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Hoje, 30 de Novembro, de manhã, levantei-me às oito horas. Espreitei pela janela do meu quarto e verifiquei que não tinha caído muita mais neve para além daquela que já havia na noite de 29 para 30.

José Manuel Campos - Nascente do CôaPor volta das 10.30 horas ligou-me, da Câmara Municipal, o Victor Proença para me perguntar pelo estado das estradas da região com particular destaque para o troço que liga Foios a Aldeia do Bispo e Foios ao Soito.
Peguei na carrinha da Junta e desloquei-me, calmamente, pelos troços das estradas referidas. Confesso que não fiquei muito surpreendido visto que já passei por esses troços em situações bastante mais complicadas.
Por volta do meio-dia tentei subir pelo troço que dá acesso à Serra das Mesas, próximo da nascente do Côa, mas tive que desistir porque tive receio de ficar atascado tal como me aconteceu no passado ano.
O Victor Proença comunicou-me, via telefone, que da parte da tarde iria providenciar a vinda de alguns sacos do produto que desfaz a neve e o gelo. Ainda esta tarde algum produto deverá ser espalhado para podermos evitar que a noite e a madrugada nos tragam algumas surpresas.
No pavilhão da equipa de sapadores de Foios vão ser depositados alguns sacos para, em caso de emergência, possa o produto ser aplicado nos locais mais críticos.
Confesso que registei, com agrado, a atenção dispensada pelos políticos e técnicos da Câmara Municipal.
Como diz o ditado: Vale mais prevenir que remediar.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

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Em 22 de Novembro, o Comando Territorial da Guarda da GNR levou a efeito uma operação direccionada para a fiscalização geral do trânsito, com particular incidência na condução sem habilitação legal e sob o efeito do álcool, bem como na intercepção/abordagem de suspeitos da prática de crimes.

Segundo o comunicado semanal da GNR, a operação levou à fiscalização de 126 veículos e condutores, tendo sido elaborados 27 autos de contra-ordenação por diversas infracções à legislação rodoviária.
Já no dia 25 de Novembro, teve lugar uma acção de fiscalização, no âmbito do exercício do acto venatório por meios e métodos contrários aos legalmente definidos, quer nos locais autorizados para a sua prática, quer nos itinerários de acesso e regresso dos mesmos. Foram fiscalizados 34 caçadores e detidos, em flagrante delito, 2 indivíduos de 47 e 66 anos de idade, na localidade de Valhelhas, concelho da Guarda, por caça ao javali através de métodos não permitidos por lei. Foram-lhes apreendidos 17 laços em cabo de aço e dois ferros. Foram presentes ao Tribunal Judicial da Guarda.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas quatro operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 161 veículos e elaborados cinco autos de contra-ordenação.
Nos dias 23 e 25 de Novembro, as Secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda e Vilar Formoso, realizaram duas acções de sensibilização subordinadas aos temas “Prevenção e Segurança Rodoviária” em escolas dos concelhos de Figueira de Castelo Rodrigo e Sabugal. Nas acções estiveram presentes 41 alunos e três professores.
Em 28 de Novembro, o Núcleo de Protecção Ambiental do Destacamento Territorial da Guarda, realizou uma acção de sensibilização subordinada ao tema “O Exercício do Acto Venatório” na freguesia de Benespera, concelho da Guarda. Na acção estiveram presentes 40 caçadores.
Como resultado da actividade operacional há ainda a referir a detenção de 18 indivíduos durante a semana, pelos seguintes motivos: oito por crime de condução sob o efeito do álcool, quatro por condução sem habilitação legal, dois por crime relativo à caça, quatro por mandado judicial.
A GNR dá ainda conta do registo de 24 acidentes de viação em todo o distrito. Desses 14 resultaram de colisão, seis de despiste e quatro de atropelamento. Destes acidentes resultaram um ferido grave e cinco feridos leves.
plb

Caiu o primeiro nevão deste Outono quase a chegar ao Inverno. A cidade mais alta ficou pintada de branco. Reportagem de Sara Castro e Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Todos os programas políticos postos em prática pelos governos, foram incapazes de dar uma resposta aos grandes problemas que atravessam a Europa.

Strauss-Khan - director geral do FMI

António EmidioFoi-nos prometido um Paraíso, principalmente a nós portugueses e aos outros países periféricos, como a Espanha, Grécia, Irlanda, e aos povos do Leste Europeu. Esse Paraíso depressa se transformou em Inferno. Como exemplo, temos que 70% do Povo Romeno, vive com 350 euros mensais! Os produtos básicos para poderem viver, são tão caros como no resto da Europa. Todos esses organismo, como a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e, outros, estão regidos pura e simplesmente pelos interesses das poderosas nações como a Alemanha e a França, debaixo da super visão dos Estados Unidos (Wall Street, nunca o esqueçamos), não pelos interesses comuns e muito menos pelas necessidades dos povos mais débeis economicamente. O que devia ser uma união, não passa de uma divisão que vai, passe a redundância, dividindo cada vez mais, é lógico que assim seja, esta União Europeia está baseada na agressividade da concorrência económica, tendo por fim única e simplesmente o lucro das empresas e bancos. Também à medida que se vai expandindo a ideologia Neoliberal na União Europeia, vão-se multiplicando os pobres nas periferias das grandes cidades e no interior de muitos países, entre eles Portugal. Os políticos e os corifeus da comunicação social não querem reconhecer publicamente que este sistema político-económico é desumano, porque isso significaria admitir a sua cumplicidade com ele. Haverá mais, muitas mais reuniões, delas nada sairá senão canalhices e novas maneiras de roubar quem trabalha. Mitterrand, um socialista democrático já dizia que este tipo de construção europeia seria uma injustiça social tremenda. Tinha razão.
Revolto-me quando vejo aqueles senhores e aquelas senhoras, bem vestidos, bem alimentados e bem remunerados, dentro de luxuosos e confortáveis gabinetes, ou em reuniões uns com os outros, pagos com dinheiros públicos, «trabalharem» para converter todo este Inferno num Paraíso Celestial em que o maná cairá do Céu para todos sem excepção. A Europa, querido leitor(a), está a ser governada pelos maus e pelos vis, que permitem a corrupção das grandes empresas, a falta de controlo dos movimentos do grande capital, a especulação das bolsas e, a fuga do dinheiro dos impostos dos poderosos para off-shores.
A Irlanda, essa aluna tão aplicada do Fundo Monetário Internacional, que baixou os impostos, e de que maneira! Ao grande capital, bancos e empresas, liberalizou a actividade económica, desregulou, o que significa que os bancos e empresas faziam o que queriam sem prestar contas a ninguém, privatizou tudo quanto pôde e, obrigou à moderação salarial. Era esta a chave do êxito, o que deveria fazer qualquer país para tornar a sua economia próspera e dinâmica! Vejam no que deu! E por acaso alguém está recordado que a Irlanda no seu programa de austeridade fez cortes nos salários (dos que trabalham) até 20% e reduziu as prestações sociais até 10%? E que pôs á disposição dos bancos milhões de euros quando estes faliram? E agora? Novas reuniões, novas canalhices para que tudo fique igual, ou pior.
Agora querido leitor, um exercício de hipocrisia: o senhor Strauss-Khan, director do Fundo Monetário Internacional, que quando algum país lhe pede ajuda, a primeira coisa que pede é aumentar o desemprego para optimizar empresas e Estados, teve estas palavras: «Quando alguém perde o trabalho, a sua saúde piora, a educação dos filhos igualmente piora. Quando a gente perde o emprego, a estabilidade social provavelmente será pior, o que ameaça a Democracia e inclusive a paz». Convém dizer que este senhor é «socialista» do Partido Socialista Francês e, provavelmente será o candidato desse mesmo partido às próximas eleições presidenciais francesas.
Atravessamos uma crise de civilização, tudo está em crise, a política, a economia, as relações internacionais, o meio ambiente, a energia, a sociedade, a moral pública e também a privada. Saída para isto? Uma nova maneira de fazer política, uma maneira ética e humana. É pedir muito, não é?
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O povo da raia sabugalense designava por «graminês» o vinho de produção local, ou seja, o chamado vinho do lavrador, colhido na vinha, fermentado no lagar e guardado na adega.

«No fim de cada eirada tinham direito a um copo de graminês», escreveu Manuel Leal Freire, no livro Ribacoa em Contraluz, quando descrevia as malhas que antigamente juntavam dezenas de homens de manguais em punho, sovando o cereal sob o calor tórrido de Julho.
O termo não é porém exclusivo do concelho do Sabugal, sendo antes uma expressão do léxico regional, pois já em 1912 o recolhera A. Gomes Ferreira, colocando-o no seu Vocabulário da Guarda com a significação: «vinho fresco para uso da casa».
Ora tem-se falado por aí do vinho graminês, que aliás na semana passada foi rei na Rebolosa, onde regou a goela dos que foram feirar à Santa Catarina e tirar a licença para matar o marrano.
No próximo sábado, dia 4 de Dezembro, o vinho graminês voltará a ser rei em Ruivós, onde restam vários produtores locais que mantêm viva a tradição do trato das vinhas e da consequente produção de vinho. A «Rota das Adegas» levará os convivas, de cacharro de alumínio ao pescoço, a correr as lojas da aldeia onde o graminês jorrará dos pipos e das cubas.
Nos dias de hoje tratar uma vinha é já coisa rara, própria de quem não desiste de defender a tradição. Mas noutro tempo todos cuidavam as videiras com esmero, e vindimavam-nas nos primeiros dias de Outubro, numa jornada de trabalho comunal. Os «gachos» eram transportados em cestos de vime para a dorna assente no chedeiro do carro das vacas. Dali iam para o lagar, onde eram pisados e depois sucessivamente remexidos até fermentar. Já bem fervido o vinho era separado do engaço e transferido para as pipas, onde continuava a fermentação. O engaço era ainda espremido pela prensa, numa operação chamada o «pé», pela qual se aproveitava todo o néctar.
Em dia de são Martinho ia-se à adega de «pichel», ou «pichorro», em punho para se retirar o primeiro briol da pipa. Era a prova, para a qual era uso convidar os amigos. «Tomas uma pinga?», perguntava-se aos que passavam, mostrando-se a devida franqueza.
Depois de «desbobrar» (assentar e aclarar), o vinho estava pronto a ser consumido em barda. Porém, chegada a primavera, submetia-se a uma operação delicada, que era obra de quem sabia: a «estrafega». Tratava-se de transferir o vinho de uma pipa para outra, livrando-o da «borra», ou «sarro».
Com os calores do verão o vinho «desvanecia», perdendo o vigor e avinagrando. Mas o ciclo estava prestes a recomeçar pois as uvas já «pintavam» e a nova vindima era próxima.
O vinho dessedentava e dava força, mas também tinha, se consumido em excesso, consequências nefastas para a saúde individual e para a vida social.
Era também usado na produção alimentícia, desde logo na confecção da «migada», que era uma sopa de pão centeio amolecido com vinho. No verão era a alegria do lavrador e do cavador e até as mulheres se consolavam com o famoso gaspacho, onde se misturava com pão e água fresca para matar a sede. No tempo das malhas era uso começar o dia bebendo uma «gemada», que era um batido feito com vinho, água, ovos e açúcar, tido por bebida revigorante.
O jovem apenas saia à rua da sua aldeia quando pagasse o vinho à confraria dos solteiros, numa espécie de provação ou ritual iniciático a que tinha que se sujeitar. Só aí adquiria o estatuto de «solteiro», o que levava a família dizer com orgulho: «O nosso Zé já é rapaz solteiro». Então, sim, pago o graminês aos amigos, o novo rapaz solteiro já podia circular pelas ruas até altas horas da noite, entrar nos serões, participar nas rusgas e nas romagens nocturnas às aldeias vizinhas.
Quando se fazia um negócio, lá vinha o «albroque», em que os protagonistas e as testemunhas molhavam a goela na adega mais próxima. O mesmo sucedia na «molhadura», que era o acto de beber graminês à conta de quem exibia fato novo. E ainda havia a «patenta», que era o tributo em graminês daquele que ia namorar em terra alheia.
O graminês era pois o vinho bom que se produzia no lagar e que contrastava com o que vinho da taberna, vindo muitas vezes de longe. Ao vinho reles davam-se por sua vez outros nomes, como zurpa, zurrapa ou morraça, querendo contrapô-lo com o bom graminês que estava em cada adega.
Paulo Leitão Batista

