Morreu Elizabeth Taylor, uma das maiores divas de Hollywood, conhecida tanto pelo seu talento e beleza como pela polémica vida que levou ao longo de 79 anos.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaNascida a 27 de Fevereiro de 1932 no Reino Unido, apesar de ser filha de pais americanos, Elizabeth Taylor estreou-se no cinema aos 10 no filme «There’s One Born Every Minute», de Harold Young. Posteriormente começou a participar em séries para um público juvenil, nomeadamente a célebre «Lassie». Na década de 1950 começa a ter alguns papéis em filmes de relevo, como «Ivanhoe», de Richard Thorpe, «Quo Vadis», de Mervyn LeRoy, «O Gigante», de George Stevens, ou «Gata em Telhado de Zinco Quente», de Richard Brooks. Nessa mesma década consegue as primeiras três de cinco nomeações para os Óscares.
Na década seguinte tem mais algumas das suas interpretações memoráveis, nomeadamente «BUtterfield 8», de Daniel Mann, «Cleopatra», de Joseph L. Mankiewicz, ou «Quem Tem Medo de Virginia Woolf?», de Mike Nichols.
Elisabeth TaylorO primeiro e o último papel deram-lhe os seus dois únicos Óscares da carreira. A partir dos anos 1970 a sua presença no grande ecrã começa a diminuir e a sua última aparição dá-se em 2001, quando entra na série de TV «God, the Devil and Bob» e no telefilme «These Old Broads».
Apesar da sua beleza e talento, a vida fora das luzes da ribalta sempre foi polémica, em grande parte devido aos seus inúmeros casamentos e divórcios. Nos últimos anos tinha dado a cara em campanhas a favor da luta contra a Sida, tendo mesmo sido uma das primeiras celebridades a defender esta causa. As causas da morte de Elizabeth Taylor, que sofria de problemas cardíacos há alguns anos, ainda não foram desvendadas. Ficará para sempre na memória de muitos cinéfilos.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

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