Uma bela surpresa «As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec», o primeiro de uma trilogia baseada numa heroína de BD.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaRealizado por Luc Besson o filme baseia-se numa banda desenhada franco-belga protagonizada por Adèle Blanc-Sec, uma jornalista do princípio do século XX que bem podia passar por uma Indiana Jones de saias. Nesta aventura a heroína tenta salvar a irmã, que sofreu um insólito acidente durante uma partida de ténis, recorrendo aos poderes de um cientista que consegue ressuscitar os mortos.
E esta missão leva-a ao Antigo Egipto onde vai buscar uma múmia que a poderá ajudar a salvar a irmã. O problema é que enquanto Adèle se ausentou o cientista Marie-Joseph Esperandieu treinou os seus poderes com um pterodáctilo, que por sua vez começou a semear o terror pelas ruas de Paris.
Múmias do FaraóNão sendo um daqueles filmes extraordinários, «As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec» é um filme de aventuras bem simpático, que se vê de uma assentada e sem nos deixar desiludidos. Os efeitos especiais estão muito bons, pois foram utilizados meios digitais e na animação do pterodáctilo parece que foi utilizado mesmo um boneco, o que nos faz lembrar certas técnicas utilizadas nos anos 1980.
«As Múmias do Faraó: As Aventuras de Adèle Blanc-Sec» acaba por ser puro entretenimento, tal como os filmes de Indiana Jones o eram quando recuperaram os filmes de aventuras mais clássicos. E os pontos de contacto entre Adèle e o personagem criado por George Lucas e Steven Spielberg são vários. Desde a procura por relíquias antigas, neste caso a múmia, às bocas que a heroína vai mandando ao longo do filme, passando pelo vilão Dieuleveut, protagonizado por um irreconhecível Mathieu Amalric. Depois desta aventura, resta esperar pela continuação.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

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