«Lobos» é o nome do filme cuja estreia em televisão aconteceu na passada sexta-feira, 26 de Novembro, na RTP-1.

Rádio CariaO filme foi produzido na sua maioria, na nossa região, com filmagens que tiveram lugar em Caria, Belmonte e Guarda. Contou com a participação de várias entidades e personalidades do concelho de Belmonte e a Rádio Caria foi convidada a participar numa das cenas deste filme, com uma noticia de última hora que interrompia a emissão para dar a informação de que se encontrava no terreno uma acção policial de busca do furagido, de nome Joaquim, num papel representado pelo actor Nuno Melo. Em plena viagem, os actores principais, que na altura ouviam a rádio do concelho de Belmonte, ficavam a saber desta operação policial.
Este o momento em que a Rádio Caria participa no filme «Lobos», dando a notícia da fuga de um casal, tio e sobrinha menor, que viriam a ter um caso e todo o filme que se desenrola em torno desta fuga, depois da morte acidental do casal na localidade de Ansiães da Serra. No papel principal, Nuno Melo, figura conhecida das telenovelas e cinema nacional, passou cerca de uma semana em filmagens na nossa região.
Fernando Centeio, o produtor do filme na altura das gravações entrevistado pela Rádio Caria, dava conta de alguns pormenores do filme, que inicialmente teria o nome de «A Monte», «uma vez que o casal se encontrava a monte pela região, pedindo ajuda para que pudesse atravessar a fronteira», sublinhou.
A estreia do filme «Lobos» aconteceu na passada sexta-feira, 26 de Novembro, na RTP-1. Foi filmado quase na sua totalidade na nossa região, contou com a participação de gente conhecida do concelho de Belmonte e numa das cenas principais contou com uma das vozes da informação da Rádio Caria.
Sérgio Paulo Gomes

O Banco Alimentar Contra a Fome da Cova da Beira (BACB) angariou mais de 53 toneladas de alimentos nesta Campanha de Natal, que decorreu no último fim-de-semana (27 e 28 de Novembro) em diferentes superfícies comerciais de Belmonte, Covilhã, Tortosendo, Fundão, Guarda, Seia, Gouveia, São Romão, Sabugal e Trancoso.

Banco Alimentar Contra a FomeO número de toneladas de alimentos angariados constituiu um novo recorde. O melhor resultado tinha sido conseguido no ano passado, altura em que deram entrada no armazém do BACB 45 toneladas.
«Nesta Campanha de Natal chegámos a um valor nunca antes imaginado sequer, pelo que o balanço é muito positivo», disse o presidente da Direcção do BACB, Paulo Pinheiro. Comparativamente à quantidade angariada em 2009, «são mais oito mil quilos. É um número extraordinário e nem nas previsões mais fantásticas sonhávamos que fosse possível alcançá-lo», acrescentou.
Relativamente aos voluntários, estiveram envolvidas este ano mais de 450 pessoas distribuídas pelas superfícies comerciais, armazém e transportes, o que também constitui um recorde.
Os alimentos angariados vão ser distribuídos pelas 41 instituições que o BACB apoia, abrangendo um universo de 4.200 pessoas, nos concelhos correspondentes aos locais onde a ajuda alimentar foi conseguida. «Vai ser feita uma gestão criteriosa dos alimentos, para que consigamos chegar às 4.200 pessoas que ajudamos», explicou o presidente do BACB.
Até ao próximo dia 5 de Dezembro é possível continuar a contribuir com alimentos para o BACB nas superfícies comerciais, através da Campanha «Ajuda Vale». Em muitas das que foram abrangidas nesta campanha estão disponíveis vales de alimentos, nas caixas. Basta pagá-los na caixa, sendo que as superfícies comerciais fazem depois chegar ao BACB os alimentos correspondentes aos vales.
A Campanha «Ajuda Vale» permite a recolha de alimentos que representam seis produtos básicos à alimentação. Esta modalidade de campanha, em que cada pessoa continua a decidir o que quer doar, permite aumentar a recolha de alimentos para quem não pôde contribuir no fim-de-semana.
A próxima campanha é a da Primavera e está agendada para os dias 28 e 29 de Maio de 2011.
plb

A notícia relativa à proposta da imediata suspensão da obra da estrada Sabugal-A23, defendida pelos eleitos do PS no executivo municipal, levou a uma reacção do vereador Joaquim Ricardo que afirma nunca ter mudado de opinião nesta matéria, sendo frontalmente contra a continuidade da obra a expensas da Câmara.

Joaquim RicardoA vereadora socialista Sandra Fortuna afirmou-nos que o PS sempre foi coerente em relação à obra em questão, o mesmo não se passando com Joaquim Ricardo, que «de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto».
«Sempre fui crítico da ligação do Sabugal à A23, a custas da nossa Autarquia: disse-o em voz bem alta na campanha eleitoral, escrevi-o por diversas vezes e não mudei a minha opinião», garantiu ao Capeia Arraiana Joaquim Ricardo.
O vereador do MPT, que agora exerce funções a tempo inteiro na autarquia, sustenta que se absteve numa votação recente acerca da alteração ao orçamento para enquadrar gastos com essa obra, assim a viabilizando, por respeito a um compromisso assumido no seio do executivo. «No dia 19 de Maio de 2010, face aos pagamentos em falta ao Regimento de Engenharia de Espinho, pelos trabalhos já realizados, aprovámos (ou ratificámos!), por unanimidade, repito, por unanimidade, o protocolo com o Regimento, com validade até Outubro de 2010, altura em que seria reavaliada a participação dos militares», sustentou-nos Joaquim Ricardo. Com base nessa posição, conclui: «Ora, tendo assumido um compromisso o que tenho feito daí para a frente foi respeitá-lo, viabilizando os pagamentos daí resultantes.»
O vereador do MPT quis ainda deixar claro que aguarda apenas pela apresentação de uma análise aos gastos já efectuados, para expressar no executivo a sua firme oposição à continuidade do projecto a expensas da Câmara.
Como alternativa à ligação do Sabugal à A23, diz defender há muito tempo – «também aqui não mudei!», afirmou-nos – a requalificação das estradas para a Guarda, a Norte, e para Caria, a Sul, ambas «a custas do Governo Central, por ser esta a solução que melhor serviria os interesses do concelho».
plb

Não ficava de consciência tranquila e seria incoerente se não tivesse aderido à Greve Geral que decorreu, no nosso país, em 24 de Novembro. Efectivamente, sendo eu um crítico, desde o início, do Governo de José Sócrates, não poderia deixar de continuar a pensar da mesma maneira.

Greve Geral Portugal

João Aristídes Duarte - «Política, Políticas...»Bem sei que, agora, já há muitos críticos do Governo, mas também sei o que eu tive que enfrentar quando o Governo estava «em estado de graça», sobretudo aquando do seu vergonhoso ataque à classe docente.
Independente da «guerra dos números» sobre a Greve Geral, o que é certo é que a mesma foi uma manifestação de grande descontentamento contra as injustiças, os cortes salariais e o aumento de impostos que agravarão a vida de muitos e muitos portugueses.
Para aqueles que afirmam que a Greve Geral só se sentiu na Função Pública, segue uma lista (não exaustiva) de várias empresas privadas onde a Greve Geral teve uma adesão significativa: Autoeuropa, Setenave, Lisnave, Valor Ambiente, Gráfica Sacavenense, Rodoviária Alentejo, Cimianto, St. Gobain, Electrofer, Atlantic Ferries, Ferfor, Construções Vilaça & Pereira, Confetil (têxtil), Bestoff, CelCat, Metal Sines, AP (química), Danone, Safires Services (limpeza), Vista Alegre, Recipneus, Soflusa, Rodoviária de Lisboa, Brisa, Sapa Portugal, EDP, Inapal, Metal, Christhian Dietz, Eurest e Climex.
A imagem que acompanha esta crónica é, também, um desafio aos que alegam que os aderentes à Greve Geral são funcionários públicos, somente. A fotografia foi tirada na entrada do «Call Center» da PT, no Areeiro, em Lisboa.
O descontentamento dos portugueses devia fazer pensar o Governo, não sei se o fará, mas, logo no dia a seguir à Greve Geral saiu uma sondagem que coloca o PSD à beira da maioria absoluta e o PS a subir um pouco. Não estranho esta reacção dos portugueses que, há pouco mais de um ano nem podiam ver a «velha» (como lhe chamavam os do PS) e, agora, acham que tudo mudou no PSD e Passos Coelho, que é «novo» já salvará Portugal. Bem se sabe, e só quem anda distraído não o saberá, que Passos Coelho é muito mais a favor de um modelo neo-liberal (e, portanto, mais propício a agravar a situação dos menos favorecidos) do que a «velha» (como lhe chamavam os do PS).
Os portugueses são assim mesmo: aquele que era o pior há um ano é elevado à categoria de «Salvador da Pátria» passados uns tempos.
Claro que os tais que ainda há menos de um ano estavam com Sócrates, agora são os primeiros a «abandonar o navio». Eu lembro-me bem (porque tenho memória, que parece faltar a muitos) que os banqueiros, os chefes do patronato e outros consideravam Sócrates o melhor. Hoje, um tal Ferraz da Costa, de um auto-denominado “Fórum Para a Competitividade” defende uma revisão da lei da greve, para que não se possam fazer estes protestos, quando há “crise”. Esse Ferraz é o mesmo que era presidente da CIP (o patrão dos patrões) que defendia o Governo de Sócrates há pouco tempo. Como já viram que Sócrates tem os dias contados, toca a apoiar os novos “senhores”.
Já Mário Soares, o tal que dizia aos jornais, em 30 de Março de 1985, que «dentro de cinco anos, Portugal será um país completamente diferente e melhor para todos (…) tudo o que é obsoleto na nossa indústria e agricultura terá de desaparecer, para dar lugar ao que é novo e dinâmico», veio criticar quem participou na Greve Geral perguntando se a mesma era para «animar a malta». Realmente, se pensarmos o que é, hoje, a agricultura portuguesa, Mário Soares enganou-se redondamente. Portugal importa mais de 70% das suas necessidades alimentares.
No Orçamento para 2011 foi rejeitada, com os votos contra do PS, PSD e CDS, uma proposta do PCP para que as mais-valias bolsistas fossem taxadas em 21,5% de IRS, a exemplo do que acontece com uma poupança de um reformado que tenha uma conta bancária. Ou seja, os jogadores na Bolsa continuam a pagar 20% de IRS, em 2011, sobre as mais-valias e os reformados (sempre na boca do Portas, do Coelho ou de Sócrates) pagam 21, 5% de IRS. Quem é amigo dos especuladores, quem é?
Só isto (fora tudo o resto) me levaria a participar na Greve Geral, porque acho uma tremenda injustiça.
Apetece-me terminar esta crónica com o que diziam, num programa da RTP, nos anos 80, os Agostinhos (da saudosa Ivone Silva e de Camilo de Oliveira): «Este país é um colosso, está tudo grosso, está tudo grosso!!»
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Foi dia de festa em Odivelas. A jovem Confraria da Marmelada realizou este domingo, 28 de Novembro, o seu primeiro capítulo. O Sabugal esteve representado pela Confraria do Bucho Raiano.

