Os 200 anos da Batalha do Côa e do Cerco de Almeida foram assinalados pela Câmara Municipal de Almeida, entre 26 e 29 de Agosto, com quatro dias de recriação histórica que incluíram cerimónias militares, rondas e vigias de sentinelas, assaltos à fortaleza de Almeida e fogo de artilharia.

Fotos João Aristídes Duarte – Clique nas imagens para ampliar

As cerimónias da recriação histórica da Batalha do Côa e do Cerco de Almeida tiveram início no dia 26 com o hastear das bandeiras de Portugal, Reino Unido, Espanha e França. Na cerimónia militar presidida pelo General de Estado Maior, tenente-coronel Mário de Oliveira Cardoso, foram prestadas honras militares e homenagem aos mortos, evocação da defesa e resistência de Almeida e desfile das tropas. No Salão Nobre da Câmara Municipal de Almeida a data ficou registada com a aposição de carimbo e lançamento dos selos comemorativos da Guerra Peninsular.
No dia 27, sexta-feira, foi instalada a ronda de sentinelas nas portas da Vila de Almeida.
No sábado foram recriadas a marcha e o combate na calçada do Côa com assalto do Exército Imperial Francês e a defesa da ponte do Côa pelo Exército Anglo-Luso. Ao meio-dia realizou-se uma cerimónia evocativa dos tombaram em combate com a presença em parada de todas as forças participantes. Às 22.00 horas teve lugar a recriação do assalto à fortaleza de Almeida, com fogo de artilharia e combates de infantaria nas muralhas.
No domingo, dia 29, os visitantes poderam assistir a um desfile até à Praça Alta e à cerimónia evocativa aos mortos do Cerco de Almeida nas ruínas do castelo, seguida de desfile das forças até às Portas de S. Francisco. Às 11.00 horas tiveram início os combates através das ruas e muralha da Fortaleza de Almeida, com assalto ao último reduto de defesa e explosão do paiol.
jcl (com fotos de João Aristídes Duarte)