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Crise, crise, crise!!! Não se fala noutra coisa, apesar de se saber bem quem foram os responsáveis por ela. No entanto querem fazer-nos crer que todos somos responsáveis por aquilo que aconteceu. Todos, todos, mesmo aqueles (que são a larguíssima e esmagadora maioria) nada, mas mesmo nada tiveram que ver com negócios em Bolsa, com especulação financeira ou com verdadeiros abutres que não olham a meios para atingirem os seus fins.

Mapa Concelho Sabugal

João Aristides Duarte - «Política, Políticas...»A propósito da tão propalada crise (mas já ninguém se lembra quando Durão Barroso há sete ou oito anos dizia que Portugal estava de «tanga»? – Como estará, então, agora? Só com uma parra ou nem isso?) tudo aparece.
Recentemente, começaram alguns opinion-makers a difundir a ideia que a divisão administrativa de Portugal está ultrapassada e que é tempo de mudar. Segundo eles, em tempo de «crise» (sempre o velho e estafado argumento) não se justifica a existência de tantos concelhos e freguesias em Portugal.
Normalmente esses tais «fazedores de opinião» vivem em Lisboa onde não se nota tanto o sentimento de pertença a um município ou freguesia. Para esses cosmopolitas que, na maior parte dos casos continuam a dizer que «Portugal é Lisboa e o resto é paisagem» (e, em parte, até têm razão – só que eles usam isso depreciativamente em relação a todos os que não vivem em Lisboa), nada seria melhor do que poupar uns «cobres» com a diminuição de concelhos e freguesia, já que para eles será «igual ao litro».
Até dou de barato que nos grandes municípios, como Lisboa, Porto, Sintra, Amadora, etc., não haverá grandes problemas em elaborar um novo mapa de concelhos e freguesias, mas até aí não tenho a certeza.
No resto do país e, sobretudo no Interior, esse sentimento de pertença a um município ou freguesia está bem enraizado e, penso que quem se meter por esses «atalhos» (mudar o mapa dos concelhos e freguesias) mete-se em grandes «trabalhos». Bem se pode dizer que quem se meter por aí irá comprar uma guerra.
O concelho do Sabugal tem 40 freguesias. Se, por hipótese, se mudasse o mapa das freguesias para ficar só com 25 freguesias, quais seriam as freguesias que estavam dispostas a ser incorporadas noutras? E, em relação aos concelhos: se o concelho de Almeida fosse integrado no concelho de Sabugal (mera hipótese académica) o que diriam e fariam os de Almeida a propósito dessa «anexação»? E se o concelho do Sabugal fosse «anexado» pelo concelho da Guarda, o que aconteceria?
Claro que quem diz isso está a contar com o estafado argumento de sermos um país de «brandos costumes» e toda a gente se resignaria àquilo que os «bem-pensantes» ditassem.
Acredito que os portugueses suportam grandes injustiças, sem se revoltarem, achando que nada poderão fazer, mas essa de quererem mudar o mapa administrativo de Portugal, só porque algum iluminado se lembrou que se pouparia dinheiro, não vejo que tenha grande futuro.
Convém, no entanto, estar preparado para continuarmos a ouvir isso, e ainda mais acutilantemente, quando a «crise» se tornar mais perceptível.
Aproveito para desejar BOAS FESTAS a todos os leitores do Blogue Capeia Arraiana.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Em 17 de Dezembro, a Assembleia Municipal da Guarda aprovou uma moção de repúdio pelo facto do cidadão Américo Rodrigues, Director do Teatro Municipal, ter criticado uma decisão dessa mesma Assembleia. Trata-se de um processo vergonhoso que pretende silenciar quem fala e opina.

Américo RodriguesA história conta-se duma penada: no verão um presidente de junta de freguesia interrompeu, a roncos de vuvuzela, um espectáculo de música erudita que acontecia na sua terra, o que levou Américo Rodrigues a denunciar esse acto primário no seu blogue pessoal (Café Mondego). O presidente da junta, em puro acto vingativo, levou à Assembleia Municipal a proposta de corte em 20 por cento nas verbas destinadas ao Teatro Municipal, revertendo esse valor para as juntas de freguesia. Américo denunciou e repudiou esse acto impudico no seu blogue pessoal e Baltazar Lopes, o autarca da vuvuzela, decidiu apresentar na Assembleia um voto de repúdio com o seguinte texto:
«Tendo em conta que o senhor Director do Teatro Municipal da Guarda, Dr. Américo Rodrigues, tem vindo a insultar publicamente esta Assembleia – que é constituída por Deputados Municipais e por Presidentes de Junta de Freguesia – por esta ter votado favoravelmente uma Recomendação de corte de verbas ao TMG, a Assembleia Municipal da Guarda, reunida em Sessão Ordinária em 17 de Dezembro de 2010, aprova uma Moção de Repúdio pelas afirmações insultuosas que o senhor Director do TMG, Dr. Américo Rodrigues, tem vindo a proferir em relação à Assembleia e aos seus membros.»
Por estranho que pareça, o repúdio foi aprovado, em escrutínio secreto, com 57 votos a favor, 20 contra, 10 em branco e um nulo (alguns deputados – cerca de 25 – não participaram na votação). Quanto à posição dos partidos, o PSD defendeu o voto favorável, o PS optou pelo silêncio, o PCP manifestou-se contra e o BE defendeu «nada ter com o assunto».
A discussão e votação de uma manifestação de repúdio pela expressão de opiniões relativas a um órgão democraticamente eleito é a pura perversão do sistema. Todos os eleitos e os respectivos órgãos estão sujeitos ao escrutínio dos eleitores, e o exercício da crítica é dos mais elementares direitos de cidadania.
Américo Rodrigues, o pai da grandiosidade cultural da Guarda, exerceu a cidadania, não se calando perante atitudes aviltantes e demonstradoras de pura depravação. Aos democraticamente eleitos cabe saber ouvir as críticas, podendo comentá-las, rebatê-las, contrapô-las, se caso for, mas não é aceitável que formalmente as repudiem, como que dizendo que as mesmas não devem ter lugar.
A Guarda, cidade da cultura e da democracia, escreveu uma página de intolerância, que bem podia ter evitado.
Expresso a Américo Rodrigues a minha solidariedade, desejando que continue a trabalhar com afinco em prol do desenvolvimento cultural da cidade e da região.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Também eu assumo publicamente a minha solidariedade a Américo Rodrigues. Estamos no século XXI mas alguns iluminados (que se escondem quase sempre sob a capa do anonimato) continuam a não saber conviver com opinião identificada nem com os critérios editoriais de cada espaço. O estatuto editorial e o direito que qualquer detentor de cargo público tem de ocupar o seu tempo pessoal como entender, mesmo que seja a escrever enquanto cidadão responsável, perturba e atiça os incompetentes. O Teatro Municipal da Guarda é uma referência nacional com uma programação cultural invejável e isso deve-se e muito a Américo Rodrigues, um homem irreverente e sem papas na língua de grande competência profissional (parece que essa não está em causa) mas a que alguns querem proibir de ter opinião pessoal.
«O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pela qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença e o da verdade no conhecimento do erro.» (Fernando Pessoa.)
José Carlos Lages

«Da Guarda para o Mundo!» A delegação da Guarda da LocalVisãoTv comemora este domingo, 19 de Dezembro, dois anos de existência. É um projecto que modificou a Internet no distrito da Guarda e na aldeia global sem fronteiras da rede. O Capeia Arraiana endereça à administração, direcção e redacção da Guarda um forte, farto, fiel, formoso e… quente PARABÉNS!

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Continuando a leitura do livro «The Laird’s Luck, and Other Fireside Tales» (A Sorte de Laird e Outros Contos à Lareira), de A. T. Quiller-Couch, verificamos que Manuel McNeill cumpre a rigor as indicações de Trant, procurando obter no Sabugal mais e melhores informações acerca da real força militar que o marechal Marmont tem junto a si.

O espião Manuel teria que se instalar no Sabugal para recolher informações sobre a presença dos franceses na vila. Foi primeiramente a Belmonte receber instruções do barbeiro, que conseguiu convencer a acompanhá-lo ao Sabugal para dar credibilidade ao disfarce. O irmão do barbeiro, que era vinhateiro, foi também e deu-lhes a história de cobertura perfeita, pois estava autorizado a fornecer vinho aos franceses.
Já no Sabugal o barbeiro fez uma petição ao comandante francês pedindo autorização para a reabertura da sua loja, que ficaria entregue a um amigo que conhecia a arte. Reabriram as portas da casa, que estava intacta, e o espião recebeu breves indicações quanto aos instrumentos, à forma de preparar medicamentos e de os aplicar.
Despachou o barbeiro – «pois se o plano falhasse o Sabugal não seria um bom lugar para ele» – que com o irmão abandonou a vila, ficando o espião entregue a si próprio.
Os vizinhos olharam-no algo desconfiados, mas Manuel sabia que a possibilidade de ser denunciado era pequena, pois os portugueses odiavam de tal modo os invasores franceses que dificilmente o trairiam.
Durante três dias o novo barbeiro cortou barbas e cabelos, vendeu unguentos, arrancou dentes e endireitou ossos, nomeadamente a alguns soldados e oficiais franceses que procuraram os seus serviços. «Consegui barbear razoavelmente e assim ganhei credibilidade como se fosse um autêntico barbeiro português. O mesmo sucedeu nos tratamentos aos meus doentes, que se não ficaram devidamente curados também não morreram – ou pelo menos os seus corpos não foram encontrados», escreveu o espião com ironia.
A sua maior dificuldade foi na aplicação da técnica no sangramento, ou flebotomia, muito habitual à época.
«A hipótese de ter de sangrar alguém não me tinha verdadeiramente ocorrido, e quando, na segunda manhã, um sargento que sofria das varizes se sentou na mesa de operações queixando-se de ter uma veia aberta, eu lamentei amargamente não ter ao meu lado um mestre a quem perguntar onde deveria cortar para fazer o sangramento. (…) Tomei-lhe o pulso e levantei-lhe as pálpebras com os dedos trementes. “No seu estado”, disse-lhe, “seria um crime sangrá-lo. Precisa é de sanguessugas”. “Acha?”, perguntou».
O relato contém outras peripécias passadas no exercício do ofício, incluindo o inesperado facto de barbear um hussardo que o reconheceu, pois já se haviam encontrado em Espanha, num outro momento em que se infiltrara. A solução foi colocar-lhe a navalha da barba ao pescoço e obriga-lo a jurar segredo.
Sabia que em breve seria descoberto. Colocou as portadas nas janelas, pegou
no boião das sanguessugas e saiu da vila para a margem do Côa, percorrendo as terras enlameadas pela chuva abundante, fingindo procurar «bichas». Já havia remetido um relatório a Trant com a descrição do dispositivo militar dos franceses, através do vinhateiro de Belmonte, que regressara ao Sabugal com outra carga de odres, mas agora sabia que corria perigo e tinha de tentar escapar dali sem ser notado.
Viu então duas fortes colunas de infantaria dirigirem-se para a estrada da Guarda, o que o deixou preocupado: «Estaria Marmont a executar contra Trant o mesmo golpe que este lhe preparava?». Tinha de avisar Trant do perigo que as suas milícias corriam.
Teve então um encontro inesperado com dois oficiais franceses, que numa casa abandonada se preparavam para se baterem em duelo. Um era oficial de intendência, do estado-maior do marechal Marmont, ao qual ouviu dizer que o comandante se preparava para uma movimentação militar. Do duelo resultou o ferimento grave do oficial de intendência, que o barbeiro se prontificou a tratar. Perante a saída do outro oficial que foi ao acampamento em busca de um cirurgião, o barbeiro-espião aproveitou para se apoderar do uniforme do ferido e montar o seu cavalo, assim escapando em direcção à Guarda, passando pelas sentinelas sem qualquer problema.
(Continua)
Paulo Leitão Batista

No passado sábado, dia 18 do corrente mês de Dezembro, os sócios do AECT reuniram, em Assembleia Geral, no auditório municipal de Mogadouro. Confesso que não esperava que tivessem marcado presença cento e quarenta associados.

