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A aldeia de Badamalos do dia 21 ao dia 24 de Agosto foi centro das festas em honra do Deus Menino e de S. Bartolomeu dos Mártires.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Por mais um ano assistiu-se a uma aldeia repleta de gentes, de risos e conversas que ecoavam pelas pequenas ruas que a compõem.
As festas tiveram inicio no sábado com a garraiada, procissão das velas e com um baile de «aquecimento» abrilhantado pelo Duo dos Trovadores.
No Domingo, o dia alto da festa, a Banda de Coja acompanhada de uma alvorada de foguetes anuncia assim o inicio do dia em que celebra o Deus Menino. A eucaristia e a procissão pelas ruas da aldeia um dos momentos altos das festas. Já a Banda se ouvia de novo, mas desta feita para a Ressalva: o agradecimento pelo trabalho dos mordomos deste ano e um «acolhimento» aos novos mordomos. Seguiu-se o baile animado pela banda Trovadores com um fogo de artifício cuja figura central era o Deus Menino. Nesta noite, em especial, houve uma espécie de «discoteca» que se diz ter sido ouvida nas aldeias vizinhas.
Segunda-feira o tradicional dia da carne começou um pouco mais tarde que o costume e sempre acompanhado pelo acordeonista Angelo Braz, que nos brindou com o seu acordeão e musicas pela noite dentro. Este acompanhou os demais numa volta ao povo já noite dentro.
No último dia de festa, já celebrando São Bartolomeu dos Mártires houve a alvorada com foguetes e o grupo «Coiros de Cabra» e a já costumeira feira. Seguiu-se a celebração e procissão em honra do Santo Padroeiro de Badamalos. Os Coiros de Cabra foram durante a tarde fazer também eles uma ressalva dando o mote para o último baile das festas de Badamalos, que durou até tarde com algo novo, o Karaoke.
Os mordomos agradecem a vossa presença e Badamalos conta convosco para as festividades que estão para vir 2010/2011.
João Fonseca

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A Lapa de Maria foi um dos refúgios naturais que os habitantes de Valongo do Côa usaram para se esconderem dos franceses, procurando evitar os abusos desmedidos da soldadesca, que percorria as aldeias em busca de sustento ou na perseguição das guerrilhas que os atacavam.

