You are currently browsing the daily archive for Terça-feira, 24 Agosto, 2010.

Os vereadores que compõem o executivo camarário do Município do Sabugal não se entendem em relação aos termos em que deve ser apoiada uma família carenciada na compra de uma habitação condigna.

Camara Municipal do SabugalDepois de acesa discussão, a câmara deliberou, na reunião de 4 de Agosto de 2010, a aquisição de um imóvel na freguesia de Rendo por 15 mil euros para que a família, de etnia cigana, se instale. Nos termos da deliberação, a que o Capeia Arraiana teve acesso, a casa deverá ser afectada a uma «eventual» bolsa de imóveis a criar com o objectivo de apoiar famílias em situação de pobreza ou de exclusão social .
A proposta foi aprovada com os votos dos vereadores do PSD e do MPT, tendo o PS votado contra, declarando que a nova decisão revogava uma outra tomada há um ano pelo executivo, por unanimidade, sem que a informação da impossibilidade em se executar essa decisão anterior tivesse chegado. Os socialistas reclamam ainda a elaboração de um regulamento camarário para este tipo de apoios sociais, «para resolver estas situações todas no concelho e não uma em especial», declarou Luís Sanches em nome dos vereadores do PS.
De facto o assunto já fora analisado na reunião de 18 de Setembro de 2009, ainda pelo executivo anterior, altura em que foi deliberado, por unanimidade, adquirir a casa de habitação da família no Casteleiro, pelo valor de 9 mil euros, devendo a família «tratar de adquirir a casa de Rendo pelo valor de 15 mil euros através de empréstimo na Caixa de Crédito Agrícola».
O problema também fora debatido na reunião de 7 de Julho deste ano, altura em que a proposta do PSD foi lançada, cabendo à vice-presidente da Câmara, Delfina Leal, defender a aquisição do imóvel, considerando que «a deliberação a tomar era praticamente a mesma, só que em vez de 9 mil euros a casa custaria 12 mil, e em vez de se estar a tratar de uma casa sem condições de habitabilidade, estava a falar-se agora de uma casa com condições de habitabilidade e que resolvia os problemas».
Porém no dia 4 de Agosto a proposta voltou à mesa, mas já com um valor de aquisição que atinge os 15 mil euros, sendo a mesma de novo votada e aprovada.
plb

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O Festival das Confrarias Gastronómicas a ter lugar nos próximos dias 4 e 5 de Setembro (sábado e domingo), no Mercado da Ribeira, em Lisboa, terá segundo estimativas da Câmara Municipal lisboeta, mais de 5 mil visitantes. A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal é responsável por um dos quatro espaços de restauração atribuídos pela organização.

Festival Confrarias Gastronómicas - Mercado Ribeira - Lisboa

A Chancelaria da Confraria do Bucho Raiano desafia todos os sabugalenses e amigos do Sabugal a passarem pelo Mercado da Ribeira no primeiro fim-de-semana de Setembro (dias 4 e 5) para degustarem a qualidade e a excelência da gastronomia regional portuguesa e, em especial, o bucho e os enchidos raianos que serão servidos ao almoço e jantar de sábado e almoço de domingo.
A organização entendeu atribuir quatro espaços de restauração no primeiro andar do Mercado da Ribeira às Confrarias da Chanfana, Confraria Gastronómica de Almeirim (sopa da pedra), Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões (vitela) e Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
O Festival das Confrarias Gastronómicas tem início no sábado, às 10.30 horas na Praça dos Paços do Concelho da cidade de Lisboa com um desfile de confrades de todas as confrarias até ao Mercado da Ribeira. Para este desfile estão convidados todos os confrades do bucho raiano que se deverão apresentar devidamente trajados.
A animação musical do Festival conta com a presença da Bandinha da Amizade (Vila Nova de Poiares), Grupo Bombrando (Amadora), Grupo de Cantares Os Almocreves (Évora), Rancho Folclórico de Soito da Ruiva (Arganil), Rancho Folclório de Benfica do Ribatejo (Almeirim), Rancho Folclórico da Casa do Concelho da Pampilhosa da Serra, Grupo da Confraria dos Ovos Moles (Aveiro) e Grupo de Cantares de Tentúgal.
O horário do certame com entrada livre é o seguinte:
– Sábado – 10.30 até às 23 horas, exposição e venda de produtos de artesanato e gastronomia; entre as 12.00 e as 23 horas (degustação e restauração);
– Domingo – 10.30 até às 17.30 horas, exposição e venda; entre as 12.00 e as 17.30 horas (degustação e restauração).
O 1.º Festival das Confrarias Gastronómicas conta com a participação de mais de 40 Confrarias Gastronómicas e é uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa, Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Turismo de Lisboa, Turismo Lisboa e Vale do Tejo, Escola de Comércio de Lisboa e EGEAC-Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural da CML.
jcl