(Clique nas imagens para ampliar.)

No 1.º Capítulo da Confraria da Marmelada foram entronizados cerca de 20 confrades e tiveram como confrarias madrinhas a Confraria Queijo Serra da Estrela e a Confraria da Chanfana.
Os confrades foram recebidos na Junta de Freguesia de Odivelas onde decorreram todas as cerimónias. A mesa do monumento ao senhor Roubado estava reservada para a Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
Na cerimónia realçamos a entronização de Maria Máxima Vaz como Confreira Honorária.
Após a entronização fomos abordados pela homenageada que nos surpreendeu com uma declaração inesperada: «Somos conterrâneos. Sou natural de Aldeia da Ponte.»
A conversa com esta senhora muito simpática e de trato muito afável foi muito interessante. Foi também ela quem fez o discurso sobre a origem de Odivelas e da Marmelada de Odivelas.
O movimento confrádico em espírito de irmandade reforça-se na defesa do que é tradicional e ancestral.

Odivelas – Um pouco de história
«O nome da cidade é explicado pelo povo através de uma lenda. Conta-se que «O Lavrador» tinha por hábito deslocar-se à noite a uma localidade nos arredores de Lisboa para visitar raparigas de seu agrado. A rainha Dona Isabel, conhecedora do facto, acompanhada por outras damas da corte, deslocou-se até ao Lumiar, na altura desabitado, com grandes archotes acesos, a fim de iluminar o caminho ao «marido infiel». Quando D. Dinis com o seu séquito passou junto dela, a rainha dirigiu-se-lhe nestes termos: «Ide vê-las», por evolução, teria surgido o topónimo «Odivelas».
No entanto a filologia explica de modo diferente. A palavra é composta por dois elementos «Odi» e «Velas» sendo o primeiro de origem árabe e tendo como significado «curso de água» (efectivamente em Odivelas passa uma ribeira) e o segundo de origem latina em alusão às velas dos muitos moinhos que povoavam a região.

Marmelada branca de Odivelas
A marmelada é um doce confeccionado em todo o País. A marmelada branca é um doce exclusivo de Odivelas, tendo sido confeccionado no mosteiro das Bernardas que sempre guardaram o segredo que lhes permitia obter um doce de cor muito clara, próximo do branco. A marmelada tinha a forma de quadradinhos e pegava-se nela à mão como qualquer bolo seco.
O segredo só foi desvendado depois da morte da última freira, em finais do século XIX, porque ela deixou um caderno de receitas escrito pela sua mão a uma afilhada onde além de muitos outro doces deste mosteiro estava escrita a receita da marmelada branca.
Maria Máxima Vaz dá-nos a receita da marmelada branca tal como está manuscrita no caderno da última freira:
«Vão-se esburgando os marmelos e deitando-os em água fria. Põe-se a ferver em lume brando, estando bem cozidos se passam por peneira. Para 1kg de massa 2kg de açúcar em ponto alto de sorte que deitando uma pinga n’agua coalhe. Tira-se o tacho do lume e se lhe deita a massa muito bem desfeita com a colher, torna ao lume até levantar empolas. Tira-se para fora e se bate até esfriar para se pôr em pratos a secar.»

Odivelas e o Sabugal estão unidos, há séculos, por laços reais protagonizados por el-Rei D. Dinis e D. Isabel.
Paulo Saraiva

As regiões da Beira Interior Norte, de Salamanca e do Douro Superior juntas nos dias 11 e 12 de Dezembro na 1.ª Feira Transfronteiriça Eco-Raia. Reportagem de Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Tal como estava previsto realizou-se, em Foios, no sábado, dia 27, o primeiro festival de sopas. Não vamos dizer que ultrapassou todas as expectativas como muitas vezes se costuma dizer. Apenas dizemos que correu muito bem e que é para continuar.

(Clique nas imagens para ampliar.)

José Manuel Campos - Nascente do CôaAs pessoas cumpriram aquilo que lhes havia sido pedido. Às 17 horas começaram a chegar, ao Centro Cívico, as 14 panelas de sopa que as pessoas, previamente, confeccionaram nas suas casas. De imediato foram distribuídas as tijelas e as colheres para dar início às provas.
As cerca de 70 pessoas que se dignaram comparecer certamente que não deram o tempo por mal empregue.
Depois da prova das sopas o Presidente da Junta usou da palavra para agradecer a todas as pessoas que se dignaram ter participado neste convívio com particular destaque para quem de mais longe se deslocou como foi o caso do Sr. Rui, proprietário do restaurante «O Esquila» sedeado em Sabugal.
De seguida usou da palavra o Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda, Dr. Santinho Pacheco. Agradeceu o convite que lhe havia sido dirigido tendo dito que era sempre com muito gosto que participa em iniciativas de índole popular quer em Foios ou em qualquer outra localidade do distrito que representa.
Lançou um repto à Associação de Freguesias da Raia Sabugalense para que pegue a sério no festival de sopas, em sistema de rotatividade, pelas dez freguesias que integram a A.F.R.S.
Ainda se estava entretido nas sopas quando a equipa de sapadores colocou lume às carquejas que haviam de assar os 30 quilos de castanhas que, no final, foram degustadas e acompanhadas por uns copitos de jeropiga.
Após o magusto e já com a malta bem animada, deu-se início à ronda pelas capelinhas da localidade. Antes, porém, a animadora do convívio a Prof.ª Ilda Manso, distribuiu uma dezena de instrumentos musicais, por alguns elementos do grupo e com a sua concertina toca todos a marchar até às já referidas capelinhas.
A música popular e algumas espanholadas, que a maioria das pessoas sabem cantar, estiveram sempre presentes.
Pretendo agradecer a colaboração que nos foi prestada pela Empresa Municipal Sabugal+ que se fez representar pelo Sr. Victor Proença, membro do Conselho de Administração da mesma.
Também um agradecimento especial à acordeonista Ilda Manso que, apesar de ter sido contratada para actuar apenas uma hora, teve que nos aturar cinco ou seis tendo ido ainda tocar umas modinhas ao Lar da 3.ª Idade que é sempre um gesto digno do reconhecimento de todos.
Ela já nos habituou a bons serões e nós também temos plena consciência de que ela se sente muito bem neste ambiente fojeiro. O pedido das janeiras já está combinado.
Foi uma tarde e uma noite bem passadas a fazer esquecer a tão badalada crise de que tanto se tem falado mas que, felizmente, por estas bandas pouco ou nada se faz sentir.
A nossa crise reside, como todos sabemos, na desertificação. As populações cada vez mais envelhecidas e os novos partem para os grandes centros à procura dos empregos que por cá escasseiam e que por lá também não abundam.
Mas como somos um concelho com enormes potencialidades, em muitos sectores, temos que ser ambiciosos, imaginativos, ter fé e esperança para que o nosso concelho possa dar o salto que sinceramente ambicionamos e merecemos.
«Dar Vida à Vida»
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

No sábado, 4 de Dezembro, todos os caminhos vão dar às adegas de Ruivós. A «Rota das Adegas 2010» vai proporcionar aos participantes a prova do vinho novo em 16 produtores locais.

Rota Adegas 2010 - Ruivós - Sabugal

Ruivós foi terra de agricultores. Ruivós foi terra de agricultura de subsistência. Em Ruivós, terra com cerca de 100 eleitores, resistem, ainda, mais de 20 adegas onde de forma artesanal e ancestral é produzido vinho. Pela primeira vez vai ser dinamizada a «Rota das Adegas» nas ruas e ruelas da velha aldeia proporcionando a visita a 16 adegas que vão estar todo o dia de porta aberta para os forasteiros provarem o vinho novo.
A «Rota das Adegas 2010» em Ruivós vai servir para prestar homenagem aos antepassados da terra e aos mais de 20 produtores de vinho «à moda antiga».
A ideia surgiu numa conversa entre dois naturais de Ruivós e foi desde logo apadrinhada por Manuel Leitão, presidente da Junta de Freguesia local.
No sábado, 4 de Dezembro, todos os caminhos vão dar ao Salão de Festas e Sede da Associação dos Amigos de Ruivós. Os participantes devem adquirir uma caneca em inox (5 euros) – pessoal e intransmissível – para colocar ao pescoço e que vem acompanhada por um passaporte para «carimbar» nas 16 adegas participantes.
A concentração de cavaleiros está marcada para o meio-dia e o almoço com grelhados de carne de porco para as 13 horas. Às 14.30 tem lugar um desfile rural com algumas surpresas e meia-hora mais tarde, às 15 horas é tempo de pegar no passaporte e iniciar a «Rota das Adegas» para prova do vinho novo. Ao final do dia (19 horas) é tempo de saborear um caldo verde acompanhado por alguns petiscos.
As terras do planalto do Côa têm um micro-clima propício à produção de vinho com bom sabor e grau moderado mesmo nos anos em que as geadas teimam em aparecer já fora de horas nos meses de Abril ou Maio.
Todos os anos os proprietários das vinhas (alguns a viver em Lisboa ou na França) cavam, descavam, podam, deitam as «caldas» e fazem a vindima nos primeiros dias de Outubro.
Na semana das vindimas durante a fermentação das uvas – em dornas de madeira que foram passando de pais para filhos – e antes de passar o mosto para os barris é feita a geropiga e algumas semanas mais tarde a aguardente de bagaço nas alquitarras caseiras ou nos lagares licenciados das redondezas.
Fazer vinho é uma arte nobre e intemporal e desde sempre o «néctar dos deuses» desempenha um papel relevante em quase todas as civilizações com Dionísio (deus grego) e Baco (deus latino) e em especial nos rituais cristãos onde simboliza o «sangue de Cristo».
Em Ruivós os antigos diziam que as vinhas gostam de ver a sombra e ouvir o assobio do dono mas, infelizmente, isso vai acontecendo cada vez menos.
Nas adegas da aldeia tem sido tempo de procurar as chaves e limpar as teias de aranha para receber todos os amigos que se vão encontrar e «beber para… recordar». Recordar com alegria episódios vividos em comum e onde acontecem sempre peripécias com piada para alegrar as conversas.

