You are currently browsing the daily archive for Sexta-feira, 1 Outubro, 2010.

O Capeia Arraiana transcreve na íntegra o comunicado dos deputados do MPT na Assembleia Municipal do Sabugal.

«COMUNICADO DOS DEPUTADOS DO MPT NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL, EM RESPOSTA A UMA INTERVENÇAO DO PARTIDO SOCIALISTA, NA REUNIÃO DE 24 DE SETEMBRO

O grupo do MPT – Movimento do Partido da Terra na Assembleia Municipal do Sabugal, depois de analisar uma intervenção escrita do grupo do Partido Socialista, feita na última reunião da Assembleia, intervenção essa a cargo do respectivo presidente da Concelhia do PS, não pode deixar de vir na defesa da honra do vereador, eleito pelo MPT, Dr. Joaquim Ricardo, dizer:
Obviamente que o PS pode (e deve) manifestar o seu desencanto com a acção levada a cabo pelo Executivo Municipal, exercendo democraticamente o seu direito de oposição.
Mas não pode fazê-lo, maxime, quando atinge voluntária e directamente uma pessoa, no caso o Dr. Joaquim Ricardo, demonstrando ignorância, maldade e má-fé, e que mais não reflectem que um triste sublimar de recalcamentos que ainda decorrem da frustração da escolha do segundo vereador residente. Escolha essa, felizmente, acertada, diga-se.
O PS, como qualquer outro partido integrado nos órgãos da autarquia, tem o direito de não gostar (mesmo sem saber porquê, ou porque dá jeito dizer coisas, ou porque é giro criar polémica e aparecer nas fotografias) de um qualquer dirigente ou simples deputado municipal, seja pela sua actuação, seja porque seja…
O PS pode não gostar do Dr. Joaquim Ricardo, por ciumeira política ou porque acha que a maioria no Executivo ora estabelecida, não deixa de ser, fazendo fé num passado não muito longínquo, uma “facadinha nas ditas” e uma indigesta derrota.
O PS pode isso e muito mais (é olhar para o país que temos), mas não pode bolçar, publicamente, juízos ofensivos e inverdades, na malsã tentativa de besuntar os que não são da “cor” e os que importunam.
Estultícia seria virmos aqui apresentar o currículo do Dr. Joaquim Ricardo, já que ninguém, minimamente atento, desconhece o seu indefectível percurso profissional e cívico, com referências até no desempenho de funções autárquicas anteriores às actuais.
Acreditamos (porque nos chegaram manifestações nesse sentido, vindos do PS) que nem todos os Deputados deste partido seguiram o “His Master Voice” na sua aleivosa intervenção. É uma questão interna do PS que não nos cabe resolver, mas registamos a aparente falta de unanimidade e a preocupação de alguns ao desnecessário e injustificado pontapé na ética e na urbanidade.
Porque uma coisa é crítica, outra é raivinha de dentes, concluímos com um recado ao jovem e atormentado “speaker” de serviço: – “Para se avaliar a competência dos outros é preciso que, previa e reconhecidamente, sejamos nós mesmo competentes”.

Os Deputados do MPT.»

Anúncios

A Assembleia Municipal do Sabugal reunida no dia 24 de Setembro de 2010 deliberou, por unanimidade, classificar a capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao forcão, como «património cultural imaterial de interesse municipal».

Capeia Arraiana - Forcão

As touradas tradicionais dos territórios raianos do concelho do Sabugal, conhecidas por capeias arraianas, têm a particularidade de incluir a lide dos touros com recurso ao forcão – uma estrutura de madeira feita à base de carvalho, em forma de triângulo, no interior da qual se colocam cerca de trinta homens que enfrentam o touro em praças improvisadas nos largos das localidades – e atraem milhares de pessoas até à região fronteiriça.
O forcão tem por objectivo «cansar» o touro para que, posteriormente, os homens mais corajosos o possam agarrar.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, reconheceu que com a decisão tomada por unanimidade na última Assembleia Municipal «ganha maior legitimidade o pedido de inventariação da capeia arraiana como património cultural imaterial, que está a ser elaborado para ser apresentado ao Instituto dos Museus e da Conservação».
O autarca referiu que com a candidatura, que a partir de agora vai ser preparada, a autarquia pretende «assegurar a preservação e promoção desta manifestação de cultura tradicional» de um concelho do distrito da Guarda que faz fronteira com Espanha.
Para o presidente da autarquia raiana a decisão «é mais um passo na metodologia a seguir com o objectivo de classificar a capeia arraiana como Património da Humanidade» junto da UNESCO.
No âmbito da preparação da candidatura, a autarquia irá promover, em 2011, umas jornadas sobre a capeia arraiana, altura em que também apresentará o trabalho vencedor do «Prémio Municipal de Trabalhos de Investigação sobre a Capeia Arraiana», no valor de mil euros.
jcl (com jornal «Público»)

