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A Radical Lince foi constituída em Vila do Touro, no concelho do Sabugal, com o objectivo de promover a animação aleada à cultura, lazer e ocupação dos tempos livres.

Radical LinceA empresa Radical Lince foi constituída há cerca de 10 meses mas apenas há pouco mais de 15 dias foi concedido o alvará de empresa de animação turística (nº 428/2010) pelo que neste momento as actividades baseiam-se no paintball, passeios TT (jipe e moto), passeios BTT e sua marcação, orientação, passeios pedestres e sua implementação, tiro com arco, organização de eventos, visitas/excursões e aluguer de insufláveis. Está prevista a aquisição de algumas canoas e material para a prática de escalada, rapel e slide.
– Como surgiu a ideia?
– O concelho do Sabugal, e toda a região envolvente tem-se tornado um forte destino turístico pelo património histórico aqui existente, mas infelizmente os visitantes em 10 ou 15 minutos visitam o que há para ver e perguntam: não há mais nada?! Falta a animação aleada à cultura, lazer e ocupação do tempo. Um grupo de amigos que venha visitar num fim-de-semana o concelho do Sabugal, percorre o castelo do Sabugal, passea por Sortelha, Vila do Touro e Vilar Maior. Uma manhã ou tarde é o suficiente para este percurso. Mas o fim-de-semana pode ser muito mais que isso. Assim, os três (Sérgio Esteves, Marco Simão e Rui Marques) pensámos em proporcionar actividades de animação a quem nos visita, bem como à comunidade local, desde actividades mais radicais a pequenos ou longos percursos temáticos, sejam eles pedestres ou motorizados. Por um lado os visitantes transformam-se em turistas e por outro podemos contribuir para o desenvolvimento local, pois estes turistas podem cá deixar riqueza e promover o desenvolvimento e aparecimento de pequenas actividades locais, como por exemplo aprender a fazer queijo da forma tradicional ou visitas guiadas na àrea envolvente da Barragem do Sabugal e Serra da Marcata.
– Porquê em Vila do Touro?
– A sede da empresa é em Vila do Touro porque um dos promotores é natural de Vila do Touro e disponibilizou algumas infraestruturas para o desenvolvimento da actividade. Também esperávamos obter alguns apoios para a criação da empresa e tinhamos conhecimento que seria mais fácil se a empresa estivesse sediada numa zona fortemente rural e histórica. Acontece que a empresa foi criada e até ao momento ainda não recorremos a qualquer apoio, pois a burocracia é tanta que nos desmotiva bastante. Hoje há mais mecanismos de apoio para se estar desempregado ou sossegado do que para premiar iniciativas locais de empreendedorismo. Não dizemos que não haja apoios, mas as ferramentas existentes são demasiado burocráticas e acabam por ser mais um obstáculo que um apoio.
– Consideram que foi uma boa aposta?
– Estivémos 10 meses à espera por um alvará que segundo a lesgislação demora 30 dias no máximo. Desde o inicio que apresentámos todos os requisitos à sua emissão, mas a burocracia é muita e apenas nos restou aguardar. Investimos logo no inicio cerca de 20 mil euros e passado quase um ano é que vamos propriamente iniciar a actividade. No entanto, estamos convictos que foi uma boa aposta e acreditamos num futuro promissor da Radical Lince. Temos já alguns pedidos para a realização de algumas actividades de Paintball e esperamos obter grande receptividade por parte de quem virá conhecer o nosso concelho.
– Quais são os maiores desafios?
– Concerteza que temos bastantes desafios pelo futuro, mas preferimos antes destacar as oportunidades que existem pela nossa frente. Temos uma barragem por explorar, estamos próximos de um grande fluxo turístico como a Serra da Estrela, existem boas acessibilidades (A23 e A25) e esperamos dinamizar um turismo de natureza aliado ao turismo histórico já existente. Claro que o maior desafio é a desertificação e o envelhecimento da população, pois sem pessoas não existe consumo, mas se não há cá pessoas, têm de vir de fora, nem que seja temporariamente como visitantes.
– Porquê o nome de Radical Lince?
– Um dos maiores símbolos da nossa região é sem dúvida o Lince da Malcata. Então aliámos as actividades radicais ao mistério do Lince e nasceu o nome de Radical Lince! Por outro lado, têm surgido várias iniciativas nos últimos tempos para dinamizar e divulgar o turismo no Sabugal, mas poucas ou nenhumas mencionam o «Lince». Nós enveredámos por este conceito, aliado à Natureza.
– Como podem ser contactados?
– Estamos actualmente a desenvolver a imagem da empresa, que passa certamente pela criação de um website. Até lá os nossos contactos são: radicalince@gmail.com e os telemóveis 965289706, 964202105 e 963173981.
jcl (com Radical Lince)

Tod Browning sempre teve um certo gosto pelo bizarro e um dos seus filmes mais conhecidos é sem dúvida «Freaks», obra que relata a vingança de um grupo de criaturas de circo contra um casal de colegas perfeitos.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaRealizado em 1936, «A Boneca do Diabo» foi o penúltimo filme de Browning. Tal como muitos dos seus filmes anteriores remete para o mundo do fantástico e do horror. E uma vez mais para a vingança. No centro de «A Boneca do Diabo» está a história de um banqueiro inocente, condenado por fraude, numa burla engendrada pelos seus três antigos sócios. Vários anos depois de passar na prisão Paul Lavond (Lionel Barrymore) consegue escapar com a ajuda de um companheiro de cela, o cientista, de certa forma louco, Marcel (Henry B. Walthall). O destino da fuga é precisamente a casa deste cientista e aí Lavond trava conhecimento com umas experiências que a esposa de Marcel tinha continuado a fazer a mando do marido: uma fórmula para reduzir o tamanho dos seres vivos para um sexto do seu tamanho original. O propósito de Marcel era bom, reduzir o tamanho das pessoas iria reduzir as necessidades de cada um, e por isso não haveria o problema da falta de recursos.
A Boneca do DiaboMas esta técnica tinha um senão. Também o cérebro dos visados era reduzido, logo a pessoa ou animal que era reduzida não tinha autonomia. Esta autonomia só regressava através de ondas cerebrais de outra pessoa, que podia assim controlar os actos de quem era reduzido. Entretanto Marcel acaba por morrer e Lavond engendra um plano para utilizar as pequenas criaturas para avançar com a sua vingança. Ao mesmo tempo, e já na cidade, opta por se disfarçar de idosa para tentar reconquistar a sua filha, que pensava que o pai era um grande canalha.
«A Boneca do Diabo» é um clássico de terror dos anos 1930. Lionel Barrymore tem uma grande interpretação neste duplo papel, bastante convincente quando se transforma em Madame Mandelip, e os feitos especiais, mesmo que hoje em dia estejam completamente desactualizados, estão muito bem feitos. A forma como Browning conseguiu colocar os actores em miniatura nos cenários da gente grande produz o efeito desejado, com as proporções bem feitas. Uma prova de que o cinema quando é bem feito consegue sempre ser mágico. O filme só peca pela parte final, já depois de consumada a vingança, quando se torna um bocado lamechas. Parece mesmo que o final foi apressado. Mas isso não deixa de tirar o mérito à obra do realizador de «Freaks».
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Ainda a propósito dos acontecimentos recentes a nível nacional e local, aqui revisito algumas das fábulas que li em pequeno, mas de tanta actualidade…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O REI DOS BUGIOS E DOIS HOMENS
Caminhavam dois companheiros, tendo perdido o caminho, depois de terem andado muito, chegaram à terra dos Bugios. Foram logo levados ante o rei, que vendo-os lhes disse: – Na vossa terra, e nessa por onde vindes, que se disse de mim, e do meu reino? Respondeu um dos companheiros: – Dizem que sois rei grande, de gente sábia, e lustrosa. O outro, que era amigo de falar verdade, respondeu: – Toda vossa gente são bugios irracionais, forçado é que o rei também seja bugio. Como isto ouviu o rei, mandou que matassem a este, e ao primeiro fizessem mimos, e o tratassem muito bem.
O CÃO E A IMAGEM
Buscando de comer, o Cão acertou de achar uma imagem de homem, muito primorosa, e bem feita de papelão com cores vivas. Chegou o Cão a cheirar por ver se era homem que dormia. Depois deu-lhe com o focinho e viu que se rebolava, e como não quisesse estar queda, nem tomar assento, disse o Cão: – Por certo que a cabeça é linda, senão que não tem miolo.
O LEÃO, A VACA, A CABRA E A OVELHA
Fizeram parceria um Leão, uma Vaca, uma Cabra e uma Ovelha, para que caçassem de mão comum e partissem o ganho. Correndo sobre este concerto, acharam um Veado, depois de terem andado e trabalhado muito, o mataram. Chegaram todos cansados e cobiçosos da presa, e fizeram-no em quatro partes iguais. O Leão tomou uma, e disse: – Esta é minha conforme ao concerto; estoutra me pertence por ser mais valente de todos; também tomarei a terceira, porque sou rei de todos os animais, e quem na quarta bulir, tenha-se por meu desafiado. Assim as levou todas, e os parceiros se acharam enganados, e com agravo, mas sofreram por serem desiguais na força ao Leão.
AS DUAS CADELAS
Tomando a uma cadela as dores de parir, e não tendo lugar donde parisse, rogou a outra que lhe desse a sua cama e pousada, que era em um palheiro, e tanto que parisse se iria com seus filhos. Fê-lo a outra com dó dela, e depois de haver parido, lhe disse que se fosse embora; porém a boa hóspeda mostrou-lhe os dentes, e não a quis deixar entrar, dizendo que estava de posse, e que não a lançariam dali, senão fosse por guerra e as dentadas.
A RÃ E O TOURO
Andava um grande touro passeando ao longo da água, e vendo-o a rã tão grande, tocada de inveja, começou de comer, e inchar-se com vento, e perguntava às outras se era já tão grande. Responderam elas que não. Torna a rã segunda vez, e põe mais força por inchar; e desenganada do muito que lhe faltava para igualar o touro, terceira vez inchou tão rijamente, que veio a arrebentar com cobiça de ser grande.
AS ÁRVORES E A MACHADA
Um machado de aço bem forjado, faltando-lhe o cabo, sem ele não podia cortar. Disseram as árvores ao zambujeiro, que lhe desse o cabo. E quando o machado estava com cabo, um homem com ele começou a fazer madeira, e destruir o arvoredo. Disse então o sobreiro ao freixo: – Nós temos a culpa, que demos cabo ao machado para nosso mal; porque a não lho darmos, seguras pudéramos estar dele.
O ASNO E O LEÃO
Encontrando-se em um caminho o asno com o leão, lhe disse: – Subamos a um outeiro, que quero que vejas os muitos animais, que hão medo de mim. Riu-se o leão e foi com ele. Zurrou o asno, e fez fugir grande número de lebres, coelhos, zorras e outros semelhantes. Disse-lhe então: – Que te parece? Vês este medo com que fogem de mim? Fogem de ti (respondeu o leão) os fracos, que são os que cobram medo de ouvir bradar; mas eu sem brados desfaço às mãos os mais valentes; pelo que de nenhum, nem de ti tenho temor.
A PANELA DE BARRO E A DE COBRE
Uma corrente de água levava duas panelas, uma era de cobre, outra de barro, e cada uma ia por sua banda. Disse a de cobre à outra: Cada uma de nós só não tem força para fazer resistência à água, mas chega-te a mim, e ambas poderemos resistir-lhe. Não quero, (disse a de barro) nem me vem bem, porque se na água tu me deres uma topada, ou ta der a ti, de qualquer maneira tu ficarás sã, e eu far-me-ei em pedaços.
O LOBO ESFAIMADO
Passando um lobo esfaimado por uma casa, ouviu chorar dentro um menino, e lhe dizia a mãe: – Se choras, hei-de-te dar ao lobo. Este, parecendo-lhe ser aquilo assim, esperou um pouco; porém vendo que, sossegando-se o menino, a mãe, fazendo-lhe carícias, lhe dizia: Se vier o lobo havemos matá-lo, uivando partiu dali, dizendo: Esta diz uma cousa, e faz outra!
O CAÇADOR E A REDE
Estendia um caçador suas redes. Um melro, que o viu, perguntou-lhe o que fazia. Respondeu-lhe o caçador, que edificava uma cidade; e acabando de espalhar as redes, escondeu-se. O melro, dando-lhe crédito, chegou-se para ver o novo edifício, e caiu na rede. Saiu o caçador para apanhá-lo, e o melro lhe disse mui indignado: Homem falso, e enganador, se assim edificas tal cidade, poucos habitadores lhe acharás.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) confirmou esta semana em declarações à agência Lusa que as auto-estradas A23 e A25 que passam pela Beira Alta, a Via do Infante no Algarve e a auto-estrada A27 vão ter portagens a partir de 15 de Abril.

