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Neste ano de 2011, os cidadãos com mais de 65 anos residentes no concelho do Sabugal e com parcos recursos financeiros, passarão a beneficiar do Cartão Social Municipal, emitido pela Câmara, com o qual terão alguns benefícios.

A criação do Cartão Social Municipal está prevista no Regulamento de Apoios Sociais do Concelho do Sabugal, aprovado na Assembleia Municipal realizada no dia 28 de Dezembro de 2010.
Segundo o regulamento, podem beneficiar do cartão todos os cidadãos com mais de 65 anos, residentes no concelho do Sabugal há mais de um ano e recenseados numa das suas freguesias, que sejam pensionistas, reformados ou deficientes. O rendimento mensal per capita do agregado familiar onde o candidato se insere não pode ser superior ao salário mínimo nacional.
Entre os benefícios a que o titular do Cartão Social Municipal tem direito, conta-se a isenção de pagamento nos transportes regulares escolares, desde que existam lugares vagos por alunos, a comparticipação em 30% (do valor não comparticipado por outra via) dos tratamentos nas Termas do Cró, a redução de 50% no acesso às piscinas municipais e o acesso a serviços de reparação domiciliária prestados pelo projecto «Bricosolidário». O Município celebrará ainda protocolos com empresas privadas, tendo em vista garantir descontos para os titulares do Cartão Social.
O Regulamento de Apoios Sociais, prevê ainda a concessão de outras ajudas à população mais carenciada do concelho do Sabugal, nomeadamente à habitação, através da construção de instalações sanitárias e outras obras de beneficiação, assim como na aquisição de mobiliário ou na elaboração de projectos de arquitectura. O regulamento prevê ainda a possibilidade da criação de uma bolsa de imóveis a adquirir pelo Município para usufruto dos mais carenciados.
O Município poderá dar ainda ajuda financeira às famílias numerosas de baixos rendimentos, distribuir cabazes de Natal e prestar apoios em situações de urgência que o justifiquem.
plb

O secretário de Estado da Protecção Civil, Vasco Franco, garantiu o financiamento do Centro de Limpeza de Neve da Guarda pelo qual tem lutado o governador civil Santinho Pacheco. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

ANA DE CASTRO OSÓRIO – Educadora – Pioneira do Movimento Feminino em Portugal. – Aqui há tempos, a propósito do início das obras do futuro hospital de Loures, escrevi no «Capeia Arraiana» um texto sobre Carolina Beatriz Ângelo, natural da Guarda, uma das primeiras mulheres médicas em Portugal, cujo nome foi dado ao novo hospital.