E já agora que o tempo ajude…
jcl

A tradição «manda» que se vá buscar a licença para a matança do porco caseiro à Feira de Santa Catarina na Rebolosa. Este ano juntaram-se à festa os confrades da Confraria do Bucho Raiano. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

No dia 25 de Novembro todos os caminhos vão dar à Rebolosa. A camaradagem, o convívio e a amizade com que se festeja a Santa Catarina faz com que a festa seja excelente.

Santa Catarina - Rebolosa - 2010

Além disto, todos os que ano após ano visitam a Rebolosa neste dia, já não dispensam outros sabores excelentes: o do porco assado na brasa, em assadores espalhados pelo largo da aldeia, o das azeitonas e pimentos curtidos por mãos de cá, o do tinto graminês para regar a refeição, o da geropiga espalhada pelas adegas e pelas penhas…
Também tradicional é comprar uma navalha na feira de ano (pois todos se esquecem dela para o almoço) e tirar a licença para matar o porco, pois com o frio gélido que se faz sentir nesta altura, já é tempo de matanças.
Este ano também houve bucho, pois a Confraria do Bucho Raiano visitou a festa da Santa Catarina e comeu o melhor bucho que se faz por estas terras, não fosse do Adérito da Rebolosa e como bairristas que somos, defendemos o que é nosso.
Quem vai à Santa Catarina fica com vontade de passar por lá o dia todo e por isso a hora do baile chega depressa, entre uma música e outra, mais uns momentos de convívio único, e é por tudo isto que viver aqui, por estas bandas esquecidas, é tão especial!!!
Felismina Rito

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaAcordámos com a Rebolosa, bem cedo, pela manhã. A geada quase mágica que caiu sobre o povoado não podia privar-nos dum convívio são e caloroso, onde os sorrisos frescos da alvorada nos recebiam, em festa. «É a festa da Padroeira Catarina, grande Senhora. E pelo que conta a história este povo e suas gentes elegem-na protectora.» Ali respirava um pedacinho de Portugal em que a partilha torna sempre felizes os corações.

SANTA CATARINA NA REBOLOSA

Rebolosa acordou
De manto branco vestida
Mais tarde rompeu o sol
Os sinos chamam à festa
Ali respira-se vida!

Enquanto sai a procissão
Os sinos vão repicando
E os foguetes com tal força
Esquecem o frio aos fiéis
Que vão cantando, rezando!

É a festa da Padroeira
Catarina, grande Senhora
E pelo que conta a história
Este povo e suas gentes
Elegem-na protectora.

Crianças estão na escola
Mas não ficam ali perto
Fecharam-se portas, janelas
E quem quiser estudar
Fá-lo-á longe, por certo.

Só o Tomás ali anda
De sorriso leve e maroto
Feliz por comprar umas calças,
É porque ainda é pequeno…
Alegrias de garoto.

Carina, trabalha na feira
Uma jovem bem bonita!
«Vendemos fruta, castanhas
Depois é comer e beber»
Responde com ar catita.

E lá no alto da Laje
Em mesa posta à maneira
Torresmos, que bons que estão
Reúne todos à volta
Admirando a aldeia inteira.

Novas mesas, mais fogueiras
Onde grupos vão surgindo
Em vários pontos do adro
Aquecem o coração
Todos comendo e sorrindo.

O cheiro é uma loucura
Torradinhos, ai que mimos
E o poeta Leal Freire
Com o seu porte mui distinto
Um raminho dois raminhos…

Pois vamos de mesa em mesa
E petiscos, petiscando
Tudo gira, tudo roda
Até a música dá vida
Come-se o bucho raiano.

Passamos então à «Peña»
Aberta em dias de festa
Mais um ponto de convívio
Para dançar e beber
Jeropiga? Não há como esta!

É uma vez no ano
Santa Catarina a festejar!
«Depois de tudo fechado
Não vamos para a estrada…
É comer, beber, dançar…»

«Malta nova, amiga e unida
Não se arrisca a sair»
Convive ali nas penhas
De bom gosto e de bom grado
Tudo é p’ra dividir.

É o Paulo quem nos diz
«Abrimos em dias de festa
No Senhor dos Aflitos
Santo António e na Capeia»
Festividades tais como esta!

Festas únicas, diz Paula Pinto
Defendendo a tradição
«A cultura popular
Mostra a alma lusitana»
Fala para localvisão.

«Mostrando a alma das gentes»
Sabugal é todo o ano
Desde a capeia raiana
Revela viva a cultura
Mantendo-se vivo, ufano!

O centro do convívio
É a Junta de Freguesia
Onde o nosso amigo «alcalde»
Disse sentir-se honrado
Por receber a Confraria.

«Gostámos de os ter connosco
Nesta festa de tradição»
A comer, a conviver
Afirmou Manuel Reis Barros
Mostrando alguma emoção.

«Quem nunca veio à Rebolosa
Foi bom para nós receber
Quando começou? Não sabemos
Do seu começo ao final
Foi sempre festa a valer!

Todos levam a ordem devida
Para seu porco matar
O simbolismo é bem forte
Reportando-se ao passado
A festa vai continuar.

E quem manda cá no «sítio»?
O Zé Carlos, já sabemos
«Estivemos a conviver
A recordar tradições
A esta Junta o devemos».

Quero rematar afinal
O que senti, digo então
Pois que esta gente boa
Recebe com alegria
Partilha do coração.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

As crianças e jovens das escolas do Sabugal foram até à Senhora do Monte na freguesia da Cerdeira, concelho do Sabugal, para plantar 300 carvalhos assinalando a «Floresta Autóctone» agregada à iniciativa dos Bosques Centenários das Comemorações da República. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Eis que o Plano Regional de Ordenamento do Território do Centro (PROT-Centro) se tornou falado no Sabugal e no distrito da Guarda, sendo agora muitos os que o criticam por finalmente verificarem que o mesmo não serve os interesses das regiões fronteiriças, que aliás são nele completamente ignoradas.

Demorou alguns meses até que o presidente da Câmara Municipal do Sabugal se pronunciasse publicamente acerca de um documento que conhecia mas que realmente ignorava. Digo que o conhecia porque participara em algumas reuniões preparatórias, e tinha a chave de acesso ao projecto que estava disponível na Internet, no sítio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro. Mas também afirmo que o ignorava porque não se apercebia que o dito projecto de plano não incluía o Sabugal no mapa das dinâmicas a desenvolver no futuro.
Para dizer a verdade, quem descobriu o famigerado projecto de PROT foi Ramiro Matos, presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, que deu o alerta aos eleitos do Partido Socialista, fazendo com que estes avisassem em reunião do executivo camarário o mal que estava a ser feito ao Sabugal.
E foi o cabo dos trabalhos! O presidente explicou o inexplicável: tinha a situação sob controlo, e o mal era alguém ter vindo a público falar num documento de acesso reservado. O que importava era evitar que o assunto viesse para a praça pública, porque era uma espécie de Segredo de Estado, e falar dele era cometer um crime de lesa-majestade.
Entretanto, após mil peripécias, convoca-se a Assembleia Municipal para debater o assunto e aí a irresponsabilidade falou mais alto. Se o presidente já demonstrava compreender a importância de discutir o plano, alguém no seu partido lhe minou o terreno, dando ordem ao colectivo para não comparecer na reunião, assim a inviabilizando.
Há dias foi o Governador Civil da Guarda que, notando que os autarcas se demitiam do dever de discutir o problema, tomou a iniciativa de os convidar para com ele e demais interessados analisarem o projecto de PROT. Lá foi também António Robalo, mostrar a sua profunda indignação pela elaboração de um documento em Coimbra, longe das vistas e das vozes dos autarcas e nas costas do povo da raia. «Temos de olhar para os territórios de montanha e de fronteira, considerados envelhecidos e deprimidos, não os deixando ao abandono, a morrer lentamente», disse o nosso autarca aos microfones da rádio Altitude.
Não posso deixar de dar uma palavra de apreço para os eleitos nas listas do PS que, mau grado o plano ser da responsabilidade de um órgão governamental, portanto seus pares no campo político, não hesitaram em o criticar frontalmente, numa afirmação de que a nossa terra deve estar sempre em primeiro lugar.
Demorou, mas afinal todos concordam que o PROT-Centro merece ser reprovado.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» A rainha logo respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.

