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A última sessão ordinária de 2010 da Assembleia Municipal teve lugar no Auditório do Sabugal na noite de 28 de Dezembro. Os trabalhos (e as intervenções) foram dominados pela ligação à A23, as votações das Grandes Opções do Plano e do Orçamento para 2011 e os ataques ao vereador Joaquim Ricardo pelo pecado de ter chegado a um acordo com a presidência social-democrata permitindo uma maioria e a governação estável e empreendedora do executivo sabugalense.

Câmara Municipal Sabugal

A Assembleia Municipal do Sabugal é constituída, de acordo com a lei, pelos presidentes das 40 Juntas de Freguesia do concelho do Sabugal e pelos 41 deputados eleitos por sufrágio universal nas autárquicas.
Durante o ano de 2010 foram realizadas cinco assembleias municipais ordinárias e foi marcada uma extraordinária (29 de Outubro) que não chegou a efectivar-se por falta de quórum. A última reunião, marcada para 28 de Dezembro era aguardada com bastante interesse até porque a ordem de trabalhos registava assuntos relevantes como, por exemplo, a votação do Orçamento para 2011 e as Grandes Opções do Plano.
A sessão com início às 20.15 horas ocupou praticamente todo o período «antes da ordem do dia» com a suspensão das obras de ligação à A23. O assunto sintetiza-se em poucas palavras. O executivo defende, estrategicamente, que a ligação é fundamental para o desenvolvimento do concelho mas deve ser suportada financeiramente com os dinheiros do Ministério das Obras Públicas. A decisão é correcta e só peca por tardia porque a fórmula imaginada pelo anterior presidente, Manuel Rito, com recurso aos militares do Regimento de Engenharia e com a execução de pequenos troços que no final ficavam ligados entre si apenas era compreendida pelo seu autor. Tal como escrevi no Capeia Arraiana no dia 27 de Junho de 2010 (Aqui.) era tempo de parar com um processo que apenas serviu para delapidar a tesouraria do município sabugalense. Na memória dos presentes ficam as defesas de honra de quem se sentia ultrajado sem ninguém o ter atacado na sua dignidade mas apenas e tão somente nas suas decisões políticas.
A Ordem do Dia «obrigou» a votações importantíssimas. O «Orçamento para 2011» foi aprovado por maioria com 17 votos contra e seis abstenções. As «Grandes Opções do Plano» foram aprovadas por maioria com 18 votos contra e cinco abstenções. O «Regulamento para Cargos de Direcção Intermédia de 3.º e 4.º grau» foi aprovado por maioria com a abstenção de Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal), Manuel Rito (ex-presidente da Câmara) e António Moreno (presidente da Junta de Freguesia da Moita).

