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O complexo do Skiparque de Manteigas, estrutura que permite a prática de esqui em pistas artificiais retoma a actividade regular este fim-de-semana após um «período de estagnação».

SkiparqueEsmeraldo Carvalhinho, presidente da Câmara Municipal de Manteigas, em declarações à agência Lusa recordou que «o espaço começou a funcionar em 2002 e reabre com nova dinâmica este fim-de-semana sob a gestão de uma empresa do concelho».
«É uma reabertura simbólica, porque nunca encerrou», disse o autarca, recordando que quando tomou posse como presidente da autarquia, há cerca de um ano, verificou que o equipamento de desporto e lazer, único no país, «não estava a cumprir os objectivos para o qual foi concebido».
O Skiparque de Manteigas era explorado por uma empresa que detém a concessão turística de outros equipamentos da Serra da Estrela e apresentava sinais de «degradação» e uma gestão «pouco dinâmica».
Esta situação levou a Câmara de Manteigas «a cancelar o contrato e a abrir concurso para uma nova gestão», esclareceu o autarca, indicando que no local existem pistas de esqui sintéticas, zonas de lazer com actividades radicais e desportos de ar livre, praia fluvial, parque de campismo e unidades de turismo rural.
Com a abertura de um novo concurso para gestão e exploração, o Skiparque, localizado no sítio da Relva da Reboleira, próximo da aldeia de Sameiro, conhece um novo rumo nas mãos do grupo Sabores Altaneiros – Aventura e Lazer, com sede em Manteigas.
«Recuperou-se a dinâmica do Skiparque e será um local onde irão organizar-se muitos eventos, porque a empresa tem uma dinâmica extraordinária», admitiu Esmeraldo Carvalhinho, contando que também está ligada à promoção de produtos locais, como compotas, bolos e queijos.
O autarca disse acreditar que à volta do Skiparque onde já foram criados oito novos postos de trabalho, haverá «um conjunto de acções que trazem conforto em termos económicos e de criação de postos de trabalho», tendo em conta que o concelho «tem no turismo a única via de desenvolvimento».
A empresa garantirá a prática desportiva de esqui «durante todo o ano em pista artificial» numa estrutura composta por duas pistas de esqui sintéticas, uma de aprendizagem e outra de descida (com 400 metros de comprimento), dotada com sistema de iluminação para a prática nocturna.
jcl (com Agência Lusa)

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«Quero vencer mas se não conseguir deixem-me enfrentar o desafio corajosamente.» Reportagem da jornalista Dina Vaz com imagem de Cátia Gaudêncio da Redacção da LocalVisãoTv (Covilhã).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A Concelhia do Partido Socialista do Sabugal emitiu com pedido de publicação no Capeia Arraiana um comunicado de Imprensa que reproduzimos na íntegra.

«COMUNICADO DE IMPRENSA

“BOICOTE AO DESENVOLVIMENTO DO CONCELHO”

PSOs deputados municipais que integram o Grupo Político do Partido Social Democrata demonstraram no dia 29 de Outubro que não estão interessados em defender os interesses do Concelho do Sabugal, ao faltarem em bloco à Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal assim inviabilizando a sua realização!
E o que é que se ia discutir nessa Assembleia?
Em primeiro lugar, a proposta de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro em discussão pública até 30 de Novembro.
Um Plano que tal como está elaborado, conduzirá:
– Ao reforço da importância subregional da Guarda, Covilhã-Fundão e Castelo Branco, onde se irão concentrar os grandes investimentos e, portanto, aumentando a sua atractividade concorrencial face aos restantes concelhos;
– Ao reforço dos movimentos migratórios das populações dos restantes concelhos que se sentirão atraídos para viver, trabalhar e investir naquele eixo;
– À perda de peso subregional das restantes sedes de concelho face àquelas cidades, das quais serão subsidiárias em quase tudo – desde o comércio ao ensino, à saúde e aos serviços públicos;
– Ao esvaziar das aldeias destes concelhos, sendo as pessoas atraídas/induzidas a se fixarem nas sedes de concelho ou nas grandes cidades, onde encontrarão resposta facilitada para as suas necessidades pessoais e profissionais.
Mas também:
– um Plano que retira as Termas do Cró, a Serra da Malcata ou a Albufeira da Barragem enquanto destinos turísticos;
– um Plano que não considera como estruturantes as ligações dos Concelhos da Beira Interior à A23 e à A25, nem aos Municípios espanhóis raianos;
– um Plano que não define uma filosofia de localização territorial descentralizada das infraestruturas de base tecnológica e das áreas de localização empresarial certificada, antes apontando para a sua localização na Guarda, Covilhã ou Castelo Branco;
– um Plano que não integra o Concelho do Sabugal, na rede de regadio da Cova da Beira;
– um Plano que não considera a importância do Concelho do Sabugal enquanto pólo de saúde gerontológica;
– um Plano que não considera como valências turísticas o turismo de saúde e bem-estar e turismo náutico, ambas de grande importância para o Concelho do Sabugal;
– um Plano que não integra o Sabugal no conjunto das centralidades urbanas turísticas, nem considera as aldeias integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata no conjunto dos núcleos urbanos de turismo de lazer.
Foi tudo isto que o PSD se recusou a discutir, inviabilizando assim uma tomada de posição da Assembleia Municipal, a qual, naturalmente tinha outro peso junto da CCDR-Centro.
Esta atitude do PSD é a atitude natural de quem, não tendo qualquer estratégia para o desenvolvimento do Concelho do Sabugal, já baixou os braços, como aliás decorre das posições de capitulação que o Presidente da Câmara assumiu em reunião havida em Coimbra nos finais do mês de Julho.

Mas a situação que já de si era grave, assume depois o aspecto de uma trágico-comédia, quando os deputados do PSD se recusam a ouvir o que o Presidente da Câmara, eleito nas listas do próprio PSD, tinha para dizer sobe o novo Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal (PDES) (se é que algum dia existiu outro…).
O que é que tal significa?
Que afinal o Sr. Presidente da Câmara nada tinha para dizer e a falta dos deputados foi uma forma de salvar a face do “seu” presidente?
Que nem os deputados do PSD estão para ouvir o que o “seu” presidente tem para lhes dizer?

Mas que o PSD não pense que, não se realizando a Assembleia Municipal, o PS, através dos seus Vereadores e dos seus Deputados Municipais, vai esquecer as questões do PROT e do PDES.
Como o Partido Socialista vem dizendo, o Concelho do Sabugal perdeu há um ano a oportunidade de encontrar o rumo certo para o seu desenvolvimento.
E por isso o Partido Socialista continuará, como sempre, a lutar para transformar o Concelho do Sabugal num território sustentável e competitivo, atractivo para viver, trabalhar e investir, preservando as memórias, as tradições e a natureza!
O Grupo de Deputados Municipais do Partido Socialista,
em conjunto com os seus Vereadores eleitos.»

Comunicado de Imprensa do Partido Socialista sobre a não realização da Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Sabugal.
jcl

O Grupo do PSD-Partido Social Democrata à Assembleia Municipal do Sabugal enviou para o Capeia Arraiana um comunicado sobre a tomada de posição dos membros sociais-democratas que não compareceram na Sessão Extraordinária de 29 de Outubro de 2010. A nota partidária é publicada na íntegra.

«ASSEMBLEIA MUNICIPAL EXTRAORDINÁRIA
29 de Outubro de 2010

PSDO Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal convocou, para 29-10-2010, uma Assembleia Extraordinária cuja ordem de trabalhos é a que se segue:
Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-CENTRO)
Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal (PDES)

Antes da convocatória contactou os grupos partidários para auscultar a sua opinião.
A opinião do grupo do PSD, na pessoa do Sr. Manuel Rito Alves, foi que quanto ao PDES, o modelo proposto não é o adequado a uma discussão séria sobre instrumentos de planeamento, e que 20 minutos de discurso por cada grupo servem, quanto muito, para a apresentação de um conjunto de intenções e, no limite, para a guerrilha político-partidária.
Ora um Plano não é um mero conjunto de intenções. Tem que definir orçamentos, prazos de execução, estratégias e prioridades. E isto só se consegue com enquadramento técnico.
A Câmara pretende desenvolver esse procedimento com os técnicos da casa promovendo brevemente os encontros que se mostrarem necessários.
Quanto ao PROT, a proposta em discussão pública cumpre a Resolução do Conselho de Ministros nº31/2006, de 23 de Março que determinou a sua elaboração e os seus objectivos, e estes não são propor um modelo de desenvolvimento para o Concelho do Sabugal, ou qualquer outro particular, mas sim um enquadramento estratégico para os 78 Municípios da Região Centro, tendo como ponto de partida a realidade existente e nessa perspectiva o enquadramento do Sabugal vai de encontro à proposta de potenciação da ruralidade que foi aprovada com um voto contra na última Assembleia Municipal (e qualquer questão sobre o mesmo pode ser dirigida por qualquer pessoa ou grupo para a CCDRC).
Acresce o facto de uma Assembleia Municipal custar ao erário público cerca de 10.000€, e o timing da realização desta poder ser interpretado como fim-de-semana grande (segunda-feira é feriado) pago aos membros da Assembleia que vêm de fora, e em época de contenção temos que dar o exemplo.
Na vida pública é preciso sê-lo e parecê-lo.
Assim, o grupo do PSD deliberou não participar na mesma.
Seguem assinaturas:»

Este comunicado foi entregue por Manuel Rito no Auditório Municipal à Mesa da Assembleia Municipal nos momentos iniciais enquanto decorria a contagem de votos para apuramento de quórum da Sessão Extraordinária.
jcl

A Feira Franca no Largo do Castelo do Sabugal «acontece» no último domingo de cada mês. Até ao final do ano está marcada para os dias 31 de Outubro, 28 de Novembro e 26 de Dezembro.

Feira Franca - Largo do Castelo do Sabugal

jcl

Está marcada para esta sexta-feira, 29 de Outubro, às 20.15 horas, no Auditório Municipal a Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Sabugal. A Ordem do Dia tem dois pontos: o Plano Regional de Ordenamento do Terrritório da Região Centro (PROT Centro) e o Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal (PDES). A fechar a sessão está previsto um período de intervenção do público.

:: Em Directo no Auditório Municipal ::

(Clique nas imagens para ampliar)

20.55 A sala do Auditório Municipal do Sabugal está vazia. A Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal do Sabugal não chegou sequer a começar.

