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O Capeia Arraiana deseja a todos os amigos um Feliz Ano de 2011. O vídeo deve ser visto em monitor total e se possível com óculos para 3D.

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Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

jcl

O ano de 2010 foi novamente um ano em grande e cheio de sucesso para a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito.

(Clique nas imagens para ampliar)

No dia 17 de Janeiro de 2010 foi eleita a nova Direcção para o triénio 2010-2012.
No dia 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, a Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito, Maria Benedita A. Grancho Rito Dias, foi homenageada como Mulher do Ano no Concelho/Distrito, pelo trabalho desenvolvido ao serviço dos Bombeiros. O convite do Sr. Governador Civil, dizia: «V. Ex.ª é para nós uma mulher singular que, no âmbito do nosso Distrito, pode e deve ser apontada como alguém que soube desempenhar bem o papel que lhe coube na nossa Comunidade. V. Ex.ª deve ser para todos nós uma referência.»
Celebrou-se o 29.º aniversário com a presença dos representantes da Liga e da Federação do Distrito, o senhor Presidente da Câmara e vários Comandantes.
Em Julho realizou-se o acampamento em Vouzela dos 25 «Bombeirinhos», orientado com toda a mestria e competência, pelo nosso Adjunto do Comando Nuno Mendonça, programa a repetir pelo seu êxito.
A direcção contratou um novo mecânico de viaturas especializadas.
Como obras no quartel remodelou a secretaria por completo.
Para formação do pessoal foi comprado um contentor de 12 metros para exercícios de fogos Urbanos e Industriais.
Foram efectuadas várias formações no âmbito do POPH nas nossas instalações.
No âmbito das novas oportunidades foram leccionados o 9.º e o 12.º anos, também na nossa sala de formação.
A nível de viaturas, adquiriram-se três novos carros:
– Um tractor TIR, «VTGC–01», que será atrelado a uma cisterna de 30.000 litros para transporte de água para as Freguesias carenciadas;
– Uma Ambulância Tipo A1 «ABTO-01» de marca Hyundai;
– Um Jeep 1ª-Hilux Tracter de Comando «VCOT-02», de marca Toyota.
No dia 18 de Dezembro de 2010 e para terminar o ano e desejar a todos um melhor ano 2011 a Associação organizou uma excelente ceia de Natal no Rai-Hotel, com a presença de todos os familiares e muitas crianças, às quais foram distribuidos brindes e que serão, um dia, o futuro desta Corporação.
Mais uma vez a Direcção desta Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito, conduzida por «Mulheres» está de Parabéns e deseja a todos Vós um óptimo Ano 2011.
A Direcção

O Capeia Arraiana aproveita para destacar o meritório trabalho dos Bombeiros do Soito, da direcção «feminina» e em especial da sua presidente.
jcl e plb

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaNo final do ano é tempo de fazer um balanço dos últimos meses. Estes foram, para mim, os 20 melhores filmes estreados em sala durante 2010. A única excepção é «Um Profeta», filme que estreou no último dia de 2009.

1 – Líbano, de Samuel Maoz
2 – Cópia Certificada, de Abbas Kiarostami
3 – O Escritor Fantasma, de Roman Polanski
4 – Um Lugar Para Viver, de Sam Mendes
5 – Mistérios de Lisboa, de Raúl Ruiz
6 – Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen
7 – Parnassus – O Homem Que Queria Enganar o Diabo, de Terry Gilliam
8 – O Laço Branco, de Michael Haneke
9 – Lola, de Brillante Mendoza
10 – Um Profeta, de Jacques Audiard
11 – Louise-Michel, de Gustave de Kervern e Benoît Delépine
12 – Nas Nuvens, de Jason Reitman
13 – A Rede Social, de David Fincher
14 – Inside Job – A Verdade da Crise, de Charles Ferguson
15 – Scott Pilgrim Contra o Mundo, de Edgar Wright
16 – O Mágico, de Sylvain Chomet
17 – Mother – Uma Força Única, de Joon-ho Bong
18 – Tony Manero, de Pablo Larraín
19 – Wendy & Lucy, de Kelly Reichardt
20 – O Segredo dos Seus Olhos, de Juan José Campanella

Aproveito também para desejar a todos os leitores do Capeia Arraiana um Feliz Ano Novo.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Mais um Natal que passo em Hospitais…
Como muitos sabem, passei a consoada de 2009 no Hospital da Guarda, por ter partido um pé nessa noite.
Infelizmente, um ano depois, passo a consoada num hospital, neste caso o de Vila Franca de Xira, por doença grave da minha sogra.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Defendi desde sempre que a prestação pública de serviços de saúde, se dependia muito das políticas públicas, dependia, sobretudo, de quem, no local, dava a cara, isto é, os médicos, os enfermeiros e o pessoal auxiliar.
E devo dizer aqui que, quem encontrei no Hospital da Guarda há um ano, e quem agora encontrei em Vila Franca de Xira, são profissionais de grande qualidade e dedicação, que contribuem, sem dúvida, para um Serviço Nacional de Saúde de qualidade.
Se há um ano, o pessoal de enfermagem e os médicos de serviço tudo fizeram para que, no mais curto espaço de tempo, eu pudesse voltar a casa, devo aqui contar o que se tem passado no Hospital de Vila Franca de Xira.
A minha sogra entrou nas urgências e foi passada no dia seguinte para o SO (Serviço de Observações). Apesar das condições de grande dificuldade com que se depara aquele SO, sempre os médicos de serviço tiveram o tempo que cada família quis para, sem azedume, sem pressa ou falta de consideração, ser elucidada do estado de saúde do seu familiar.
Uma compreensão, uma atenção tão saliente que mais parecia estarmos num local com todas as condições, do que no espaço exíguo em que doentes e profissionais têm de permanecer e trabalhar.
Após alguns dias, a minha sogra é transportada para um dos Serviços de Medicina onde, infelizmente, ainda permanece no momento em que escrevo esta crónica.
E aqui, repete-se o cenário. Profissionais competentes e dedicados que pedem encarecidamente para que os familiares permaneçam junto dos seus doentes o maior tempo possível (entre a uma da tarde e as oito da noite), incentivando-os a participar no tratamento e no apoio ao doente, mesmo que com isso o seu trabalho se torne mais demorado (a minha sogra como através de uma sonda, e as suas refeições demoram dois, três minutos, se for a enfermeira, e meia hora se for a minha mulher…)
E quando no dia 24, em menos de 15 minutos, morre o segundo doente, são visíveis as lágrimas nos olhos dos enfermeiros e do pessoal auxiliar como se tivesse falecido um familiar seu.
Vila Franca de Xira espera um hospital novo há mais de vinte anos, pois o actual não tem capacidade para servir os mais de 250.000 utentes que serve. E a esperança de que o mesmo se construa parece ir morrer na praia, pois era um dos investimentos que iriam ser realizados no âmbito das célebres parcerias público-privadas, e não se sabe se o processo já concluído e adjudicado não será parado.
Mas, à semelhança do que me aconteceu há um ano no Hospital da Guarda, os profissionais que trabalham no Hospital de Vila Franca de Xira são o garante de que o Serviço Nacional de Saúde está vivo e se justifica cada vez mais.
E por isso, aqui deixo este meu testemunho…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O ano de 2010, que agora finda, foi fértil em acontecimentos. Fazemos uma retrospectiva tendo em conta o que de mais relevante o Capeia arraiana publicou ao longo do ano. Desde a criação de várias associações de freguesia até às polémicas politicas locais, passando pelo atingir de um milhão de visitas pelo blogue e pelas entrevistas aos deputados do distrito, de tudo um pouco se dá nota seguidamente.

Janeiro
Nesses dias de frio intenso a política concelhia esteve ao rubro, com o executivo camarário dividido e sem entendimentos à vista.
Exemplo disso foi a entrevista que Joaquim Ricardo, vereador do MPT, deu ao Capeia Arraiana, afirmando haver uma manifesta «falta diálogo entre o PSD e a oposição» e esclarecendo as razões do impasse na nomeação do Conselho de Administração da Sabugal+ e em outras matérias relevantes.
Nesse Janeiro o colaborador João Valente lançava, na sua crónica semanal «Arroz com todos» uma dúvida inesperada: E se o Rio Côa não passa no Sabugal? Documentos históricos apontam para que a nascente da actual ribeira de Alfaiates é que era considerada a nascente histórica do rio Côa, o que mereceu amplo debate.
A crise chegou à Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, com os irmãos da Mesa Administrativa a apresentarem a demissão.
O concelho do Sabugal marcou presença na 22.ª edição da Bolsa de Turismo de Lisboa, onde, integrado no stand das Termas de Portugal, promoveu o futuro complexo das Termas do Cró.
As Juntas de Freguesia da Bendada, Casteleiro, Moita, Santo Estevão e Sortelha, anunciaram a constituição da Associação de Freguesias «Terras Quentes do Concelho do Sabugal», assim iniciando um processo de criação de associações de freguesia no concelho do Sabugal, o que iria marcar o ano de 2011.

Fevereiro
Os sabores gastronómicos raianos foram promovidos em 13 restaurantes do concelho do Sabugal no quadro da 3.ª edição dos Roteiros Gastronómicos. A iniciativa incluiu o VI Almoço da Confraria do Bucho Raiano, realizado a 13 de Fevereiro, no restaurante Robalo. No mesmo dia os colaboradores e amigos do Capeia Arraiana encontraram-se no Sabugal, na Casa do Castelo.
A Associação de Freguesias «Terras do Forcão» começou a tomar forma, com uma primeira reunião nos Fóios, juntando para além da junta anfitriã as de Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha, Alfaiates, Forcalhos, Lageosa, Malcata, Quadrazais, Soito e Vale de Espinho.
Na sequência dos Roteiros Gastronómicos, os restaurantes do concelho do Sabugal reuniram com a Câmara Municipal e propuseram acções de valorização e divulgação do concelho tendo por base os sabores que a região pode oferecer. A iniciativa que não teve qualquer seguimento.
Com as chuvas intensas a água da barragem do Sabugal subiu até à cota máxima, saindo pela descarga de superfície. Temeu-se o regresso das cheias ao rio Côa.

Março
O vereador socialista António Dionísio pediu a suspensão de funções, por problemas de saúde.
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, realizou, no dia 8, uma «Homenagem à Mulher da Guarda», através de uma cerimónia de distinção a mulheres do Distrito que se destacaram. Entre as homenageadas esteve Benedita Rito Dias, Presidente da Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito.
As Juntas de Freguesia de Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Rebolosa e Vilar Maior iniciaram os procedimentos para constituírem a «Associação de Freguesias Nordeste Sabugal».
O restaurante Adega Típica Quarta-feira, em Évora, propriedade do sabugalense José Dias, recebeu a Confraria do Bucho Raiano num almoço onde o Bucho rivalizou com ementas típicas do Alentejo.

AbrilAntónio Serrano
«O Capeia Arraiana vai passar a ser pago», titulámos no primeiro dia de Abril. Desenvolvendo: «A continuidade deste espaço vai obrigar a tomar uma decisão difícil mas necessária. A partir de amanhã o acesso aos conteúdos do Capeia Arraiana obrigam a inscrição e a pré-pagamento de uma mensalidade». Tratou-se de uma homenagem às mentiras, no dia delas, mas o post brincalhão fez com que muitos caíssem na esparrela e comentassem o facto, lamentando tão inusitada decisão.
O Sporting Clube do Sabugal fez história ao conseguir arrebatar a Taça de Honra da Associação de Futebol da Guarda, num jogo disputado com a equipa de Gouveia, que face ao empate final a duas bolas, obrigou à disputa por grandes penalidades.
A construção de um parque eólico junto à aldeia histórica de Sortelha, concelho do Sabugal, começou a gerar polémica entre os moradores, motivando uma petição on-line para tentar impedir a obra.
Em 17 de Abril realizou-se o 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano e dos seus confrades, seguido de um desfile de confrarias pelas ruas do Sabugal e do almoço do Bucho no Raihotel.
António Serrano, Ministro da Agricultura, foi ao Sabugal no dia 26 de Abril, onde presidiu às jornadas «Agricultura e Desenvolvimento Regional no Distrito da Guarda», realizadas no auditório municipal. Elegemos este evento como o acontecimento do ano.
O documentário «Há Tourada na Aldeia», filmado nas nossas terras pelo realizador Pedro Sena Nunes, foi um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». Também o documentário «Muito Além» do realizador Mário Gomes, rodado em Aldeia da Ponte, se estreou no Festival.
Na noite de 30 de Abril o edifício da Câmara Municipal do Sabugal foi assaltado. O cofre foi arrombado e dele retirados valores monetários. Equipas de investigadores da GNR foram ao local, mas não se conheceram os resultados da investigação.

Maio
José Diamantino dos Santos, fundador e director do Externato Secundário do Sabugal, foi homenageado postumamente, por ocasião do quarto encontro de antigos alunos e professores do colégio.
O Sporting do Sabugal venceu o jogo da última jornada mas não subiu de divisão. O Sabugal tinha de vencer o seu jogo e esperar que o Aguiar da Beira empatasse em Vila Nova de Tazem. Tal não aconteceu, assim se gorando a hipótese do Sabugal ascender aos campeonatos nacionais.
A equipa do Soito viveu a sua primeira época na 1ª divisão distrital, acabando na 12ª posição, garantindo o cumprimento do objectivo: manter-se na divisão principal.
O Executivo Municipal do Sabugal aprovou por unanimidade a proposta do presidente da Câmara de incluir mais dois vereadores na gestão política permanente da autarquia. Um dos vereadores escolhidos para as novas funções foi Ernesto Cunha, eleito pelo PSD, porém o outro nome, que teria de vir da oposição, demorou algum tempo a ser conhecido.
A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno no dia 29 de Maio, e os sabugalenses juntaram-se em Lisboa para conviver em clima de grande amizade.

Junho
José AlbanoQuinta-feira, 3 Junho, 20.45 horas – o Capeia Arraiana atingiu o 1.º milhão de visitas únicas, de acordo com o registo do Sitemeter. Para comemorar o blogue foi à Assembleia da República entrevistar os deputados eleitos pelo círculo eleitoral da Guarda, numa parceria com a Local Visão Tv da Guarda.
A 10 de Junho o Capeia Arraiana participou no 1.º Encontro de Bloggers em Trancoso, editando um artigo em directo, durante a nossa participação enquanto oradores. Fez-se um resumo da história deste espaço de informação e debateram-se ideias com os demais participantes.
José Albano Marques foi nomeado director do Centro Distrital da Segurança Social da Guarda, deixando o lugar de deputado pelo PS na Assembleia da República, onde foi substituído por Rita Miguel.
Joaquim Ricardo, foi a escolha do presidente da Câmara do Sabugal para ocupar o lugar de vereador em permanência que estava em falta, acumulando a vereação com o cargo de presidente do conselho de administração da Sabugal+. Soube-se a 16 Junho, sendo o facto tornado público pelo Capeia Arraiana. «Não há soluções perfeitas mas não tenho dúvidas de que esta é aquela que melhor traduz os interesses do Concelho», afirmou António Robalo, num comunicado acerca da decisão.
O vereador António Dionísio, cabeça-de-lista do Partido Socialista às eleições autárquicas de Outubro de 2009, divulgou um comunicado com esclarecimentos sobre uma participação que lhe foi movida no Tribunal Judicial do Sabugal por irregularidades no cumprimento da Lei Eleitoral, informando que a mesma fora arquivada por estar desprovida de fundamento.
Os três vereadores socialistas, António Dionísio, Luís Nunes e Sandra Fortuna, emitiram um comunicado de imprensa em resposta ao do Presidente do Município.
A 23 de Junho o vereador socialista António Dionísio, solicitou por carta enviada aos serviços camarários a suspensão do mandato.

Julho
O vereador Joaquim Ricardo, emitiu um comunicado, explicando as razões por que aceitou entender-se com o presidente da Câmara para formar uma nova maioria. «As negociações culminaram com o acordo para ocupar o lugar de vereador a tempo inteiro e o lugar de presidente do Conselho de Administração da Sabugal+, EM. O desafio não é fácil», concluiu Joaquim Ricardo.
A loja Portugal Rural foi inaugurada no bairro de Campo de Ourique, em Lisboa, com a presença do ministro da Agricultura, António Serrano, dos representantes da Pró-Raia, António Robalo e Elsa Fernandes e dos deputados pelo círculo da Guarda, Carlos Peixoto e João Prata.
A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, dias 3 e 4, na Praça Municipal do Soito. Houve concentração de cavaleiros, actuaram grupos musicais, e realizou-se uma corrida de toiros à portuguesa.
Os Vereadores eleitos pelo PS, tornaram pública a decisão de impugnar a eleição do conselho de administração da Sabugal+, presidido por Joaquim Ricardo, com o fundamento de que ele não poderia ter participado na sua própria eleição para o lugar, realizada na reunião de executivo do dia 16 de Junho.
O festival musical de Verão «Artes do Alto Côa» e a «Festa da Europa» no Sabugal dividiram-se entre a Praia Fluvial e o Largo do Rio Côa em frente ao Tribunal, tendo ocorrido durante vários dias.
O primeiro-ministro José Sócrates, acompanhado do ministro da Agricultura, António Serrano, inauguram no dia 21 de Julho, a mini-hídrica instalada na descarga do transvase da barragem do Sabugal para o Meimão. Após a cerimónia José Sócrates parou no Casteleiro para cumprimentar António José Marques, presidente da Junta de Freguesia.
A 27 de Julho foi publicada no Capeia Arraiana uma grande entrevista a António Robalo, presidente da câmara. Falou das dificuldades de governar sem maioria absoluta e do entendimento com o vereador Joaquim Ricardo para garantir a viabilidade nas votações. Falou também de outras grandes questões da actualidade e do futuro do concelho.

Agosto
Capeia Arraiana - SabugalA comissão política concelhia do Partido Socialista do Sabugal criticou severamente o projecto de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), considerando que o documento deixa o Sabugal «completamente à margem das dinâmicas de desenvolvimento».
Houve grande festa na Bendada, no dia 11. A aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.
As capeias aconteceram em toda a raia trazendo fazendo com que as aldeias revigorassem, enchendo-se de gente.
A edição de 2010 do Festival «Ó Forcão Rapazes», decorreu na Praça Municipal no Soito, que teve as bancadas repletas de aficionados.

Setembro
Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal do Sabugal, pela voz da vereadora Sandra Fortuna, contestaram o facto de não terem sido convidados a estar presentes na recepção oficial à Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação Social, Idália Moniz, que visitou o concelho no dia 21 de Agosto, por ocasião do Festival do Forcão, reclamando o cumprimento do estatuto da oposição.
O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença da Confraria do Bucho Raiano, que ocupou os três espaços disponíveis: restaurante, degustação de petiscos e artesanato. O presidente da Câmara do Sabugal António Robalo serviu bucho ao seu congénere de Lisboa, António Costa.
Victor Villadangos, um dos mais talentosos guitarristas argentinos da actualidade, deu um memorável concerto no Auditório Municipal do Sabugal no dia 10.
Uma selecção de bravos sabugalenses levou a capeia arraiana ao concelho de Tábua no distrito de Coimbra. No sábado à noite, 18 de Setembro, mais de 2500 pessoas assistiram embasbacadas no campo de futebol às investidas de dois toiros no forcão e ao jogo de pernas e de bem rabejar da malta de Alfaiates, Aldeia da Ponte e Soito.
O Partido Socialista, pela voz de Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia sabugalense do partido, atacou frontalmente a execução autárquica ao fim de quase um ano de mandato, defendendo que apenas se tem feito uma gestão corrente. A intervenção aconteceu na sessão da Assembleia Municipal de 24 de Setembro, que ficou ainda marcada pela intervenção do deputado Manuel Rito, que fez um aviso à navegação apontando qual o rumo certo a seguir.
A mesma Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, classificar a capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao forcão, como «património cultural imaterial de interesse municipal».

Outubro
O grupo do MPT na Assembleia Municipal do Sabugal, respondeu com um comunicado à intervenção dos socialistas na Assembleia, defendendo a honra do vereador eleito pelo MPT, que consideraram ter sido ofendido. Porém dois dos eleitos na lista do MPT, António Gata e Francisco Bárrios, esclareceram depois estarem em desacordo com o comunicado dos restantes deputados do MPT.
A 5 de Outubro os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou, com dignidade e qualidade, um programa comemorativo que destacou os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.
A sessão extraordinária da Assembleia Municipal do Sabugal, marcada para 29 de Outubro, foi boicotada pelos deputados do PSD que não compareceram à reunião assim a inviabilizando por falta de quórum. Na ordem do dia estava a análise e discussão do PROT-Centro.
A inviabilização da assembleia gerou um comunicado de imprensa assinado pelos deputados do PS, que acusaram os eleitos pelo PSD de não estarem interessados em defender os interesses do concelho.
O Grupo do PSD divulgou também um comunicado explicando a tomada de posição de não compareceram na sessão extraordinária da assembleia, cuja convocatória consideraram desadequada.

Novembro
Novembro foi o «Mês da Tradição e dos Sabores», com a realização de um conjunto de iniciativas tendo em vista a promoção da gastronomia e das tradições raianas.
No dia 13, cerca de 60 confrades e amigos do bucho raiano reuniram-se em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande, onde apreciaram a iguaria gastronómica.
No intuito de fomentar hábitos de leitura e de escrita, bem como preservar as tradições do território raiano do Concelho do Sabugal, foi instituído o «Prémio Literário Blogue Capeia Arraiana / Agrupamento de Escolas do Sabugal 2011».
O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, organizou uma reunião com autarcas do distrito para debater o PROT-Centro.
A vereadora socialista Sandra Fortuna defendeu em reunião do executivo municipal que a construção da estrada de ligação do Sabugal à A23 era uma obra utópica, cujos trabalhos deveriam parar imediatamente.
A Fanfarra Sacabuxa da Associação da Juventude Activa da Castanheira venceu a final do Concurso Nacional de Música da Fundação INATEL realizado no dia 20 de Novembro em Beja.
Realizou-se no dia 25 a tradicional Feira de Santa Catarina na Rebolosa, nesta edição com a presença da Confraria do Bucho Raiano.
A notícia relativa à proposta da imediata suspensão da obra da estrada Sabugal-A23, defendida pelos eleitos do PS no executivo municipal, levou a uma reacção do vereador Joaquim Ricardo que afirma nunca ter mudado de opinião nesta matéria, sendo frontalmente contra a continuidade da obra a expensas da Câmara

Dezembro
No dia 4 todos os caminhos foram dar a Ruivós, onde teve lugar a Rota das Adegas, que proporcionou a prova do vinho novo em 16 produtores locais.
O vereador Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, colocou à disposição o lugar de presidente do conselho de administração da empresa municipal Sabugal+, na sequência de pareceres da Associação Nacional de Municípios Portugueses e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro que colocam em questão a legalidade da sua eleição para o cargo. O executivo nomeou um novo conselho de administração, presidido por António Robalo mantendo-se os vogais Vítor Proença e Fernanda Cruz.
A Câmara Municipal do Sabugal não renovou o protocolo que mantinha com o Regimento de Engenharia de Espinho para a realização das obras da ligação do Alto do Espinhal ao nó de Belmonte da Auto-Estrada da Beira Interior (A23).
A Câmara Municipal do Sabugal e a Associação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal foram homenageadas durante a primeira Gala da Federação dos Bombeiros do Distrito da Guarda, que teve lugar em Folgosinho no dia 10 de Dezembro.
Comunicados da comissão política concelhia do Partido Socialista e do vereador Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, deram expressão pública à polémica criada com a demissão deste vereador da presidência da Sabugal+.
plb

A Assembleia Municipal do Sabugal aprovou, em sessão realizada ontem, dia 28 de Dezembro, o orçamento para 2011 e as grandes opções do plano, sem a presença do ex-presidente da Câmara, e agora deputado municipal Manuel Rito, que abandonou deliberadamente a sala durante a votação dos documentos, retomando seguidamente o seu lugar na assembleia.

