«Nuno Álvares Pereira o Galaaz de Portugal», é o novíssimo livro de Pinharanda Gomes. D. Nuno Álvares Pereira foi com 13 anos para o Paço de D. Fernando, onde a rainha o armou cavaleiro. Aos 16 anos foi obrigado a casar com uma viúva, Dona Leonor Alvim, de quem teria uma só filha, e de quem enviuvaria doze anos após o matrimónio. Devoto leitor dos antigos romances de cavalaria, Nuno Álvares quis imitar o venturoso Galaaz e ser também ele um corajoso paladino.

Pinharanda Gomes integrou a Comissão Histórica da Causa da Canonização de Nuno de Santa Maria, e dos aprofundados estudos em que se empenhou, resultou um manancial de informação. Desse empenho veio à luz o livro «S. Nuno de Santa Maria», publicado em 2009.
Da análise a Nuno Álvares Pereira enquanto herói nacional, saiu um conjunto de textos, que deram forma a um novo livro, intitulado «Nuno Álvares Pereira o Galaaz de Portugal», recentemente editado. Nele o Condestável é equiparado à figura do cavaleiro-herói da Távola Redonda.
Galaaz era a personagem principal do livro «Romance Histórico dos Cavaleiros da Mesa Redonda e da Demanda do Santo Graal», escrito no século XIII, o qual contém um conjunto de aventuras em que o jovem cavaleiro, virgem e devoto aos juramentos de castidade, se empenha corajosamente.
Pinharanda Gomes defende a tese de que Nuno Álvares foi o Galaaz português, baseando-se sobretudo na obra de Fernão Lopes «Chronica do Condestabre». Gostava de ler os romances de cavalaria e cedo sonhou tornar-se um desses virtuosos aventureiros, que lutavam por causas.
Abraçando a causa do Mestre de Avis, Nuno Álvares defendeu a independência nacional, ocupando o lugar na vanguarda do exército. Foi ele que gizou a estratégia que levou de vencida os castelhanos na batalha de Aljubarrota, garantindo a continuidade de Portugal como reino independente. Nomeado fronteiro do Alentejo e depois Condestável do Reino, continuou a velar pela força militar portuguesa até que o chamamento da santidade o levou ao recolhimento.
plb