Há 200 anos, no tempo em que Napoleão espalhou a guerra por toda a Europa, os exércitos não tinham ainda capacidade logística para transportarem consigo os meios de abastecimento. Atrás das colunas de cavalaria e infantaria seguiam os pesados trens da artilharia e da engenharia, carroças com pólvora, balas de canhão e cartuchos de espingarda, caixões de biscoito, e algum material de intendência.
Bonaparte fixara a máxima: «A guerra deve alimentar a guerra.» Tal significava que cada um dos seus exércitos deveria subsistir com o que o país ocupado produzisse, cabendo aos comandantes providenciar no sentido de garantir esses recursos.
Ora, em certas regiões, os exércitos franceses andavam depauperados. Os soldados passavam fome, tinham as roupas e o calçado rotos, além de que os soldos estavam em atraso. A solução era mandar «forragear».
Constituíam-se destacamentos com carroças para transporte, que seguiam pelos territórios ocupados em busca de víveres. Onde havia algo a confiscar para a sobrevivência do exército, os forrageadores deitavam a luva, sem pedir licença. Embora procurassem sobretudo cereais, tudo lhes servia: vinho, aguardente, animais para abate, ovos, enchidos, fruta, e até feno e palha para os cavalos. Quem se lhes interpusesse, alegando defender o que era seu, arriscava-se à morte. Por isso era tremendo o medo dos franceses e os povos das zonas ocupadas procuravam locais de refúgio, para onde se escapuliam logo que os franceses se aproximassem das aldeias.
No concelho de Vilar Maior, junto a Valongo, na margem do Côa, havia um refúgio natural que foi sucessivamente usado durante o tempo em que os militares de Napoleão operaram na raia. Trata-se da Lapa de Maria, que é uma gruta natural, formada por grandes barrocos. A entrada é muito baixa e estreita, sita na base dos rochedos. Porém o interior da gruta contém uma nave ampla, onde cabem mais de três dezenas de pessoas. No topo contém uma pequena abertura, por onde entra luz natural.
Está localizada a pouco mais de um quilómetro da povoação, na margem direita do rio, em local aprazível. O isolamento da Lapa de Maria e a sua localização privilegiada, tornam-na num esconderijo perfeito, perante um invasor que possuía cartas das principais estradas e caminhos e sabia localizar facilmente as principais povoações, mas não podia conhecer os abrigos que o povo escolhia para se esconder.
Joaquim Manuel Correia, no seu livro «Celestina», fala na Lapa de Maria e conta alguns episódios que o povo não esqueceu.
«Durante o “tempo dos franceses” cerca de 30 pessoas estiveram escondidas na Lapa de Maria, junto ao rio Côa, na zona do Seixo. Estiveram três dias sem comer, até que um homem, Afonso Correia, “foi ao Seixo comprar uma bolacha, uma coisa dura a arremedar uma bola, por oito tostões, repartindo-a por todos”.
Muitas vezes ali estavam escondidos, quando viam o perigo assomar. Conta-se que duma vez ouviram gritar “Ó Maria, olha que já abalaram os franceses”, porém desconfiaram e não saíam porque quem gritava era um garoto a mando dos franceses que assim esperavam surpreender os escondidos. Como não saíam ameaçaram deitar fogo a toda a gente, pelo que saíram, fugindo cada um para seu lado.
Uma mulher, chamada Josefa, fugiu com todo o ouro do grupo para a Serra do Seixo, sendo perseguida por um francês que a tentou, sem êxito, balear.
No mesmo local consta que os invasores tentaram enforcar uma rapariga chamada Paula, de Vale das Éguas, deixando-a pendurada num carvalho, decerto depois dela terem abusado. Valeu-lhe ali passar um homem que lhe acudiu cortando a corda. “Ficou sã e escorreita, inda casou e teve filhos”.
Na Ruvina mataram um rapaz por defender a mãe que um francês queria acometer. Eles, desagradados com a acção do rapaz em defesa da mãe, “deitaram-no sobre um banco e obrigaram a mãe a aparar o sangue como se fosse um porco”.»
A Lapa de Maria deveria ser inserida numa «rota das invasões» a criar no concelho do Sabugal.
Paulo Leitão Batista

No dia 11 de Setembro de 1810, o corpo de tropas de Reynier abandonou os concelhos do Sabugal, Alfaiates e Vilar Maior, onde estavam instaladas há 14 dias, iniciando, sob o comando de Massena, a manobra da terceira invasão de Portugal. Para trás deixavam aldeias saqueadas, homens mutilados e assassinados e mulheres violadas. Portugal e os portugueses viviam um dos períodos mais pavorosos da sua história.
plb

O CERVAS devolve à Natureza, entre 10 e 17 de Setembro, 21 aves selvagens nos concelhos do Sabugal, Guarda, Gouveia, Almeida Penamacor, Mangualde, Oliveira do Hospital, Coimbra e Montemor-o-Velho.

CERVASO CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (Gouveia) devolve à Natureza, entre os dias 10 e 17 de Setembro, aves selvagens recuperadas no centro (hospital) de Gouveia.
Os animais recuperados são seis grifos (Gyps fulvus), cinco corujas-das-torres (Tyto alba), três águias-calçadas (Aquila pennata), três peneireiros-vulgares (Falco tinunculus), dois gaviões (Accipiter nisus) e dois milhafres-pretos (Milvus migrans) e vão ser devolvidos à natureza nos concelhos de Sabugal, Guarda, Gouveia, Almeida, Penamacor, Mangualde, Oliveira do Hospital, Coimbra e Montemor-o-Velho.

10 de Setembro, sexta-feira.
12.00 – Devolução à natureza de três grifos.
Alimentador de Aves Necrófagas da Serra da Malcata, Sabugal.