A discordância para com a opção da Câmara de suspender as obras da ligação à auto-estrada A23, com reflexo no orçamento para 2011, que não prevê a afectação de verbas de vulto para com esta obra, terá levado Manuel Rito a abandonar a reunião de forma a não votar o documento, que foi aprovado pela maioria dos deputados.
O assunto foi de resto amplamente debatido no período «antes da ordem do dia», com vários membros da assembleia a pronunciarem-se contra e favor da continuidade das obras. Manuel Rito defendeu a ligação à A23, que considera essencial para o desenvolvimento do concelho, defendendo que a discussão acerca da execução ou não da obra não faz agora qualquer sentido, uma vez que a sua realização foi uma opção unânime da câmara.
Nuno Teixeira, deputado municipal e presidente da concelhia do PS, tomou a palavra para reafirmar a oposição dos socialistas à execução da obra, considerando acertada a decisão camarária de a suspender. Também Ramiro Matos, presidente da Assembleia, falando enquanto deputado, defendeu a suspensão da obra por considerar o traçado inadequado, afirmando ser necessário encontrar outras alternativas.
O presidente da Câmara, António Robalo, confirmou perante a assembleia a suspensão da obra, em decorrência da não renovação do protocolo assinado com o Regimento de Engenharia de Espinho, tal como o Capeia Arraiana noticiou no dia 9 de Dezembro. Disse porém defender a execução daquela ligação rodoviária e que irá lutar até ao final do seu mandato pela sua efectivação. O presidente informou ainda, em resposta à pergunta de um deputado, que até ao momento foram gastos na obra cerca de 1.200.000 euros.
plb

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda – o território do Côa, da Estrela e do Douro – soube da escolha durante a grande entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil da Guarda - Capeia Arraiana

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O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, é a «Personalidade do Ano 2010» para o Capeia Arraiana.
António José Santinho Pacheco nasceu em Setembro de 1951 na Vila Franca da Serra, no concelho de Gouveia. Logo a seguir ao 25 de Abril foi eleito deputado municipal e posteriormente presidente da Assembleia Municipal. Em 1979 assumiu a presidência de Junta de Freguesia de Vila Franca da Serra e de vereador da Câmara Municipal de Gouveia após a vitória de Alípio de Melo em 1982. Entre 1985 e 2001 (durante quatro mandatos) exerceu as funções de Presidente da Câmara Municipal de Gouveia. Em 2001 perdeu para Álvaro Amaro e foi vereador até 2005. No currículo regista ainda uma breve passagem pela Assembleia da República durante a VIII Legislatura (1999-2002) como deputado do Partido Socialista pelo Círculo Eleitoral da Guarda na Assembleia da República.
No dia 19 de Novembro de 2009 Santinho Pacheco foi nomeado pelo Conselho de Ministros, por proposta do ministro da Administração Interna, Rui Pereira, para Governador Civil do distrito da Guarda sucedendo no cargo a Maria do Carmo Borges.
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– Quando assumiu o cargo de Governador Civil declarou que a sua principal preocupação seria a batalha do desemprego. Um ano depois mantém essa prioridade?
– Absolutamente. Vivemos um ano extremamente complexo. Os maiores especialistas mundiais em economia ainda não conseguem dizer se a luz que se vê no final do túnel é o fim ou um novo túnel que aí vem. Admito que o Governo se tenha enganado nas previsões até porque na política, muitas vezes, enganamo-nos mas para um homem com a craveira do prof. Cavaco Silva se ter deixado enganar pelo governo já acredito menos. Por isso considero que houve um conjunto de fenómenos novos na economia mundial que levaram a que tudo fosse imprevisível mesmo no curtíssimo prazo. Quando declarei que a batalha do desemprego era fundamental num território como o nosso de baixa densidade populacional não previa que as dificuldades fossem tão grandes. Nós tivemos – eu próprio e muitos autarcas deste distrito – na sequência do clima psicológico que se criou à volta da crise de tentar segurar as empresas que estão abertas. Somos um país muito dependente das exportações e do mercado interno. Apesar do fecho da Delphi ainda vai havendo poder de compra na Guarda mas as pessoas já pensam muito em poupar. Tivemos de lutar pela salvaguarda de postos de trabalho. Os empresários sabem que tiveram aqui uma porta aberta para os ajudar, para ir a Lisboa aos ministérios defender os postos de trabalho. O fecho da Delphi na Guarda não teve nada a ver com a produtividade dos trabalhadores. Foi uma decisão tomada a nível mundial pela administração da empresa nos Estados Unidos. Ouvi o secretário de Estado da Economia perguntar – «Mas o que é que eles querem para não sair?» – e não houve resposta a essa questão. O aumento de produção em Castelo Branco é uma situação meramente transitória. Por outro lado a multinacional Dura Automotive, que esteve para se deslocalizar da Guarda, vai ampliar as instalações da fábrica em Vila Cortez do Mondego. Mas temos de ser claros e não fazer demagogia. Nós não temos um tecido económico dinâmico. Nós não temos um mundo empresarial com vontade de arriscar. O ministro da Economia disse – e o NERGA sabe disso – «Que projectos é que têm na Guarda que nós vamos aprová-los com prioridade?» Na verdade temos algumas dificuldades porque, actualmente, tirando dois casos todas as negociações em curso são com empresários de fora. Se fizermos uma radiografia mental dos nossos concelhos e retirarmos os funcionários públicos e os que trabalham nas IPSS’s a capacidade empresarial é mínima. Assim temos que bater a outras portas e na actual conjuntura sabemos que não somos os únicos. Não podemos desistir e devemos apostar em «coisas novas».
– E que «coisas novas»?
– Dou-lhe os exemplos dos sectores agro-industrial e das carnes que estão mal explorados no nosso distrito. O matadouro da Guarda – que até interessa bastante à gente do Sabugal – está em sub-aproveitamento, com dificuldades de tesouraria. Em vez de só matar e entregar a carne desmanchada devia ser criada uma estrutura que poderia transformar, embalar e comercializar com uma marca nossa. Há produtos agrícolas que podem e devem ser industrializados e certificados criando uma mais-valia com a criação de marcas. Nós não podemos andar distraídos com um sector industrializado forte com projectos feitos não sei por quem e continuamos a ignorar aquilo que é verdadeiramente nosso. Eu não me canso de dizer que o distrito deve ter os pés bem assentes na terra mas para isso temos de convencer os autarcas e fazê-los acreditar que o mundo rural do distrito da Guarda é, sem sombra de dúvida, o nosso petróleo. É uma riqueza que deixou de ser explorada. O repovoamento, ou pelo menos, o combate à desertificação do nosso distrito passa pelo mundo rural. O turismo não pode ser a panaceia de todos os nossos males. O turismo tem de ser algo de complementar a uma boa exploração rural, à gastronomia, ao artesanato…
– A Comissão Executiva criada pelo Governo Civil já elaborou o Plano Estratégico para o Desenvolvimento Rural do distrito da Guarda?
– Por vezes falamos de iniciativas onde nos faltam o capital ou os meios necessários mas quando falamos de desenvolvimento rural temos cá tudo. Até 31 de Dezembro vamos apresentar ao Ministério da Agricultura as primeiras propostas para o uso da terra. Não podemos continuar a permitir que as terras necessárias aos projectos para o mundo rural não estejam disponíveis. A propriedade tem um valor social e não apenas um valor patrimonial para o seu proprietário. As terras de quem não pode, não quer ou nem sequer cá está devem ser disponibilizadas recebendo em troca uma contrapartida. Há valores que estão acima do individualismo. Tal como é crime queimar uma nota de banco também sabemos que a floresta é uma riqueza de todos apesar de ter um dono. No nosso distrito há uma percentagem elevadíssima de propriedades que estão ao abandono e por isso temos de dar passos em frente e rapidamente para que o uso da terra e da criação do banco de terras com arrendamento rural ou outra fórmula que inclua os municípios ou as juntas de freguesia. Quando o Estado Novo criou a Colónia Agrícola Martim-Rei teve como objectivo o repovoamento do território e a criação de riqueza. Estou convencido que há pessoas nas áreas urbanas que aceitariam o desafio de vir para estas terras apostar na agricultura. Hoje uma grande percentagem do consumo faz-se através das grandes superfícies e, por isso, devemos investir numa bolsa de produtos de excelência que possam ser transaccionados por uma central distrital com uma marca certificadora. Precisamos de vender bem! O que é daqui ainda tem qualidade! As pessoas acreditam. As morcelas da Guarda, o bucho do Sabugal, as sardinhas de Trancoso, os queijos, as castanhas, a doçaria… estamos a desperdiçar uma riqueza que era fundamental para a fixação de pessoas e para que vivam mais e melhor. E falta falar da componente ambiental. Sem ocupação do território não há forma de travar os incêndios florestais. O combate aos fogos florestais custa todos os anos uma fortuna ao país. Mas chegamos sempre ao mesmo ponto. Tem de haver vontade política e em Portugal não tem havido vontade política para combater a interioridade.
(continua.)
jcl

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais na Internet porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Santinho Pacheco - Governador Civil Guarda - Capeia Arraiana

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Ao longo de 2010 homenageou as mulheres da Guarda, reuniu entidades para tratar da problemática da sinistralidade rodoviária, apoiou os pedidos de novos quartéis na Guarda para a PSP e GNR, opinou sobre os IC’s na Serra da Estrela, protocolou em conjunto com a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação os apoios às IPSS’s do distrito, apoiou a visita à Guarda durante uma semana dos oficiais do Instituto de Altos Estudos Militares, esteve em Vilar Formoso a receber os emigrantes com o programa «Verão Seguro», liderou o pacto de regime sobre as «desavenças» entre os municípios e a Águas do Zêzere e Côa, criou o dia distrital anual do tratorista reunindo centenas de agricultores em Pinhel, realizou o primeiro governo civil aberto na freguesia dos Fóios… Estas são algumas das muitas iniciativas que protagonizou no primeiro ano de Governador Civil…
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– Como reage a algumas críticas que consideram que vai havendo muitas iniciativas mas poucas conclusões?
– Não sou um calculista no exercício do cargo nem exerço as minhas competências com reservas. Normalmente os políticos quando ainda estão numa determinada idade têm medo de cometer erros ou deslizes e são muito politicamente correctos mas eu considero que no distrito da Guarda temos que ir além de dois ou três eventos anuais ou então perdemos visibilidade nacional. Entendo que é necessário levar a cabo um conjunto de acções com toda a franqueza e abertura independentemente de não atingir rapidamente resultados. Vou pegar no exemplo da reunião dos tractoristas em Pinhel. Podíamos ter reunido separadamente em todos os concelhos mas sei que as iniciativas passavam despercebidas aos olhos da comunicação social, do poder, da autoridade nacional de segurança rodoviária, da GNR e ao fim e ao cabo gastávamos muito mais do que concentrar toda a gente em Pinhel. Estiveram presentes 1500 tractoristas que sentiram o reconhecimento das autoridades e do povo anónimo. Foi muito importante reconhecer o contributo dos tractoristas para não deixar morrer a agricultura e até para evitar males maiores com incêndios. Podemos falar, também, sobre o centro de limpeza de neve. Sempre nevou na Guarda. Tem sido típico antes de falar no tema analisar todos os aspectos políticos da questão. É esse «tacticismo» que eu não tenho. Entendo que a Guarda merece um centro de limpeza próprio para não estar sempre a pedir favores às Estradas de Portugal, à Scutvias ou outra qualquer. Foi mais tarde do que as minhas previsões? Foi, sim senhor, mas vai concretizar-se. Outro exemplo. Tomei conhecimento em Salamanca com o Centro Superior de Educação Vial que coordena os cartazes, os sinais e as campanhas rodoviárias para toda a Espanha. Na primeira oportunidade propus ao senhor ministro a criação de um centro idêntico na Guarda com o apoio do IPG. O meu dever é lutar mesmo não sabendo se vou concretizar este desejo. Recentemente, após o grande nevão, entendi falar sobre as correntes para a neve. Há sinalética própria para essas situações. É só colocá-la e responsabilizar os automobilistas que não cumprirem. Sem problema nenhum. Não estou a medir consequências. Apenas estou preocupado em fazer. O único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever. Cumprir o dever é inovar, procurar concretizar as ideias e lutar até à exaustão pela sua concretização.
– A «interioridade» do distrito da Guarda é de extremos. O calor seco do Verão e os rigores da neve no Inverno. Acha que o poder central reconhece estas especificidades?
– Na generalidade dos distritos a Protecção Civil está preparada para o grande desafio dos fogos florestais e depois o Inverno é uma época de «pousio», de descanso para os bombeiros. Nós aqui não. Este ano houve fogos até final de Outubro e depois começamos a ter os primeiros nevões e geadas. A área dos nevões até é maior do que a dos incêndios. O concelho do Sabugal teve um dos nevões mais intensos de que há memória. O maciço central da Serra da Estrela, a Guarda, Manteigas, Aguiar da Beira, Trancoso e Seia e Gouveia tiveram neve durante vários dias. A necessidade de combater a desertificação do Interior devia ser estratégica a nível nacional. O país está perigosamente inclinado para o mar. Os problemas sociais que vemos nas áreas metropolitanas de cidades como Paris são muito graves e de um momento para o outro podem acontecer também em Portugal. É importante voltar a indireitar o país. Um distrito como a Guarda que elege apenas quatro deputados faz com que estas terras sejam esquecidas. Os dois partidos já foram herdeiros e já deram heranças e por isso são os dois responsáveis.
– Somos poucos mas temos excelentes recursos naturais como, por exemplo, a água…
– Exacto. Veja a questão da água. Os municípios afirmam que estão a ficar com prejuízos porque estamos a pagar a água muito mais cara. Só há uma maneira de resolver o problema e fazer justiça ao Interior. A Assembleia da República deve tabelar o preço da água como faz com a electricidade ou o cimento. O problema é que há prédios em Lisboa com mais habitantes do que muitas freguesias do distrito da Guarda. No mapa das 20 freguesias mais pequenas de Portugal há 11 no distrito da Guarda. Todos estes problemas do Interior deviam ser encarados quase como de salvação nacional. Devíamos substituir as politiquices. Não devemos ordenhar uma vaca quando esta não tem leite. Estamos a maltratar o animal. Na política é a mesma coisa. Devemos ser justos para distribuir o pouco que temos. Se fossemos verdadeiros a falar e não estivéssemos sempre com um discurso politicamente correcto para agradar aos nossos líderes. Dou-lhe outro exemplo. O meu último desafio aos autarcas foi no sentido de abrir uma oficina de turismo em Salamanca para promover o distrito da Guarda. O Governo Civil patrocina em colaboração com os 14 municípios. Mesmo que não seja possível uma candidatura não chega a dar um mês de renda a cada um. Na Rádio Altitude ouvi espanhóis na Feira Eco-Raia, em Salamanca, dizer que é mais fácil saber pormenores de Óbidos ou da Nazaré do que do nosso território. O distrito da Guarda está dividido em três regiões de turismo e por isso é muito difícil coordenar estas entidades todas. Temos de nos unir e trabalhar em conjunto. Estou a trilhar um caminho do qual já não há retorno e quero exercer o cargo de forma muito presente porque como já afirmei o único direito que o Governador Civil tem é cumprir o seu dever.
(Continua.)
jcl