Milagre das Rosas - Rainha Santa Isabel - D. Dinis - Castelo do SabugalIsabel de Aragão, mais conhecida pela Rainha Santa Isabel, beatificada e posteriormente canonizada nasceu no palácio de Aljaferia na cidade de Saragoça, no ano de 1271. Era filha de D. Pedro III e de sua mulher Dona Constança de Navarra. Era seu avô paterno D. Jaime I; por via materna era descendente de Frederico II do Sacro Imperador Romano-Germânico. Era a filha mais velha de uma prole de cinco irmãos, dos quais se destacam os que foram reis aragoneses Afonso III e Jaime II, e Frederico II rei da Sicília.
Teve uma educação palaciana, e desde tenra idade mostrava gosto pela meditação, rezas, jejuns, em contra ciclo com as jovens de então, que gostavam de exibir-se, vestindo-se luxuosamente com enfeites e jóias, ouvindo música, passeando e divertindo-se.
Dona Isabel era de uma formosura e de grandes virtudes, que lhe granjearam a cobiça da sua mão por parte de diversos príncipes. No ano de 1288 e com 17 anos de idade, Isabel casa-se por procuração com o rei D. Dinis, na cidade de Barcelona. Em Junho desse ano, a boda é celebrada na vila de Trancoso, acrescentando essa vila ao dote que habitualmente era entregue às rainhas, a chamada (Casa das Senhoras Rainhas). Recebeu como dote, além de Trancoso, as vilas de Alenquer, Óbidos, Abrantes e Porto de Mós; mais tarde foi detentora dos castelos de Portel, Montalegre, Monforte, Chaves, Gaia, Ourém, Sintra, Vila Viçosa, para além de rendas em numerário das vilas de Leiria e Arruda, nos anos de 1300, Torres Novas em 1304 e Atouguia da Baleia no ano de 1307, etc… Do seu casamento com D. Dinis, advieram dois filhos; primeiro Dona Constança que nasceu em 1290 e casou mais tarde com Fernando IV de Castela; e depois D. Afonso IV que nasceu no ano de 1291, e que mais tarde herdaria a coroa de Portugal por sucessão do seu pai.
Nos primeiros anos de casada acompanhava o marido por todo o país, dando dotes a raparigas pobres e educando os filhos de cavaleiros sem posses. Devido à sua bondade e saber, foi cativando a simpatia do povo. Segundo constam as crónicas da época, o seu marido humilhava-a profundamente com as conquistas extra-conjugais. Foi uma apaziguadora de ânimos exaltados entre o marido e o filho, futuro rei D. Afonso IV, que se guerrearam por este considerar que o pai demonstrava imenso afecto pelo filho bastardo Afonso Sanches.
Durante a sua vida e enquanto o marido foi vivo, esforçou-se por manter uma postura digna de rainha de alta linhagem e esmerada educação. Segundo a história, D. Dinis das diversas vezes que se deslocava para visitar as suas damas, e a rainha sendo sabedora dessas atitudes, respondia-lhe com esta evasiva «Ide vê-las, Senhor». D. Dinis faleceu no ano de 1325, tendo a rainha D. Isabel recolhido ao Convento de Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, vestindo o hábito da Ordem das Clarissas. Após o ingresso, entregou-se inteiramente às obras de assistência que durante a vida de seu marido tinha fundado; mais tarde, não podendo vestir o hábito das clarissas e professar os votos no mosteiro que tinha fundado, fez-se terciária franciscana, depondo a coroa real no Santuário de Santiago de Compostela e ofertou os seus bens aos mais necessitados.
Foi viver para Coimbra, onde fixou residência junto ao convento de Santa Clara, mandando edificar o hospital de Coimbra, o de Santarém e o de Leiria para recolher os enjeitados e abandonados.
Somente uma vez saiu do Convento, e isso aconteceu no ano de 1336, quando seu filho D. Afonso IV declarou guerra ao seu sobrinho, D. Afonso XI de Castela, neto da Rainha D. Isabel, porque segundo consta, se deveu aos maus tratos que infligia à sua mulher D. Maria filha do rei português. Mais uma vez a Rainha Santa Isabel usou da sua inteligência, saber e bondade, evitando a guerra entre os dois exércitos, colocando-se entre eles, proporcionando a paz.

Milagre das Rosas no Largo do Castelo do Sabugal
A história mais popular da Rainha Santa Isabel é sem sombra de dúvida o «Milagre das Rosas». Segundo a lenda portuguesa, numa manhã fria e geada de Inverno, a rainha saiu do castelo de Sabugal para fazer a caridade aos mais desprotegidos da sociedade, levando no seu regaço pedaços de pão e outros víveres. Foi, de imediato, interpelada pelo rei seu marido, que a questionou: «Que levais no regaço?» De imediato respondeu: «São rosas, Senhor!» Desconfiado D. Dinis inquiriu-a de novo: «Rosas de Inverno?» A rainha mostrou então o conteúdo do regaço do seu vestido e nele só haviam rosas, ao contrário do pães que aí colocara.
O primeiro registo escrito do milagre das rosas encontra-se na Crónica dos Frades Menores; no entanto com o passar dos tempos a tradição popular, introduziu variantes, como moedas de ouro que se transformaram em rosas e vice-versa. O povo criou à sua volta uma lenda de santidade, atribuindo-lhe diversos milagres. A sua imagem é venerada pela Igreja Católica. Foi beatificada no ano de 1516 pelo Papa Leão X e canonizada no ano de 1625 pelo papa Urbano VIII. O principal templo de veneração é a Igreja do Convento de Santa Clara-a-Nova em Coimbra e a capela do Castelo de Estremoz; a festa litúrgica realiza-se a 4 de Julho, sendo as suas atribuições – representada como rainha de Portugal, com rosas no regaço do vestido. Faleceu no dia 4 de Julho de 1336, deixando no seu testamento grandes legados a hospitais e conventos, visando sempre o amparo dos mais desprotegidos.
in «História de Portugal» de Manuel Pinheiro Chagas.
aps

Se «Inside Job», ao analisar um tema como a crise financeira que vivemos, é um filme bastante actual, «A Rede Social» também o é. Não necessariamente por focar um tema específico mas um fenómeno dos dias de hoje que literalmente liga toda a gente: o Facebook.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaMas além de ser um filme sobre a rede social onde toda a gente está, contada através dos dois processos que foram impostos a Mark Zuckerberg, o criador do site, pelo seu ex-melhor amigo e por três colegas de universidade que alegam que o site foi ideia deles, esta é também a história do seu criador.
Sem recorrer a actores conhecidos, o nome mais sonante no elenco talvez seja o cantor Justin Timberlake, «A Rede Social» é um filme que se vê bem, mas deixará os adeptos de David Fincher algo desiludidos. Não há nenhuma interpretação que marque, nem mesmo a de Jesse Eisenberg como Mark Zuckerberg. E este papel tinha tudo para ser bom, pois a personagem até é complexa. Não se trata de alguém normal que cria um site assim do dia para o outro. A personagem de Mark Zuckerberg (nunca saberemos se é como o filme o retrata, pois este é baseado numa biografia não autorizada do criador do Facebook) vista por David Fincher e Aaron Sorkin, o argumentista, é um génio bastante fechado, com problemas em relacionar-se com os outros que o levam a fazer as coisas à sua maneira e sem se preocupar com o que acontece à sua volta.
Rede SocialO excelente final, que acaba um pouco como tudo começou, é disso exemplo. Mesmo depois de ter feito o que fez à ex-namorada logo no início do filme, e que no fundo foi a génese do Facebook, uma espécie de vingança contra as raparigas que não lhe ligavam nenhuma e contra os grupos de Harvard que não lhe abriam as portas, Mark Zuckerberg acaba por enviar-lhe um pedido de amizade. No fundo Mark só queria estar no centro das atenções. E consegue-o, pelas melhores ou pelas piores razões. A música «Baby You’re a Rich Man», dos Beatles, é a cereja no topo do bolo no final de «A Rede Social».
E já que falamos em música, não posso deixar de referir a excelente banda sonora do filme, que esteve a cargo de Trent Reznor e Atticus Ross que se adequa perfeitamente ao ritmo e à montagem do filme, sem qualquer falha. Nota-se a presença do homem forte dos Nine Inch Nails a criar um ambiente que assenta como uma luva ao que se vai passando.

«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt

Ainda o PROT-Centro…, e a demonstração de que este documento não necessitava de ser assim.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Às voltas com a proposta do PROT da Região Centro lembrei-me de ir ver o que se vinha passando em outras regiões do País, começando pelo Algarve.
Nesta Região o PROT aprovado e publicado em 2007, pretende «promover um modelo territorial equilibrado e competitivo», e isso passa também por «Promover um modelo territorial equilibrado e competitivo,(…) aumentando o potencial de desenvolvimento das áreas deprimidas do interior, assegurando a coesão territorial (…).»
Para isso o PROT Algarve define um conjunto de opções estratégicas, destacando três:
«2 — Reequilíbrio Territorial, na qual se reflectem objectivos de coesão territorial e de fomento do desenvolvimento das áreas mais desfavorecidas do interior da Região;
3 — Estruturação Urbana, através da qual se orienta o sistema urbano na perspectiva de uma melhor articulação com os espaços rurais, do reforço da competitividade territorial e da projecção internacional da Região;
6 — Estruturação das Redes de Equipamentos Colectivos, que constituem elementos estruturantes da reorganização territorial da Região;»
Mas este documento vai mais longe ao definir como prioridade o «Reequilíbrio Territorial», pois «As fortes assimetrias intra-regionais que caracterizam o Algarve exigem uma actuação estratégica especificamente orientada para o desenvolvimento das áreas do interior(…)»
As orientações estratégicas de reequilíbrio territorial definidas visam, entre outros, o:
«• Controlo das pressões de urbanização sobre o litoral e promoção do potencial de desenvolvimento do interior da Região, reorientando a oferta turística e criando condições de desenvolvimento das actividades económicas associadas aos espaços rurais;
Combate à desertificação e ao abandono das áreas rurais, promovendo a fixação da população activa através quer do aumento das oportunidades de emprego locais, quer da melhoria das acessibilidades às áreas de maior concentração económica da Região, quer ainda de usos e práticas agrícolas e florestais que combatam os processos que conduzem à desertificação;
Promoção de melhorias significativas na qualidade de vida da população residente nos territórios do interior da Região, nomeadamente no que respeita às condições de habitação, à cobertura das infra-estruturas e equipamentos colectivos e ao desenvolvimento das actividades comerciais e culturais;
Criação de medidas de discriminação positiva dos territórios do interior no âmbito dos instrumentos de gestão territorial;
Consolidação do sistema urbano do interior, explorando sinergias e funções de articulação entre diversos espaços.»
E para isso, é definido um «Eixo Transversal Serrano: rede urbana secundária assente na promoção e valorização dos centros tradicionais do interior (sedes de concelho ou de freguesia), sendo indispensável dotar estes centros de um conjunto adequado de equipamentos e serviços à população e de suporte ao aparecimento de novas dinâmicas sócio-económicas ou ao incremento das existentes.»
Mas é também claramente explicitado que a «rede rodoviária do Algarve deverá estruturar-se a partir do IP1 e da Via do Infante de Sagres (A22), e é complementada por duas vias de distribuição intra-regionais: a sul a EN125 e a norte a EN124/ ER267. A malha rodoviária regional principal deverá completar-se através de algumas ligações norte-sul, que asseguram o acesso directo aos centros do interior serrano bem como as principais ligações ao Alentejo.»
Não me alongo mais nesta abordagem ao PROT-Algarve, mas penso ter demonstrado que noutras Regiões do País, e no Algarve as questões são ainda mais graves pelo peso avassalador do litoral turístico, se abordou a questão de territórios como o do Concelho do Sabugal de uma forma correcta e inclusiva.

PS: Uma última nota para os que pretendem aproveitar esta discussão para transformar isto numa campanha anti-PS. Em 2007, o Governo era o mesmo que em 2010…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

«Nuno Álvares Pereira o Galaaz de Portugal», é o novíssimo livro de Pinharanda Gomes. D. Nuno Álvares Pereira foi com 13 anos para o Paço de D. Fernando, onde a rainha o armou cavaleiro. Aos 16 anos foi obrigado a casar com uma viúva, Dona Leonor Alvim, de quem teria uma só filha, e de quem enviuvaria doze anos após o matrimónio. Devoto leitor dos antigos romances de cavalaria, Nuno Álvares quis imitar o venturoso Galaaz e ser também ele um corajoso paladino.