Estas três aves são animais juvenis que, ao iniciarem o processo de dispersão após a saída do ninho, não terão conseguido encontrar alimento, tendo por isso ficado muito debilitados. O seu processo de recuperação no CERVAS consistiu em alimentação para que pudessem alcançar uma boa condição física, treinos de voo e o contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza irá realizar-se num local com as condições adequadas à espécie.
15.00 – Devolução à natureza de peneireiro-vulgar. Albardo, Guarda.
Esta ave foi encontrada, em Abril de 2009 na freguesia de Albardo (Guarda) por um particular, que o recolheu e entregou à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que procedeu à entrega da mesma no CERVAS. No momento do seu ingresso, ave apresentava uma fractura no úmero direito, compatível com trauma. Numa fase inicial, o seu processo de recuperação envolveu o tratamento da lesão e, numa fase posterior, em treinos de voo e de caça, bem como contacto com animais da mesma espécie.

12 de Setembro, domingo.
13.30 – Devolução à natureza de gavião. Cativelos, Gouveia.
Esta ave foi encontrada por um particular, após ter caído do ninho. O seu processo de recuperação envolveu a alimentação, de modo a permitir um correcto desenvolvimento muscular e também da plumagem de voo, o contacto com animais da mesma espécie, de modo a permitir a aprendizagem dos comportamentos típicos, e também treinos de voo e de caça. Esta acção de devolução à Natureza será integrada nas actividades do «Encontro Ibérico Land Rover 2010», que irá decorrer em no Parque da Sra. dos Verdes (Cativelos, Gouveia) entre 12 e 14 de Setembro.

14 de Setembro, terça-feira.
11.00 – Devolução à natureza de três grifos.
Alimentador de Aves Necrófagas da Serra da Malcata, Sabugal

Ponto de encontro: Parque de Estacionamento próximo do Castelo do Sabugal e das bombas da GALP, às 10.00 horas.
Estas três aves são animais juvenis que, ao iniciarem o processo de dispersão após a saída do ninho, não terão conseguido encontrar alimento, tendo por isso ficado muito debilitados. O seu processo de recuperação no CERVAS consistiu em alimentação para que pudessem alcançar uma boa condição física, treinos de voo e o contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza irá realizar-se num local com as condições adequadas à espécie.
14.00 – Devolução à natureza de duas águias-calçadas. Penamacor.
Ponto de encontro: Piscinas Municipais de Penamacor.
A primeira ave foi recolhida em Quadrazais, no concelho do Sabugal, em Agosto de 2008, por um particular, aparentando ter dificuldade em voar, tendo sido entregue no CERVAS por intermédio de um vigilante da Reserva Natural da Serra da Malcata. Na altura do seu ingresso verificou-se que se a ave se apresentava bastante debilitada, tendo o seu processo de recuperação incidido na alimentação de modo a permitir que alcançasse uma boa condição física, treinos de voo e de caça e ainda o contacto com animais da mesma espécie. A segunda ave encontrava-se numa situação de cativeiro ilegal, tendo sido recolhida por elementos da equipa do SEPNA da Serra da Malcata. Apresentava alguns sinais ligeiros de domesticação, pelo que o seu processo de recuperação incidiu essencialmente no contacto com animais da mesma espécie de modo a que pudesse readquirir os comportamentos normais da espécie, tendo sido ainda submetida a treinos de voo e de caça.
16.30 – Devolução à natureza de águia-calçada. Miuzela, Almeida
Ponto de encontro: Cemitério de Miuzela.
Esta ave foi encontrada por um particular, na localidade de Miuzela, tendo a sua recolha e transporte até ao CERVAS sido feita pela equipa do SEPNA da GNR da Vilar Formoso. No momento do seu ingresso verificou-se que a ave se encontrava debilitada, pelo que o seu processo de recuperação envolveu a alimentação, de modo a que pudesse recuperar uma boa condição corporal, tendo ainda sido submetida a treinos de voo e de caça, para além de ter sido mantida em contacto com animais da mesma espécie.