O Capeia Arraiana elegeu António José Santinho Pacheco para «Personalidade do Ano 2010». O actual Governador Civil do distrito da Guarda soube da escolha durante a entrevista que nos concedeu na semana que antecedeu o Natal e sucede a António Robalo, eleito no ano passado. «Não tenho tempo para as redes sociais porque privilegio o contacto pessoal», disse-nos confirmando o que já todos pensam da sua personalidade. Pró-activo, irreverente, dinâmico e opinativo nunca recusa um convite mesmo que isso o faça marcar presença em dois ou três concelhos no mesmo dia, em qualquer dos sete dias da semana. Santinho Pacheco entendeu reescrever a partir da cidade mais alta a definição de Governador Civil nos «books» governamentais.

Adérito Tavares - Santinho Pacheco - António Robalo

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Todas as declaração nesta grande entrevista são importantes mas não resistimos a destacar parte de uma resposta de Santinho Pacheco: «O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que ali vá de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar.»
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– Tem sido alvo de várias homenagens e os cidadãos do distrito da Guarda começam a ver a figura do Governador Civil com outros olhos. Neste caso podemos dizer que é a pessoa que faz o cargo…
– Há uma ideia errada do que é o Governo Civil. O Governador Civil é nomeado pelo Conselho de Ministros e representa globalmente o Governo, ou seja, todos os ministérios. Esta representação obriga a um esforço muito grande do titular do cargo quando o quer exercer bem. Claro que é muito fácil receber um convite e responder que, por questões de agenda, não é possível estar presente ou enviar um representante. Eu gosto de estar presente e quando não vou fico triste. Vivo estas funções com o mesmo entusiasmo como quando fui a primeira vez para a Câmara de Gouveia. Independentemente de ter uma cor política as minhas competências não me permitem entrar em jogos partidária. Quando tomei posse afirmei com convicção que nunca admitirei que façam pouco de um presidente de câmara qualquer que seja o partido que o elegeu apesar de ter sentido na pele ser desautorizado só porque não era do partido que estava no Governo. Eu não acho que isso seja correcto. Quem é eleito tem a confiança das populações e merece respeito de todos os democratas. No distrito da Guarda o Governador Civil é visto como uma personalidade em fim de carreira política…
– … mas não é o seu caso…
– … Não. É o meu caso. Apenas estou preocupado em cumprir bem o meu papel. É o meu maior defeito. Sou incapaz de guardar na cabeça momentos menos bons. Posso ser objecto daquilo a que se costuma chamar uma sacanice mas no dia seguinte já esqueci tudo. Neste momento não quero pensar em mais nada. No protocolo de Estado um deputado ou um general estão acima do Governador Civil mas as populações sempre tiveram, no distrito da Guarda, um grande respeito pelo cargo. Desde 1976 que exerço cargos políticos e já conheci 11 ou 12 governadores civis, começando pelo Alberto Antunes, da Aldeia de Santo António do concelho do Sabugal, Marília Raimundo, Adriano Vasco Rodrigues (um cavalheiro, um senhor), Fernando Lopes, Fernando Cabral ou o dr. Lacerda. Todos tinham uma estilo muito pessoal e aprendi com eles todos. Tenho um grande orgulho no clima de amizade, de proximidade que durante este primeiro ano construí com todos os presidentes de câmara do distrito. Eu sei muito bem as dificuldades por que passam e que se estão a viver neste momento e devemos ajudar-nos uns aos outros. Quando as populações locais estão satisfeitas encaram o futuro com mais optimismo e o governador civil também tira partido desse clima positivo e favorável. A política de terra queimada nunca trouxe lucros a ninguém. A política pró-activa pelo engrandecimento de uma terra beneficia sempre os seus autores. Enganam-se todos aqueles que pensar ser no bota-abaixo que se tiram proveitos políticos.
– O Centenário da República foi bem tratado nos concelhos do distrito da Guarda?
– Em todos os concelhos do distrito houve uma dignidade muito grande nas cerimónias do Centenário da República. No Sabugal, em Gouveia, em Celorico e em todos os concelhos houve excelentes iniciativas. Aqui na Guarda «aconteceram» momentos incríveis. A Guarda foi verdadeiramente republicana.
– No passado mês de Agosto na capeia arraiana de Aldeia do Bispo afirmou com toda a convicção que o «Sabugal era uma nação». Porquê?
– O Sabugal foi a maior surpresa que eu tive desde que sou governador civil. O Sabugal surpreendeu-me pela capacidade e o querer das pessoas, pelas potencialidades do concelho e pelas perspectivas de futuro. No Sabugal nada é por acaso. O Sabugal surpreende qualquer pessoa que vá ali de espírito aberto. O que se passa no Sabugal durante o mês de Agosto é um fenómeno à escala europeia. O contraste entre o Sabugal do Inverno e o Sabugal do mês de Agosto mostra todas as potencialidades daquelas terras e temos obrigação de as saber aproveitar. É extraordinária a lição de amor à terra que nos é dada pelos emigrantes quer estejam em Lisboa, na França, na Suíça ou em qualquer outro lugar que vêm para ser mordomos, para gastar dinheiro naquelas festas que são na verdade únicas. E já disse algumas vezes: «Como é possível um homem andar toda a vida na política distrital, ter sido presidente da Câmara durante 20 anos, ter sido amigo de muitos presidentes de câmara do Sabugal – recordo-me de ter sido testemunha de um presidente que já faleceu e que era de outro partido que não o meu – e como é que nunca olhei com olhos de ver para as potencialidades daquele concelho.» Tenho a certeza que o Sabugal é uma terra com grande futuro na próxima década. Vai ser um concelho surpreendente.
– Tem tempo para a Internet e para as redes sociais?
– Não. Absolutamente. Eu lido directamente com as pessoas. Gosto de falar com todos mas no mundo real.
– O Capeia Arraiana elegeu-o como personalidade do ano 2010. Quer fazer algum comentário?
– É uma honra que me cria uma enorme responsabilidade. Quanto maior é a subida maior é o tombo. Procurarei ser fiel às razões que vos levaram a tomar essa decisão e não vos desiludir. Gosto de dizer que um dos meus objectivos na política é nunca desiludir aqueles que, por uma ou outra razão, e a maior parte das vezes por amizade têm alguma consideração e respeito por mim. Por isso aquilo que eu irei procurar, enquanto estiver no desempenho do cargo de governador civil é tudo fazer para no futuro me possam dizer: «Não nos desiludiu.» E gostaria de dirigir através do Capeia Arraiana uma saudação de Natal e Ano Novo a todos os que partilham este espaço. No distrito da Guarda partilhamos memórias comuns e respeitamos valores que nos unem e isso é que é a nossa força. Terras com história, povo com alma, o futuro é forçosamente o seu destino. A todos Boas Festas e vamos acreditar que 2011 vai ser um ano de mudança efectiva. Nestas terras sempre aprendemos o valor do dinheiro. O dinheiro que vem do suor do rosto das pessoas, daqueles que para terem dignidade tiveram de emigrar um dia. Eu que sou filho de emigrantes não esqueço nunca isso e acredito que tendo um nível de vida de acordo com as nossas possibilidades o país pode caminhar no rumo certo. Para este ciclo se completar é fundamental que a nível nacional tenhamos juízo relativamente a uma questão fulcral para o distrito da Guarda – o apoio à agricultura. O mundo rural precisa de sobreviver a esta crise.
jcl

Acontecimentos importantes para o concelho do Sabugal muitos foram durante o ano que agora finda. A nossa escolha para «Acontecimento do Ano 2010» recai nas «Jornadas do Mundo Rural» que decorreram no dia 26 de Abril no Auditório Municipal do Sabugal presididas por António Serrano, ministro da Agricultura, do desenvolvimento rural e das pescas e com a participação de cerca de três centenas de agricultores de todo o distrito. O Sabugal foi o local escolhido para o maior acontecimento do distrito da Guarda no ano que agora finda e que pretendeu recolocar o mundo rural e a agricultura dos territórios beirões no centro das atenções regionais e nacionais. O Capeia Arraiana está em condições de adiantar que o concelho do Sabugal vai integrar o projecto piloto do Plano Estratégico de Desenvolvimento Agrícola do Ministério da Agricultura.