Das duas, uma, ou das duas, três
A actividade na «sessão ordinária» ficou marcada pelos constantes ataques de alguns deputados ao vereador Joaquim Ricardo considerando-o como «o grande responsável pela estabilidade governativa do actual executivo camarário».
Das duas, uma, ou das duas, três. Um: em democracia governa quem ganha e apenas o povo está mandatado para fazer «o ajuste de contas» nas eleições seguintes. Dois: em democracia a legitimidade política não se esgota nos dois principais partidos, PSD e PS. Três: em democracia as maiorias absolutas são, na minha opinião, o seu maior defeito. Porquê? Porque, por vezes, criam autoritarismos e despotismos prejudiciais à causa comum. Há países na Europa como, por exemplo, a Alemanha ou a Itália, governados, quase sempre, por governos de coligação.
Há, contudo, importantes reflexões que se impõem a todos os sabugalenses. A quem beneficia ter no Sabugal um executivo minoritário (três vereadores contra quatro) com evidentes dificuldades de governação? A quem beneficia ter no Sabugal um partido com a força nacional do PSD incapaz de colocar em prática o programa eleitoral com que se apresentou nas autárquicas e que mereceu os votos favoráveis dos cidadãos? A quem beneficia no Sabugal colocar em causa o acordo democrático entre o presidente eleito e o vereador eleito pelo MPT? O pecado do vereador Joaquim Ricardo foi ter chegado a acordo com o presidente António Robalo e ter permitido uma governação estável do município. Algo vai mal na democracia do meu Sabugal. Algo vai mal nos conceitos de democracia de alguns sabugalenses que confundem o combate político com interesses pessoais. É feio e fica mal.
Subscrevo as palavras do presidente António Robalo em plena Assembleia Municipal que fez a defesa, aqui sim, da honra de Joaquim Ricardo em resposta aos constantes ataques de que foi alvo o vereador que assumiu entre Julho e o início de Dezembro a presidência da empresa municipal Sabugal+. Os factos dizem (e contra factos não há argumentos) que desde o dia da votação e nomeação para o cargo na Sabugal+, Joaquim Ricardo, deixou a sua manutenção no cargo dependente dos pareceres que foram na altura solicitados às entidades competentes. No dia em que estes foram conhecidos e apontavam para uma ilegalidade processual por dúvidas na votação em causa própria Joaquim Ricardo demitiu-se imediatamente do cargo. Percebe-se que para a oposição, ou melhor, para os seus opositores seria sempre um caso de «preso por ter cão e preso por não ter». Infelizmente para casos idênticos virtudes diferentes.
Os deputados (ou membros) eleitos nas listas do MPT, António Gata e Francisco Bárrios, decidiram constituir um grupo independente demarcando-se dos restantes eleitos pelo Partido da Terra. Em bom rigor todos os candidatos nas listas do MPT eram independentes porque suponho que nenhum era filiado no partido. O MPT serviu, no concelho do Sabugal, para agilizar um processo democrático que privilegia os partidos constituídos que se apresentem a eleições mas sempre vi este movimento encabeçado por Joaquim Ricardo como um grupo de cidadãos que, por diversos motivos (insatisfação com as principais forças políticas, insatisfação com os políticos locais ou reconhecimento das capacidades do candidato) se juntaram para concorrerem às eleições autárquicas. Considero, contudo, que a lei eleitoral tem pormenores «perigosos». Se em todos os grupos políticos das assembleias municipais mais de metade dos seus eleitos entendessem passar a independentes estes passariam a «governar» a assembleia municipal e as grandes decisões do executivo camarário. Interessante mas perverso.
Aqui chegados gostaria de dissecar aquilo que considero uma «ilegalidade» democrática. Vamos por exemplos concretos. Nos sufrágios universais (com voto secreto) os candidatos podem votar em si mesmos seja para presidente da República seja para qualquer outro cargo. Numa autarquia onde as forças partidárias no executivo se dividam em quatro contra três (num total de sete eleitos) mesmo que a força partidária vencedora entenda colocar o presidente, vice-presidente, e um dos vereadores no conselho de administração de uma empresa municipal esse acto poderá ser, sempre, inviabilizado pela oposição minoritária porque os três elementos indicados não podem votar. E para concluir podemos sempre acrescentar que a votação e respectiva eleição para a Sabugal+, com ausência do voto do vereador Joaquim Ricardo já seria possível num cenário de três contra três e voto de qualidade do presidente. Pormaiores que reduzem a nada quem clama pormenores esquecendo que o papel dos políticos é apresentar caminhos e soluções deixando os enredos guionistas para os produtores de ficção.
Pessoalmente assumo e defendo que as empresas municipais são fundamentais nos serviços sociais que prestam e agilizam muitos dos processos que são burocratizáveis nas Câmaras Municipais. As administrações das empresas municipais devem ser constituídas por gestores especializados e pragmáticos que estejam sempre disponíveis para dar o seu melhor inovando em cada época, em cada temporada, em cada mês, em cada dia, trabalhando com muita cumplicidade com todos os funcionários. Mas, acima de tudo, uma empresa municipal tem de ser vista como mais uma divisão da estrutura da própria Câmara Municipal liderada pelo presidente do partido mais votado nas eleições.

