Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDeixem-me que da serra me volte para o mar. É por aí que agora todos andamos na procura do fresco e do azul. E o mar surge-nos como numa dupla: ora profundo, silencioso e calmo, ora furioso e incomplacente. Nesta fase não perdoa e não só ameaça destruir, como destrói mesmo, sem dó nem piedade.
Mas, serra e mar são dois pólos a tocar o Infinito. Por isso os aprecio e respeito e a sua magia me encanta a cada hora, naquela paz, silêncio e calma sem medida.
Deixo uma canção para algum amante da música poder musicar…

CANÇÃO DO MAR

Refrão
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta
O pensamento
Teu azul
Teu ribombar
Nas asperezas do vento
Traz música
Melodias
No teu modesto cantar.

Traz sons, melodias.
Suaves canções de embalar
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta teu cantar.

Alivias meu cansaço
Alicias meus sentidos
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta meus gemidos.

Viagens das descobertas
Promoveste Portugal
Ó mar de ondas revoltas
Limpa, limpa o areal.

Alargas o meu olhar
Tão leve, em ondas revoltas
Ó mar de fortes poderes
Leva, leva-m’as afrontas.

Como desejaria, ó mar
Tua água fresca e pura.
Ó mar de ondas revoltas
Traz-me odores de frescura.

Poluídas são por vezes
Tuas águas, que tristeza!
Ó mar de ondas revoltas
Despolui a natureza.

(Poema de Arco-Íris)

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
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