20.54 O líder da bancada socialista, Carlos Alberto Morgado, entende que «é de lamentar a ausência dos deputados do PSD e o consequente boicote a esta assembleia significando isso claramente que um assunto da maior importância para o concelho do Sabugal não possa ser seriamente discutido inviabilizando que propostas válidas pudessem ser feitas para que o PROT que é tão gravoso para o concelho do Sabugal pudesse ser minimizado nos seus efeitos negativos». «É de lamentar ainda que um dos pontos agendados para esta assembleia, tendo sido proposto pelo senhor presidente da Câmara não pudesse ser discutido (PDES-Plano de Desenvolvimento Económico e Social) significando isso que os deputados do Partido Social Democrata nem sequer estão interessados nas propostas do seu próprio presidente».

20.53 O Presidente da Junta de Freguesia do Sabugal, Manuel Rasteiro, reafirma que nunca houve uma situação de falta de quórum para iniciar uma Assembleia Municipal.

20.49 O deputado João Manata (CDU) recorda que já houve situações de falta de quórum por motivos de intempéries. «No mandato de Joaquim Portas os Presidentes de Junta de Freguesia abandonaram a Assembleia e ficou reprovado o Orçamento da Câmara por falta de quórum», diz-nos ainda o deputado da CDU.

20.47 A contagem final indicou 34 deputados presentes.

20.46 O presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, esclareceu que «os deputados municipais são perfeitamente livres de estar ou não estar presentes mas pessoalmente enquanto presidente e cidadão considero que não se realizar esta assembleia é fragilizar qualquer posição que o concelho do Sabugal possa tomar em relação ao PROT. Por outro lado não posso deixar de estranhar que, preparando-se o senhor presidente da Câmara para pela primeira vez apresentar as suas propostas para a revisão do plano de desenvolvimento económico e social tenham sido os deputados do PSD a faltar».

20.40 O presidente da Concelhia do Partido Socialista, Nuno Teixeira, considerou «que a melhor forma para resolver os problemas do concelho é nem sequer aparecer para ter que os encarar. É vergonhoso!»

20.37 Os deputados do Partido Socialista estão a assinar as folhas de presença.

20.36 Os membros da Mesa da Assembleia Municipal e do Executivo já abandonaram os respectivos lugares.

20.35 O Presidente da Junta de Freguesia do Sabugal perguntou se esta sessão extraordinária era para prejudicar o concelho. O presidente da Mesa cortou-lhe a palavra indicando que a sessão nem sequer tinha começado.

20.33 O grupo dos membros do PSD representado Manuel Rito entregou um documento na mesa informando que os deputados do PSD não vão estar presentes.

20.32 Estão presentes na sala 32 deputados. Não há quórum. «A sessão não pode ser dada por encerrada porque nem sequer começa», informa o presidente da Mesa.

20.31 Na mesa do Executivo juntou-se neste momento a vice-presidente Delfina Leal.

20.29 O presidente da Mesa pediu novamente aos deputados para se sentarem para que se possa verificar se há quórum.

20.27 Entraram na sala os membros eleitos pelo MPT, António Gata e Francisco Bárrios.

20.25 Estão presentes na sala eleitos pelo Partido Socialista (PS), presidentes de Junta de Freguesia. Os deputados do Partido Social Democrata (PSD) ainda não deram entrada à excepção de Manuel Rito que entendeu não se sentar ainda.

20.24 O presidente da Mesa da Assembleia Municipal pediu uma primeira contagem dos membros presentes.

20.20 Entraram na sala o presidente do executivo, António Robalo, e os vereadores Joaquim Ricardo e Francisco Vaz.

20.18 A Assembleia Municipal é constituída por 81 membros que correspondem a 40 presidentes de Junta de Freguesia e 41 eleitos na correspondente eleição autárquica.

20.17 A Mesa do Executivo é constituída por António Robalo, presidente; Delfina Leal, vice-presidente; Ernesto Cunha e Joaquim Ricardo, vereadores a tempo inteiro; e Luís Sanches, Sandra Fortuna e Francisco Vaz, vereadores do Partido Socialista.

20.15 A Mesa da Assembleia Municipal é constituída por Ramiro Matos, presidente; Vítor Coelho, 1.º secretário; e Manuel Nabais, 2.º secretário.

20.10 Está tudo preparado no Auditório Municipal do Sabugal para dar início à Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal.
jcl

O concelho do Sabugal é um território orgulhoso das suas raízes, dos seus saberes e dos seus sabores. «Novembro – Mês da Tradição e dos Sabores» é uma iniciativa descentralizada que pretende promover o que de melhor se produz no Sabugal rural.

Novembro - Mês Tradição Sabores Sabugal

«Novembro – Mês da Tradição e dos Sabores» é uma iniciativa descentralizada pelo concelho do Sabugal, organizada pela Empresa Municipal Sabugal+ em colaboração com a Câmara Municipal, que pretende promover o que de melhor se produz, nomeadamente nas freguesias de Aldeia do Bispo, Alfaiates, Bendada, Casteleiro, Cerdeira, Fóios, Malcata, Pousafoles do Bispo, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal e Sortelha.
Esta acção enquadra o espírito, a promoção e autenticidade do mundo rural, das suas gentes, do seu património e da riqueza da cultura popular do Concelho.
A castanha, o cogumelo, o azeite, o mel e o queijo são alguns dos produtos endógenos presentes das actividades propostas, que se estendem de 30 de Outubro a 11 de Dezembro de 2010.
Paralelamente à Feira dos Produtos Locais – Tempo da Castanha – a realizar junto ao Mercado Municipal do Sabugal –, realiza-se o V Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa (12.000 metros), com início e fim na Cidade do Sabugal.
jcl (com C.M. Sabugal)

«A República e os Judeus» é o mais recente livro do historiador Jorge Martins. Após o lançamento na Câmara Municipal de Lisboa o autor desloca-se ao Sabugal no dia 7 de Novembro para apresentar o livro na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

«A República e os Judeus» é o mais recente livro editado pelo historiador Jorge Martins. A cerimónia de lançamento teve lugar na Câmara Municipal de Lisboa, no dia 17 de Outubro, com a apresentação a cargo de Miguel Real, autor do prefácio do livro e do actor Jorge Sequerra que fez a leitura dramatizada de textos da época da implantação da República.
«A capa de «A República e os Judeus» teve um percurso curioso» recorda Jorge Martins no seu blogue «Portugal e os Judeus» acrescentando que «o talentoso artista, Jorge Machado-Dias, que tem feito as capas dos meus livros editados na Vega, resolveu criar um blogue onde expõe o seu processo de criação, exibindo os projectos exploratórios até chegar à capa final». Como a ideia era associar os judeus à República a foto escolhida, publicada na revista Ilustração Portuguesa em 1915, mostra o presidente da República, Teófilo Braga e o seu secretário particular, o judeu Levy Bensabat (primeiro à direita).
O filósofo Miguel Real considerou no prefácio da obra: «Pelos seus livros publicados nomeadamente os 3 volumes de Portugal e os Judeus (2006) e a Breve História dos Judeus em Portugal (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo A República e os Judeus (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma “questão religiosa” na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma “questão religiosa” com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma “questão judaica” na I República.
Um livro de aconselhável leitura no ano do 100º aniversário da implantação da República.»
Cerca de um ano depois, no dia 7 de Novembro, o autor desloca-se ao Sabugal para apresentar mais um livro na livro na Casa do Castelo. Recorde-se que a 17 de Outubro de 2009 apresentou em sessão pública, também na Casa do Castelo, o livro «Breve História dos Judeus em Portugal» e lançou o desejo de juntar vontades para proporcionar o estudo e divulgação dos vestígios judaicos no Sabugal assim como o lançamento das bases de um roteiro judaico para o território raiano.
O historiador Jorge Martins é um dos congressistas do I Festival Internacional da Memória Sefardita organizado pela Turismo Serra da Estrela entre os dias 1 e 7 de Novembro. Na manhã de quinta-feira, dia 4, no TMG-Teatro Municipal da Guarda o especialista em história judaica será o moderador do 3.º painel intitulado «A fronteira da vida de Aristides de Sousa Mendes» e participará como orador no 4.º painel «O Impacto da herança Judaica no Turismo» onde falará dos Judeus do Sabugal.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal em parceria com o Agrupamento de Escolas e o Centro de Saúde associaram-se às comemorações do Dia Mundial da Alimentação que tem como objectivo consciencializar a opinião pública acerca das questões associadas à nutrição e alimentação, promovendo também, em todo o Mundo, a participação da população na luta contra a fome.

Dia Mundial Alimentação - SabugalA comemoração do Dia Mundial da Alimentação – 16 de Outubro – no concelho do Sabugal foi associada à temática a abordar no Plano Anual de Actividades do Pré-Escolar e 1.º Ciclo: «A Raia». Assim, a Câmara Municipal em parceria com o Agrupamento de Escolas e o Centro de Saúde do Sabugal desafiaram todos os estabelecimentos de ensino a elaborar uma ementa saudável e ao mesmo tempo característica da zona da Raia, uma vez que na nossa dieta tradicional podemos encontrar características, pratos e alimentos saudáveis, que contribuem para uma alimentação equilibrada.
O culminar desta acção teve lugar no dia 18 de Outubro (dia em que os estabelecimentos de ensino do concelho celebraram o Dia Mundial da Alimentação), com as Instituições que fornecem refeições nas várias escolas e jardins-de-infância do concelho a colaborarem de forma entusiasmante e empenhada na confecção das ementas elaboradas pelos mais pequenos.
Nas refeições deste dia não faltaram alimentos típicos da zona da Raia como a truta, o cabrito ou o borrego, não esquecendo a caça (nomeadamente o coelho). Estiveram também presentes as sopas (sopa à lavrador, sopa de grão com repolho, canja de galinha à antiga, sopa de abóbora, sopa de grão com nabiça, entre outras) assim como as deliciosas sobremesas que só devemos saborear em dias especiais (papas de milho, arroz doce, castanhas cozidas, farófias e aletria).
Ao longo do dia, os alunos puderam ainda realizar um conjunto de actividades alusivas às temáticas trabalhadas, com os respectivos professores e educadores.
De uma forma geral, a actividade desenvolvida foi fortemente partilhada e vivenciada pelas várias entidades que colaboraram no processo, nomeadamente pelos próprios destinatários, as crianças.
jcl (com C. M. Sabugal)

A Comissão Municipal para a Celebração do Centenário da República incluiu no seu programa uma visita de estudo à Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça, destinada aos alunos do Curso Profissional de Conservação e Restauro, da Escola Secundária do Sabugal.