ScutsO pagamento de portagens nas autoestradas ainda sem custos para o utilizador (SCUT) entra em vigor a 15 de Abril de 2011, uma sexta-feira, disse à agência Lusa fonte do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC).
De acordo com a fonte o início da colocação dos novos pórticos de portagem electrónica «depende do calendário de cada concessionária».
A autoestrada A27, que liga Viana do Castelo a Ponte de Lima, e o troço norte da A28, entre Viana e Caminha, também vão ter portagens a partir de 15 de Abril. O alargamento da cobrança àqueles troços, incluídos na concessão Norte Litoral, vai acontecer na mesma data da entrada em vigor das portagens electrónicas nas SCUT Interior Norte, Beiras Litoral e Alta, Beira Interior e Algarve.
«Num esforço de compromisso procurado pelo Governo, adopta-se o princípio da universalidade na implementação do regime de cobrança de taxas de portagem», lê-se no comunicado do Conselho de Ministros difundido no dia 9 de Setembro aludindo ao alargamento do pagamento apenas às quatro concessões ainda em regime SCUT.
As antigas auto-estradas sem custos para o utilizador, mais conhecidas por SCUT, começaram por ser cobradas no Norte Litoral, Grande Porto e Costa de Prata. Se já foram comprados mais de 222 mil identificadores de matrícula, também já foram enviadas 55 mil notificações aos automobilistas que circularam sem pagar a portagem.
Este número foi avançado à agência Lusa por fonte do MOPTC que revelou ainda que a receita total da cobrança de portagens nas ex-SCUT foi de «9,5 milhões de euros» só no primeiro mês e meio.
O Ministério ainda só dispõe dos valores globais até 1 de Dezembro, dado que «ainda não estão fechadas» as contas até ao final de 2010.

Tabelas com as tarifas para as portagens das SCUTs. Aqui.
jcl

O comerciante Arménio Candeias, com casa aberta no Sabugal, foi à reunião de câmara realizada no dia 5 de Janeiro, criticar a realização da Feira Outlet na cidade raiana nos dias 11 e 12 de Dezembro de 2010, evento que considera ter prejudicado seriamente o comércio local.

O facto de não ter sido exigida qualquer licença ao promotor do evento, nem qualquer taxa de ocupação do espaço aos expositores que vieram à feira, ao contrário do que sucede com os feirantes que vêm ao mercado, foi o argumento para Arménio Candeias considerar que houve um tratamento de favor em prejuízo dos comerciantes locais.
O comerciante sabugalense confrontou o presidente António Robalo com esta injustiça de um feirante ter de pagar para estar na rua, sujeito às condições climatéricas, enquanto que o promotor da Outlet veio para um local coberto sem nada pagar. Falou também do seu próprio exemplo enquanto comerciante, que paga licenças, incluindo o toldo que tem na via pública, assim como os demais comerciantes do concelho, sem que a Câmara lhe preste qualquer apoio. Em suma, para o comerciante, o Município prejudicou fortemente o comércio local, quando antes o devia defender para que os empresários não tenham de fechar os negócios e abandonar o concelho.
O presidente respondeu ao comerciante informando que a empresa municipal Sabugal+, que organizou o evento, tratou de tudo através de um promotor que por sua vez convidou os expositores, tendo sido cobrado 1 euro por entrada, facto que rendeu uma verba suficiente para custear algumas despesas com a realização da feira. Para António Robalo o evento visou dinamizar o concelho, o que foi conseguido com a vinda de cerca de três mil pessoas à feira, o que considerou ser bastante significativo.
Capeia Arraiana falou com Arménio Candeias, que nos referiu ter-se envolvido nesta batalha pensando no Sabugal, dando a cara não apenas por si, mas também pelos restantes comerciantes que se sentem prejudicados. «Todos os comerciantes sentiram na pele os efeitos desta asneira da Câmara, que prejudicou o comércio local», disse-nos.
O empresário não nega o interesse na realização de feiras de saldos, mas para isso o Sabugal tem comerciantes que podem aderir a essas iniciativas, sem que seja necessário chamar empresários do Porto que vêm aqui vender os seus produtos sem nada deixarem ao concelho.
«Ao contrário daquilo que foi afirmado pelo presidente da Câmara, não estiveram no Sabugal três mil pessoas, quanto muito estiveram umas centenas, pelo que a iniciativa, a esse nível, também não foi o sucesso que querem fazer passar», disse-nos o comerciante Sabugalense. «Mas se o que importa é trazer muitas pessoas ao Sabugal, então a Câmara que delegue em mim essa função, pagando as iniciativas. Se querem trazer cinco mil pessoas, eu contrato o Tony Carreira, se querem 10 mil então chamo a Shakira, se querem muitas dezenas de milhares então chamo os U2. O que interessa não é a quantidade de pessoas que vêm ao concelho, mas sim o que vêm cá fazer e o benefício que isso nos traz».
Arménio Candeias promete não baixar os braços nesta luta: «a Câmara foi eleita para defender os sabugalenses e eu estou a demonstrar que, neste caso, não é isso que está a fazer ».
A feira Outlet realizada no Sabugal nos dias 11 e 12 de Dezembro, no pavilhão municipal, seguiu-se a uma outra realizada no Soito, em Agosto, no Centro de Negócios Transfronteiriços, e destinou-se à promoção da venda de roupas de qualidade a preços de saldo.
plb

As «Aventuras de Pinóquio» e «Alice no País das Maravilhas» são duas histórias para crianças carregadas de mensagens transpessoais, psicológicas e esotéricas, dois relatos de desenvolvimento pessoal, em que Pinóquio e Alice se vão desprendendo dos seus defeitos e tornar-se verdadeiros seres humanos com ajuda de duas perssonagens; respectivamente o Grilo Falante e o Coelho, como acontece com a dupla Tamino-Pamina da «Flauta Mágica».

Pinóquio e Alice no País das Maravilhas

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaHá pouco tempo, Cecília Gatto Trocchi, antropóloga da universidade de Perrusa, explicava que Pinóquio não passava de um texto maçónico carregado de esoterismo, cujas peripécias seriam perífrases de livros esotéricos, como o «Livro dos Mortos» e o «Conto da Serpente Verde», do também maçon Goethe.
Não só concordo, como defendo que, além do Pinóquio, também «Alice no País das Maravilhas» é um texto maçónico, iniciático.
A razão é porque, não só ambas as histórias estão repletas de simbologia maçónica, como foram escritas por dois conhecidos maçons, o italiano Carlo Collodi e o inglês Lewis Carrol, respectivamente, no século XIX, tal como a partitura da Flauta Mágica o tinha sido, pelo maçon Mozart, no século XVIII.
De facto, na história de Pinóquio, Gepetto é um velho mestre que usa avental (mestre maçon) e, sonhando ter uma criança, faz um boneco de madeira (paralelismo com o trabalhar a pedra), desenhando-o com um compasso (símbolo maçónico). Ao ver a estrela azul (estrela flamejante) pede esse desejo, que lhe é concedido; enquanto dormia, a fada azul deu vida ao boneco, advertindo-o que se comportassse como menino de verdade (homem de verdade). E para o aconselhar dá-lhe o grilo falante (consciência).
Mas Pinóquio tem um ego hipertrofiado, produto de distintos vícios que foi acumulando. As mentiras fazem-lhe crescer o nariz e as orelhas de burro depois, num paralelismo muito semelhante à história do «Príncipe com Orelhas de Burro», que a tradição maçónica costuma utilizar para exemplificar a vida futil e inconsciente.
Pinóquio paga as consequências dos seus actos quando é engolido por uma baleia, à semelhança do Jonas Bíblico, num paralelismo também à câmara de reflexão das iniciações e ao ritual no terceiro grau na morte de Hiram Habib, existentes na maçonaria.
No ventre da baleia Pinóquio decide mudar, deixando para trás a vida inconsciente, e, sendo expelido pela baleia, afoga-se, também num paralelismo com a morte mística do iniciado maçónico, que na câmara de reflexão morre para a vida profana, renascendo para a vida iniciática, e do mestre que, no ritual de terceiro grau, se desprende da sua carne e ossos, para ressuscitar espiritualmente.
E da mesma forma que o iniciado e mestre, Pinóquio, acorda do afogamento, renascendo sob uma forma humana mais elevada, tonando-se um homem de verdade.
E Pinóquio é homem de verdade, também segundo a interpretação psicológica da história, quando transformando-se num menino de carne e ossso, vence o gato e a raposa (os centros instintivo-motor e emocional).
Estádio que o antigo tratado do japonês Yagyun, sobre a espada e a filosofia zen, explica numa frase: «Transforma-te num boneco de madeira: o boneco não tem ego, nada pensa, e deixa que o corpo e os membros trabalhem por si mesmos de acordo com a disciplina que experimentaram. É este o caminho para a vitória.»
Na história de «Alice no País das Maravilhas», que inicialmente, de forma reveladora do seu carácter simbólico, o seu autor intitulou «Alice debaixo da Terra», numa alusão à descida ao interior de si próprio do aprendiz maçon, o paralelismo com as «Aventuras de Pinóquio» é notório:
A estrutura da história segue do princípio ao fim o esquema de uma a sessão iniciática de loja maçónica, a que são adicionados alguns elementos de fantasaia e personagens. Alice estava aborrecida, cansada de ficar sentada num banco com a irmã, sem nada para fazer. Estava de olho no livro que a irmã lia, mas logo se desinteressou, já que ele não possuía imagens nem diálogos. A menina estava convencida de que um livro sem imagens e sem diálogos não valia a pena (futilidade, inconsciência).
No meio dessa monotonia, levanta-se a colher margaridas para fazer um colar, sendo surpreendida por um velho coelho de luvas brancas (mestre maçom de luvas brancas que introduz o iniciado) sempre preocupado com o atraso para a reunião (da loja). Curiosa, Alice segue o coelho, entrando numa toca (câmara da reflexão, caixão do mestre Hiram) entregando-se a uma aventura, onde passa por varias transformações e cenários numa espécie de antecâmara, antes de aceder, através de uma porta ao jardim onde três jardineiros (os três oficiais da loja) pintavam rosas brancas de vermelho (a transformação que se dá ao transpor a porta do templo) e chamavam-se uns aos outros como se tivessem números (nomes simbólicos dos maçons), o cortejo da rainha (o cortejo de entrada) , o jogo do croqué entre todos (a cadeia de união) a ordem de cortar as cabeças (o gesto do estar à ordem em maçonaria), as deliberações e votações (também na forma maçónica), (tudo elementos da iconografia e simbologia maçónica), que a levaram ao conhecimento de si mesma.
Cada experiência porque Alice passa, com as sucessivas transformações em que cresce e diminui, explica-lhe que vivemos cercados de estímulos aos quais se reage conforme a espiritualidade que se tem. «O País das Maravilhas existe». O trabalho de auto aperfeiçoamento na subida gradual na escada de jacob, que é o símbolo maçónico do crescimento gradual na Sabedoria, é possível.
Como diz a última frase da história: Alice aprendeu «que para voltar ao País das Maravilhas basta conservar o coração puro e os olhos tão transparentes como o céu de verão.»
O Grilo Falante de Pinóquio e o Coelho de Alice representam a nossa Alma Divina, a Consciência, adormecida e presa pelo Ego e pela Mente, pelos desejos inferiores egóicos, que temos, como Pinóquio e Alice, que ouvir e seguir na formação do coração e esclareciemto do espírito.
Ambas as histórias relatam simbólicamente o caminho longo e cansativo de um iniciado maçon. O Trabalho pelo qual a Pedra Bruta se transforma numa pedra trabalhada e viva.
Demonstram os passos do Caminho, as suas Provas, nas quais se prepara o espírito para se tornar digno de entrar no Templo (Interior), naquele templo verdadeiro, que é feito sem ruído de pedra nem de martelo, em que a luz do Conhecimento (Gnose) permanece eternamente.
Em suma; independentemente da sua conotação maçónica, psicológica e esotérica, cada uma das histórias, descreve a viagem atribulada e solitária da cada ser humano, pobre, nu e cego, na procura constante da Sabedoria.
Obs: os elementos dos rituais maçónicos são retirados do livro «A verdadeira história da maçonaria», de Jorge Balaschke e Santiago Rio, Quisnovi editora, Lisboa, 2006.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Após um período sem apresentação de listas para os corpos sociais da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal apareceu, finalmente, uma lista candidata onde Luís Carriço e Ramiro Matos surgem de novo como candidatos a presidentes da Direcção e da Mesa da Assembleia Geral, respectivamente. Contudo a novidade é o surgimento de António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, para o lugar de presidente do Conselho Fiscal. Transcrevemos seguidamente a convocatória da Assembleia Geral e a composição da lista que irá a sufrágio.

