O escritor Manuel Poppe esteve no Sabugal, onde visitou o castelo das cinco quinas, o que lhe inspirou a crónica publicada na Página de Cultura do Jornal de Notícias de domingo, dia 5 de Dezembro, intitulada «O Castelo e a Arte».

Manuel Poppe e Manuel António PinaO escritor de Lisboa, que cresceu e estudou na cidade da Guarda, e que correu mundo enquanto adido cultural em diversas embaixadas portuguesas, começou a sua crónica falando de um outro escritor português que também se maravilhou com o monumento: «Sant’Anna Dionísio escreveu, a propósito do Castelo do Sabugal: “A fisionomia da fortaleza tem a nitidez de uma iluminura de cancioneiro ou livro de horas”. E aponta-lhe a beleza despida e a harmonia que a imponente torre de menagem coroa.»
Manuel Poppe, revela que esteve recentemente na Casa do Castelo, «espécie de centro cultural, que divulga a cidade», onde almoçou com os proprietários, Natália e Romeu Bispo, visitando depois o castelo onde se impressionou com o facto do monumento estar desaproveitado.
«(…) levaram-me ao Castelo. Deslumbrante! E um lugar me impressionou e surpreendeu: o terreiro interior, espaçoso, elegante. Ali, o eco repete as palavras, prova de excelente acústica. Surpreendeu-me saber que pouco o aproveitam para iniciativas artísticas. Aquilo é um anfiteatro grego! Qual a razão do abandono? Tem, aliás, o necessário: palco, bancadas e camarins. Alguma vez o usaram, mas parece que baixaram os braços. Imaginei um ciclo de espectáculos: teatro, cinema, música. Coisa de relançar o Sabugal e atrair gente. Nada tem de impossível, tudo tem de conveniente. É um tesouro a não ignorar. Fico à espera – e serei o primeiro a querer bilhete. Ou aquela Câmara Municipal despreza a Cultura?»
plb

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