O CERVAS devolveu à natureza na aldeia das Batocas uma águia-de-asa-redonda. O momento foi testemunhado por alguns populares e por Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Na próxima quinta-feira, 26 de Agosto, vai ser igualmente libertada uma cegonha júnior encontrada muito debilitada na freguesia de Ruivós.

Clique nas imagens para ampliar

A águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) foi encontrada em Maio na Estrada Nacional que liga o Sabugal a Vilar Formoso, junto ao cruzamento para as Batocas. O animal foi recolhido por um particular após a queda do ninho, durante o abate de árvores e foi entregue à equipa do SEPNA da GNR da Guarda. Encaminhada para o CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens, em Gouveia, iniciou um processo de recuperação que consistiu em alimentação, de modo a que pudesse ter um desenvolvimento normal, para além de ter sido submetida a treinos de voo e de caça, e de ter estado em contacto com animais da mesma espécie, de modo a assegurar uma correcta aprendizagem dos comportamentos típicos.
O CERVAS tem como regra devolver os animais selvagens, depois de recuperados no seu «hospital», nos locais onde foram encontrados tentando garantir a sua rápida integração no meio ambiente.
Na sua devolução à natureza, no dia 12 de Agosto, nas Batocas, estiveram presentes cerca de 20 pessoas, entre as quais Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, para além de alguns populares, que baptizaram a ave com o nome «Batoquinhas».
Estranha-se a ausência de representantes da Junta de Freguesia de Aldeia da Ribeira e a falta de informação aos habitantes locais que declararam desconher a iniciativa.