Especialistas da França, Grã-Bretanha, Portugal e Espanha vão apresentar a importância do Vale do Douro durante a Guerra da Independência na Conferência Internacional «A Guerra de Independência no Vale do Douro: os cercos de Ciudad Rodrigo e Almeida». O congresso histórico realiza-se nas cidades amuralhadas de Almeida e Ciudad Rodrigo entre os dias 5 e 8 de Outubro.

Congresso Internacional Almeida Ciudad Rodrigo«La Guerra de Independencia en el Valle del Duero: Los asedios de Ciudad Rodrigo y Almeida» é um congreso histórico que analisará a importância da fronteira luso-espanhola por onde chegaram as tropas de Napoleão a Portugal e que serviu ao mesmo tempo para o contra-ataque do Duque del Wellington que culminaria na batalha de Arapiles (Salamanca).
O congresso será presidido pela professora de História Moderna na Universidade de Burgos (UBU), Cristina Borreguero, pretende analisar de forma «minuciosa» a importância do Vale do Douro e Ciudad Rodrigo que foram nos últimos 200 anos a porta de acesso à meseta de Castilha.
O Congresso, coordenado pelo Grupo de Estudos sobre Guerra (HM-1), da Universidade de Burgos, procuram explorar questões tão variadas como a terra ea estratégia da Vale do Douro, as chefias militares, diplomacia, cercos, o governo e as placas, e o fluxo da vida quotidiana durante a guerra: a música, medicina e cirurgia de material de campanha, e publicações periódicas de arte dedicada ao conflito.
O encontro reparte-se entre o Palácio de Los Águila em Ciudad Rodrigo e o auditório do Centro de de Estudos de Arquitectura Militar de Almeida, que será visitada pelos participantes a 7 de Outubro. A organização pretende publicar em 2011 os textos e fotografias do congresso.

Programa do Congresso. Aqui.
jcl

A aldeia histórica de Sortelha e o castelo do Sabugal vão ser pontos de passagem para a caravana dos «roadster» da Mazda, o modelo MX-5, em terras beirãs no fim-de-semana de 16 e 17 de Outubro.

Mazda MX-5A Mazda e o Club MX-5 estão a ultimar os preparativos para a realização de um novo passeio, desta feita com base no popular modelo nipónico, o Mazda MX-5.
O regresso à estrada irá fazer-se por terras da privilegiada região da Beira Interior, integrando uma visita às suas aldeias históricas, num programa que decorrerá no fim-de-semana de 16 e 17 de Outubro.
O passeio irá desenrolar-se no ambiente romântico de uma das mais ímpares parcelas do território nacional, berço de um conjunto de aldeias históricas ex-líbris da nossa arquitectura popular e militar, num fim-de-semana que privilegiará a condução do roadster da Mazda por entre paisagens deslumbrantes, em contacto directo com algumas das páginas mais ricas e, por vezes, desconhecidas para muitos, do nosso legado histórico.
O programa prevê passagens pelas Termas de Monfortinho, Penha Garcia, pela imponente Sortelha ou o altaneiro Castelo do Sabugal (no sábado), por Monsanto (considerada «A Aldeia Mais Portuguesa de Portugal») e pela romana Idanha-a-Velha, com as suas magníficas ruínas. São estes alguns dos pontos de paragem e visita ‘obrigatória’ desta incursão do Club MX-5 por terras beirãs.
jcl

A associação «Caravanismo de Portugal» organiza o seu segundo encontro nacional, entre 2 e 5 de Outubro, no Parque de Campismo do Freixial, em Penamacor.

