Sabugal e Soito recebem o II Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano no Sábado de Carnaval, dia 5 de Março. Sessão solene de entronização, inauguração da exposição «Emoções Gastronómicas», desfile de confrarias e o inevitável almoço do bucho, são as principais iniciativas do programa.

No Auditório Municipal do Sabugal, para além da cerimónia de entronização de novos confrades, haverá uma oração de sapiência, a proferir pelo escritor raiano João Luís Vaz, natural do Soito, e a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel relevante em prol da gastronomia da região.
Está também prevista a inauguração de uma exposição, no Museu Municipal do Sabugal, subordinada ao tema «Emoções Gastronómicas», que consiste na mostra de trajes e insígnias confrádicas da colecção particular de Paulo Sá Machado.
Depois a comitiva segue para o Soito, onde se realiza um desfile de confrarias, seguida da recepção dos participantes na Junta de Freguesia.
Pelas 14 horas será servido um almoço de bucho no restaurante «O Martins», no Soito.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana, própria da época carnavalesca.
O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa da responsabilidade da Câmara Municipal do Sabugal, que está prevista para os dias 5 a 8 de Março, pela qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.
O Capítulo conta com a colaboração especial da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, da Câmara Municipal do Sabugal, Empresa Municipal Sabugal+, Junta de Freguesia do Soito, RaiaHotel, bem como da marca de vinhos dois.ponto.cinco, de Caria (Belmonte).
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Essa carne fica em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor da lareira.
A iguaria come-se em família ou entre uma roda de amigos. Respeitando o receituário antigo, deve ser cozido durante três horas, envolto num pano de linho. Vai à mesa acompanhado por grelos de nabo e batata cozida e come-se acompanhado por um bom vinho tinto da região.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana, é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano.
Podem ser feitas marcações para a cerimónia e para o almoço até ao dia 2 de Março, para: o e-mail: confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb