir de uma pequena cidade, um pequeno Teatro contribui para a afirmação da terra e da região, e para a valorização cultural dos seus habitantes. Agradeço a quem não pensou “pequenino”. A quem correu o risco de enfrentar a mentalidade paroquial que caracterizou a Guarda durante tantos anos!
Neste processo do TMG eu sou, apenas, aquele que programa, que dirige o “óvni”, que faz o melhor que pode para não envergonhar quem lançou o projecto. Faço-o com intensidade, como sempre. Às vezes de forma visceral. Entregando-me à tarefa de criar uma programação que não parta do princípio estúpido de que se estão a “atirar pérolas a porcos”. Não, a Guarda e a sua região merecem o melhor! A minha exigência e o meu rigor estão ligados a esta concepção: as pessoas da nossa terra devem ser tratadas com todo respeito, ou seja, devem poder aceder a uma programação de qualidade e diversidade, intimamente ligada à comunidade e ao seu imaginário.
Receber esta medalha no dia 25 de Abril é para mim uma honra! Sim, porque foi o acto revolucionário do 25 de Abril que, para além de outros direitos de cidadania, trouxe a Portugal a democratização do acesso à Cultura. Nem que fosse por isto teria valido a pena fazer o “25 de Abril”!
Como sabemos, vivem-se tempos marcados pelo populismo e por discursos economicistas e catastróficos. Nestas circunstâncias, a Cultura tende a ser esquecida, relegada para o plano das coisas menores. Assim, mais significado tem este gesto da Sra. Ministra da Cultura.
Cumpre-me, então, agradecer à Sra. Ministra da Cultura a distinção agora recebida. Não desconheço que esta medalha significa o reconhecimento público pelo trabalho que tenho realizado. Porém, também não quero esquecer que o acto de receber a medalha de mérito cultural me responsabiliza fortemente. A continuar, a persistir, a avançar, a melhorar! Aceito o desafio!
Boa noite e muito obrigado!
Américo Rodrigues
25/4/11»
plb

A Guarda Nacional Republicana registou durante a Operação Páscoa 2011, que decorreu entre os dias 21 e 25 de Abril, 20 acidentes nas estradas do distrito da Guarda, que provocaram cinco feridos leves.

gnrNão houve a lamentar qualquer vítima mortal, mau grado o aumento do número de acidentes (mais seis) comparativamente a igual período do ano anterior. Quanto ás consequências dos acidentes verificou-se menos um ferido leve em comparação com a Páscoa de 2010, ainda que este ano teve mais um dia de operação.
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda, a GNR exerceu durante a operação um esforço em matéria de segurança rodoviária, tendo efectuado 96 patrulhamentos, empenhando um total de 191 efectivos.
A acção fiscalizadora foi tida em conta, nomeadamente, no tocante às manobras perigosas e condução sob o efeito do álcool. Em matéria de álcool foram fiscalizados 809 condutores, tendo-se verificado cinco casos de excesso. Em matéria de excesso de velocidade foram controlados 1946 veículos, tendo sido registadas 61 infracções. Foram ainda elaborados 82 autos de contra-ordenação por outras infracções rodoviárias.
Em 22 de Abril, o Comando Territorial levou a efeito uma operação de prevenção da criminalidade, realizada nos concelhos de Celorico da Beira e do Sabugal, com particular incidência na fiscalização de estabelecimentos de diversão nocturna e fiscalização rodoviária.
No âmbito da fiscalização dos estabelecimentos, foram inspeccionados três bares e controladas 18 cidadãs estrangeiras, das quais três se encontravam em situação ilegal no Território Nacional. Duas foram notificadas para abandonarem o país por excesso de permanência e uma foi notificada para comparecer no Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a fim de regularizar a situação. Na mesma acção foram levantados 11 de contra-ordenação aos referidos bares por diversas infracções.
No decurso da semana a GNR efectuou sete detenções, seis dos quais em flagrante delito e uma no cumprimento de mandado judicial.
As secções de programas especiais dos Destacamentos Territoriais de Gouveia, Pinhel e Vilar Formoso, realizaram nove acções de sensibilização, subordinadas ao tema «Prevenção Rodoviária – Páscoa Segura», com distribuição de panfletos, nos concelhos de Almeida, Aguiar da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Seia, Pinhel, Mêda e Trancoso. Nas acções foram contactados 326 condutores.
plb

Como português e europeu, estou a ficar cada vez mais preocupado com esta hegemonia alemã que está a caracterizar a União Europeia.

António EmidioNos anos cinquenta do século passado, o ministro dos negócios estrangeiros francês Robert Schuman concebeu um plano que ficou conhecido pelo «Plano Schuman» e que consistia em reintegrar a Alemanha no seio das nações ocidentais. É a partir desse plano que também começa a ser concebida a União Europeia. Nessa altura, nos meios políticos e intelectuais europeus, dizia-se que esse plano não passava de um projecto de construção de uma Europa Alemã, debaixo do controlo dos Estados Unidos. Não se enganaram! É o que acontece presentemente.
E o papel da França? Também quer ter hegemonia, esta pretensão já vem desde o início, mantém uma «guerra» surda com a Alemanha desde há muito tempo. Berlim e Paris estão representados presentemente pela senhora Merkel e Nicólas Sarkozy, dois ultra-liberais que têm em mente dar um grande impulso á União Europeia dos 27. Duas pessoas de uma ambição desmedida e que só procuram protagonismo, duas pessoas com muita falta de ética e, cínicos. No meio de tantos abraços e beijos que dão um ao outro, e na convergência politica de ambos, segundo os corifeus da comunicação social, existe um antagonismo, os seus planos políticos não são tão convergentes como dizem ser. Existe uma tentativa por parte da França, penso que ideia de Nicólas Sarkozy, de controlar os países do Sul da Europa, os países mediterrânicos, isto não é mais nem menos do que uma tentativa de equilíbrio de poder na Europa, já que a Alemanha exerce um poder quase absoluto a Leste deste continente. Hitler caracterizava como as «Colónias» os países de Leste, como vê querido leitor(a), este domínio não é casual…Mas o problema é que a Alemanha não irá permitir a liderança francesa no Mediterrâneo, o que poderá sair daqui? A história o dirá.
A União Europeia, presentemente é uma união vertical, à cabeça tem a Alemanha com o seu egoísmo, o seu racismo e a tendência para dominar tudo e todos. Voltando a Hitler, este afirmou muitas vezes que o povo alemão era uma «Raça de Senhores», Merkel diz que a Alemanha é o «País das Ideias». Não tenhamos dúvidas, se nós portugueses cairmos nas mãos da Alemanha, aliás, já começamos a estar, não passaremos de um povo escravizado, tudo nos será retirado, desde a nossa riqueza à nossa dignidade, à nossa Democracia e à Liberdade. A Alemanha unificada, fora das suas fronteiras, mostra-nos a história que só destrói, tanto militar, como economicamente. Helmut Schmidt, ex-chanceler alemão e antigo oficial dos exércitos hitlerianos, disse um dia que os verdadeiros responsáveis dos males da Alemanha, eram os estrangeiros. Merkel tem essa ideia fixa, ou não fosse alemã, está a culpar do não avanço rápido da União Europeia (dos interesses alemães), Portugal, a Grécia, a Espanha, a Irlanda e outros, ela quer dominar rapidamente tipo Blitzkrieg, como fazia Hitler quando invadia os países durante a Segunda Guerra Mundial, a guerra não é só militar, também há guerra económica…E quando tudo se desmoronar, irá culpar os povos europeus do descalabro da União Europeia.

