You are currently browsing the daily archive for Quinta-feira, 6 Janeiro, 2011.

Depois das lavras, feitas com recurso ao arado ou à charrua, o lavrador antigo gradeava a arada para desterroar e alisar o campo. A sementeira estava feita e a semente começava a germinar, dando-se assim início a um novo ciclo de produção agrícola.

O alisamento da terra fazia-se com recurso a uma alfaia bastante singela, chamada grade. Constava fundamentalmente de dois barrotes de madeira, fortes e toscos, chamados banzos, ligados por duas travessas, as testeiras. A meio do quadrado formado pelos banzos e as travessas era normalmente colocado um pau, paralelo aos banzos. Os banzos tinham cravados dentes, geralmente de pau, sendo nalguns casos de ferro.
A grade atrelava-se ao cambão, que era um pau comprido, que por sua vez se ligava à canga das vacas para assim puxarem e arrastarem a grade. Era usual colocar um pedregulho em cima da grade, ou o próprio lavrador equilibrar-se sobre ela, de forma a aumentar o peso e assim exercer melhor a função.
A grade podia ser usada unicamente para alisar a terra, após a sementeira, sendo então «passada» com os dentes voltados para cima. Porém, se o objectivo era desterroar ou encobrir semente lançada previamente à superfície da terra, então davam-se uso aos dentes que a sulcavam.
A grade de Riba Côa era normalmente formada com dois banzos, mas também havia grades de três e até mais, dependendo do lavrador e da função específica a que se destinava a alfaia.
A grade e o cambão acompanhavam sempre o arado. Quando o lavrador ia jeirar carregava essas alfaias no chedeiro do carro das vacas, juntamente com duas ou três fachas de feno para alimentação dos animais, e metia-se ao caminho. Lavrava pacientemente todo o dia com o arado e, no final, passava calmamente a grade para deixar a terra lisa, mostrando assim o seu esmero no cuido da terra.
Era da lavoura que vinha o sustento da casa e o trato das terras fazia-se com a arte e os cuidados que foram passando de pais para filhos em gerações sucessivas.
Paulo Leitão Batista

E se em vez de PIB falássemos de FIB?

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A Revista Visão trouxe recentemente um artigo sobre o Butão, um pequeno país na zona dos Himalaias, onde em 1972 nasceu o conceito da Felicidade Interna Bruta como o melhor índice para designar o desenvolvimento de uma nação.
Nasceu assim uma nova fórmula para o cálculo de riqueza de um país, que considera outros aspectos, para além do desenvolvimento económico, preocupando-se com a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas.
Os quatro pilares em que assenta o cálculo da FIB são a economia, a cultura, o meio ambiente e o bom governo, devendo a «Felicidade» de cada nação ser calculada com base em nove campos: Bem-estar Psicológico; Qualidade do Meio Ambiente; Saúde; Educação; Cultura; Padrão de Vida; Uso do Tempo; Vitalidade Comunitária; Qualidade da Governação.
Desde aquele ano de 1972, muita coisa aconteceu naquele País, com as mudanças incentivadas pelo próprio rei que renunciou da sua condição de monarca absoluto, tendo-se realizado já as primeiras eleições democráticas. O lema é que Democracia e FIB são as faces da mesma moeda. Ambas colocam a responsabilidade no indivíduo. A felicidade é uma busca individual e a democracia é o poder do indivíduo.
Claro que a universalização deste conceito não pode ser feito de forma automática, e, como acontece no Butão, é acompanhada de um conjunto de restrições enormes que, face a formas de desenvolvimento diferentes e, muitas vezes, mais apelativas do chamado mundo do PIB, vem colocando tensões internas às quais o actual rei e governo procuram encontrar o ponto de equilíbrio.
A crise económica e financeira que hoje varre o Mundo inteiro devia levar todos, governantes e cidadãos a olhar para este conceito com outros olhos.
Na verdade, de que vale ter um PIB elevado se grande parte dos cidadãos desse País tem uma felicidade baixa?
E não é, nunca foi, somente o dinheiro a medir o nosso grau de felicidade.
Aos governantes deveria caber tudo fazer para que cada cidadão e a sociedade em geral tivessem «boa nota» em todos os nove campos acima indicados.
Aos cidadãos, se devem exigir que os governantes tomem as suas decisões tendo em conta aqueles campos, compete também, assumir uma posição de mudança de hábitos de vida, percebendo que um nível individual de felicidade elevado, não se estrutura apenas no «ter», mas, e sobretudo, no «ser».
É que este não é um caminho fácil…
Por exemplo, no Butão demora-se quatro dias para atravessar um país com pouco mais de 38.000 km², pois as estradas assim o exigem; os habitantes são obrigados a vestir os trajes tradicionais; é um país onde a esperança média de vida é de apenas 65,6 anos e o índice de mortalidade infantil atinge o valor de 45/1000 nascimentos…
Isto é, está-se perante uma lógica de desenvolvimento sócio-económico muito mais lenta e, sobretudo, não apostando naquilo que nos fizeram crer que era a felicidade.
Estaremos prontos para esta mudança radical?
Eis o que considero uma boa reflexão para o início de mais um ano…

Ps. A todos os meus amigos que se preocuparam com a saúde da minha sogra, o meu e o da minha mulher muito obrigado.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A Câmara Municipal do Sabugal tem uma nova estrutura orgânica, a qual assenta no princípio da flexibilidade dos serviços municipais. A nova organização dos serviços foi já aprovada no executivo e na assembleia municipal, pelo que os tempos são agora de mudança.

O projecto foi elaborado, segundo o documento que o suporta, dentro de princípios orientadores, como a inovação, a resposta eficaz às solicitações dos munícipes, a competência no atendimento dos cidadãos, a qualidade na prestação de serviços e a dinamização do concelho do Sabugal.
Na nova estrutura estão previstas unidades orgânicas flexíveis, assim configuradas: seis Divisões, nove Serviços e dois Núcleos, sendo cada tipo de unidades coordenadas por dirigentes intermédios de nível 2, 3 e 4, respectivamente.
O presidente do Município tem na sua directa dependência as seis Divisões, que são as de Administração Geral, Gestão e Finanças, Sócio-Cultural e Qualidade de Vida, Planeamento e Urbanismo, Serviços Urbanos e Manutenção, Estratégia Desenvolvimento e Execução. Ainda na dependência directa do presidente estarão dois Serviços: Informática e Telecomunicações, Relações Públicas Comunicação e Marketing.
Dentro das divisões haverá Serviços, tais como os clássicos de Gestão Financeira e de Recursos Humanos, mas também serviços mais contextualizados, como o de Cultura, Juventude, Desporto e Associativismo. Outros Serviços serão, por exemplo, o de Apoio às Juntas de Freguesias e o de Estratégia e Desenvolvimento.
Os dois Núcleos estão integrados na Divisão de Serviços Urbanos e Manutenção, sendo a sua designação: Núcleo de Águas e Saneamento, o Núcleo de Administração Directa de Obras e Vias.
As atribuições e competências serão definidas num regulamento interno a aprovar pela Câmara municipal.
Esta nova estrutura orgânica para o Município do Sabugal foi aprovada na reunião do executivo realizada no dia 22 de Dezembro e depois votada e aprovada na Assembleia Municipal ocorrida em 28 de Dezembro.
No executivo o documento foi aprovado com os votos favoráveis dos vereadores do PSD e do MPT, tendo os do PS votado contra. Os socialistas justificaram a sua oposição por considerarem que o modelo de estrutura orgânica foi idealizado a pensar num municio de grande dimensão, não se ajustando à realidade que tem a Câmara Municipal do Sabugal.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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