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O maior acontecimento no distrito da Guarda foi, sem sombra de dúvidas, recolocar o mundo rural e a agricultura no centro das atenções regionais e nacionais. O ministro da Agricultura, António Serrano, viajou desde o Terreiro do Paço, em Lisboa, para incentivar os agricultores do distrito da Guarda a valorizar a ruralidade raiana e beirã sem ter vergonha de ser do mundo rural. A imitação das grandes cidades não tem sustentabilidade nem razão de ser nestes territórios que sempre produziram produtos agrícolas de excelência e agora têm as terras ao abandono vítimas de forte desertificação. Não se pede a ninguém que pratique uma agricultura de subsistência, pobre e violenta, que sacrificou as gerações que nos antecederam. A aposta passa por fazer a diferença com investimentos modernos em produtos de qualidade, certificados, produzidos, transformados e colocados directamente no consumidor final. Os objectivos são ambiciosos mas «falta pouca coisa». Apenas «falta» empreendedorismo porque os apoios locais e nacionais parecem estar disponíveis.
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Questionado pelo semanário «Nova Guarda» durante as Jornadas de Reflexão sobre o Mundo Rural o ministro António Serrano justificou a escolha do Sabugal: «Há uma vontade muito forte de reconstruir e desenvolver este território e quisemos fazer aqui estas jornadas de reflexão sobre o futuro deste concelho e do distrito da Guarda no domínio da agricultura e do desenvolvimento rural. Precisamos discutir em conjunto – municípios, governo civil, associações, sociedade civil – uma estratégia comum. Não pode ser cada a fazê-lo por sua iniciativa de forma isolada e descoordenada.» O ministro aproveitou para anunciar a criação de um grupo de trabalho distrital com a missão de ser promovido um plano de desenvolvimento do distrito a médio prazo.
«A agricultura é um sector estratégico para o desenvolvimento sustentado de Portugal. A agricultura tem uma valência fundamental na criação de emprego e é uma oportunidade nacional para combater a crise económica em que mergulhou todo o mundo. Precisamos de uma nova agricultura e de gente nova para implementar novas práticas agrícolas numa lógica de desenvolvimento rural. Muita gente saiu deste concelho (Sabugal) e desta região e necessitamos de redefinir o que podemos fazer, em conjunto, no domínio das novas culturas, da produção animal e florestal. A agricultura não é fonte de problemas, a agricultura é parte da solução e eu acho que esta é a consciência cívica que todos devemos assumir reconhecendo o contributo que os agricultores dão a toda a sociedade. Se os consumidores optassem pela compra de produtos nacionais estavam a ajudar a agricultura portuguesa e a criar condições para que recupere o papel que já teve no passado», afirmou, ainda, o ministro da Agricultura António Serrano.
O concelho do Sabugal é um dos concelhos escolhidos para o projecto piloto do Ministério da Agricultura. Santinho Pacheco em declarações ao Capeia Arraiana adiantou que o Ministro da Agricultura está verdadeiramente interessado em que este plano estratégico de desenvolvimento agrícola dê resultado. «No plano que vamos apresentar até ao final do ano – e se não for possível todos – vamos indicar três ou quatro concelhos com grandes potencialidades agrícolas para que sejam considerados municípios piloto para aplicar um conjunto de princípios que, no nosso entender, vão inverter por completo as ideias sobre o mundo rural e o seu desenvolvimento. A aposta no concelho do Sabugal, com uma grande diversidade muito grande, seria na área da pecuária (pequenos ruminantes e gado vacum); em Figueira de Castelo Rodrigo nas amendoeiras, olival, vinhas e ligação ao Douro; no concelho da Guarda ou eventualmente de Celorico da Beira têm o parque natural da Serra da Estrela, o queijo da Serra e áreas de minifúndio. Levaremos com espírito aberto ao senhor Ministro.» Como nota final defendeu que «a zona da Raia pode ser no presente o que o Alentejo foi no século passado onde todos queriam ter um monte».

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Prémio Capeia Arraiana 2010
CÂMARA MUNICIPAL E ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL – O «Prémio Capeia Arraiana 2010» vai para a Câmara Municipal e para a Assembleia Municipal do Sabugal.
Em Maio o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, informava que «a candidatura da capeia arraiana está em fase de preparação por parte da Câmara, através da empresa municipal Sabugal+ que tem feito recolhas de vídeos, de textos, de testemunhos orais, fotográficos e escritos alusivos à capeia arraiana para apresentar a candidatura ao Instituto dos Museus e da Conservação que, depois de aceite, dará conhecimento à UNESCO».
Reunidos no dia 24 de Setembro de 2010 os membros da Assembleia Municipal deliberaram, por unanimidade, classificar a capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao forcão, como «património cultural imaterial de interesse municipal».
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Destaque Capeia Arraiana 2010
COMISSÃO DO CENTENÁRIO – O «Destaque Capeia Arraiana 2010» vai para a Comissão do Centenário da República presidida pelo prof. Adérito Tavares.
5 de Outubro de 1910. 5 de Outubro de 2010. Os 100 anos da República foram assinalados com pompa e circunstância no concelho do Sabugal. A Comissão do Centenário, presidida por Adérito Tavares, preparou com muita dignidade – e qualidade – um programa comemorativo que destaca os valores republicanos da educação, liberdade, igualdade e justiça para todos.
A sessão solene das comemorações do Centenário da Implantação da República no concelho do Sabugal, no dia 5 de Outubro de 2010, teve lugar no Auditório Municipal. A mesa foi constituída por António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, por Santinho Pacheco, governador civil da Guarda, por Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, por Adérito Tavares, presidente da Comissão Municipal para as Comemorações e por Jaime Vieira, igualmente da Comissão Municipal.
«Não há democracia sem liberdade. Não há liberdade sem educação.»
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jcl

Um Bom Natal Espiritual e, um Bom Ano de 2011 (embora saibamos que não vai ser um ano de tranquilidade e normalidade) para si querido leitor(a), também para si colaborador(a) do Capeia Arraiana. Como não podia deixar de ser, igualmente para vós administradores deste blogue, Leitão e Carlos Lages. Este desejo de Bom Natal é sério e do fundo do coração. Agora vamos então ao humor. Fica mal fazer um pouco de humor nesta quadra? Pior fica a publicidade que a diário a televisão nos afasta do que é o espírito natalício e, toda a gente consome e cala.

António EmidioUm feliz Natal para todos os poderosos mercados, que são os bancos, as grandes superfícies, as grandes fortunas e as poderosas famílias reinantes.
Um feliz Natal para si senhor Dominique Strauss-Khan e, também para o seu Fundo Monetário Internacional. Que o menino Jesus lhe dê saúde para continuar a roubar à vontade os mais pobres e necessitados.
Um feliz Natal para si senhora Merkel e, para essa sua aridez intelectual e cultural, que o menino Jesus a ajude a engrandecer a Alemanha à custa dos outros países europeus, com Portugal, Grécia, Irlanda e, outros.
Um feliz Natal para si micronapoleãozinho, ou seja, senhor Sarkozy. Tenho a impressão que o povo francês lhe tem preparado um lindo enterro…
Um feliz Natal para si senhor Obama, que o menino Jesus o aconselhe sobre o país que deve invadir, e que depois ajude os seus exércitos nas matanças de inocentes.
Um feliz Natal para o nosso ilustre e «socialista» primeiro-ministro, senhor engenheiro José Sócrates. Também um feliz Natal para o nosso Presidente da República, professor Aníbal Cavaco Silva, que o menino Jesus os continue a iluminar, porque até ao presente conseguiram fazer deste País, um País próspero e rico. Que o digam as classes médias, as classes populares, os pobres e os desempregados.
Um feliz Natal para o senhor Durão Barroso, que o menino Jesus o continue a orientar como até agora o tem feito, nesse espinhoso trabalho que é ser Presidente da Comissão Europeia e, nem sempre reconhecido, alguns dos seus parceiros em Bruxelas chamam-lhe o “Camaleão”, uma cambada de invejosos… Acredito que quando voltar a Portugal o menino Jesus o ajudará a entrar em Belém.
Um feliz Natal para o senhor Passos Coelho, ilustre líder da oposição. Já sei que tem aprendido muito com o senhor primeiro-ministro, continue que está no bom caminho!
Um feliz Natal para sua Santidade o Papa Bento XVI. Santidade! Quando for despachar com Deus, ao gabinete deste, peça por toda esta gente, bem merecem, sem eles o Mundo seria uma barbárie.
Finalmente menino Jesus, ilumina essas cabeças ocas que aceitam todo este estado de coisas, faz deles uns radicais, ou seja, repudiem de raiz esta situação devastadora e desumana que actualmente vivemos, que alguns não andem sempre a falar em eleições, não que com elas esses mesmos queiram mudar alguma coisa, simplesmente querem fazer delas instrumento de novas filhas de putice e privilégios para eles. É difícil não é? Eu sei, mas para isso existem os milagres.
Agora é que é mesmo para terminar! Desculpem lá… Nas próximas eleições autárquicas aqui no meu Conselho, por favor menino Jesus! Que eu nunca mais saiba que algum dos candidatos assistiu à missinha dominical numa das muitas igrejas que por aqui existem, e que depois no adro dessa mesma igreja, cumprimentou toda a gente num estilo Alberto João Jardim. Mete lá na cabeça dessa gente que estamos no século XXI, já não estamos no Concelho do Estado Novo dos anos quarenta do século passado, e que a religião é uma fonte de consolo e esperança da alma humana, nunca um instrumento eleitoral.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Desde as antigas civilizações da Mesopotâmia e do Egipto até há poucas décadas, que o arado foi o mais importante instrumento do trabalho agrícola. Falamos do arado de madeira, com um bico de ferro frente, que era puxado por animais e com o qual se revolvia a terra para se fazer a sementeira.

O arado era basicamente constituído pelo timão (também chamado temão e tamão), que era o pau comprido que o ligava ao gado; a chavelha, que era a recrava que segurava o timão à canga; a rabiça, à qual o lavrador deitava a mão para o manejar; o dente, que era o pau que sulcava a terra; a relha, que era a ponta de ferro que encaixava no dente, as avecas, que afastavam a terra formando o rego e o teiró, que era o pedaço de madeira que ligava o dente ao timão.
Há vários tipos de arados, que fundamentalmente se dividem em três, tendo em conta a forma do timão: o arado radial, em que o timão é direito e liga-se ao ângulo formado entre a rabiça e o dente; o arado de garganta, em que o timão é muito curvo; e o arado quadrangular, em que o timão é direito e liga-se à rabiça.
O arado radial, o mais simples de todos, de origem celta, é o arado das terras altas de Portugal e foi também o usado pelos lavradores de Riba Côa. Era com este instrumento que o lavrador garantia o amanho das terras e dava a jeira quando ira trabalhar nas terras dos outros. Puxado pela possante junta das vacas, o arado sulcava horas a fio, e em dias sucessivos, as terras de cultivo. Desde logo as terras centeeiras, também designadas por tapadas, muitas vezes de grande extensão, onde a resistência dos animais e do lavrador eram postas à prova.
Nem todas as vacas eram capazes dessa grande proeza de andarem de sol a sol jungidas a puxarem o arado. Por norma isso era tarefa das vacas jarmelistas, que o povo chamava marelas, que eram por excelência animais de trabalho, com uma força e uma resistência impressionantes.
A mecanização da lavoura fez desaparecer os arados que hoje são apenas peças de museu.
Paulo Leitão Batista

A fotografia que acompanha esta crónica foi tirada em meados da década de 1970, talvez em 1975, na Fonte da Praça no Sabugal.

Chafariz da Praça -Sabugal

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Trata-se de uma fotografia do Chafariz da Praça, no Sabugal, num dia de neve, ao anoitecer.
Como se pode verificar nesta época existiam três árvores, junto ao Chafariz. Hoje só já existem duas.
As casas que se vêm na imagem, de frente, já não existem. Actualmente existe no local das casas um estabelecimento comercial que vende roupa. Durante anos foi ali o estabelecimento do sr. Albertino, que era uma espécie de papelaria, mas também vendia electrodomésticos.
As casas que se encontram no lado direito ainda existem. Encontram-se naquela rua que desce para o Largo onde se encontram, actualmente, os Correios e existiu (durante muitos anos) a Farmácia Lucinda Moreira.
O Chafariz da Praça é que está na mesma. Segundo me disseram há quem o conheça pela Fonte Redonda.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

O general francês Gardanne viveu um autêntico pesadelo em Portugal, quando atravessou a fronteira com o objectivo de entrar em contacto com as tropas de Massena, que estava no Ribatejo. Enfrentando uma hostilidade sem limites, o general passou com as suas tropas pelo Sabugal, na rota de ida e na de regresso.