Parque Campismo Freixial - Penamacor

Caravanistas de todo o país são esperados a partir de sábado no Parque do Campismo do Freixial, em Penamacor, para a segunda edição do Encontro Nacional de Caravanistas. «A iniciativa organizada pelo Fórum de Caravanismo de Portugal tem como objectivo o convívio e a divulgação de várias zonas do país», refere a organização.O encontro decorre até 5 de Outubro e a escolha do local foi feita pelos próprios caravanistas, numa votação que decorreu na internet.
A Câmara Municipal de Penamacor aproveitou a iniciativa para divulgar e apresentar o Parque de Campismo do Freixial como um local de encontro, ou reencontro, com o Universo. «A cerca de 5 quilómetros da aldeia de Aranhas, a 11 da vila de Penamacor e a 6 de Espanha, o Parque de Campismo do Freixial insere-se numa vasta área livre de aglomerados urbanos, sulcada por aprazíveis vales e ribeiras, nas proximidades da Reserva Natural da Serra da Malcata. 
O clima, tipicamente mediterrâneo, demarca de modo incisivo as quatro Estações. A Primavera deslumbra pela intensa paleta de cores de que se revestem os campos (o roxo do rosmaninho e da urze, os amarelos da giesta e da carqueja, o branco das estevas floridas) e pelos aromas que inundam o ar que se respira. O Verão é quente! E o sol, por vezes abrasante, convida às sombras frescas dos freixos, dos amieiros e salgueiros que abundam no Parque e ao longo das linhas de água. Nada, porém, que um banho refrescante na piscina ou num qualquer remanso da ribeira não compense! O silêncio, aqui, não é de ouro; é simples e naturalmente musical! O tempo é de encontro, ou reencontro, com o Universo!»
jcl

Os povos do concelho do Sabugal usam uma linguagem característica, impregnada de termos originais, muitos dos quais a cair em manifesto desuso face ao processo de normalização linguística. Deixamos aqui o registo de alguns termos utilizados no contexto das touradas com forcão.

A Capeia Arraina é a mais peculiar tradição do concelho do Sabugal, e em particular de uma corda de povos mais chegados a Espanha, na margem direita do rio Côa. Ao costume ancestral da realização das touradas com forcão estão associados um conjunto de termos linguísticos populares. Grande parte dos termos foram recolhidos em trabalho de campo, ouvindo as pessoas antigas que gostam de falar no tema em apreço, outros porém resultaram de pesquisa em escritos de autores que igualmente os recolheram.