Pinharanda Gomes integrou a Comissão Histórica da Causa da Canonização de Nuno de Santa Maria, e dos aprofundados estudos em que se empenhou, resultou um manancial de informação. Desse empenho veio à luz o livro «S. Nuno de Santa Maria», publicado em 2009.
Da análise a Nuno Álvares Pereira enquanto herói nacional, saiu um conjunto de textos, que deram forma a um novo livro, intitulado «Nuno Álvares Pereira o Galaaz de Portugal», recentemente editado. Nele o Condestável é equiparado à figura do cavaleiro-herói da Távola Redonda.
Galaaz era a personagem principal do livro «Romance Histórico dos Cavaleiros da Mesa Redonda e da Demanda do Santo Graal», escrito no século XIII, o qual contém um conjunto de aventuras em que o jovem cavaleiro, virgem e devoto aos juramentos de castidade, se empenha corajosamente.
Pinharanda Gomes defende a tese de que Nuno Álvares foi o Galaaz português, baseando-se sobretudo na obra de Fernão Lopes «Chronica do Condestabre». Gostava de ler os romances de cavalaria e cedo sonhou tornar-se um desses virtuosos aventureiros, que lutavam por causas.
Abraçando a causa do Mestre de Avis, Nuno Álvares defendeu a independência nacional, ocupando o lugar na vanguarda do exército. Foi ele que gizou a estratégia que levou de vencida os castelhanos na batalha de Aljubarrota, garantindo a continuidade de Portugal como reino independente. Nomeado fronteiro do Alentejo e depois Condestável do Reino, continuou a velar pela força militar portuguesa até que o chamamento da santidade o levou ao recolhimento.
plb

A Fanfarra Sacabuxa da Associação da Juventude Activa da Castanheira venceu a final do Concurso Nacional de Música da Fundação INATEL (na vertente Bandas e Orquestras) no passado dia 20 de Novembro em Beja.

Fanfarra Sacabuxa - Castanheira

A final juntou grupos oriundos dos Centros de Cultura e Desporto filiados na Fundação INATEL no Norte, Centro, Sul e Lisboa/Vale do Tejo. Esta actividade surgiu com o sentido de pôr em contacto os Centros de Cultura e Desporto, de os desafiar a construir um pequeno projecto artístico no campo da música e de confrontá-lo com outros projectos.
O Concurso pôs em confronto pelo Sul a Sociedade Musical Instrução Recreio Aljustrelense; por Lisboa e Vale Tejo a Academia de Música Banda de Ourém; pelo Centro a Associação Juventude Activa da Castanheira com a Fanfarra Sacabuxa; e pelo Norte a Associação Desportiva Cultural e Social Subportela (Viana do Castelo). O júri do concurso, constituído por Délio Gonçalves, Vasco Pearce de Azevedo e Jorge Salgueiro enalteceu a qualidade geral e concepção da apresentação da Fanfarra Sacabuxa, com especial realce para a afinação e a técnica perfeita, enaltecendo ainda a grande empatia criada com o público. No contexto deste merecido prémio, a Fanfarra Sacabuxa vai participar brevemente num espectáculo no Teatro da Trindade, tendo sido também presenteada com uma Obra para Banda Sinfónica de Joly Braga Santos, um dos mais talentosos compositores portugueses. Esta obra irá ter a estreia mundial através de uma Banda Sinfónica onde se integrarão os elementos da Fanfarra Sacabuxa.
A Fanfarra Sacabuxa é uma banda de 12 elementos, nascida na Castanheira em 4 de Agosto de 2002, um ano depois de a ideia surgir e depois de algumas jornadas de formação. Naquele dia deu-se a estreia pública da Fanfarra Sacabuxa, inserida no 3º Festival de Cultura Tradicional «O Ofício». Como refere o site da AJAC, «foi com um grande entusiasmo e muitos aplausos que a Castanheira recebeu este grupo de jovens». E acrescenta que, «tendo em conta a partida constante dos jovens das aldeias, em especial as do interior, onde continua a não haver oportunidades de trabalho, este foi um passo importante para inverter este ciclo.» Actualmente a Fanfarra tem como director artístico Elmano Pereira.
Joaquim Igreja (Assist. Técnico Cultural da F. INATEL – Agência da Guarda)

Realizou-se no domingo, dia 21 de Novembro, na cidade de Trancoso o 5º Estágio Regional – UDKS de Karate da Beira Alta, com a organização a cargo da Associação Karate Shotokan Trancoso.

O evento foi orientado pelos Senseis Victor Dinis e Isabel Teixeira, Directores Técnicos da União Dojos Karate Shotokan.
O Estágio foi dividido em 3 sessões de treino, onde foram abordados vários pormenores técnicos, desde da base até aos pormenores mais avançados.
Estiveram presentes quase cinco dezenas de atletas de diferentes escolas da região, entre elas: KST (Trancoso), AEKS e AEKS-P (Guarda) e NKSP (Pinhel).
O Estágio organizado no início da época desportiva, serviu não só de aperfeiçoamento técnico, mas também para se realizar a primeira época de Exames de Graduação à qual se candidataram 29 examinandos dos diversos clubes da região.
Parabéns a todos aqueles que fizeram exame de graduação, pois esforçaram-se muito e por isso conseguiram ultrapassar mais uma etapa no percurso desta arte marcial-Karate e também um bem-haja a todos os participantes no estágio, como também aos familiares que os acompanharam, sem eles estas formações não eram possíveis.
Eduardo Rafael (KST)

A França viveu este fim-de-semana aquilo a que alguns órgãos de comunicação e oposição chamaram uma «fantochada ou palhaçada». Ao mesmo tempo, uma palhaçada prevista e anunciada há muito tempo.

Paulo AdãoComo tem sido hábito, os presidentes franceses, vão alterando as equipas governativas, consoante o avanço dos diferentes projectos eleitorais. Há quatro ou cinco meses atrás, já se falava nesta mudança, que muitos esperavam como uma alternativa ao actual sistema governativo que muita polémica tem gerado. Depois das semanas movimentadas dos últimos tempos, uma vez aprovada a lei sobre a idade das pensões, esperava-se de dia para dia esta mudança. Muito foi dito, e muito se escreveu, sobre os pretendentes ao lugar de primeiro-ministro, sobre os possiveis candidatos, não
faltando especulações sobre este ou aquele nome, sobre esta ou aquela pessoa.
François Fillon, primeiro ministro, já tinha apresentado a sua demissão em 2007, aquando das eleições legislativas e nessa altura tinha sido reconduzido na função que ocupava. Desta vez, até há bem poucos dias, poucos eram aqueles que apostavam na continuidade de Fillon, tendo o mesmo dado sinais de ter chegado ao final do seu mandato. Porém, na semana que antecedeu estas mudanças, o mesmo manifestou disponibilidade para continuar no lugar, conduzindo à termo, os diferentes projectos de reformas e mudanças previstos pelo actual presidente de República.
Com a previsão de uma fim de semana de mudanças, não foi grande a surpresa, quando na sexta-feira ao final do dia, o então primeiro-ministro, apresentou a demissão, em bloco do seu governo, ao presidente de República, a qual foi aceite. Foi no sábado que comaçaram as «surpresas», François Fillon, é nomeado primeiro-ministro e reconduzido nas suas funções habituais, deixando para trás
nomes que se anunciavam já, ocupantes dessa cadeira tão desejada. Como tarefa, (urgente) cabe-lhe encontrar e apresentar ao presidente da República, uma nova lista de colaboradores (ministros e secretários de Estado) para formarem novo governo.
Uma vez a lista apresentada cabe ao presidente da República aceitar e nomear oficialmente o novo governo. Se o governo precedente contava com 37 ministros, o novo conta apenas com 30. A antiga equipa governativa que tinha aberto portas à oposição, fechou agora, por completo essas portas fazendo parte do novo governo apenas as cores do partido presidencial, ou seja um governo de
direita, por vezes mesmo, acusado de extrema-direita. No novo governo, as caras novas são poucas ou nenhumas, houve muitas mudanças, mas apenas trocas de gabinetes ou secretários de Estado que são agora ministros. A novidade mais badalada é a chegada de um antigo peso da política francesa, Alain Jupé, actual presidente da Câmara de Bordéus, que fez parte dos governos de Chirac.
Tem a França, desde domingo passado, um novo governo, mas com caras velhas.
Desta «palhaçada», um novo governo ao qual 64 por cento dos franceses não fazem confiança nenhuma e 89 por cento que dizem que a política vai ser a mesma que existe desde a eleição deste presidente, não esperando alguma mudança significativa e desejada, segundo uma sondagem publicada esta manhã na imprensa francesa.
Curiosidades desta nova equipa: é a primeira vez que um casal (marido e mulher) fazem parte de um mesmo governo, (ministra da defesa e negócios estrangeiros com o ministro junto do primeiro-ministro, responsável das relações com o Parlamento); cinco dos trinta membros da equipa nasceram na mesma cidade – coincidência ou não –, aquela onde Sarkozi foi presidente da câmara.
Dos 30 elementos do novo governo, 12 são mulheres.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