Bombeiros Voluntários Sabugal«RAMIRO MANUEL LOPES DE MATOS, Presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Sabugal, usando dos poderes que me são conferidos pela alínea a) do Art.º 38.º dos Estatutos da referida Associação, convoco a Assembleia Geral a ter lugar no dia 21 de Janeiro de 2011, na Sede da Associação, para se proceder à Eleição dos Corpos Gerentes da Associação para o triénio 2011-2013.
A mesa eleitoral funcionará, entre as 17 e as 21 horas, de acordo com o n.º 4 do Art.º 69.º dos Estatutos.
Sabugal, 17 de Janeiro de 2011.
O Presidente da Assembleia Geral
Ramiro Manuel Lopes de Matos»

Lista candidata aos Órgãos Sociais da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Sabugal.

Assembleia Geral
Ramiro Manuel Lopes de Matos (Presidente)
Manuel Joaquim Rasteiro (Vice-Presidente)
João Carlos Taborda Manata (Secretário)

Direcção
Luis Carlos Carriço (Presidente)
Manuel Augusto Franco Ramos (Vice-Presidente)
Manuel Augusto Nabais (Vice-Presidente)
Jaime Lino Neto Pereira Pinto (Vogal)
José Carlos Lages (Vogal)
Manuel José Teixeira (Vogal)
Nuno M. Fernandes Conde (Vogal)
Alcino Joaquim Pereira Oliveira (Vogal)
Helena Isabel Andrade Carriço (Suplente)

Conselho Fiscal
António dos Santos Robalo (Presidente)
Luís Carlos Carreto Lages (Relator)
Paulo Costa Caramona (Vogal)
plb

José Saramago passou pelo Sabugal nos finais da década de 1970, tomando as notas que dariam origem ao seu livro Viagem a Portugal. Junto à capela da Senhora da Graça tentou ver os afamados ex-votos que ali existem, mas prosseguiu o seu roteiro sem que lhes tenha colocado a vista em cima.

Quando chegou às «brandas Beiras», pernoitou na Guarda, e de lá rumou a Belmonte, depois a Sortelha, chegando ao Sabugal ao fim da manhã. Veio, como ele mesmo afirma, na mira dos ex-votos populares do Século XVIII, buscando-os na ermida de Nossa Senhora da Graça. Contudo o Ti Simão, de todos conhecido por Ratinho, guarda do santuário, não lhe soube dizer onde estavam, contentando-se o viajante com uma breve visita à capela nova, que achou de «espectacular mau gosto».
Os gostos não se discutem, que cada um tem seu quadro de sainetes, que devemos respeitar. Ainda assim se lamenta que o nosso Nobel não tenha reparado na planta pentagonal da igreja, com forte simbolismo, ao imitar a forma da torre de menagem do castelo. O viajante almoçou no Sabugal, não referindo em que restaurante, Contudo foi em local central, porque deixou a nota de reparo: «nada mais viu que o geral aspecto duma vila ruidosa que vai para a feira ou vem de feirar». Desiludido com o Sabugal retornou à Guarda, e dali foi a Cidadelhe, no concelho de Pinhel, onde andou muito animoso e mais demorado.
Dos afamados ex-votos que José Saramago procurou e não viu, nos apraz agora escrever. De facto, a capela da Senhora da Graça, tem depositadas essas esplêndidas ofertas à Virgem. Quando Saramago veio ao santuário, não revelando a conselho de quem, as peças de arte que procurava estariam depositadas na sacristia da capela velha, degradadas e amontoadas a um canto. De pouco lhe valeria tê-las examinado, e talvez fosse isso que levou o guardião a dizer que desconhecia o seu paradeiro.
Os painéis dedicados à Senhora da Graça, existentes no Sabugal, hoje recuperados e restaurados, foram elaborados com perícia e aptidão, sendo autênticas obras-primas. Encontram-se devidamente catalogados e são considerados da maior importância no campo da arte sacra.
Analisemos um deles, que no presente se encontra exposto na capela do santuário. Trata-se de uma tela pintada a óleo, datada de 25 de Maio de 1760. Por ela se agradece o milagre que Nossa Senhora da Graça concedeu a uma religiosa, afectada com um cancro num peito, despedida pelos médicos, mas que foi salva pela intervenção divina.
A representação é obra de artista, desenhada com primor, contendo, em pormenor, todos os elementos que devem constituir este tipo de obras de arte. Em baixo representa-se a paciente, amparada e consolada pelas enfermeiras que dela cuidam. Ao lado os médicos com ar de desalento, seguros de que nada mais pode fazer a ciência para salvar a doente. Numa mesa coberta com vistosa toalha, repousam os frascos de remédios e demais instrumentos da medicina. Fixadas na parede do quarto estão representações da Virgem e do Sagrado Coração, um espelho e um ramo de flores. Em cima, do lado esquerdo, sob um claustro gradeado representa-se um grupo de sete religiosas rezando à Virgem pela salvação da irmã doente. No canto superior direito está uma nuvem contendo no interior uma comovente representação de Nossa Senhora da Graça, de túnica branca e manto azul ferrete, com o Menino Deus no regaço. À sua volta seis querubins fazem-lhe escolta, concedendo-lhe especial encanto. Em rodapé a legenda em português vernáculo, explicando o milagre que Nossa Senhora concedeu à religiosa. A moldura de madeira, dum vivo azul celeste, dá ao quadro um magnífico efeito, ajudando a tecer o jogo das tonalidades que o compõem.
Os ex-votos de Nossa Senhora da Graça estão agora expostos na capela do santuário, graças à acção de uma mordomia, que decidiu recuperar estes importantes testemunhos da fé popular, autênticas obras-mestras da arte sacra.
Paulo Leitão Batista

A História não a escrevem as grandes personagens, escrevem-na as classes populares quando se mobilizam.

António EmidioPrimeira razão: É um político que crê que a profunda crise que atravessamos se resolverá à base de dilatar ainda mais as politicas neoliberais. É um dos homens do FMI em Portugal.
Segunda: Repudiou os fundamentos da Social-Democracia, como o pleno emprego e a justiça social.
Terceira: Entre 1985 e 1995, quando foi primeiro-ministro, começou a viragem neoliberal em Portugal. Foi com ele que começou a destruição da nossa agricultura e das pescas, convém dizer, com a imposição da «União Europeia». Começaram também com ele os ataques aos serviços públicos.
Quarta: Aceita este processo antidemocrático que está a caracterizar a construção da União Europeia.
Quinta: Aceita este terrorismo financeiro que caracteriza a economia mundial, ou seja, a economia do empobrecimento.
Sexta: Promulgou leis e códigos laborais que só servem para lançar no desemprego milhares de trabalhadores. Promulgou leis para reduzir salários e pensões aos mais necessitados. Promulgou leis para retirar prestações sociais a quem trabalha.
Sétima: Durante o seu mandato, houve, e ainda há, portuguesas e portugueses com pensões de 360 euros mensais e outras de milhares de euros para uns poucos.
Oitava: Se por acaso ganhar as eleições, não é ele o grande vencedor, mas sim uma minoria que nunca se apresenta ao escrutínio, o grande capital financeiro e económico, dos quais ele é um grande apoiante.
Nona: Quer uma vitória presidencial para ele e, quer uma vitória (maioria) para o seu partido nas próximas legislativas. Com este cenário entraremos numa catástrofe social bem pior do que a actual.
Décima: Aceita como sujeito real da história, não o homem, mas sim o dinheiro. Aceita o homem subordinado aos interesses económicos, à chamada «razão económica».
Porquê tudo isto se ele nem sequer governou? Que poder teve e tem como Presidente da República? Perguntarão alguns leitores(as). Para que foi eleito Presidente da República? Pergunto eu.
O nosso povo tem um ditado que diz o seguinte: Tão ladrão é o que vai à vinha, como o que fica à portinha.
José Sócrates foi à vinha…
Quero frisar que a palavra ladrão do ditado, nada tem a ver com o Presidente da República nem com o Primeiro-Ministro. Está em sentido figurado, significa terem feito uma péssima política. Convém esclarecer porque há pessoas que «não entendem» o que eu escrevo…
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Sport Lisboa e Benfica conquistou a segunda edição da Taça Hugo dos Santos em basquetebol vencendo na final (76-75) o FC Porto num pavilhão ao rubro. Os espectadores que esgotaram as bancadas e os que viram a transmissão em directo da SportTv assistiram a um desafio equilibrado e muito competitividade, marcado pela incerteza no marcador até ao último segundo. No final todos são unânimes em reconhecer o elevado grau de exigência deste tipo de eventos e o «desafio superado» pela hotelaria, pela restauração, pela Sabugal+ e pela Câmara Municipal do Sabugal. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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Esta terça-feira, 18 de Janeiro, às 13.30 horas, a SportTv 2 transmite novamente o jogo FC Porto-SL Benfica disputado no Pavilhão Municipal do Sabugal.
jcl

Em 11 de Janeiro, o Comando Territorial da GNR da Guarda realizou uma operação direccionada para a fiscalização de transportes escolares e de estabelecimentos de venda de bebidas próximos das escolas.

