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O cinema soviético do período mudo é sobretudo conhecido por grandiosos filmes de propaganda que relatam os episódios da Revolução Russa. Sergei Eisenstein é o nome mais conhecido dessa geração, mas há muitos nomes que a integraram e que não são tão conhecidos nos dias de hoje. Inclusive alguns fizeram comédias.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaUm desses exemplos de comédias é «A Casa da Praça Trubnaia», de Boris Barnet. Tal como os filmes dos seus companheiros da altura, este é um filme de propaganda onde se exaltam os valores da sociedade soviética e os inimigos são os burgueses.
No caso deste filme o tema principal é o papel dos sindicatos e a importância destas associações para evitar a exploração laboral. A história de «A Casa da Praça Trubnaia» é a de Paracha Pitunova, uma jovem que é enviada do campo para Moscovo para se encontrar com o tio, que por um acaso do destino está a chegar à sua aldeia quando o comboio parte para a capital russa. Na grande cidade Paracha vai deparar-se com um mundo novo onde é fácil perder-se e acaba por ir parar precisamente à casa da Praça Trubnaia, um edifício comunitário, e é contratada como doméstica por um casal de burgueses, que só a aceita por não estar sindicalizada, logo, potencialmente não trará problemas.
É esta a base da história, que depois vamos acompanhando, com a jovem a chegar ao sindicato e com o seu patrão a acabar na polícia, onde lhe vão traçar a sentença por não respeitar os direitos da funcionária. Mas «A Casa da Praça Trubnaia» vai muito para além da história, não fosse este um filme soviético. Como noutros casos, aqui dá-se muita importância ao que é filmado, não só às personagens, mas também à forma como se filma.
Casa da Praça TrubnaiaHá três momentos muito bem conseguidos neste excelente filme de Boris Barnet: o acordar de Moscovo, com a filmagem de cenas da cidade acompanhadas com entre-títulos que nos explicam como são as primeiras horas de Moscovo até as ruas ficarem cheias de gente; a filmagem do prédio comunitário num corte transversal que nos mostra em simultâneo o que se passa nos vários andares; e por fim, a utilização de objectos em movimento para dar a ideia de som que não havia na altura. Por exemplo, a genialidade dos planos em que a jovem está irritada com o patrão e a câmara foca diversos tachos e cafeteiras ao lume com água a ferver.
Apesar de pouco conhecido, tanto o filme como o próprio género no cinema soviético do período mudo, este é um excelente filme que nos permite descobrir uma faceta daquele período cinematográfico que vai muito para além de Eisenstein.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Este é o momento de todos contribuirmos para definir uma estratégia de desenvolvimento do Concelho.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»– A entrada em período de discussão pública da proposta do Plano Regional de Ordenamento do Território da Região Centro (PROT-Centro), a decorrer nos meses de Outubro e Novembro;
– A discussão em torno do novo Plano de Desenvolvimento Económico e Social do Concelho do Sabugal que, penso, o Executivo Municipal está a elaborar;
– A entrada na fase final de elaboração do novo Plano Director Municipal, em banho-maria até agora, por não haver PROT;
– As intervenções feitas na última Assembleia Municipal pelos Srs. Deputados Municipais Manuel Rito e Carlos Alberto Morgado Gomes;

Eis um conjunto de dados e iniciativas que colocam de novo e com urgência a questão de, colectivamente, definirmos o futuro do nosso Concelho.
E, por isso, permito-me repetir aqui o que escrevi no início de 2008.
«Este é também um momento de urgência, obrigando todos os que sobre estes assuntos costumam reflectir a não perder tempo com grandes teorias – a definição de uma estratégia de desenvolvimento deve partir, no essencial, pela selecção de um conjunto de projectos cuja realização concretiza uma determinada visão estratégica.»