Há duzentos anos, por este tempo, em Dezembro de 1810, as tropas da terceira invasão francesa, comandadas por Massena, estavam agrupadas em redor de Santarém, esperando reforços. Os soldados viviam da pilhagem e cometiam toda a espécie de atrocidades contra os habitantes que procuravam esconder-se dos invasores, vivendo em constante sobressalto.
O Sabugal, que estivera no percurso da invasão, continuou a ser local de passagem de tropas. Massena decidira enviar ao Imperador o general Foy, para lhe dar conta dos acontecimentos e lhe pedir instruções. O Sabugal esteve na rota deste general (de que falaremos mais tarde).
Outro comandante francês que passou pelo Sabugal foi o general Gardanne, que consta ter ali dormido uma noite. É precisamente da desventura deste general na terceira invasão que iremos seguidamente falar.
Charles Mathieu Gardanne, nasceu em Marselha em 1766. Entrou muito novo para o exército, tendo sido promovido a tenente de cavalaria aos 26 anos e a capitão um ano depois. Comandou esquadrões e regimentos de cavalaria, tendo-se notabilizado em combate. O seu alto mérito militar levou-o a ser chamado para ajudante-de-campo de Napoleão Bonaparte.
Para além de militar distinguiu-se como diplomata, ao ser enviado por Napoleão ao Irão, em 1807, como ministro plenipotenciário, para pedir o apoio do Xá da Pérsia à causa da França contra a Rússia e a Inglaterra. Após a missão diplomática o general retornou a França, em 1809, e o Imperador concedeu-lhe o título de conde do Império. De seguida enviou-o, como general de Brigada, para Espanha. Aí integrou o 9º corpo do exército francês, comandado pelo General Drouet, conde d’Erlon, que, instalado em Salamanca, deu a Gardanne o comando de uma brigada que serviu de cabeça de coluna ao seu movimento em direcção a Portugal, a fim de apoiar o exército de Massena.
O general Foy, enviado por Massena a Paris, passou por Ciudad Rodrigo, onde se encontrou com Gardanne e lhe pediu que cumprisse quanto antes a missão de entrar em Portugal e se juntar às tropas franceses. Para tanto deixou-lhe como guia o capitão de engenharia Boucherat, que conhecia bem os caminhos de Portugal.
Gardanne entrou por Almeida, no dia 13 de Novembro, à frente de uma coluna com quatro mil homens, levando o general Silveira a levantar o cerco que as suas milícias faziam à praça, em poder dos franceses. Os invasores perseguiram as milícias e atacaram-nas perto de Pinhel, infligindo-lhe grandes baixas.
Mas como o propósito de Gardanne era ir ao encontro de Massena levando-lhe homens, cavalos e munições, procurou o caminho mais directo e seguiu a linha do Côa para montante, atingindo o Sabugal, onde se instalou. Arrancou desta vila raiana a 20 de Novembro, passando por Sortelha, Capinha, Fatela, Valverde, chegando ao Fundão no dia 22 de Novembro. Nas imediações do Fundão foi alvo de emboscadas por parte das milícias de Trant, que atacaram constantemente a coluna, provocando-lhe baixas. Gardanne continuou porém a sua rota para sul, seguindo em marchas rápidas por um território extremamente hostil, infestado de milícias e ordenanças portuguesas que o atacavam a todo o instante.
A 25 de Novembro, estava em Cardigos, a um dia de Punhete (Constância). A 26 avançou nessa direcção para entrar em contacto com os postos franceses que ocupavam a margem esquerda do rio Zêzere. Porém, já a pouca distância destes recebeu informações por parte de um alegado espião francês, que lhe indicou que a ponte sobre o Zêzere estava destruída e os franceses tinham retirado, sendo vigorosamente perseguidos pelos ingleses.
Estas informações, que eram totalmente falsas, provocaram o pânico em Gardanne, que pensou estar prestar a cair numa armadilha e retirou de forma precipitada e desorganizada, vivendo então uma aventura dramática, deixando para trás muitos soldados. A 29 de Novembro estava em Penamacor, de onde enviou emissários ao general Drouet, indicando-lhe que retirava. Foi com a sua brigada completamente extenuada e em estado deplorável que Gardanne voltou a passar no Sabugal e Alfaiates, com a pressa de atingir a fronteira e juntar-se às restantes tropas do 9º corpo.
Já em Espanha o general Drouet juntou a coluna recém-chegada à sua primeira divisão, cujo comando entregou a Gardanne, que voltou a avançar para Portugal por Celorico e ponte de Mucela, atingindo a 26 de Dezembro, o exército de Massena.
A reputação de Gardanne nunca mais seria a mesma, o fracasso da sua primeira manobra em Portugal e as circunstâncias caricatas da sua retirada, quando estava a poucos quilómetros das linhas franceses, foram motivo de troça por parte de franceses e aliados, assim se desprestigiando um general que já dera noutras ocasiões provas de valentia e de sabedoria.
Paulo Leitão Batista

TIMOR LESTE – DILI – Já que estamos na época natalicia aproveito para enviar estes presépios de Dili para verem como aqui na terra do sol nascente em vez de se gastar milhares em iluminações de Natal se incentiva a população de cada rua, de cada bairro a fazerem os seus presépios para depois serem apreciados por todos. De Timor Leste envio votos de um Santo Natal e um Ano Novo cheio de coisas boas para todos os colaboradores e visitantes do Capeia Arraiana.

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Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
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Remetente: José Bispo

A fogueira (ou madeiro) de Natal é uma tradição muito antiga, que felizmente teima em persistir nas aldeias beiroas, incluindo as da raia sabugalense.

Nos dias que antecedem a noite de Natal, os jovens da freguesia juntam-se e partem em grupo, montados em tractores (antigamente era em carros de vacas) em busca de «tocos» para a fogueira. Toda a madeira serve, seja pinho, carvalho ou castanheiro, assim como se aproveita toda a espécie de mato, sejam giestas, tojos ou piornos. A escolha do local para a recolha da lenha é livre, pois não há quem se oponha à «pilhagem» na sua propriedade, uma vez que é para aquecer o Menino, e será pecado colocar oposição à recolha de lenha para esse efeito. Quem quiser evitar que os bons tocos de carvalho lhe saíam do curral ou de alguma propriedade, arrecada-os de véspera, de portas a dentro.
Aos poucos a carambola de troncos e de mato cresce no centro do adro ou do maior largo da aldeia, atingindo por vezes a altura dos telhados, o que, quando sucede, é motivo de orgulho para a rapaziada e para a população. À meia-noite, hora em que pela tradição nasceu o Menino Jesus, o sino do campanário repica de alegria e os mordomos pegam fogo ao monte de troncos, que rapidamente larga altas labaredas, fazendo arredar o povo que se aproximou.
Todos têm a obrigação de passar pelo madeiro, onde se aquecem por instantes, comentam a dimensão da fogueira e falam de peripécias de outro tempo. Depois rodam para a missa do galo e depois refugiam-se em casa, porque a noite está normalmente gélida. Muitos porém não arredam do braseiro e, ao desafio, batem com mocas nos tocos incandescentes, fazendo largar faúlhas, ou «castelhanas». Ali se medem forças pela noite dentro, até que alguém deita uma chouriça ou um pedaço de carne da matança para o borralho do lume. O convívio ganha novo interesse quando os rapazes comem o petisco, regado com bom vinho, ali de mantendo até ao nascer da manhã, hora em que os mais resistentes abandonam a fogueira e se dirigem a casa.
A boa fogueira tem que durar vários dias e, se tem bons tocos de castanheiro, deve aguentar o braseiro até à noite de Ano Novo, o que, sucedendo, é motivo de grande orgulho para a rapaziada que esse ano se encarregou de garantir a tradição da fogueira de Natal.
O madeiro e um costume antigo que teima em persistir nas aldeias, o que se espera que aconteça por muitos anos.
plb

Em Penamacor os rapazes e raparigas com 20 anos de idade juntam-se para ir buscar lenha para o maior madeiro de Portugal.

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jcl

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDesejo à Capeia, a todos os colaboradores, leitores e simpatizantes Boas Festas na Paz e Esperança do Menino do Presépio.

NATAL, NOEL, CHRISTMAS

Nasce o Menino
Nos corações.
Mas não em todos…

O mundo passa ao lado
Na corrida para as lojas
Para os brinquedos
Para as prendas.

O principal fica ali
Nas palhinhas do presépio
No bafejar do jumento
Num começo de era
De épocas longínquas.

O Menino fica ali
Entregue à solidão
De uma vida agitada
A mais de dois mil anos vivida
Guerreada
Mas não repartida
Ou no amor partilhada!

O Menino fica ali
À tua espera
Como de um sonho
Sonhado,
Só sonhado.

O Menino fica só
Entre multidões famintas
De Amor
De calor…

Fica ali à espera
Do vazio dos homens
Da indiferença dos políticos
Da fúria dos guerrilheiros
Da fraternidade aos famintos
Do carinho aos idosos.

O Menino que nasceu para ti
Continua só
Porque se recuperam vinganças
Porque se repartem ameaças
Não se esquecem ódios
Não se redobram esperanças.

Então, vê nesse Menino
O Sol que torna a sorrir
A Luz que volta a brilhar
Perdoa, tolera e aprende a Amar.
(Poema do livro «Arco-íris», 2005)

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Madeiro de Natal em Ruivós - Sabugal
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Data: 20 de Dezembro de 2010.
Local: Largo da Igreja, Ruivós, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Antigamente o brio de acarranjar a lenha para a fogueira do Natal pertencia aos rapazes solteiros. Agora a responsabilidade de apresentar as giestas e os tocos pertence a todos. Em Ruivós está tudo a ser preparado para aquecer o menino na noite de consoada.
jcl

No dia 18 de Dezembro, pelas oito horas da manhã, cumpriu-se mais uma vez a tradição de ir buscar o Madeiro na Lageosa da Raia.

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Equipados com gorros de Pai Natal oferecidos pelos Mordomos da Capeia 2011, os «patatucos» presentes partiram para o campo para trazer para o adro da igreja a lenha que na noite de consoada vai aquecer todos os que ali se deslocarem.
Estiveram presentes mais de 40 homens que, com dez tractores, transportaram toda a lenha em várias viagens. A meio da manhã fez-se uma pausa para o pequeno almoço, no Parque de Merendas da Freguesia.
Depois de concluír o trabalho, a comitiva rumou a Aldeia Velha, onde se saboreou um farto e apetitoso almoço.
Os Mordomos agradecem a todos os que directa ou indirectamente colaboraram e convidam todos os «patatucos» a estar presentes no Madeiro, onde não faltará certamente animação!
André Caria

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, divulgou, em vídeo e por escrito, mensagens de Natal e Ano Novo, dirigida aos munícipes, que a seguir reproduzimos.

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«Saibamos todos, neste tempo de preparação para um Ano Novo, rejuvenescer e acreditar que é possível ser melhor e fazer mais pela nossa Terra!
Estamos a viver mais uma época da Festa da Família e da Solidariedade entre todos os Homens. Uma época em que, para além da natural alegria pela proximidade, ou da tristeza pela ausência forçada de alguns dos nossos mais queridos, deve também servir para uma reflexão individual e colectiva sobre um conjunto de valores que importa transportar para a nossa vivência diária como sabugalenses e agentes da promoção e valorização das nossas terras, do nosso Concelho.
Ao festejar o Natal e a sua simbologia de amor, fraternidade e solidariedade – devemos, igualmente, reflectir sobre a forma de, cada um de nós, e todos nós, contribuirmos para alterar o rumo daquilo que, tantas vezes, nos choca no dia a dia das nossas vidas e das vidas dos outros. A nossa felicidade nunca será possível enquanto ao nosso lado houver infelicidade, e principalmente, enquanto nada fizermos para ajudar os mais desprotegidos.
Temos, por isso, a obrigação de tudo fazer, enquanto responsáveis pelos destinos do nosso Concelho, de continuar a lutar com determinação e coragem para que as nossas crianças sejam mais felizes; para que os nossos idosos tenham ajuda e protecção; para que os deficientes sintam a total integração e apoio continuados; para que as famílias sem habitação condigna possam acreditar e “sonhar” com uma nova vida; para que os jovens se preparem com rigor e confiança para o futuro.
É esta reflexão, é este desafio para o Novo Ano que gostaria de lançar a todos os cidadãos que respiram este concelho e a todos aqueles, que mesmo “não vivendo diariamente O Concelho” o sentem na ausência e no imaginário. Falo daqueles que amando muito a sua Terra Natal não a podem viver por dentro das suas tradições do calor das fogueiras e das ceias de Natal, falo dos emigrantes, dos doentes e dos ausentes pela saúde, ou pelo trabalho. Deixo a todos um voto muito sincero de um Santo Natal e de um Novo Ano repleto de paz, saúde, êxitos pessoais e colectivos.
Da minha parte e de todos os funcionários e colaboradores da Autarquia, acreditem que tudo vamos fazer para que em 2011 o nosso concelho seja mais solidário, mais empreendedor, mais atractivo, mais acolhedor.»
António dos Santos Robalo
(Presidente da Câmara Municipal de Sabugal)

