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Depois de uma passagem pelo Indie Lisboa em 2009, chega às salas «Louise-Michel», a terceira obra da dupla Gustave de Kervern e Benoît Delépine. Uma comédia negra sobre o capitalismo e as suas consequências junto de uma fábrica numa aldeia francesa.

Pedro Miguel Fernandes - Série BRoman Polanski está a viver uma fase atribulada na sua vida, fruto de um crime cometido no passado pelo qual decidiu fugir à Justiça. Polémicas à parte, isso não o impediu de apresentar um grande filme.
Protagonizado por Ewan McGregor, «O Escritor Fantasma» é a história de um escritor sem nome, que é contratado para escrever a autobiografia de um antigo primeiro-ministro britânico, interpretado pelo anterior James Bond, Pierce Brosnan. À partida nada podia ser mais simples, mas a proposta do realizador polaco cedo nos leva para a área dos thrillers políticos, género que se pensava ter ficado perdido nos idos anos 1970, quando chegaram às salas de cinema títulos como «Os Homens do Presidente».
Neste caso, apesar de nunca assumido, percebe-se que a história podia ser decalcada da realidade actual, pois este ex-primeiro ministro esconde segredos que bem podiam ser os de Tony Blair, com algumas nuances. A começar pelas acusações de que é alvo sobre a Guerra no Iraque, que o levam a ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade. A sua sorte é que está em território norte-americano, país que não reconhece este órgão da Justiça internacional, logo safo de julgamento. Blair nunca foi acusado de nada, mas há quem defenda a sua presença perante a Justiça para responder sobre esta questão.
O Escritor FantasmaTodos estes factos vão sendo desvendados aos poucos pelo escritor fantasma, que vai descobrindo os segredos do passado deste antigo homem de poder, que parece ser influenciado por todos os que o rodeiam, à medida que a sua investigação o leva para caminhos estranhos. Desde a descoberta de um anterior escritor que fez um primeiro esboço da obra e morreu misteriosamente, passando por ligações à CIA e a presença de antigos colaboradores do primeiro-ministro que de repente viram para o outro lado da barricada.
Com esta obra Polanski apresenta um dos grandes filmes deste ano, com McGregor em boa forma, que nos faz voltar atrás no tempo, quando os thrillers políticos fizeram História em Hollywood. Este consegue não só ser uma grande história, bastante actual e que nos dá uma boa imagem dos jogos de poder e as ligações escondidas nas relações políticas, como tem um final bastante surpreendente e irónico, que acaba fora do plano, mas que deixa bem perceptível o que acontece.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

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António Carlos Saraiva Fernandes é natural do Sabugal e reside há 10 anos na Arrifana, no concelho da Guarda, onde é presidente da Junta de Freguesia, eleito nas listas do Partido Socialista nas eleições de Outubro de 2009. Engenheiro florestal e coordenador técnico do Centro de Formação Agrícola da Guarda, este sabugalense é, aos 34 anos, um dos mais jovens autarcas do distrito.