José Manuel Campos - Nascente do CôaDepois da maioria dos técnicos do AECT terem identificado e distribuído a documentação a todos os associados, que se dignaram comparecer, pediram para que entrassem e ocupassem lugar no auditório.
O Presidente da mesa da assembleia depois de ter verificado que havia condições para que os trabalhos se pudessem iniciar abriu a sessão.
A ordem de trabalhos era bastante extensa mas mesmo assim, com a boa vontade e com o bom senso de todos, fez-se um esforço para que todos os pontos, da ordem de trabalhos, pudessem ser analisados e discutidos antes do almoço.
Foi bom que assim tivesse acontecido visto que tempo em Mogadouro estava algo complicado, com bastante nevoeiro e algum gelo nas estradas da região. Assim, depois de degustada a riquíssima posta mirandesa, regada com um bom tinto a condizer, fizemo-nos à estrada de modo a que todas as pessoas pudessem estar nos seus lares à hora do jantar, tal como de facto aconteceu.
O quinto ponto da ordem de trabalhos estava relacionado com o projecto Self-Prevention ou projecto das cabras como algumas pessoas o vão designado.
Depois do Director José Luis Pascual ter proferido algumas palavras alusivas ao tema chamou ao palco os técnicos que têm estado mais envolvidos e mais comprometidos com este projecto. Os veterinários, economistas, engenheiros florestais e outros expuseram e desenvolveram os temas com tanta clareza que deixaram todos os membros da assembleia convencidos de que o projecto tem pernas para andar e que vai ser mesmo realidade.
Depois das referidas exposições abriu-se um curto período para debate. Alguns associados usaram da palavra para pedidos de esclarecimentos e achegas para logo, de seguida, ter sido posto à votação. O projecto das cabras acabara de ser aprovado por unanimidade e com uma salva de palmas.
O Director, visivelmente satisfeito, agradeceu a confiança manifestada e disse que no princípio do ano de 2011 já os técnicos sairão para o terreno fazer trabalho de campo junto das populações.
Sendo eu um homem de fé e de esperança nunca tive dúvidas de que o projecto Self-Prevention se converteria em realidade e que poderia aportar progresso e desenvolvimento para a zona do AECT visto todos sabermos que é considerada uma das manchas mais negra e mais atrasada de toda a Europa comunitária.
Se uma caminhada começa, de facto, num passo hoje, não tenho dúvidas em afirmar que se deu um passo gigante. Até os mais cépticos ficaram convencidos de que o Sef-Prevencion vai ser mesmo realidade.
Também não me restam dúvidas de que o caminho tem sido e continua a ser muito espinhoso. Mas hoje, posso afirmar, garantidamente, que estamos no bom caminho e que os objectivos hão-de ser certamente alcançados.
Um dos últimos pontos da ordem de trabalhos teve a ver com desistências e novas adesões. Também este ponto me deixou deveras satisfeito por ter verificado que saíram alguns e entraram outros. Como costuma dizer o Director Zé Luis: «O AECT é como o galinheiro. Umas saem e outras entram. Sempre assim foi.»
Registei também com muito agrado a presença do nosso Presidente António Robalo que, sentado numa cadeira da primeira fila, ouviu todos os intervenientes com muita atenção tendo tirado imensas notas.
Também já me tinha surpreendido a Vice-Presidente, Delfina Leal, aquando da vinda do Director ao Salão Nobre do nosso Município, para reunir com dezoito Presidentes de Junta. A reunião demorou três horas e a Vice-Presidente não arredou pé. Por isso me apraz afirmar que o nosso Município aderiu ao AECT depois de terem estudado bem a lição e tirado todas as dúvidas que pudessem subsistir.
A reunião da Assembleia acabou com todos os membros a discutir o pagamento das quotas. Há Ayuntamientos e Juntas de Freguesia que têm as quotas em atraso e outros que ainda não pagaram. A Direcção do AECT vai entrar em contacto com esses associados e dizer-lhes que ou regularizam a situação ou terão mesmo que sair do AECT por uma questão de justiça em relação àqueles que são cumpridores têm as quotas em dia.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

TIMOR LESTE – DILI – Passeio TT pelos trilhos de Timor Leste com a presença do Presidente da República, Dr. Ramos Horta. Além da prova houve um convívio entre os participantes e os timorenses que apareceram junto das viaturas. Deste país do sol nascente me despeço para o frio da nossa Raia.

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Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
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Remetente: José Bispo

A secção concelhia do Sabugal do PSD-Partido Social Democrata foi a votos no sábado, 11 de Dezembro. Os militantes votaram na única lista que se apresentou a sufrágio para os órgãos concelhios com Vítor Proença (Vale das Éguas), para presidente da Comissão Política de Secção e José dos Santos Robalo (Ruvina), para presidente da Mesa de Assembleia de Secção.

Vítor Proença - PSD - SabugalDecorreu no dia 11 de Dezembro a eleição para o triénio 2010-2012 da Comissão Politica de Secção (CPS) e Assembleia de Secção (AS) do PSD do Sabugal. Apresentou-se uma só lista encabeçada pelos militantes Vítor Proença, para a Comissão Política e José Robalo para a Mesa da Assembleia. Dos 160 militantes sociais-democratas registados na secção concelhia do Sabugal apenas 33 estavam em condições de votar. A lista A foi eleita com 22 votos a favor.
Constituição dos órgãos concelhios da secção do PSD-Sabugal para o triénio 2010-2012:

Comissão Política de Secção
Presidente: Vítor Manuel Dias Proença.
Vice-Presidente: António dos Santos Robalo e Manuel Joaquim Fogueiro Rito.
Tesoureira: Maria Delfina Gonçalves Marques Leal.
Vogais: Carlos Alberto Antunes Nabais, Daniel Simão, Jorge Manuel Dias, Ana Domingues Vilardell Viñolas, Norberto Tavares Pelicano, Maria Gaspar Gomes da Fonseca Nicolau, José Joaquim Amaral Marques e Emanuel dos Santos Monteiro.

Mesa da Assembleia de Secção
Presidente: José dos Santos Robalo.
Vice-Presidente: Manuel Augusto Alves Lousa.
Secretários: Lídia Martins Ribas e Ulisses Fonseca Pires.

jcl

O espião que trabalhava para o exército britânico atinge a cidade da Guarda, onde tem uma curiosa conversa com Trant, que lhe dá a entender ter em mente um plano de acção para fazer frente ao marechal Marmont (duque de Ragusa), que se instalara no Sabugal.

Manuel, o espião, chegado à Guarda, encontrou-se com o general Trant a quem entregou um relatório. Descreveu o general inglês como um militar galante e inteligente, mas por vezes muito pouco perspicaz. Dias antes ajudara com as suas milicias o governador de Almeida a evitar a tomada da praça pelos franceses e estava convencido de que era capaz de ir mais longe.
Citemos esta passagem do livro com o curioso diálogo estabelecido (em tradução livre):
Trant questionou-me acerca do quartel-general francês instalado no Sabugal. Ele conhecia bem essa vila, talvez até melhor do que eu. Disse-lhe que os franceses estavam na margem do Côa e que Marmont tinha lá o seu quartel-general, mas desconhecia em que casa ou em que parte da vila.
“Mas não pode voltar lá e descobrir?”; perguntou-me.
“Como quiser”, respondi-lhe, “faço o que me ordenar”.
“Mas isso comporta riscos”, disse-me.
“Seguramente”, respondi-lhe, “mas o risco faz parte do meu dia-a-dia, pelo que procuro encontrar caminhos seguros”.
“Desculpe”, disse ele esboçando um sorriso, “mas eu não estava a pensar em si, ou pelo menos unicamente em si”. E notei pela sua expressão que planeava algo.
“Rogo-lhe que não pense em mim”, disse-lhe simplesmente. (…).
“Veja”, disse ele, “o duque de Ragusa é um homem galante”.
“Notoriamente”, disse-lhe, “toda a Europa sabe isso e ele próprio também o sabe”.
“Ouvi dizer que as suas tropas lhe admiram a auto-estima”
“Bem”, disse eu, “ele monta galhardamente e é corajoso. Começa porém agora a cometer os seus erros, e os soldados, tal como as mulheres, sabem bem o que um guerreiro deve parecer”.
“Na verdade,” disse o General Trant, “a sua perda faria toda a diferença.”
Pedira-me para ficar sentado e servia-me um copo de vinho. Mas as suas palavras fizeram-me pular de repente, o que fez tremer a mesa e derramar metade do conteúdo do copo.
“O que o diabo está errado?” perguntou o general, tirando um mapa do caminho do vinho. “Meu Deus, homem! Não pense que lhe pedia para assassinar Marmont!”
“Peço-lhe perdão”, disse eu, recuperando. “Claro que não disse isso, mas parecia…”
“Oh, parecia?” E enxugou o mapa com o lenço das mãos, olhando-me como quem diz: “Acho que parecia.”
Fiquei algo desconcertado. “Este homem não pode querer que o sequestre!” pensei.

Na verdade, Trant tinha em mente um plano para atacar Marmont no Sabugal, por saber que o grosso das suas tropas tinham seguido na direcção de Castelo Branco, mantendo junto de si apenas um pequeno contingente. Contava para isso com o reforço das milícias de Wilson e de Bacelar, aos quais tinha pedido para se lhe juntarem na Guarda.
Trant acabaria por enviar o espião ao Sabugal para que o mesmo lhe trouxesse informações mais precisas. Conhecia um barbeiro que tinha casa no Sabugal e que fugira para casa de um irmão em Belmonte. Manuel teria que ir ao Sabugal fazendo-se passar por esse barbeiro-cirurgião, simulando o seu regresso e o reinício da actividade.
(Continua)
Paulo Leitão Batista

Recebemos da Comissão politica do Sabugal do partido Socialista um comunicado acerca da suspensão das obras de ligação do Sabugal à auto-estrada A23, há dias noticiado pelo Capeia Arraiana, que reproduzimos na íntegra.