Fait divers
Um rapaz amigo, numa conversa disse-me que o que está a acontecer em Portugal se deve à falta de capacidade politica, irresponsabilidade e monumentais erros dos nossos políticos desde a implantação da Democracia (1974). Concordei com algumas coisas, discordei de outras, disse-lhe inclusive que presentemente os partidos políticos não passam de máquinas eleitorais, importando-se pouco com o que possa acontecer aos cidadãos. Mas neste momento, além disso tudo, é do estrangeiro que «orientam» a nossa politica e a nossa economia perdemos portanto a nossa autonomia. Um exemplo vai demonstrar o que eu escrevi: François Mitterrand, o último Presidente Socialista da França, quis ter uma política autónoma para o seu país, não conseguiu, teve de se sujeitar aos acordos e leis internacionais, vindo tudo como é lógico dos Estados Unidos e já da Alemanha. A Globalização a que o Mundo está sujeito só criará novos imperialismos, até à guerra inevitável. Guerra? Quem fala nisso! Falo eu, e pergunto se já chegámos ao fim da História.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Anda agora muito na moda, espalhada pelos homens do «arco do poder» ou «arco da governação» a expressão de que todos somos culpados pela situação a que o país chegou. Como se sabe, nem toda a gente percebe que isto é uma daquelas frases que de tanto serem repetidas se acabam por tornar verdades indesmentíveis, mesmo que sejam as mais puras das mentiras. Como, aliás, é o caso…

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»O que os do «arco da governação» não querem que se diga é que eles, e só eles, são os responsáveis pela situação criada. Desde há 35 anos que esses ocupam o Poder em Portugal. Não adianta dizer que os outros também têm culpa… Esses têm rosto e nome. São todos do PS, PSD e CDS. Os outros nada contribuíram para isso.
Ou quer dizer, então, que eu já gastei 300.000 milhões de euros com o TGV sem ainda estar construído um único metro de linha? E, esperem pela pancada, que esses nunca dão «ponto sem nó»: quando aquilo for anulado as grandes empresas de construção (os chamados consórcios) irão receber mais uma série de indemnizações milionárias que, todos nós, os culpados, iremos ter que pagar com língua de palmo.
As parcerias público/privadas saíram todas da minha cabeça. Como é que eu não tive essa ideia há mais tempo? Se a coisa dá prejuízo, o Estado paga, se a coisa dá lucro, esse lucro vai para os privados… Verdadeiro negócio da China. Só da minha cabecinha pensadora poderia ter saído esta ideia. Alguém do «arco da governação» se lembrava disto? Não, que esses só defendem o interesse nacional e são homens com grande sentido de Estado.
Fui eu e mais uns poucos que encomendámos os submarinos? Claro que fomos… Nós sabíamos bem que era isso que o Povo mais queria…
Fui eu o culpado pela nacionalização dos prejuízos do BPN, que atingem um buraco financeiro enorme? Sem dúvida que sim… A golpada do BPN teve rostos. Esses andam por aí como se nada se tivesse passado e, claro, mais uma vez, todos somos culpados. Se eu nunca tive uma conta nesse Banco, se nada ou quase nada sabia sobre esse Banco, sou culpado pela golpada. Claro, é assim… Toma lá que é democrático.
Mário Soares declarou na rádio, há dois dias (após ter feito uma série de elogios a Passos Coelho), que sim, que todos somos culpados. Bem, não se sabe se o Soares já está com o actual Presidente, que é mudo e anda a ouvir Passos. Será Alzheimer? Ou «somebody put something in the drink» do Soares? Nunca se sabe…
Agora anda por aí a troika… Mas não se espere nada de novo. «All Quiet On The Western Front» é a palavra de ordem. Para já a troika decidiu que o IVA do golfe está muito bem a 6% e o IVA do leite achocolatado fica bem a 23%. Nem uma palavra do PR, nem de nenhum dos do «arco da governação»… All Quiet. Como, aliás, todos nós os culpados, sabemos vamos passar a dizer «O golfe nosso de cada dia» ou «Isso é o meu ganha-golfe». O Povo pode lá passar sem golfe!!!
Mas, não se iludam… Ramalho Eanes já avisou… Virá aí outra «troika» a seguir às eleições. Agora já não a «troika» do FMI/BCE/UE, mas sim a «troika» do «arco da governação» constituída pelo PS/PSD/CDS. O chamado Governo de «salvação nacional». Cada vez que ouço esta expressão até me arrepio todo!!!
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

No dia 16 de Abril, a Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, esteve representada no VIII Grande Capítulo Gastronómico da Real Confraria da Cabra Velha, em Miranda do Corvo.

A representação da Confraria do Bucho foi garantida pelo Almoxarife, Paulo Saraiva, que acompanhou as cerimónias que fizeram parte do programa, nas quais se integraram imensas confrarias gastronómicas, ali chegadas de todo o país.
O capítulo iniciou-se logo pela manhã com uma missa solene na Igreja Matriz de Miranda do Corvo, a que se seguiu a recepção com «mata-bicho» às confrarias convidadas, no Parque Biológico da Serra da Lousã.
Todos puderam apreciar o magnífico parque situado na Quinta da Paiva, uma das maravilhas de Miranda do Corvo, o qual venceu, em 2007, o 1º Prémio do Concurso Nacional para o Empreendedorismo, na Categoria de Investimento Humano, atribuído pelo Ministério da Economia. Trata-se de um espaço que recria um ambiente protegido e naturalmente integrado, contendo um Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais (olaria, tapeçaria, cestaria e vime), e um Centro Hípico que promove a hipoterapia e a equitação adaptada. Aqui o turista não só pode divertir-se, aprofundar a biofilia, apaixonar-se pela natureza, aprendendo a valorizar o ambiente, como apoiar um projecto que integra trabalhadores deficientes, associando a ecobiótica a fins terapêuticos como a hipoterapia com deficientes e a terapia ocupacional com pessoas com doença mental.
Seguiu-se a cerimónia protocolar de entronização de novos Confrades, na qual usou da palavra grão-mestre da Confraria de Avintes, também confrade do bucho raiano e colaborador do Capeia Arraiana, Paulo Sá Machado, que proferiu uma muito apreciada palestra acerca da gastronomia portuguesa.
Concluído o capítulo, seguiu-se o almoço, onde a chanfana foi rainha, bem como outros pratos que têm por base a cabra velha.
plb

A aldeia histórica de Castelo Mendo, no concelho de Almeida, vai receber de novo uma feira medieval, prevista para os dias 30 de Abril e 1 de Maio.