– O que se destaca na actividade da Junta de Freguesia da Arrifana eleita nas últimas eleições autárquicas?
– No que me diz respeito, trata-se de uma experiência nova, na medida em que não tinha qualquer experiência como autarca. Numa primeira fase procurei, com os demais elementos da Junta, inteirar-me da situação da autarquia, ao mesmo tempo que nos empenhámos em resolver questões mais imediatas. Passada essa primeira fase de adaptação, estamos agora a projectar algumas obras necessárias ao desenvolvimento da freguesia que pensamos vir a candidatar a fundos comunitários.
– Esta freguesia, dada a sua proximidade com a Guarda, tem sido muito procurada por pessoas que trabalham na cidade para aqui fixarem residência, fazendo assim com que venha perdendo a matriz rural que a caracterizava. Isso é um problema acrescido para a Junta?
– Esta freguesia tem uma característica única ao nível do concelho da Guarda. Por um lado é uma freguesia rural, mas por outro lado é também uma freguesia com características urbanas ou semi-urbanas. Isso traz benefícios mas também condicionalismos. Temos na zona do Outeiro de S. Miguel e na confluência da estrada que liga a Pinhel uma área de características urbanas, e já praticamente integrada na cidade. Depois temos o núcleo mais antigo da freguesia, junto à Estrada Nacional 16, que é uma aldeia de características rurais, assim como as anexas da freguesia, que são as aldeias de João Bravo, João Bragal de Cima e Casais da Ribeira, que têm uma matriz rural ainda mais acentuada. Outra particularidade da freguesia é o facto de conter no seu território a intercepção das duas auto-estradas que servem a Guarda, a A23 e a A25, e que nos ligam a Espanha e ao Litoral. As facilidades de acessos e a proximidade da cidade potenciam a fixação de pessoas e de empresas na área da freguesia, sendo notória a procura de espaço para construção.
– E sente que essas características singulares da freguesia dificultam o trabalho da Junta?
– Dificultam, porque nos criam problemas diferenciados que exigem também soluções diferentes. Há problemas próprios de uma freguesia rural, como a assistência aos idosos, a limpeza dos caminhos agrícolas, o abastecimento de água e o saneamento, mas também problemas próprios dos espaços urbanos, como a necessidade de espaços de diversão e de lazer. Por outro lado, os habitantes da área mais urbana resistem muito à sua plena ligação à freguesia, na medida em que fixam aqui residência mas trabalham na cidade, à qual acabam por se sentir mais ligados. Aqui haverá um esforço a fazer pela própria Junta, pois temos de procurar abordar as pessoas, motivando-as para interagirem com a demais população e participarem na vida colectiva.
– Qual tem sido o relacionamento com a Câmara Municipal da Guarda na tentativa de resolver os principais problemas da freguesia, nomeadamente aqueles que resultam da expansão urbana?
– Temos mantido neste tempo, que ainda só leva oito meses, uma boa relação com a Câmara Municipal. Sabemos quais as responsabilidades da Junta de Freguesia, mas temos a certeza que muitos dos problemas apenas se resolverão com uma intervenção activa por parte da Câmara. Temos feito uma grande pressão no sentido da sua intervenção nas questões mais urgentes, e tem havido abertura para isso. Foram tomadas algumas acções, como a colocação junto ao Outeiro de S. Miguel de abrigos para as crianças que esperam pelos transportes públicos, situação em que a Câmara correspondeu à nossa solicitação. Necessitamos também de um espaço de lazer paras as crianças da freguesia, situação que espero conseguir resolver em breve com o empenho da Câmara, pois tenho já uma reunião agendada para esse efeito. Estas soluções acontecem de uma forma faseada e de acordo com as disponibilidades de meios da autarquia, situação que temos de compreender.
– A escola básica da Arrifana, que conta com 12 alunos, não vai fechar este ano, mas isso poderá suceder em breve uma vez que uma grande parte das famílias que aqui vivem optam por levar os filhos para escolas da cidade. O que pensa de um eventual cenário de encerramento da escola?
– Na verdade há crianças da Arrifana que vão estudar para a Guarda e para o Outeiro de S. Miguel, que é uma escola regional privada com que a freguesia também conta, e isso provoca a escassez de crianças que se verifica na escola pública. Contudo, no próximo ano lectivo, a escola vai manter-se. Quando o Centro Escolar da Sequeira entrar em funcionamento então é certo que a escola da Arrifana fechará. O centro escolar, cujo projecto conheço, tem todas as condições para o ensino e para o desenvolvimento das crianças. Eu tenho uma opinião muito própria acerca do encerramento das escolas básicas nas aldeias. Penso que não se justifica manter em funcionamento escolas com poucos alunos, que se juntam na mesma sala, independentemente do ano escolar que frequentam. Isto é gerador de problemas de pedagogia e não contribui para o bom desenvolvimento da aprendizagem. Existindo um centro escolar próximo, e no caso da Arriana ele ficará a cinco quilómetros, não se justifica manter a escola aberta nessas condições. Os edifícios das escolas cujos alunos vão para os centros escolares devem passar a ser centros de recolha das crianças, que proporcionem actividades extracurriculares até ao momento em que os pais os vão recolher. Isto implica ter transportes adequados, e aqui defendo o uso de meios de transporte de média dimensão, evitando-se os autocarros que percorrem várias aldeias até encherem, já que o transporte tem que ser rápido, pois não é adequado sujeitar as crianças a viagens longas. Claro que é importante para as aldeias a manutenção das escolas, que são um sinal de vitalidade, mas a realidade é que a população envelhece e as crianças são cada vez menos e elas merecem uma formação pedagógica adequada.
– Como é que a Arrifana apoia os seus idosos, que pelos vistos são cada vez em maior número?
– Temos um centro de dia, inaugurado há pouco tempo, que é uma obra de uma associação de solidariedade social da Arrifana, que presta também apoio domiciliário aos idosos da freguesia. Mas não descuramos a possibilidade de ser criado um lar. Na intervenção que fiz na cerimónia de inauguração do centro de dia disse às entidades presentes que necessitamos de um lar e que para o conseguirmos instalar necessitamos de apoios. Quando a Liga dos Amigos da Arriana decidir avançar nesse projecto a Junta de Freguesia dar-lhe-á todo o apoio.
– Como autarca da Guarda, o que pensa da mais que certa decisão política de passar a haver portagens na A23 e a A25, vias estruturantes para a cidade e para a região?
– Sou completamente contra essa medida. Compreendo que a situação que o país vive, ao nível económico e financeiro, obrigue a alterações nas SCUT, mas o Interior merece uma diferenciação face ao resto do país. Se assim não for, temos que nos valer de taxas pela preservação do meio ambiente, da água, da estabilidade e do controlo da biodiversidade. Ou seja, merecemos ser ressarcidos desse prejuízo. Se não há cidadãos de primeira e de segunda, todos devendo pagar, então quem vive no Litoral tem de nos pagar os prejuízos que temos para que toda a sociedade beneficie. Se ainda existe caça é porque os agricultores e os demais habitantes do interior a preservam, se existe floresta e se se mantêm actividades tradicionais é porque, teimosamente, alguém insiste em o garantir. Mantemo-nos aqui contra todas as adversidades e isso tem um custo. Por exemplo, no inverno quem vive da Guarda tem de pagar um elevadíssimo custo pelo aquecimento, nada comparável com o que se paga no litoral. Face a isto defendo o seguinte em relação às SCUT: nós pagamos as portagens, mas depois somos ressarcidos face às condicionantes de que falei. O mais viável é, em função do rendimento per-capita de cada região definir as que pagam e as que estão isentas. No nosso caso, o pagamento de portagens em vias que atravessam a região vem trazer-nos custos que as nossas empresas, que operam num mercado extremamente condicionado, não podem suportar. As pequenas e médias empresas têm de fazer constantes de viagens nas auto-estradas no desenvolvimento da sua actividade. Se têm de pagar mais esse «imposto» por se deslocarem no distrito ficam assim sem lucros e o resultado é o seu encerramento e o desemprego para quem lá trabalha. Somos poucos e temos pouca representatividade eleitoral, mas temos de por cobro a esta subjugação permanente aos interesses do Litoral.
plb

E assim estamos quase na nossa casa, havendo ainda tempo para falar de locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Hoje saímos da A1 no Carregado, não para irmos ao Campera, mas para almoçarmos num dos bons restaurantes deste País, a KOTTADA.
Do Carregado pouco a dizer, todos conhecemos aquela terra e os fenómenos de urbanização forçada que sofreu nos finais do século passado. É no entanto uma zona empresarial de grande pujança, tirando partido da sua proximidade a Lisboa.
Conheci Fernando Garcia Arguelles (o sr. Fernando), proprietário e responsável pelo Restaurante quando tinha um restaurante em Vila Franca de Xira. A sua simpatia e eficiência, associadas à da sua esposa que lidera na cozinha, fizeram com que ganhássemos uma amizade sincera entre os dois.
A necessidade de se expandir, levou o Sr. Fernando a mudar-se para o Carregado. Para lá chegar, pergunte-se onde é o campo de futebol e o restaurante é no final da Av. da Associação Desportiva do Carregado.
A aposta vai para pratos típicos regionais, tendo como especialidades: Cabritinho de «Alenquer», Cochinilho do «Carregado», Pato das Lezírias, Paelha Mista, Bacalhau em massa folhada e Cozido Castelhano.
Os pratos balançam assim entre o que é tradicional na zona de Alenquer e o que o Sr. Fernando trouxe das suas terras de Espanha.
Para mim, sou fã do Cochinilho do «Carregado», leitão assado no forno tão bom que faz esquecer o da Bairrada, ou o Cozido Castelhano a fazer inveja ao nosso cozido à portuguesa.
Mas aconselho também a Trouxa de Codornizes com legumes, invenção do casal e verdadeira maravilha (a Zona de Alenquer é o maior produtor de codornizes de Portugal…).
As sobremesas são deliciosas, salientando as que levam chocolate quente.
A garrafeira, como não podia deixar de ser, é muito boa e a aposta deve ser em vinhos da região onde estamos.
Preço da refeição? Andaremos pelos vinte e cinco / trinta euros por pessoa.
Estou quase em casa mas ainda tempo para paragens obrigatórias no Concelho de Vila Franca de Xira.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A Rádio Altitude completa hoje, 29 de Julho, 62 anos de emissões. Ou talvez mais. Ou talvez menos. É como a própria cidade: de origem ambígua; romanticamente confusa.

Dizia-se que D. Sancho teria concedido as cartas de foro a 26 de Novembro de 1199. Mas os pergaminhos, sendo anteriores – em quatro séculos – ao calendário de Gregório VIII, não se faziam valer pela contagem dos dias que desde aquele papado rege os povos cristãos. E eis que, revistos os cálculos, acontece a efeméride a 27 (e não a 26). Assim se mudou duas vezes, num curto espaço de tempo, a data do feriado municipal: de 3 de Maio, solenidade da Santa Cruz, para a data putativa do foral; e desta para a corrigida, no dia seguinte. O nascimento da Rádio Altitude também regista imprecisões. Durante décadas assumiu-se que ocorrera, oficialmente, a 29 de Julho de 1949. Assim o determinava a tradição e o testemunhava a placa alusiva que acompanha um velho disco de vinil de 78 rotações, editado pela londrina “The Parlophone” e exposto, agora, no «Átrio da Memória» da Casa da Rádio – a casa de sempre. O tango de Francisco Canaro é um adeus sentido às planícies de terra amarela da Argentina. A melodia sentida faz lembrar o nosso fado, o que tem alguma lógica: é provável que ambos os géneros encontrem raízes na tradição celta, supondo-se que os escravos africanos as tenham transportado para lá do Atlântico, de onde o tango retornou na primeira metade do século XX como novidade dançável e sensual. «Adiós, Pampa Mia» é de 1945 e também trina o começo de uma aventura que percorrerá o sonho e a esperança. É, apesar de tudo, menos fatalista do que o fado cantado. Talvez esse tenha sido o motivo, na mente dos pioneiros: a opção pela confiança no lugar do desalento; da ousadia em vez do desengano. Foi este poema de “Pirincho” Canaro, com arranjo de Mariano Mores, que rodou pela primeira vez, oficialmente, na Rádio da Guarda. A 29 de Julho de 1949. Assim está gravado no bronze. Porém, estudos respeitáveis de Hélder Sequeira, anterior director, mestre em História e Museologia (com tese dedicada, precisamente, à história da Rádio Altitude, que constitui o único documento credível do género) e agora empenhado Provedor do Ouvinte (uma figura inédita na rádio em Portugal, instituída sem obrigação legal, no pressuposto assumido de que cometemos muitos erros mas tentamos não cair no pior de todos, que é nunca reconhecê-los nem corrigi-los), concluíram que as emissões regulares desta Rádio começaram um ano antes, e que mesmo em 1946 já a Rádio existia e transmitia, datando de 21 de Outubro de 1947 o primeiro regulamento interno, assinado pelo então director do Sanatório, Ladislau Patrício. A Rádio Altitude é, pois, uma sexagenária e muito respeitável Senhora, com espírito jovem e arejado – tentando sempre surpreender com novas causas, novas abordagens e novos intervenientes. A mais exaltante característica do recente mas intenso percurso da actual Equipa tem sido, precisamente, a constante reinvenção. E os sinais de aceitação, retorno e credibilidade – que surgem continuamente e consolidam a Rádio Altitude como órgão de comunicação social de referência e um dos poucos oásis no deserto da informação que se produz no interior do país – robustecem a nossa responsabilidade e desafiam incessantemente a nossa imaginação. Tenho o privilégio de dirigir, desde Janeiro de 2004, um notável grupo de trabalho: António Jorge Ribeiro, criativo desenhador sonoro e multifacetado coordenador de emissão; Francisco Carvalho, veterano jornalista que imprime à informação uma marca de experiência e credibilidade; Carla Pinheiro, jornalista frenética e interessada; Carlos Gomes, jornalista metódico e documentado; Teresa Gonçalves, repórter e animadora empenhada e sensível; Sandra Pinto, animadora ocasional que traz um toque de frescura e sofisticação; Joaquim Martins, repórter de garra e de guerra que se fez na nova Rádio; Luís Alberto, a iniciar o caminho; João Neves, o homem da rádio num eterno reencontro com ela; Goreti Susano, fiel depositária de balanços e aflições. Este é meu primordial grupo de amigos, que se destaca pelo profissionalismo e pela vontade de alcançar os objectivos que em conjunto nos propomos. Uma pequena mas enorme Equipa, que desenvolve um extraordinário trabalho. Porque, sendo numericamente escassa, tem uma capacidade de desempenho que ultrapassa, em comparação proporcional, outros projectos com muito maior dimensão e amplitude de recursos. Acrescente-se o inestimável contributo de mais de cinquenta cronistas, comentadores e autores ou colaboradores de programas temáticos, que se foram juntando a este projecto nos últimos cinco anos. Alguns também com um lugar merecido na história da rádio em Portugal, como o «Escape Livre», em emissão desde 1973. Poder contar com a participação de tantos cidadãos – de diferentes sensibilidades profissionais, etárias, sociais, cívicas e políticas – é uma distinção para a rádio; cruzar quotidianamente tão plurais pontos de vista acerca das nossas coisas e das nossas causas é um legado para a cidade e para a região. Esta é também, fundamentalmente, a aposta de uma pessoa: José Luís Carrilho de Almeida, sócio de referência e gerente da empresa proprietária da Rádio. Que nos concede, a montante, a confiança exigente e a solidariedade atenta de empresário que assume um compromisso social e afectivo para com a cidade de onde é originário, numa área de actividade que, se fosse vista como mero negócio, não teria, na maior parte dos anos, viabilidade. Não espera proveitos – nem pode… – no sentido pecuniário do termo (antes soma perdas). O que não quer dizer que não exija uma exploração tendente ao equilíbrio. Ou que seja indiferente aos indicadores de gestão que sabe dependerem, prioritariamente, do nosso trabalho: qualidade, profissionalismo, seriedade, credibilidade, influência. É a contrapartida que nos exige, pela confiança que em nós deposita. Confiança assente em premissas simples: autonomia, independência e responsabilidade. Também é verdade que vivemos aqui um desusado ambiente de auto-estima – umas vezes a raiar a hipérbole e outras (tantas, tantas…) a provocar inveja e, por isso, a fazer-nos aturar, não raras vezes, afrontas e desrespeitos. Mas não importa: soubemos erguer uma herança desacreditada e essa é a resposta que temos, e teremos sempre, para dar. Só não desejamos fazer ainda uma rádio perfeita – apenas cumprimos uma aventura na qual sabemos que a etapa actual tem que ser melhor do que a anterior e obrigatoriamente pior do que a seguinte. Tem sido assim, temporada após temporada. Porque também não queremos conformar-nos com a rádio realizável. Nem com a cidade possível. Insisto: não queremos conformar-nos. E não nos conformaremos. Esta é a melhor garantia que posso dar, neste dia de Aniversário. E que antecipa novas e exaltantes aventuras a que queremos lançar-nos. Afinal de contas, a vida não é a feijões. Pelo menos para alguns dos que escolheram cá viver e trabalhar. Entre os quais está esta pequena mas enorme Equipa da Rádio Altitude – a mais antiga estação de radiodifusão local em Portugal, um património que deve ser motivo de orgulho para toda a Região, e não apenas para a Guarda. Hoje faço questão de recordar aqui os princípios que o actual grupo de trabalho abraça. Um grupo que integra algumas das (raras?) pessoas que não querem desistir do Interior. Nos bons e nos maus momentos, como é próprio dos afectos verdadeiros e vividos com intensidade. Um grupo que me honro de dirigir há quase sete anos: uma longevidade inédita de engrandecimento e afirmação, numa história que também já foi feita de convulsões e de sobressaltos. É por isso que, no final de cada jornada, quando vamos à nossa vida restante e ao reencontro dos nossos (outros?) afectos, deixamos sempre o lugar onde trabalhamos com um sussurro: «Fica bonita, Rádio!». Porque a Rádio Altitude é uma paixão. Obrigado a todos, por tudo. E Parabéns!
Rui Isidro
(Director da Rádio Altitude)

O Capeia Arraiana associa-se à data desejando muitos parabéns e felicidades a todos os trabalhadores e colaboradores da Altitude FM – Uma Rádio com História. Parabéns!
jcl e plb

Jogadores de dez equipas vão participar no Torneio de Futsal, integrado nos «Jogos de Verão 2010» do Festival Artes do Alto Côa. A competição tem lugar na Praia Fluvial do Sabugal entre os dias 24 de Julho e 15 de Agosto.

O Festival «Artes do Alto Côa» não é só música. Em tempo de férias escolares e profissionais a Câmara Municipal do Sabugal, a empresa municipal Sabugal+ e a Kebrostress organizam actividades em várias modalidades no excelente espaço desportivo da Praia Fluvial do Sabugal recentemente remodelado e ampliado com campos de ténis e balneários.
Entre os dias 27 de Julho e 15 de Agosto decorre um Torneio de Futsal com a participação de dez equipas do concelho raiano.
A primeira jornada teve os seguintes resultados: «Os Maravilhas», 2-Junta Freguesia Sabugal, 3; Margem Sul, 1- Malcata, 2; e MegaPutos, 11-Sabugal+, 6.

TORNEIO DE FUTSAL – JOGOS DE VERÃO 2010
DATA HORA EQUIPA RESULTADO EQUIPA
27-07 19.00 MARGEM SUL 1 – 2 OS MALCATENHOS
27-07 21.00 OS MARAVILHAS 2 – 3 J. F. SABUGAL
27-07 22.00 MEGA PUTOS 11 – 6 SABUGAL +
28-07 19.00 OS MALCATENHOS OS MARAVILHAS
28-07 21.00 URGUEIRA C. M. SABUGAL
28-07 22.00 CHUPA MISTO F. C. H’RAKI
29-07 19.00 C. M. SABUGAL MARGEM SUL
30-07 19.00 J. F. SABUGAL MEGA PUTOS
31-07 19.00 H’RAKI URGUEIRA
01-08 19.00 SABUGAL + CHUPA MISTO F. C.
02-08 19.00 MEGA PUTOS OS MALCATENHOS
02-08 21.00 OS MARAVILHAS MARGEM SUL
02-08 22.00 CHUPA MISTO F. C. J. F. SABUGAL
03-08 19.00 URGUEIRA SABUGAL +
03-08 21.00 C. M. SABUGAL H’RAKI
03-08 22.00 OS MALCATENHOS CHUPA MISTO F. C.
04-08 19.00 MARGEM SUL MEGA PUTOS
04-08 21.00 C. M. SABUGAL OS MARAVILHAS
04-08 22.00 J. F. SABUGAL URGUEIRA
05-08 19.00 SABUGAL+ H’RAKI
05-08 21.00 URGUEIRA OS MALCATENHOS
05-08 22.00 CHUPA MISTO F. C. MARGEM SUL
06-08 19.00 MEGA PUTOS OS MARAVILHAS
06-08 21.00 H’RAKI J. F. SABUGAL
06-08 22.00 C. M. SABUGAL SABUGAL +
07-08 19.00 OS MALCATENHOS H’RAKI
07-08 21.00 MARGEM SUL URGUEIRA
07-08 22.00 OS MARAVILHAS CHUPA MISTO F. C.
08-08 19.00 MEGA PUTOS C. M. SABUGAL
08-08 21.00 J. F. SABUGAL SABUGAL +
08-08 22.00 H’RAKI MARGEM SUL
09-08 19.00 URGUEIRA OS MARAVILHAS
09-08 21.00 CHUPA MISTO F. C. MEGA PUTOS
09-08 22.00 SABUGAL + OS MALCATENHOS
10-08 19.00 C. M. SABUGAL J. F. SABUGAL
10-08 21.00 MARGEM SUL SABUGAL +
10-08 22.00 OS MARAVILHAS H’RAKI
11-08 19.00 MEGA PUTOS URGUEIRA
11-08 21.00 CHUPA MISTO F. C. C. M. SABUGAL
11-08 22.00 J. F. SABUGAL MARGEM SUL
12-08 19.00 SABUGAL + OS MARAVILHAS
12-08 21.00 H’RAKI MEGA PUTOS
12-08 22.00 OS MALCATENHOS J. F. SABUGAL
13-08 19.00 C. M. SABUGAL OS MALCATENHOS
13-08 21.00 URGUEIRA CHUPA MISTO F. C.
14-08 21.00 1.º LUGAR 4.º LUGAR
14-08 22.00 2.º LUGAR 3.º LUGAR
15-08 17.00 VENCIDO JOGO 45 VENCIDO JOGO 46
15-08 18.00 VENCEDOR JOGO 45 VENCEDOR JOGO 46

jcl

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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