PSEm período pré-natalício o Sr. Presidente da Câmara vestiu a farpela de Pai Natal e deu aos sabugalenses uma prenda de Natal!
Parece assim, ter-se acabado com uma obra cujo projecto global nunca existiu e que era um completo desastre e um erro colossal que custou, e vai continuar a custar, muitos milhões de euros aos cofres municipais.
A posição do Partido Socialista foi e continua a ser muito clara.
– É essencial estarmos ligados à A23, mas a opção assumida pelo PSD em mandatos anteriores (e não esquecemos que o actual Presidente era Vereador nos anteriores executivos), era errada;
– O Município tinha de honrar os compromissos já assumidos, custasse o que custasse, mas era urgente parar com novos investimentos.
E o Partido Socialista apresentou durante a campanha eleitoral e mantém hoje as suas propostas no que diz respeito às questões das Acessibilidades:
– Elaborar e concretizar o Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal da Guarda para o reperfilamento da EN233 entre o Sabugal e a Guarda, com ligação à PLIE, permitindo o acesso à A23 e à A25.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e com a Concessionária da A25 para a ligação da ER324 à A25 no Alto de Leomil.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara Municipal de Almeida para o reperfilamento da EN233-3 e da EN332 entre o Sabugal e a fronteira, aproveitando os troços já construídos ou em construção.
– Estabelecer uma parceria com as Estradas de Portugal e a Câmara de Belmonte para o reperfilamento da EN233 e ER18-3 entre o Sabugal e Caria.
– Iniciar o processo de concretização da Variante Norte à Cidade do Sabugal.
– Reanalisar, em parceria com as Estradas de Portugal a melhor opção para a ligação à A23.
– Estabelecer uma parceria com a Comarca de Ciudad Rodrigo para criar ligações de qualidade inter-aldeias fronteiriças.
– Definir um sistema integrado de acessibilidades internas, criando ligações de qualidade aos principais eixos viários e que facilitem as ligações entre freguesias e entre estas e a Sede do Concelho.
Cabe agora ao PSD e ao seu parceiro de coligação retirar as conclusões da decisão errada tomada anteriormente.
O Partido Socialista apresenta aqui uma base de entendimento para se definir uma verdadeira rede de acessibilidades rodoviárias que sirvam as populações e as empresas.
Pensamos que seria correcto começar pela elaboração do Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal, contratando uma entidade tecnicamente credível (e não uns pretensos académicos que de tanto se olharem ao espelho já nem conseguem ver que pouco ou nada sabem…), e discutindo politicamente nos locais apropriados (Câmara e Assembleia Municipal), as opções técnicas que venham a ser apresentadas.
Mas não estaremos disponíveis para “molhar o pão no molho de um qualquer coelho” que a maioria MPT/PSD volte a tirar da cartola.
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal são demasiado importantes para se “descobrirem” à mesa, durante um repasto mais ou menos suculento!
As questões das acessibilidades do Concelho do Sabugal não podem ser definidas num “momento de inspiração” de um qualquer iluminado!
Já chegou de aventuras!
Comissão Política do Partido Socialista do Concelho do Sabugal

O livro «The Laird’s Luck, and Other Fireside Tales» (que livremente traduzo por «A Sorte de Laird e Outros Contos à Lareira»), de Arthur Thomas Quiller-Couch, editado em 1901, reúne um conjunto de narrativas centradas no tempo de Napoleão, quando a Europa era avassalada pelas invasões francesas. O Sabugal também faz parte dos cenários de guerra que constam neste livro que não tem edição portuguesa.

O conto «Os Dois Batedores» (The Two Scouts) relata as memórias de um espião ao serviço do exército inglês na Guerra Peninsular (1808-1813). Trata-se de Manuel McNeill, um espanhol de origem inglesa, que se infiltrava nas linhas francesas para conhecer os propósitos dos exércitos de Napoleão, que depois transmitia aos comandantes ingleses.
Há dúvidas quanto à autenticidade destas memórias, embora se saiba da real existência deste espião, que Napier referiu chamar-se Grant. As descrições dos factos e dos lugares por onde passou parecem atestar a veracidade aos relatos, feitos na primeira pessoa.
Manuel esteve no Sabugal, em Abril de 1812, nos dias da quarta invasão francesa, quando o marechal Marmont, duque de Ragusa, ali instalou o seu quartel-general e fez penetrar pelo território nacional as suas colunas, que chegaram a Castelo Branco.
Mas tudo começa nas margens do rio Tormes, perto de Salamanca, onde Manuel, na sua função de espionagem teve um encontro inesperado com um outro espião inglês, o lendário capitão Alan McNeill, seu parente, que detestava disfarces e se movimentava nas linhas francesas envergando o uniforme escarlate do exército britânico, sempre acompanhado por José, o seu fiel criado espanhol. Separaram-se depois, seguindo cada qual o seu destino. Manuel atravessou a fronteira portuguesa e dirigiu-se ao Alentejo, onde avisou Wellington, que punha cerco a Badajoz, das movimentações das tropas do marechal Marmont, que tentavam forçar Ciudad Rodrigo, pretendendo porventura atacar igualmente Almeida.
Depois de entregar o seu relatório a Wellington o espião regressou ao norte. Passou por Castelo Branco, onde soube que os franceses haviam reentrado em Portugal e se aproximavam daquela cidade. Continuou o seu caminho, fazendo-se passar por tropeiro, com a intenção de bater a linha do Côa para colher informações e se dirigir à Guarda, onde o general Trant estava instalado ao comando das milícias portuguesas.
Em Penamacor teve que se desviar de alguns invasores que se dedicavam ao saque e foi encontrar as forças de Marmont ocupando em peso o Sabugal, na «curva do Côa». A 9 de Abril alcançou a Guarda onde Trant se fortificara com seis mil milicianos portugueses.
(Continua)
Paulo Leitão Batista

As confrarias têm sido, nos últimos tempos, verdadeiros bastiões de defesa do património gastronómico. Criadas pelos amantes da gastronomia, têm servido como instrumento de promoção e valorização das artes culinárias, muitas vezes, esquecidas com o desaparecimento de quem as praticava.

Olga Cavaleiro - Vice-Presidente FPCGA perda de muitos dos hábitos alimentares levou a que a sociedade civil se organizasse de forma a resgatar ao esquecimento tudo aquilo que, gastronomicamente, caracterizava as nossas vilas e aldeias.
Foi assim que, paulatinamente, as sociedades locais se organizaram e deram corpo ao conjunto de intenções subjacentes à criação das confrarias.
No entanto, se no início era a defesa da gastronomia na mais pura acepção da palavra que movia os dirigentes das confrarias, rapidamente às confrarias começou a ser solicitado que desempenhassem o papel de promotores do desenvolvimento local.
Muitas fizeram milagres e transformaram locais esquecidos em sítios obrigatórios de turismo gastronómico e cultural.
As confrarias gastronómicas souberam aceitar o desafio exigido pelas próprias comunidades e de forma fraterna e responsável criaram redes de desenvolvimento local. No entanto, pergunto: E agora? O caminho percorrido é de extenso orgulho para todos. Muitas das nossas organizações souberam estar à altura e defender os seus símbolos e crenças locais, mas qual o caminho a seguir? Num momento em que a gastronomia está tão na moda como vencer os próximos desafios?
Não interessa apenas atingir a meta, é preciso manter o título. E isso implica superar desafios que vão de encontro a uma perspectiva integradora daquilo que é o trabalho parceiro e imprescindível das confrarias. O 1.º Festival das Confrarias que decorreu em Lisboa nos dias 4 e 5 de Setembro mostra que às confrarias é solicitado capacidade de acção.
Por detrás de uma confraria gastronómica está um produto e este não pode ser defendido, promovido ou valorizado apenas com a realização de capítulos e algumas outras actividades de promoção. Ele tem de ser provado, degustado, tem que se impor pelo seu sabor genuíno. E, neste capítulo, as confrarias têm que saber responder com alguma eficácia.
De uma forma esforçada, as confrarias presentes no referido Festival souberam responder ao desafio que alguns pensavam não conseguir vencer.
As confrarias souberam organizar um verdadeiro festival gastronómico onde os sabores se misturaram com as cores garridas e apetitosas dos produtos. Para quem esteve foi um desafio vencido, foram momentos de verdadeira fraternidade e amizade, e de aproximação de laços deste Portugal gastronómico que é o nosso.
O 1.º Festival das Confrarias no Mercado da Ribeira foi uma lição para todos, aprendemos muito na forma de «mostrar» o nosso produto e as nossas regiões. Sabendo de antemão que muito temos ainda a percorrer, esperamos sinceramente que esta tenha sido mais uma etapa na evolução do movimento das confrarias e que esta possa ser feita com a partilha de ideias e troca de impressões que nos conduzam a um mundo melhor e mais unido.
Olga Cavaleiro
Vice-Presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas

«West Side Story» é ainda hoje um dos musicais com mais Óscares no currículo. Nada mais, nada menos do que 10.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaAdaptado pela dupla Robert Wise e Jerome Robbins a partir de um musical homónimo da Broadway, esta é a história de amor entre dois jovens pertencentes a meios diferentes, neste caso ligados a dois gangues rivais de Nova Iorque. De um lado temos os Sharks, oriundos da comunidade porto-riquenha, do outro os Jets, filhos dos imigrantes europeus que vêem os EUA como o seu território.
É no meio deste barril de pólvora que nasce o amor entre Tony (Richard Beymer) e Maria (Natalie Wood). O primeiro é o melhor amigo de Riff (Russ Tamblyn), o líder dos Jets, e a segunda a irmã de Bernardo, o líder dos Sharks (George Chakiris). Mas West Side Story vai muito para além de uma simples história de amor, tão ao gosto dos amantes de um bom romance. Mostra-nos também, através dos dois grupos rivais, a história dos conflitos que sempre fizeram parte de Nova Iorque. Mais tarde Martin Scorcese filmou esta realidade, mas num período histórico muito anterior, em «Gangues de Nova Iorque». Não é à toa que num dos conflitos entre os dois grupos, Bernardo chama nativos aos Jets, expressão que define um dos grupos no filme de Scorcese citado.
West Side StoryAs sequências musicais são bastante boas, muitas ainda hoje são conhecidas e fazem parte de qualquer boa antologia do género, e algumas conseguem mesmo aprofundar os temas que à partida dificilmente pensaríamos encontrar num musical, género conotado com o amor e romance. A tal rivalidade é apenas uma delas. Mas por exemplo numa das cenas mais famosas, com a música «America», encontramos um excelente retrato do sonho americano visto pelos olhos de quem o procura: as mulheres vêem os EUA como a terra das oportunidades, enquanto que os homens a vêem como uma terra de oportunidades. Mas no fundo ninguém quer deixar o país.
Apesar de ter já quase 50 anos, «West Side Story» é um filme que nos apresenta uma Nova Iorque que ainda permanece no ideal de quem sonha com a cidade que nunca dorme. É um bocado datado, é certo, mas aquela a Manhattan onde decorre a acção ainda hoje é possível encontrar em muitos filmes passados em Nova Iorque. E curiosamente, apesar do sucesso que teve na altura da estreia, é um filme que tem um final triste (ou menos feliz), o que acaba por ser de certa forma surpreendente se pensarmos que muitos realizadores são obrigados a filmar um final feliz para agradar às plateias.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

A decisão de suspender as obras da pretensa ligação à A23 é um bom momento para repensar uma ligação que, sendo essencial, era, na forma como estava a ser feita, claramente, um erro.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A 6 de Setembro de 2007 iniciei a minha colaboração neste Blogue, exactamente com o tema «Acessibilidades».
E recordo aqui as propostas rodoviárias que nessa data apresentei, por considerar que as mesmas têm hoje ainda maior cabimento.