Brigada Trânsito GNRSegundo o comunicado semanal da GNR, na operação foram fiscalizados 459 veículos e condutores, tendo sido detidos três indivíduos, dois por falta de habilitação legal para conduzir e um por se recusar a efectuar o teste ao álcool. Foi ainda elaborado um auto por crime contra a propriedade industrial (contrafacção de I-Phones e relógios no valor de 1140 euros) e 46 autos de contra-ordenação. Destes autos, 42 tiveram por base diversas infracções verificadas à legislação rodoviária e quatro por infracções verificadas à legislação fiscal.
No que respeita aos estabelecimentos de venda de bebidas, foram fiscalizados 59 locais e elaborados dois autos de contra-ordenação por infracções verificadas à legislação policial.
No mesmo dia, e noutro contexto, foi detido um indivíduo de 25 anos de idade, na freguesia de S. Pedro (Trancoso), por suspeita de furto qualificado. Na sequência do processo foi realizada busca à sua residência onde foram apreendidas algumas doses de produtos estupefacientes (cannabis sativa e heroína). Presente ao Tribunal Judicial de Trancoso foi-lhe aplicada como medida de coação Termo de Identidade e Residência.
Em 14 de Janeiro, em Gouveia, foi detido um cidadão de 76 anos por crime de posse ilegal de arma. Foi-lhe apreendida a arma, bem como oito munições.
Durante toda a semana foram detidos 15 Indivíduos, dois quais 13 em flagrante delito e dois por mandado judicial.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores, registaram-se outras ocorrências, das quais se destacam 18 furtos, sete casos de crime de danos, quatro de ofensas à integridade física, quatro de ameaça, três de injúrias, duas de burla e duas de violência doméstica.
Registaram-se 32 acidentes de viação, resultando 25 de colisão, dois de despiste e cinco de atropelamento. Dos referidos acidentes resultaram seis feridos leves.
Nos dias 11 e 12, as Secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda e Vilar Formoso, realizaram cinco acções de sensibilização subordinadas aos temas «Comunicar em Segurança – Internet Segura» e «Violência na Escola», em escolas dos Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal. Nas acções estiveram presentes 105 alunos e nove professores.
plb

Não era para escrever uma única linha sobre a (morna) campanha eleitoral para a Presidência da República, mas perante uma «gaffe» (chamemos-lhe assim) do candidato Cavaco Silva não posso deixar de vir à liça.

Cavaco Silva

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Na sexta-feira, num jantar-comício em Arcos de Valdevez, Cavaco Silva considerou que os funcionários públicos foram «duramente atingidos nesta crise, talvez, nalguns casos, com alguma injustiça, porque outros, com muitos maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo. Não foram pedidos sacrifícios a outras pessoas com rendimentos muito maiores… as reduções de rendimentos só foram aplicadas a funcionários públicos», explicou o candidato perante a insistência dos jornalistas. Acabou por dizer que se referia aos empregados do sector privado que auferiam rendimentos acima da média.
Por outro lado sabe-se bem que os poderosos, nomeadamente os dirigentes dos grupos financeiros privados, não foram, nem serão afectados. Basta ver a venda de automóveis de luxo que não pára de aumentar. Serão funcionários públicos os que os compram?
Espantoso!!! Eu já nada percebo. Então não disseram sempre, os neoliberais, que os ordenados do sector privado não eram a causa de qualquer problema de contas públicas? Que se podia ganhar muito dinheiro no sector privado e que ninguém tinha nada com isso? Ou será que a ideia dos neoliberais é baixar, também, os ordenados dos trabalhadores (a quem chamam colaboradores- colaboradores uma ova!!!) do sector privado, aproveitando a boleia de terem tido um corte no sector público?
Cavaco Silva foi quem promulgou a Lei do Orçamento de Estado para 2011, sem ter mostrado quaisquer sinais de não concordar com ela, pelo contrário, referiu várias vezes que o melhor para Portugal era ter este Orçamento.
Toda a gente ouviu os diversos comentadores (quase todos apoiantes da sua candidatura, excepto os que apoiam o Governo) dizer que o grande problema de Portugal tem a ver com os funcionários públicos, que (afinal) são os únicos que irão ter cortes no seu vencimento.
Porque é que o Presidente da República não mostrou desagrado com o Orçamento, quando o promulgou? Esta é uma pergunta que ficará sem resposta porque o candidato Cavaco Silva esquiva-se, sempre, a responder às questões incómodas.
A não ser que o que Cavaco Silva disse não passe de uma tentativa de conquistar o voto dos funcionários públicos descontentes com os cortes salariais. Como se sabe que a memória é curta, nada como lançar estas palavras para ver se os votos caem direitinhas na sua candidatura. E, com toda a certeza, muitos lá irão cair, porque memória, mesmo de coisas passadas há menos de dois ou três meses é coisa que os portugueses (sejam funcionários públicos ou sejam do sector privado) não têm.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

TIMOR LESTE – DILI –Caros leitores desta vez vou partilhar convosco a beleza natural de alguns corais existentes nesta ilha pela qual é conhecida como a ilha com a barreira de corais mais bonita da Ásia. (Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

A segunda edição da Taça Hugo dos Santos em Basquetebol disputou-se entre os dias 14 e 16 de Janeiro no Pavilhão Municipal do Sabugal com a participação das equipas do FC Porto Ferpinta, SL Benfica, Académica de Coimbra e Vitória de Guimarães. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

Há um par de anos, num bem regado almoço com um grupo de colegas, classifiquei um tinto alentejano com uma expressão bem portuguesa – «Isto é cá uma pomada!» Logo um amigo que estava ao meu lado perguntou qual seria a origem de tal expressão. E, viciado como sou nas explicações de natureza histórica, iniciámos uma animada conversa sobre esta e sobre muitas outras «palavras com história». Existem muitos exemplos curiosos, alguns dos quais poderão ser interessantes para os leitores.

(Clique nas imagens para ampliar)

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaQuando vamos a uma casa de penhores, ainda dizemos «pôr no prego». Se se pergunta o significado desta expressão, as pessoas associam-na ao facto de muitas das coisas empenhadas se poderem pendurar em pregos, como um colar, um anel, uma pulseira. Nada disso: a expressão nasceu na segunda metade do século XIX, porque a maior parte das casas de penhores de Lisboa pertenciam a um prestamista de apelido «Prego». Então, «pôr no prego» era «pôr no Senhor Prego».
O leitor, quando pede uma «imperial», já se questionou por que razão se lhe chama assim? No Porto, por exemplo, diz-se «fino», mas a razão é fácil de perceber: porque os copos em que se serve a cerveja são habitualmente finos, estreitos. Mas porquê «imperial»? No começo do século XX, a principal produtora de cerveja, em Portugal, era a Fábrica Germânia Imperial, que foi a primeira a vender cerveja à pressão. Portanto, uma «imperial» não era senão um copo de cerveja da Germânia Imperial. Resta acrescentar que, em 1916, quando Portugal declarou guerra à Alemanha, confiscou todos os bens germânicos e, portanto, também a fábrica de cerveja, que mudou o nome para… Portugália (muito mais nacionalista, aliás). Da próxima vez que o meu estimado leitor for à cervejaria Portugália da Avenida Almirante Reis, em Lisboa, suba ao 1.º andar: verá, no patamar, um painel de azulejos com o símbolo da Fábrica Germânia Imperial e uma legenda com a explicação que acima acabou de ler.Outro exemplo muito conhecido: quando perdemos alguma coisa valiosa, ou quando alguém desaparece, dizemos que «foi para o maneta». Porquê? Durante as três invasões francesas, entre 1807 e 1811, o chefe da polícia invasora foi o terrível general Loison, que era… maneta. E, quando algum patriota português lhe caía nas mãos (ou, melhor, na mão!), nunca mais aparecia. «Ia para o maneta…». A partir de então, pouco a pouco, o povo passou a usar a expressão com o sentido que hoje tem.Ainda outro exemplo da mesma época: «Ficar a ver navios…» A origem desta expressão, utilizada quando alguém fica com as suas expectativas frustradas, tem que ver com a 1.ª invasão francesa, em 1807. Napoleão tinha ordenado ao general Junot que aprisionasse a família real portuguesa; todavia, apesar de caminhar a marchas forçadas com o seu exército, quando Junot chegou à capital já o príncipe regente D. João e a sua numerosa comitiva tinham partido, a bordo de 55 navios, a caminho do Brasil; o general francês ainda avistou os últimos, ao largo de Cascais, mas nada pôde fazer; ficou, portanto… «a ver navios». Obviamente, não é só em português que existem estas «palavras com história. Apenas um exemplo inglês. Quem conhece Londres sabe que um dos seus numerosos jardins é o Green Park. Porquê o nome? Verde é o que não falta em todos eles. Então porque é que este se chama Green? Em 1659, no âmbito da afirmação do Portugal Restaurado pela diplomacia lusa, foi acordado o casamento de D. Catarina de Bragança, filha de D. João IV, com o rei Carlos II de Inglaterra. Foi a famosa rainha que introduziu o hábito do chá na Grã-Bretanha. O tão «british» chá das cinco é afinal de origem portuguesa. Mas D. Catarina foi muito infeliz no casamento. Nunca conseguiu ter filhos e o marido tornou-se um incorrigível mulherengo. Um dia, quando Carlos II passeava com a rainha e as suas damas de companhia no parque que rodeava o palácio, ele cortou uma flor e a rainha, naturalmente, estendeu a mão. O rei, porém, ofereceu-a a uma das jovens aias. Humilhada e enfurecida, D. Catarina ordenou aos jardineiros que arrancassem todas as flores desse jardim e que jamais as voltassem a plantar: só relva e árvores. A sua vontade seria respeitada até hoje, nascendo assim o Green Park.
Então e a nossa «pomada»?
Neste caso, como diria o prof. Hermano Saraiva, «trata-se de uma ideia cá minha». Na verdade, apesar de ter feito uma pesquisa bibliográfica exaustiva, não encontrei qualquer explicação para esta expressão tão popular, frequentemente pronunciada depois de se beber uma «boa pinga»: «Isto é cá uma pomada!» Mas «pomada» porquê? Porque «escorrega» bem pela garganta abaixo? Não tem muito sentido. Vamos a um pouco de História.
Em 1916, como acima já se referiu, Portugal entrou na I Guerra Mundial, ao lado dos Aliados, enviando dezenas de milhares de soldados para a Flandres e para o Norte da França. A maioria destes soldados nunca tinha visto mais do que os estreitos horizontes da sua aldeia. A guerra das trincheiras seria para eles uma duríssima provação e uns bons milhares ficaram para sempre sepultados em terra estranha. Mas, de vez em quando, os da linha de combate eram substituídos, para gozarem uns breves dias de repouso. Iam então às aldeias e cidades francesas próximas da frente de batalha, às «casas de meninas» e às tabernas. Bebiam geralmente vinho corrente, porque para mais não dava o magro pré. A não ser quando algum mais abonado resolvia comprar vinho engarrafado, uma «botelha» de um dos afamados vinhos de Bourgogne.
Eis um preçário de 1915, em francos por garrafa: Ordinário: 0,60; Mâcon: 1; Mâcon vieux: 1,5; Beaunne: 2,5; Pommard: 3,5; Chambertin: 5. Os nossos soldados dificilmente chegariam a um Chambertin ou a um Clos-Vougeot, muito menos ainda a um Romanée-Conti ou a um La Tâche, mas o Pommard, embora caro, era mais acessível. E, bebendo esse raro néctar, muito melhor que qualquer outro que já lhes tinha descido pela garganta, exclamavam: «Que pomada!» Quando regressaram a Portugal, os combatentes da Flandres trouxeram na memória o gosto do Pommard. E, se um dia voltavam a provar um vinho que se lhe assemelhasse, voltavam a exclamar: «…Isto é cá uma pomada!»
Em 2002 visitei a região dos grandes vinhos de Bourgogne, incluindo Pommard, onde fiz uma das fotografias que ilustram este artigo. E, para comprovar a minha «tese» (embora a História não seja uma ciência experimental…) bebi com a família, no último Natal, a garrafa de Pommard que o leitor pode ver na noutra fotografia. Garanto-vos que, na verdade, era uma «bela pomada!»
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

A tradição voltou a ser o que era! O Madeiro tradição na maioria das aldeias do Interior, voltou, neste ano de 2010 a ser dos jovens Bendadenses.

