Volto hoje à questão do PROT-Centro, a propósito da reunião realizada no Governo Civil da Guarda no dia 16 deste mês de Novembro.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Por motivos de saúde não me foi possível deslocar-me à Guarda para participar na reunião promovida pelo sr. Governador Civil para discussão do PROT.
Reunião para a qual tinham sido convidados praticamente todos os actores distritais políticos e da sociedade civil.
E aqui, um primeiro momento de regozijo, pois o sr. Governador Civil ao cumprir a sua missão de analisar colectiva e institucionalmente um documento da máxima importância para o Distrito da Guarda, mostrou como estavam certos os que tinham querido fazer a mesma coisa no Concelho do Sabugal (entre os quais me incluo), e como estavam errados aqueles que tudo fizeram para que tal não acontecesse.
Mas a reunião serviu também para apresentar como base de discussão um estudo do Instituto Politécnico da Guarda sobre o PROT, o qual deveria ser amplamente divulgado por todo o distrito e mesmo pelo distrito de Castelo Branco, dada a profundidade e a qualidade do documento apresentado.
Uma palavra de louvor aos investigadores do IPG que, num prazo muito curto, elaboraram um Estudo com esta qualidade.
E aqui, um segundo momento de regozijo, pois os investigadores do IPG não só validam as posições que, integrando o colectivo do Grupo Político do Partido Socialista no Sabugal, vimos defendendo sobre os impactos negativos para a Beira Interior e para o nosso Concelho, como aprofundam e vão mais longe na análise crítica ao PROT.
Quer a CCDR entro queira, quer não queira, esta versão do PROT não serve a Beira Interior e por isso seria mais sensato parar e reflectir e mandar elaborar uma nova versão que contemple as críticas que, primeiro a partir do PS do Sabugal e agora a partir do Governo Civil do Distrito da Guarda, têm vindo a ser produzidas.

Ps. Morreu um dos médicos maiores de Portugal, o Prof. Jacinto Simões. Sobre a sua figura já muitos falaram enaltecendo a sua personalidade. Conheci-o num dos momentos mais dolorosos da minha vida, pois foi ele que detectou a doença que vitimou a minha mulher. Tinha mais de setenta anos, mas a sua sabedoria, a sua simpatia, a sua dedicação, a sua delicadeza, tornaram aquele primeiro momento, o de saber da doença mortal, menos pesado.
Obrigado, prof. Jacinto Simões…

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com