No passado sábado, dia 18 do corrente mês de Dezembro, os sócios do AECT reuniram, em Assembleia Geral, no auditório municipal de Mogadouro. Confesso que não esperava que tivessem marcado presença cento e quarenta associados.

José Manuel Campos - Nascente do CôaDepois da maioria dos técnicos do AECT terem identificado e distribuído a documentação a todos os associados, que se dignaram comparecer, pediram para que entrassem e ocupassem lugar no auditório.
O Presidente da mesa da assembleia depois de ter verificado que havia condições para que os trabalhos se pudessem iniciar abriu a sessão.
A ordem de trabalhos era bastante extensa mas mesmo assim, com a boa vontade e com o bom senso de todos, fez-se um esforço para que todos os pontos, da ordem de trabalhos, pudessem ser analisados e discutidos antes do almoço.
Foi bom que assim tivesse acontecido visto que tempo em Mogadouro estava algo complicado, com bastante nevoeiro e algum gelo nas estradas da região. Assim, depois de degustada a riquíssima posta mirandesa, regada com um bom tinto a condizer, fizemo-nos à estrada de modo a que todas as pessoas pudessem estar nos seus lares à hora do jantar, tal como de facto aconteceu.
O quinto ponto da ordem de trabalhos estava relacionado com o projecto Self-Prevention ou projecto das cabras como algumas pessoas o vão designado.
Depois do Director José Luis Pascual ter proferido algumas palavras alusivas ao tema chamou ao palco os técnicos que têm estado mais envolvidos e mais comprometidos com este projecto. Os veterinários, economistas, engenheiros florestais e outros expuseram e desenvolveram os temas com tanta clareza que deixaram todos os membros da assembleia convencidos de que o projecto tem pernas para andar e que vai ser mesmo realidade.
Depois das referidas exposições abriu-se um curto período para debate. Alguns associados usaram da palavra para pedidos de esclarecimentos e achegas para logo, de seguida, ter sido posto à votação. O projecto das cabras acabara de ser aprovado por unanimidade e com uma salva de palmas.
O Director, visivelmente satisfeito, agradeceu a confiança manifestada e disse que no princípio do ano de 2011 já os técnicos sairão para o terreno fazer trabalho de campo junto das populações.
Sendo eu um homem de fé e de esperança nunca tive dúvidas de que o projecto Self-Prevention se converteria em realidade e que poderia aportar progresso e desenvolvimento para a zona do AECT visto todos sabermos que é considerada uma das manchas mais negra e mais atrasada de toda a Europa comunitária.
Se uma caminhada começa, de facto, num passo hoje, não tenho dúvidas em afirmar que se deu um passo gigante. Até os mais cépticos ficaram convencidos de que o Sef-Prevencion vai ser mesmo realidade.
Também não me restam dúvidas de que o caminho tem sido e continua a ser muito espinhoso. Mas hoje, posso afirmar, garantidamente, que estamos no bom caminho e que os objectivos hão-de ser certamente alcançados.
Um dos últimos pontos da ordem de trabalhos teve a ver com desistências e novas adesões. Também este ponto me deixou deveras satisfeito por ter verificado que saíram alguns e entraram outros. Como costuma dizer o Director Zé Luis: «O AECT é como o galinheiro. Umas saem e outras entram. Sempre assim foi.»
Registei também com muito agrado a presença do nosso Presidente António Robalo que, sentado numa cadeira da primeira fila, ouviu todos os intervenientes com muita atenção tendo tirado imensas notas.
Também já me tinha surpreendido a Vice-Presidente, Delfina Leal, aquando da vinda do Director ao Salão Nobre do nosso Município, para reunir com dezoito Presidentes de Junta. A reunião demorou três horas e a Vice-Presidente não arredou pé. Por isso me apraz afirmar que o nosso Município aderiu ao AECT depois de terem estudado bem a lição e tirado todas as dúvidas que pudessem subsistir.
A reunião da Assembleia acabou com todos os membros a discutir o pagamento das quotas. Há Ayuntamientos e Juntas de Freguesia que têm as quotas em atraso e outros que ainda não pagaram. A Direcção do AECT vai entrar em contacto com esses associados e dizer-lhes que ou regularizam a situação ou terão mesmo que sair do AECT por uma questão de justiça em relação àqueles que são cumpridores têm as quotas em dia.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Anúncios