Madeiro 2010 - BendadaUns quinze ou vinte dias antes do Natal, um grupo de jovens, movidos por um sentimento tradicionalista, que nunca esqueceram, juntaram-se e com ajuda de um tractor pertencente à Junta de Freguesia e de um reboque de um agricultor da terra que gentilmente o emprestou, decidiram ir cortar o «madeiro» que, como em anos anteriores há-de arder no meio do largo da Igreja Matriz para aquecer o menino.
O entusiasmo dominou todo aquele grupo de jovens, desde que se começou a cortar até carregá-lo para cima do tractor e pô-lo em movimento.
E aí foram eles a caminho da aldeia, bem carregados, ao som da confusa algazarra.
Para espanto de todos e quando chegaram ao largo da Igreja, muita gente cheia de curiosidade, vem ver que tal é o «madeiro» deste ano, e que, muito em breve há-de arder. Com a ajuda de uma máquina de um empresário da terra, as gentes de todas as classes e idades observam e acompanham o descarregar do «madeiro» e admiram o tamanho e volume do mesmo.
No dia 24 de Dezembro por volta das 21 horas lá se acendeu o «madeiro», este ano com muita dificuldade, devido à lenha estar bastante molhada, mas lá se conseguiu para alegria dos presentes.
Seguiu-se então mais um dos momentos altos da noite com a celebração da tradicional missa do galo, este ano com maior significado, pois não acontecia há largos anos.
Por fim continuou o convívio à volta da fogueira, com conversas e este ano também com cânticos. Um momento em que a reunião familiar se estendeu à reunião da aldeia. Um momento verdadeiramente mágico!

Audição de Natal na Escola de Música da Bendada
No dia 27 de Dezembro, pelas 20h30m realizou-se mais uma audição de Natal da Escola de Música da Filarmónica Bendadense, essencialmente destinada a todos os Pais dos alunos que a frequentam.
Foram brindados com peças de instrumentistas de flauta transversal, clarinete, guitarra, violino e saxofone alto.
De seguida foram interpretadas 3 peças no instrumental Orff de acordo com a época festiva em questão.
A Audição terminou com a actuação de alguns elementos da SFB que interpretaram 2 peças tradicionais Portuguesas, onde aqui o público pode mostrar os seus dotes vocais.
Foi sem dúvida um pequeno momento musical bastante agradável.
Filipe Fernandes

O ano cinematográfico de 2011 começou mal. Duas mortes marcam os primeiros dias do ano: o actor Pete Postlethwaite e o realizador Peter Yates, ambos nascidos no Reino Unido.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaO primeiro a partir foi Pete Postlethwaite, actor nomeado para o Óscar de Melhor Actor Secundário em 1993 pelo seu papel no filme «Em Nome do Pai», de Jim Sheridan, logo na primeira semana de 2011. Tal como grande parte dos actores britânicos, Pete Postlethwaite veio do Teatro, onde chegou a fazer parte da Royal Shakespeare Company durante os anos 1980. A sua estreia na Sétima Arte dá-se em 1977 no filme «O Duelo», de Riddley Scott, mas apenas 11 anos mais tarde, em 1988 que vê reconhecido o seu talento, ao participar em «Vozes Distantes, Vidas Suspensas», de Terence Davies.
Foi nesse ano que deu o salto para Hollywood e começa a acumular papéis em filmes de realizadores bastante diversos, como «Hamlet», de Franco Zeffirelli, «Alien 3», de David Fincher, «O Último dos Moicanos», de Michael Mann, «Os Suspeitos do Costume», de Bryan Singer, «Romeu + Julieta», de Baz Luhrmann, ou «O Mundo Perdido: Jurassic Park» e «Amistad», de Steven Spielberg.
Pete PostlethwaiteAs suas últimas aparições de relevo foram ainda em 2010 nos filmes «A Cidade», de Ben Affleck, e «A Origem», de Christopher Nolan. Para 2011 está prevista a estreia de «Killing Bono», uma comédia de Nick Hamm que será a sua interpretação. Faleceu aos 64 anos, vítima de cancro.
Já esta semana partiu Peter Yates. Vítima de doença prolongada o cineasta morreu em Londres aos 81 anos deixando como legado pelo menos um grande filme que fica na memória dos cinéfilos: «Bullitt», o policial protagonizado por Steve McQueen que tem uma das melhores cenas, se não mesmo a melhor, de perseguição automóvel da História do Cinema. Além de «Bullitt», realizado em 1968 e que foi apenas a sua quarta obra, recebeu quatro nomeações para os Óscares, ambas para Melhor Filme e Melhor Realizador: em 1980 com «Os Quatro da Vida Airada» e em 1984 com «O Companheiro».
Peter YatesA carreira de Peter Yates começou no final dos anos 1950, princípio dos anos 1960, quando foi realizador assistente em vários filmes, entre os quais «Os Canhões de Navarone», de J. Lee Thompson. A sua estreia na realização dá-se em 1963 com «Mocidade em Férias», musical interpretado por Cliff Richard. Até se tornar realizador de cinema a tempo inteiro, em 1967, Peter Yates realiza ainda episódios das séries de televisão «Danger Man» e «O Santo».
Em 1968 dá o segue para os EUA para filmar o já referido «Bullitt». A partir daí dirige nomes como Mia Farrow e Dustin Hoffman, Peter O’Toole, Robert Mitchum, Raquel Welch e Jacqueline Bisset, entre outros. Teve uma carreira de 28 títulos nas várias décadas, até 1999 quando filma «Curtain Call». Na primeira década deste século realiza apenas dois telefilmes: «Don Quixote» e «A Separate Peace».
Duas mortes que deixam o cinema mais pobre.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa está a promover uma homenagem ao seu fundador João Leitão Batista, falecido há três anos.

João Leitão BatistaA homenagem passará por um almoço que se realiza no dia 29 de Janeiro (sábado), pelas 13 horas, na sede da associação dos naturais e amigos do concelho do Sabugal, sita na Avenida Almirante Reis, nº 256, 2º Esquerdo, em Lisboa. O almoço pretende juntar amigos e familiares do homenageado, no sentido de se evocar a sua memória, tendo em conta o trabalho que o mesmo efectuou em prole da associação.
João Leitão Batista nasceu em Águas Belas, concelho do Sabugal. Veio para Lisboa a fim de estudar e trabalhar. Enquanto estudava Filosofia na Universidade trabalhava na Lisnave como operário soldador. Concluída a licenciatura seguiu a carreira de professor do ensino secundário, tendo exercido a docência em diversas escolas do país, nomeadamente no Bombarral, Oeiras, Alenquer, Alcácer do Sal, Barreiro, Alverca (onde presidiu largos ano ao Conselho Directivo) e Lisboa.
Foi fundador da Casa do Concelho do Sabugal, e primeiro director do jornal «Sabugal», editado durante largos anos pela associação. Integrou ainda por diversas vezes os órgãos sociais da Casa. Estudioso de diferentes temáticas e especialista em línguas e literaturas clássicas, colaborou com algumas publicações periódicas e dedicou-se a traduções em grego, alemão e inglês. Dedicou-se ainda à elaboração de diversos manuais didácticos.
As inscrições para o almoço de homenagem poderão efectuar-se pelos telefones: 218403805 ou 966823786.
plb

Os acontecimentos recentes a nível nacional e local levaram-me a revisitar alguns autores clássicos, nomeadamente Maquiavel, de quem deixo aqui algumas palavras que, de tão claras, não comento.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»«Costumam, o mais das vezes, aqueles que desejam conquistar as graças de um Príncipe, trazer-lhe aquelas coisas que consideram mais caras ou nas quais o vejam encontrar deleite.
Mas é nos principados novos que residem as dificuldades. Em primeiro lugar, se não é totalmente novo mas sim como membro anexado a um Estado hereditário, as suas variações resultam principalmente de uma natural dificuldade inerente a todos os principados novos: é que os homens, com satisfação, mudam de senhor pensando melhorar.
Disso se extrai uma regra geral que nunca ou raramente falha: quem é causa do poderio de alguém arruina-se, por que esse poder resulta ou da astúcia ou da força e ambas são suspeitas para aquele que se tornou poderoso.
Os principados de que se conserva memória, têm sido governados de duas formas diversas: ou por um príncipe, sendo todos os demais servos que, como ministros por graça e concessão sua, ajudam a governar o Estado, ou por um príncipe e por barões, os quais, não por graça do senhor mas por antiguidade de sangue, têm aquele grau de ministros.
E quem se torne senhor de uma cidade acostumada a viver livre e não a destrua, espere ser destruído por ela, porque a mesma sempre encontra, para apoio da sua rebelião, o nome da liberdade e o das suas antigas instituições, jamais esquecidas seja pelo decurso do tempo, seja por benefícios recebidos. Por quanto se faça e se proveja, se não se dissolvem ou desagregam os habitantes, eles não esquecem aquele nome nem aquelas instituições, e logo, a cada incidente, a eles recorrem.
Aqueles que somente por fortuna se tornam de privados em príncipes, com pouca fadiga assim se transformam, mas só com muito esforço assim se mantêm: não encontram nenhuma dificuldade pelo caminho porque atingem o posto a voo; mas toda a sorte de dificuldades nasce depois que aí estão.
Estes estão simplesmente submetidos à vontade e à fortuna de quem lhes concedeu o Estado, que são duas coisas grandemente volúveis e instáveis: e não sabem e não podem manter a sua posição. Não sabem, porque, se não são homens de grande engenho e virtude, não é razoável que, tendo vivido sempre em ambiente privado, saibam comandar; não podem, porque não têm forças que lhes possam ser amigas e fiéis.
O que chega ao principado com a ajuda dos grandes mantém-se com mais dificuldade do que aquele que ascende ao posto com o apoio do povo, pois se encontra príncipe com muitos ao redor a lhe parecerem seus iguais e, por isso, não pode nem governar nem manobrar como entender.
Quando seja louvável em um príncipe o manter a fé (da palavra dada) e viver com integridade, e não com astúcia, todos compreendem; contudo, vê-se nos nossos tempos, pela experiência, alguns príncipes terem realizado grandes coisas a despeito de terem tido em pouca conta a fé da palavra dada, sabendo pela astúcia transtornar a inteligência dos homens; no final, conseguiram superar aqueles que se firmaram sobre a lealdade.
Necessitando um príncipe, pois, saber bem empregar o animal, deve deste tomar como modelos a raposa e o leão, eis que este não se defende dos laços e aquela não tem defesa contra os lobos. É preciso, portanto, ser raposa para conhecer os laços e leão para aterrorizar os lobos. Aqueles que agem apenas como o leão, não conhecem a sua arte. Logo, um senhor prudente não pode nem deve guardar a sua palavra, quando isso seja prejudicial aos seus interesses e quando desapareceram as causas que o levaram a empenhá-la.
Um príncipe, portanto, deve ter muito cuidado em não deixar escapar de sua boca nada que não seja repleto das cinco qualidades acima mencionadas, para parecer, ao vê-lo e ouvi-lo, todo piedade, todo fé, todo integridade, todo humanidade, todo religião;
Procure, pois, um príncipe, vencer e manter o Estado: os meios serão sempre julgados honrosos e por todos louvados, porque o vulgo sempre se deixa levar pelas aparências e pelos resultados, e no mundo não existe senão o vulgo; os poucos não podem existir quando os muitos têm onde se apoiar.
Não é de pouca importância para um príncipe a escolha dos ministros, os quais são bons ou não, segundo a prudência daquele. E a primeira conjectura que se faz da inteligência de um senhor, resulta da observação dos homens que o cercam; quando são capazes e fiéis, sempre se pode reputá-lo sábio, porque soube reconhecê-los competentes e conservá-los. Mas, para que um príncipe possa conhecer o ministro, existe um método que não falha. Quando vires o ministro pensar mais em si do que em ti, e que em todas as acções procura o seu interesse próprio, podes concluir que este jamais será um bom ministro e nele nunca poderás confiar;
Por outro lado, o príncipe, para conservá-lo bom ministro, deve pensar nele, honrando-o, fazendo-o rico, obrigando-se-lhe, fazendo-o participar das honrarias e cargos, a fim de que veja que não pode ficar sem sua protecção, e que as muitas honras não o façam desejar mais honras, as muitas riquezas não o façam desejar maiores riquezas e os muitos cargos o façam temer as mudanças.»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O candidato Cavaco Silva deslocou-se esta quarta-feira ao distrito da Guarda. Passou por Seia, visitou a ASTA-Associação Sócio-Terapêutica de Almeida (junto à Cerdeira do Côa), almoçou com apoiantes na cidade da Guarda, andou nas ruas de Foz Côa e seguiu para ao final do dia para Bragança.