AFOLIAR – colocar-se à frente do touro, desafiando-o a investir; tourear.
ALABARDA – pau enfeitado ou bandeira, usado nas touradas pela mordomia quando pede a praça; o mesmo que labarda. Também se chamam «alabardas» às bandeiras usadas nas festas do Espírito Santo, em algumas terras: «Era constituída por duas bandeiras, ambas em forma de galhardete, e cujos panos de uma forma quadrada, eram constituídos por retalhos quadrados de cores, em que predominava o vermelho, o amarelo e o verde e por um ceptro, de pau alto, encimado por uma cruz, em torno da qual se colocavam cravos e manjericos, a modos de enfeite» (Pinharanda Gomes).
ALABARDEAR – manejo da alabarda, agitando as bandeiras a pulso, até ao cansaço. O mesmo que labardear.
APARTO – escolha e separação dos touros para a tourada. Após o aparto os touros são conduzidos por cavaleiros pelos campos e caminhos rurais até à aldeia onde se efectuará a tourada.
CALAMPEIRAS – lugares cimeiros que envolvem o corro onde se realizam as capeias, nos quais a assistência toma lugar (Franklin Costa Braga escreve calampreias).
CAPEIA – tourada arraiana (do Castelhano: capea).
CAPINHA – toureiro castelhano que estagia nas capeias da raia portuguesa; o mesmo que maleta.
CHOCA – cabresto; vaca que acompanha os touros bravos. Esta expressão tem outros significados populares: galinha em estado febril, que está a incubar os ovos; pedaço de bosta seca que fica agarrado ao pêlo ou à lã dos animais; salpico de lama. Também se diz água choca, significando água quente.
CHURRO – touro escuro. Júlio António Borges diz significar também: sem viço, sem vitalidade.
CORRO – cerco onde têm lugar as capeias (touradas com forcão), formado num largo da aldeia com recurso a carros de vacas carregados de lenha.
CURRO – local onde se metem os touros para uma tourada. «Preço do curro»: preço dos touros.
DESENCERRO – acto em que se conduzem os touros para fora da aldeia após a realização da capeia arraiana.
ENCALEIPEIRAR-SE – fugir do touro para as calampeiras (Franklin Costa Braga).
ENCERRISTA – cavaleiro que participa no encerro dos touros na manhã do dia da capeia.
FOLGUEDO – tourada com forcão (Joaquim Manuel Correia); festa; brincadeira; divertimento. Francisco Maria Manso chama folguedos às montarias aos javalis.
FORCALHO – o mesmo que forcão (Francisco Vaz).
FORCÃO – triângulo feito com pernadas de carvalho atadas com cordame, usado para tourear nas capeias arraianas. Ao forcão pegam entre vinte e cinco a trinta homens que, sincronizados, rodam na praça, para evitar que o touro salte para cima do aparelho, se meta por debaixo dele ou o contorne. Mais a Sul (Monsanto) forcão designa um pau bifurcado usado para juntar feno ou para empurrar a lenha para o forno (Maria Leonor Buesco).
GALANO – boi malhado, banco e preto (Adérito Tavares)
GALHA – um dos lados dianteiros do forcão – à galha agarram os pegadores mais destemidos. Também significa ramo, pernada.
GALHOS DIANTEIROS – os dois rapazes que ficam nas galhas do forcão, à direita e à esquerda. Noutro tempo os galhos dianteiros estavam munidos de varas com aguilhão, que tinham por função picar o touro, de forma a evitar que saltasse sobre o aparelho de lidar.
GARROCHA – vara com ponta de ferro, usada para picar os touros nas capeias. Também significa: escaravelho (Pinharanda Gomes) e jogo tradicional
JOGO DO BOI – jogo infantil que consiste na imitação da capeia arraiana. Uma vara comprida fazia de forcão e um pau era os chifres do touro, quase sempre representado pelos rapazes mais malandros (Maria José Bernardo Ricardo Costa).
MALETA – toureiro amador espanhol que percorre as touradas da raia portuguesa. O mesmo que capinha.
MOFENDA – campo de pastagem para os touros, em Espanha.
MONTARAZ – guarda espanhol dos touros bravos.
NOVILHEIRO – indivíduo natural de Aldeia da Ponte (termo recolhido por Clarinda Azevedo Maia, que o atribui à fama que têm nas capeias naquela terra raiana).
PASSEIO – costume antigo, em que, no dia da festa da aldeia, os mordomos marcham pelas ruas, levando insígnias – passeio dos mordomos. Adérito Tavares associa o passeio à capeia, pois os mordomos desta e outros rapazes evoluem pelas ruas da aldeia, ao som do tambor, em momento que precede a tourada. Joaquim Manuel Correia chama-lhe passeio dos moços e refere tratar-se de uma evolução militar simulada, cuja origem vem do tempo em que os mancebos se preparavam para exercerem funções de defesa das suas aldeias.
PEDIR A PRAÇA – acto inaugural da capeia, em que os mordomos solicitam autorização para dar início à tourada. A praça é pedida à pessoa mais grada que está na assistência, que no momento representa a autoridade
PINCHADO – indivíduo perfurado com o corno do touro.
REDONDEL – pequeno largo fechado por carros de lavoura, carregados de mato, onde se fazem as capeias nas aldeias raianas (Nuno de Montemor).
RABEADOR – homem que pega no vértice traseiro do forcão e o maneja face ao movimento do touro. O mesmo que rabichador. Adérito Tavares refere dois termos equivalentes: rabejador e rabicheiro. O rabeador tem de ser um homem alto, ágil, e com capacidade de comando.
RABICHO – vértice traseiro do forcão, que é o seu leme (Francisco Vaz). Adérito Tavares escreve rabiche.
SORTE – lide de um touro na capeia. O termo tem outros significados: parte de uma propriedade que cabe a cada um dos herdeiros. Ir a sortes: ir à inspecção militar (o mesmo que dar o nome ou dar o número) – a sorte do inspeccionado podia ser: livre, esperado ou apurado.
TAMBORLEIRO – tamborileiro. O tamborleiro é figura essencial nas capeias em algumas terras da Raia. É ao som do tambor que se efectua o passeio dos rapazes.
TOURO DA PROVA – touro que é lidado com o forcão logo a seguir ao encerro, para verificar se há boas expectativas para a capeia, que acontecerá à tarde.
VACA DA AGUARDENTE – vaca largada na manhã da capeia, logo após o encerro.
Paulo Leitão Batista

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaA Comunicação Social assusta-nos quando se refere ao descalabro económico que atravessamos. Mas às vezes nem é bem clara, pois que faria se fosse a verdade completa! São meias verdades que já doem e com as quais o povo vai sofrendo. Por um lado, esperançado por uma fatia de políticos, por outro, amedrontado pela outra fatia. Afinal, qual é a verdade? De certo que a maioria dos portugueses nem imagina o que estamos a atravessar. Só quem ouve ou lê os pensamentos e as análises dos economistas atentos, estudiosos e preocupados com a vida nacional e, especialmente, com a classe que trabalha e cumpre os seus deveres financeiros, é que se apercebe de quão grave é o que se passa e como pode ainda piorar, se não houver senso, a todos os níveis, para resolver os problemas e descomplicar o futuro dos nossos filhos.