A partir do final da década de 1950, no auge da Guerra Fria, as duas super-potências da altura, EUA e URSS, começaram a competir pela conquista do espaço.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaA União Soviética conseguiu colocar o primeiro homem em órbita (Yuri Gagarin) no ano de 1961 e os norte-americanos foram os primeiros a andar na lua, com a missão Apollo 11. A partir daí a exploração do Espaço continuou, mas já não havia uma corrida por objectivos propriamente dita.
Foi neste contexto que surge a missão Apollo 13, em 1970. Aquela que seria a terceira missão a levar astronautas dos EUA a pisar solo lunar, mas que devido a problemas técnicos acabou por resultar numa missão arriscada que terminou com a tripulação salva depois de vários dias atribulados. O episódio histórico foi filmado por Ron Howard em 1995, com base num livro da autoria de Jeffrey Kluger e Jim Lovell, sendo este um dos três astronautas envolvidos na missão.
Com um bom elenco, composto por nomes como Tom Hanks, Ed Harris, Bill Paxton, Kevin Bacon ou Gary Sinise, «Apollo 13» foi mesmo nomeado para vários Óscares, incluindo Melhor Filme. Mas este é daqueles casos em que tantas nomeações não se justificam. Apesar dos meios envolvidos, e da própria reconstrução histórica dos
acontecimentos estar bem feita, a missão lunar apresentada por Ron Howard é um pouco insossa. Tem demasiados pormenores técnicos que nos deixam um pouco
atarantados a meio do filme. O excesso de nomeações talvez se deva ao facto de ser uma história ao agrado do mainstream e pelo regresso de Tom Hanks a uma personagem ligada à História dos EUA. Recorde-se que um ano antes tinha sido o ano de «Forrest Gump».
Apollo 13E se Tom Hanks é um bom actor, em filmes que requerem uma boa dose de ansiedade, como é o caso deste, quase que poderíamos dizer que não foi talhado para estes papéis.
Talvez por isso tenham falhado as cenas de suspense, que não nos conseguem agarrar e ficar na expectativa do que vai acontecer a seguir. Isso só se nota no final, quando os astronautas estão a chegar à Terra e vamos vendo as reacções de todos os secundários, incluindo um filho de Jim Lovell que nunca tinha aparecido em todo o filme, enquanto aguardamos resposta do módulo lunar.
O resultado final deste épico espacial acaba por ser um típico filme de Howard.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Município do Sabugal decidiu renovar o protocolo que mantém com a Associação Sócio-Terapêutica de Almeida (ASTA), relativo a três jovens portadores de deficiência que frequentam a instituição sedeada na Cabreira do Côa.

ASTAO protocolo existente tem assegurado a integração dos utentes, que recebem o devido apoio da instituição, cujo experiência está suficientemente comprovada pelo já longo historial e reconhecimento público que lhe vem sendo conferido.
Um dos jovens é do Peroficós e desloca-se diariamente para a instituição, de onde dista poucos quilómetros. Os outros dois jovens são da Abitureira e de Malcata, pelo que, sendo mais longe, a deslocação é feita semanalmente. As despesas com as viagens são suportadas pela Câmara Municipal do Sabugal, nos termos do protocolo celebrado.
A ASTA é uma das associações de apoio terapêutico mais reconhecidas a nível nacional, tendo recebido inúmeros prémios e notas de louvor pelo excelente trabalho que vem desenvolvendo. Muitas pessoas ligadas ao concelho do Sabugal participam com trabalho voluntário nas actividades da associação e apoiam a s suas iniciativas.
Para além do apoio terapêutico e educacional aos deficientes, a associação desenvolve iniciativas de carácter cultural e social, sempre em interacção com a comunidade em que se integra, o que tem contribuído decisivamente para o largo prestigio que acumulou.
plb

O presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, Ramiro Manuel Lopes de Matos, convocou uma sessão ordinária da Assembleia Municipal para o dia 28 de Dezembro, pelas 20.15 horas, no Auditório do Sabugal.

Brasão Câmara Municipal SabugalA sessão da assembleia realiza-se desta vez a uma terça-feira, tendo lugar, como é hábito, no Auditório Municipal do Sabugal.
Transcrevemos, a «Ordem de Trabalhos» que seguiu para os deputados municipais:
«Antes da Ordem do Dia:
1- Discussão e votação da acta da Sessão Ordinária realizada no dia 24/09/2010;
2- Expediente;
3- Assuntos Diversos.
Ordem do Dia:
1- Aprovação das Grandes Opções do Plano para 2011/2014 e Orçamento para 2011;
2- Regulamento de Apoios Sociais;
3- Discussão e votação da adesão na Associação de Desenvolvimento Local – Territórios do Côa, Associação de Desenvolvimento Regional e respectivos Estatutos;
4- Aprovação da alteração ao PDM, que visa conceber a Zona de Localização Empresarial do Sabugal, a localizar no Alto do Espinhal;
5- Regulamento para Cargos de Direcção Intermédia de 3º e 4º grau;
6- Actividade Municipal.
Período de intervenção do Público.»
plb.

Para o Governador Santinho Pacheco o «Distrito da Guarda é o distrito do Côa, da Estrela e do Douro». Representações da Beira Interior Norte, do Douro Superior e Diputación de Salamanca uniram-se para a primeira Eco-Raia. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Porque é Natal…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Neste período de festas, onde as pessoas, as que o podem fazer, se reúnem em família, não posso deixar de desejar a todos os que me lêem as maiores felicidades.
Mas não posso também deixar passar esta época para lembrar a todos que esta é, ou era?, a festa da solidariedade.
Este ano as televisões encheram-nos de «popotas», de «arredondas» e outras tontas, muitas, acções ditas de solidariedade que mais não são, desculpem-me as Instituições de Solidariedade, uma forma encapotada de nos chamar ao gasto e ao desperdício, isto é, e como diz o meu amigo António Emídio, uma forma de nos envolver nesta sociedade neo-liberal, em que até uma chamada telefónica de valor acrescentado é uma acto de solidariedade!
Mas talvez fosse bom, em vez de ir no canto da sereia e agarrarmo-nos ao telefone e gastarmos «70 cêntimos mais IVA», dos quais, 20 mais IVA nem sabemos nos bolsos de quem ficam, olharmos à nossa volta e percebermos que o vizinho do lado, se calhar, é o que mais precisa da nossa solidariedade.
E não falo só de ajudar uma pessoa ou uma família em dificuldades financeiras, sabendo que as há e muitas no Concelho do Sabugal.
Falo, por exemplo, de actos de solidariedade que podem ser feitos na cidade do Sabugal, sem custar nada a quem o faz, mas de grande significado para quem o recebe.
Soube que, pelo menos, um agente de gás comunicou aos sus clientes que, a partir deste mês, deixaria de levar as bilhas a casa dos clientes.
Para quem tem carro tal medida não tem significado, pois muitos até já iam buscar a bilha ao agente. Mas para as centenas de idosos que não têm carro, ou não têm ninguém que lhes traga a bilha, este é um problema grave.
E nada custa, se temos um vizinho nessa situação, oferecermo-nos para lhe trazer o gás. Não virá nas televisões, mas ficará no coração de quem recebe esta tão simples ajuda…
Mas há mais ajudas deste tipo.
Um idoso que viva no centro do Sabugal, que tenha dificuldades de locomoção por motivos de saúde ou de idade, e que queira ir ao Centro de Saúde, só tem uma forma, ir de taxi.
Mas, se para uns esta despesa de vários euros, é suportável, quantos idosos conhecemos que não têm essa disponibilidade financeira? E custará muito oferecermo-nos ao vizinho para o levarmos ao Centro de Saúde?
E quem diz ao Centro de Saúde, diz às simples compras na mercearia. Custará muito perguntarmos ao vizinho ou à vizinha que mal se consegue mexer, se precisa de alguma coisa?

E assim, ganhava sentido aquele refrão da canção «Natal é quando um homem quiser…»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

António Dionísio é candidato a Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal. A notícia é avançada pelo blogue «Gazeta do Sabugal» indicando ainda que a lista candidata foi entregue esta quarta-feira, 22 de Dezembro.

António DionísioSegundo o blogue «Gazeta do Sabugal» foi apresentada esta quarta-feira, 22 de Dezembro, por António Dionísio uma lista candidata às eleições para a Santa Casa da Misericórdia do Sabugal marcadas para a Assembleia Geral de 6 de Janeiro de 2011.
António Dionísio, chefe de Finanças na Repartição do Sabugal, foi o candidato do Partido Socialista nas últimas eleições autárquicas para a Câmara Municipal do Sabugal tendo conquistado um lugar de vereador ao qual renunciou por questões de saúde.
O actual provedor, Romeu Bispo, assumiu as funções após o falecimento do seu carismático antecessor, José Diamantino do Santos, e há muito que vinha afirmando que gostaria de «passar a pasta motivado por algum cansaço pessoal e os muitos anos que levava dedicados à causa da irmandade».
A Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, uma instituição de grande valor no campo da assistência. Ao serviço da comunidade tem as valências de creche, pré-escolar, A.T.L., Lar de Terceira Idade, Centro de Dia, apoio domiciliário e Centro Comunitário. O orçamento anual da instituição ronda os dois milhões de euros.
jcl

A discussão pública de alteração do Plano Director Municipal (PDM) do concelho do Sabugal que decorreu entre os dias 22 de Novembro e 21 de Dezembro de 2010 não foi objecto de nenhuma reclamação, observação ou sugestão tendo sido aceite, em reunião camarária de 22 de Dezembro, o relatório dos resultados e aprovada a respectiva versão final.

Brasão Câmara Municipal Sabugal«ALTERAÇÃO DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL DO SABUGAL

Resultados da discussão pública

Para os devidos efeitos, tornam-se públicos, nos termos e para os efeitos do disposto na alínea d) do ponto 3 do artigo 6.º e do ponto 8 do artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 380/99, de 22 de Setembro, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.º 316/2077, de 19 de Setembro e Decreto-Lei n.º 46/2009, de 20 de Fevereiro, os resultados/conclusões do período de discussão pública da Alteração do Plano Director Municipal, que decorreu entre 22 de Novembro e 21 de Dezembro, referindo que não foram recepcionadas quaisquer reclamações, observações ou sugestões.
Mais se informa que a Câmara Municipal do Sabugal, em reunião ocorrida a 22 de Dezembro de 2010, deliberou aceitar o Relatório de Ponderação dos Resultados da Discussão Pública e aprovar a versão final da Alteração ao Plano Director Municipal do Sabugal.
Para constar se passou o presente Aviso e outros de igual teor que vão ser divulgados.
Sabugal, 22 de Dezembro de 2010.
O Presidente da Câmara,
António dos Santos Robalo.»

Visualizar o documento camarário. Aqui.
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Mensagem de Natal de D. Manuel Felício, bispo da diocese da Guarda. Edição da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O Comando Territorial da Guarda efectua uma operação de intensificação do patrulhamento, regulação e fiscalização rodoviária, durante esta época festiva, dando prioridade a uma actuação preventiva e de apoio, combatendo desta forma a sinistralidade rodoviária.