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaCarolina Beatriz Ângelo foi, juntamente com Ana de Castro Osório, Maria Amália Vaz de Carvalho, Virgínia de Castro e Almeida, Maria Veleda, Adelaide Cabete, Maria Lamas e outras ilustres mulheres portuguesas, precursora da luta pela igualdade de direitos cívicos e políticos entre homem e mulher.
As primeiras décadas do século XX europeu constituíram um tempo absolutamente revolucionário, no domínio dos valores e do quotidiano. Com a 1.ª Guerra Mundial (1914-18), chega ao fim a Belle Époque e inicia-se uma período que culminará com os «loucos anos 20», marcados pela pressa de viver, pelo desenvolvimento da cultura de massas (o cinema, a rádio, o desporto, etc), pelo jazz e pelas novas danças (o charleston, o one-step, o jazz, o tango) e também por importantes transformações na condição feminina. Durante a Guerra, ao substituírem os homens mobilizados, as mulheres começam a ter acesso a profissões e actividades que, até aí, não lhes eram muito habituais: manipulação de máquinas industriais, condução de autocarros e de eléctricos, etc. As próprias profissões «intelectuais», como jornalista, médica, advogada, professora universitária, começam a ver chegar as primeiras mulheres. Nos anos vinte, o aspecto e os hábitos de vida revelam uma nova mentalidade: as saias curtas e travadas, o cabelo «à garçonne», a frequência de praias e de cabarets, a prática de desportos como a natação, o ténis e o ciclismo mostram uma mulher mais confiante e emancipada.
E em Portugal?
O nosso País acabará por receber, com algum desfasamento, como era habitual, os reflexos deste novo clima mental.
As primeiras décadas do século, em Portugal, caracterizam-se pelo enfrentamento de duas tendências: a primeira, conservadora, tradicionalista, apegada aos valores ditos nacionais, foi culturalmente representada pelo movimento da Renascença Portuguesa, com Teixeira de Pascoais como corifeu, e, politicamente, pelo Integralismo Lusitano, em que pontificou António Sardinha; a segunda, progressista, renovadora e inconformista, terá em António Sérgio e no movimento da Seara Nova a sua melhor expressão política e na geração de Orfeu, representada por José de Almada Negreiros, Fernando Pessoa e Mário de Sá-Carneiro, a expressão cultural. Através de uma adesão radical aos movimentos artísticos e literários de vanguarda, como o modernismo-futurismo, o grupo da revista Orfeu atirou pedradas violentas ao charco do panorama sociocultural português. É o tempo do Manifesto anti-Dantas, de Almada Negreiros, e da adesão de alguns jovens pintores, como Amadeo Sousa-Cardoso e Santa Rita Pintor, aos novos movimentos artísticos. Paralelamente, a vida boémia ganha raízes, com alguns cabarets e clubes nocturnos a implantarem-se nas grandes cidades, como foi o caso do lisboeta Bristol Club, já nos anos vinte. As praias começam a atrair cada vez mais gente, as mulheres da média e alta burguesia usam saias curtas, fumam, pintam-se, desnudam ostensivamente os ombros e o colo.
Não esqueçamos, todavia, que tudo isto se passa entre as minorias urbanas; cerca de 70 a 80 por cento da população continuava a ter como horizonte as serranias ou as planícies da sua aldeia, continuando a viver, a trabalhar e a morrer como havia séculos. E, lembremos também que, apesar de um louvável esforço da I República neste domínio, cerca de dois terços dos portugueses continuavam analfabetos. Por sua vez, à grande maioria das mulheres eram ainda recusados os direitos cívicos e políticos elementares, numa sociedade fortemente dominada pelo machismo e pelo conservadorismo social. A título de exemplo, citemos Júlio Dantas (o Dantas do Manifesto): «… não se percebe o que seja uma grande paixão por uma médica, por uma advogada, criaturas moralmente desvirginadas (ainda que irrepreensivelmente puras) […]; não nos parece possível encontrar nelas aquela ternura, aquela inocência, aquela submissão. O amor pertence às outras […] – às belezas tímidas, apagadas, silenciosas e tristes». (Pela amostra, parece que Almada Negreiros tinha toda a razão para gritar, empoleirado numa das mesas do café Martinho, «Pim, morra o Dantas!»).
Ana de Castro Osório - Adérito Tavares - Capeia ArraianaÉ neste ambiente, nesta atmosfera mental, que devemos situar Ana de Castro Osório.
Escritora ilustre e pedagogista, Ana de Castro Osório nasceu em Mangualde em 1872, dentro de uma aristocrática família beirã. A partir dos 23 anos passa a residir em Setúbal, iniciando então uma fecunda carreira literária. Em 1897 começou a publicação de uma série de folhetos intitulados Para as Crianças, contendo contos tradicionais e infantis. Estava encontrada uma das suas principais vocações: a literatura infantil e juvenil. Podemos, aliás, considerá-la a verdadeira fundadora da literatura infantil no nosso País. Através de contos populares adaptados, de histórias originais ou de traduções (dos irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen e de outros escritores estrangeiros), Ana de Castro Osório não cessou de contribuir para aquilo que o poeta João de Deus considerava a verdadeira revolução primordial: cultivar o povo.
A partir do seu casamento com o escritor e activista republicano setubalense Paulino de Oliveira, em 1898, passou a dedicar-se também ao combate político e social. Em 1905 publica uma das suas obras mais importantes, verdadeiramente pioneira do movimento feminista em Portugal: As Mulheres Portuguesas. Esta obra, posteriormente traduzida para francês, constitui um pilar da luta pela transformação da condição feminina no nosso País.
Após a proclamação da República, em 1910, Ana de Castro Osório funda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas e colabora com Afonso Costa na elaboração da Lei do Divórcio. Publica, entretanto, outros importantes títulos, como por exemplo: A mulher e a criança (1911), A mulher no casamento e no divórcio (1911), As operárias das fábricas de Setúbal (1911), Mundo novo (1912?), A mulher na agricultura, nas indústrias regionais e na administração (1915), A verdadeira mãe (s/d). Para além da excepcional capacidade interventora e criativa nos domínios social e político que esta sequência quase alucinante de obras revela, Ana de Castro Osório continua a sua actividade pedagógica e didáctica, publicando inúmeros livros destinados às crianças, aos pais e aos educadores. Tendo enviuvado precocemente (em 1914), prossegue sozinha o mesmo pacífico combate em favor da libertação do homem e da mulher através da cultura e da mudança de mentalidades.
Durante a 1.ª Guerra Mundial teve um papel muito activo na defesa dos valores democráticos, representados pelos Aliados, e na assistência aos soldados portugueses. Em 1922 realizou no Brasil um conjunto de conferências muito aplaudidas e publicou um livro sobre as relações luso-brasileiras: A grande aliança.
Morreu em Lisboa, em 1935. Não assistiu ao triunfo de muitas das ideias por que se bateu, algumas das quais ainda hoje continuam a encontrar resistências. É que, entre todas, as estruturas mentais são as que mudam mais lentamente. «Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/ Todo o Mundo é composto de mudança», diz Camões. Mas o preconceito, a atitude de reaccionarismo mental resiste, resiste. Por vezes, bem no recôndito da nossa personalidade, continuamos machistas como os nossos avós. Ana de Castro Osório deu o seu contributo para essa indispensável mudança mental. Esforcemo-nos por dar também o nosso. Modestamente, embora.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

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