CRISES HÁ MUITAS…

A crise financeira
Foi a ameaça primeira
Veio a austeridade
Injectando de capital
O sistema bancário
Que atingiu contribuintes
Os que pagam e voltam a pagar
Impostos com vários nomes
Só para fazer distrair
Que tem que contribuir.

E depois dos impostos
Vêm os despedimentos
A redução de salários
E são os pobres salafrários
Que mais sofrem com a crise
Pois não se vê assim tanto
Que reduzam nas despesas
Os autarcas, governantes
E todos os demais mandantes
Dum jogo que não tem fim.

É a crise para os pequenos
«Os grandes» estão sempre bem
Nem sentem a falta de sono
Das famílias ansiosas
Por terem que se dividir
Entre a vigília e o cansaço
Que os tempos são difíceis…

E eu só receio bem fundo
Que com tanto resistir
Se venha a perder o sorrir…

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O presidente da Câmara de Santarém, Moita Flores, é o primeiro subscritor de uma petição «em defesa da Festa Brava» que pretende recolher 100 mil assinaturas até Julho de 2011. O autarca pretende criar uma associação de municípios de Portugal, Espanha e França para a defesa da tauromaquia.

Cavalo e TouroEm declarações à agência Lusa Moita Flores defendeu que a festa dos touros é «um combate pela cidadania e pelos direitos da Terra para que ninguém se amedronte perante a gritaria histérica de alguns» e pretende «mostrar definitivamente ao país que não nos submetemos à ditadura do hamburguer urbano e que somos muitos, disponíveis para lutar, resistir e assumir Portugal na sua unidade complexa e diversa».
Moita Flores anunciou, na última reunião da Câmara de Santarém, a criação de uma associação de municípios de Portugal, Espanha e França para a defesa da tauromaquia e o lançamento desta petição.
Lembrando as suas origens alentejanas, Moita Flores acusa os promotores das iniciativas contra as touradas de não estarem interessados na defesa dos direitos dos animais, nem na defesa dos direitos do homem.
«As posições tomadas pelos que defendem a proibição das actividades tauromáquicas são hipócritas», lembra o autarca acrescentando que «resolveu lançar esta iniciativa em defesa dos animais, dos touros, dos cavalos, dos pastores e dos campinos, da economia agrícola e animal associada à festa e ao espectáculo, em nome do progresso com memória, em nome do desenvolvimento sem perder o sentido da História».
A presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Maria da Luz Rosinha (PS), é a subscritora número 7445 da petição «Em Defesa da Festa Brava» lançada por Moita Flores. Maria da Luz Rosinha considerou que «a festa brava está ligada às origens da nação e à proximidade com a terra» defendendo que «na realidade de tradição secular proveniente da dinâmica e interacção entre o homem e o campo, as manifestações tauromáquicas fazem parte do universo de várias gentes e regiões do país, sendo uma parte importante dos seus costumes e património cultural e deve ser preservada».

Petição para defender a Festa Brava. Aqui.
jcl (com agência Lusa)

A permanência no Sabugal da ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV) do INEM foi colocada em causa por um relatório interno do instituto de emergência médica. Os «números» do estudo indicam que o INEM tem ambulâncias em várias zonas do Norte e do Centro que saem em missão de socorro menos de uma vez por dia. O INEM «aproveitou» para informar que manter uma SBV custa, aproximadamente, 20 mil euros por mês.