A iniciativa, surge, à semelhança dos anos anteriores, pela mão da Câmara Municipal de Almeida, que assim pretende divulgar o valor histórico desta vila medieval, que foi durante largos séculos cabeça de concelho e que chegou a estar, por 15 anos, integrada no concelho do Sabugal, aquando da reforma autárquica de 1855 que extinguiu e fundiu um largo conjunto de municípios.
Do programa consta uma feira com figurantes trajando à época medieval, prevista para o dia 1 de Maio, o que recriará a imagem da antiga vila acastelada em dia de mercado e de festim. A anteceder a feira, na noite de 30 de Abril, terá lugar uma ceia medieval, com a recriação histórica de um banquete do tempo antigo, quando príncipes, alcaides demais senhores feudais, acorriam às vilas para conviverem e se divertirem. As inscrições para a ceia estão porém limitadas a 80 pessoas.
A organização da feira de Castelo Mendo espera que muitas centenas, senão milhares, de pessoas acorram à antiga fortaleza sobranceira ao rio Côa, onde dezenas de comerciantes instalarão as suas bancas e tendas com produtos artesanais, velharias, produtos da gastronomia tradicional e o vinho bom que alegra os espíritos nos dias de festa.
As feiras medievais tornaram-se, progressivamente, numa forma de valorizar e dar vida a aldeias e vilas históricas que hoje quase jazem esquecidas no interior de Portugal, ligando a sua importância histórica ao gosto de conhecer e visitar os recantos do nosso património antigo.
Nos mesmos dias da feira de Castelo Mendo teremos feira medieval em Almodôvar, no Alentejo, seguindo-se a de Monsanto (6 a 8 de Maio), da Batalha (15 de Maio), de Mértola (19 a 22 de Maio), de Elvas e de Vila Verde (de 20 a 22 de Maio), de Leiria (21 e 22 de Maio), de Machico e de Alhos Vedros (de 3 a 5 de Junho), de Coimbra, Monte Real e Oliveira do Bairro (de 9 a 12 de Junho), de Vouzela (17 de Junho), de Oleiros e de Terras de Bouro (18 e 19 de Junho), de Linda-a-Velha (25 e 26 de Junho), de Sintra (9 e 10 de Julho), de Óbidos (de 17 a 24 de Julho), de Idanha-a-Nova (de 27 a 31 de Julho), de Alter do Chão (de 29 a 31 de Julho), de Santa Maria da Feira (de 28 de Julho a 7 de Agosto) de Silves (de 6 a 14 de Agosto), de Penha Garcia (de 9 a 11 de Agosto), de Aljubarrota e Vila Pouca de Aguiar (de 12 a 14 de Agosto).
plb

Este foi o ambiente onde nasci: Casteleiro, fim dos anos 40, na Beira Baixa. Agora sei que é assim mas que não é só assim…

Quando se é pequeno tem-se uma ideia difusa do tamanho do mundo. Quando se nasce no Casteleiro, está-se o ano inteiro no fundo de uma «caldeira», uma espécie de cova. Por isso, penso que ali começa objectivamente a Cova da Beira – independentemente do significado económico-turístico-marketeiro que hoje assume a expressão Cova da Beira.
Quando se é pequeno, sabe-se vagamente que há mais mundo para lá do Terreiro das Bruxas ou de Santo Estêvão, para um lado, indo talvez até ao Vale de Lobo (hoje, Vale da Senhora da Póvoa); e para lá de Santo Amaro, da Catraia ou de Caria, para o outro lado, quando muito até à Covilhã…
Claro que os olhos bem viam sempre, lá no alto, para um dos lados da aldeia, com os seus perto de 1000 metros, o Cabeço de São Cornelho.
Este nome é seguramente uma corruptela popular para São Cornélio, o orago de uma pequena elevação próxima, em Sortelha – e escusam alguns intelectuais apressados de vir pôr em causa esta ligação ao santo. O povo chama-lhe mesmo o que escrevi: cabeço do santo, São Cornélio. Acho mesmo que ali há uma capela dedicada a São Cornélio, não? – isso é que não afirmo sem fonte segura…
Para o lado contrário, duas outras elevações: uma, a Serra da Opa, para nós sempre a Serra d’Opa, com cerca de 860 metros, aproximadamente; a outra, o Cabeço Pelado, com uns 600 metros, julgo.
Há quem garanta que é ali, na Serra da Opa, que se define a fronteira natural entre a Beira Baixa – à qual então o Casteleiro pertence – e a Beira Alta.
A Beira Baixa começa ali. Aliás, quando era miúdo aprendi a escrever isso nas cartas: Beira Baixa / Casteleiro.
Este era o nosso «habitat» e assim se confinava o horizonte da pequenada, até que se começava a ter a dimensão das coisas e da região, depois, o País, a Europa… etc..

Vem isto a propósito de uma ideia fixa que não me abandona há mais de 40 anos – desde que me considero com instrumentos de análise suficientes para poder estudar e fundamentar uma opinião minha sobre seja lá o que for, desde que me interesse.
De facto, quem cresce rodeado de serranias, mesmo que não muito elevadas, fica marcado pela situação de afundamento.
Aquele meu (nosso) povo, para o bem e para o mal, viveu séculos ensimesmado, virado para si mesmo. Os terrenos, a agricultura, a lavoura, o tratar dos campos, o tratar do «vivo» (os animais), herdando e desenvolvendo os processos de cultivo que vêm de tempos imemoriais (dos romanos, dos árabes, dos judeus – esses menos dedicados à agricultura, como se sabe).

Cada um de nós, os que ali nascemos, tem a sua marca desta mentalidade e desta forma de estar na vida. Mesmo que, depois, contrabalançada com a riqueza das vivências de cada um através dos meios que frequentou ao longo da vida.

Válida para qualquer terra, esta tese assume força específica dentro de mim quando me auto-estudo…
O mesmo que acontece com qualquer de vocês, certamente.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

TIMOR LESTE – DILI –Agora que o sol começou a aparecer e estamos em tempo de Páscoa aqui vos deixo algumas paisagens de fazer inveja que se podem disfrutar a caminho da ilha de «Jaco» passando pelo resort de «Com» onde se pode desfrutar da praia e do pôr-do-sol deslumbrantes. Ao chegarmos ao resort de «Tutuala» mesmo juntinho ao mar antes de embarcarmos para a ilha de «Jaco». A todos uma boa semana e uma feliz Páscoa.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

O serviço de polícia existe desde que o homem vive em sociedade, embora tenha assumido diferentes designações. Há porém a dizer que as policias de antanho não eram como as de agora. Está na moda falar-se de integração, respeito e cooperação, tendo isso como efeito fazer com que o polícia perca a sua autoridade. A coisa chegou a pontos de hoje ser mais fácil prender um polícia do que um criminoso, tornando-se também comuns os actos de desobediência à autoridade policial que em vez de apoiada é condenada e ofendida.