Eixo rodoviário fundamental
Construção de um sistema coerente de acessibilidades rodoviárias, cujo eixo fundamental é constituído por uma estrela que com centro na vila do Sabugal, possui três raios principais – Sabugal – Barracão ligando à A23/A25 e à PLIE; Sabugal – Alto do Leomil, ligando à A25; e Sabugal – Soito – Vilar Formoso, ligando a Espanha, considerando-se que a partir do Soito se deve considerar a extensão deste eixo às povoações vizinhas de Espanha.
Hoje acrescentaria mais um raio, a ligação Sabugal-Caria ligando à A23.
Esta proposta tinha como pressuposto principal a pré-existência de estradas regionais e nacionais – EN233 para o Barracão; ER24 para o Alto do Leomil; EN233-3 e EN332 para Vilar Formoso; e EN233 e a ER18-3 para Caria.
Isto é, haveria sempre margem de manobra para negociar com a Administração Central e as Estradas de Portugal o reperfilamento de estradas existentes e pertencentes ao Plano Rodoviário Nacional.

Eixos de acessibilidades internas
Criação de eixos secundários que, partindo do eixo principal, permitam a ligação ao mesmo de todas as freguesias do concelho, podendo os mesmos funcionar segundo uma lógica de anéis concêntricos.

Eixos de acessibilidades inter-aldeias fronteiriças
Definição, em conjunto com os responsáveis políticos dos municípios espanhóis, visando a construção de ligações rodoviárias de qualidade que potenciem o intercâmbio sócio-económico entre as populações vizinhas.
Parte destas propostas integravam também o Programa Eleitoral do António Dionísio e do Partido Socialista, pelo que, e na verdade, o que separava as duas principais forças políticas concelhias (PSD e PS) era a manutenção da ideia da ligação à A23 tal qual a entendia o anterior Executivo Municipal.
Ultrapassada esta questão, penso que estão criadas as condições mínimas de entendimento sobre quais as opções a tomar em matéria de acessibilidades.
E penso também que era a altura ideal para se elaborar um Plano de Acessibilidades do Concelho do Sabugal, consensual e tecnicamente fundamentado. Há no País muitas empresas e técnicos com capacidade para executar este tipo de Planos, e a discussão política em torno de propostas tecnicamente fundamentadas conduzirá de certeza a opções correctas.

ps. Não querendo, até pelas funções que exerço, tomar posição pública sobre o caso Sabugal+, penso que, face ao que tenho lido, e porque nem sempre correcto, deveriam ser publicitados os Pareceres emitidos pela CCDR-Centro e pela ANMP. Já os li e reli, e da interpretação que faço dos mesmos há duas conclusões que, para mim, são evidentes: (1) o vereador Joaquim Ricardo não podia ter participado na votação em que foi nomeado para Presidente da Sabugal+, logo, a sua nomeação estava ferida de ilegalidade; e (ii) de muito maior gravidade, todos os actos e decisões tomadas, no exercício daquele cargo, deveriam ser considerados nulos e sem efeito.
Assim, o Vereador Joaquim Ricardo fez bem em pedir a demissão e deveria a nova Administração ratificar os actos e decisões tomadas, evitando assim quaisquer situações futuras de pedidos de anulação.
Não posso ainda deixar de estar parcialmente de acordo com o comentário do Deputado Municipal e 1.º Vogal da Mesa da Assembleia Municipal, dr. Vitor Coelho, de que este podia ser o momento certo para analisar a questão da Sabugal+ e da real valia da sua existência.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Auguste Frédéric Louis Viesse de Marmont (1774-1852) foi um prestigiado marechal de França que serviu Napoleão em várias frentes, nomeadamente na guerra peninsular, onde substituiu Massena no comando do Exército de Portugal. Foi Marmont que perpetrou a quase desconhecida quarta invasão, no decurso da qual se instalou no Sabugal.

Marechal MarmontOriundo de uma família nobre, aos 15 anos era subtenente de infantaria. Progredindo depressa na cadeia hierárquica, tornou-se em breve assessor do promissor general Bonaparte, acompanhando-o nas campanhas de Itália e do Egipto.
Voltou para a Europa já como general de brigada, em 1799, sendo então nomeado conselheiro de Estado e, pouco depois, comandante da artilharia da reserva do exército, altura em que se tornou general de divisão.
Em 1805 combateu na batalha de Ulm e, no ano seguinte, foi nomeado comandante geral da Dalmácia, tendo como missão desbloquear os franceses sitiados em Ragusa (actual Dubrovnik) pelos russos, o que cumpriu com êxito.
Em 1808 foi distinguido com o título duque de Ragusa e no ano seguinte participou na campanha austríaca. Foi no decurso dessa campanha que Napoleão o fez Marechal de França e governador-geral de todas as províncias da Ilíria.
Em Julho de 1811 o Imperador enviou-o para Espanha, onde substituiu Massena à frente dos cerca de 50.000 homens do exército de Portugal.
Militar prestigiado e reconhecido estratega, o marechal Marmont manobrou as suas tropas com mestria e, fazendo jus a um pedido formal de Napoleão, cooperou com os demais comandantes franceses que estavam na península. Foi assim que, descendo para sul, juntou as suas forças às do general Murat e obrigou Wellington a desistir da tomada de Badajoz.
O objectivo fixado ao seu exército era o da invasão de Portugal em tempo oportuno, quando tal lhe fosse indicado por Napoleão. Porém o Imperador preparava a guerra com a Rússia e desviara as atenções da Península Ibérica. Entretanto Marmont estendia a sua responsabilidade às Astúrias, Estremadura, Castela-a-Velha e Leão.
No início de 1812, Napoleão ordena-lhe que se fixe em Salamanca e no final de Março, face a nova e fortíssima ofensiva de Wellington sobre Badajoz, manda-o desencadear uma investida em Portugal, através da Beira Baixa.
No dia 3 de Abril de 1812 Marmont inicia a operação, entrando em Portugal e atacando Almeida, que porém resistiu. Avança depois por Alfaiates e instala o seu acampamento no Sabugal, a partir de onde lança colunas para Penamacor e Fundão. Castelo Branco é saqueada a 12 de Abril, o mesmo sucedendo a Pedrogão e Medelim no dia seguinte. A 14 um destacamento atacou a Guarda, onde as milícias portuguesas de Trant foram desbaratadas.
Entretanto, no dia 7 de Abril, Badajoz caiu nas mãos do exército anglo-luso e Wellington veio para norte, a fim de dar combate aos invasores. Marmont sente que não será capaz de enfrentar os ingleses e portugueses e a 24 de Abril de 1812 começa a retirada. Esta quase desconhecida quarta invasão de Portugal durou apenas 20 dias.
Wellington passou pelo Sabugal e Alfaiates e deu perseguição a Marmont em território espanhol. Uma força com cerca de 27.000 ingleses e 18.000 portugueses, atravessou o rio Águeda, e avançou sobre Salamanca. A 28 de Abril foram conquistados os fortes que defendiam a cidade, mas no dia 18 de Julho os franceses saíram vitoriosos dos combates na zona de Tordesilhas.
A derrota francesa só aconteceu no dia 22 de Julho, na batalha de Arapiles, onde Marmont foi gravemente ferido, perdendo um braço.
Face ao ferimento o marechal regressou a França para se recuperar. Em Abril de 1813, já recuperado, recebe de Napoleão um novo comando, passando a combater na Alemanha.
No ano seguinte, quando as tropas aliadas cercaram Paris, Marmont esteve entre os comandantes que defendiam a cidade. Face às dificuldades em manter as posições, foi escolhido pelo Imperador para negociar com os aliados. A capitulação foi assinada em 31 de Março e a 4 de Abril Marmont retira com as suas tropas para a Normandia, em total contradição com as ordens que recebera do Imperador e ignorando os protestos dos seus oficiais e soldados. Este acto ditou que passassem a chamar-lhe duque de «ragusade», para significar traição.
Paulo Leitão Batista

As campanhas de Natal das grandes empresas são campanhas de solidariedade ou de publicidade? No final a nossa adesão a estas campanha de caridade apenas serve para ajudar as grandes empresas na fuga aos impostos e ajudá-las no aumento de lucros.

Paulo AdãoHá dias, chegou-me uma mensagem de movimento contra as campanhas de caridade organizadas pelas grandes marcas de hipermercados, canais de televisão e outras grandes empresas, o que me leva a escrever esta crónica, pois há muito tempo que critico e rejeito todas essas falsidades.
Nesta época do ano, é suficiente acender a televisão, abrir um jornal ou lançar alguns sites da Internet, para ser «bombardeado» com estas campanhas de solidariedade, organizadas pelos grandes centros comerciais, com apoio dos canais televisivos, apresentadores de televisão e outras «fracas» personalidades. Na compra de este ou aquele produto, uma parte da receita será dirigida para uma instituição social. Algumas das mascotes destas campanhas tornam-se mesmo marcas criando parcerias com outras empresas nos mais diversos ramos de actividade, são livros, telemóveis, CDs, etc. Os investimentos em marketing e publicidade nestas campanhas são enormes.
Mas será que estas empresas, são mesmo tão solidárias e estão realmente preocupadas com a pobreza em Portugal, fazendo todos estes investimentos em prole da solidariedade? Ou haverá outros interesses por detrás dessas campanhas?
E no final, quem é que é solidário? São apenas os grandes hipermercados e canais televisivos, ou somos todos nós? Afinal, se não houvesse compradores essas campanhas não tinham razão de ser e não existiriam. Mas vejamos bem: aderimos a uma dessas campanhas e compramos algo (que nem precisamos) por dois euros. Desses dois euros, um vai para uma instiuição. E o outro €uro, vai para onde?
Se calhar para pagar prémios e ordenados a quem ganha 15 ou 20 mil €uros por mês, como apresentadores de televisão ou outros, para pagar campanhas publicitárias e marketing, a «grandes empresas» que todos os dias nos levam os pequenos ordenados nas compras que fazemos.
E continuando. Quando uma empresa ou individuo dá algo para uma instituição ou associação sem fins lucrativos, uma parte desses dons são dedutíveis das respectivas declarações de impostos. Este é mesmo um dos slogans das associações para tentarem obter maiores dons e ofertas. Agora nestas campanhas, são angariados alguns milhões de euros. A parte que essas empresas oferecem a esta ou aquela entidade, transforma-se automaticamente em dedução de impostos. Ou seja, com os donativos que damos nessas campanhas, ajudamos as empresas organizadoras na fuga aos impostos. No final, a nossa adesão à estas campanha, é uma participação fraca (porque apenas uma pequena parte vai realmente para instituições sociais) em actos de caridade, é também ajudar as grandes empresas na fuga aos impostos e ajudá-las no aumento de lucros.
A solidariedade é sem dúvida, necessária e por mais pequena que ela seja, é sempre positiva, mas isto não justifica que todos os meios sejam utilizados. Podemos e devemos ser solidários, ajudar e oferecer do pouco que temos é sempre bom para quem recebe. Para quem não têm nada, o pouco que receba é sempre muito.
Pessoalmente não apoio estas campanhas e não participo nelas, mas isso não faz de mim menos solidário. Mas vejo nestas campanhas, apenas interesses publicitários e marketing, entre outros. Se realmente os hipermercados se preocupassem com a pobreza ou com a solidariedade, baixavam os preços e as margens de lucro nos produtos que vendem, pagavam mais aos produtores que lhes fornecem os produtos e seriam assim mais solidários com maior número de pessoas.
Não deixem de ser solidários e, se realmente querem participar nessas campanhas, exijam um recibo pelos donativos que fazem. Damos a quem precisa, não quem já apresenta muitos milhões de benifícios.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A Rapoula do Côa iniciou esta época a sua participação no Campeonato Distrital de Futsal da Associação de Futebol da Guarda. A sorte ditou que defrontasse (e fosse derrotada) em duas jornadas consecutivas pelos dois primeiros da tabela classificativa, Lusitânia e Almeida.