Memórias que marcam a História
A cada momento da História está tudo por fazer. Alguns – os aprendizes e os saudosistas – perdem-se nos ataques personalizados e nas lamentações caliméricas pelo regresso de outros tempos sem apresentarem soluções práticas. Outros – pragmáticos e empreendedores – arregaçam as mangas e empenham-se com competência profissional na gratificante tarefa de realizar obras que transformem realmente o futuro do concelho. É destes que fica a memória. É destes que fica a marca.
Adaptando Almada Negreiros não resisto a afirmar que o Sabugal é um concelho que reúne alguns defeitos e muitas qualidades.
Todos temos direito à nossa cidadania. Sempre entendi dar ao meu concelho, dos meus pais e dos meus antepassados, o meu melhor pela sua promoção e valorização. E o meu melhor sempre se apoiou nas minhas competências profissionais. E o meu melhor sempre se apoiou nas minhas convicções pessoais e políticas. Assim continuarei!
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

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O Comando Territorial da Guarda da GNR, não registou mortos nem feridos graves nas estradas do distrito no âmbito da operação «Natal / Ano Novo», o que representa uma melhoria face aos números do ano anterior, ao invés do que aconteceu a nível nacional.

Na quadra de Natal e de Ano novo, registaram-se 33 acidentes de viação, de onde resultaram 16 feridos leves. Comparativamente ao ano anterior e em igual período, verificou-se uma diminuição do número de acidentes (menos 17), de feridos graves (menos 2) e um aumento de feridos leves (mais 3).
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda, durante a Operação a GNR exerceu um grande esforço em matéria de segurança rodoviária, tendo efectuado 179 patrulhamentos e empenhando um total de 371 efectivos. Também a acção fiscalizadora foi tida em conta, nomeadamente, no tocante às manobras perigosas e condução sob o efeito do álcool. Em matéria de álcool foram fiscalizados 2.553 condutores, tendo-se verificado 13 situações de excesso. Em matéria de excesso de velocidade foram controlados 6441 veículos, tendo sido registados 141 infracções. Foram ainda elaborados 202 autos de contra-ordenação por outras infracções rodoviárias.
O comunicado informa ainda que o Núcleo de Investigação Criminal de Pinhel deteve, na madrugada do dia 1 de Janeiro, na localidade de Malta (Pinhel) um indivíduo de 37 anos de idade, residente na Guarda, por suspeita de furto numa residência. O indivíduo foi interceptado pouco depois do furto, tendo os militares recuperado um PC portátil, peças em ouro, dois telemóveis, sete relógios, uma consola, peças de roupa e calçado, avaliados em 6.000 euros.
Presente ao Tribunal Judicial de Pinhel, foi-lhe aplicada a medida de coação de apresentações periódicas no Posto Policial da área de residência.
Durante a semana transacta a GNR efectuou 14 detenções, 11 em flagrante delito e três no cumprimento de mandados judiciais.
plb

A Direcção do Grupo Cultural e Desportivo de Foios tinha agendado o Pedido das Janeiras para o primeiro dia do ano 2011. Assim aconteceu.

(Clique nas imagens para ampliar.)

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaUm grupo de amigos, ainda mal refeitos da noite da passagem de ano, acompanhados pela nossa amiga acordeonista, Dr.ª Ilda Manso, fizeram-se às ruas e toca a dar sinal, junto de algumas casas, cujos proprietários(as) depressa descobriam que se tratava do pedido das Janeiras.
Naturalmente que não houve tempo para uma grande volta pelo que não fomos a mais de dez famílias que sabíamos que tinham feito matança.
Antes de nos darem as chouriças ofereciam umas típicas bebidas, bolos, filhoses e chocolates.
Por volta das 20 horas todo o pessoal que havia participado e outros que se dignaram comparecer deslocaram-se para o pavilhão multiusos onde, para além dos enchidos, foi também servida uma feijoada que previamente havia sido confeccionada pelo amigo Zé Tavares, presidente da colectividade.
As cerca de cinquenta pessoas que participaram no jantar prometeram que no próximo dia 1 de Janeiro, em 2012, também dirão presente.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Foy serviu nas três invasões de Portugal, na primeira enquanto coronel e nas duas seguintes como general do exército imperial. Esteve no Sabugal no início da terceira invasão, integrado no corpo de Reynier e passou por três vezes nessa vila raiana enquanto mensageiro de Massena e de Napoleão Bonaparte.