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Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaAcompanhados por um grupo de professores, pelo Director da Escola, Dr. Jaime Vieira, pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, e por mim próprio, esta visita efectuou-se no dia 26 de Outubro.
Porquê, no âmbito do Centenário da República, uma visita à Casa dos Patudos? Porque esta extraordinária mansão, recheada com uma também extraordinária colecção de obras de arte, foi residência de um dos maiores vultos da I República, aquele que a proclamou em 5 de Outubro de 1910 a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa: José Relvas.
Lembremos, em breves palavras, José Relvas, essa notabilíssima figura de cidadão exemplar, político competente e mecenas generoso.
José de Mascarenhas Relvas nasceu na Golegã, em 1858 (curiosamente, no mesmo ano em que nasceu, na Ruvina, o «nosso» Dr. Joaquim Manuel Correia), no seio de uma abastada família. Era filho de Carlos Relvas, que se notabilizou, entre outras e muito diversificadas actividades, como pioneiro da fotografia em Portugal (merece uma visita a sua Casa-Estúdio na Golegã).
José Relvas licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, no ano de 1880, mas só tardiamente se interessaria pela vida política. Sendo um democrata convicto, demonstrou abertamente a sua discordância em relação ao governo ditatorial de João Franco e aderiu ao Partido Republicano, em 1908. A partir de então, dedicou-se de alma e coração à propagação e defesa dos ideais do republicanismo, tendo-se tornado um dos elementos mais activos do Directório Republicano.
Em 1882, o jovem José Relvas, então com 24 anos, mudou a sua residência para Alpiarça. Quando, em 1887, morreu a sua mãe, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas, reclamou a respectiva herança, dispondo assim de capitais suficientes para desenvolver os seus negócios agrícolas, sobretudo a produção vinícola. Foi a prosperidade resultante desses negócios que lhe permitiu construir a Casa dos Patudos.
Esta enorme casa familiar foi projectada, em 1904, por Raul Lino, nesta altura um jovem arquitecto, com apenas 25 anos. Sendo embora uma das suas primeiras obras, a Casa dos Patudos possui já as características fundamentais da obra de Raul Lino, que haveriam de marcar indelevelmente a arquitectura portuguesa da primeira metade do século XX: um sábio doseamento de tradição revivalista e de modernidade.
Inaugurada em 1909, a Casa de José Relvas e da sua família tornar-se-ia simultaneamente uma casa-museu, que, pouco a pouco, viria a albergar uma impressionante colecção de pintura, escultura e artes decorativas, e uma mansão cultural, onde Relvas reunia habitualmente numerosos amigos, sobretudo músicos e artistas plásticos. Ele próprio era um bom violinista (teve um Stradivarius) e o seu filho mais velho, Carlos, tocava piano. Eram, portanto, muito frequentes os serões musicais na Casa dos Patudos.
Sendo por natureza um homem sensível, amante das artes, dedicou boa parte da sua vida à «nobre arte da amizade»: teve a sorte de viver numa das épocas mais fecundas da cultura portuguesa e contava entre os seus amigos artistas como José Malhoa, Columbano, Silva Porto, Tomás da Anunciação, João Vaz, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro, Soares dos Reis e Teixeira Lopes, aos quais encomendou ou adquiriu numerosas obras. Nas suas estadias e viagens ao estrangeiro foi também adquirindo quadros de alguns dos mais notáveis pintores europeus de todos os tempos, como Zurbarán e Delacroix. Para além de pintura de grande qualidade, Relvas coleccionou também preciosas obras de escultura, cerâmica, azulejaria, joalharia, tapeçaria, mobiliário, etc.
A partir de 5 de Outubro de 1910, a vida de José Relvas sofreu uma transformação radical: passou a viver muito mais tempo fora de Alpiarça, longe dos seus quadros, do seu violino e dos seus livros. Foi nomeado ministro das Finanças do Governo Provisório, em substituição de Basílio Teles. Exerceu o cargo com grande empenho, competência e escrupulosa dedicação. Algo desiludido, porém, com os rumos da instabilidade política, aceitou o cargo de embaixador de Portugal em Madrid, onde permaneceu entre 1911 e 1914. Regressado ao país, foi depois senador e, em 1919, Presidente do Conselho de Ministros, num breve governo de apenas três meses, formado na sequência do assassinato de Sidónio Pais. Este foi um tempo particularmente funesto na vida de José Relvas: já anteriormente lhe haviam morrido dois filhos e, no ano devastador de 1919, suicida-se o filho mais velho (agora único), Carlos Relvas. Entre 1919 e 1929, ano da sua morte, José Relvas abandona definitivamente a política, refugiando-se na sua actividade de agricultor e na fruição da sua imensa e preciosa colecção artística.
Foi essa vasta e maravilhosa colecção que, de sala em sala, foi encantando os alunos e professores da Escola Secundária do Sabugal.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Em 1972 os Rolling Stones estavam com problemas fiscais no Reino Unido, depois de terem sido enganados pelo seu manager, e «fogem» para o Sul de França. O documentário «Stones in Exile» conta este período atribulado de uma das maiores bandas do mundo.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaDeste exílio forçado nasce um dos maiores e mais experimentalistas álbuns da carreira da banda: «Exile on Main St.», fruto de uma temporada de excessos numa mansão alugada por Keith Richards. E desta experiência de sexo, drogas e rock ‘n roll nasceu «Stones In Exile», um documentário com pouco mais de uma hora com imagens da época que nos mostram como foi feito o álbum.
O filme conta com depoimentos actuais de alguns dos intervenientes que sobreviveram àqueles dias de excesso, em que praticamente tudo era possível naquela que já era considerada a maior banda do mundo.
Stones in exileMas não são os excessos e as histórias do quotidiano da mansão o grande trunfo de «Stones In Exile».
Para quem gosta de música este documentário é uma excelente forma de conhecer um pedaço da história da música popular do século XX e como foi feito o álbum clássico, directamente da cave da mansão de Keith Richards.
A mais neste documentário só estão alguns depoimentos de pessoas que se sentiram influenciadas pelo álbum, algo que já parece um cliché dentro deste género de filmes.
Apesar de contar com depoimentos de músicos e pessoas ligadas ao cinema a falar de «Exile on Main St.», «Stones In Exile» bem se podia ficar apenas pela história da gravação do clássico LP.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Os habitantes do concelho de Vieira do Minho têm ao seu serviço uma Unidade Móvel de Atendimento.

Unidade Móvel Atendimento

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A Unidade Móvel de Atendimento de Vieira do Minho é constituída por uma carrinha equipada que presta apoio às populações mais isoladas e vulneráveis, nomeadamente idosos, facilitando o seu acesso aos serviços públicos.
Entre os serviços que presta aos cidadãos constam:
– O preenchimento de impressos;
– O pagamento de serviços como água, luz, telefone;
– A divulgação de informações diversas, encaminhamento para os serviços locais de saúde e acção social;
– O apoio especifico na área da saúde: apoio na área administrativa (marcação de consultas, preenchimento de impressos), formação e apoio a cuidadores, cuidados básicos de saúde, identificação de casos, articulação com os Centros de Saúde, esclarecimento de dúvidas e apoio a situações de emergência através de uma «linha verde» disponível 24 horas por dia.
A Unidade percorre todo o concelho, estando definidos pontos de paragem em cada uma das freguesias, com passagens periódicas quinzenais em todas as Freguesias e Lugares.
Eis uma iniciativa da qual venho falando há muito tempo e que, no caso de Vieira do Minho assume ainda maior importância por se tratar não de uma iniciativa isolada, mas de uma acção integrada num projecto mais vasto, o «Projecto INOVAR Vieira».
Este Projecto tem como objectivo fundamental Promover o desenvolvimento global do Concelho de Vieira do Minho, a fixação da população no concelho, combater a pobreza e exclusão social e incrementar soluções ao nível da criação de emprego, apostando em soluções ao nível do emprego, através da implementação de estratégias que promovam a inserção profissional e a criação de condições necessárias para a dinamização do tecido económico e empresarial local. O projecto visa também implementar acções ao nível das condições de habitabilidade e da protecção e promoção das especialidades locais, como o património ambiental. A intervenção deste plano incide ainda sobre a população idosa, com a criação de medidas que garantam o seu bem-estar e qualidade de vida.
O projecto desenvolve-se em torno de um conjunto de Acções Estratégicas, que são:
Espaços de Convívio; Gabinete de Apoio à Elaboração de Projectos; Jovens Voluntários; Férias Lectivas; Bolsa de Voluntariado Jovem; Bolsa de Voluntário Sénior; Postos de Consulta da Internet nas IPSS’s; Solidificação do Emprego Local; Observatório Local de Emprego Unidade Móvel de Atendimento; Mercado da Vila; Gabinete de Apoio ao Investidor; e Programa de Melhoria de Condições Habitacionais.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O Governo Civil da Guarda convocou todos os tractoristas do distrito para um encontro que vai ter lugar no dia 13 de Novembro, sábado, em Pinhel. A jornada de convívio promovida por Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda, tem como principais objectivos a reflexão, prevenção e alerta para os perigos que implicam o uso das máquinas agrícolas.