Futsal - Rapoula do Côa

Depois da derrota frente ao líder, a equipa da Rapoula do Côa deslocou-se no passado fim de semana a Almeida para defrontar a equipa local, então segunda classificada do campeonato.
Perspectivava-se um duelo complicado, frente a uma equipa que se apresenta como uma das candidatas ao titulo.
O jogo começou muito equilibrado, com a equipa da Rapoula a jogar muito concentrada e determinada, a complicar o jogo ao seu adversário através de investidas de contra-ataque.
Aos poucos a equipa ganhava mais confiança e aproximava-se cada vez mais de baliza adversária, conseguindo mesmo adiantar-se no marcador, por intermédio de Paulo Pernadas. Com a equipa do Almeida mais dominadora, a equipa da Rapoula sempre soube controlar a partida, até que minutos antes do intervalo numa distracção defensiva, permite o empate.
Numa primeira parte, bem disputada a Rapoula colocava em sentido um dos lideres do campeonato.
O inicio da segunda parte, começa com um penalti (bastante duvidoso e pouco consensual entre a equipa de arbitragem) a favor da equipa da casa, que permite chegar à vantagem no marcador.
A partir daqui, a equipa da Rapoula, começa a pressionar mais o Almeida e numa jogada rápida consegue chegar ao empate, desta vez por Sérgio Pinto.
O Almeida continuava mais dominador mas sempre sem sucesso nas suas acções ofensivas, dado o empenho e concentração dos atletas da Rapoula.
A meio do segundo tempo, fruto também de uma maior experiência no campeonato, a equipa do Almeida adianta-se no marcador ao fazer o 3-2. Aproveitando a vantagem e o desequilíbrio criado por essa mesma vantagem, consegue novamente chegar ao golo.
Bem perto do final o Almeida marca mais dois golos (6-2), resultado que se manteve até ao final.
Num jogo muito bem disputado pelas duas equipas, prevaleceu a experiência da equipa da casa.

Próximo jogo: Guarda Unida-Rapoula do Côa
(sábado, 18 de Dezembro, 19.00 horas, pavilhão Inatel Guarda)

Marco Capela

Primeiras três cenas da peça Riba-Côa.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaEm três actos

A cena é em Riba-Côa, Sabugal, Largo do Castelo e seu interior

Acto primeiro

Cena I
REI, ALFERES, ESCUDEIRO, GENTE.

Largo do Castelo, com feira franca.
(Rei D. Dinis, chegando pela rua principal à frente de uma hoste armada)
REI (apeando-se) – Fazer-me esta afronta, não é de bom fidalgo.
ALFERES – prendamo-lo, senhor.
REI – Assim seja. Prendei o traidor.
ALFERES – Não temais, senhor.
REI – Já estou, amigos, em lugar seguro. Que Deus seja o juiz desta nossa boa causa.

(Param junto ao cruzeiro.)

ALFERES – Sancho, hoje acabará o teu jogo duplo.
ESCUDEIRO – Senhor, os Leoneses fecharam-se dentro.
REI – Pela fé nesta santa cruz (benze-se, à sombra do cruzeiro), este traidor e sua mãe provarão hoje o fio da minha espada. Arrombai o portão!
ALFERES – O portão é grosso, senhor; chapeado a ferro. Não irá abaixo facilmente. E da torre os leoneses podem atacar-nos, senhor.
REI – Trazei as escadas e subi às muralhas! Nenhum rei de Portugal sofre injúrias de Leão ou de Castela.

Cena II
ALFERES, GUTERRES, AFONSO, PAIO, FROILAN, RODRIGO, SISNANDO, GENTE.

GUTERRES – Não levamos gente?
ALFERES – Nós bastamos para reparar a afronta ao nosso bom amo D. Diniz.
GUTERRES – Este é fidalgo da casa real; criado de el-rei.
AFONSO – Sempre pus a minha espada e dos meus homens ao serviço do meu rei. Acudam, aquí, Paio, Froilan; aqui, Rodrigo! Siinando as escadas! Morte aos traidores, viva o rei!

(Sobem às muralhas. Lutam; os amotinados fogem.)

PAIO – Já fogem!
FROILAN – Pelas relíquias de S.Teotónio; não ficará nenhum vivo!
SISNANDOS – Vejam, que já lá vem nosso bom rei D. Dinis.
ALFERES – Oh fidalgos! Que nenhum falte a beijar-lhe as mãos, de tanta glória e generosidade ele é prendado!

Cena III
REI, GUTERRES, AFONSO, PAIO, FROILAN, RODRIGO, SISNANDO

REI – Levantai-vos, amigos (erguendo-os), pois fizestes-me hoje um grande serviço.
GUTERRES – Senhor, quanto nos honras. Aqueles homens são traidores, mas como podiam ser leais se o não foram os seus senhores? Todos os que vedes aqui (e aponta os companheiros) são aqueles beirões, cujos avós ajudaram os vosso avós a ganhar a terra de Portugal; Estes entraram convosco até Saragoça, a sustentar o partido do infante D. João ao trono de Leão. Os donatários desta terra ao romperem a aliança convosco nesta causa, são traidores, meu senhor.
REI – Com tão nobre defensor não há traição que me vença. Que Deus vos pague, Dom cavaleiro.
GUTERRES – Beijo-vos pelo Dom a mão, e o pé também. Faça-vos Deus, rei bondoso, tão temido e obedecido, que seja o vosso reinado o mais glorioso do mundo e que, para maior glória vossa e proveito do reino, flutuem os vossos estandartes em toda as vilas desta comarca, do Côa até ao Àgueda, em castigo da traição que vos fizeram e compensação das despesas com esta guerra.
REI – O conselho que me dais vô-lo compensarei bem; que vos darei, Dom cavaleiro, quinhentos maravedis de renda para o vosso jantar.
GUTIERRES – E eu bejo-vos os pés.
REI – A Afonso, fidalgo de minha casa, soldo a dobrar lhe darei.
GUTERRES – Leal fidalgo é.
AFONSO – O céu vos dê longa vida.
GUTERRES – Vamos; que quero festejar.
AFONSO – Hoje vos há-de ver Leão com a glória acrescentada, porque mostrareis a quem vos traiu o castigo da sua traição.
GUTERRES – Como ao corpo os sentidos, são ao governo os nervos, o castigar os sobervos e o perdoar aos humildes. Tomemos os nossos caval0os e a festa que comece. Viva D. Dinis!
OS OUTROS – Viva!
REI – Que Deus vos guarde, meus vassalos.
(Vão-se.)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Recebemos da comissão política concelhia do Partido Socialista um comunicado acerca da polémica criada com a demissão do vereador Joaquim Ricardo da presidência da empresa municipal Sabugal+, que publicamos na íntegra.

PSEm Reunião de Câmara realizada a 21 de Janeiro de 2010 foi decidido nomear um novo Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+.
Surpreendentemente, a 16 de Junho de 2010, e numa “manobra” de pura “politiquice partidária” a maioria MPT/PSD decide destituir o Conselho de Administração daquela empresa e nomear um novo Conselho de Administração, sendo seu Presidente o Vereador do MPT, Joaquim Ricardo que havia, entretanto, e como o tínhamos dito e redito durante a campanha eleitoral, assumido o seu papel histórico de garante das políticas imobilistas dos Executivos Municipais do PSD.
Não pactuando com este tipo de manobras, os vereadores do Partido Socialista abandonaram a Reunião de Câmara no momento da votação, pelo que, não podendo o vereador do MPT votar nele mesmo, não havia quorum para aquela votação.
Mas à maioria MPT/PSD, no seu afã de concluir o acordo estabelecido, não importavam essas questões legais, pelo que se auto-elegeram.
Logo nessa altura, os vereadores do Partido Socialista emitiram um comunicado em que se afirmava:
“Em conclusão, entendemos que a eleição do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, assenta numa deliberação nula e de nenhum efeito, não podendo portanto ser considerada legal, pelo que aconselhamos a que tal conste na acta nos termos que aqui enunciamos.”
A maioria MPT/PSD não atendeu publicamente aos argumentos dos vereadores do PS, mas, talvez por que as dúvidas eram muitas, o Sr. Presidente da Câmara solicitou o parecer da CCDR-Centro e da Associação Nacional dos Municípios Portugueses.
A vinda dos pareceres solicitados, tinha naturalmente que dar razão ao Partido Socialista.
Assim, e se no que diz respeito à ANMP, esta se limita a transcrever a legislação sem retirar quaisquer conclusões, já o parecer da CCDR-Centro é claro, concluindo:
“Ora, no caso em análise, o vereador em causa estava efectivamente impedido de participar na votação, dado que nele tinha interesse directo, alínea a)do CPA, competindo ao Presidente da Câmara, o impedimento (…).
Os actos ou contractos em que tiverem intervindo titulares de órgãos ou agente impedido são anuláveis(…)”
E chega-se assim à Reunião de Câmara de 9 de Dezembro, onde o Vereador do MPT, numa manobra de antecipação, se demite antes de ser demitido!
E, ainda mais espantoso, o Sr. Presidente da Câmara, após esta renúncia, propõe um novo Conselho de Administração do qual expurga o Vereador do MPT mas mantém os restantes membros!
Desta situação, a Comissão Política do Partido Socialista do Concelho do Sabugal retira as seguintes conclusões:
1. Em política não vale tudo e congratulamo-nos por vivermos num regime com leis e regras que defendem a legalidade democrática.
2. O Partido Socialista regeu-se, desde o princípio, pelo cumprimento integral da lei, como a evolução recente o demonstrou.
3. A maioria MPT/PSD tem de compreender que há regras democráticas que têm de ser seguidas. Possuem a maioria absoluta e governam mal, em nosso entender, o Município numa “santa aliança” com pés de barro, mas devem aprender que ter a maioria não os isenta de cumprir a lei.
4. Reposta a legalidade, importa agora acautelar o futuro próximo da Sabugal+.
Na verdade e como diz o parecer da CCDR-Centro, “Os actos ou contractos em que tiverem intervindo titulares de órgãos ou agente impedido são anuláveis”, pelo que se exige da nova Administração que acautele possíveis pedidos de anulação por parte de terceiros.
5. Mas há ainda uma última conclusão de carácter político a retirar.
É que o Vereador do MPT numa tentativa de justificar a sua saída ataca tudo e todos, colocando-se na posição de “jovem pura e imaculada”.
Não. O Vereador não se demitiu, o Vereador foi obrigado a demitir-se porque a sua eleição era ilegal mas, mesmo que assim não fosse, ter-se-ia demitido porque já toda a gente chegou à conclusão da gestão desastrosa da Sabugal+, imposta desde a sua tomada de posse.
Não. O Vereador não é uma “jovem pura e imaculada”. É um político profissional da velha guarda, isto é, alguém que não se importou de, à primeira oportunidade, rasgar e esquecer tudo o que dissera durante a campanha eleitoral, para se sentar à mesa do poder!
Não. O Vereador até pode bater no peito como o fariseu do Novo Testamento. Mas o que o Vereador tem de revelar é quais as razões porque aceitou coligar-se com o PSD, e quais as propostas alternativas ao PSD apresentadas em campanha eleitoral que foram aceites por este Partido e que poderiam justificar a aliança.
O que o Vereador do MPT tem de explicar é o que justifica o seu apego ao poder, pois, queira ou não queira, a sua saída do Conselho de Administração é uma prova de como os seus parceiros de coligação aproveitaram o primeiro ensejo para o afastar de um lugar que, parece, tem de ser da máxima confiança política.
O que o Sr. Presidente da Câmara tem e deve explicar, é porque mantém a confiança no Vereador do MPT, mantendo-o como Vereador a tempo inteiro, quando o deixou cair como Presidente da Sabugal+.
O resto, como diz o Povo, são “desculpas de mau pagador”!
Comissão Política Concelhia do Partido Socialista

E as vencedoras foram… Ivone Correia e Lurdes Rasteiro. Em jogo tradicionalmente de homens as sucessivas vagas de vazas foram acumulando «mocas» demolidoras e o único par feminino entre os 20 participantes venceu a final do terceiro Torneio de Sueca que terminou no sábado, 11 de Dezembro, no Ozendo.