(Clique nas imagens para ampliar.)

À chegada ao Hotel Vanguarda, na cidade da Guarda, a comitiva do candidato presidencial Cavaco Silva foi confrontado com uma manifestação de protesto de pais, alunos e professores da escola do Outeiro de São Miguel contra os cortes do Governo no financiamento a escolas privadas.
Este foi o segundo protesto do dia, já que em Seia Cavaco tinha sido recebido com uma outra manifestação contra os cortes do financiamento a escolas privadas. E já no arranque da campanha, em Fátima, se tinha gritado S.O.S. pela mesma causa.
Na ASTA o candidato presidencial Cavaco Silva agradeceu às instituições de apoio a deficientes «que nunca podem faltar, por maiores que sejam as dificuldades do país». A instituição acolhe 34 pessoas com deficiência, conta com 24 colaboradores e a directora e fundadora, Maria José Fonseca, já tinha recebido das mãos de Cavaco, há dois meses no Porto, o prémio Manuel António da Mota, pelo combate à exclusão social.«Na altura, esta senhora conseguiu emocionar toda a assistência. Ficámos com uma curiosidade especial em conhecer a sua obra», referiu o candidato, sublinhando que a quis descobrir hoje, durante a passagem da campanha eleitoral pelo distrito da Guarda.
No interior do Hotel Vanguarda e perante uma sala repleta de apoiantes o tom crítico e os avisos de Cavaco ao Governo subiu de tom e disse, preto no branco, pela primeira vez, o que até aqui apenas tinha deixado nas entrelinhas: «Não podemos de facto excluir a possibilidade de ocorrer uma crise grave em Portugal, não apenas no plano económico e no plano social, mas também no plano político.»
Depois, avisou que vai ser «exigente em relação ao Executivo» e defendeu que é necessário ter na Presidência da República alguém com experiência para lidar com «situações complexas, muito difíceis» que podem ocorrer.
«Durante este mandato estive por várias vezes no distrito da Guarda. A última das quais foi há poucos dias a convite do Governador Civil para plantar uma árvore», lembrou Cavaco Silva acrescentando que «recordava especialmente o dia em que se deslocou propositadamente de Lisboa ao Sabugal na sequência do terrível incêndio que dizimou o concelho».
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, foi um dos muitos autarcas do distrito da Guarda que marcou presença no Hotel Vanguarda para saudar Cavaco Silva.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal e a Empresa Municipal Sabugal+ celebraram um contrato com vista a garantir condições financeiras para que esta cumpra o Plano de Actividades para o ano de 2011. Porém as assinaturas colocadas no papel motivam uma curiosa divagação.

A celebração do contrato de gestão resulta da lei que enquadra a acção das empresas municipais, e o mesmo acordo garante o apoio às actividades culturais, desportivas e recreativas que a empresa municipal se propõe realizar em 2011. Trata-se de acautelar o financiamento da empresa, atendendo a que as suas receitas operacionais são muito inferiores aos gastos orçamentados.
Tendo por base os documentos previsionais de despesa para o ano corrente, a Sabugal+ vê garantida a transferência de uma verba superior a 900 mil euros, para cobrir o défice e assim executar as actividades previstas e orçamentadas.
Tudo parece estar bem, tratando-se, dir-se-á, do cumprimento de uma formalidade. É necessário dar execução aos preceitos legais que enquadram os actos da Administração Pública. A transparência poderá ser também chamada à colação para justificar o prurido do acordo celebrado no dia 3 de Janeiro de 2011 entre a CM Sabugal e a Sabugal+ EM.
Porém o caricato é que a Câmara e a Empresa Municipal são ambas presididas pela mesma pessoa. Ou seja, António Robalo celebrou um contrato com António Robalo, ou, dito de outra forma, de si para si. Isto não é apenas risível mas também estranho.
Bem notou o edil o ridículo da situação, optando por assinar apenas enquanto presidente do Conselho de Administração da Sabugal+, deixando à vice-presidente da Câmara, Delfina Leal, o papel de assinar pelo Município.
Contudo, foi pior a emenda que o soneto. Para além do caricato, temos aqui um imbróglio jurídico. Tenhamos em conta que quem representa o Município nos actos formais e o vincula em termos contratuais é o seu presidente. Pode porém ser substituído, nas suas ausências e impedimentos, valendo então a prestação da vice-presidente. Nestes termos, Delfina Leal assinou o acordo em nome do Município por ausência ou impedimento de António Robalo. Só que este estava precisamente á sua frente, portanto sem estar ausente nem impedido, assinando o mesmo documento com outra veste que não a de presidente da Câmara.
Dir-se-á que delegou competências na vice-presidente, outra via legal, para que esta possa assinar compromissos em nome do Município. Mas esta explicação também não pega, porque a delegação de competências não pressupõe que a delegada assine um contrato com o delegante, ainda que este invoque outra qualidade na celebração do mesmo.
Ou seja, por mais voltas que dermos, outra coisa não podemos concluir: António Robalo assinou um acordo consigo próprio.
Mas como fazer, se o presidente das partes contratantes é o mesmo e se a lei, dado o montante a transferir, obriga expressamente à celebração do contrato e à sua remessa para o Tribunal de Contas para colocação do visto prévio, sendo a transferência apenas concretizada se o visto for favorável?
A administração da Sabugal+, que tem sido a grande pecha deste executivo autárquico, continua a dar que falar.
É caso para dizer: senhores vereadores, reúnam, discutam, peçam pareceres e, se caso for, elejam outra administração para a Sabugal+ EM.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A Junta de Freguesia do Casteleiro tomou recentemente uma decisão rara e corajosa que apoio: comprou uma viatura para combater um incêndio nos primeiros minutos. Foi importante esta compra.

Trata-se de uma carrinha mista (carroçaria e cabina), já com meia dúzia de anos ou mais, mas em bom estado.
Tem tracção adequada para os nossos campos – é uma Nissan Todo-o-Terreno – e vai agora ser equipada com instrumentos de combate aos pequenos incêndios.
Ou seja: só é útil nos primeiros momentos em que o fogo começa.
Exige-se pois muita vigilância, pessoal treinado e disponível para arrancar logo e agir.
Tal como outras terras do Concelho, o Casteleiro tem sido nos últimos anos fustigado sem dó nem piedade por esse drama dos incêndios de Verão.
Pessoas que nada mais têm para a sua sobrevivência do que as courelas que cultivam têm visto reduzidos os seus rendimentos a quase nada.
Ardem oliveiras, adeus azeite com que se temperam os alimentos e que se vende em parte, recebendo uma data de euros.
Ardem os pinhos, adeus lenha que aquece todo o Inverno, e adeus madeira que se pode vender e receber uns euros.
Bem-vinda pois a Nissan todo-o-terreno que agora estaciona no Casteleiro com o emblema da Junta nas portas.
Mais: é bom ver que é no Inverno que se prepara o Verão!
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A segunda edição da Taça Hugo dos Santos, troféu que substituiu a Taça da Liga de Basquetebol, reúne na cidade do Sabugal as equipas do FC Porto Ferpinta, o SL Benfica, a Académica de Coimbra e o Vitória de Guimarães. As quatro equipas melhor classificadas na primeira volta do Campeonato Nacional Sénior de Basquetebol da época 2010-2011 disputam entre sexta-feira e domingo (14 a 16 de Janeiro) a Final Four em seis grandes jogos com encontro marcado para o Pavilhão Municipal do Sabugal.

Basquetebol - Taça Hugo dos Santos - Pavilhão Sabugal

A segunda edição da Taça Hugo dos Santos é um mini campeonato (todos contra todos) em basquetebol disputada pelos quatro primeiros classificados no final da primeira volta da fase regular da Liga Portuguesa de Basquetebol (LPB) e vai ter como palco o Pavilhão Municipal da cidade raiana do Sabugal, no distrito da Guarda.
Sexta-feira (14 de Janeiro) – Na jornada inaugural com início às 19.00 horas o FC Porto Ferpinta defronta o Vitória de Guimarães (Jogo Um) e às 21.00 horas a Académica de Coimbra joga contra o Benfica (Jogo Dois).
Sábado (15 de Janeiro) – Às 16.00 horas jogam o vencedor do jogo um com o vencido do jogo dois e às 18.00 horas o vencedor do jogo dois defronta o derrotado do jogo um.
Domingo (16 de Janeiro) – Os jogos da terceira jornada têm início às 14.00 horas com o confronto entre os derrotados dos jogos um e dois e às 16.00 horas entre os vencedores dos jogos um e dois. A prova é organizada pela Federação Portuguesa de Basquetebol, pela Kebrostress e Associação de Basquetebol da Guarda em parceria com o Município do Sabugal e a Empresa Municipal Sabugal+.
aps

A Associação de Judo do distrito de Coimbra, na sua continuidade em descentralizar as suas provas, optou por realizar, este sábado, 9 de Janeiro, a primeira competição de 2011 na vila de Góis. O Open de Juniores da Associação de Coimbra realizou-se no Pavilhão Municipal que ofereceu excelentes condições para a realização do evento, com cerca de 300m2 de Tatamis.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Os competidores vieram desde o Alentejo ao Norte do país, para poderem começar a angariar pontos para o ranking nacional que garante apenas aos 26 primeiros da lista a sua participação no Campeonato Nacional de 20 de Fevereiro.
O Sporting Clube do Sabugal apresentou-se com duas judocas, no que seria uma prova para ganharem ritmo após umas férias de Natal nem sempre propicias á prática desportiva.
Na categoria mais leve, em -48kg, foi Ana Rita Figueiredo que conseguiu alguns pontos e ainda subiu ao terceiro lugar do pódio. Á semelhança da sua irmã, Ana Sofia em -57kg, no seu primeiro ano neste escalão etário, competiu com judocas mais velhas conseguindo no entanto atingir a terceira posição.
Ainda há muito para corrigir, neste inicio de ano, mas a entrada para o ranking nacional que esta prova proporcionou, permitirá às judocas Raianas uma participação menos pressionante no Campeonato Regional que se realizará no Porto ainda este mês.
djmc

Quando alguém está em perigo, na iminência de um drama, logo há quem dê lugar a orações e invocações, apelando à intervenção divina. Em situações limite a fé apresenta-se como único recurso para obviar uma aflição. Foi assim ao longo dos tempos, e um dos testemunhos dessa realidade são os ex-votos, que constituem um património popular de grande valor.

