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Les années avaient déjà laissé leurs traces lorsqu’elle est arrivée dans sa vie.

Fátima LeitãoDes marques invisibles, qu’elle pouvait distinguer, sans en connaître l’aspect, ni les raisons. L’amour était pourtant bien là, sous une forme maladroite, imparfaite et inachevé, dû sans doute au manque de maturité, et une perception erronée de ce qu’était l’amour. Lui voyait sans doute plus claire et plus juste. Elle pensait qu’aimer c’était être triste loin de la personne chérie, c’était être jalouse… elle était pleine de doutes, et se faisait des films… elle pensait qu’il fallait faire culpabiliser l’autre pour se sentir aimé, elle était capricieuse de désir. Superficielle.
Aujourd’hui la vie lui a appris que l’amour, c’est la liberté de l’autre, son indépendance, et le respect de son espace et de son esprit, qu’il n’y a rien a imposer, ni a faire subir. C’est être présent lorsqu’il faut, et que la distance et l’absence n’efface rien, car le silence n’est jamais vide, si l’oubli ne l’atteint pas. Que reste de tout ça; de son coté une immense richesse qu’elle a apprise avec lui, mais n’en avait pas conscience. Il reste le regret de ne pas avoir su percevoir tout cela. Sans doute trop tôt pour elle, mais son évolution devait en passer par là. Même si quelque chose c’est perdu et brisé en route, de l’autre coté, de celui qui malgré lui a laissé sa trace, une marque qui n’est pas une blessure bien au contraire, mais une profonde gratitude éternelle. Mais la crainte de l’avoir blessé, lui fait verser parfois quelques larmes… et le temps passe, la vie continue au delà de cette parenthèse, qui renferme des bonheurs et des malentendus. Aujourd’hui, riche de ce passage dans son existence, même invisible, elle l’aime d’une autre façon. Comme quelqu’un qui a beaucoup compté dans sa vie, quelqu’un qui l’a empêché de continuer dans l’erreur, et forger sa façon de penser… Même si de l’autre coté tout c’est effacé…. Elle, il lui reste quelques traces que d’autre peuvent voir ou écouter, comme la Traviata, deux ou trois livres, qu’elle conserve précieusement et quelques photos également. Il lui reste quelqu’un qu’elle n’oubliera jamais… Même si de l’autre coté tout c’est effacé…
Fátima Leitão

Na freguesia da Ima, terra do «jarmelista» Agostinho Silva a agricultura só já serve para passar o tempo. Reportagem da jornalista Sara Castro da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Fascinados que andámos pelos monumentos de grande vulto, quase que temos esquecido os testemunhos deixados pelo povo simples e anónimo, erigidos à medida das suas necessidades. Entre esses testemunhos encontram-se os moinhos que existem ao redor dos cursos de água.

