«A República e os Judeus» é o mais recente livro do historiador Jorge Martins. Após o lançamento na Câmara Municipal de Lisboa o autor desloca-se ao Sabugal no dia 7 de Novembro para apresentar o livro na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

«A República e os Judeus» é o mais recente livro editado pelo historiador Jorge Martins. A cerimónia de lançamento teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 17 de Outubro, com a apresentação a cargo de Miguel Real, autor do prefácio do livro e do actor Jorge Sequerra que fez a leitura dramatizada de textos da época da implantação da República.
«A capa de «A República e os Judeus» teve um percurso curioso» recorda Jorge Martins no seu blogue «Portugal e os Judeus» acrescentando que «o talentoso artista, Jorge Machado-Dias, que tem feito as capas dos meus livros editados na Vega, resolveu criar um blogue onde expõe o seu processo de criação, exibindo os projectos exploratórios até chegar à capa final». Como a ideia era associar os judeus à República a foto escolhida, publicada na revista Ilustração Portuguesa em 1915, mostra o presidente da República, Teófilo Braga e o seu secretário particular, o judeu Levy Bensabat (primeiro à direita).
O filósofo Miguel Real considerou no prefácio da obra: «Pelos seus livros publicados nomeadamente os 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006) e a Breve História dos Judeus em Portugal (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo A República e os Judeus (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma “questão religiosa” na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma “questão religiosa” com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma “questão judaica” na I República.
Um livro de aconselhável leitura no ano do 100º aniversário da implantação da República.»
Cerca de um ano depois, no dia 7 de Novembro, o autor desloca-se ao Sabugal para apresentar mais um livro na livro na Casa do Castelo. Recorde-se que a 17 de Outubro de 2009 apresentou em sessão pública, também na Casa do Castelo, o livro «Breve História dos Judeus em Portugal» e lançou o desejo de juntar vontades para proporcionar o estudo e divulgação dos vestígios judaicos no Sabugal assim como o lançamento das bases de um roteiro judaico para o território raiano.
O historiador Jorge Martins é um dos congressistas do I Festival Internacional da Memória Sefardita organizado pela Turismo Serra da Estrela entre os dias 1 e 7 de Novembro. Na manhã de quinta-feira, dia 4, no TMG-Teatro Municipal da Guarda o especialista em história judaica será o moderador do 3.º painel intitulado «A fronteira da vida de Aristides de Sousa Mendes» e participará como orador no 4.º painel «O Impacto da herança Judaica no Turismo» onde falará dos Judeus do Sabugal.
jcl