Dia Distrital Tractorista - Pinhel

O Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, entendeu ter chegada a hora de lançar um alerta para o facto do uso e condução de tractores, nas diferentes actividades agrícolas, ter vindo a registar um crescendo de acidentes de que resultam um número de vítimas que é já muito preocupante.
«Há que inverter esta situação e precaver todas as situações de risco, o que só se consegue com boas práticas de condução e o bom uso das máquinas», aconselha o comunicado do Governador Civil da Guarda acrescentando que «por isso, este Governo Civil, contando com a preciosa colaboração da Câmara Municipal de Pinhel e das Juntas de Freguesia do Distrito, leva a efeito uma jornada técnica de formação e informação, dirigida a todos os tractoristas e operadores de máquinas agrícolas, com o objectivo de contribuir para a erradicação das situações de sinistralidade».
A acção tem lugar em Pinhel, no dia 13 de Novembro e, para além da reflexão, prevenção e alerta para os perigos que implicam o uso de maquinaria agrícola, pretende-se que este evento constitua, também, uma jornada de festa e de convívio entre todos os tractoristas, podendo vir a instituir-se o «Dia Distrital do Tractorista».
Programa do encontro:
10.00 horas – Recepção no Pavilhão de Exposições (antiga Rhode).
10.30 – Abertura e sessão de boas-vindas.
11.00 – Jornada técnica «Prevenção e Segurança na Estrada e no Campo».
13.00 – Almoço-convívio.
15.00 – Exibição e demonstração de maquinaria e equipamentos.
17.00 – Magusto e encerramento.
As inscrições podem ser feitas na Junta de Freguesia respectiva da área de residência do tractorista ou directamente para o Governo Civil da Guarda (telefone 271 221 942).
jcl (com Governo Civil da Guarda)

INTERPRETAÇÃO DO SAGRADO – Na Igreja matriz de Vilar Maior existe uma pia baptismal, oriunda da antiga igreja da Senhora do Castelo, que é intrigante, não só pela forma em caldeirão, como pelos símbolos da sua face exterior, que tem, num friso superior, a repetição de uma figura humana estilizada, e uma corda em todo o seu perímetro, separando do friso inferior, onde estão representados vários círculos concêntricos repetidos.

(Clique nas imagens – 3 e 4 – para ampliar.)

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaPorque estava sujeita à morte e no entanto continuava imortal e a sua morte nunca era um fim mas um passo para a regeneração, em todos os rituais, símbolos e mitos a lua e o homem aliaram-se num mesmo destino.
Com efeito, a sedentarização do homem, entre o oitavo e quinto milénio antes de Cristo, mudou profundamente a estrutura social da humanidade e a ligação do homem à terra, de cujo ciclo produtivo dependia a subsistência.
Então, a Mãe-Terra tornou-se a divindade mais importante. E a Grande-Mãe Terra e a lua interligaram-se através da fertilidade das gentes, dos animais e das colheitas porque ambas simbolizavam a regeneração e o ciclo da vida infinitamente renovado.
Por exemplo, na Índia, quando havia inundações, a lua era considerada a manifestação da Grande-Mãe, porque governava as águas, sendo ela que fazia reviver a vegetação, a nova humanidade. Ou seja, a Grande-Mãe passou a identificar-se com a Lua.
Estando inter-ligadas a Grande-Mãe e a Lua, também a representação das duas era a figura feminina, pois a mulher encarna o mistério do nascimento e da renovação do ciclo da vida; ou o chifre de boi, que, pela sua curvatura, lembrava um crescente. O mesmo sucedeu com a sua representação em forma de cobra, que tal como a lua, aparece e desaparece e tem muitos anéis como a lua tem dias, ou por dois olhos, o olho que tudo vê, o olho interior, do espírito), ou ainda por uma série de círculos concêntricos com uma pinta no meio que pode ter representado o seu seio ou o seu ventre.
E na Pia baptismal vemos a referida figura feminina estilizada no friso superior, a serpente (sob a forma de corda), a meio, e os tais círculos concêntricos no friso inferior, tudo numa metafísica lunar, que resumidamente explicámos, e cuja linguagem remete para a mudança marcada pela regeneração, numa contraposição entre a luz e a escuridão, como o renascimento espiritual do neófito, numa passagem das trevas do pecado original para a luz da infinitude Divina infundida pela graça do baptismo.
Que estes sinais constituam uma linguagem com um significado, não é de espantar, porque estão na génese também da escrita primitiva que se baseava em sinais que invocavam ideias, com alguns que se podem ver nas duas estelas do Museu de Vilar Maior (figs. 3 e 4) os quais, lidos em qualquer idioma, tinham o mesmo significado universal.
Por exemplo, no Extremo Oriente, a ideografia original desenvolveu-se adaptando uma série de caracteres vinculados a um elemento do pensamento. Era a chamada escrita ideográfica, que tornava possível que os asiáticos, apesar de falarem idiomas diferentes, pudessem entender-se através de uma escrita que obrigava a pensar pela abstracção da palavra. É que a melhor forma de expressar uma ideia é o símbolo e não sons que não correspondem a ideias, tanto mais que muitas vezes as palavras servem antes, não para exprimir, mas para dissimular o pensamento. Por isso a advertência à entrada da escola de Platão: «Ninguém poderá aqui entrar se não conhecer a geometria!» É que, só pelo esforço em dar sentido às figuras mais simples, o espírito pode elevar-se às concepções fundamentais da inteligência humana, elevando-se em plena inteligência, sem que nada lhe seja ditado, encontrando por si mesmo, o sentido de um traço ou de um grafismo simples.
E aquilo que podemos descobrir sozinhos, em virtude do funcionamento autónomo do nosso entendimento, adquire um carácter de verdade, pelo menos em relação a nós mesmos. Era pois neste sentido mais profundo, de descoberta da ideia pura, não falseada pela expressão verbal, extraída de nós mesmos, que Platão dizia: «Conhece-te a ti mesmo!»
Os símbolos básicos desta escrita, que mais tarde formaram os símbolos da ideografia hermética medieval, eram o círculo, a cruz, o triângulo e o quadrado, que vinculavam as noções pitagóricas da unidade, do binário, ternário e quaternário.
Reportamo-nos aqui, por não termos espaço para mais, apenas ao círculo visível no friso inferior da pia, para vermos como estão relacionadas com os restantes símbolos da pia, e que já explicámos.
O círculo, como figura delimitante de um conteúdo interno limitado do ambiente exterior infinito, representava a unidade.
Explicando melhor: A unidade não pode ser representada, apenas se concebe abstractamente. O símbolo mais perfeito é um ponto matemático, imperceptível, situado na confluência de duas rectas imaginárias, ou no centro de um círculo. É este ponto, materialmente inexistente, que engendra a linha ao deslocar-se no espaço. Nascida do nada, a linha ao avançar de frente, e ao girar sobre si mesma, faz-nos conceber uma superfície que por sua vez se eleva, desce, oscila sobre um dos seus lados para dar a ideia de um sólido tridimensional. Esta geração é intelectual e o que o espírito abstrai do nada é a geometria.
É esta impossibilidade de formarmos uma ideia da unidade que recorremos à figura do círculo, como símbolo tradicional daquilo que não tem princípio nem fim, que os gregos animaram sobre a forma de serpente (a Ouroboros) em anel, mordendo a própria cauda, simbolizando O Todo, a fé na unidade global, do que existe e pode ser concebido, incluindo o próprio Nada. Era o mesmo Tudo-Nada que nas cosmogonias, consistia no caos primitivo mergulhado na homogeneidade, no qual se confunde tudo o que toma forma e qualidades que o distinguem. E aqui, mais uma vez, temos o paralelismo com a Luz purificadora e regeneradora do Baptismo, que dá forma e qualidade (infunde a graça) ao neófito mergulhado na homogeneidade da graça Divina, porque o Baptismo é, antes de mais, um ritual de renascimento e criação.
Criar significa tirar do nada. Mas para algo possa ser criado, é necessário que esse Nada seja, pelo menos, até certo ponto, substancial, mas ainda não susceptível de ser distinguido, isto é, uma Coisa em si, anterior a toda a particularização distintiva.
Geometricamente este processo de criação era dado por um ponto que marcava o centro do círculo (como o dos círculos interiores que temos na pia baptismal), muito semelhante ao esquema da fecundação do óvulo. Um centro de onde emanavam ondas circulares, como uma pedra lançada à água, era, como os antigos imaginavam, esta radiação criadora, que partindo do centro, se propagava interminavelmente em todos os sentidos através do espaço, como a luz emanando de uma lâmpada luminosa, mas que na verdade era uma Luz Infinita emanando de centros luminosos multiplicados até ao infinito e sem começo, porque não tem princípio nem fim. É a Luz «primordial» da criação com que é irradiado o neófito pelas águas do baptismo. O Baptismo cria um homem novo, distinto do antigo pela graça Divina com que é infundido, passando a pertencer a uma nova humanidade imaculada de pecado original, isto é, participativa na comunhão plena com Deus.
Daí a razão porque o círculo com o pontinho inserido num outro círculo maior, os quais, associados à figura feminina estilizada e à serpente, símbolos antigos lunares da regeneração, interpretados no contexto bíblico como simbolizando a nova Eva (mãe de Cristo que venceu a serpente), estejam naturalmente lavrados na face exterior da pia baptismal de Vilar Maior.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Hoje destacamos o blogue da revista «Fugas – Sábados» do jornal «Público». A reportagem que reproduzimos vai ser publicada no sábado, dia 30 de Outubro no «Público», é assinada por Andreia Marques Pereira e tem como título «Em Portugal há sempre um castelo por perto».

