Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaA todos os colaboradores, leitores, simpatizantes e amigos do Capeia, desejo um Bom Ano 2011. Mas, o mês de Janeiro começou com redobradas preocupações deixando em muitos corações um certo aperto, porque as «ameaças» de nos tirarem mais no ordenado e aumentarem os impostos que se sentem em qualquer compra, como o povo dizia – da água ao sal –, essas ameaças mantêm-se. Daí que eu pretenda aliviar um pouco, dizendo a todos com a possível calma…

TUDO É MEU

Tudo é meu e posso usar
Ninguém ouse proibir
Do cheirar e do sentir
Naquele jardim de sonho
Sem ninguém me incomodar.

Tudo é meu e posso usar
O Sol, o vento a soprar
Pois alguém ouse dizer
Que a chuva que me vai refrescar
Alguém ma possa tirar.

À noite brilham estrelas
Que me estão a iluminar
Com brilho e seus tremeliques
Pois quem ousa pensar
Que alguém mas pode tirar?

Tudo é meu e posso usar
Ver a lua e pensar
No homem do conto antigo
Que referia o meu livro
O livro da minha infância.

Tudo é meu e posso usar
O azul do céu e do mar
O cheiro a maresia
Ou a urze na serrania
De perfume tão ímpar!

Tudo é meu e posso usar
Os sonhos que o céu me traz
De anjos que cantam hinos
São fofos, ternos meninos
É um nunca mais acabar…
(Ecos do Meu Pensar)

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com