Ventura Reis - TornadoiroPois meus caros, a autoridade da polícia sempre teve um carácter fraternal, mas foi originalmente constituída para reprimir o mal, sendo que a promoção do bem pertence a outras instituições para isso vocacionadas.
A polícia tinha funções bem expressas, que basicamente eram as de garantir a autoridade do Estado, a tranquilidade, a segurança, o bem-estar das pessoas, bem como o respeito pela propriedade.
Para ser garantida a plenitude das funções policiais, havia no meu tempo de rapaz diversas entidades com autoridade e com capacidade de intervenção, cujas competências incluíam a detenção dos prevaricadores e o lavrar de autos, que eram o primeiro passo com vista à sua justa punição. Cada instituição actuava nos limites da lei e dentro da sua área de competências, estando assim garantida a especialidade na acção policial.
Enumero seguidamente os diferentes corpos de polícia que havia no meu tempo, alguns dos quais deixaram infelizmente de existir:
Polícia de Segurança Pública, que dependia do Ministério do Interior e tinha por funções prevenir e reprimir a criminalidade bem como fiscalizar e realizar as diligências que lhe fossem ordenadas, actuando nas cidades e nas vilas de maior dimensão, como chegou a acontecer na vila do Sabugal durante algumas décadas.
Polícia Judiciária, dependente do Ministério da Justiça, tendo por fim efectuar a investigação dos crimes e descobrir os seus agentes.
Polícia Marítima, na dependência do Ministério da Marinha, que tinha atribuída a vigilância e a fiscalização dos portos e da costa marítima.
Polícia Florestal, dependente do Ministério da Economia, destinada a reprimir e denunciar os delitos florestais.
Polícia Hidráulica, dependendo do Ministério das Obras Públicas, que tinha a seu cargo a vigilância e fiscalização das barragens, lagoas, lagos, rios, ribeiras, canais e valas, bem como a navegação fluvial.
Polícia Internacional e de Defesa do Estado, dependente do Ministério do Interior, a quem cabia garantir a segurança interior e exterior do Estado, vigiar as fronteiras e controlar a emigração (esta era uma policia politica que perseguia quem tinha ideais diferentes das que defendia o regime vigente – tendo sido extinta, não há que ter saudades dela).
Polícia Municipal, dependente das câmaras municipais, que tinha por fim fazer cumprir as posturas, editais e regulamentos camarários.
Guarda Nacional Republicana, dependente do Ministério do Interior, que tinha funções de polícia rural, garantindo a ordem no campo (havendo conflito armado, a GNR, ficaria à disposição do Ministério da Guerra, atendendo ao seu estatuto militar).
Polícia das Estradas Nacionais, serviço da competência dos funcionários da Junta Autónoma de Estradas, do Ministério das Comunicações, a quem competia a conservação e a defesa das estradas nacionais, fiscalizando e reprimindo os actos de danificação e desrespeito.
Guarda Fiscal, do Ministério da Fazenda, que fiscalizava a entrada e a saída de mercadorias, vigiava as fronteiras, garantia a cobrança dos direitos aduaneiros e reprimia o contrabando.
Polícia de Viação e Trânsito, do Ministério das Comunicações, competindo-lhe garantir o cumprimento das disposições relativas ao tráfego de veículos nas estradas.
Polícia Sanitária, do Ministério da Saúde, que tinha por fim fiscalizar o cumprimento dos regulamentos de saúde de modo a evitar a proliferação de doenças contagiosas.
Para além das competências de todos os corpos de polícia, atribuídas por lei, e das funções de autoridade de policia dos comandantes, directores, oficiais e funcionários superiores destes corpos, também detinham a atribuição de autoridade policial os governadores civis, os presidentes das câmaras municipais, os regedores e os juízes de paz.
«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis

Estivemos à conversa com Manuel Meirinho, o cabeça de lista do PSD pelo círculo da Guarda para as eleições legislativas de 5 de Junho. Manuel Meirinho, 47 anos, casado e pai de duas filhas, é natural do Soito. Filho de agricultores, com mais 10 irmãos, cedo soube o que era trabalhar. Estudou na escola do Soito, no Seminário do Fundão, no Externato Secundário do Sabugal e no Liceu de Torres Vedras. Licenciou-se em Comunicação Social, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-UTL), onde optou por seguir a carreira académica. Obteve o grau de Mestre em Ciência Política e doutorou-se em Ciências Sociais. Leccionou também na Universidade Aberta, Academia da Força Aérea, ISCTE, Instituto Superior de Serviço Social, Universidade Lusófona, Universidade Lusíada. É, desde 2009, vice-presidente do ISCSP.