Maximilien-Sébastien Foy (1775- 1825), entrou aos 15 anos para a escola de Artilharia, participando depois na campanha de Flandres com o posto de segundo tenente. Promovido a capitão, combateu em várias batalhas, mas em 1794, insurgiu-se contra os jacobinos e foi preso, devendo a sua salvação ao assassinato de Robespierre.
Foi gravemente ferido na batalha de Diersheim e na recuperação cursou direito público e história moderna.
Recomendado ao general Napoleão Bonaparte, recusou ser seu ajudante de campo e participar na campanha do Egipto. Sob as ordens de Massena foi promovido a coronel, em 1799, após se ter destacado no campo de batalha. Combateu depois nas campanhas de Marengo e do Tirol.
Opôs-se à ascensão de Napoleão Bonaparte ao poder supremo e depois ao seu consulado vitalício e à proclamação do Império, factos que o penalizaram vendo adiada a promoção ao generalato.
No início 1807 foi enviado para Constantinopla, e no final desse ano foi integrado no corpo do general Junot, participando na primeira invasão de Portugal. Na sequência da Convenção de Sintra regressou a França, onde foi finalmente promovido a general de brigada por Napoleão, sendo reenviado para Espanha, onde foi integrado no 2.º corpo, comandado por Soult e combate de novo em Portugal, na segunda invasão francesa. É ferido em Braga numa refrega com milícias portuguesas, e, ao entrar no Porto para exigir a rendição da cidade, é quase linchado pela população que o toma pelo general Loison, o célebre Maneta, salvando-se ao mostrar os dois braços à multidão. É preso, mas logo libertado com a conquista da cidade pelos franceses.
Em 1810 participa na terceira invasão de Portugal, integrado no 2.º corpo, agora comandado pelo general Reynier, que ocupou o Sabugal e Alfaiates de 27 de Agosto a 11 de Setembro, ainda na fase preparatória do movimento geral da invasão.
Já perante as inexpugnáveis Linhas de Torres Vedras, o general Foy foi o escolhido por Massena para ir a Paris levar uma missiva a Napoleão Bonaparte, para explicar a situação do «Exército de Portugal», da novidade que eram as Linhas de Torres e da necessidade de reforços.
Com um destacamento de 400 bons e corajosos caminheiros, Foy conseguiu atravessar o território que separava o exército da fronteira, completamente infestado por milícias portuguesas, que atacavam impiedosamente todos os movimentos militares dos franceses. Nessa manobra passou pelo Sabugal no movimento de ida e atinge Espanha, onde prosseguiu a sua rota para Paris. Recebido pelo Imperador, que lhe admirou a coragem e o mérito da missão, promoveu-o a general de divisão, e reenviou-o a Portugal com instruções para Massena.
Regressou pelo mesmo caminho e, acompanhado por tropas frescas que lhe admiravam a coragem e o seguiam fielmente, voltou a passar pelo Sabugal, e dali seguiu por caminhos pouco frequentados, procurando furtar-se a encontros com as guerrilhas.
Depois de mil peripécias, e com perdas consideráveis entre os seus homens, conseguiu chegar a Massena, a quem entregou a missiva.
Já no movimento retrógrado do exército invasor, Massena voltou a enviar Foy a Paris, dando conta a Napoleão da situação desesperada do exército e da sua firme decisão de não abandonar a empresa: recuará estrategicamente para bons acantonamentos e, contando com os reforços que suplica ao Imperador, voltará a avançar e ocupará Lisboa.
Foy, com uma escolta de apenas 50 cavaleiros, volta a embrenhar-se nos caminhos da Beira, com o Sabugal novamente no percurso, conseguindo atingir a fronteira. Já em Espanha é atacado num desfiladeiro, entre Burgos e Bilbau, por um forte destacamento espanhol. Foy perdeu a quase totalidade dos elementos da escolta mas conseguiu escapar completamente despido, colocando-se em fuga com os ofícios que também salvou. Prosseguiu viagem com roupas emprestadas, levando as mensagens ao seu destino.
Napoleão, irado com o conteúdo da mensagem de Massena, amarrotou os papéis e descarregou no general a sua fúria. Pouco tempo depois Foy era enviado de volta a Massena, levando-lhe uma carta do Imperador extremamente severa, manifestando-lhe o seu desagrado pelo fracasso da invasão. Foi já em Ciudad Rodrigo que Massena recebeu a missiva. Tivera sempre a maior confiança em Foy, mas verificou que os selos da carta haviam sido violados e carta fora lida antes de lhe ser entregue. Manifestou-lhe desagrado e desprezou-o a partir daí.
Porém Massena estava de partida e o general Foy reingressou no «Exército de Portugal», agora chefiado pelo marechal Marmont, comandando uma divisão. Combateu contra o exército anglo-luso, que se expandira por Espanha, sendo notado pela sua coragem e mérito. Já em plena retirada, foi gravemente ferido na batalha de Orthez, em 27 de Fevereiro de 1814, sendo esta a sua última prestação militar até ao fim do Império.
Com a França em convulsão política, Foy serviu como general durante mais alguns anos e depois aposentou-se, dedicando-se à política e à escrita, sendo autor de uma «História da Guerra da Península».
Paulo Leitão Batista