E concluía, dizendo que:
«Falo de uma nova postura dinâmica e proactiva de resposta aos três grandes desafios que se colocam ao Concelho e às suas gentes:
– Como “usar” os recursos para induzir a competitividade e a qualificação do Concelho;
– Quais as “ameias” que o Sabugal deve construir e seguir para um desenvolvimento equilibrado e sustentado;
– Qual o papel que o Concelho quer assumir no quadro regional e transfronteiriço.
Falo, por último, e parafraseando uma das pessoas (Oliveira das Neves), que mais tem pensado e trabalhado nesta área, da urgência em se estabelecer um Pacto de Desenvolvimento para o Concelho do Sabugal, para o qual todos somos chamados e no qual todos somos “actores principais”.»
Os meses que se avizinham irão ser, assim, decisivos.
O Executivo Municipal, incluindo os vereadores com pelouros atribuídos ou integrando a oposição à actual maioria;
Os Deputados Municipais;
As Juntas e Assembleias de Freguesia;
As associações empresariais e sectoriais;
Os empresários;
As IPSS e o conjunto do movimento associativo;
Os cidadãos em geral,
Todos temos o direito e o dever de participar neste momento, repito, decisivo para o futuro da nossa terra.
Como cidadão e como deputado municipal continuarei a dar o meu contributo.
Como Presidente da Assembleia Municipal tudo farei para dinamizar este debate e para que a Assembleia Municipal contribua para a construção de um “Concelho do Sabugal Melhor”.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Jean-Louis Ebénézer Reynier nasceu a 14 de Janeiro de 1771 em Lausanne, na Suíça, tendo-se destacado enquanto militar ao serviço de Napoleão. Na terceira invasão de Portugal coube-lhe ocupar o Sabugal e Alfaiates, onde permaneceu no período preparatório do avanço para Lisboa. Na retirada voltou a acampar no Sabugal, onde enfrentou as tropas anglo-portuguesas comandadas directamente por lord Wellington.

Reynier foi um oficial talentoso, que porém era por vezes acusado de ser muito inseguro e de trato difícil.
Formado em engenharia civil, ofereceu-se para servir no exército francês em 1792, tornando-se oficial de artilharia. Serviu abnegadamente em combate, o que, aliado aos seus conhecimentos, lhe valeu ser promovido a general de brigada com apenas 24 anos.
Integrou a expedição ao Egipto, onde serviu na batalha das Pirâmides e foi nomeado governador de uma província. Tomou parte na expedição à Síria, e, de volta ao Cairo, desentendeu-se com o comandante-em-chefe, o general Menou, o que lhe valeu ser preso e acusado de traição.
Já em Paris, bateu-se em duelo com o general Destaing, a quem provocou a morte. Napoleão expulsou-o então da cidade. Mas o reconhecido talento de Reynier fez com que estivesse de volta pouco tempo depois.
Em 1804 integrou o Corpo de Observação de Nápoles, e, no ano seguinte, venceu os austríacos. Em 1806 serviu sob as ordens de Massena e, em 1807, assumiu o comando do exército francês na Calábria, cuja campanha o levou a Grande Oficial da Legião de Honra. Em 1808 foi nomeado Ministro da Guerra e da Marinha do Reino de Nápoles.
No decurso da importante Batalha de Wagram, o Imperador retirou o comando ao Marechal Bernadotte, chamando Reynier para o substituir à frente de um dos corpos.
No final de 1809 foi enviado para a Península Ibérica, onde tomou o comando do 2º corpo, que integrou o Exército de Portugal, sob as ordens de Massena. Apesar dos reveses desta campanha, Reynier tornou-se Conde do Império, em reconhecimento dos seus méritos.
Em Janeiro de 1812 retornou a França para preparar a campanha da Rússia, na qual participou. Na retirada, já na Alemanha, ficou prisioneiro dos russos, que, sabendo-o suíço de nascimento, lhe ofereceram uma comissão no seu exército. Reynier recusou, permanecendo fiel à França, e retornou a Paris, graças a uma troca de prisioneiros. Desgastado pelas campanhas adoeceu gravemente e morreu pouco depois, em 27 de Fevereiro de 1814.