Torneio Sueca ARCO - Ozendo - Sabugal

O terceiro torneio de sueca, onde a felicidade chega em cada jogo depois dos 60 pontos, decorreu durante dois sábados – com dois grupos de 10 pares – na ARCO-Associação Recreativa e Cultural do Ozendo e foi conquistado pela única dupla feminina em prova constituída por Ivone Correia e Lurdes Rasteiro.
Na tarde/noite de sábado, 11 de Dezembro, o salão da associação encheu-se de craques que treinam praticamente todos os dias e que se inscreveram na prova cheios de fé na vitória e nos prémios finais.
Jogada após jogada, jogo após jogo, o par feminino ia «arrumando» com a concorrência masculina que, inevitavelmente, se queixava de má sorte com o embaralhar das cartas.
As finais entre os quatro melhores pares foram jogadas após o jantar entremeando um nervosismo envergonhado com as nuvens de fumo e as minis até que para surpresa de todos chegaram à finalíssima as duplas Beto Martins-Carlos Barata e Ivone Correia-Lurdes Rasteiro.
O José Gonçalves, grande organizador do torneio e treinador assumido da dupla feminina, devorava as jogadas num prolongado silêncio. «Ensinei-a a jogar, eu fiquei na primeira eliminatória e ela chega à final», desabafava num registo entre o resignado e o surpreendido.
O final da história já todos sabemos. A única dupla feminina do torneio da sueca da Associação do Ozendo levou de vencida, sem piscar de olhos nem toques marotos por baixo da mesa, os 19 pares de simpáticos machões. Ah! É verdade! E no final dividiram as oito notas de 50 euros do primeiro prémio entre as duas e mandaram vir uma grade de minis para comemorar.
Parabéns às campeãs.
jcl

E as vencedoras foram… Ivone Correia e Lurdes Rasteiro. Em jogo tradicionalmente de homens as sucessivas vagas de vazas foram acumulando «mocas» demolidoras e o único par feminino entre 20 participantes venceu a final do Torneio de Sueca que terminou no sábado, 11 de Dezembro, no Ozendo.

GALERIA DE IMAGENS  – TORNEIO DE SUECA  –  OZENDO  –  11-12-2010
Fotos Capeia Arraiana;–  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O homem para subsistir, tem de ter acesso a um bem essencial: a água. Emprega-se na alimentação, na rega, em banhos, lavagens de roupas e de louças, tendo ainda utilização medicinal e entrada em rituais. Nas cidades e aldeias o chafariz constituiu um equipamento primordial para o bem-estar da população.

Chafariz no Largo do Castelo - SabugalO uso virtuoso da água é bem notório no nosso adagiário popular:
Quem não poupa água nem lenha, não poupa nada que tenha;
Água em cestinho, amor de menino;
Se tens vento e depois água, deixa andar que não faz mágoa;
A água de Janeiro vale dinheiro;
A água lava tudo, só não lava as más línguas;
Água de Agosto, mel e mosto;
Água e lenha, cada dia venha;
Água o deu, água o levou;
Água que não hás-de beber, deixa correr;
Bendita seja a água, por sã e barata.

Interessa aqui rever como se obtinha nos dias de antanho a linfa que abastecia as aldeias, num tempo em que o mimo da torneia a correr dentro das habitações ainda vinha longe. A água nativa estava disponível nas fontes naturais, nos rios, ribeiras e lagoas. Havendo porém que a captar quando dela havia maior necessidade, o camponês teve que se dispor a fossar a terra, na ânsia de dar com os veios subterrâneos. Aqui intervinha o vedor, que, de varinha advinhatória nas mãos, indicava o ponto onde se deveria escavar.
A aldeia, para ser devidamente abastecida, tinha ao dispor a água de poços e de fontes. Dentro das fontes, o mais comum eram as de chafurdo, de mergulho ou de charco, que funcionavam a modos de cisterna. Coisa mais fina e de maior garantia higiénica eram os pios, onde a água brotava em bica, correndo por um cano ou, na sua falta, uma cana ou uma telha. Também aqui era maior a comodidade, pois facilmente se enchia o balde ou o cântaro. Bastas vezes as fontes tomaram a forma de chafarizes, alguns com graciosas formas, facto que em muito orgulhava os habitantes das terras.
Localidade onde abundassem os chafarizes era considerada terra grada, de avultada importância, significando muitas vezes também que um seu natural assumira cargo influente, que lhe permitia “puxar” pela terra. Havendo uma captação, a água seguia canalizada para a fonte, onde corria, do alto, para um tanque. O povo apulava a que queria para consumo doméstico e servia-se do tanque para dessedentar os animais. Por vezes o tanque passou também a lavadoiro, facto que inviabilizava o consumo da água pelos animais. Por isso se construíram depois lavadoiros públicos, com água encaminhada para a finalidade exclusiva de lavar as roupas.
Ora, se na maior parte dos chafarizes impera e simplicidade, onde a norma é somente a prática, outros há de especial graciosidade, que são, afinal, elementos patrimoniais de referência no meio aldeão. Geralmente o chafariz compõem-se de um tanque encostado a um muro de pedra, encimado com uma cruz ou uma pirâmide. A água cai de um cano de ferro, havendo muitos com cano ou cale em pedra. Em alguns casos, mais peculiares, a água cai mesmo de uma gárgula de pedra que tem insculpida uma figura.
Paulo Leitão Batista

«Mas o que surpreende é até que ponto perdemos a capacidade de conceber a política pública para lá de um economicismo interpretado com tacanhez. Esquecemo-nos de como pensar politicamente.» Tony Judt, no seu livro «O Século XX Esquecido».

Dolar Americano

António EmidioAs Democracias Ocidentais, como a nossa, transformaram-se num vácuo ideológico, já não há alternativa para escolha de políticas de grande significado, só conta a política económica, tendo à frente os mercados, as bolsas de valores, as taxas de juro, o PIB, etc. Significa isto, que a Europa está dominada pelos especuladores financeiros na parte económica e pela direita neoliberal no plano político. Convém realçar o seguinte: a economia Neoliberal não está ao serviço do homem, orienta-se simplesmente para o enriquecimento das principais corporações (multinacionais e bancos).
Acontece que estas instituições nada fazem pela economia, nada produzem, limitam-se a movimentar dinheiro nas bolsas de valores, de cada 10 euros, nove cria-os o sistema financeiro e só um o sistema de produção. Só servem para enriquecer ainda mais os bastante ricos, originando esta tragédia económica que por sua vez se transforma em tragédias humanas, convertendo países como o nosso, numa espécie de países do Terceiro Mundo, obrigando os respectivos Estados a endividarem-se nessas instituições financeiras privadas e, como se não chegasse, também no Fundo Monetário Internacional, espécie de Ministério das Finanças dos Estados Unidos.
Esta construção europeia, com os seus tratados, principalmente o de Lisboa, não é mais do que a ocasião para pôr em causa o modelo social europeu e desregular a economia. A primeira vitima desta MODERNA «IDEOLOGIA» é o pluralismo democrático, porque os governantes que nós escolhemos cada quatro anos, não nos representam a nós cidadãos, representam única e exclusivamente as grandes empresas e bancos, é incompatível a concentração da riqueza em poucas mãos, com a Democracia. Não podem estar as duas juntas.
O Neoliberalismo, ou seja, a Globalização Económica imposta ao Mundo pelas grandes potências económicas e militares, tem nos seus objectivos o controlo económico e político das nações menos desenvolvidas.
Estão as ideologias, os ideais do século XX esquecidos? Está esquecido o Marxismo? O Socialismo Democrático? A Social-Democracia? Um que não está é o Fascismo…Tendo em atenção ao que se está a passar, parece que sim.
Querido leitor(a), é ou não verdade que tudo se resolve nesta «União Europeia» fora do alcance dos eleitores e dos Parlamentos Nacionais de cada País? A Democracia está moribunda, e só não vê isto o Politicamente Correcto e o Sacrossanto Doutor da Lei.
Este trio, Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, tem uma característica comum, não ter de prestar contas a ninguém, excepto aos mercados financeiros (Estados unidos – Wall Street). E o Fundo Monetário Internacional é uma instituição europeia? Claro que não, os Estados Unidos têm a maioria dos votos nessa instituição, é uma criação deles e, todo o dinheiro que é tirado aos povos onde ele é “chamado” a actuar, vai direito às arcas americanas. A Europa é um produto da «Pax Americana», e a «União Europeia» será o que ela quiser que seja, com a ajuda da Alemanha sua grande aliada.
Para terminar querido leitor (a), não respeite os três mandamentos do Neoliberalismo, deste Capitalismo Selvagem:
Votar cada quatro anos, não criticar e, ver televisão. Se o fizer, passa a ser um cidadão embrutecido, como eles querem que sejamos todos.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Núcleo de Investigação Criminal da GNR da Guarda deteve na Bismula, freguesia do concelho do Sabugal, dois homens (pai e filho), por posse de armas proibidas e de estupefacientes. De 51 e 28 anos de idade, o pai é empreiteiro da construção civil e o filho está desempregado.

As detenções aconteceram ontem, 13 de Dezembro, no âmbito de uma operação realizada na sequência de uma investigação, que decorre desde o início do ano. A operação consistiu numa busca domiciliária, judicialmente autorizada, que permitiu a apreensão de oito armas de fogo (quatro espingardas caçadeiras de calibre 12mm, uma pistola calibre 6,35mm, duas pistolas de alarme transformadas em calibre 6, 35mm, uma espingarda de ar comprimido calibre 4,5mm), 185 munições, 15 gramas de folhas de cannabis, 138 sementes de cannabis e 0,5 gr de haxixe.
Os detidos foram presentes ao Tribunal do Sabugal para realização do primeiro interrogatório Judicial e aplicação de eventuais medidas de coacção.
Estas detenções seguem-se à detenção de um homem em Quadrazais, no dia 9, também pela posse de armas ilegais. O mesmo, de 75 anos de idade, foi presente ao Tribunal, sendo-lhe imposta a medida de coacção de apresentações semanais no Posto da GNR do Soito.
Segundo o comunicado semanal da GNR da Guarda, foram detidos durante a semana passada 13 Indivíduos, nove dos quais em flagrante delito.
No mesmo período registaram-se 27 acidentes de viação: 16 por colisão. sete por despiste e quatro por atropelamento. Desses acidentes resultaram três feridos graves e 13 feridos leves.
plb

Tal como havia sido previamente combinado, entre a Junta de Freguesia de Foios, técnicos e políticos da Diputación de Salamanca, a Junta de Freguesia de Foios transportou o enorme assador de castanhas até à Salamanca.