Hoje destacamos... «Fugas» do Público«Há tantos castelos por aqui que às vezes os encontramos por acaso.» Aqui são as Terras de Riba Côa, onde encontramos Derek Miller, inglês de Bristol reformado no Castelo do Sabugal. Este «milionário do tempo», como se auto-define, está numa viagem por Portugal, à boleia de uma auto-caravana, maravilhado pelo «cenário rude e agreste» do interior português e encantado com os castelos que encontra pelo caminho.
Portugal nunca teve castelos grandiosos, concede o professor de História da Faculdade de Letras da Universidade do Porto Mário Jorge Barroca, porque nunca foi um reino muito rico, mas eles encontram-se por todo o lado: de Norte a Sul do território, solitários ou em malhas urbanas. E têm algo de mágico, estes castelos que continuam a recortar as paisagens portuguesas e atrair visitantes regularmente — «sobretudo os mais emblemáticos», sublinha Mário Barroca.
«Vou onde for preciso só para ver castelos», afirma Carlos Bernardo, brigantino e membro da Associação Amigos dos Castelos, com quem nos cruzamos numa manhã de sexta-feira no Castelo de Lanhoso — onde não conseguiu entrar porque este fechou recentemente para obras. Olha a muralha e não está impressionado — «Este… Quem visita muitos [castelos] acaba por achá-los todos iguais, muralhas, ameias, torres». «Especialista-amador» não tem dúvidas em distinguir os castelos dos templários como os mais impressionantes: «Impõem respeito, tem algo muito específico.» O de São Jorge, em Lisboa é, diz, exemplar, «pela forma como está conservado, pela área que tem. Pode-se estar o dia inteiro lá»; ao de Guimarães reconhece o valor de «referência», mas, considera, «não é dos mais interessantes». Ao de Almourol já chegou caminhando pelas águas, impaciente de mais para esperar o barco.
Nós não fomos à boleia de Carlos Bernardo, mas de Mário Barroca, autor de extensa obra sobre o tema, a quem pedimos uma lista de seis castelos importantes para descobrir o país e a nossa história. Começámos pela Póvoa de Lanhoso a descobrir cronologias anteriores à nacionalidade (séculos X-XI); passámos por Tomar no tempo da reconquista cristã e espreitámos o lado muçulmano em Silves (segunda metade do século XII); em Lisboa detivemo-nos na alcáçova régia (século XIII); no Sabugal vimos o triunfo do gótico depois do triunfo das fronteiras definidas (século XIV); e chegamos a Vila Viçosa com a pirobalística (século XVI).
Sabíamo-lo teoricamente, agora sabemo-lo empiricamente: em Portugal, nunca estamos muito longe de um castelo. Porque o provámos na prática, ficámos a tratar por «tu» a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que nos anos 30 e 40 do século XX levou a cabo uma ampla reconstrução deste património: mais ou menos controversa, o certo é que deu novamente corpo à história e devolveu torres e ameias às paisagens portuguesas. E é, então, atrás delas que partimos – de Norte a Sul.
Crónica assinada por Andreia Marques Pereira.
jcl (com Fugas)

Está patente ao público, no Centro Cívico de Foios, uma exposição de escultura do artista Octávio Gonçalves, natural de Foios e a desenvolver a sua actividade profissional na freguesia de Santo Estêvão.

(Clique nas imagens para ampliar)

José Manuel Campos - Nascente do CôaDesde há uns anos a esta parte o Octávio surpreendeu-nos com o seus dotes talentosos no campo da escultura.
Depois de alguns anos no curso de direito descobriu que a sua verdadeira vocação estava no campo das artes.
É com imenso carinho, gosto e curiosidade que, nos últimos tempos, tenho acompanhado, de mais perto, o trabalho e a obra do Octávio.
Confesso que sou amigo dele desde o tempo dos calções. Na década de sessenta fizemos tudo o que de bom e de mau havia para fazer. A nossa infância marcou-nos e acredito que o talento do Octávio também tenha muito a ver com essa época.
Interpretando, fielmente, o sentimento da população dos Foios pretendo agradecer ao artista o facto de ter acedido expor no Centro Cívico de Foios.
Sabemos que o Octávio tem exposto as suas obras em famosas galerias da Península Ibérica e só mesmo por pura e sincera amizade acedeu ao convite que lhe foi dirigido pela Junta de Freguesia de Foios. Expor na sua Terra Natal.

PS. Esta exposição vai ficar mais algum tempo em Foios, a pedido da Junta de Freguesia, visto que no dias 30 e 31 de Outubro vão acontecer as jornadas micológicas e o magusto transfronteiriço, Foios-Eljas.
E já agora o Octávio terá que ter paciência e permitir que o prazo se alargue até ao dia 7 de Novembro uma vez que nos dias 5 e 6 se vão deslocar a Foios elementos do corpo diplomático de meia dúzia de países europeus e será com todo o prazer e honra que levaremos gente tão ilustre a visitar a exposição.
Obrigado Octávio.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates (CCRA) organiza no sábado, dia 30 de Outubro, o 6.º Jantar da Raia. O convívio está marcado para o Restaurante Pelicano.

Centro Cultural Recreativo Alfaiates

Norberto Pelicano

À terceira jornada do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol da Guarda, mais uma vitória para o Sporting Clube do Sabugal, a segunda em casa desta vez contra o Manteigas por três bolas a zero.

Sporting Clube SabugalNeste terceiro desafio Marco Capela continua a mexer no onze, frente ao Manteigas o Sabugal apresentou-se com o número 1 Fred, Pedro (2), Janela (3), Batista (4), Tó Zé (5), Pires (6), Jorgito (7), Ricardito (8), Manata (9), Nuno (10) e Tiago Dias (11). O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais sete atletas, no banco tinha Filipe, Roberto, Pereira, Paulito, Isidro, Vaz Alves e ainda o guarda-redes Chucky.
Quanto aos 90 minutos de referir que, apesar do bom começo de campeonato que a equipa do Sabugal está a fazer, a primeira meia-hora do jogo pertenceu à equipa do Manteigas que nesse período de tempo dominou a partida, tendo mesmo havido um penalty aos 28
minutos a favor da equipa do Manteigas, um penalty algo duvidoso cometido pelo capitão Tó Zé, ainda assim o resultado manteve-se inalterado até ao fim da primeira parte uma vez que o jogador do Manteigas chamado a converter mandou a bola por cima da barra.
Já na segunda parte a equipa da casa mostrou-se mais aguerrida e quis «mandar no jogo» mas aos 62 minutos Batista é expulso por acumulação de amarelos e o Sabugal vê-se assim reduzido a 10 jogadores. Dois minutos depois Marco Capela vê-se forçado a fazer uma substituição visto que Ricardito teve que ser substituído devido a problemas musculares, para o seu lugar entrou Roberto. Estes factores que pareciam ser negativos parecem ter «acordado» a equipa do Sabugal pois logo aos 65 minutos Pires faz o primeiro de três golos para a equipa da casa. Os outros dois golos surgiram aos 27 e aos 43 minutos por intermédio de Manata e Pereira, respectivamente, Pereira tinha entrado minutos antes para o lugar de Tiago Dias.
Quanto à última substituição que o técnico Marco Capela fez na equipa foi a entrada de Paulito para o lugar de Nuno.
No final, pouco há a dizer apenas que o Sporting Clube do Sabugal está a entrar bem neste campeonato com três jogos, três vitórias e nove pontos o que faz com que continue no primeiro lugar da tabela classificativa.
Cláudia Janela

Está marcada para os dias 11 a 14 de Novembro, na cidade da Mêda, a I Feira da Caça, Floresta e Produtos Regionais, organizada pela Câmara Municipal da Mêda, em parceria com a Associação Clube de Caça e Pesca da Mêda.

Feira Caça Floresta Produtos Regionais Mêda

A caça em Portugal tem raízes profundas e hoje reconhece-se a importância do ordenamento do espaço e da gestão sustentada deste importante recurso económico. Com efeito, a caça quando bem gerida pode ser a base de uma importante actividade económica, mas o seu valor aumenta, ainda mais, quando se desenvolve nas zonas mais deprimidas do nosso país, onde a agricultura e a silvicultura encontram algumas dificuldades. A caça é hoje uma actividade que contribui para o aumento do rendimento das explorações agrícolas e para o rendimento das comunidades locais, incentivando a associação. É por isso um importante contributo para o desenvolvimento rural.
O Município de Mêda e a Associação Clube de Caça e Pesca da Mêda (ACCPM), pretendem com este certame divulgar o património cinegético, natural, gastronómico e paisagístico do concelho.
Este evento conta com várias áreas de exposição relacionadas com a caça, produtos regionais, exposição e venda de vinhos locais, tasquinhas com pratos e petiscos de caça, animação e diversas actividades ligadas à temática do evento.
No dia dedicado à floresta irá ter lugar o 1.º Encontro de Sapadores Florestais do Distrito da Guarda, e um colóquio tendo como temática a Protecção Civil.
Paralelamente à Feira irão ser realizadas montarias ao javali (dias 11 e 13), largadas de perdizes (dia 14) e de pombos (dia 12), demonstrações de St. Huberto e de Cetraria (dias 13 e 14), Laser Shot, animação musical, visitas turísticas aos produtores de vinho locais, e um magusto, que irão animar o programa da Feira. Durante os dias em que decorre o certame, os restaurantes do concelho aderentes irão confeccionar, especialmente para estes dias, diversos pratos de caça de forma a divulgar a gastronomia local com os produtos regionais do concelho.
Os interessados em participar nas actividades de caça (montarias e largadas) devem proceder à sua inscrição até sábado, 30 de Outubro através da ACCPM (telemóvel 961 509 491).
jcl (com Turismo da Mêda)

Para passar os cursos de água a pé enxuto o povo construiu, por seu próprio engenho e com recurso ao que tinha à mão, um conjunto de obras que ainda hoje perduram, dentre as quais se contam as poldras e os pontões.