Libertação de uma cegonha branca em Ruivós
Na próxima quinta-feira, 26 de Agosto, às nove e meia da manhã, o CERVAS vai devolver no Largo da Igreja Matriz de Ruivós uma cegonha branca (ciconia ciconia) júnior encontrada muito debilitada dentro da povoação no dia 14 de Julho pelo Tiago Lages e pelo Daniel Moura (dois jovens de férias na aldeia), após ter caído do ninho. A sua entrega ao CERVAS foi feita por um vigilante da Reserva Nacional da Serra da Malcata.
O processo de recuperação envolveu alimentação, de modo a assegurar um correcto desenvolvimento corporal e da plumagem de voo, o contacto com outros animais da mesma espécie de modo a que pudesse adquirir os comportamentos típicos da espécie, bem como treinos de voo de modo a poder fortalecer a sua musculatura.
A cegonha-branca (Ciconia ciconia) pertence à ordem dos ciconiiformes e distribui-se por todo o nosso país. Possui um comprimento entre 90 e 105cm (com o pescoço distendido) e uma envergadura entre 180 e 218cm. Pode viver até cerca de 33 anos em estado selvagem. Esta ave tem uma plumagem de cor branca com excepção das penas primárias e secundárias, as grandes coberturas e as coberturas primárias, a alula e as escapulares que apresentam uma coloração preta. A cegonha-branca possui pernas altas de coloração vermelha e pescoço longo. Os juvenis distinguem-se dos indivíduos imaturos e adultos principalmente através da coloração do bico: nas primeiras fases de vida é mais curto e quase preto, passando progressivamente para uma coloração acastanhada ou vermelho-pálido com a ponta preta, até atingir a coloração vermelha, típica dos adultos. 
Apesar de ser considerada uma ave aquática, a maioria dos casais nidificantes em Portugal utiliza diversos habitats como pastagens naturais, searas, montados ou lameiros. No entanto, charcas, pequenas ribeiras, pântanos, sapais e arrozais são muito utilizados por estas aves como locais de alimentação.
A cegonha-branca apresenta uma dieta bastante variada: insectos, lagostim-vermelho, anfíbios, pequenos mamíferos, répteis e até mesmo restos de alimento humano, que encontram em lixeiras e aterros sanitários.
Esta espécie é monogâmica e, geralmente, utiliza o mesmo ninho, ano após ano. Os casais podem nidificar isoladamente ou em colónias. Em Portugal, são conhecidas colónias constituídas por mais de 70 casais nidificantes. Esta espécie escolhe árvores, construções humanas de diversos tipos, postes e escarpas fluviais e costeiras para edificar o ninho. A postura é efectuada em Fevereiro/Março, sendo que a incubação dura 33-34 dias. O período de permanência no ninho, após a eclosão, é de aproximadamente dois meses (58-64 dias). A incubação, tal como a protecção e a alimentação das crias, é realizada por ambos os membros do casal, podendo ser criadas 1 a 5 crias.
Como curiosidade, a associação milenar da cegonha-branca ao nascimento de crianças está intimamente relacionada com os seus hábitos migratórios. O seu regresso à Europa, para aqui se reproduzir, coincidente com a estação da Primavera, que simboliza o renascimento da vida, tornou esta espécie num símbolo de fertilidade.
O CERVAS é um «hospital de animais» em Gouveia pertencente ao Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) / Parque Natural da Serra da Estrela (PNSE) e que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA com o apoio da ANA – Aeroportos de Portugal e outros parceiros. O centro tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.
jcl (com CERVAS)

A Guarda Nacional republicana deteve na zona de Pinhel um caçador por falta de licença de uso e porte de arma. Durante a semana transacta a GNR efectuou ainda fiscalizações à floresta e à circulação de mercadorias, tendo procedido a um total de 16 detenções e registou mais de 70 ocorrências criminais, 30 das quais por furto.

GNRSegundo o comunicado semanal do comando territorial da Guarda, a GNR realizou no dia 22 de Agosto uma operação de fiscalização do exercício da caça, por ocasião da abertura do acto venatório de 2010, direccionada para a caça às aves migratórias de verão. Durante a operação foram fiscalizados 23 caçadores, sendo um deles, detido por crime de falta de licença de uso e porte de arma de caça e elaborados dois autos de contra-ordenação por infracções à legislação da caça. Foram ainda apreendidas duas armas de caça e 48 cartuchos. O detido foi presente ao Tribunal Judicial de Pinhel, sendo-lhe aplicada, como medida de coação, Termo de Identidade e Residência.
Durante a semana foram detidos 16 Indivíduos pelos seguintes motivos: 10 por crime de condução sob o efeito do álcool, um por resistência e coação sobre militar da GNR, um por injúrias, ameaças e difamação a militares da GNR, um por desobediência, um por caça ilegal e dois por mandado judicial.
Foram elaborados 299 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 273 à legislação rodoviária, 21 à legislação da natureza e ambiente e 5 à legislação policial.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores, registaram-se outras ocorrências, das quais se destacam: 30 furtos, 11 danos, sete ofensas à Integridade Física , 11 ameaças, 12 actos de violência doméstica, oito incêndios florestais, duas injurias, uma burla.
Registaram-se 33 acidentes de viação, resultando 23 de colisão, oito de despiste e dois de atropelamento (de animais). Dos sinistros resultaram um ferido grave e oito feridos leves. Após análise sumária das causas dos acidentes registados, a GNR apurou que a causa provável da sua maioria foi a velocidade excessiva e o desrespeito pela cedência de passagem e pela distância de segurança.
plb