– Sendo independente, o que o levou a aceitar ser candidato a deputado pelo PSD?
– Basicamente houve duas razões. A primeira foi aceitar o desafio de um partido que decidiu abrir-se à sociedade e arriscar incluir nas listas pessoas que não estão filiadas e que está disposto a regenerar-se por essa via, sendo este um sinal que merece ser apoiado. Os cidadãos quando são desafiados nesse sentido pelos partidos devem aceitar, sobretudo quando se trata de cidadãos como eu que têm tido uma intervenção cívica e algum trabalho critico ao nível da análise. Há momentos em que não podem dizer não a dar uma colaboração mais activa. Isto tem também a ver com a forma como os partidos se posicionam face à sociedade civil e a relação de confiança que se cria entre as pessoas, porque não são todos os líderes que aceitam correr esse risco, que causa naturais problemas internos. A segunda razão foi o facto de ser da terra e assim poder dar um contributo em nome do distrito da Guarda, na medida em que me sinto em casa. Ao mesmo tempo o facto de ser natural do distrito colocou-me na posição de não poder negar esse convite. Em síntese, sou alguém que tem vontade de participar e que foi desafiado para isso por um partido que se quer abrir à sociedade.
– Isso quer dizer que não aceitaria candidatar-se por outro círculo eleitoral que não o da Guarda?
– Não aceitava porque a primeira razão da minha candidatura tem a ver com o facto dos partidos estarem ou não dispostos a arriscar a abertura à sociedade e a outra razão tem a ver com a coerência dessa mesma abertura, que apenas existe se as pessoas são naturais ou estão intimamente ligadas aos círculos pelos quais se candidatam. Não quero dizer que outros não possam candidatar-se e propor-se a fazer um bom trabalho, mas não é a mesma coisa, pelo que digo claramente que se me tivessem convidado a candidatar-me por outro círculo teria declinado esse convite.
– Como se sente o politólogo ao assumir o papel de político, ou seja, daquele que é o objecto da sua análise?
– Não se trata verdadeiramente de uma passagem de «não político» para «político», porque políticos somos afinal todos nós, embora cada um à sua maneira e à sua escala. Não somos é todos governantes e decisores políticos. Eu intervenho muito, quer ao nível da Universidade, da investigação, da análise e do comentário político, pelo que não deixo de, em certa medida, ser político, mas agora trata-se de fazer uma passagem para o lado das instituições onde a politica se exerce ao nível da tomada de decisão, sendo portanto uma outra dimensão. Trata-se afinal de uma passagem para uma outra realidade.
– E julga que o facto de ser político ao nível da análise lhe traz vantagem nessa mudança para o lado da decisão?
– Antes de mais sinto que não estou condicionado pela lógica estritamente partidária, pelo que posso ter perspectivas mais abertas e mais críticas, que poderei incorporar no processo de decisão. Por outro lado estas intervenções podem ser muito importantes para os partidos na busca de consensos, porque assumem normalmente uma lógica de confrontação. As pessoas que não estão alinhadas podem trazer valor acrescentado que facilite a obtenção de consensos. Há ainda uma outra razão que é o facto das pessoas que estão fora das estruturas partidárias estarem menos condicionadas e poderem levar a decisão ao encontro da resolução dos problemas das pessoas no quadro das suas expectativas. Um último aspecto muito importante é que as pessoas que são rotuladas por independentes não estão contra os partidos, pois essa é uma ideia errada, têm antes perspectivas que complementam a acção dos partidos. Não estão sujeitas à rigidez da disciplina partidária na tomada de opções e nas votações, têm um espírito mais aberto e, portanto, mais crítico, pelo que estes mecanismos de abertura dos partidos podem contribuir para uma melhoria da acção politica indo mais ao encontro das expectativas dos cidadãos. Não há portanto aqui um lado e o outro. Sou aliás contra essa visão que coloca de um lado os partidos e do outro lado os cidadãos.
– Mas as justificações para algumas das escolhas, com declarações polémicas e contraditórias, falo particularmente da escolha de Fernando Nobre para liderar a lista por Lisboa, contribuíram para que os independentes ficassem rotulados de pessoas para quem qualquer coisa lhes serve. Revê-se neste tipo de análise?
– Não me revejo nessa análise. O caso de Fernando Nobre não pode ser extrapolado ou generalizado para aquilo que é o contributo que pessoas politicamente desalinhadas podem dar aos partidos. O caso em si tem que ser tratado na sua especificidade, porque houve de facto uma gestão algo deficiente dessa situação. Quando as lideranças dos partidos decidem abrir-se à sociedade, podem fazê-lo de diferentes formas, mas quando decidem fazê-lo pela via da renovação das listas de deputados, correm riscos. E esses riscos são ainda maiores quando nalguns processos, como poderá ter sido o caso de Fernando Nobre, se extravasa a questão de se ser independente hipervalorizando essa independência. Isso leva a uma difícil aceitação por parte das estruturas partidárias e sobretudo por parte dos cidadãos, pelo que a perspectiva que devemos ter dos independentes é a de que eles são um contributo mas não são uma oposição nem uma substituição. O caso de Fernando Nobre não pode ser valorizado, porque há muitas pessoas que não são do PSD, que se disponibilizaram genuinamente para colaborar. Estas escolhas não se podem apresentar como antagónicas ou substitutivas dos partidos, antes devem ser colocadas na mesma escala dos outros políticos, porque apenas assim poderão ser um contributo. Os independentes têm de valer pelo capital politico e social que trazem e não mais do que isso, colocando-se na mesma balança em que estão os partidos.
– Afirmou porém na apresentação dos candidatos do PSD pela Guarda que a polémica criada com a participação dos independentes nas listas é desejável porque a polémica é necessária à democracia…
– Em primeiro lugar tratou-se de desmistificar o contributo dos independentes que devem ser posicionados no seu exacto lugar, não os hipervalorizando, depois trata-se de evidenciar as limitações dos partidos quando decidem abrir-se. Esse debate é importante para os partidos, na medida em que lhes dá informação sobre as reacções que a sociedade tem face às escolhas. Os partidos precisam de experimentar e verificar quais são as melhores formas de casar a sua acção e a sua intervenção, que é estruturante nas democracias, uma vez que nenhuma democracia é possível sem o contributo dos partidos. Estas polémicas levam também a uma espécie de aprendizagem da democracia por parte dos partidos. É ainda importante para os cidadãos, na medida em que esta discussão permite-lhes ver qual a genuinidade dos que estão disponíveis para participar. No global, tudo o que seja um debate enriquecedor, acerca de temas centrais para a democracia, só pode contribuir para a sua melhoria. Temos várias experiências com independentes, por exemplo nas juntas de freguesia, onde há candidaturas independentes desde 1976, o mesmo sucedendo nas câmaras a partir de 2001, pelo que aprendemos muito com essas experiências. Já vimos que muitos deserdados da política decidem candidatar-se contra os seus próprios partidos com o rótulo de independentes e há também as candidaturas genuínas que emergem de pessoas que estão dispostas a enfrentar os partidos. Ou seja, temos vindo a aprender com essas experiências.
– Falando agora de um assunto de âmbito regional, e que interessa particularmente ao distrito da Guarda: qual a sua posição face à introdução de portagens nas SCUT, particularmente nas auto-estradas A23 e A25, que servem o distrito?
– Não querendo fugir à pergunta, considero que posições individuais ou partidárias sobre portagens, saúde, distribuição da água em alta, a taxa de IVA para as IPSS, a economia social, ou seja o que for, neste momento têm que ser enquadradas no âmbito da situação em que está o país. Há algo que eu assumo desde já no que se refere ao trabalho em termos de campanha: não ouvirá da minha parte qualquer promessa, na medida em que não vale a pena prometer aquilo que não é possível fazer. E isso é sobretudo válido no contexto em que estamos. Não se pode tomar já uma posição definitiva nessa matéria.
– Mas se os candidatos não disserem aquilo que se propõem fazer também não esclarecem os eleitores.
– Uma coisa é a minha posição, outra coisa é assumir a promessa de fazer isto ou aquilo. Dando-lhe a minha posição, digo que no actual contexto qualquer decisão sobre essa questão tem de ser vista no quadro nacional e naquilo que são as possibilidades do país. Tudo indica, de acordo com o quadro de referência nacional, que terá que haver portagens, seja por maior pressão do partido A ou do partido B. O país estará «condenado» a ter que impor aquilo que porventura não quereria, mas isso não é vontade minha, nem de ninguém em particular, é pelo interesse nacional derivado da situação em que o país se encontra. Se me perguntar qual é a minha vontade, então eu digo-lhe que era a de que não houvesse portagens. Outra coisa é o que se pode fazer face à introdução das portagens, para minimizar eventuais efeitos negativos na economia regional. É evidente que o partido tem uma posição conhecida, que é a de que não há condições para não portajar. O próprio governo do Partido Socialista tinha a portaria com o tarifário pronta e estava a instalar os pórticos para as leituras, o que quer dizer que o processo político em curso é no sentido de portajar. Estando condenados às portagens há algo que podemos fazer, em função na natureza das SCUT. Por exemplo para a A23, a que eu chamo «auto-estrada da coesão», porque contribui para combater um grande desequilíbrio a nível regional, face a constrangimentos de competitividade com Espanha e face aos índices de desenvolvimento que temos no distrito, tem de se estudar a possibilidades de casar esta inevitabilidade a que o estado do país obriga com uma discriminação positiva que tem que ser muito bem pensada.
– Há pouco tempo esteve aqui no Sabugal e na Guarda o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, que disse precisamente isso, que eram necessárias medidas de descriminação positiva. Mas o importante é que o candidato diga agora quais são em concreto essas medidas que o PSD preconiza.
– Admitindo a inevitabilidade de portajar, de resto as portagens apenas não foram ainda introduzidas porque o governo considerou que estando em gestão não o podia fazer, há que estudar quais as medidas que podem ser tomadas para minimizar esses efeitos na região, que também não ponham em causa a necessária coesão nacional. Posso-lhe dizer que o António Mexia, quando foi ministro, chegou a ter estudos técnicos muito avançados sobre as várias possibilidades. Isto tem sobretudo uma dimensão técnica, para a qual é prematuro estar a dizer se vai ser assim ou assado. Outra coisa é a questão politica. Os políticos estão condenados a dizer que é inevitável e a fazer um esforço para que se encontrem soluções do ponto de vista técnico para minimizar os efeitos dessa inevitabilidade.
– O Sabugal tem, como sabe, um problema de acessibilidades, nomeadamente com a falta de uma ligação directa à A23, que tarda em estar concluída. Pensa que podemos dispensar essa ligação à A23, como alguns já defendem, apostando antes na requalificação da estrada da Guarda, ligando-nos assim tanto à A23 como à A25?
– As opções estão tomadas e estão em curso e eu não vou criticar nem dizer se são boas ou más, na medida em que não estamos a disputar eleições autárquicas. É evidente que os autarcas querem o melhor para os seus concelhos e desse ponto de vista isso não deve ser criticado, embora possamos discutir se se justifica e se foi a melhor opção. Também não gostava de me pronunciar sobre questões muito particulares de interesse local. Não se trata de concordar ou discordar com o que está a ser feito. Trata-se sim de fazer uma análise fria para dizer que estamos a falar de eleições legislativas e essas questões locais têm relevância no contexto da disputa de eleições autárquicas. Num sentido mais genérico, considero que tudo o que se faça em benefício das populações e melhore a competitividade dos territórios, deve ser feito.
– Aproveitando então a questão autárquica, pergunto-lhe se defende a tão propalada reforma autárquica que aponta para a redução de municípios e de freguesias como forma de diminuir os custos com a Administração?
– Há, de certa forma, um consenso nacional acerca de um conjunto de reformas que são necessárias e que incidem sobre a organização administrativa do país e as suas instituições. É uma reforma que há muito não é feita em Portugal e, desse ponto de vista, partilho da ideia de que temos de olhar para a população e a natureza do território, mais de 30 anos depois de termos implantado a democracia, quando aliás esta estrutura autárquica já é anterior à democracia. Defendo a ideia da reforma, mas que não pode ser idêntica para todo o país. Por exemplo, não partilho a ideia de replicar o modelo de Lisboa para o resto do país. Tendo o país uma estrutura muito semelhante, a realidade do interior é diferente da das áreas urbanas do litoral. Tem de haver uma reforma dos governos locais, por exemplo pela alteração à legislação eleitoral. A questão da redução de autarquias deve ser estudada. Considerando as respostas que as autarquias têm que dar e considerando o estado do país, se for possível garantir o mesmo tipo de prestação de serviços com alguma economia de escala ao nível das instituições, temos de enfrentar essa alteração de uma forma muito aberta e muito séria. Mas há aqui um ponto essencial, que é não criar modelos cegos e replicáveis da mesma forma em todo o país.
plb

RECEITAS GASTRONÓMICAS – ARROZ – «Como está?» É assim que cumprimenta um amigo ou familiar que acabou de encontrar. Na China, outros fusos, outros usos, outros costumes, a saudação mais corrente é a seguinte: «Hoje, já comeu o seu arroz?» A resposta normal e usual para nós ocidentais é «Estou bem, obrigado.» Na China a resposta é «Vai tudo muito bem.»