COMO AGIR JURIDICAMENTE – Esta crónica é um «abre olhos» para todos os leitores que estejam abrangidos pelos cortes salariais impostos pelo Orçamento de Estado para o ano económico de 2011.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaIsto porque a norma de redução unilateral e generalizada dos salários na função pública, com efeitos definitivos para o futuro, conforme admitiu o sr. Ministro das Finanças no Parlamento a pergunta de um deputado do PCP, é inconstitucional, conforme um parecer que amavelmente do escritório do Dr. Garcia Pereira, mão amiga, me fez chegar, e que vai assim resumido com pequenas alterações, para melhor compreensão dos leitores:
1.ª Tal norma é financeira e não orçamental (porque abrange também retribuições dos trabalhadores das empresas públicas sob forma societária, cujo regime é o dos trabalhadores privados), com efeitos plurianuais num Orçamento de Estado que deve ter efeitos apenas para um ano ecnómico, padece de inconstitucionalidade material, por violação dos artigos 105.º, n.os 1 e 3 e 106.º, n.º 1 da Constituição;
2.ª Porque esta norma também é eminentemente de natureza laboral devia ter obedecido aos requisitos de consulta prévia ao processo legislativo consagrados no artigo 56.º, n.º 2, da Constituição, e regulado quer pela Lei n.º 23/98, de 26/5 quer pelo art.º 470.º e seguintes do Código do Trabalho,o que implica a sua inconstitucionalidade formal, por ofensa ao referenciado art.º 56, n.º 2 do C.R.P.;
3.ª Porque a mesma norma restringe e suspende um direito constitucional (o direito ao salário, consagrado no artigo 59.º, n.º 1 al. a) do C.R.P.) fora dum caso de estado de sítio ou de emergência declarados na forma prevista na Constituição, o que lhe é frontalmente proibido pelos artigos 18.º, n.º 2, e 19.º, n.º 1, da Lei Fundamental, sendo por consequência também materialmente inconstitucional;
4.ª Acresce que, a referida norma, retirando direitos e expectativas jurídicas adquiridos e comprometendo as legitimas expectativas à integralidade e não redutibilidade remuneratória, atenta contra o principio da confiança jurídica ínsito na ideia de Estado de direito consagrada no artigo 2.º do C.R.P., sendo por tal motivo, também materialmente inconstitucional;
5.ª Sendo tal norma ablativa, por decisão política, de um direito subjectivo de carácter patrimonial juridicamente tutelado, que só pode verificar-se nos casos excepcionais previamente estabelecido em lei retroactiva (exemplo expropriação pública), consubstancia um verdadeiro confisco não permitido pela Constituição, maxime no seu artigo 62.º, e viola o princípio de respeito pelas obrigações pré-constituídas( vg. De natureza contratual) consagrados no artigo 105.º, n.º 2, da mesma Constituição, sendo por isso, mais uma fez formal e materialmente inconstitucional;
6.ª Ao determinar unilateralmente a diminuição geral das remunerações apenas dos trabalhadores da Administração Pública, mantendo-se a intangibilidade das retribuições do regime laboral privado, sem que exista qualquer fundamento juridicamente válido para impor aos primeiros menores direitos e garantias do que os segundos, consubstancia uma diferenciação de tratamento sem fundamento material razoável, ao arrepio do princípio de igualdade consagrado no artigo 13.º da Constituição, sendo por tal motivo, mais uma vez materialmente inconstitucional.
Por tudo isto, é concluir que os salários dos trabalhadores da Administração Pública, à luz da legislação (designadamente constitucional) em vigor, não podem ser reduzidos por acto unilateral da mesma Administração, ou mesmo por acto legislativo, como por exemplo a Lei do Orçamento do Estado.
Como reagir a isto? Pergunta o leitor…
Simples:
– Assim que a Lei do Orçamento for publicada, interpor providência cautelar conservatória para suspensão de norma, com fundamento na sua inconstitucionalidade.
– Assim que receber o primeiro salário, reduzido por efeito desta lei, interpor acção de impugnação da norma junto dos tribunais administrativos, invocando a sua múltipla inconstitucionalidade.
Cá em casa, como se não toleram abusos, nem «roubos», é o que se vai fazer.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Com o objectivo de atingir mais uma vitória, a equipa da Rapoula do Côa deslocou-se a Manteigas para defrontar a equipa da casa, mas nem tudo correu como era previsto. A pesada derrota por 7-3 aconteceu ao som da chuva nas terras altas do vale glaciar do Zêzere…

(Clique nas imagens para ampliar.)

A equipa visitante entrou muito bem em campo, nos primeiros minutos de jogo tudo corria pelo melhor e inaugurou-se o marcador através de Paulo Pernadas, pouco tempo depois, mais um golo para os visitantes, desta vez por Sérgio Pinto, e assim se contavam 0-2. Tudo parecia estar a correr bem até que a equipa da casa marcou o seu primeiro golo, 1-2. Ainda no primeiro tempo, os jogadores da casa estavam empenhados em dar a volta ao marcador, acabaram assim por alcançar o 3-2, mantendo-se este resultado até ao intervalo.
Regressados do balneário, dava-se início à segunda parte do jogo, era notável a desconcentração por parte dos jogadores neste tempo, falhando vários passes e falhando também grandes oportunidades de golo. Sofreram, também, posteriormente com a expulsão do guarda-redes David Praça. O jogo estaria a poucos minutos de terminar, todas estas falhas se viriam a notar no resultado final, acabando assim o jogo com o resultado favorável à equipa da casa. A equipa da Rapoula do Côa somou mais uma derrota, e desta vez pesada, sendo esta por 7-3 (último golo da equipa marcado por Marco Capela).
Esquecendo isto tudo, têm que começar a pensar no próximo jogo e regressar ao espírito das vitórias!
Sofia Tomé

Por solicitação da Junta de Freguesia do Soito, a Câmara Municipal do Sabugal poderá proceder à ampliação da rede eléctrica de baixa tensão no caminho que liga a vila do Soito à Ponte da Senhora da Granja, permitindo assim a sua iluminação.

Festa da Senhora da Granja - SoitoA ampliação da rede eléctrica, numa extensão de 1.100 metros, será executada pela EDP mediante o pagamento de quase oito mil euros. Serão instalados 29 postes com lâmpadas desde a Fonte do Robalbo até à Ponte da Senhora da Granja, assim se obtendo a iluminação de uma via muito utilizada pelos soitenses, nomeadamente pelos proprietários das explorações agrícolas ali existentes e pelos muitos devotos que integram a procissão religiosa que segue do Soito para a capela da Senhora da Granja.
O assunto vai ser discutido na próxima reunião do executivo municipal do Sabugal, que se realiza amanhã, dia 24 de Novembro.
Como o caminho em questão está fora do perímetro urbano do Soito, a extensão da rede eléctrica seria da responsabilidade dos proprietários do terrenos que o ladeiam, que beneficiarão da melhoria, contudo, dada a utilidade pública daquela via, a obra poderá vir a ser suportada pela Câmara Municipal.
Dentre as razões para o previsível investimento camarário surge também o argumento de que será instalado breve trecho um parque de merendas junto à ponte da Senhora da Granja.
plb

Em tempos recuados o Homem vivia sobretudo no campo, em estreito contacto com a Natureza, sujeito aos seus desmandos e caprichos, perante os quais era bastas vezes impotente. Para se proteger dos rigores climatéricos, dos temores da noite, do ataque de animais ferozes e de gente inimiga, procurava refúgio em abrigos naturais.

O troglodita alapardava-se em cavernas, grutas ou árvores ocas, aproveitando o que a Natureza lhe oferecia de mão beijada. Mas com o tempo aprendeu a dominar o meio, começando a edificar toscos abrigos, de muito precárias condições. De qualquer forma, eram uma resposta à necessidade de protecção temporária e ocasional, em locais onde o meio não oferecia amparo natural.
A verdade é que a construção de alguns desses toscos abrigos perdurou ao longo dos tempos. Estavam quase sempre ligados a uma actividade campestre, fosse pastoreio, caça, vigia de terrenos, ocupações que careciam de protecção em determinados momentos. Em muitos casos o aproveitamento da forma de um penedo ou de uma árvore, dava lugar a construções semi-naturais. Bastava o levantamento de uma parede ou o encosto de uma sebe de paus entrelaçados para se criarem condições de protecção.
Mas para além dessa construção semi-natural, extremamente tosca, havia também um conjunto de refúgios melhor arquitectados, ainda que igualmente rudimentares. Para abrigo de uma borrasca os pastores e cavadores erguiam exíguos refúgios em pedra, na forma de nicho, onde um homem cabia à justa, de pé ou agachado. Ainda hoje há desses abrigos ao redor dos caminhos, aguardando inevitável derrocada.
As pedras que foram as paredes destas «casotas» jazem amontoadas em carambola. A forma é arredondada ou de implantação quadrangular, sendo a cobertura constituída por grossas lascas encasteladas em falsa cúpula. Por norma um dos lados é aberto, sem qualquer porta.
Para além desses abrigos com cobertura há ainda, sobretudo em zonas planálticas, os chamados malhões. Trata-se de simples muros de pedra apinhada, de forma direita ou arredondada, sem qualquer cobrimento. Encostados aos malhões os camponeses protegiam-se do vento cortante e do sol abrasador. Por isso é ainda hoje vulgar encontrar vestígios destes abrigos, embora difíceis de identificar por se tratarem de simples amontoados de pedra solta, aparentemente sem qualquer finalidade prática.
A corrida à pedra de granito, transportada em plataformas para Espanha e outros destinos, selvaticamente sugada aos campos do planalto beirão, está a destruir estes importantes vestígios da arquitectura popular.
Paulo Leitão Batista

Os líderes do Partido Socialista, salvo honrosas excepções, os seus militantes, salvo honrosas excepções, e os seus simpatizantes, salvo honrosas excepções, transformaram a sua ideologia numa garrafa vazia, que se pode encher de qualquer conteúdo.

António EmidioNada admira portanto que muitos irão votar à direita nas presidenciais. O mesmo irá acontecer nas legislativas. Para mim não é novidade…
Vejamos: quem é o primeiro-ministro José Sócrates? Um homem sem ideais, para ele a política é contabilidade. Isto para a direita é a maneira normal de fazer política, para a esquerda significa catástrofe, aí a temos…
Como foi permitido a um primeiro-ministro socialista fazer uma política notoriamente de direita? A primeira razão, para mim, foi a falta de democracia interna do Partido Socialista, silenciaram-se as vozes críticas. Depois, o primeiro-ministro governou para ele e para quem o manteve no poder. Foi um homem que defendeu mais os interesses do partido e de uma minoria que o rodeou, do que o interesse público.
Estão agora a surgir vozes críticas dentro do próprio Partido Socialista, quem são? Que ideologia têm? Não sei. Espero é uma coisa, que sejam homens e mulheres imbuídos de ideais socialistas, porque fundamentalistas de mercado e socialistas de salão já chegam os muitos que temos. Querido leitor(a), Sócrates, foi e é um vendedor de fumo, incapaz de mudar seja o que seja, com ele à frente continuam as políticas neoliberais que farão desaparecer os serviços públicos, aumentar o fosso entre ricos e pobres, aumentar o desemprego e a precariedade laboral, entre outras coisas.
Mas nem tudo foi mau, este homem, ensinou-nos isto, pelo menos a mim, quando um partido político tem uma maioria absoluta, se quiser, pode exercer o poder com um rigor decisório idêntico aos partidos únicos, numa ditadura tanto de direita como de esquerda, sente-se com legitimidade democrática, toma decisões que os partidos únicos não se atreveriam com receio de revoltas populares (quem não se lembra de há uns anos atrás, nesta legislatura, andarmos numa roda-viva por causa das absurdas leis, da diarreia legislativa que do governo saíram, tudo debaixo de ameaças da polícia, das finanças, de coimas e ASAE?). Outra coisa muito importante, à dialéctica do poder, dos que governam, deve estar sempre associado um elevado nível ético, intelectual e humano, a não ser assim, irá contribuir para a má imagem que os governados têm dos governantes, este governo foi paradigma.
Foi com este homem, que pela primeira vez vi depois do 25 de Abril um político actuar, não como um mortal, sujeito a errar, mas como um iluminado na posse da verdade absoluta.
Socialistas, quando fordes votar internamente para os órgãos do partido, lembrai-vos do seguinte: homens como Sócrates há lá muitos, deixou escola, se lhes derdes o vosso voto, irão fazer novamente o que lhes apetecer, sem um mínimo de respeito para convosco e para com os cidadãos que um dia poderão governar.
O Partido Socialista já perdeu a sua identidade, foi um partido da Revolução de Abril, foi um partido de trabalhadores, o que é hoje? O partido de uma classe média urbana acomodada, cuja ideologia do partido deixou de ser prioritária, como o pleno emprego, a defesa do Estado Social, e toda uma série de regalias que tinham os mais pobres e humildes da sociedade para erradicar a pobreza e a miséria.
É necessária uma cisão no Partido Socialista, a direita que é maioritária e dominadora, que se deixe estar, os socialistas democráticos de esquerda que formem um outro partido, uma nova esquerda, tipo Die Linke alemão? Porque não?
É necessário que assim seja, para bem da Democracia e dos Portugueses.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A Sabugal+ organiza entre os dias 20 e 30 de Dezembro as «Férias Desportivas Natal 2010» para crianças entre os 6 e os 14 anos. As actividades a desenvolver incluem natação, futebol, jogos de orientação, caminhadas, cinema, ateliers e visitas culturais.