EcoRaia - Salamanca - Assador Castanhas Foios

José Manuel Campos - Nascente do CôaA Câmara Municipal de Sabugal disponibilizou o transporte que levou, até ao local da feira, o grelhador, trezentos quilos de castanhas, dez garrafões de jeropiga, duas mesas, alguns feixes de caruma e carqueja e os seis homens que estavam incumbidos de fazer o magusto. Tudo correu conforme o combinado.
Às 10.30 horas carregou-se na camioneta da Câmara tudo quanto já atrás foi referido. Às 12.30 aconteceu o almoço em Casillas de Flores e, após este, reiniciou-se a viagem até Salamanca, local da feira, onde chegámos por volta das 15 horas.
Depois de termos estacionado a viatura, autorizados pelas respectivas autoridades locais, o grupo das seis pessoas visitámos os bonitos stands da feira, com artigos e produtos portugueses e espanhóis, até que o Técnico da Diputación, Carlos Cortes, veio ao nosso encontro para nos dizer onde deveríamos descarregar os artigos e os produtos destinados ao magusto.
Colocaram-nos na parte nobre do edifício onde todas as pessoas eram obrigadas a passar. Ficou tudo instalado por volta das 16.30 horas portuguesas.
A Sr.ª Presidenta de la Diputación, Isabel Jimenéz, acompanhada por Alcaldes e Presidentes de Câmaras da Beira Interior Norte aproximaram-se do típico assador de castanhas tendo sido dada a honra de pegar fogo às carquejas à Exm.ª Sr.ª Presidente de la Diputación de Salamanca.
No assador encontravam-se cerca de 50 quilos de castanhas que ficaram assadas ao fim de dez minutos. Os rapazes responsáveis, responsáveis pelo magusto, num ápice puseram toda a gente a comer castanhas e a beber a saborosa jeropiga que foi muito apreciada por nuestros hermanos.
O entusiasmos e a concorrência eram de tal ordem que houve necessidade de se proceder a nova tarefa. Ao fim de dez minutos estavam assados mais 50 quilos de castanhas que tiveram o mesmo destino que as primeiras.
Visto que era para isso que lá estávamos tomámos a decisão de assar castanhas para que todas as pessoas ficassem satisfeitas. Assim aconteceu. Repetimos a acção mais quatro vezes e satisfizemos toda a gente.
Enquanto procedíamos ao assado das castanhas exibia-se no palco, improvisado, o grupo de música tradicional portuguesa «Trovas da Beira», de Pinhel, e uma jovem fadista, Cláudia Madur, que para além de lindíssimos fados cantou duas vezes a «Maria la Portuguesa», de Carlos Cano que, tanto portugueses como espanhóis muito apreciaram.
Confesso que para nós foi uma honra termos participado na I.ª feira, designada por «ECORAYA» pelo que muito agradecemos a nuestros amigos Carlos Cortes, técnico superior de la Diputación de Salamanca, Agustin Caballero e Deputado Pepe visto que foi com eles que, há cerca de um mês, combinámos toda a estratégia para que as castanhas de Foios pudessem ter sido assadas e degustadas em Salamanca.
Finalmente os nossos parabéns e sinceros agradecimentos à Senhora Presidenta de la Diputación de Salamanca – Isabel Jiminéz – e Presidentes das Câmaras da Beira Interior Norte e Duero Superior visto que, numa conjugada acção de esforços, levaram a efeito este evento.
«Nascente do Côa», crónica de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Tal como havia sido previamente combinado, entre a Junta de Freguesia de Foios, técnicos e políticos da Diputación de Salamanca, a Junta de Freguesia de Foios transportou o enorme assador de castanhas até à Salamanca.

GALERIA DE IMAGENS  – ECO-RAIA  –  SALAMANCA  –  11 E 12-2010
Fotos de José Manuel Campos – Clique nas imagens para ampliar

jmc

A investigadora Sara Raquel Reis da Silva, da Universidade do Minho, elaborou uma tese de doutoramento acerca da obra literária do escritor sabugalense Manuel António Pina.

A tese é intitulada «presença e significado de Manuel António Pina na literatura para a infância e a juventude». O objecto central do estudo foi analisar o papel na literatura infanto-juvenil portuguesa da obra que Manuel António Pina tem vindo a publicar nesse domínio nas últimas três décadas.
A investigadora foi primeiramente ao encontro da problematização dos conceitos-base que compõem o enquadramento do seu trabalho académico, analisando questões como a intertextualidade, o humor, a competência literária e a sua conformação perante o contacto precoce e continuado com textos literários.
Depois o estudo apresenta os traços dos aspectos ideotemáticos e dos recursos técnico-expressivos que singularizam a produção literária de Manuel António Pina, em particular nos seus textos dirigidos aos mais jovens.
A investigadora teve como orientadores da tese os professores Fernando José Fraga de Azevedo e Blanca-Ana Roig Rechou.
plb

A Confraria do Bucho Raiano esteve representada no IX Capítulo da Confraria da Gastronomia do Ribatejo, que aconteceu na vila da Azambuja este domingo, dia 12 de Dezembro.

Este capítulo na Azambuja comemorou os 10 anos da fundação da Confraria da Gastronomia do Ribatejo e evocou os mesmos anos da elevação da gastronomia a património cultural e imaterial em Portugal.
A intensa chuva que se fez sentir, impediu a realização do desfile das confrarias, que deveria ter percorrido as ruas da vila ribatejana. Mas isso não impediu a realização da cerimónia do capítulo, que aconteceu no auditório municipal, onde se procedeu à entronização de três novos confrades e à atribuição de diplomas de honra a quem se evidenciou na defesa da gastronomia do Ribatejo.
Carlos Abreu, grão-mestre da confraria, Fez uma interessante intervenções de fundo, relembrando o longo percurso efectuado em Portugal em defesa do reconhecimento do valor da gastronomia nacional. No ano 2000 o governo em funções declarou a gastronomia como património cultural e imaterial e no ano seguinte criou a Comissão Nacional da Gastronomia, tendo em vista operacionalizar a defesa dos principais valores desse novo património. Entretanto criou-se a Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas com vista a garantir a boa representatividade das diversas confrarias na Comissão. Porém, como explicou Carlos Abreu, essa Comissão Nacional nunca funcionou, pelo que não se desenvolveu na forma devida a defesa da nossa gastronomia. A solução, apontou o orador, é organizar-se um movimento cívico em defesa da gastronomia como património cultural, ao qual as confrarias devem aderir.
Falou depois o escritor Armando Fernandes, na qualidade de vice-presidente da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, defendendo que faz falta uma estratégia de defesa da gastronomia em Portugal. A França conseguiu que a UNESCO declarasse a sua gastronomia como património da humanidade, o mesmo sucedendo com Marrocos acerca da gastronomia mediterrânica, porém Portugal, «que tem a melhor gastronomia do mundo», não conseguiu ainda afirmar-se na defesa e na valorização dos seus valores gastronómicos. O orador defendeu que o esforço para a manutenção da originalidade das nossas receitas tradicionais é o melhor caminho a seguir para tirarmos verdadeiro proveito do valor da gastronomia portuguesa.
Seguiu-se o almoço na Casa do Campino, composto por sopa do campo da Azambuja, torricado com bacalhau assado e entrecosto da matança frito com arroz de feijoca. De sobremesa melão e marmelo do campo da Azambuja.
A Confraria do Bucho Raiano esteve representada pelo Chanceler, Paulo Leitão, e pelo Almoxarife, Paulo Saraiva. Estiveram representadas mais de uma dezena de confrarias gastronómicas de todo o país, cujos trajes e estandartes deram colorido ao evento.
plb

A Confraria do Bucho Raiano esteve representada no IX Capítulo da Confraria da Gastronomia do Ribatejo, que aconteceu na vila da Azambuja este domingo, dia 12 de Dezembro.

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA GASTRONÓMICA RIBATEJO – AZAMBUJA – 12-12-2010
Fotos de Paulo Saraiva;–  Clique nas imagens para ampliar

plb

Torcicolo é uma ave da família dos pica-paus que tem a capacidade de conseguir virar o pescoço 180 graus.

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Os alemães de Leste começaram a usar esta palavra (em alemão Wendehal) para definirem os políticos que conseguiram mudar para a direita do espectro político, após a queda do Muro de Berlim, apesar de estarem colocados em altos postos de responsabilidade no regime, conseguindo com isso serem perdoados e passarem a gozar de reputação de grandes democratas. O caso mais flagrante é o de Günter Schabowski, o homem que era o porta-voz do regime no próprio dia da abertura das portas do muro. Ele enganou-se numa conferência de imprensa transmitida pela televisão, no dia 9 de Novembro de 1989, anunciando a abertura das portas imediatamente, quando estava acertado que seria no dia seguinte. Só por isso ficou na história.
Mas por cá, por este cantinho à beira-mar plantado, também há muitos, muitos «torcicolos».
Os mais famosos são, com certeza, os do PS, que já viraram tantas vezes o pescoço 180 graus (e sempre para a direita), que não devem ter já para onde o virar.
João DuarteChamem-me «radical» ou o que quiserem, mas não posso deixar de referir-me a uma canção de um disco editado pelo PS, em 1974 (capa na imagem), com música de Arlindo de Carvalho (o autor do famoso «Chapéu Preto», que ao contrário do que se pensa não é uma canção tradicional). A letra é de João Dias e o disco, de vinil (sim, eu ainda tenho gira-discos para ouvir destas preciosidades) foi editado oficialmente pelo PS. Comprei-o num site de leilões da Internet e custou-me 10 euros (um disco destes em 1974 custaria 30 escudos). Não são os autores da música e da letra que estão em causa, mas sim o próprio PS.
A letra da canção (intitulada «Camponês, a terra é tua») reza o seguinte:
Camponês, a terra é tua, não a queiras ver roubada
O teu corpo foi charrua
Por teu sangue foi regada
Nossa terra, nosso amor, generosa mãe imensa
Se lhes dás sangue e suor é justo que lhe pertença
A terra, a terra, é de quem a trabalha
É o pão, irmão, na mão de quem o ganha
Abaixo, abaixo, morgados e senhores
A terra, a terra para os agricultores/
É teu o campo lavrado, por direito de razão
O teu braço foi arado, acabou-se a servidão (…)