Arroz

Paulo Sá Machado - Ensaísta - Historiador - Emoções GastronómicasO arroz é um velho e espectacular amigo da humanidade. Este ano 2004, está a ele dedicado, uma planta originária da Ásia, de delicados grãos brancos, tendo o seu cultivo surgido há cerca de 5.000 anos na Índia. Presentemente o arroz é fonte de energia de metade da população mundial, e com o trigo o alimento principal da humanidade.
O arroz chega à Europa nos séculos VII e VIII, com a ocupação árabe da Espanha, tendo-se conhecimento que no reinado de D. Dinis (1279-1325) já se cultivava em Portugal. Pouco se sabe da sua história em Portugal até finais do século XVII, a não ser a sua importante presença a bordo das Caravelas Portuguesas e da sua introdução no Brasil e em África.
Por outro lado alguns historiadores contrariam a sua implantação através dos descobridores portugueses, afirmando que o Brasil foi o primeiro País a cultivar o arroz nas Américas, através dos tupis, que nessa altura lhe chamavam «milho de água» e dava-se em áreas alagadas junto ao litoral. A instalação de fábricas de descasque só vieram a ser autorizadas pela Coroa de Portugal, pelo que só em 1766 o Brasil teve a construção da sua primeira fábrica.
Em Portugal a cultura do arroz expandiu-se entre 1700 e 1900, mas nunca foi apoiada, e muitas vezes combatida pelos Governos, pelos prejuízos, que diziam, causar à saúde pública.
As zonas de cultivo mais antigas (Brotero, citado por Vasconcelos, 1963) foram as de Montemor-o-Velho, Sines e Grândola. Actualmente o seu cultivo centra-se nos Vales do Vouga, Mondego e Lis, para além dos vales do Tejo e do Sorraia., Sado Mira e Guadiana.
Hoje o arroz para além de ser o principal alimento para muitas populações é também um símbolo de fecundidade no Oriente. Na Península Ibérica é usado nos casamentos para desejar aos noivos, felicidade e filhos. Já na Índia é utilizado em muitas cerimónias festivas.
Uma das recordações mais presentes e emotivas que vivi relacionadas com o arroz foi sem dúvida quando por várias vezes estive na Guiné-Bissau. Aí o arroz para além de ser o alimento principal e quase único de toda a população, também é utilizado para oferecer nos momentos mais importantes do ciclo humano. Desde o nascimento, puberdade, casamento e a própria morte o arroz é servido, nessas ocasiões por todos os presentes, símbolo de amizade e agradecimento.
Também na arte o arroz desempenha papel importante, pois existem artistas que compõem os seus quadros, com grãos, casca ou mesmo massa de arroz.
Não podemos deixar de pensar no papel fundamental que o arroz tem na gastronomia portuguesa. Tal como o bacalhau, o arroz pode ser cozinhado de mil e uma maneiras. Já no célebre Pantagruel (1) são descritas as receitas: arroz branco, à valenciana, de chouriço de sangue, com molho de tomate, de bacalhau à fidalga, de feijão verde, de frango à Fernando S, de peixe com ervilhas, de peixe assado. De polvo, de substância, couves de Bruxelas com arroz, “Goulibiack”, pudim de arroz com rins, tabuleiro de arroz, etc.
Também no «Manual Pratico da Cosinheira», de Annette Lisard (2), nos surgem as receitas: arroz de peixe, arroz de peixe em gateau e arroz de peixe em pastellinhos, para no sector da cozinha vegetariana nos brindar com as receitas de arroz: à valenciana, alegre, com rama de nabo, couve e tomate, com ervilhas, com grão, de manteiga.
«Na Arte de Bem Cozinhar» por Alianda (3), surgem as receitas de Arroz à Valenciana, de frango, de manteiga e indiano.
Na doçaria o arroz também tem muito a dizer. Comecemos pelo que recolhemos em «Doces e cosinhados» receitas escolhidas por Isalita (4), indica-nos duas receitas de Bolo de arroz. Já «Na Arte de Bem Comerr» por Alinanda surge-ne uma receita de arroz doce. Voltando ao Pantagruel duas únicas receitas de arroz doce: à moda da branca e à moda de minha mãe.
Esperemos ter aberto o prazer para provar as delícias que nos proporciona o arroz.

:: Bom apetite! ::

:: ::
(1) O Livro de Pantagruel de Bertha Rosa-Limpo, ES, Lisboa, 1949.
(2) Manual Pratico da Cosinheira de Annette Lisard – Livraria Popular de Francisco Franco, Imprensa Lucas, 4.ª edição, 1932.
(3) A Arte de Bem Comer por Alinanda – Edição Domingos de Oliveira, 1940 (?).
(4) Doces e Cosinhados – receitas escolhidas por Isalita, Livraria Bertrand, 1940.
:: ::
«Emoções Gastronómicas», crónica de Paulo Sá Machado

(Ensaísta, Historiador)
paulosamachado@netcabo.pt

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaNa «Ruta de los Castillos» e ao encontrar-me com Alfaiates, tenho que confessar que me senti embaraçada por não conhecer suficientemente esta terra raiana. Li, reli folhetos, relatos e encontrei, como esperava, gente de coragem que luta pelos seus espaços, mantém a religiosidade e tradições, mima os seus idosos, defende as associações, investe na formação virtual e de futuro e, em contrapartida, é acarinhada pela Junta de Freguesia, pelo Presidente do Município, eng.º Robalo e pelo Governador Civil, dr. Santinho Pacheco, numa característica que lhes é tão peculiar, de amarem as gentes da terra e defenderem as riquezas raianas. Então,vamos até Alfaiates?

Castelo de Alfaiates

ALFAIATES

«Dos fracos não reza a História»
Sempre se ouviu dizer
Teu castelo por ser «pouco»
Ainda muito quer dizer.

Como castro pré-histórico
Ou como Castilho de La Luna
Pareces ganhar magia
Quando perdido entre a bruma.

Ó Castelo de Alfaiates
Embora erguido em planalto,
Deixas ver terras do Côa
Das tuas muralhas, lá do alto.

Homenageamos, de novo, D. Dinis
Estratega, homem de saber
Com o Tratado de Alcanizes
Veio fronteiras estabelecer.

E construindo ou reforçando
De Alfaiates, teu Castelo
Falar da «fermosíssima Maria»
Tornam-te ainda mais belo

Pelo estilo, D. Manuel
Marca presença, este Senhor
A linda coroa ao centro
Mostra bem o seu valor.