Pontão - SabugalNo início o homem foi nómada. Andava em constante movimento, à busca de sustento, descansando onde calhava. Vivia da caça, da pesca e da colheita de frutos e bagas silvestres. Só depois estacionou, passando a viver em comunidade fixa, cultivando a terra e dela colhendo a mantença. Mesmo assim, nunca por nunca a espécie humana negou a mobilidade. Embora sedentário, não estava preso à casa e à horta, calcorreava os montes na caça e na guerra e, quando não tinha arrimo garantido, procurava-o onde o houvesse, ainda que muito longe fosse. Daí a importância dos meios de comunicação, a começar pelas veredas e caminhos, necessários para se ir de jornada.
O maior problema das vias de comunicação terrestres era a ultrapassagem de obstáculos naturais, como serras, ravinas, rios e florestas muito densas. Não logrando uma forma de cruzar tais empecilhos, o caminhante tinha de percorrer longas distâncias para os contornar, o que em muito prolongava a viagem. Teve portanto de se meter ao trabalho, escavando passagens pelo topo das serras, descendo perigosíssimos desfiladeiros ou cortando matagais.
Um dos maiores estorvos era o dos cursos de água, rios ou ribeiros fossem, que na altura das chuvas corriam a bom correr, afigurando-se de dificultosa supressão. Onde fosse viável, a passagem era a vau, com pés ou rodas por dentro da água baixa. Mas nem sempre havia lugares desses e ao caminhante nada convinha molhar os pés.
Tiveram de buscar-se soluções práticas. Onde o leito era baixo, foi colocada uma fieira de pedras pesadas, para que a corrente inverniça as não movesse. Eram as poldras, devendo o labrego saltar de umas para outras até alcançar a outra margem. Um pé em falso ou a escorregadela numa pedra molhada era chambote certo. Mas o problema das poldras, que o povo também designa de alpondras e espoldras, estava no crescimento do nível das águas. Uma pingas de chuva bastavam para que as águas corressem esfalfadas dos montes para os vales, engrossando o leito das ribeiras e submergindo as poldras, que assim ficavam intransponíveis.
Noutros casos, onde o curso de água era mais farto, optou-se por construção mais aparatosa, que exigia intervenção de mestres. Com lajas grandes, talhadas a guilho, construíram-se pequenas e estreitas pontes, os chamados pontões. Aqui a obra exigia ciência, pois teria de ter solidez para resistir às épocas de intempérie. Procurava-se local onde o curso de água fosse estreito e pouco profundo, mas há pontões que têm mais de cem metros de comprido, resistindo erectos à força das águas e ao tempo.
Escolhido o local da construção iniciavam-se os trabalhos, que forçosamente teriam de ocorrer no estio, quando a ribeira estivesse seca ou fosse possível desviar o seu curso. Primeiramente eram enterrados os esteios, que consistiam em pedras com um metro de largo e mais de dois de comprido, colocadas de través, para que as águas as não derrubassem. Depois, encostadas a cada esteio eram colocadas outras pedras, igualmente compridas, mas mais estreitas, que serviriam de contrafortes e corta-águas. A derradeira fase consistia na colocação das lajas, com cerca de um metro de largura e dois e meio de comprido, que ficariam assentes nos esteios, com as juntas protegidas pelo topo dos contrafortes.
Era um trabalho comunal, com o povo interessado reunido em esforço. Tudo feito à força braçal ou com a ajuda das juntas de vacas que transportavam e arrastavam as pedras para o seu lugar.
A força impetuosa das águas e as lenhas arrastadas que embatiam fortemente na construção, derrubavam por vezes parcialmente os pontões. Mas o aldeão voltava a reunir-se em esforço colectivo para garantir a sua reparação.
Entretanto o mundo rural mudou. As poldras e os pontões ficaram apenas como memória, preservados num lugar ou outro porque as águas andam calmas ou porque alguém diligente trata de reparar os rombos que sofrem. Na verdade, estes testemunhos do viver de outras épocas perdem-se com o tempo. Nalguns lugares foram arrancados para dar lugar a novas pontes, mais largas e práticas. Noutros locais, foi o desleixo que acabou por deixar que a força das águas destruísse as velhas passagens a pé enxuto.
Ainda há pontões e poldras que resistem e que merecem cuidada intervenção tendo em vista a sua salvaguarda. A incúria pode levar ao completo desaparecimento deste importante património popular.
Paulo Leitão Batista

A «Pax Americana» que domina o Mundo, não passa de uma paz armada e violenta que provoca o ódio de povos como o Iraquiano e outros, cujos países foram e são invadidos. Uma coisa é certa, um dia pagarão isto tudo.

António EmidioA Europa Ocidental é um produto da «Pax Americana». Os Estados Unidos da América intervieram na Segunda Guerra Mundial em território europeu. O Plano Marshall, foi uma ideia dos Estados Unidos para a reconstrução da Europa que ficou arrasada depois da guerra, mas talvez a razão principal tenha sido conter o avanço do comunismo. A partir daí, a sua influência na política europeia foi e é preponderante, essa influência também é notória nos hábitos de vida e modos de conduta.
Até que a banca americana provocou as maiores crises financeira e económica de que há memória, nos países da Europa. Durante estas crises, ou depois delas, o que poderá surgir a nível ideológico? Possivelmente uma tentativa de implantação da Extrema-Direita, tanto nos Estados Unidos como na Europa.
O Tea Party, esse Lobby que quer endurecer a política do Partido Republicano e afastar Obama do poder, não é mais nem menos do que a Extrema-Direita pura e dura a entrar na política americana, há líderes dessa Extrema-Direita com responsabilidades governativas. O que querem? Supressão de direitos sociais, cortes de impostos para os ricos e poderosos, acabar com o salário mínimo, ou seja, fica ao critério do empregador, extinguir leis laborais, ficarão também ao critério do empregador, privatização total do ensino, privatização da saúde, deixando hospitais públicos para aqueles doentes que dão muita despesa às companhias de seguros e, também para os pobres. Criminalização do aborto e da homossexualidade, fanatismo religiosos, levando à frente como bandeira a teoria da criação, retirando do ensino a teoria da evolução, censura a revistas literárias, artísticas e cientificas, vigiar os livros de texto nas universidades, principalmente os de politica, economia e sociologia. Racismo e xenofobia, estigmatizar, negros, hispanos e árabes. Guerras e invasões de países roubando-lhes as matérias-primas e as riquezas para manter o nível de vida elevado dos poderosos e ricos. Supremacia dos Lobbys, militar – industrial, Wall Street e Judaico. Se algum presidente se opuser a um destes Lobbys será pura e simplesmente eliminado.
Reflexos na Europa: a extrema-direita espanhola está a copiar as ideias do Tea Party, uma mulher do Partido Popular é considerada já a Sara Palin (um dos lideres do Tea Party) de Espanha, está a tentar deslocar ainda mais o extremista Partido Popular de José Maria Aznar, para a direita. A Extrema-Direita está na Alemanha, está na Suécia! Está na Itália, está implantadíssima nos países de Leste e, esta crise vai fazê-la saltar para a ribalta politica.
E em Portugal? Está diluída nos partidos de direita, mas mesmo assim mostra a cara. Mostra-a em alguns jornais, num canal de televisão e, em grande plano na Internet. Não existe ainda um partido de Extrema-Direita estruturado, mas já se ouve falar na defesa dos valores nacionais, (os «valores» mais retrógrados), da moral cristã, de Portugal para os portugueses e, do privado em detrimento do público.
É a hora da Social-Democracia e do Socialismo em Liberdade, se voltarem a falhar, como infelizmente falharam, não terão outra oportunidade.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Sporting do Sabugal soma três vitórias nas primeiras três jornadas do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda. «Voz-off» da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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A cantiga que hoje apresento tem uma bonita melodia. É uma canção de amor, em estilo de balada, mas com alguns laivos de «canção de roda» no refrão (constituído pelas duas últimas quadras).

Salgueiro

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»A quadra inicial repete-se, quando termina o refrão. O refrão repete-se outra vez.
O bucolismo é tema recorrente na música de tradição oral, em Portugal, até porque a grande maioria das cantigas são recolhidas em meio rural
Por isso não é de estranhar a referência ao salgueirinho junto da água, bem como os peixinhos, uma imagem bucólica bastante comum nestas paisagens beirãs. Lembremo-nos dos lameiros e do corte e apanha do feno, uma das tarefas mais importantes da vida nas aldeias, há umas décadas atrás. Tudo era feito por grupos de homens e mulheres, que aproveitavam para cantar em grupo.

Salgueirinho ao pé d’água
Faz sombra aos peixinhos
Quem namora às escondidas
Leva abraços e beijinhos

Amar não é crime
Não é crime, não
Quem deixa o amor
Não tem coração

Amor dá-me um beijo
Dá-me a tua mão
Se tu não ma deres
Morro de paixão.

«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte
(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Foi num ambiente absolutamente descontraído e de muito boa fé que os membros da Associação das Freguesias da Raia Sabugalense (AFRS) se reuniram em assembleia-geral, expondo os seus pontos de vista em relação a todos os pontos da ordem de trabalhos tendo sido todos eles, aprovados por unanimidade.

José Manuel Campos - Nascente do CôaVitor Manuel Fernandes, Presidente da Assembleia da AFRS, de acordo com a Lei nº 175/99 de 21 de Setembro e em conformidade com os estatutos da mesma Associação e ainda conforme com o nº 2 do artigo 3º do Regimento da Assembleia da Associação das Freguesias da Raia Sabugalense AFRS, convocou uma reunião para ontem, dia 22 de Outubro, que teve lugar pelas 20h e 30 no espaço Multimédia – EMA – na freguesia de Alfaiates, com a seguinte ordem de trabalhos:
1- Discussão e aprovação da acta da reunião anterior onde se verificou a eleição e a tomada de posse dos corpos sociais.
2- Definição do valor da quota anual e ainda do valor referente ao ano em curso.
3- Apresentação para discussão e possível aprovação de actividades a incluir no Plano e Orçamento para o ano de 2011.
4- Discussão e aprovação da gratificação a atribuir ao Delegado Executivo.
5- Outros assuntos considerados de interesse para a Associação de Freguesias da Raia Sabugalense.
Iniciada a Assembleia, o Conselho de Administração deu conta das tarefas e contactos que já começou a desenvolver. Apresentou os seus pontos de vista relativos ao plano de actividades, para o ano de 2011, e anotou as propostas ou achegas de outros membros da Assembleia.
Em relação ao ponto 4, os elementos do Conselho de Administração deram conta dos contactos e das negociações havidas com o Dr. Victor Coelho que, também por unanimidade, foi votado para desempenhar o cargo de Delegado Executivo da AFRS.
Os trabalhos foram concluídos por volta das 23h30 e, de seguida, todos os elementos se deslocaram a um dos bares de Alfaiates onde tomaram uma bebida precedida de um brinde alusivo à AFRS.
Usando a linguagem futebolística digo que nos equipámos, entrámos em campo e agora jogar até suar as camisolas.
VIVA A RAIA.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Vai realizar-se na Escola Superior de Turismo e Hotelaria do Instituto Politécnico da Guarda, no próximo dia 10 de Novembro, pelas 10 horas, uma conferência sobordinada ao tema «A Implementação do Acordo Ortográfico».

A conferência será proferida pelo Professor Doutor João Malaca Casteleiro, linguista e docente jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Recorde-se que Malaca Casteleiro foi o responsável pela versão portuguesa do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, bem como o coordenador científico do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea e do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.
O Professor Malaca Casteleiro irá falar acerca do contributo do Acordo para a uniformização ortográfica da Língua Portuguesa.
A conferência terá lugar no Auditório da Escola Superior de Turismo e Hotelaria, em Seia, pelas 10 horas
plb

O jogo já estava em período de descontos quando o guarda-redes do Manchester City decidiu ir até à baliza adversária para tentar a sua sorte na marcação de um canto. Mas… a sua equipa perdeu a bola e ele teve de fazer uma corrida supersónica até à sua baliza. E conseguiu evitar o segundo golo do outro Manchester, o United.