Nos dias 19 e 20 do corrente, a freguesia de Foios teve a honra e o privilégio de ser a anfitriã de uma iniciativa inédita, pelo menos nesta região: Governo Civil Aberto.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O evento foi organizado pelo Governo Civil da Guarda, em colaboração com a Câmara Municipal do Sabugal e a Junta de freguesia de Foios e as principais actividades ocorreram no Centro Cívico de Foios, enriquecido por uma belíssima exposição de quadros da autoria do pintor Alcínio Vicente, natural de Aldeia do Bispo.
O tema central destas jornadas foi o desenvolvimento sustentável da zona raiana. Sob o título sugestivo: «RAIA DE OPORTUNIDADES». Poucas vezes houve oportunidade de assistir e participar em comunicações e debates tão esclarecedores e tão frutíferos, tal a excelência do programa e dos dois painéis de oradores nele incluídos, bem como do elevado número de distintas personalidades portuguesas e espanholas
Oficialmente, o dia 19 (quinta-feira) começou às 10 horas com a recepção a Sua Excelência o Governador Civil da Guarda, no Largo da Praça, a que se seguiu o Hastear das Bandeiras e a Guarda de Honra pelos Bombeiros Voluntários do Soito que foram acompanhados pela Sr.ª Presidente da Direcção, Comandante, Sr. Joaquim e ainda pelo Comandante Distrital Sr. António Fonseca.
Pelas 11 horas, o Sr. Governador Civil da Guarda, acompanhado do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Foios, do Sr. Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, das personalidades presentes e alguns naturais da localidade, visitou a ETAR e a Praia Fluvial, a que se seguiu de imediato uma visita ao Lar S. Pedro, onde proferiu algumas breves mas significativas palavras de estímulo aos funcionários e dirigentes, de conforto e de esperança aos utentes, contou uma parábola sobre a velhice e ouviu, comovido, um poema lido por uma senhora internada no lar.
Pelas 12 horas procedeu-se à assinatura da Acta de Reconhecimento de Fronteira Portugal/Espanha. De destacar neste acto oficial, duas frases proferidas pelo Presidente da Câmara do Sabugal e pelo Secretário de Estado da Protecção Civil, respectivamente, antes a após a assinatura da Acta:
Este território de Fronteira deve ser, além de uma Raia de Oportunidades, uma Raia de Complementaridades.
Ao mesmo tempo que estamos a delimitar fronteiras, estamos a derrubá-las.
Ideia presente também em várias comunicações posteriores durante os dois dias do Governo Civil Aberto: Ao contrário do velho refrão, «de Espanha nem bom vento nem bom casamento», o desenvolvimento desta região tem de passar pela estreita colaboração entre os dois países.
Após o almoço, foram retomados os trabalhos com a recepção oficial aos Autarcas Portugueses e Espanhóis, participantes e convidados de que destacamos alguns: Dr. Vasco Franco, Secretário de Estado da Protecção civil; Professor Dr. Correia dos Santos, Deputado do Parlamento Europeu; D. Augusto Pimenta de Almeida, Cônsul de Portugal em Salamanca; D. Jesus Malaga Guerrero, Sub-delegado do Governo de Espanha; D. Antonio Luis Sánchez, Deputado do Parlamento de Castilla Leon; um representante de D. Isabel Jimenez, Presidente da Diputacion de Salamanca; D. Carlos Cortez Gonçalez, Director Gerente da Diputacion de Salamanca; Presidentes de Junta das freguesias de Aldeia do Bispo e Forcalhos e Alcaldes de Valverde del Fresno, Albergaria de Argañan, Casillas de Flores e Alamedilla.
Pelas 15 horas deu-se início ao Encontro Para o Desenvolvimento Sustentado da Zona Raiana. Como oradores, contou-se com dois grandes especialistas: O Dr. Pires Manso e a Drª. Cláudia Pinto. As comunicações foram objectivas, precisas e concisas e de um grande rigor científico. Os debates corresponderam às comunicações.
Na sessão de encerramento que ocorreu por volta das 18 horas, as conclusões foram unânimes: A preocupação pelo futuro desta região é uma constante. Urge tomar medidas para inverter o processo de desertificação e fomentar empreendedores. Compete ao Governo tomar algumas medidas. Compete a todos nós, raianos, lutar também para que o futuro se apresente mais promissor. O maior potencial da região são as pessoas.
No final da sessão chegou Sua Excelência Reverendíssima, o Sr. Bispo da Guarda.
Pelas 18,30 horas, no Largo da Praça, a Guarda Nacional Republicana apresentou um espectáculo com cães treinados que encantou toda a assistência. Entretanto chegou a banda filarmónica de Vale de Azares.
Pelas 19,30 houve da Missa celebrada pelo Sr. Bispo com a participação do Pároco da Freguesia, Sr. Padre Paulo, e do Sr. Padre Carlos, ambos naturais dos Foios. De registar a magnífica prestação da Banda Filarmónica.
Finalmente, houve um jantar-convívio aberto à população no Pavilhão Cultural, cedido para o efeito pela Comissão de Melhoramentos. O jantar foi abrilhantado pela Banda, o que muito alegrou a assistência.
Pelas dez horas deu-se por terminado o primeiro dia de trabalhos.
Os trabalhos recomeçaram no dia 20 (sexta-feira), às 10 horas, com a audiência conjunta com os Presidentes da Junta do concelho do Sabugal registando-se a presença da maior parte dos convidados para o efeito.
Pelas 11 horas e 30 minutos deu-se início à reunião com as IPSS.
Já por diversas vezes, em comunicações anteriores, tinha sido focado o papel importante destas instituições, quer como factor de desenvolvimento, quer pelo seu elevado contributo em prol da terceira idade. Daí o empenho do Sr. Governador Civil em dialogar com os seus dirigentes, como fez questão de frisar. Em representação de Entidade da Tutela, a Segurança Social, por impedimento do seu Director, Dr. Albano Rodrigues, esteve presente a Dr.ª Rita.
Entre os vários assuntos abordados, foi referida a necessidade de regulamentação específica que respeite e contemple a diversidade e especificidade geográfica da região, uma maior justiça social na distribuição de subsídios, não podendo este concelho ser penalizado em virtude de ser o que apresenta uma maior percentagem de Lares a nível nacional. A justificação de que se privilegiavam outros concelhos como incentivo à formação de unidades de apoio à terceira idade não pareceu justa à assistência pois que os Lares desta região nasceram da iniciativa popular sem qualquer incentivo que não o amor e o respeito a ter com as pessoas de idade e foram quase todos fundados com o esforço e o empenho dos naturais das freguesias onde estão instalados. Foram também focados os aspectos da reclassificação e sustentabilidade e os problemas que podem advir de uma Direcção menos empenhada.
Seguiu-se o almoço informal na Trutalcôa e os trabalhos recomeçaram às 15 horas com a palestra «O Orgulho de ser Raiano: História, Património e Tradições – Factores de Desenvolvimento». O painel era constituído pelos seguintes oradores: Professor Adriano Vasco Rodrigues, Dr.ª Antonieta Garcia, Dr. Francisco Manso e Engenheiro Paulo Ribeirinho.
Foram quase três horas de fascínio e emoção, de enriquecimento e despertar de vontades, tal a qualidade elevadíssima das suas comunicações.
Por fim, e já com ligeiro prolongamento, entrou-se na última parte – Conclusões e Encerramento. Todos os que participaram no evento, quer como assistentes, quer como intervenientes mais directos, foram unânimes em concluir do elevado balanço positivo deste primeiro Governo Civil Aberto. Pela primeira vez tivemos oportunidade de dialogar abertamente com o representante do Governo Central que a todos cativou pela sua forma de ser e de estar, pelo seu elevado conhecimento dos problemas da região e, sobretudo, pelo seu empenho em ajudar a resolvê-los no âmbito das suas funções e das possibilidades de resolução. Referiu a especificidade da Raia que não pode ser considerada Beira Interior. Apelou à criação de estratégias de captação de pessoas, designadamente, dos emigrantes não apenas em férias mas em regresso definitivo. E relembrou que não podemos esperar que os outros resolvam todos os nossos aspectos negativos e necessidades que todos conhecemos e foram elencados ao longo dos dois dias.
Como naturais da região, temos que ter a coragem de fomentar ideias, de dinamizar processos, de incentivar projectos tendentes e minimizar os problemas do presente para construirmos em conjunto um futuro melhor.
Os resultados foram francamente positivos.
Obrigada Sr. Governador Civil. O Povo merece e agradece.
Amélia Rei Dias

Madrugada de 24 de Agosto de 1820 (há precisamente 190 anos), o Coronel Sebastião Drago de Brito Cabreira, reuniu as suas tropas no campo de Santo Ovídeo, no Porto, juntando-se-lhe outras guarnições da mesma cidade. Foi o início da Revolução Liberal em Portugal. A partir daí começam as lutas liberais, uma guerra entre portugueses que durou alguns anos, uma guerra caseira. É nesta Revolução Liberal que se encontram as raízes mais profundas do 5 de Outubro de 1910, da implantação da República.

António EmidioA Revolução teve o apoio do povo e a adesão das forças vivas da cidade, que se juntaram na Câmara Municipal do Porto. Foram militares e juristas os principais chefes rebeldes, como o brigadeiro António da Silva Pinto da Fonseca, o coronel Drago Cabreira, o desembargador Manuel Fernandes Tomás e o jurista José Ferreira Borges, entre outros.
Uma revolução não surge de um dia para o outro, esta já tinha tido o seu prólogo em 1817, mas nessa altura foi neutralizada pela Regência do Reino. Também em 1817 se dá a revolta de Pernambuco, no Brasil. Terá uma coisa a ver com a outra? As ideias liberais começavam a ter muita força e a serem aceites na sociedade portuguesa de então.
Por mais estranho que pareça, foram as invasões francesas com o seu cortejo de morte e destruição que deixaram a marca do liberalismo. Em 1820, Portugal estava num impasse político, D. João VI e a Corte estavam no Brasil, com essa ausência, havia um vazio de poder em Portugal. Também no exército português a supremacia de Inglaterra era notória, já durava pelo menos há uma década, o povo via isso como uma tutela política, como uma humilhação. A Inglaterra significava para os liberais uma barreira ao progresso das novas ideias. Convém recordar que tanto em Inglaterra como em França, era o liberalismo que dominava, mas em França era radical, jacobino, em Inglaterra era um liberalismo conservador. O liberalismo português era de origem francesa.
No plano externo, foi a Constituição de Cádis em Espanha, chamada a «Revolução de Espanha», cujo artigo 2º dizia: «A Nação Espanhola é livre e independente não é património de nenhuma família nem pessoa», vê-se aqui um ataque ao absolutismo real, que influenciou depois a Constituição Portuguesa saída das Cortes.
Só em 1821, depois das Cortes legislarem é que foi extinto o Conselho Geral do Santo Ofício e as Inquisições, a Revolução Liberal terminou com essa instituição diabólica que durava há trezentos anos!!!.
Lisboa aderiu à revolução passados uns dias.
Porquê o Porto baluarte do liberalismo? A Inglaterra tirava grandes vantagens de ordem política e comercial na protecção que dava ao País. O tratado anglo-luso foi muito favorável a Inglaterra. Esta situação prejudicou a burguesia a partir de 1815, especialmente o comércio duriense, isto também foi uma das causas da Revolução. Antes disso, no século XVIII, a exportação de vinhos finos pela barra do Douro trouxe riqueza à cidade, abrindo-a também à cultura das luzes, chegavam lá ilustrações de França e Inglaterra, havendo muitos assinantes da imprensa estrangeira. No Porto havia também muitos clubes jacobinos que fomentavam a revolta.
Este pequeno artigo, é uma também pequena homenagem, mas sincera, que quis prestar ao Exército Português. Foi em 1820, pela primeira vez, que a força das armas impunha o destino político. A partir daí, até Abril de 1974, o Exército teve muita influência no desenrolar político de Portugal.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

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