De facto, quando falamos de monumentos e de património histórico, a mente voa-nos para a imagem de castelos, pontes imponentes, conventos e mosteiros, ou até palácios sumptuosos onde viveram reis e senhores poderosos. Assim, ligamos os monumentos às grandes cidades ou lugares históricos, onde o poder instalou os seus aposentos e deixou marcos milenários.
Quando olhamos para pequenas aldeias, perdidas nos confins de algum território, logo tendemos a desvalorizar o que nelas existe, tirante, por vezes, as paisagens soberbas ou a graciosidade das construções simples e da sua disposição no terreno.
Tal tem sido um erro colossal que já levou à destruição de vasto património, apenas porque se não olhou para ele com olhos de ver. As construções erigidas pelo povo, na maior parte das vezes apenas por um efeito prático, são afinal um rico testemunho histórico que não é ajustado deixar apagar.
É absolutamente fundamental a execução de um levantamento desse património popular que ainda existe, mesmo que dele apenas restem ruínas, e se lancem programas de recuperação, para serem integrados em percursos culturais e etnográficos. Assim se evitará a perda de património e se criarão condições para o desenvolvimento de uma forma de turismo no Interior, que ponha o viandante em contacto com a Natureza e a conhecer os modos de vida de antigamente.
Um desses exemplos é o moinho da ribeira, estrutura fundamental para os povos de antigamente.
Numa primeira fase a trituração dos cereais era feita em moinhos manuais, compostos por uma pedra fixa, a que se sobrepunha uma pedra movida pela força braçal. Mais tarde, aumentou-se a dimensão das mós e recorreu-se à utilização de animais de tiro para as movimentar, passando-se a produzir farinha em grandes quantidades, espalhando-se o uso desses engenhos, chamados atafonas.
O progresso tecnológico levou depois os povos à instalação de moinhos de rodízio e de azenhas, aproveitando a força motriz da água corrente dos rios e das marés. Em Portugal a moagem de rodízio terá chegado com os romanos, sendo depois largamente desenvolvida pelos árabes que introduziram a azenha, ou moinho de roda vertical. O Centro e o Norte do País, sabemo-lo, foram menos influenciados pela ocupação árabe, pelo que as azenhas existem sobretudo no Sul. Na Beira prevaleceram os moinhos de rodízio, ou de roda horizontal, instalados junto a rios e ribeiras, aproveitando a forte força das águas bravas que correm das serranias.
Os moinhos mais comuns são os de rodízio, movidos com roda horizontal, tocada pela água corrente, transmitindo rotação através de um longo eixo que entra na mó andadeira que, rodando sobre a mó fixa, tritura o grão que pinga de um largo recipiente de madeira, a moega. Raramente o moinho é construído directamente sobre o curso de água. Em regra instalam-se sobre levadas, ou canais, que conduzem a água em declive, a partir do açude do rio ou do ribeiro.
Geralmente a levada segue paralelamente ao ribeiro. Uma pequena comporta junto ao açude, regula o volume da água que entra na levada e, colada ao moinho, existe outra pequena comporta para regulação do caudal, que dali escorre por uma caleira inclinada e cai na roda motriz. A água, ao sair da caleira, bate nas penas do rodízio, impelindo-o. O eixo, ou veio, do rodízio roda e move a mó andadeira, que assenta sobre uma mó fixa, ou pouso, aguentada pela segurelha, pequena peça de ferro que evita o contacto directo das duas mós. Sobre a mó andadeira pousa o tarambelo, pequena haste de madeira que, ligada à moega, faz pingar o cereal no olhal da mó, para ser triturado.
Os engenhos encontram-se geralmente dentro de edifícios térreos, algo rudimentares, com planta rectangular, formados por pedra da região, que pode ser xisto ou granito, conforme a morfologia do local. É, via de regra, uma construção rude e descuidada, com telhados de uma ou duas águas, formados por telha de caneira, por lascas de pedra, por colmo ou até em falsa cúpula.
Os moinhos estão quase sempre instalados em sítios pitorescos, isolados, em locais onde as condições de funcionamento são as melhores, mas os acessos são de péssimas condições.
Os moleiros habitavam geralmente em casa anexa ao moinho, sempre atentos ao seu funcionamento, porque era necessário atender ao nível do cereal na moega, retirar os sacos de farinha quando cheios, reparar qualquer anomalia no engenho, regular o caudal da água da levada. Só no Verão, quando o rodízio parava por falta de água no açude, é que o moleiro abandonava o seu covil, correndo as aldeias da redondeza acompanhado por possante macho. Assim entregava as encomendas, com reserva para si da maquia, e angariava novos clientes para quando o engenho voltasse a rodar, no começo do Outono.
Paulo Leitão Batista

Numa pequena cidade de província, junto à fronteira, ergue-se um castelo onde em tempos esteve, por males de inveja, preso um célebre cabo-de-guerra. Reza a lenda que, estando ele incomunicável, e a pão e água, conseguiu por artes de engenho e das letras recortadas de um velho hagiógrafo fazer uma carta que mandou ao rei, que o soltou. Isto é o que diz a lenda, que sendo coisa do imaginário popular, a gente é livre de acreditar ou não. E cada um acredita no que quiser…

