Não houve interessados no concurso público para Concessão da Exploração Comercial e Turística do Balneário Termal do Cró, lançado em 3 de Dezembro de 2010. A situação levará à exploração directa por parte da Câmara Municipal do Sabugal.

Balneário das Termas do Cró

Segundo noticiou o semanário Terras da Beira (TB), que colheu declarações de António Robalo, presidente da Câmara do Sabugal, a autarquia vai ter de explorar o complexo já na próxima época termal, que se vai iniciar em Maio. «Aquilo que é referido por pessoas que não concorreram mas que visitaram as instalações é que as condições financeiras actuais não são as melhores e o momento não é o melhor para fazer este tipo de investimento», justificou António Robalo ao TB.
O prazo do concurso terminou em 16 de Janeiro e a razão apontada pelo presidente para a falta de interessados consistiu no facto do concurso impor também a edificação de um hotel anexo ao balneário, facto que significaria um grande investimento para o qual as empresas eventualmente interessadas não têm neste momento as melhores condições financeiras.
Será a empresa municipal Sabugal+, presidida também por António Robalo, a gerir o empreendimento e garantir a sua exploração até que se consiga chegar a uma gestão privada ou em parceria com outras entidades.
A autarquia pretendia com o concurso público conseguir uma concessão da exploração das termas pelo o prazo de 20 anos, com a possibilidade de renovação por períodos sucessivos de 5 anos, até ao limite de 30.
O novo balneário termal foi construído pela empresa SOMAGUE, tendo a Câmara investido cerca de 4,5 milhões de euros. O equipamento tem as valências de termalismo, SPA e fisioterapia. As águas do Cró são de reconhecido valor terapêutico, sendo indicadas para tratamento de problemas ósseos e musculares, bem como de problemas respiratórios.
plb

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