Se alguém ouvir esta canção ou ler a letra, sem saber que se trata de uma canção oficial do PS, pensará que se trata de alguma canção feita por pró-albaneses, seguidores de Enver Hoxha (do PCP (m-l), da FEC (m-l), da UDP ou do MRPP). No entanto foi o PS que tudo fez para que a tal terra que estava inculta assim continuasse, logo em 1976. Mandou toda a letra da canção às urtigas.
Pois é, caro leitor, o PS não tem qualquer problema em dizer uma coisa para logo a seguir dizer, exactamente, o seu contrário. Contrariamente ao que disse António José Seguro há uma semana, o PS há muito que deixou de ter qualquer matriz (ideológica ou de qualquer outra natureza). É um partido completamente gémeo do PSD. O programa de TV «Contra-Informação» (que está prestes a terminar) não encontrou melhor boneco para Passos Coelho (que já não dava tempo para construir) do que o próprio boneco do Sócrates. Bastou colocar uma cabeleira nova e o Sócrates passou a ser o Passos Coelho.
Recentemente Edmundo Pedro (um histórico do PS e ex-tarrafalista) referiu numa entrevista que Sócrates poderia bem ser do PSD, até porque foi nesse partido que se iniciou. E alguém tem alguma dúvida?
Há bem pouco tempo o PS defendia com «unhas e dentes» o Código do Trabalho em vigor (aliás já objecto de revisão pelo Governo PS em 2009), referindo que não se devia mexer nele. Hoje, seguindo as directivas dos (seus) patrões de Bruxelas quer mudar o Código do Trabalho. Se isto não é ser «torcicolo», é ser o quê?
Bem se sabe que, quando o PS disser que isto ou aquilo não é para mudar quer dizer (para bom entendedor) que estará eminente a sua mudança.
Cavaco Silva que, agora se pronuncia sobre quase tudo (quando há pouco tempo «não se podia pronunciar») disse sobre a revisão do Código do Trabalho, pretendida pelo Governo que «não se pode pronunciar». Claro que não pode, se todos os que defendem a revisão, tal como os presidentes das confederações patronais; são apoiantes da sua candidatura! No entanto, quando o caso toca aos Açores já se pode pronunciar sobre tudo e mais alguma coisa (lembro-me bem de quando Cavaco fez parar o país por causa de uma comunicação sobre o Estatuto dos Açores, que ninguém percebeu).
Apesar de tudo, com Cavaco já se sabe com o que se conta, com o PS de Sócrates é que convém estar sempre de pé atrás. Pedir votos para fazer uma política de Esquerda (mesmo que “moderna”) e essa política ser igual à da «velha» Direita é que só mesmo os sectários do PS conseguem entender. E ainda por cima têm o descaramento de falar em «voto útil». Útil para quem?
E se falo em sectários é para comparar com aqueles que têm a fama de o ser. Helena Neves, numa entrevista à revista «Visão», em Junho deste ano, refere que quando saiu do PCP leu uma carta no Comité Central e abandonou o partido. Álvaro Cunhal foi a uma consulta de oftalmologia e Helena Neves também estava lá. Ela pensou que Cunhal nunca mais lhe falaria. Pois não só lhe falou como a abraçou e beijou a ela e à sua filha. Mais tarde, telefonou a Helena Neves a dar-lhe os parabéns quando esta terminou o mestrado. E enviou-lhe, até, um telegrama.
Já Mário Soares tem dito, embora subrepticiamente, «cobras e lagartos» de Manuel Alegre que nem sequer saiu do PS. E tudo faz para que Cavaco ganhe as eleições presidenciais, só para não ser Alegre a ter essa vitória. Assim se vê a grandeza de certos homens, tidos como exemplo de grandes democratas, mas que não passam de uns pobres «torcicolos».
Nota: Já agora (e puxando um pouco a brasa à minha sardinha) fica como nota antológica a réplica de Sócrates à deputada Heloísa Apolónia, a propósito dos professores: «É uma competição um bocadinho ridícula as bancadas entreterem-se a ver quem é que elogia mais os professores.»
Pergunto eu: Quem é que Sócrates elogia? Os «mercados»? Ou as agências de «rating»?
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 10 de Dezembro de 2010.
Local: Folgosinho (concelho de Gouveia).
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, recebeu um presente original durante a I Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda. O capacete de «chefe de bombeiros» para uma personalidade que tem acudido e opinado em todos os «incêndios» deste imenso distrito da Guarda. Escolha acertada para quem tem demonstrado uma força anímica fora do vulgar na forma personalizada e proactiva como entende o papel de Governador Civil.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal e a Associação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal foram homenageadas durante a primeira Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda. Na cerimónia que teve lugar em Folgosinho na sexta-feira, 10 de Dezembro, estiveram presentes representantes dos corpos de bombeiros e o Governador Civil, Santinho Pacheco, igualmente distinguído pela sua dedicação à causa do associativismo e voluntariado nos soldados da paz.

Gala Federação Bombeiros Distrito Guarda - Delfina Leal e Luís Carlos Carriço

A Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda homenageou figuras e entidades que se destacaram pelos seus feitos ou apoios à causa do associativismo e voluntariado nos bombeiros durante o ano de 2010.
A Câmara Municipal do Sabugal – representada por Delfina Leal, vice-presidente – recebeu uma placa e um diploma em reconhecimento pelo apoio prestado aos Bombeiros do Sabugal aquando do acampamento da juventude e do encontro do Quadro de Honra organizado «com tanto brilho e competência» que levou o Governador Civil, Santinho Pacheco, a propor a realização do mesmo tipo de eventos em anos futuros.
A Associação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal – representada por Luís Carriço, presidente da Direcção – foi, igualmente, homenageada por ter assumido em condições difíceis e tempo recorde a organização do acampamento da Juventude e o encontro do Quadro de Honra, que tiveram lugar entre os dias 27 e 30 de Agosto no Sabugal.
Uma homenagem invulgar estava reservada para a família com mais elementos no voluntariado dos bombeiros. São, nada mais nada menos, 16 bombeiros da mesma família que prestam serviço no distrito da Guarda na corporação de Vila Nova de Tazém. Os 14 elementos da família Oliveira que marcaram presença (com idades entre os cinco e os 60 anos) perfilaram perante todos os participantes para uma merecida ovação.
A Câmara Municipal da Guarda, representada pelo presidente Joaquim Valente, o sub-chefe Nuno Marques, delegado distrital da Juvebombeiro e o comandante Seara Pires, destacado dirigente associativo, foram igualmente homenageados durante a I Gala da Federação dos Bombeiros da Guarda.
O último homenageado da noite foi Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, que ouviu rasgados elogios dos responsáveis pela Federação e corporações dos Bombeiros pela «disponibilidade e preocupação que sempre demonstrou ter para auxiliar os bombeiros na resolução de alguns dos múltiplos problemas com que nos temos confrontado e pela sensibilização, com coragem, junto do Poder Central das nossas realidade e carências, constituindo-se num porta-voz coerente dos anseios e necessidades das associações e corpos de bombeiros do distrito da Guarda e, ainda pelos múltiplos auxílios prestados para a consolidação da vida dos bombeiros, retratado no apoio inexcedível à realização e manutenção da gala».
A Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda, representa 23 associações e seus corpos de Bombeiros, constituídos por mais de 3000 directores e 3247 bombeiros dos quadros de honra de comando, activo, honra e reserva.

Na I Gala dos Bombeiros do distrito da Guarda em Folgosinho esteve, também, presente Maria Benedita Rito Dias, presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários do Soito.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal e a Associação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal foram homenageadas durante a primeira Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda. Na cerimónia que teve lugar em Folgosinho na sexta-feira, 10 de Dezembro, estiveram presentes representantes dos corpos de bombeiros e o Governador Civil, Santinho Pacheco, igualmente distinguído pela sua dedicação à causa do associativismo e voluntariado nos soldados da paz.

GALERIA DE IMAGENS  – GALA DOS BOMBEIROS  –  LISBOA – 10-12-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O arraiano Fred do Soito editou mais um DVD intitulado «Especial Festas do Soito 2010».

Vodpod videos no longer available.

Os interessados podem adquirir o DVD contactando o Fred do Soito pelo tel. (+33)06-74-90-55-38 ou pelo e-mail: fredosoito@hotmail.fr
jcl

Alicia Malladas Luraschi escreveu-nos da Argentina. É neta de Manuel Martins Malhadas, natural de Vale de Espinho, e pretende entrar em contacto com familiares em Portugal.

Correio dos LeitoresFrom: Alicia Malladas Luraschi
To: Capeia Arraiana
Subject: Procuro familiares em Vale de Espinho

Soy Alicia Malladas Luraschi, nieta de MANUEL MARTINS MALHADAS, nacido en Vale de Espinho en 1890, filio de Francisco ANTUNES MALHADAS y de Anna MARTINS LUCAS.
Tengo el proyecto de fazer turismo genealógico: conocer los pueblos de donde salieron mis abuelos y bisabuelos, en Portugal, España e Italia. Y me gustaría conocer Vale do Espinho y saber si quedan descendientes de los hermanos de mi abuelo: José Francisco, Nasaret y Gloria Martins Malhadas (nacidos 1895, 1889, 1892), o de sus medios hermanos: Julio y Simón MARTINS MOREIRA.
De este lado del Atlántico somos muy dados a la genealogía, y nos gustaría que los que se quedaron nos acompañaran en esta búsqueda de orígenes comunes.
Espero encontrar la manera de llegar y pasar unos dos o tres días en el pueblo, dentro de uno o dos años. Obrigada por los datos que me puedas dar. Puedo entender portugués.
Por parte de mi abuela, aparezco en este sitio: Aqui.
Un abrazo desde Buenos Aires
Alicia

Podem entrar em contacto com Alicia para: almalladas@hotmail.com
jcl

Realizou-se no pavilhão do Agrupamento de Escolas Cidade Castelo Branco o III Torneio de de Natal da Escola de Judo Ana Hormigo. Os judocas do Sporting Clube do Sabugal obtiveram cinco primeiros lugares, um segundo e três terceiros.

(Clique nas imagens para ampliar)

Para concluir o ano de 2010 o Sporting Clube do Sabugal (SCS) deslocou-se este sábado, 11 de Dezembro, com nove dos seus mais jovens judocas ao III Torneio de Natal organizado pela Escola de Judo Ana Hormigo. A atleta olímpica que dá nome à escola retomou a sua actividade competitiva precisamente este ano, após ter feito uma paragem para ser mãe.
Todos os atletas do SCS competiram em grupos diferentes, permitindo assim melhor rentabilidade das suas prestações.
A participação de judocas de tenra idade neste tipo de torneios é um importante e motivador desafio que acelera a sua maturação competitiva. Os treinadores tentam sempre desvalorizar os resultados menos conseguidos até porque não são sinónimos de outros que possam vier a ser alcançados no futuro. O objectivo principal prende-se com a possibilidade de ganharem as competências necessárias para que estejam devidamente enquadrados e preparados para futuros desafios.
Esta última participação deste ano do clube raiano foi bastante positiva porque mais de metade dos seus atletas atingiram o topo do pódio, obtendo cinco primeiros lugares, um segundo e três terceiros lugares.
Todos os competidores estiveram ao nível do que lhes era exigido e mesmo os que obtiveram o bronze, se destacaram pela forma como defenderam as suas cores.
Todos os participantes estão portanto de parabéns e aguardam de certeza a próxima prova.

JUDOCAS ESCALÃO ETÁRIO CLAS.
Joana Carreira 6 1.º
Beatriz Pinheira 7 3.º
Alexandra Nabais 7 1.º
Marco Rocha 8 1.º
Roberto Pereira 9 3.º
Eduardo Castilho 9 1.º
Eduardo Leitão 10 3.º
Pedro Carreira 11 2.º
Hristo Kurtov 11 1.º

djmc

JOAQUIM SAPINHO

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