As populações que viviam em pequenas comunidades, estavam entregues a si mesmas, isoladas do mundo, sem meios de socorro, e muitas vezes, perante o desespero, nada mais restava que rezar, apelando a Deus, por intermédio dos santos predilectos e da Senhora Sua Mãe, uma intervenção miraculosa.
Quando havia sinais que as preces foram ouvidas, a gente humilde queria agradecer a intervenção divina. A falta de meios materiais levava o povo a recorrer ao que tinha ao seu alcance. Agradecia através de pequenas e toscas esculturas de madeira ou pinturas em tábuas, que depois se iam depositar na capela ou ermida onde tinha abrigo o santo protector. Eram os ex-votos.
Se foi doença grave, de onde houve cura milagrosa, o crente pegava numa tábua, e ali desenhava o doente a padecer no leito, rodeado da mulher e dos filhos, contemplando a Virgem, que viera para lhe valer. Em rodapé uma legenda, que continha, em português vernáculo, o agradecimento pelo milagre. Mas se foi acidente, o quadro retratava o infeliz momento, contendo sempre a pequena legenda. Se a doença estava numa perna ou num braço o ex.-voto podia ser uma representação em madeira do membro afectado, talhado a podoa e navalha.
Tomemos como exemplo um ex-voto da vila de Gonçalo, concelho da Guarda, depositado na igreja local, onde se representa toscamente um homem a ser mordido no braço por um cão raivoso, com a Senhora no canto superior direito e parte do corpo envolto numa nuvem. Por baixo, a mensagem escrita:
Milagre q. fez N. S. da Mezericordia a Jozé, Prª da Quinta da Gaia, q. mordendo-lhe hum cão danado, N. S. lhe acodio, não teve prigo. No anno 1843.
Diga-se que nem tudo são representações ingénuas, efectuadas por quem não domina as técnicas da arte. Há tábuas que são autênticas obras-primas, onde transluz a sapiência do mestre que produziu uma autêntica peça de arte, de inestimável valor.
Em todo o País, mas em especial nas Beiras, há templos onde os ex-votos estão apinhados a um canto, a tapar um buraco ou servindo de estante improvisada. Noutros casos, as tábuas já desapareceram, porque viram nelas um estorvo e ninguém lhes achou utilidade. Poucos lugares de culto cuidaram deste relevante património, mescla entre a arte popular e a arte sacra, testemunho de fé e objecto de valor artístico que se deveria preservar.
Urge sensibilizar as comissões fabriqueiras das igrejas paroquiais, as comissões que tratam da preservação de capelas e ermidas, as ordens religiosas com lugares de culto a seu cargo, em suma toda a população, para a conveniência em preservar o património religioso que está depositado, mesmo quando parece ser algo sem valor, que apenas ocupa lugar. Em especial, é de atender à recolha e catalogação dos ex-votos, mesmo os mais toscos e em avançada deterioração, pois são um importantíssimo testemunho da fé popular, das preocupações das pessoas, da linguagem utilizada, das doenças e das catástrofes que se abateram sobre as populações. Riquíssimas fontes da História da religião popular e da Etnografia que é necessário guardar em acervo. Em Pinhel felizmente alguns ex-votos foram recolhidos no Museu Municipal, quase todos de invocação a Nossa Senhoras das Fontes.
Podiam-se recolher os ex-votos nos museus de arte sacra, que já vão existindo nos maiores centros, seria uma boa e prática solução. Contudo, sempre se dirá que o ex-voto deve, de preferência, ser contemplado no seu lugar de origem, onde foi depositado por mãos de quem teve fé e quis agradecer uma graça recebida. Em cada lugar há um misticismo próprio, no seio do qual os ex-votos melhor poderão ser apreciados. Por isso se revela importante a recuperação dessas peças de arte e a sua exposição nas igrejas, capelas e ermidas, para que quem passe tenha a real possibilidade de as admirar.
Paulo Leitão Batista

A estrada entre Navasfrias e Fóios vai ser realidade.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaO Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, recebeu no passado sábado, dia 8 de Janeiro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Presidente da Diputación de Salamanca, Isabel Jiménez Garcia, que se fez acompanhar por dois assessores, os meus queridos amigos Carlos Cortes e o deputado Pepe.
Esta jornada de trabalho veio na sequência da I Feria «Ecoraya» e teve como pano de fundo o fortalecimento das relações transfronteiriças entre os nossos territórios.
O troço de la carretera Navasfrias – Foios, de apenas dois quilómetros e meio, foi analisado e ficou decidido que os trabalhos deverão ter início muito brevemente. Parabéns, Presidente António Robalo. A diplomacia e a abertura dão, de facto, bons resultados.
Na qualidade de Presidente de Junta da Freguesia de Foios não posso deixar de me congratular com estes bons resultados visto que também não me tenho poupado a esforços para que estas ligações sejam, na verdade, efectivas.
Desde que foi asfaltado o troço Navasfrias – Aldeia do Bispo tem-se notado, francamente, um enorme fluxo de pessoas bens dos dois lados da fronteira e tenho verificado que o desenvolvimento sócio-económico tem sido uma realidade.
Está provado que sem boas vias de acesso não há progresso e desenvolvimento.
Tenho plena consciência que o sucesso do «assador gigante» de castanhas, que levámos desde Foios à feira de Salamanca «Ecoraya», também foi pretexto para que se tivesse falado mais nas relações transfronteiriças e que o referido troço Navasfrias – Foios tivesse sido discutido e avivado.
Vamos continuar a trabalhar de frente porque temos, na verdade, muito para fazer.
Olhos nos olhos. De espaldas jamás!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Vou transcrever umas palavras que vinham no Diário Económico em Outubro do ano passado, e que foram escritas por um tipo chamado Pinto Castro. Nelas está contida a verdadeira e pura ideologia Neoliberal.

António Emidio«A Democracia é a suprema superstição contemporânea (…) Estou seguro que se estivermos governados por sábios insensíveis aos gritos da rua, um futuro brilhante nos espera. O Mundo é demasiado complexo para admitir que as empresas dependam dos caprichos dos ignorantes eleitores, em grande medida os parasitas do Estado de Bem Estar. Talvez haja trabalho para todos, mas a verdade é que nem todos querem trabalhar. Talvez alguns se sintam ofendidos com as desigualdades económicas, mas temos de recompensar o mérito. Os que estão a mais ver-se-ão obrigados a aceitar que, como o reverendo Malthus proclamou de maneira sucinta “ não há lugar para eles no banquete da natureza».
O que acabou de ler querido leitor(a) é uma apologia à escravatura, é uma violência psicológica própria de um nazi. Dirão os politicamente correctos que isto não passa de uma diatribe a que ninguém passa importância. O grande problema é que esta diatribe nos tempos que correm torna-se auto-reprodutiva e vírica. Os portugueses e, não só, já sofrem no corpo e na alma a prática deste teórico nazi. Vejamos: Em Portugal, o salário mínimo REAL no ano de 2010 foi aproximadamente 15% mais baixo do que em 1974. Um em cada três portugueses ganha menos de 500 euros mensais, um milhão de trabalhadores. Aproximadamente 85% dos pensionistas portugueses vivem com 360 euros mensais, ou seja, 1 milhão e 900 mil portugueses. Cerca de 50.000 pessoas passam fome em Portugal. A pobreza, segundo o INE, atinge 20% dos portugueses, haverá portanto em Portugal 2 milhões de pobres, cifra esta que irá aumentar, porque em 2011 teremos os 200.000 desempregados sem protecção social.
Na Inglaterra, a velha Albion, poderosa e rica, exemplo de modernidade e progresso, o governo irá retirar uns 9 mil milhões de euros da protecção social, o que vai dar origem a mais de 1 milhão de novos pobres nos próximos três anos. Como será numa Grécia? Numa Roménia? Numa Irlanda ? E noutros…
Os povos europeus têm de rebelar-se contra estas oligarquias financeiras, económicas e, também contra os políticos que as seguem cegamente. É inadmissível que as bolsas de valores, os bancos e as grandes empresas decidam quem deve viver e quem deve morrer. Zapatero em Espanha retirou 460 euros mensais aos desempregados de longa duração (os mais idosos que têm dificuldade em encontrar trabalho) só por essa medida, a Bolsa de Madrid subiu!!! Esses mesmos especuladores estão a atacar presentemente as colheitas e reservas de trigo e milho a nível mundial, irão jogar o seu valor na bolsa, e decidirão o preço a que deve ser vendido o trigo e o milho, ou seja, só comerá quem eles quiserem, como? Basta aumentar os preços, e os povos do terceiro mundo, e não só, deixarão de comer o trigo, o milho e seus derivados, em suma, o pão!
Temos de lutar contra estes totalitarismos. Há políticos, mercados (banqueiros e grandes empresários) que deviam ser julgados em tribunais especiais. Não se criou o tribunal de Nuremberga para julgar os crimes nazis? Não é crime lançar seres humanos no desemprego, na pobreza e na fome? Sem trabalho e sem pão não há futuro.
Há uma coisa que não convém esquecer, a violência é a parteira da história.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Um dos concertos mais polémicos de todos os tempos, no concelho do Sabugal, teve lugar no dia 22 de Junho de 1990, no Castelo do Sabugal. Efectivamente, foi nesse local que se realizaram as Festas de S. João de 1990.