Brigada Trânsito GNRA operação «Natal / Ano Novo 2010/2011» da GNR terá início, numa primeira fase, às 00:00 horas do dia 23 e final às 24:00 horas do dia 27 de Dezembro. A segunda fase da operação será iniciada às 00:00 horas do dia 30, terminando às 24:00 horas do dia 3 de Janeiro de 2010. O esforço incidirá nas principais vias do distrito (Auto-Estradas e Estradas Nacionais) e ainda, com particular incidência, nos acessos à fronteira de Vilar Formoso e ao maciço central da Serra da Estrela.
Nesta operação, o efectivo do Comando Territorial da Guarda, através das patrulhas dos Posto Territoriais e do Destacamento de Transito, estará particularmente atento à condução imprudente dos condutores que, desrespeitando normas e regras de trânsito coloquem em causa a sua segurança e a de terceiros. Dedicará ainda especial atenção ao uso de cintos de segurança e/ou sistemas de retenção nos bancos dianteiros e traseiros, à utilização indevida de auscultadores sonoros e aparelhos radiotelefónicos, para além do controlo da velocidade e da alcoolemia.
Toda a informação relativa à circulação rodoviária e evolução da sinistralidade a nível Nacional será disponibilizada, 24 horas por dia, através do oficial de serviço ao Centro de Comando e Controlo Operacional do Comando Geral da GNR, pelo número 213 217 000. A nível Distrital a informação será prestada através do Comando Territorial da Guarda, pelo número 271 210 648. Estarão, também, disponíveis informações e conselhos úteis relacionados com itinerários no site http://www.gnr.pt.
O Comando Territorial da Guarda disponibiliza-se a efectuar intervenções junto dos OCS quando previamente acordado, através do contacto com o Tenente-Coronel Cunha Rasteiro (961195429).
plb

A frágua era a oficina onde antigamente trabalhava o ferreiro e o ferrador, dando apoio à actividade agrícola que era a principal ocupação das pessoas das aldeias.

A preparação das ferraduras para vacas, burros e cavalos e das relhas para os arados dos lavradores, constituíam a principal actividade das fráguas (ou forjas). Também se faziam noras de tirar água, rastos para as rodas dos carros de vacas, enxadas, ganchos e outros instrumentos agrícolas, procedendo-se ainda à sua reparação. Era também aí que o lavrador ia afiar as picaretas e os malhos. O Mestre e os aprendizes viviam numa labuta contínua, para corresponderem aos pedidos de assistência.
A frágua, com as variantes fráugua e frauga no léxico raiano, era pois a oficina do ferreiro, bem caracterizada pela presença, a um canto, do fole gigante, com o qual se soprava à fornalha onde o carvão incandescia e dava calor aos metais. Sobre um madeiro estava a indispensável bigorna, que consistia num bloco maciço de ferro fundido, próprio para sobre ele malhar o ferro incandescente para lhe dar forma. Ao lado da fornalha e da bigorna estava sempre a masseira com água para arrefecer os metais.
Os ferreiros eram quase sempre também alveitares, tratando os animais doentes. Onde houvesse vaca ou burro em sofrimento era ao ferreiro que cabia dar-lhe o tratamento necessário, deslocando-se para isso a casa dos lavradores, munido de um conjunto de instrumentos que ele próprio fabricava.
O ferreiro era no geral um homem de forte compleição física, cuja musculatura fora desenvolvia de martelo em punho, ao malhar o ferro sobre a bigorna. Acautelado, usava na função um avental em couro, para resguardo das faúlhas incandescentes expelidas pela fornalha, e trabalhava de camisa arremangada, porque sentia sempre calor, fosse pelo efeito da fornalha, fosse pelo constante esforço na sua função.
O conhecido adágio, em casa de ferreiro, espeto de pau, tornou comum a ideia de que o ferreiro era pessoa descuidada e mal organizada, mas manda a justiça considerar que isso não correspondia à verdade. O ferreiro era antes alguém que se dedicava aos outros, pois trabalhava para toda a aldeia, não tendo tempo para se dedicar às suas próprias coisas, daí o conhecido rifão popular.
Perto da oficina do ferreiro, havia sempre o tronco, equipamento constituído por quatro ou seis pedras ao alto, com paus de atravesso, que servia para segurar os animais a quem eram colocadas ferraduras.
Há muito que não restam fráguas nas aldeias. São apenas memória que importa preservar, porque a actividade do ferreiro foi essencial à economia rural dos nossos antepassados.
Paulo Leitão Batista

O flagelo Neoliberal consiste num conjunto de políticos enfeudados ao grande poder económico e financeiro, que empobrecem milhões de europeus e também gente de outros continentes.

António EmidioEstou a ser repetitivo nos meus artigos? Provavelmente, mas se o leitor(a) se puser diante da televisão ou ler os jornais, notará que é constante a lavagem ao cérebro, e que a mentira repetida já se tornou numa verdade consentida. Falam sempre os mesmos, escrevem sempre os mesmos, por isso temos uma perspectiva da crise e da sua resolução através somente das opiniões dos Corifeus enviados pelo sistema, uma visão diferente não tem lá lugar.
Estamos entregues aos latifundiários da comunicação social, temos um exemplo flagrante em Berlusconi. Primeiro conseguiu uma grande fortuna, depois comprou meios de comunicação social e, finalmente, fez-se eleger.
Cada dia aumentam mais o poder económico, financeiro e mediático, tudo à custa do poder político, que afinal é o único eleito democraticamente. Com toda a sinceridade e, do fundo do coração, não me canso de agradecer aos administradores do Capeia Arraiana, por nos terem dado este Espaço de Liberdade. Ao entrar na Internet, este blog pode ser visto por milhares de pessoas, ou até milhões, que terão através de alguns dos seus artigos, uma visão totalmente diferente do que dizem os órgãos de comunicação social controlados. Só se dizem aqui verdades? Ninguém é dono da verdade, mas aqui clama-se por Liberdade, Democracia e Justiça Social.
Deu origem a este artigo, em primeiro lugar uma frase de um senhor chamado António Nogueira Leite, dizem que é gestor e conselheiro nacional do PSD: «vamos ter todos de empobrecer obrigatoriamente» o que significa que depois de José Sócrates, chegarão outros idênticos. Ou será que o programa político/económico do Partido Socialista de Sócrates, é o do Partido Social Democrata de Passos Coelho, mas encapotado? Nunca se sabe. Uma coisa é certa, os dois têm no programa empobrecer a classe média e atirar com os sectores populares para a indigência. Tenho a impressão que anda aqui um bipartidismo imposto e controlado pelo grande poder financeiro e económico, para dar uma imagem de Democracia, presumo que seja esta a tal ditadura de que alguns falavam… Oxalá me engane.
Em segundo lugar, a causa deste artigo foi uma afirmação do Senhor Presidente da República, dizendo que os restaurantes deveriam dar as sobras da comida aos pobres. Vamos brincar à caridade? Ou vamos lutar contra as causas da pobreza? Governem para dar os recursos económicos aos mais pobres, sem os quais é impossível manter uma vida digna. Ouçam os pedidos de justiça dos mais humildes, e não as exigências da oligarquia económica e financeira, escutem os que votam, e não os que só têm dinheiro.
Lembrei-me, ao ouvir esta frase de Cavaco Silva, dos finais dos anos cinquenta e princípios dos de sessenta aqui na então vila do Sabugal. Nos dias de mercado, os pobres vindos de algumas terras do Concelho, vinham bater às portas das casas ricas para que lhes matassem a fome. Isso era quase sempre à hora do almoço. Então os donos das casas diziam às criadas para lhes darem fatias grandes de pão centeio. Assim era feito, os pobres de mãos postas e a gemer pai nossos e ave marias, agradeciam essa caridade para com eles. Este era o Portugal, logicamente também o Concelho, rural, feudal e católico, ainda estamos a pagar, pelo menos nas mentalidades, esse domínio da Igreja Católica, que tem na sua doutrina, uma das principais orientações que é a caridade. Isto fez de Portugal um País social e economicamente atrasado. Parece mentira? Mas é verdade.
Pessoalmente, considero o Professor Cavaco Silva um dos guardiões da Ortodoxia Neoliberal em Portugal.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A I Feira Eco-Raia decorreu no fim-de-semana de 11 e 12 de Dezembro de 2010 no Recinto de Feiras de Salamanca. A organização pertenceu à organização da Comunidade de Trabalho BIN-SAL (Beira Interior Norte – Salamanca) constituída pelos Municípios do Sabugal, Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda, Manteigas, Mêda, Pinhel e Trancoso e pela Diputación de Salamanca.

GALERIA DE IMAGENS  – ECO-RAIA 2010  –  SALAMANCA  –  11 e 12-1-2010
Clique nas imagens para ampliar

jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 17 de Dezembro de 2010.
Local: Paris e estradas de França.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: Les blindés de la gendarmerie au secours des naufragés de la route. Desde 16 de Dezembro que foram posicionados em pontos estratégicos (de maior circulação e maior risco de problemas), 16 blindados, para ajudar a limpar estradas ou retirar carros bloqueados pela neve. Os veículos militares habitualmente destinados a operações de manutenção da ordem como os «lame-bulldozer» – preparados para destruir barricadas – estão a ser usados para limpar a neve das estradas e desempanar veículos bloqueados na neve.
Paulo Adão

Continuando a leitura do livro de Arthur Thomas Quiller-Couch, verificamos como Marmont (duque de Ragusa) colocou as milícias portuguesas de Trant em retirada e como decidiu regressar com as suas tropas ao quartel-general do Sabugal, poupando a Guarda a um ataque que resultaria certamente no saque da cidade.

Marmont - Guerra Peninsular - SabugalFez-se noite cerrada e o propósito de Manuel era cavalgar para ultrapassar as colunas de Marmont e avisar Trant do perigo que corria na Guarda. A meio caminho uma escorregadela do cavalo atirou-o ao solo, tendo desmanchado um tornozelo. Bateu à porta de uma casa isolada, onde vivia um pastor que o ajudou e a quem encarregou de levar uma mensagem a Trant, informando-o da movimentação de Marmont, que em breve atacaria a cidade.
Não foi porém a sua mensagem que salvou Trant e a milícia, porque não chegou a tempo. Na verdade foi Marmont que errou ao avançar de forma desastrada. A cavalaria francesa chegou cedo às portas da cidade e o marechal, impaciente com o atraso das duas brigadas de infantaria, deu ordem aos cavaleiros para subirem a montanha. Uma sentinela da milícia, dando conta da movimentação tocou freneticamente o tambor, no que foi de imediato imitado por outros tamborileiros espalhados pelas portas da cidade. As milícias correram para os seus postos, «e o marechal francês, que poderia ter tomado a cidade com uma só investida e sem perder um único homem, retirou – são estes os absurdos da guerra.» Marmont convencera-se que a Guarda tinha alguma capacidade para resistir e resolveu esperar pela infantaria para avançar.
Isso deu tempo a Trant e a Bacelar, que já se lhe havia reunido, para abandonarem a cidade, saindo com as suas milícias pelo vale do Mondego. Marmont lançou então a sua cavalaria em perseguição dos portugueses, tendo alcançado a retaguarda da coluna a poucas milhas da cidade.
«Chovia e a milícia corria pela lama como um rebanho de ovelhas», tendo os franceses feito 200 prisioneiros. Manuel diz no seu relato que há que fazer justiça ao comandante francês, pois terá proibido os seus cavaleiros de cortarem a fuga aos portugueses e de os massacrarem.
Marmont desistiu de perseguir Trant e Bacelar, e decidiu voltar para o Sabugal sem sequer atacar a Guarda, onde Wilson ainda estava com algumas milícias preparando a explosão dos depósitos de mantimentos aí existentes. O espião foi até à cidade vestindo um casaco velho que lhe deu o pastor e falou com o general inglês, passando a compreender a alegada ira de Marmont e o seu apressado retorno ao Sabugal.
Por que razão estava Marmont zangado? Por isto:
«Em 30 de Março deixei o meu parente, o capitão Allan McNeill, com o seu criado José. Eles mantariam o exército francês sob observação e eu fui para sul a relatar o que sabia a Lord Wellington em Badajoz. Estávamos agora a 16 de Abril e muitas coisa haviam acontecido, mas dos movimentos do meu colega espião nada soubera. Estava seguro de que ele estaria algures na proximidade dos acampamentos de Marmont, mas mesmo no Sabugal nada ouvira acerca dele.
Na tarde do dia 16 o general Wilson foi até mim.
”Tenho notícias desagradáveis”, disse-me. “O seu homónimo foi preso”. “Onde?”. “No Sabugal, mas parece que foi levado para um acampamento em Penamacor. Trant disse-me que vocês, para além de homónimos, são parentes. Quer falar com o mensageiro?”
».
O mensageiro era um camponês de Penamacor que informou Manuel dos pormenores da captura do outro espião, na qual o seu criado José fora morto pelos franceses.
O relato acabou com Manuel McNeill contando a aventura do seu parente, capitão Alan McNeill, que acabara de ser feito prisioneiro pelos franceses.
Paulo Leitão Batista

JOAQUIM SAPINHO

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