15 de Setembro, quinta-feira.
15.00 – Devolução à natureza de peneireiro-vulgar. Alcafache, Mangualde.
Ponto de encontro: Igreja Matriz de Alcafache.
Esta ave foi encontrada na freguesia de Alcafache, tendo sido recolhida por um particular e entregue à equipa do SEPNA da GNR de Mangualde, que procedeu ao transporte até ao CERVAS. Apresentava-se bastante debilitado e o seu processo de recuperação incidiu na alimentação de modo a que pudesse recuperar a sua forma física, tendo sido também submetido a treinos de voo e de caça, bem como ao contacto com animais da mesma espécie.
17.00 – Devolução à natureza de gavião. Pinheiro de Baixo, Mangualde.
Ponto de encontro: Capela de S. Silvestre, Pinheiro de Baixo.
Esta ave foi encontrada num jardim de uma residência, tendo sido recolhida por um particular e entregue à equipa do SEPNA da GNR de Mangualde. Na altura do seu ingresso no CERVAS verificou-se a que a ave apresentava alguns sinais neurológicos compatíveis com uma colisão, pelo que o seu processo de recuperação iniciou-se com uma terapia de suporte, de modo a permitir que a ave recuperasse a sua forma física e, numa fase posterior, foi submetida a treinos de voo e de caça, bem como ao contacto com animais da mesma espécie.
18.30 – Devolução à natureza de três corujas-das-torres. Mourilhe, Mesquitela, Mangualde.
Ponto de encontro: EB 1 de Mourilhe.
Estas aves foram encontradas por um particular caídas do ninho, sem ainda terem plenas capacidades de voo, tendo sido encaminhadas para o CERVAS pela equipa do SEPNA da GNR de Mangualde. No centro passaram pelo processo de recuperação comum a outras aves que entram como crias/juvenis, que passa pela alimentação adequada para que a ave atinja o peso ideal e tenha um normal desenvolvimento corporal e da plumagem. Foram ainda colocadas em contacto com outros indivíduos da mesma espécie para que adquirissem comportamentos naturais, bem como submetidas a treinos de voo e caça para se tornarem aptas a serem devolvidas à natureza, perto do local onde foram encontradas.
18.30 – Devolução à natureza de uma coruja-das-torres. Penalva de Alva, Oliveira do Hospital.
Ponto de encontro: Igreja Matriz de Penalva de Alva.
Esta ave foi encontrada no interior da Igreja Matriz de Penalva de Alva, após ter caído do ninho, tendo sido recolhida por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR da Lousã. O seu processo de recuperação decorreu de forma similar aquilo que sucede com os animais que ingressam enquanto crias/juvenis, desde a alimentação para assegurar um correcto desenvolvimento corporal e da plumagem de voo, passando pelo contacto com animais da mesma espécie e treinos de voo e de caça.

16 de Setembro, sexta-feira.
15.00 – Devolução à natureza de dois milhafres-pretos. Coimbra.
Ponto de Encontro: Sede da Reserva Natural do Paúl de Arzila – Mata Nacional do Choupal.
Estas duas aves ingressaram no CERVAS bastante jovens, tendo sido animais recolhidos após a sua queda do ninho, sendo que um deles apresentava também uma fractura na asa. Para além do tratamento da fractura neste último, o processo de recuperação das duas aves envolveu todos os passos típicos de casos de crias/juvenis, como a alimentação, os treinos de voo e de caça e o contacto com animais da mesma espécie.
17.00 – Devolução à natureza de um peneireiro-vulgar. Montemor-o-Velho.
Ponto de Encontro: Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho.
Esta ave foi encontrada na freguesia de Montemor-o-Velho, por um particular, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR desta localidade. Posteriormente foi entregue aos cuidados da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que encaminhou a ave para o CERVAS. Apresentava lesões compatíveis com atropelamento e o seu processo de recuperação consistiu no tratamento das mesmas, bem como em treinos de voo e de caça, para além do contacto com animais da mesma espécie.
18.30 – Devolução à natureza de coruja-das-torres. Eiras, Coimbra.
Ponto de Encontro:Campo do Vale do Fojo (União Clube Eirense).
Esta ave foi recolhida por um particular, após ter caído do ninho, tendo sido entregue aos funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que posteriormente a encaminharam para o CERVAS. Sendo um animal juvenil, o seu processo de recuperação incidiu na alimentação da ave, de modo a permitir um correcto desenvolvimento tanto a nível físico, como da plumagem de voo, para além de ter sido submetida a treinos de voo e de caça e ao contacto com animais da mesma espécie.
jcl (com cervas)

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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