Continuo hoje o meu roteiro gastronómico, falando dos locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Hoje saímos do Sabugal, seguimos pela antiga estrada de Penamacor, paramos no Santuário da Sra da Póvoa (relembrando mais uma vez a nossa Sacaparte), atravessamos Meimoa onde, em querendo, se pode parar na Cooperativa e comprar os seus bons queijos, sobretudo o de cabra.
Já não se entra em Penamacor, mas também não haveria tempo pois queremos chegar cedo a Castelo Branco, cidade que vem sofrendo intervenções de requalificação urbana de grande qualidade.
Chegados a Castelo Branco, visite-se o antigo Largo da Devesa, hoje uma grande e bela Praça Pública, palco muitas vezes de espectáculos e onde se pode ocupar uma mesa nas esplanadas criadas, saboreando um café.
Mas aproveitemos e vamos até ao Jardim do Paço, alvo também de intervenção requalificadora, e entremos no Museu Tavares Proença onde, para além do rico espólio exposto, se podem ver exemplares extraordinários do bordado de Castelo Branco, e ver as bordadeiras que ainda hoje ali tecem os bordados que, aliás, se podem encomendar.
É a altura de voltar ao Centro Histórico, visitar a Sé e rumar à Praça Velha, bem no Centro antigo da Cidade. Dali, 50 metros andados, visite-se o Museu Cargaleiro, onde se podem apreciar, num espaço maravilhoso, peças deste grande artista português ainda vivo, bem como da sua colecção.
Agora, e sendo perto da uma da tarde, é a altura de entrar no restaurante «Praça Velha», ali mesmo na praça do mesmo nome. Construído numa casa senhorial antiga, os seus proprietários souberam preservar os granitos e as madeiras antigas e é neste espaço que vamos almoçar.
Aconselho ir num dia de semana (excepto às segundas que está encerrado), e a escolher o menu do dia.
Comecemos por nos deliciar com uns bocadinhos de queijo curado em azeite, ou num pedaço de pão embebido em azeite de boa qualidade.
Gosto de um restaurante onde nos colocam de imediato água nos copos sem nos trazerem as habituais e pagas «garrafinhas de água». Se se quiser vinho, aceite-se a sugestão do pessoal de serviço.
Eis que chega um «petit amuse bouche» (traduzido à letra, um pequeno agrado de boca), oferta do cozinheiro e que nos prepara para uma boa e quente sopa.
Segue-se o prato de carne ou de peixe conforme tivermos escolhido.
A mesa das doces e fruta chama-nos a atenção e dali podemos escolher a sobremesa que quisermos, após a escolha que os olhos e o apetite tiverem feito. Termine-se com um bom café.
O serviço e o ambiente são do melhor que há. A cozinha opta claramente pelos produtos tradicionais e pela forma tradicional de os cozinhar.
E, como disse na semana passada, estamos prontos(!) para rumar à A23, aconselhando-se a dar o volante a quem não tenha bebido…
Preço da refeição? Uma surpresa total, pois se se optar por este tipo de refeição, pagar-se-á apenas doze euros e meio por pessoa, sem o vinho, chamando a atenção para que este menu só funciona ao almoço dos dias de semana, pelo que ao jantar e ao fim de semana o custo da refeição sobe e muito…
Na próxima viagem vamos almoçar em Rio de Moinhos, mas isso fica para a semana.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

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