No decurso da terceira invasão de Portugal foram diversos os momentos de tensão entre Massena e os seus comandantes dos corpos, incluindo Reynier. Massena considerava-o um general com muito talento, mas que era tímido e desesperava perante a menor dificuldade.
Antes da invasão se iniciar, coube-lhe cobrir a linha do Tejo, sustendo as tropas do general Hill. Depois o marechal comandante ordenou-lhe que viesse para norte, entrasse em Portugal pela Idanha e atingisse o Sabugal e Alfaiates, onde deveria instalar os seus 18 mil homens. Esteve no Sabugal de 27 de Agosto a 11 de Setembro de 1810. Seguiu depois para a Guarda e desceu o vale do Mondego, acompanhando os outros corpos no movimento geral.
Na batalha do Buçaco Reynier formou a esquerda do ataque francês, tendo sofrido pesadas baixas. Passando Coimbra e Leiria o exército invasor chegou às célebres linhas de Torres Vedras, também chamadas de Lisboa, que não conseguiu ultrapassar, espraiando-se em toda a sua extensão, cabendo a Reynier ocupar Vila Franca de Xira e Castanheira do Ribatejo. Recuou depois para Santarém, cidade que ocupou enquanto os franceses esperaram por reforços que nunca chegaram.
Reynier era admirado pelos seus soldados, dado o rigor com que manobrava as tropas e os estratagemas a que recorria para iludir o inimigo. Em Santarém, passando grandes privações, por falta de víveres, Reynier pensou numa incursão à margem esquerda do Tejo para recolher algum do gado. Wellington tinha soldados guardando toda essa margem, sem porém se conhecer o seu número. Reynier concretizou então um plano, que consistiu em fazer subir um balão de ar quente que mandou fazer com papéis, facto que despertou a curiosidade dos soldados portugueses e ingleses, que saíram dos seus refúgios para observarem o artefacto. Munido do seu binóculo o general contou então as tropas inimigas, planeando depois uma incursão que foi muito bem sucedida.
Aquando da retirada, Reynier voltou a surpreender ao montar um estratagema que iludiu as linhas luso-britânicas e lhe garantiu um avanço considerável. Mandou fazer manequins vestidos de soldados, colocou-os nos locais das sentinelas e abandonou os postos durante a noite. Só ao amanhecer os aliados deram conta de que as linhas francesas estavam desertas.
Na véspera da batalha do Sabugal Reynier fez mais uma vez desesperar Massena, que estava em Alfaiates. O Marechal ordenara-lhe que garantisse a ponte do Côa, dando tempo a Loison para recuar com o seu corpo. Porém Reynier mostrava-se nervoso e impaciente, face aos movimentos que os seus postos avançados observavam ao exército anglo-luso, que vinha de Vale Mourisco em direcção ao Sabugal. Os ajudantes de campo de um e outro oficial cruzavam-se incessantemente com missivas. Reynier dizia estar defronte de toda a vanguarda do exército aliado e queria retirar durante a noite, mas Massena ordenava-lhe que se mantivesse firme e escrevia-lhe: Não penso que o inimigo nos queira atacar; colocou-se na estrada de Penamacor para ver se queremos ir por ela. (…) o 6º corpo está à sua direita e o 8º atrás de si, e ou um ou o outro lhe dará apoio em caso de necessidade. (…) Para lhe dizer a verdade, não creio que lord Wellington esteja à sua frente. Mas estava, e em pessoa, preparando um ataque vigoroso às linhas francesas. Atacado, Reynier resistiu quanto pôde, até receber enfim autorização para retirar.
Massena elogiou porém o esforço do seu general: o combate do Sabugal honra Reynier, pois este general recuperou toda a sua energia logo que a acção começou, escreveu o general Koch nas «Memórias de Massena». Na verdade cumpriu a sua missão e conseguiu retirar em boa ordem, sem perdas consideráveis.
O nome de Reynier está escrito no lado sul do Arco de Triunfo.
Paulo Leitão Batista

JOAQUIM SAPINHO

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