Férias Desportivas Natal 2010 - Sabugal+

As inscrições para as «Férias Desportivas Natal 2010» com monitores da Sabugal+ podem ser feitas até ao dia 10 de Dezembro nas Piscinas Municipais do Sabugal.

Programa das Férias Desportivas Natal 2010. Aqui.

Ficha de Inscrição. Aqui.
jcl

As Comunidades da Unidade Pastoral do Planalto do Côa reuniram-se na Ruvina, no Domingo, dia 14 de Novembro, para participarem no magusto inter-paroquial.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Padre Hélder LopesDepois de Ruivós (2008) e de Vale das Éguas (2009) terem organizado esta actividade, este ano a Ruvina foi a terra anfitriã do Magusto Inter-Paroquial das Comunidades da Unidade Pastoral do Planalto do Côa.
O Domingo foi preparado com muito cuidado. Ao longo de vários dias muitas pessoas se empenharam nos preparativos para que tudo corresse bem. As previsões atmosféricas ameaçavam estragar os planos, mas até o sol quis participar neste encontro, brindando-nos com a sua presença e alegria ao longo do dia.
Logo cedo, depois das Celebrações Dominicais de cada paróquia, muitos paroquianos das diversas comunidades (Badamalos, Bismula, Rapoula do Côa, Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas e Vilar Maior) começaram a chegar ao largo da igreja da Ruvina, uns de transporte próprio, outros nos transportes disponibilizados para o efeito. Às 11.00 horas já a pequena igreja estava repleta. Fizeram-se os ensaios e às 11.30 horas começou o momento mais importante do dia. A Eucaristia foi celebrada com muito encanto. Na assembleia ocuparam lugar de destaque as crianças, adolescentes e jovens das diversas comunidades paroquiais. Os cânticos entoaram-se com beleza. Os altares foram enfeitados com muito esmero. Os acólitos emolduraram o presbitério rodeando o pároco, o Diácono Lucas Fernandes e o jovem André Barros. Rezou-se de forma especial pelos nossos Seminários.
Depois da Celebração Eucarística, passou-se da mesa do altar para a mesa do convívio e da refeição fraterna. No pavilhão das festas, junto ao ringue, foi servido o almoço preparado por um pequeno grupo de pessoas muito diligente. Depois das entradas, foi servida a canja de galinha, carnes assadas acompanhadas de arroz e fruta da época. Dias antes, os paroquianos das diversas paróquias foram convidados a partilhar as sobremesas. As mesas que lhes estavam destinadas rapidamente ficaram repletas de iguarias que saltavam aos olhos e faziam água na boca. Ninguém contou as pessoas presentes, mas os 170 pratos de cerâmica que estavam preparados não chegaram para todos. Foi necessário recorrer a pratos de plástico guardados para as eventualidades. Tudo foi preparado com muita perfeição.
Já com a barriga acomodada foi tempo de desfazer as calorias do almoço. Rapidamente se organizaram os jogos que estavam preparados e muitos se puderam divertir. Houve jogos tradicionais para todos os gostos, idades e feitios, desde os jogos de cartas, aos mini-torneios de «futebol de 5», até aos jogos de cordas. Organizaram-se corridas de sacas, corridas de pares, jogo do balão, jogo do ovo, jogo da maçã, jogo da malha, jogo do prego, jogo da testa entre outros… Foi uma tarde muito bem passada que ajudou pequenos e graúdos a celebrar o Domingo de forma diferente.
Como um dos motivos do encontro era o magusto, o dia não poderia ter terminado sem as castanhas assadas e a jeropiga. Também aqui houve castanhas para todos os gostos, desde as assadas no tradicional monte de caruma, até às assadas em modernos recipientes que permitem um melhor aproveitamento do fruto do castanheiro. Como é natural, alguns chegaram a suas casas irreconhecíveis!
Este dia só foi possível graças à organização feita pela Paróquia da Ruvina com o apoio da Junta de Freguesia local, do Centro Social e Cultural da Ruvina e da Casa de Cristo Rei.
Pe. Hélder Lopes

O Sporting Clube do Sabugal participou com seis judocas no II Torneio da Associação Académica da Universidade de Aveiro. As judocas raianas Joana Carreira e Beatriz Pinheira alcançaram o primeiro lugar na categoria «Benjamin».

(Clique nas imagens para ampliar)

A importância que o judo tem vindo a ter no desenvolvimento desportivo em muitos pontos do país e na vida estudantil está bem patente na realização do II Torneio da Associação Académica da Universidade de Aveiro. Foi no pavilhão da Universidade que, no passado sábado, 20 de Novembro, se juntaram mais de 200 pequenos judocas dos 3 aos 12 anos.
Como é habitual e sempre que possível o Sporting Clube do Sabugal está presente nestas competições.
Todos os participantes e em especial os seis judocas raianos estão de parabéns, pois para muitos foi uma estreia bem sucedida.

NOME ESCALÃO ETÁRIO CLASSIFICAÇÃO
Emanuel Martins Iniciado 2.º
Pedro Carreira Iniciado 3.º
Hristo Kurtov Iniciado 3.º
Eduardo Castilho Benjamin 3.º
Joana Carreira Benjamin 1.º
Beatriz Pinheira Benjamin 1.º

A importância da participação no evento garante o acumular de experiência competitiva, desde o stress que os atletas enfrentam à gestão de esforço e atitude desportiva.
No final do Torneio, os participantes para além dos prémios merecidos, foram brindados com um lanche para recuperarem forças.
Como sempre o regresso foi festivo, mostrando alguns atletas alguma ansiedade para a participação no próximo Torneio.
djmc

O Comando Territorial da Guarda comemora no próximo dia 2 de Dezembro, o segundo aniversário através de uma cerimónia militar a realizar no Parque Urbano da cidade, no Rio Diz.

GNRSegundo o comunicado semanal da GNR, para comemorar a efeméride o Comando Territorial da Guarda, «vai levar a efeito um conjunto de actividades que se pretendem simples mas, como é tradição e apanágio da Guarda Nacional Republicana, eivadas do maior brilhantismo e dignidade».
Segundo o Programa, às 14h30 haverá a recepção das entidades convidadas, às 15h15 terá início a cerimónia militar e no final, às 17h00, será servido um porto de honra.
Durante a semana transacta a GNR da Guarda efectuou 13 detenções, nove em flagrante delito e as demais pelo cumprimento de mandados judiciais.
No mesmo período foram elaborados 309 autos de contra-ordenação, na sua maior parte por infracções à legislação rodoviária.
Registaram-se 30 acidentes de viação, sendo 16 por motivo de colisão entre veículos, 11 por despiste e três por atropelamento. Destes acidentes resultaram dois feridos graves e quatro feridos leves.
Em 19 de Novembro, o Posto Territorial de Almeida, deteve dois indivíduos, de 21 e 40 anos, residentes em Benespera e em Gonçalo, quando conduziam um veículo que tinham furtado na madrugada desse mesmo dia, em Vilar Formoso. Na mesma acção foram ainda recuperados um computador portátil e um telemóvel que se encontravam no interior do veículo, aquando do furto. Os suspeitos, já com antecedentes criminais, foram notificados para comparecerem no Tribunal da Guarda, tendo no entanto faltado.
No dia 15 de Novembro, as Secções de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Gouveia, Pinhel e Vilar Formoso realizaram acções de sensibilização, subordinadas ao tema «Apoio 65 – Idosos em Segurança», em freguesias dos concelhos de Gouveia, Foz Côa e Sabugal. Assistiram às acções 101 idosos.
Entre dias 16 e 19 de Dezembro, realizaram 14 acções de sensibilização subordinadas aos temas «Prevenção Rodoviária» e «ser feliz em Segurança», em escolas dos concelhos de Aguiar da Beira e Guarda. Nas acções estiveram presentes 323 alunos e 15 professores.
plb

A vereadora socialista Sandra Fortuna defendeu em reunião do executivo municipal do Sabugal que a construção da estrada de ligação do Sabugal à A23 é uma obra utópica, cujos trabalhos devem parar imediatamente, pondo termo a um gasto de verbas exorbitantes que pode colocar a câmara perante grandes dificuldades financeiras.

A vereadora do Casteleiro, defendeu a medida numa reunião realizada em 27 de Outubro, em que se debateu uma alteração ao orçamento municipal face à necessidade de reforçar as verbas para custear os trabalhos naquela obra. Os eleitos do PS votaram contra a proposta, que recebeu os votos favoráveis dos vereadores do PSD e obteve a abstenção do vereador do MPT, Joaquim Ricardo, o que obrigou o presidente António Robalo a fazer uso do voto de qualidade para aprovar a proposta.
Após a votação Sandra Fortuna fez uma declaração de voto justificativa da posição tomada: «Os vereadores do Partido Socialista votam contra por não concordarem com as verbas exorbitantes para a referida obra. Como já foi dito por nós, trata-se de uma obra utópica, com gastos excessivos e capaz de levar a câmara a grandes dificuldades financeiras. Como temos responsabilidade política e já demonstrámos por várias vezes, é nosso entendimento que a obra pare imediatamente.»
Joaquim Ricardo, que tem sido um adversário da obra, optou pela abstenção, viabilizando assim a aprovação da sua continuidade. Porém no final da votação fez também uma declaração de voto, afirmando que se abstivera porque esperava por uma análise aos trabalhos e aos correspondentes gastos entretanto realizados. Mesmo assim não deixou de criticar a obra: «Entendo e sempre entendi que este projecto, para além dos custos previsíveis serem insuportáveis para o executivo, a sua realização não traz ao território valor acrescentado justificável».
Capeia Arraiana falou com Sandra Fortuna que disse que a posição agora assumida pelos elementos do PS era coerente com o que sempre defenderam. «O mesmo não se passa com Joaquim Ricardo que de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto», disse a vereadora socialista.
Considera que a obra é uma aventura muito mal planeada e indevidamente suportada pela câmara, não tendo sido feito o necessário para que a mesma fosse assumida pelo governo. Sobre o que deve ser decidido face aos gastos necessários para a continuidade dos trabalhos, a vereadora do Casteleiro mantém-se peremptória: «Ou o poder central assume a obra ou, caso contrário, a mesma tem de parar, já que a câmara não tem condições financeiras para a manter».
plb

JOAQUIM SAPINHO

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