A caça foi sempre uma das actividades meio desportivas meio económicas do Casteleiro. Havia quem não perdesse um dia de caça, mesmo que nem provasse os coelhos ou as perdizes – ou porque não os caçava ou porque nem gostava do petisco.

O Clube de Caça e Pesca com apoios da Junta de Freguesia e outros não podia ter tido melhor ideia: uma Festa da Caça anual.
Em 2010 foi a primeira edição: em Maio.
Mas em Maio era cedo. Manifestamente cedo. Este ano, e bem, a organização resolveu atrasar o calendário: vai ser em Junho, nos dias 10, 11 e 12.
A Festa de 2010 foi um sucesso. O Povo veio todo à rua em ar de festa, o Casteleiro estava engalanado como sempre em dias assolenados («asselanados», como aqui se diz), as entidades locais e mesmo as regionais não faltaram, não faltaram os filhos tresmalhados da terra espalhados pelos cantos do país e até lá fora.
Houve mesmo quem se metesse num avião em Paris na sexta, desembarcasse em Lisboa para fazer os 300 km até aqui e, no domingo, «ala, que se faz tarde», outra vez para Paris…
Cães de caça e outros, treinados e a fazer habilidades, aves de rapina com demonstrações de voo controlado, cães puros da raça regional mais famosa no mundo, os Serra da Estrela, feira de artesanato… Ah! E sessões de tiro, claro.
Tudo num fim-de-semana. Valeu a pena? Valeu.
Os velhotes e os mais jovens que resistem e combatem a desertificação andavam encantados pelas ruas. O pessoal adora multidões, mesmo que à dimensão.
Foi assim a Festa da Caça, edição número 1.
Este ano, a Festa nº 2 é em Junho.
Marque já na sua agenda: é no segundo fim-de-semana.
Cá o esperamos.
Para lá da habitual animação de rua, uma banda que está aí na berra está já contratada: são os «Virgem Suta». Vão actuar no sábado, 11, às 22 horas.
Mas há mais.
Mantenha-se atento.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes