You are currently browsing the daily archive for Quarta-feira, 18 Agosto, 2010.

A 10.ª edição da colectânea «Direito Tributário» da autoria do sabugalense Joaquim Ricardo vai ser colocada à venda pelo Grupo Editorial Vida Económica a partir do dia 20 de Agosto.

Direito Tributário - Joaquim Ricardo

O Grupo Editorial Vida Económica prepara-se para distribuir a 10.ª edição do manual «Direito Tributário», actualização 2010, da autoria do sabugalense Joaquim Ricardo.
As 1520 páginas da colectânea de legislação com notas e remissões actualizados incluem princípios fiscais, contencioso e procedimentos tributários, tributação de rendimento, tributação do consumo, tributação do património, legislação complementar e doutrina administrativa.
O manual destina-se principalmente a Técnicos Oficiais de Contas, funcionários da DGCI, consultores fiscais, gerentes e quadros de empresas e profissionais liberais como advogados e solicitadores que necessitam de uma informação completa e actualizada. Edição especialmente recomendada para todos aqueles que necessitam de actualizar os seus conhecimentos no âmbito do sistema fiscal e do direito tributário processual e profissionais que se relacionem com questões fiscais.
Para além das alterações decorrentes do Orçamento do Estado para 2010, inclui as alterações em sede de IVA, IRS e IRC adoptadas no âmbito das medidas de austeridade e de redução do défice público e as novas alterações introduzidas ao Código do IRS e ao Estatuto dos Benefícios Fiscais, no âmbito do regime de tributação das mais-valias mobiliárias (Lei n.º 15/2010, de 26 de Julho).
O autor apoia-se, de forma inovadora, nas novas tecnologias e notifica, por via electrónica, as alterações e actualizações aos utilizadores do «Direito Tributário».
Reconhecidos fiscalistas comentam o manual de Joaquim Ricardo de forma elogiosa.
«O livro é consultado em todas as repartições de finanças do País. A compilação num só volume de toda a legislação fiscal relevante, permite assim, simplificar as tarefas de busca, nomeadamente das normas que complementam os grandes códigos em matéria fiscal.» (Vítor Conceição Negrais.)
«Obra anual completa que contém todos os códigos e mais legislação fiscal em vigor.» (Rogério Fernandes Ferreira.)
Em declarações ao Capeia Arraiana o autor destacou as principais vantagens da sua obra. «Permite consultar num só volume toda a legislação fiscal, é actualizada sempre que necessário na Internet e tem uma nova edição todos os anos», começou por explicar Joaquim Ricardo destacando a «importância da remissão nos artigos e as abundantes anotações e comentários ao longo das cerca de 1500 páginas».
O primeiro volume resultou de um curso de fiscalidade com mais de 300 horas que o autor deu no ISMAI na cidade da Maia.
«O curso foi muito frequentado e tive alunos muito interessados que provocaram em mim a necessidade de transformar a sebenta das aulas em manual que pudesse ser facilmente utilizado nas repartições de finanças», recorda Joaquim Ricardo, reputado técnico de finanças e actual vereador da Câmara Municipal do Sabugal nascido em Aldeia de Santo António.
As encomendas podem ser feitas para o Grupo Editorial Vida Económica pelo correio electrónico: encomendas@vidaeconomica.pt
jcl

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A Junta de Freguesia de Ruivós e a Associação dos Amigos de Ruivós organizaram um passeio de cicloturismo aberto a todas as idades entre Ruivós e Badamalos com passagem pela Ponte de Sequeiros em Valongo do Côa.

Passeio Cicloturismo Ruivós - Ponte Sequeiros - Ponte Badamalos

A partida para o passeio de cicloturismo foi dada às 10 horas da manhã do dia 3 de Agosto no parque do Salão de Festas e sede da AAR-Associação dos Amigos de Ruivós.
Aos 44 participantes de todas as idades presentes à partida juntaram-se, para apoiar a passagem nos cruzamentos, algumas moto4 e motorizadas recuperadas tipo «Famel Zundapp» que deixaram o seu som e cheiros caracteristicos a lembrar os anos 80 quando eram donas e senhoras das estradas e caminhos de quase todo o país. No concelho do Sabugal muitos jovens após regressarem de uma temporada de trabalho nas vindimas ou na apanha da maça em terras de França adquiriam a sua motorizada V5, Sachs ou Zundapp e apresentavam-se orgulhosos e vaidosos nos bailes e discotecas raianas.
Voltando às bicletas e após vigorosas pedaladas do pelotão estrada abaixo os ciclistas passaram à igreja matriz de Ruivós, olharam a amoreira e rumaram para as primeiras dificuldades do percurso, sempre a subir, até à rotunda da Santíssima Trindade onde tomaram o sentido de Valongo do Côa. Pelo caminho foram acontecendo pequenos percalços como distraídas saídas de estrada ou correntes que se soltavam e obrigavam ao apoio técnico do «carro-vassoura».
À chegada à belíssima Ponte de Sequeiros o presidente da Junta de Freguesia de Valongo do Côa, Alberto Monteiro, fez questão de brindar todos os participantes a acompanhantes com um «reabastecimento» para recuperar forças e apagar a sede.
Após uns banhos no rio Côa era tempo de atravessar a secular passagem fortificada em estilo românico sustentada por três arcos que já foi passagem de fronteira e tem data de construção provável no século XIII.
As dificuldades eram agora acrescidas porque, se a primeira parte do percurso foi toda em alcatrão, a «segunda etapa» decorreu inteiramente em terra batida que levantava muito pó à passagem dos cicloturistas. À cabeça do pelotão, sempre em alta rotação, um fugitivo de nome Padre Hélder Lopes deixava muito para trás toda a concorrência. De facto, mostrando excelente forma física e equipado a rigor o Padre Hélder esteve sempre na dianteira e foi dos primeiros a chegar à Quinta do Marrafa do Soito (actualmente propriedade de Manuel Vaz Leitão, presidente da Junta de Freguesia de Ruivós).
O pelotão foi acompanhado por uma caravana automóvel com dezenas de ruivosenses que, apesar de não participarem de bicicleta, não quiseram deixar de estar presentes provocando um vazio de pessoas na aldeia de Ruivós.
Ainda antes de atacarem um porco no espeto ciclistas e acompanhantes refrescaram-se dando um mergulho nas águas do Côa.
O convívio do 1.º passeio de cicloturismo de Ruivós teve como convidado de honra António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que se fez acompanhar por Delfina Leal, Joaquim Ricardo, Vítor Proença e outras ilustres personalidades.
Jornada de amizade em tempo de emigrantes que levou as bandeiras da Junta de Freguesia e da Associação de Ruivós a esvoaçar ao longo do Côa até terras da Miuzela e deu a conhecer pela primeira vez a muitos miúdos e graúdos a ponte de Sequeiros.
Foi bonita a festa.
jcl

A Junta de Freguesia de Ruivós e a Associação dos Amigos de Ruivós organizaram um passeio de cicloturismo aberto a todas as idades entre Ruivós e Badamalos com passagem pela Ponte de Sequeiros em Valongo do Côa.

GALERIA DE IMAGENS – PASSEIO CICLOTURISMO  –  3-8-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

Mais imagens. Aqui.
jcl

O Presidente da Câmara Municipal de Trabanca José Luís Pascual Criado inaugurou dia 13 de Agosto a X Feira Agro-Alimentar «Arribas del Duero» e Salão Internacional do Vinho e a sua Cultura nas Arribas do Douro, onde estão presentes vários expositores portugueses nas áreas alimentares e de vinhos. Estiveram presentes em representação da Câmara Municipal do Sabugal o Vereador Joaquim Ricardo e o Chefe de Gabinete Vítor Proença.

Clique nas imagens para ampliar

O certame «Arribas del Duero» é a única feira agro-alimentar que se celebra na província de Salamanca, inscrita no calendário oficial de Ferias de Castilla y León, sendo um excelente ponto de encontro, contacto e venda entre as empresas, profissionais do sector e visitantes. A organização garantiu instalações profissionais e de qualidade num recinto de mais de 6.000 m2 para os profissionais do sector e o público em geral.
A Feira Agro-Alimentar tem lugar no município de Trabanca, porta de entrada ao Parque Natural Arribes del Duero e ponto de conexão da região entre as províncias de Salamanca, Zamora e Portugal. Durante três dias o visitante pode participar em concursos, provas, degustações de diferentes produtos agro-alimentares.
Em 2010 a Feira Agro-alimentar de Trabanca coincidiu com a celebração do Salão Internacional do Vinho e sua cultura em Arribes del Duero.
jcl (com município de Trabanca)

Uma após outra, têm-se cumprido as capeias deste ano sem que da festa eu possa colher mais que imagens avulsas e referências de jornal, preso que estou à minha vida profissional. Tal como aconteceu no ano passado. Mas não em outros anos em que estive disponível e me juntei à festa dos arraianos. Pude então vibrar com tudo e todos e ganhar, no correr dos anos, um conhecimento mais profundo do Sabugal. Já de tudo isso dei fé num livrinho que escrevi há anos (Já Caiu o Pó Sobre as Giestas) embora creia não ter logrado passar a palavras quanto se experimenta de emoções ao estar lá, no momento, nos muitos momentos que atravessam todo um dia de capeia.

Capeia Arraiana - SabugalA primeira a que assisti na minha vida foi nos Fóios, aldeia que eu conhecia pelas épocas do outono e do inverno. Percorria então essas e outras aldeias do Sabugal e era a tristeza de ver tão pouca gente. Com o passar dos anos cada vez menos pessoas, escolas fechadas, aldeias inteiras escorrendo pelos muros e janelas o silêncio e a desolação. E, de súbito, pela magia das festas dos touros, as aldeias enxameavam, regurgitavam duma vida que eu jamais havia suspeitado e que me fascinou. Surpreendeu-me ainda haver pessoas sustentando cavalos um ano inteiro só para poderem participar nos encerros e o envolvimento da juventude.
Defensor Moura é candidato à Presidência da República. Defensor Moura, antigo autarca, deputado do PS, animado pelo tiro no pé do Parlamento Catalão, pretende propor a erradicação das touradas em Portugal. («Diário de Notícias», 5 de Agosto).
Lendo a notícia, fico a pensar como é possível um candidato ao mais alto cargo da Nação não ter a mais leve consideração sobre particularidades da nossa cultura e das nossas tradições; fico apreensivo e questiono-me no que seria o concelho do Sabugal se lhe retirassem as touradas e as capeias. Ao candidato não ficaria mal uma postura consentânea com o cargo que almeja. E eu, se estivesse ao leme do concelho, proporia aos vereadores uma tomada de posição inequívoca e declararia publicamente o cidadão Defensor Moura persona non grata ao Concelho do Sabugal. Quanto mais não fosse para que soubesse que neste país ainda nem toda a gente vai de anjinho na procissão.
Sérgio Paulo Silva

Sérgio Paulo Silva é caçador e vive em Salreu, Estarreja. De há muito que vem caçar para Vale de Espinho e assim aprendeu a amar o Sabugal, tornando-se um incansável defensor das nossas tradições.
Capeia Arraiana

Capeia Arraiana das Festas de Santo António em Aldeia da Ponte. Reportagem da jornalista Paula Pinto com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
Vodpod videos no longer available.

jcl

A DESMISTIFICAÇÃO DAS MENTIRAS –A pedido antigo de um leitor, e para acabar de uma vez com as meias verdades sobre o assunto, hoje vou demonstrar porque é que as licenças do Subparque Eólico do Troviscal e São Cornélio em Sortelha, e por maioria de razão do Parque Eólico da Raia, são nulas. Aqui vai, com o agradecimento da preciosa contribuição da Dr.ª Heloísa Oliveira cujo raciocínio rigoroso seguimos e a quem encarecidamente agradecemos porque sozinhos não chegaríamos lá tão facilmente.

Parque Eólico - Aldeia Histórica Sortelha - Sabugal

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaSortelha é uma aldeia medieval, de estrutura militar, na qual sobressai o castelo e a muralha, cujo núcleo urbano intramuros, construído em anfiteatro e de quarteirões irregulares estruturados a partir de um eixo principal de ligação entre as portas da aldeia, se manteve inalterado durante séculos.
Para além dos sete monumentos nacionais classificados que possui, destaca-se ainda no seu património histórico-cultural o Largo do Corro com a sua árvore secular e Fonte de mergulho medieval ou quinhentista, o Largo do Pelourinho, o Largo da Igreja, ruínas da Igreja de Santa Rita, antigo Hospital da Misericórdia (do século XVII e a Capela de Santiago.
Por tudo isto, a aldeia e o castelo mereceram protecção legal enquanto património cultural e o castelo e muralhas de Sortelha foram classificados como Monumento Nacional pelo Decreto de 16 de Junho de 1910, tendo a aldeia sido qualificada como Aldeia Histórica, pelo Decreto n.º 23/96, de 12 de Agosto e beneficiado de um plano de reabilitação no âmbito do Programa de Promoção e Desenvolvimento Regional, e de medidas financiadas pelo II Quadro Comunitário de Apoio.
A relevância do conjunto da Antiga Vila de Sortelha é de tal forma que o SIPA a qualifica enquanto conjunto, por força do aglomerado de imóveis património cultural no mesmo contexto e tem levado a um cada vez maior aproveitamento turístico da Vila, procurada cada vez mais enquanto destino turístico (Aldeia Histórica) tanto por nacionais como por estrangeiros, crescendo de 3.147 em 2005 para 65.989 em 2009.
Trata-se, portanto, de uma conjunto patrimonial arquitectónica e culturalmente relevante, cujo valor material e imaterial tem merecido protecção legal e reconhecimento generalizado da população e turistas, e captado avultados investimentos nacionais e comunitários.
Sucede no entanto que a ENEOP 2 – Exploração de Eólica do Campanário, S.A. promove actualmente o projecto de construção e exploração do Parque Eólico da Raia, com 50 aerogeradores, que parcelou por vários subparques, entremos quais os do Troviscal e São Cornélio, todo em Reserva Ecológica Nacional (à excepção do Subparque do Troviscal), com uma potência total de 107.500kVA, tendo para esse efeito constituído a sociedade Eólica do Campanário, S.A., detida a 100% por aquela.
Ora o subparque do Troviscal, na cumeada da serra de Sortelha e a 800 metros desta aldeia, é constituído por sete aerogeradores síncronos com a potência unitária de 2.000kW (2.150kVA), e o Subparque de São Cornélio, nas cumeadas de S. Cornélio, está a 800 metros de Quarta-Feira e Águas Belas, e a menos de 2 Km do Parque Eólico de Dirão Da Rua, constituído por dezasseis aerogeradores síncronos com a potência unitária de 2.000kW (2.150kVA).
Porque estavam na Reserva Ecológica Nacional, todos os subparques do Parque da Raia, à excepção do Subparque do Troviscal que estava fora, foram sujeitos a procedimentos de Avaliação de Incidências Ambientais, que foram favoráveis condicionalmente.
E por isso em Janeiro de 2010 foi emitida Licença de Estabelecimento pela Direcção Geral de Energia e Geologia, para o Parque Eólico da Raia, e na sequência desta, emitido Alvará de Obras de Construção n.º 11/2010 pela Câmara Municipal do Sabugal, de 31 de Março de 2010, para construção de aerogeradores no Subparque eólico de Troviscal (processo n.º 01/2010/284), bem como emitido Alvará de Obras de Construção n.º 18/2010 pela Câmara Municipal do Sabugal, de 16 de Abril de 2010, para construção de aerogeradores no Subparque eólico de São Cornélio (processo n.º 01/2010/13).
Agora, caros leitores e munícipes, o busílis da questão:

I

Nos termos do artigo 51.º do CPTA, são impugnáveis os actos administrativos com eficácia externa, especialmente aqueles cujo conteúdo seja susceptível de lesar direitos ou interesses legalmente protegidos.
Permitindo os referidos alvarás de construção e a licença de estabelecimento a montagem de 50 aerogeradores e a produção de electricidade, ao abrigo respectivamente, do Decreto-Lei n.º 555/99 de 16 de Dezembro, e do Decreto-Lei n.º 189/88, de 27 de Maio, dúvida não existe quanto à eficácia externa destes actos, porque produzem direitos e obrigações na esfera jurídica dos particulares. susceptíveis de lesar direitos e interesses difusos (previstos no artigo 1.º da LAP «saúde pública, o ambiente, a qualidade de vida, a protecção do consumo de bens e serviços, o património cultural e o domínio público»), conforme numa segunda parte melhor se explicitará.
O meio legítimo para reagir contra eles é a acção popular regulada especialmente pela Lei de Acção Popular (LAP) aprovada pela Lei n.º 83/95, de 31 de Agosto, interposta por qualquer cidadão ou associação no gozo dos seus direitos, uma vez que o artigo 2.º, n.º 1, conjugado com os artigos 9.º, n.º 2, e 55.º, n.º 2, do CPTA estatui que «Independentemente de ter interesse pessoal na demanda, qualquer pessoa […] tem legitimidade para propor e intervir, nos termos previstos na lei, em processos principais e cautelares destinados à defesa de valores e bens constitucionalmente protegidos, como a saúde pública, o ambiente, o urbanismo, o ordenamento do território, a qualidade de vida, o património cultural e os bens do Estado, das Regiões Autónomas e das autarquias locais».
No caso de Sortelha, os interesses que exigem tutela são o património cultural e ambiental, além da salvaguarda da legalidade objectiva da actuação autárquica no exercício das suas atribuições.
E aqui entra o direito que, ao contrário do que muitos leigos pensam, é uma ciência que nada tem a ver com a relatividade das previsões astrológicas da Maia:
Nos termos do artigo 1.º, n.º 2, do Decreto-Lei n.º 69/2000 (RAIA), de 3 de Maio, estão sujeitos a avaliação do impacte ambiental (AIA) os projectos incluídos nos anexos I e II do mesmo diploma e ponto 3 deste, relativo a projectos da indústria da energia, nomeadamente de aproveitamento de energia eólica para produção de electricidade em determinados casos.
No seguimento deste dispositivo legal, e considerando que não está em causa uma área sensível, os projectos de parques eólicos estão sujeitos a AIA quando tenham 20 torres ou mais ou (critério disjuntivo e não cumulativo) quando sejam localizados a uma distância inferior a 2km de outros parques similares (Anexo II, ponto 3, alínea i).
Ora na realidade, e tal como resulta do que ficou dito acima, o Parque Eólico da Raia é constituído por 50 aereogeradores, pelo que, nos termos do ponto 3 do Anexo II, estaria sujeito a AIA.
A razão pela qual o projecto não foi sujeito a AIA é evidente: Divisão do Parque Eólico da RAIA em quatro subparques, cada um com menos de 20 aereogeradores e separados entre si por mais de 2 km; forma engenhosa de contornar a lei, uma vez que de facto o Parque Eólico da Raia tem efectivamente 50 torres (mais do dobro do máximo legal a partir do qual se exige AIA) e um dos seus subparques (o de São Cornélio dista menos de 2 Km do Parque Eólico de Dirão Da Rua.
É claro que a gente habituada e este meio das leis topa as manigâncias à légua e consegue ver logo pelo rabo onde se esconde o gato:
Em primeiro lugar, porque foi atribuída apenas uma única licença de estabelecimento para todo o Parque Eólico da Raia, o que é desde logo um indício da unidade do projecto.
Depois, o projecto é desenvolvido unitariamente pelo mesmo promotor – a Eólica do Campanário, detida a 100% pela ENEOP – 2. Sendo esta a admitir no processo que todos os subparques têm por objectivo a execução do mesmo contrato, celebrado em 27 de Outubro de 2006 entre a DGEG e a ENEOP, de «Atribuição de capacidade de injecção de potência na rede do sistema eléctrico de serviço público para energia eléctrica produzida em centrais eólicas».
Por último; das Memórias Descritivas e Justificativas resulta, entre outras coisas, que os subparques têm ligação interna entre si, o que demonstra a falta de independência dos subparques. [V.g. a título exmplificativo a respeito do subparque Eólico do Troviscal: Foi reservada para este Sub-Parque, uma capacidade de injecção na Rede, ou potência de ligação de 11,5 MVA, a ligar internamente em MT, ao APE de São Cornélio, que também integra o PE da Raia (pág. 1)].
Concluindo: Trata-se de um único Parque Eólico, em execução de um único contrato, promovido por uma entidade, ao qual foi estabelecido uma única licença de estabelecimento, que têm infra-estruturas comuns, mas que, para fintar a lei, se subdividiu em vários subparques.
Acresce ainda, que à luz da jurisprudência do TJUE (decisão do TJUE, no caso Comissão c. Reino de Espanha, no processo C-227/07, em que se declarou que «Se a argumentação do Governo espanhol fosse acolhida, o efeito útil da Directiva 85/337 poderia ficar seriamente comprometido, já que bastaria às autoridades nacionais em causa fraccionarem um projecto de longa distância em troços sucessivos de diminuta importância para subtraírem às exigências desta directiva tanto o projecto considerado na sua globalidade como os troços resultantes desse fraccionamento)» vigora um princípio de proibição de fraccionamento de projectos, uma vez que tal poderá ter como consequência (como foi no caso concreto) a não sujeição a AIA.
E porque o TJUE funciona segundo um princípio de precedente, podemos retirar a conclusão de que existe um princípio geral de proibição de fraccionamento de projectos.
Assim sendo, não subsistem dúvidas de que o fraccionamento do projecto é proibido e portanto, todo o Parque Eólico da Raia, com 50 aereogeradores deveria ter sido sujeito a AIA.
Mas não ficamos por aqui:
Nos termos do artigo 20.º do RAIA (Regulamento de Avaliação de Impacto Ambiental) «o acto de licenciamento ou de autorização de projectos sujeitos a procedimento de AIA só pode ser praticado após a notificação da respectiva DIA favorável (…) sendo nulos os actos praticados com desrespeito pelo disposto nos números anteriores, bem como os actos que autorizem ou licenciem qualquer projecto sujeito».
Mesmo que assim se não se entendesse, o que se não concede até pela disjuntiva da lei, o mesmo entendimento se deve ter porque o RAI é a transposição da Directiva 85/337/CEE, do Conselho, de 27 de Junho de 1985, com as alterações introduzidas pela Directiva n.º 97/11/CE, do Conselho que tem esse sentido, ou seja, o de proibir fraccionamento que implique dispensa de AIA.
Assim, nos termos do disposto no artigo 20.º, n.º 3, do RAIA conjugado com o artigo 133.º, n.º 2, alínea i), do Código de Procedimento Administrativo, as licenças quer do Parque Eólico da Raia, quer dos seus subparques, são nulas.
:: ::
(Parte 1 de 2. Continua na quarta-feira, 25 de Agosto.)
:: ::
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