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A retirada das tropas francesas por incapacidade para ultrapassarem as linhas fortificadas que defendiam Lisboa, iniciou-se em 7 de Março de 1811, deixando para trás uma região depauperada devido às constantes rapinas e destruições.

Durou cinco longos meses a permanência do exército invasor no triângulo compreendido entre as cidades de Santarém, Torres Novas e Tomar. Massena defrontou-se com a impossibilidade em ultrapassar as linhas de Torres Vedras, que praticamente nem sequer forçou, e decidiu esperar por reforços, à medida em que tentava lançar uma ponte de barcas sobre o rio Tejo, para progredir pela sua margem esquerda, onde esperava encontrar também melhores meios de subsistência.
Porém a ponte de barcas que chegou a ser construída, nunca foi lançada, porque Wellington, descobrindo essa intenção dos franceses, colocou tropas na outra margem do Tejo, vigiando todos os locais onde a ponte pudesse ser instalada.
Entretanto, a longa presença dos franceses foi especialmente penosa para a população. Parte dela cumprira as indicações de Wellington e da Regência, e acompanhara as tropas aliadas em retirada para lá das linhas, destruindo tudo o que pudesse servir aos invasores, seguindo a rigor o plano de «terra queimada» gizado pelo comandante inglês. Outros, porém, ficaram nas suas terras, ou porque pensaram que os franceses passavam longe e não os importunariam, ou porque resolveram pura e simplesmente desobedecer.
O facto é que o exército invasor teve de sobreviver e, nessa senda, atirou-se a tudo o que lhes poderia servir de alimento. A tropa estava também sequiosa por deitar a mão ao que tivesse valor, pelo que cidades, vilas e aldeias foram saqueadas até à exaustão. As pessoas foram maltratadas e muitas forçadas a colaborar indicando os esconderijos dos géneros e das riquezas, muitas vezes sob ameaças e através de sevícias. Foi um tempo terrível para aquelas populações, que viveram em situação de ocupação e usurpação permanentes.
Massena, sem esperança de receber os reforços que reclamara ao Imperador, e já sem condições de subsistência, por tudo já ter sido esbulhado, decidiu então retirar. O seu plano inicial era instalar-se em Coimbra, onde pensava encontrar meios para alimentação do exército. Restabeleceria as comunicações com Almeida e veria aí de uma vez garantido o recebimento de reforços. Porém a sistemática insubordinação do marechal Ney, que comandava o 6º corpo de exército, inviabilizou-lhe o plano, por não ter efectuado as manobras necessárias a atingir Coimbra.
Restou-lhe seguir com a retirada para Espanha, esboçando contudo o plano de relançar a invasão a partir do Sabugal. Dali avançaria para o Sul de Espanha, onde se juntaria ao exército do marechal Soult que aí operava. Mas mais uma vez a insubmissão de Ney, em Celorico da Beira, inviabilizou-lhe as intenções. A invasão teria fim com a decisiva batalha do Sabugal, travada a 3 de Abril de 1811.
Entretanto a tropa francesa deixava para trás terras completamente depauperadas. Grande parte das casas tinham sido queimadas ou demolidas, os animais abatidos para servirem de alimento e os que ainda viviam seguiram com o exército que retirava.
A terceira invasão francesa constituiu para as populações, especialmente as do Ribatejo e das Beiras um dos períodos mais negros da história. A miséria, a violência, a fome, o frio, e as constantes humilhações que passaram, não devem ficar envoltas na nuvem do puro esquecimento.
Paulo Leitão Batista

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A tradição do enterro do Entrudo em Famalicão da Serra, no concelho da Guarda. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagens de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Assisti um dia destes ao esplendor do acordar da natureza. Quando a primeira luz do dia apareceu encontrou-me com o «pequeno», o meu cão e inseparável amigo, a caminharmos pelas margens do Côa.

Rio Côa

António EmidioEste já estava acordado, as suas águas corriam mansamente por entre margens ornamentadas de frondosas árvores. Quando me viu ficou admirado.
– Já? A estas horas? Costumas fazer isto da parte da tarde.
– É verdade Côa. Eu quase todos os dias assisto ao nascer do Sol, mas hoje quis ter esse prazer junto de ti.
– Bem – haja – agradeceu-me – sabes que me sinto só? Há uns bons anos a estas horas, já os homens do campo com os seus animais estavam a trabalhar na terra. Sentia-os, como sentia as mós dos moinhos a moerem o grão, sentia o chiar das noras e das varas das picotas quando tiravam águas dos poços, ouvia o chocalhar dos gados que passavam. Agora, tudo é silêncio.
– Sinal dos tempos – respondi-lhe.
– Esses homens respeitavam-me e respeitavam a terra, sabiam relacionar-se connosco, trabalhavam muito, não para enriquecer, produziam para viver e ter o suficiente. O que vejo agora? Os campos crucificados, improdutivos, abandonados. Ouço os gritos angustiantes dos animais que vêm matar a sede nas minhas águas. Alguns chegam a morrer nas minhas margens. De fome uns, envenenados outros…Ouço os gritos lancinantes das matas queimadas. Poluíram-me as águas. Que mal fiz eu? Que mal fizeram as matas e os campos?
– Olha Côa! Hoje o homem tem muitos bens materiais que antigamente não tinha, mas na mesma proporção foi perdendo os bens morais, espirituais e humanos, que eram mais valiosos. Entre eles estava o respeito pela Mãe Natureza.
O Côa olhou fixamente para mim e esboçou um leve sorriso.
– Dou conta que vós, homens, estais cada vez mais voltados para o passado, sabes o que isso significa? Que não gostais do presente e temeis o futuro.
– O presente é uma realidade asquerosa, odiosa e baixa, culto do dinheiro, egoísmo, luta de todos contra todos, exploração do homem pelo homem, fome, miséria e desrespeito pelo meio ambiente. O futuro imediato pouco irá diferir do presente, mas um futuro distante terá de ser forçosamente diferente. Somos sete mil milhões de seres humanos, temos de começar a viver de outra maneira. O homem é cruel e louco! Bastava só uma pequenina parte do que os países ricos gastam em armas, em coisas inúteis e absurdas, para acabar com a fome e a pobreza no Mundo.
– O homem muda, sabe-lo bem, mas nunca deixa de ser ele mesmo. Séculos de vida ensinaram-me isto.
– É uma realidade. A inveja, a ambição, e ganância continuam bem vivas na sua alma. Felizmente que há homens e mulheres com sensibilidade social, amor pela natureza e pelo meio ambiente que lutam por uma transformação desta sociedade.
– Quem segue esse caminho passa a ser alguém incompreendido e só, humilhado e até perseguido. Esses homens e mulheres não estão à espera de recompensa alguma, nem de nenhum troféu. Conheci muitos, foram pessoas simples, já não há memória deles, está feita em pó, como está o corpo.
– Estão dentro do ventre da Mãe Natureza, estão no ventre de quem tanto amaram e respeitaram.
Levantei-me do montículo de erva onde estava sentado, já era dia claro. Despedi-me.
– Até ao próximo sábado, Côa amigo.
– Adeus. Olha! – exclamou – quando puderes vem fazer-me companhia.
– Sempre que puder virei.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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