Estamos na Europa civilizada, Vilar Formoso é logo ali [e] o país vai de carrinho. Camões e Eça vendem-se enlatados, lavados com «champon». Das eleições acabadas, do resultado previsto saiu o que temos visto, [mas] toca de papelada no vaivém dos ministérios, [que] lambuzam de saliva os maiorais.

José Afonso

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»[O Governo] faz da bolsa do Povo cofre-forte do bancário [e] despreza a ralé inteira como qualquer plutocrata. Morde pela calada, anda aí à solta, não o deixes bulir. Dá-lhe na corneta até se cansar, mofina de mim, bem o vejo trepar. Ninguém o chora agora.
Alguma gente enganaste, nunca te vimos tão longe daquilo que tens pregado. Estás sempre em traje de gala, a brincar aos Carnavais. Será o Christian Dior a mandar no país?
A palavra socialismo como está hoje mudada, dinheiro seja louvado, a mim quem me vence é o patrão. E o banqueiro? A Ferrugem? Mete-os na forma. Queima-os na fornalha.
A Banca é boa para falir. Chupam-te até ao tutano, levam-te o couro cabeludo. E não se esgota o sangue da manada. Mandadores de alta finança fazem tudo andar p’ra trás. Anda ver o Deus banqueiro, que engana à hora e rouba ao mês.
Às aranhas anda o pobre sem saber quem o maltrata. Onde não há pão não há sossego. O que faz falta é dar poder à malta [e construir uma] cidade sem muros nem ameias, capital da alegria.
Ainda bem que é para breve o Festival e o Campeonato do Mundo no primeiro canal, ainda bem que apostei no Totobola.
Gastão era um parapeito de Papas e Cardeais, não fora Gastão dos fracos e já seria ministro. Acima da pobre gente subiu quem tem bons padrinhos, todos lhe apertam a mão, é homem de sociedade. Vejam bem daquele homem a fraca figura.

O texto acima é uma colagem de versos de diversas canções de José Afonso, de diferentes épocas, algumas de antes do 25 de Abril de 1974 e outras já de uma época pós- Abril. Considero José Afonso a maior referência de toda a música portuguesa do século XX. Independentemente da sua importância musical, que é fundamental no desbravar de novos caminhos para a música popular portuguesa, não se pode esquecer a intervenção cívica de José Afonso e tudo o que isso representou e continua a representar. O seu inconformismo continua com uma actualidade total. Não será por acaso que José Afonso continua a ser cantado por representantes da nova geração de músicos portugueses. Para cima de duzentas versões de canções de José Afonso conheço eu, muitas das quais em linguagens como o Rock, a Pop, o Fado ou mesmo o Jazz. O verdadeiro cantor popular que continuará a perdurar por muitos e muitos anos, por mais modas que apareçam e desapareçam.
Apesar de José Afonso ter falecido há perto de 24 anos, não há qualquer dúvida que a sua mensagem se mantém o mais actual possível. Basta ler os versos acima reproduzidos para se perceber isso mesmo. Independentemente dos Governos que têm passado por este país (da responsabilidade do PS, PSD e CDS), nestes últimos 34 anos, a mensagem de José Afonso mantém actualidade. Basta lê-la.
Ainda recentemente estive a ver um vídeo onde José Afonso refere, sem qualquer paternalismo (que eu sei que ele detestava) à situação dos jovens nos anos 80 do século passado e a sua mensagem não podia ser mais actual.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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