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À atenção de alguns clubes portugueses que podem não andar muito satisfeitos com os seus guarda-redes.
jcl

Desde o dia 25 de Setembro que anda tudo às marteladas em Alfaiates. Não é uns aos outros, mas sim aos pregos. A ideia surgiu no dia 18 de Setembro, aquando da deslocação de alguns alfaiatenses (juntamente com pessoal de Soito e Aldeia da Ponte) a Tábua para uma demonstração da nossa tradição mais cara, o Forcão.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Chegados a Tábua deparámo-nos com dois troncos onde estava afixado um cartaz com a seguinte inscrição «Jogo do Prego», a curiosidade levou-nos a experimentar tal jogo. Antes e depois da demonstração do Forcão foi onde nos divertimos e muito, pois o jogo exige alguma pontaria, destreza e força para pregar o prego. Com o adiantar das horas e das «minis» a pontaria ia-se perdendo e a risota ia aumentando. Pois bem, constatado o sucesso e a aceitação que o jogo teve em nós, o Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates resolveu importar a ideia para a nossa terra, para que as tardes de domingo fossem mais divertidas. E foi logo no fim-de-semana seguinte à nossa visita a Tábua que começaram as marteladas em Alfaiates
Posso adiantar que em quatro tardes já foram pregados mais de 10 quilos de pregos. Tive também conhecimento de que em Aldeia da Ponte e Ozendo também já se joga ao prego.
Acabo com a apresentação das regras em vigor no C.C.R. de Alfaiates:
– Os jogadores não podem apontar (tocar) o prego antes da martelada;
– Cada jogador só pode dar uma martelada de cada vez;
– O penúltimo jogador a pregar o prego paga os pregos;
– O último jogador a pregar o prego paga a «rodada».

P.S. Um bem-haja ao Sr. José Lourenço Amaral, mais conhecido por Zé Moleiro por nos ter facilitado os troncos para o jogo.
Norberto Pelicano
(Presidente do Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates)

Em 2011 o PIDDAC para o distrito da Guarda sofreu uma redução de 36 por cento e apenas contempla oito dos 14 concelhos. O Sabugal vai «receber» zero euros.

Mapa Distrito Guarda

O Programa de Investimento e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) atribui aos municípios do distrito da Guarda para o ano de 2011 uma verba de 4,4 milhões de euros correspondendo a uma redução de 36,43 por cento em relação ao ano anterior.
Os concelhos do Sabugal, Aguiar da Beira, Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Trancoso não «vêem» um «único euro» atribuído pelo PIDDAC para 2011.
O feliz contemplado para o próximo ano foi o concelho de Vila Nova de Foz Côa, com 1,9 milhões de euros, destinados à requalificação do cais do Pocinho e ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. Em segundo lugar surge o concelho de Gouveia, com cerca de 1,1 milhões de euros destinados à construção das novas construções do Tribunal Judicial e da Escola Básica dos 1.º e 2.º Ciclos. A Guarda surge em terceiro lugar, recebendo cerca de 977 mil euros para investir na Loja do Cidadão, no Centro Educativo do Mondego e nas obras das residências de estudantes do IPG.
O concelho de Seia aparece no quarto lugar na lista de investimento do Governo, recebendo 157.500 euros que correspondem a um aumento de 494 por cento em relação a 2010. Atrás de Seia estão os concelhos de Pinhel, dotado com 87.000 euros, Celorico da Beira e Manteigas cada um com uma verba de 30.000 euros e Fornos de Algodres com 27.491 euros.
Para todos os concelhos do Distrito da Guarda, o PIDDAC de 2011 inclui ainda uma verba de 10.000 euros destinados à protecção do meio ambiente e conservação da natureza, cujos projectos deverão ser candidatados ao QREN.
A redução de 2,5 milhões de euros do PIDDAC coloca o distrito da Guarda quase no fundo da tabela em termos de investimento do Estado, descendo um lugar e posicionando-se na 14.ª posição à frente dos distritos de Beja, Viseu, Portalegre e Bragança.
O objectivo do Governo neste PIDDAC agora apresentado é dar prioridade à Agricultura e às Pescas, que concentram 22,8 por cento dos recursos, seguindo-se a Investigação e Ensino Superior (21,9 por cento) e a Economia, Inovação e Desenvolvimento, com 12,6 por cento. As iniciativas de Ambiente e Ordenamento do Território vão reunir 10,3 por cento dos recursos, cabendo cerca de 15 por cento ao conjunto da Educação, Justiça e Obras Públicas, Transportes e Comunicações.
jcl

No Dia Mundial do Turismo os deputados do Partido Socialista eleitos pelos distritos de Castelo Branco e da Guarda apresentaram na Assembleia da República um requerimento para obter o aproveitamento turístico das casas da natureza que estão ao abandono na Reserva Natural da Serra da Malcata. O documento foi endereçado ao secretário de Estado do Ambiente, secretário de Estado do Turismo e ministra do Trabalho e da Segurança Social.

(Clique nas imagens para ampliar)

Jorge Seguro SanchesQuase 30 anos depois da sua criação legal, a Reserva Natural da Serra da Malcata identifica-se cada vez mais como um potencial centro de Turismo Rural e de Natureza, assumindo assim uma grande importância, para o país e para uma região que procura apostar no turismo como uma das poucas opções de futuro e de fixação de populações.
Depois de vultuosos investimentos feitos nos anos 90 do século XX, as casas abrigo, integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata, bem como as instalações-sede da reserva, possibilitam o alojamento de turistas em instalações muito bem enquadradas
e que permitem uma visita única a uma das reservas europeias mais rica em termos de biodiversidade (aliás considerada em 1987 como Reserva Biogenética do Conselho da Europa).
Numa visita recente à Reserva pudemos verificar o potencial das casas abrigo – sem uso mas em aparente bom estado de conservação – e das quais se juntam fotos (casa do Major e casa da Ventosa).
Todavia este tipo de alojamento não está a ser aproveitado, nem está licenciado (conforme é referido no portal do ICNB). Aqui.
Esta situação pode ser uma oportunidade para não só dotar aquela região de mais algum alojamento como pode ser considerada como um potencial de parceria entre serviços públicos que desta forma – e sem grandes acréscimos de custos – podem oferecer aos portugueses mais turismo aliás de características praticamente únicas no continente europeu.
Acresce a existência na serra da Malcata (junto à casa da Ventosa) de uma pista de aviação – actualmente utilizada apenas no combate aos incêndios – a qual pode ser também uma mais-valia num tipo de turismo cada vez mais procurado mas sempre em respeito da natureza.
A Fundação INATEL (que em Portugal tem um papel decisivo no turismo social) tem hoje na sua rede alguns equipamentos com estas características (nomeadamente no distrito de Bragança) e que são um bom exemplo no aproveitamento do turismo no Interior do país.
Independentemente do tipo de solução que se encontre para aquelas casas parece-nos contudo que a actual situação (de não aproveitamento e de praticamente abandono) é inaceitável pelo que apelamos a um entendimento entre os serviços públicos com potencial intervenção nas áreas do turismo e do ambiente e com a colaboração – sempre necessária –
das autarquias envolvidas.
Jorge Seguro Sanches
(Deputado do Partido Socialista pelo distrito de Castelo Branco)

Quem é que ainda nunca viu ou ouviu falar dos fenómenos do Entroncamento na localidade ribatejana do distrito de Santarém? Durante o anos são vários os episódios que chegam a ser notícia nos mais diversos órgãos de comunicação social nacional e estrangeira.

Girassol AlfaiatesO Entroncamento baptizado de «Terra dos Fenómenos» desde sempre nos mostrou factos fantásticos, desde ovos de galinha pesadíssimos, abóboras monumentais, batatas enormes, etc.
Desta vez um desses fenómenos apareceu em Alfaiates, mais concretamente num terreno propriedade do Sr. Domingos «Trocas»,
que se situa nas Hortas (Veiga) ao lado da ribeira e pertíssimo da E.N. 233.
O Sr. Domingos «Trocas» e familiares ficaram pasmados quando se deram conta do tamanho que um girassol atingiu em relação aos
seus «irmãos» de plantação. Como se pode ver pelas fotografias a planta atingiu cerca de 4 metros de altura.
O que o proprietário achou mais estranho foi o facto de tratar a plantação por igual e haver um girassol que se desenvolveu para
além do habitual, facto que ele nunca havia testemunhado.
Aqui fica mais um exemplo em que a natureza nos surpreende e que só a ciência poderá explicar.
Termino esta noticia agradecendo à família «Trocas» a partilha deste acontecimento, que não deixa de ser invulgar e extraordinário.
Norberto Pelicano

O Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, solicitou a divulgação da realização da próxima Assembleia Extraordinária no dia 29 de Outubro de 2010, às 20 horas e 15 minutos, no Auditório Municipal do Sabugal.


ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL

SESSÃO EXTRAORDINÁRIA DO DIA 29 DE OUTUBRO DE 2010

ORDEM DE TRABALHOS

ORDEM DO DIA

1. Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT CENTRO).
2. Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal (PDES).

PERÍODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO

O Presidente da Assembleia Municipal
Ramiro Manuel Lopes de Matos


jcl

No próximo dia 29 de Outubro a Assembleia Municipal do Sabugal vai realizar uma Sessão Extraordinária de grande importância.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Muitos acusam a Assembleia Municipal de para nada ou pouco servir, esquecendo-se do vasto leque de competências que a mesma possui e da importância que tem enquanto órgão deliberativo e fiscalizador da acção da Câmara Municipal.
Outros atacam injustamente a Assembleia porque ali nunca se discutem os verdadeiros problemas do Concelho.
Ora, a realização da próxima Sessão Extraordinária deste Órgão Autárquico é de extrema importância para o futuro do Concelho e estou certo será uma sessão de elevada qualidade, pois acredito que os Grupos Políticos ali representados compreenderam a importância dos temas a tratar.
Na verdade, se reunir os membros da Assembleia para, colectivamente, analisarem a proposta de Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro e sobre a mesma emitirem um parecer, já era importante, a inserção de um segundo ponto para se iniciar um processo de discussão sobre o novo Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal que o Executivo Municipal apresentará, transforma esta Sessão num momento alto para se pensar o futuro do nosso Concelho.
Uma das características do funcionamento da Assembleia Municipal é que todas Sessões são públicas e reservam um período para que os cidadãos possam intervir.
Ora considero que os dois assuntos que serão analisados no dia 29 são motivo mais que evidente para a participação de todos.
E como cidadão, como Deputado Municipal e como Presidente da Assembleia Municipal estou certo que iremos ter uma Assembleia Municipal participada e geradora de um processo de repensar o nosso Concelho, o que quer dizer, a nossa própria vida enquanto cidadãos sabugalenses.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

«Bird – O Fim do Sonho» não é só um grande filme sobre a vida de Charlie Parker, um dos mitos do jazz que teve uma vida trágica que terminou aos 34 anos. É também a longa que cimenta a carreira de Clint Eastwood como realizador, que a partir daí tem um currículo cheio de grandes obras, algo que não se podia dizer do período anterior, e o filme que dá a oportunidade a Forest Whitaker para provar que é um grande actor.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaUm filme obrigatório para os fãs de Eastwood realizador e para os amantes do jazz, que acompanham em cerca de duas horas e meia a vida de um dos maiores saxofonistas do género que tocou ao lado de outros gigantes, com destaque para Dizzy Gillespie, cujo papel na vida de Charlie Parker fica bem patente em «Bird». A interpretação da genialidade do saxofonista, assim como os problemas com a droga e álcool que o perturbam está magistralmente interpretada por Whitaker, na altura da estreia um quase desconhecido, apesar das aparições em «Bom Dia Vietname», de Barry Levinson, «Platoon», de Oliver Stone, ou «A Cor do Dinheiro», de Martin Scorcese.
BirdNa própria cinematografia de Eastwood «Bird» acaba por ser um filme de certa forma atípico. Surgem alguns aspectos oníricos, a história não é contada sequencialmente, mas em flashbacks, alguns derivados de sonhos, que não são comuns na sua obra. Talvez a opção por estes ambientes oníricos tenha algo a ver com a música de Charlie Parker, um pouco dada ao improviso.
E apesar de ser um confesso adepto de jazz, de já antes de 1988 ter realizado filmes com a música como campo de fundo («A Última Canção») e mesmo sendo autor de algumas das bandas sonoras dos seus filmes, Clint Eastwood só iria voltar a filmar um filme sobre música em 2003, quando participou no projecto para televisão «The Blues», onde assinou o documentário «Piano Blues». Com «Bird» deu-nos uma boa oportunidade para conhecermos um capítulo da história do jazz, que infelizmente não é dos mais felizes, tirando a excelente música do saxofonista.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

INTERPRETAÇÃO DO SAGRADO – Na Igreja matriz de Vilar Maior existe uma pia baptismal, oriunda da antiga igreja da Senhora do Castelo, que é intrigante, não só pela forma em caldeirão, como pelos símbolos da sua face exterior, que tem, num friso superior, a repetição de uma figura humana estilizada, e uma corda em todo o seu perímetro, separando do friso inferior, onde estão representados vários círculos concêntricos repetidos.

(Clique nas imagens – 1 e 2 – para ampliar.)

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaEste monumento monolítico (figuras 1 e 2) que é semelhante a um existente na Igreja da Misericórdia de Alfaiates, tem na sua face exterior um conjunto de símbolos que também estavam reproduzidos no primitivo pórtico românico da Igreja da Senhora do Castelo, o que com toda a certeza prova que a sua data é a desta primitiva Igreja, à qual se destinou.
Sabemos que raros são os fenómenos mágico-religiosos que não implicam, um certo simbolismo. E isto já vem da antiguidade, por exemplo quando certas pedras (de que temos dois exemplos também no Museu de Vilar Maior) e outros objectos adquiriram qualidade mágico-religiosa graças a uma teofania (manifestação da divindade), hierofania (manifestação do sagrado) ou cratofania mediatas, isto é, através de um simbolismo que lhes confere um valor mágico e religioso.
Explicando: Um objecto, porque representa o sagrado, torna-se também sagrado, podendo, por isso, ser encarado como uma hierofania, portador de uma realidade trans-espacial, que introduz no mundo profano.
Umas vezes, esta hierofanização faz-se, como é o caso das referidas pedras do Museu de Vilar Maior, de forma pouco transparente, mas outras vezes, como é o caso desta pia baptismal, por símbolos evidentes, que se revelam pela forma dos mesmos, tal como tem sido apreendida pela experiência mágico-religiosa de toda a humanidade, cujas raízes vêm já da simbologia pré-histórica.
O sentido destes símbolos da pia baptismal pode ser penetrado pelo seu estudo particular como prolongamento de uma hierofania integrada na sacralidade das águas e cosmologias aquáticas que lhe está subjacente, como forma autónoma de revelação que prolonga aquela numa epifania particular, no contexto funcional em que se insere.
Naturalmente que à primeira vista, a um leigo, este sentido não se manifesta de forma evidente nos símbolos da pia baptismal, que são vistos, pela generalidade das pessoas que a têm examinado, como um conjunto de desenhos curiosos e não como um conjunto interdependente que apresenta uma «linguagem» inacessível a qualquer leigo.
Mas se falarmos, ainda que de forma resumida, das várias hierofanias aquáticas, como a simbologia da imersão nas águas (baptismo, dilúvio, «Atlântida»), da purificação pela água (baptismo, libações funerárias, banhos rituais, etc), e as relacionarmos com os símbolos da pia baptismal, qualquer pessoa menos atenta perceberá que não são por acaso aquelas suas formas e que as mesmas têm um significado coerente.
As tradições do dilúvio (comuns a várias civilizações) ligam-se quase todas à ideia de reabsorção da humanidade na água e à instauração de uma nova era, com uma nova humanidade. Nestes mitos neptunianos, as águas precedem toda a criação e reintegram-na periodicamente a fim de a purificar e regenerar; a humanidade desaparece periodicamente no dilúvio ou na inundação por causa dos seus pecados, reaparecendo sob nova forma, retomando o mesmo destino.
Da mesma forma, o baptismo significa o apagar do pecado original da primitiva humanidade, filha de Eva, renascendo o neófito como homem da nova era, filho da nova Eva, mãe de Cristo, readquirindo a graça perdida em ordem à sua salvação. Como dizia S. Tomás de Aquino no seu tratado sobre os artigos da fé e sacramentos da Igreja «Effectus autem Baptismi est remissio culpae originalis et actualis, et etiam totius culpae et poenae, ita quod baptizatis non est aliqua satisfactio iniungenda pro peccatis praeteritis, sed statim morientes post Baptismum introducuntur ad gloriam Dei» [o efeito do baptismo, é a remissão do pecado original actual, e mesmo de toda a falta e toda a pena, de forma que não é preciso fazer nenhuma reparação pelos pecados passados; mas os que morrerem logo depois do baptismo, são imediatamente introduzidos na glória de Deus].
Ou seja, quer num caso, que noutro, a função das águas é a de desintegrarem, extinguirem as formas, «lavarem os pecados», purificando e regenerando ao mesmo tempo.
Esta convergência não é de forma alguma estranha, porque a concepção cíclica do cosmos, a morte e ressurreição, são grandes temas que dominam todas as religiões desde a antiguidade, sendo confirmada desde a pré-histórica, nos mitos lunares com os temas da inundação e dilúvio, porque a lua era desde tempos imemoriais, pelas suas fases, o símbolo do devir rítmico, tanto do fim da vida como de um novo começo, em que o destino de todas as formas, tal como o da vida humana, é de se dissolverem para poderem reaparecer como a nova lua.
O céu fica escuro durante três noites, mas na quarta noite volta a nascer. E assim, sendo o renascimento uma certeza, a morte não era mais que uma mudança, um renascimento numa outra espécie de «existência».
A lua era por isso a teofania que revelava a Realidade infinita, daí que esteja representada, com outros elementos, nos símbolos da pia baptismal, como veremos na próxima semana.
(Continua.)
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Quem ande pelos caminhos da Beira, notará que algumas áreas rurais se apresentam enxameadas de marcos de granito ostentando no topo a silhueta de uma cruz ou contendo um pequeno nicho escavado. São as alminhas, a que também chamam cruzes, e estão geralmente ao lado dos caminhos vicinais, sobretudo nas encruzilhadas.

De origem longínqua, as alminhas são um precioso testemunho das terras beiroas, de muita e forte crença religiosa. Erigidos pela mão do povo, estes simplórios monumentos apontam onde houve morte trágica ou lugares de especial devoção, rogando um Padre Nosso e uma Avé Maria ao caminhante.
As alminhas, assim chamadas por representarem as almas do Purgatório, inculcam a coesa fé popular, o temor ao Criador, mas também a superstição e o agouro de quem corria os caminhos, como seu necessário modo de vida. Noutros tempos, de maior fé e de forte superstição, o viandante quando avistava uma cruz ao redor do trilho que seguia, parava, benzia-se e palrava uma jaculatória. Só depois retomava a marcha, confiante em ter cumprido o dever e acreditando em que o Anjo da Guarda zelaria pela sua segurança. O pétreo testemunho, com seu forte simbolismo, impunha temor e respeito, sugerindo momentos de reflexão sobre o perigo que constituía cursar os caminhos, sobretudo quando desviados dos aglomerados populacionais e com reduzido movimento de pessoas.
As histórias fantásticas e horripilantes que se contavam outrora, inculcavam medo e apreensão. Falavam de ataques de lobos esfaimados, de roubos praticados por bandoleiros errantes, do aparecimento de almas penadas, bruxas e lobisomens nas noites de breu. O viajante, sobretudo o que percorria longas jornadas, indo por terrenos pouco batidos, enchia-se de cuidados, não fosse o diabo tecê-las. Temiam-se sobretudo as encruzilhadas, lugares que por si significam o encontro com o acaso, que bem poderia vir dos vários caminhos que ali se ligavam. Os cruzamentos eram o ponto de reunião das bruxas, segundo as tradição popular, onde faziam os seus conluios e onde era por demais perigoso cursar, sobretudo em noites fechadas.
O viajante que dava com uma alminha, ficava a saber que aquele era lugar de respeito, onde correu sangue humano por tragédia, ou onde conviesse rezar uma oração pelas almas do outro mundo. Mas o aventureiro também sabia que aquela tosca cruz de pedra protegia e esconjurava o perigo que rondasse.
Paulo Leitão Batista

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