Ambulancia do INEM no SabugalUm relatório interno do INEM a que o «Jornal de Notícias» teve acesso indica que a ambulância de Suporte Básico de Vida (SBV) do INEM de Celorico de Basto, sedeada no Centro de Saúde, saiu no primeiro semestre de 2009, 52 vezes, o que dá uma média de uma saída em cada três dias. No mesmo período o INEM pagou aos Bombeiros de Celorico de Basto 175 saídas da ambulância da corporação.
Em Vieira do Minho, a ambulância do INEM, que está no Centro de Saúde, saiu 143 vezes nos primeiros seis meses de 2009 (menos de uma saída por dia) mas os bombeiros locais saíram com a ambulância do INEM que está no quartel (PEM) 264 vezes.
Em Figueiró dos Vinhos, o INEM saiu 34 vezes em seis meses, enquanto os bombeiros saíram 235 vezes em ambulância própria, com quilómetro pago pelo INEM.
Em Mortágua, a SBV saiu 60 vezes em 180 dias enquanto no mesmo período o INEM pagou 372 saídas de ambulância aos bombeiros.
A situação repete-se no Sabugal, em Vouzela, em Figueira de Castelo Rodrigo, em Santa Comba Dão, Oleiros e Fratel, onde o INEM tem ambulâncias com pouca actividade.
Ricardo Rocha, presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência (STAE), defendeu que as populações do Interior preferem ligar para os bombeiros em vez de ligar para o 112 porque «sabem que os bombeiros não fazem tantas perguntas e que até transportam ao Centro de Saúde, enquanto que a ambulância do INEM só pode levar ao hospital» acrescentando que «em muitas localidades as ambulâncias do INEM só saem em serviço quando os bombeiros estão ocupados».
Os meios de socorro no terreno estão em constante avaliação e, em consequência disso, foi recentemente deslocalizada a ambulância de Silves, no Algarve. A ambulância do INEM em Baião foi cedida no ano passado aos bombeiros locais.
jcl (com «JN»)

As comemorações do Centenário da República no concelho do Sabugal têm vindo a ser preparadas pela Comissão Municipal e incluem um conjunto de actividades que se prolongam por todo o mês de Outubro. A sessão solene, no dia 5, inclui uma oração de sapiência pelo professor Adérito Tavares, a inauguração de uma exposição alusiva à República, a plantação da Árvore do Centenário e a apresentação da serigrafia de Manuel Morgado.

Comemorações Centenário República Sabugal
(Clique na imagem para ampliar.)

A Comissão Municipal para as Comemorações do Centenário da República, constituída por Adérito Tavares (presidente da Comissão), por António Robalo (presidente da Câmara Municipal do Sabugal), por Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal do Sabugal), por Jaime Vieira (director da Escola Secundária do Sabugal) e por João Vila Flor (director do Agrupamento de Escolas do Sabugal) preparou um conjunto de actividades destinadas a comemorar o Centenário da República.
No dia 5 de Outubro, às 15.30 horas, terá lugar no Auditório Municipal do Sabugal a sessão solene com uma oração de sapiência de Adérito Tavares, professor e historiador de Aldeia do Bispo, que será seguida da inauguração de uma exposição temporária alusiva à República, da plantação da Árvore do Centenário na Escola Secundária do Sabugal e a apresentação de uma serigrafia comemorativa da autoria do artista sabugalense Manuel Morgado.
No dia 6, no Auditórioa Municipal, será apresentada a peça de Teatro «Os Republicanos» (às 15.30 horas para os alunos das escolas e às 21.30 horas para o público em geral).
No dia 9, sábado, o fim-de-tarde será dedicado às «Músicas da República» e incluirá uma palestra por Rui Vieira Nery e um concerto pela Banda Filarmónica Bendadense.
No dia 26 de Outubr um grupo de alunos da Escola Secundária do Sabugal fará uma visita de estudo a Alpiarça à «Casa dos Patudos», residência do republicano José Relvas transformada em museu.
No dia 30 as comemorações terão um dos seus pontos altos com «As Jornadas da República». A abertura dos trabalhos, às 14.30 horas, contará com a presença de Adérito Tavares (presidente da Comissão), António Robalo (presidente do Município), Ramiro Matos (presidente da Assembleia Municipal), Santinho Pacheco (governador civil da Guarda) e D. Manuel Felício (bispo da Guarda).
As conferências das «Jornadas» contam com as intervenções de Manuel Braga da Cruz (Reitor da Universidade Católica), «A Igreja e o Estado na I República», de Francisco Manso, «O Sabugal e a República» e de Adriano Moreira.
No final nas «Jornadas» será apresentada, por Natália Correia Guedes (neta de Joaquim Manuel Correia) a 5.ª edição do livro «Memórias sobre o Concelho do Sabugal» do escritor natural da Ruvina a que se seguirá uma intervenção de Júlio Louro, neto do ilustre republicano sabugalense António Augusto Louro.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.144.140 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Anúncios