Carlos do Carmo

João Aristides Duarte - «Música, Músicas...»Carlos do Carmo é um nome incontornável do Fado e da canção ligeira (chamemos-lhe assim) de Portugal. Cantou em locais tão míticos como o Olympia, de Paris, as Óperas de Frankfurt e Wiesbaden, o Canecão, do Rio de Janeiro e noutras salas de espectáculos em Sampetersburgo, Helsínquia, Copenhaga, etc., etc.
Em Portugal conseguiu quase encher o Pavilhão Atlântico no seu concerto de tributo a Frank Sinatra, o que pode ser considerado um feito. Actualmente o seu último CD (em dueto com Bernardo Sassetti) encontra-se em 18.º lugar no Top de vendas e é já Disco de Ouro.
Apesar das credenciais, que têm origem nos anos 60, do século XX, Carlos do Carmo não teve qualquer problema em actuar no palco do Sabugal, instalado no Castelo, numa organização da Comissão de Festas desse ano. Referiu, mesmo, durante o espectáculo do Sabugal que, para ele, era a mesma coisa cantar no Olympia, em Frankfurt ou no Sabugal.
Segundo informações que, posteriormente, recolhi, a equipa de Carlos do Carmo jantou no restaurante das Festas, tendo declinado o convite para se dirigir a um restaurante da (então) vila.
Lembro-me bem de ter ido assistir a esse concerto e de, quando o espectáculo estava prestes a iniciar-se, enquanto os guitarristas afinavam os instrumentos; uma parte do público começar logo a assobiar.
No fim do primeiro número, Carlos do Carmo referiu que era com grande honra que estava no Sabugal, onde nunca tinha actuado e fez um grande elogio à Comissão de Festas, extensivo a todas as outras do país, sem as quais não seria possível aos artistas portugueses sobreviver.
Acompanhado pelo trio habitual, de que se destacava José Maria Nóbrega que o acompanha quase desde o início da sua carreira, Carlos do Carmo cantou alguns dos fados mais conhecidos do seu reportório, como «Por Morrer uma Andorinha», «Canoas do Tejo», «Bairro Alto» e «O Homem das Castanhas», entre outros.
O seu concerto baseou-se mais, no entanto, em canções do álbum que tinha editado havia pouco tempo e que se intitulava «Mais do que Amor é Amar», com temas como «À Memória de Anarda», «Ao Gosto Popular» ou «Elegia do Amor». Também cantou «Pedra Filosofal», de Manuel Freire /António Gedeão e «Traz Outro Amigo Também» de José Afonso.
Pelo facto de se tratar de um espectáculo de Fado, onde o silêncio deve ter lugar, Carlos do Carmo teve uma atitude pedagógica dizendo aos presentes para não fazerem barulho, o que foi muito mal interpretado por uma parte do público, que não compreendeu o alcance das palavras do fadista, quando este referiu que «infelizmente a cultura que chega é a da televisão». O certo é que com estas suas palavras o público fez silêncio e o espectáculo continuou, sem sobressaltos. Já tinha acontecido o mesmo no Festival de Vilar de Mouros, em 1982, onde o fadista actuou perante uma plateia de jovens muito mais interessados em Rock e Carlos do Carmo conseguiu, aqui também, dar a volta à situação.
Ainda hoje há pessoas no Sabugal que se consideram ofendidas pelas palavras de Carlos do Carmo, baseadas afinal num mal-entendido, daí dizer-se que o concerto foi polémico.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Sabugal e Salamanca preparam o futuro com uma jornada de trabalho conjunta. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

TIMOR LESTE – RAIROBO –Acordar de sonho no meio das montanhas em Rairobo no interior profundo de Timor Leste. Paisagens fabulosas e sem efeitos especiais desta ilha com belezas naturais únicas. Um bom ano de 2011 para todos.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
Remetente: José Bispo

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Gasoleira GALP nas Galerias Gildo - Fuentes de Oñoro - Janeiro 2011
Clique na imagem para ampliar

Data: 9 de Janeiro de 2011.
Local: Fuentes de Oñoro, Espanha.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: As Galerias Gildo, em Fuentes de Oñoro, passaram a fornecer combustíveis da portuguesíssima GALP. Este domingo, com IVA a 18%, o preço da gasolina sem chumbo 95 estava a ser vendido (sem talões nem descontões) a 1.244 euros por litro. No Sabugal o mesmo litro da mesma gasolina marcava 1.513 euros.
jcl

Os sabugalenses vão dispôr no edíficio da Câmara Municipal de um balcão de único de atendimento que vai permitir tratar de vários assuntos ao mesmo tempo. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

D. Manuel Felício, bispo da Guarda, anunciou em carta enviada aos padres da diocese que a entrega definitiva da obra do paço episcopal, após ano e meio de trabalhos, está marcada para o próximo dia 21 de Janeiro.

D. Manuel Felício - Guarda«Dentro das limitações que naturalmente a crise impõe, estamos contentes com a colaboração que nos tem vindo em donativos», adiantou D. Manuel Felício.
O paço episcopal, designação frequentemente dada à residência do bispo diocesano, ocupa uma casa solarenga do século XVIII, construída nos limites da cidade de então, doada pelos condes de S. João de Areias à diocese da Guarda.
Depois de um século de uso sem grandes transformações, está agora numa intervenção de fundo para cúria diocesana (zona de atendimento, gabinetes, salão e salas de reuniões, arquivo vivo, casa de máquinas, garagens e arrumos).
As novas obras abrangeram ainda uma capela, salas de recepção e audiências, a secretaria episcopal, área de habitação e casa da comunidade religiosa de apoio ao bispo diocesano, biblioteca e arquivos.
Devido à realização das obras, a residência do bispo e a cúria, conjunto de pessoas e instituições ao serviço do governo da diocese, têm funcionado, provisoriamente, no antigo colégio de S. José.
jcl (com agência Ecclesia)

António Dionísio foi eleito provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, nas eleições que se realizaram no dia 6 de Janeiro, ao encabeçar a única lista que se apresentou a sufrágio.

Votaram 108 irmãos, que elegeram os novos órgãos sociais da Misericórdia, na sequência da demissão, há cerca de um ano, da Mesa Administrativa presidida por Romeu Bispo, que agora surge como vice-provedor. A presidir à Assembleia Geral foi eleito o médico Fernando Pinto e para presidir o Conselho Fiscal o professor António Bárbara Ramos.
Capeia Arraiana falou com o novo provedor, que afirmou ter como grande objectivo a preparação da instituição para a exigência dos desafios do futuro. «Tratando-se de uma instituição de carácter solidário, muito voltada para o apoio às crianças e aos idosos, o mais importante é intervir no sentido de a adaptar para as novas realidades que o futuro lhe trará», disse António Dionísio.
Esclareceu ainda tratar-se de uma lista que dá continuidade ao trabalho que já estava a ser feito: «o facto do anterior provedor não abandonar os corpos sociais, passando agora a ser o vice-provedor, significa claramente que estamos perante um projecto que pretende dar seguimento ao trabalho realizado para que evolua com tranquilidade. Queremos que a Santa Casa se volte cada vez mais para a população que serve, prestando-lhe serviços de qualidade.»
Sobre o facto da Misericórdia do Sabugal não ter vista satisfeita a sua pretensão de criar uma Unidade de Cuidados Continuados, António Dionísio, ainda não perdeu a esperança de tal vir a suceder: «A Misericórdia do Sabugal teve boas possibilidades de ver garantido o financiamento público para a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados, porém o seu projecto não foi eleito. Mas estaremos atentos à oportunidade de apresentarmos uma nova candidatura, na medida em que isso é extremamente importante para a população idosa que servimos».
Instado a pronunciar-se acerca de algumas considerações que apontam para o facto de se ter candidatado para se manter «à tona da água» após ter suspendido as funções de vereador na sequência da sua candidatura à Câmara Municipal, António Dionísio, rejeita haver qualquer motivação política na sua eleição para provedor. «Para elaborar a lista convidei amigos que considerei capazes de me acompanharem nesta missão, por sinal de diferentes quadrantes políticos, o que por si só é revelador da isenção da candidatura. Essas considerações só podem vir de quem não me conhece ou de quem não quer perceber a razão pela qual uma quantas pessoas se uniram à volta de um projecto de extrema importância para a comunidade. Quem fala sabe o que quer dizer e a intenção com que o diz, mas eu não vou alimentar polémicas. O que lamento é que não tenham aparecido outros interessados em servir a instituição, o que por si também é revelador.»
Os novos corpos sociais da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal vão tomar posse dentro de alguns dias.
plb

Na sequência da minha crónica anterior, sobre Ana de Castro Osório, talvez valha a pena reflectir mais um pouco sobre a condição feminina.

Adérito Tavares - Na Raia da Memória«Não pense a mulher que tem como nós homens entendimento…». Isto escreveu D. Francisco Manuel de Melo, na sua Carta de Guia de Casados, há quase 400 anos, traduzindo o pensamento dominante: a mulher era inferior ao homem e deveria ser submissa, discreta, reservada, caseira, fiel, boa filha, boa esposa, boa mãe. «Do homem a praça, da mulher a casa (…); se a mulher tem bons dentes, cova na face e riso fácil, que ria em casa para seu marido», diz também D. Francisco.
Deste modo, às mulheres eram geralmente negados os direitos cívicos, políticos e sociais. A mulher geria a casa, educava os filhos e cuidava do marido. Para isso, não lhe era necessária grande instrução, pelo que raras eram as mulheres cultas. Aliás, desconfiava-se das mulheres «que se metiam a letradas» (ainda palavras da Carta de Guia…). Já se interrogaram os meus leitores sobre o facto de, até ao século XIX, com raras excepções, não se falar de pintoras, escultoras, arquitectas, escritoras, compositoras, filósofas? A primeira mulher a leccionar na Sorbonne, em Paris, foi Marie Curie, que seria galardoada com dois prémios Nobel: o da Física, em 1903, e o da Química, 1911. Mas, apesar disso, quando, neste mesmo ano, Madame Curie foi proposta para membro da Academie Française, o seu nome foi rejeitado. Em vez dela, entrou um homem cujo nome hoje ninguém conhece.
Direitos MulheresQuase 200 anos depois de se ter iniciado a luta pela igualdade civil e política dos cidadãos (com o iluminismo e o liberalismo), as mulheres continuavam a não ver reconhecidos os seus direitos. No começo do século XX, a mulher era ainda considerada como intelectualmente inferior, incapaz de assumir responsabilidades cívicas, permanecendo sujeita à tutela familiar do homem, fosse ele o pai, o marido ou o irmão (lembremos que, ainda nos anos 60 do século XX, em Portugal, uma mulher casada precisava de autorização do marido para se ausentar para o estrangeiro!). A mulher era a esposa, a mãe, a «fada do lar», mas não tinha poder de decisão sobre a educação dos filhos. Era a inspiradora de poetas e de artistas, mas raramente lhe permitiam desenvolver as suas capacidades criadoras. Trabalhava, quando era necessário recorrer ao sustento da família, mas apenas exercia tarefas e ofícios rotineiros, recebendo sempre salários inferiores aos do homem.
Desde o século XIX que se levantaram vozes de numerosas mulheres, conscientes da injustiça da condição feminina. Publicaram livros e artigos na imprensa, fundaram os seus próprios jornais, constituíram associações e movimentos, denunciando a hipocrisia social, que enaltecia o amor e a devoção das mulheres e as condenava a uma situação de inferioridade. Simultaneamente passaram a exigir a igualdade de direitos na família, no acesso à educação, no trabalho e, sobretudo, na vida política, reclamando para a mulher o direito de voto e a plena cidadania.
Tratava-se de uma luta difícil e penosa: na verdade, em França, só depois de 1945 as mulheres puderam votar em absoluta igualdade com os homens. Também na Inglaterra, sobretudo pela voz de mulheres inconformistas e ousadas como Emmeline Pankhurst, foi exigida a igualdade de direitos, particularmente a concessão do direito de voto à mulher.
A Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a conceder a plenitude de direitos cívicos e políticos à mulher, em 1893. Seguir-se-iam a Finlândia (1906), a Noruega (1910), a Dinamarca (1915), os EUA (1920) e a Inglaterra (1928).
Nas últimas décadas, o movimento feminista mundial, ultrapassado um certo folclore pretensamente vanguardista que só contribuía para o desacreditar, tem continuado a exigir o reconhecimento da individualidade da mulher e a plena igualdade de direitos em relação ao homem. Não apenas através da letra da lei mas também na prática quotidiana. Todavia, cerca de um terço das mulheres do planeta nem sequer dispõe livremente do seu próprio corpo. E muitos anos terão ainda que passar até que triunfe esta verdade evidente: a mulher é um ser tão humano como o homem.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

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