Castelo do Sabugal

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaPois adentro das muralhas do referido castelo houve em tempos um cemitério onde trabalhou um coveiro, cujo apelido era Torres.
Dizem as pessoas antigas que era um tipo mal-encarado, intratável, taciturno, solitário e bêbado, como convém a um sujeito que lida com a morte.
E contam elas, que por altura do São João, noite de festa na terra, em ano que os mais velhos já não sabem precisar, o Torres acendeu a candeia, pôs a enxada e a pá ao ombro e foi ao cemitério, pois tinha de abrir uma sepultura para a manhã seguinte.
No caminho, ao passar pelo Largo do Castelo, viu alegres magotes de gente reunidos em volta das fogueiras, sentiu o cheiro intenso do rosmaninho que ascendia em forma de nuvens vaporosas, ouviu os risos e gritos das crianças cruzando a praça em jogos de infância.
Passou indiferente e chegando à zona escura do portão do castelo, entrou fechando-o atrás de si.
Tirou a jaqueta, deixou a candeia no chão e começou a cavar sem parar. Mas como era terra virgem, progredia com dificuldade. Ao fim de umas duas horas terminou a cova e sentando-se numa lápide, ali vizinha, murmurou:
Dez palmos abaixo de terra e outros tantos ao cumprido em noite de São João; Boa cama para qualquer um, boa cama! – E foi buscar a garrafa de aguardente.
Boa cama… Boa cama… – Repetiu uma voz no momento em que ía levá-la aos lábios.
O Torres olhou em volta e não viu ninguém. No cemitério havia o mais completo silêncio.
Foi o eco – disse, levando outra vez a garrafa aos lábios.
Não, não foi! – Replicou uma voz cavernosa.
O Torres levantou-se aterrorizado e viu sentado numa lápide junto dele a figura fantasmagórica de um mendigo – mas isso não percebeu o Torres – que lhe gelou o sangue.
Não foi o eco! – Repetiu o mendigo que ali costumava pernoitar, por ser lugar sossegado.
Na manhã seguinte encontraram no cemitério a candeia, a enxada, a pá, a jaqueta e a garrafa, mas do Torres nunca mais houve notícias.
O mais certo é que o Torres, assustado e querendo fugir no meio daquele breu, foi cair na cisterna que havia no meio do recinto.
Procuraram-no por todo o lado, menos na funda e escura cisterna, da qual ninguém se lembrou.
Especulou-se acerca do destino do Torres, mas rapidamente se decidiu que o tinham levado as almas e, penando, vagueava pelas redondezas; e não faltaram alguns testemunhos que juraram vê-lo, quando episódios inexplicáveis começaram a dar-se no castelo:
Passos nas barbacãs, barulhos de correntes nas antigas masmorras, murmúrios estranhos à noite, o ferrolho da porta do castelo que se fechava misteriosamente e muitos outros fenómenos que costumam suceder em locais assombrados como aquele.
Entretanto o castelo deixou de fazer de cemitério e esta história acabou gradualmente por ser esquecida, e, não fora um recente episódio, nunca mais ninguém se lembraria do fantasma do antigo coveiro:
Há dias, pela hora de almoço, visitando o castelo um casal de turistas, fechou-se o portão, deixando-os involuntariamente prisioneiros.
Acudiu aos gritos um vizinho solícito que, encostando uma escada à muralha, resgatou os infelizes turistas.
Levantaram-se hipóteses para o enigmático fecho do portão.
Alguém alvitrou que teria sido um funcionário da câmara que, apressado para o almoço, não se apercebera dos turistas.
E foi então que uma velha moradora do largo contou esta lenda do Torres, ouvida à sua avó.
Enfim, cada um acredita no que quiser…
Mas sendo ou não o fantasma do Torres, à cautela, alguém tome conta do assunto.
É que, segundo consta, já não é a primeira vez que o portão se fecha com turistas lá dentro!
Ou talvez o Torres ainda ande por aí a fazer das suas… Quem sabe?
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

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