As cruzes da Ordem de Cristo
E as esferas armilares
São páginas vivas da história
Dessas páginas milenares.

Poeta Garcia de Mascarenhas
Teu alcaide e cavaleiro
Deixou seu nome na praça
Da Restauração o primeiro.

Com ele serviste Alfaiates
Apoiaste a Restauração
E com os outros castelos do Côa
Também defendeste a Nação.

Albergaste heróis anglo-lusos
Depois, um pouco esquecido
Mas recebeste aí teus mortos
Como um pai enternecido.

Algumas das tuas pedras
O hospital foram servir
De Interesse Público reconhecido
Não te esquecerão no porvir.

Se as tuas façanhas estão longe
O povo quere-as presentes
Pois se as pedras também falam
Não podem mentir as gentes.

O meu carinho para Alfaiates

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Cada um de nós tem a sua evolução, no sentido que escolher – acredito que ainda se escolhem sentidos de vida, afinal esse é aquele ponto que nos separa dos computadores supra inteligentes e dos animais supra emotivos. Nenhum deles tem ainda a capacidade de questionar e, assim, perguntar-se qual é a sua missão (ou missões) neste tempo e espaço onde escolhemos estar.

Prisão

Carla NovoAssim, um dos primeiros passos depois de um violento «despertar» é, sem dúvida, pegar nas tralhas todas que trazemos e deitá-las fora. Sim, do que realmente precisamos para nos sentirmos felizes connosco mesmos? Faça esse exercício e verá que a esmagadora maioria do que tem não lhe traz felicidade. Se eu ganhasse o Euromilhões faria, teria… mas o que você é? Na sua essência? Voltar-se para dentro de si não é uma fuga é um convite que lhe faço para a próxima semana. Não estou a sugerir que fiquei zen e a meditar todas as noites antes de dormir, quando, provavelmente, está tão cansado(a) que quer olhar para TV e fingir que não se passa nada – como quem olha para uma montra e «desliga» o interruptor. Não. Não é preciso tornar-se budista, acender velinhas ou pauzinhos de incenso. Nada disso. Basta «entrar» dentro do seu próprio coração e ouvir os sinais que ele lhe dá. A intuição é e será cada vez mais a nossa estrela guia. Ela não nos mente, não nos atraiçoa. A intuição indica-nos o sentido a seguir sem cobranças e sem rasteiras. O medo é apenas aquilo que o ego usa para nos lembrar das castrações em que decidimos, sem dar conta, criar para nós mesmos. Contaram-me em tempos uma história divinal exactamente sobre esta mensagem que hoje decidi vos passar. Estavam os senhores lá todos zen a meditar quando, subitamente, a terra estremeceu. Era um terramoto. Todos abandonaram o local e tentaram refugiar-se como seria previsível e óbvio. Contudo, houve um que lá permaneceu, imóvel. Quando o abalo passou os outros regressaram e perguntaram-lhe se ele não teve medo e porque não se foi abrigar. Ao que o tal monge respondeu: Sim, eu estava cheio de medo e também fugi, mas fugi para dentro de mim! Numa semana, para os mais religiosos que celebram a Páscoa, fica também o convite: que prisões construíram e que, agora, não se conseguem desenvencilhar? Que castigos temem para não arriscar? E, finalmente, porque insistem em guardar tantas tralhas se o caminho deve ser feito e leveza e de alegria?
«Jardim dos Sentidos», crónica de Carla Novo

carlanovo4@hotmail.com

O bucho raiano de confecção caseira foi oferecido por Francisco Bárrios que juntou à mesa, pelo segundo ano consecutivo, um grupo de amigos na Casa do Concelho do Sabugal. Entre os convidados destaque para um iniciado nestas andanças do bucho raiano – o cantor Carlos Mendes – que chegou acompanhado de Carlos Luís, actual secretário-geral do Inatel. A conversa à volta do bucho (que estava excelente) foi animada com as estórias do anfitrião e de Adérito Tavares. Para o ano há mais…

Bucho Raiano - Casa Concelho Sabugal

(Clique para ampliar.)

O presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Lucas, aproveitou para mostrar já emoldurado o Diploma de Honra atribuído pela Confraria do Bucho Raiano à instituição.

Paulo Leitão Batista - José Lucas - Diploma de Honra - Casa Concelho Sabugal - Confraria Bucho Raiano - Foto Capeia Arraiana

jcl

Pode o FMI mudar Portugal?

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Porque há pessoas cuja capacidade de escrita lhes permite dizer em poucas palavras o que outros (o que me inclui também…), demoram anos a dizer o mesmo, permito-me transcrever uma crónica de Ferreira Fernandes no Diário de Notícias.
«Hotel Tivoli? Daqui, do aeroporto, é um tiro… Então o amigo é o camone que vem mandar nisto? A gente bem precisa. Uma cambada de gatunos, sabe? E não é só estes que caíram agora. É tudo igual, querem é tacho. Tá a ver o que é? Tacho, pilim, dólares. Ainda bem que vossemecê vem cá dizer alto e pára o baile… O nome da ponte? Vasco da Gama. A gente chega ao outro lado, vira à direita, outra ponte, e estamos no hotel. Mas, como eu tava a dizer, isto precisa é de um gajo com pulso. Já tivemos um FMI, sabe? Chamava-se Salazar. Nessa altura não era esta pouca-vergonha, todos a mamar. E havia respeito… Ouvi na rádio que amanhã o amigo já está no Ministério a bombar. Se chega cedo, arrisca-se a não encontrar ninguém. É uma corja que não quer fazer nenhum. Se fosse comigo era tudo prà rua. Gente nova é qu’a gente precisa. O meu filho, por exemplo, não é por ser meu filho, mas ele andou em Relações Internacionais e eu gostava de o encaixar. A si dava-lhe um jeitaço, ele sabe inglês e tudo, passa os dias a ver filmes. A minha mais velha também precisa de emprego, tirou Psicologia, mas vou ser sincero consigo: em Junho ela tem as férias marcadas em Punta Cana, com o namorado. Se me deixar o contacto depois ela fala consigo, ai fala, fala, que sou eu que lhe pago as prestações do carro… Bom, cá estamos. Um tirinho, como lhe disse. O quê, factura? Oh diabo, esgotaram-se-me há bocadinho.»

Sem comentários…, mas, vendo, lendo e ouvindo…
Dizia-se então «Os ricos que paguem a crise». No Portugal de 2011, cada vez mais esta frase se transforma em «Os outros que paguem a crise». Infelizmente, os FMI/EU e quejandos vão transformar a frase em «Paguem todos a crise», o que na prática significa que só vai pagar (mais), quem já pagava. Porque os 80% de empresários que nada pagam porque só têm prejuízo; os «técnicos» de tudo e mais alguma coisa que alimentam a economia paralela; os banqueiros e outros «xicos espertos» que já conhecem de cor o «caminho das poldras» para fugir ao fisco; etc. etc.; todos esses vão escapar…

Ps. A todos os que visitam este Blogue, desejos de uma boa Páscoa, sobretudo aos muitos que ainda têm dinheiro para esgotar os destinos turísticos da época…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O director do TMG-Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. A cerimónia está marcada para a noite de segunda-feira, 25 de Abril, e conta com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e do Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco.

Américo Rodrigues - TMG - Guarda - Foto Capeia Arraiana

Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região.
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, disse em declarações à agência Lusa que a distinção será entregue na Guarda, na noite de segunda-feira, dia 25 de Abril, quando o TMG assinala o sexto aniversário, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. A cerimónia irá decorrer no café concerto daquele complexo cultural, no final de um espectáculo com o cantor Pedro Abrunhosa, indicou.
Santinho Pacheco referiu que propôs à ministra da Cultura a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Américo Rodrigues, atendendo ao trabalho desenvolvido «ao serviço da cultura». «O Américo Rodrigues é uma figura incontornável da cultura, na Guarda, e a cultura para a Guarda é uma actividade estratégica, particularmente a partir do momento em que foi inaugurado o novo TMG», justificou. Acrescentou que o homenageado «marcou o rumo» da opção da Guarda pela cultura, afirmando a cidade no contexto regional e nacional «por um bom motivo».
Santinho Pacheco diz tratar-se de uma homenagem «justa», que Américo Rodrigues, que nasceu na Guarda, «bem merece», pelo papel cultural desenvolvido ao longo de 30 anos.
Para além de director do TMG, o galardoado é poeta sonoro, actor, escritor, encenador e programador de eventos culturais.

1 – O Capeia Arraiana associa-se à homenagem reconhecendo as capacidades invulgares de Américo Rodrigues enquanto homem de cultura e gestor de um espaço que é, em apenas seis anos, uma referência a nível nacional e ibérico pela qualidade da programação e dos protagonistas que têm actuado na cidade mais alta. O mérito, muito mérito, cultural de Américo Rodrigues é um orgulho para a cidade da Guarda, para o distrito e para toda a Beira Alta.
2 – Ainda não há muito tempo Américo Rodrigues escrevia no seu blogue «Café Mondego» (uma referência na opinião livre e séria na blogosfera): «Que raio de homem sou eu que não tenho um fato e uma gravata?!» Será desta que o «obrigam» a usar uma gravata?
3 – E já agora aqui fica o lembrete. Este cordial homem de cultura comemora 50 anos de idade no sábado, 23 de Abril. Até lá.
jcl (com agência Lusa)

O vinho «Fundanus Prestige 2008» da Adega Cooperativa do Fundão conquistou a medalha de Ouro na XIII edição do Concurso Mundial de Vinhos «Wine Masters Challenge 2011» que se realiza anualmente no Hotel Palácio do Estoril. A edição deste ano teve a concurso 5103 vinhos produzidos em 55 países.

Adega Cooperativa Fundão - Fundanus Prestige 2008

O vinho «Fundanus Prestige 2008» da Adega Cooperativa do Fundão foi premiado com a medalha de Ouro no Concurso Mundial de Vinhos «Wine Masters Challenge 2011» tendo sido o único vinho da Beira Interior a ser medalhado com o mais alto galardão neste prestigiado Concurso Internacional.
Entre os portugueses a concurso apenas mais 12 vinhos nacionais acompanharam este excepcional vinho no mais prestigiado Concurso Internacional de Vinhos de Portugal que se realiza anualmente no Hotel Palácio do Estoril e onde foram apresentados a competição 5103 vinhos provenientes de 55 países.
Os vinhos foram testados por mais de 600 enólogos que comprovaram a excelência dos vinhos da Adega do Fundão. A adega da Beira Serra contribuiu decisivamente para o 14.º lugar a nível mundial da Região Vitivinícola da Beira Interior à frente de conceituadas regiões portuguesas como a Península de Setúbal.
Em 2010 o vinho «Fundanus Prestige», colheita de 2005, foi considerado por Marcelo Coppelo, um dos mais reputados enólogos brasileiros, como uma das nove melhores compras de vinhos portugueses no Brasil, conquistou, igualmente a medalha de ouro no Wine Masters Challenge e foi incluído na lista dos 50 melhores vinhos de Portugal.
A Adega Cooperativa do Fundão vai estar presente, em prova, com diversos vinhos de excelência nos dias 26, 27 e 28 de Abril na Expovinis em São Paulo e no dia 29, também em prova, em Belo Horizonte no Brasil.

:: Ficha Técnica do Fundanus Prestige 2008 ::
Este vinho é composto pelas castas Aragonês e Jaen provenientes de vinhas de solos graníticos, a sul da Serra da Gardunha. As vinhas são bafejadas por um Sol intenso, desde Junho até Setembro, mês em que a vindima é efectuada, ao clarear da manhã.
Magnífica cor, de boa concentração, transmitindo aromas a frutos silvestres, caramelo e tabaco. Na boca é macio, denso, com bom equilíbrio entre o seu corpo e os taninos, terminando com boa persistência.
Este vinho identifica o interior beirão pela sua robustez (álcool), personalidade (corpo) e hospitalidade (recordação que deixa depois de ser bebido).
Vinificado através de uma selecção de vinhas D.O.C. a sul da Gardunha. Tem na sua composição 60% de Aragonez e 40% de Jaen. Curtimenta prolongada com temperatura de fermentação a 28ºC. Estagiou em barricas novas de carvalho durante um ano e, posteriormente, em garrafa também durante um ano.
Colheita: 2005 | Classificação: DOC Beira Interior.
Tipo: Tinto | Castas: Aragonês e Jaen.
Tipo de solo: Graníticos, na sua maioria.
Produção: 30 000 garrafas.
Análise laboratorial: teor alcoólico – 20º (vol. %): 14; açúcares totais (g/dm3): menos de 4g/Lt; acidez total (g/dm3): 5,5; acidez volátil (g/dm3): 0,6; sulfuroso total (mg/ dm3): 90.
jcl

O PSD apresentou hoje publicamente a lista de candidatos pela Guarda às eleições legislativas de 5 de Junho, que é encabeçada pelo soitense Manuel Meirinho, que afirmou que a polémica é algo de natural em política.

Sobre a polémica com a escolha de alguns candidatos por parte do PSD, especialmente a de Fernando Nobre para liderar a lista de Lisboa, Manuel Meirinho considerou que essa polémica é natural e contextualizada, sendo também normal porque isso faz parte da democracia. O facto de ser uma escolha conflituosa torna-a num acto saudável para a democracia, pois a polémica faz naturalmente parte do sistema político.
Para além da candidatura de Nobre provavelmente também a sua e as de Francisco José Viegas e de Carlos Abreu Amorim «podem causar alguma polémica» em «alguns sectores do partido» mas isso é positivo porque só assim os partidos se abrem à sociedade.
O candidato independente revelou que aceitou o convite para liderar a lista candidata pela Guarda porque essa é a forma de «contribuir para que as questões do distrito possam ter uma maior audição na Assembleia da República».
O presidente da federação distrital do partido, Álvaro Amaro, esvaziou a polémica acerca do lugar ocupado pelo actual deputado João Prata, que de segundo nas últimas eleições passou agora para o quarto lugar. «Na politica não há carreiras, como sucede na função pública», disse Amaro, que defendeu que em cada momento os candidatos são escolhidos consoante a oportunidade, salientando contudo que João Prata volta a ser candidato a deputado, ocupando o lugar que foi considerado adequado, e que se disponibilizou para ser o director de campanha na Guarda, o que revela que aceitou a situação. O líder distrital assegurou ainda estar satisfeito por Passos Coelho ter ouvido a estrutura local, ao escolher para liderar a lista uma figura do distrito, ao contrário do que sucedeu no PS, que escolher um homem nascido em Coimbra. «Paulo Campos andou por aqui, enquanto secretário de estado, a prometer estradas que não construiu, pelo que espero que aqui volte na campanha para pedir desculpa aos guardenses».
A Manuel Meirinho seguem-se na lista do PSD pela Guarda o actual deputado José Luís Peixoto (de Seia), Ângela Guerra (de Figueira de Castelo Rodrigo) e João Prata (da Guarda).
plb

JOAQUIM SAPINHO

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