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O advogado sabugalense David Pina, falecido em Dezembro, foi esta terça-feira, 6 de Julho, homenageado pelo Rotary Club de Lisboa, do qual foi membro, através de um jantar em que a prelecção evocativa foi proferida pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa.

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A iniciativa aconteceu no Hotel Tivoli, em Lisboa, onde se juntaram dezenas de companheiros «rotarios», colegas advogados, magistrados, familiares e amigos de David Pina.
A sessão evocativa iniciou-se com o ritual próprio do clube, com a saudação às bandeiras. Depois actuou o coro do Tribunal da Relação de Lisboa (CORELIS), que interpretou um conjunto de canções que eram do gosto especial do advogado de Pousafoles do Bispo.
Após o jantar falou o professor Marcelo Rebelo de Sousa, que fez uma muito apreciada prelecção dedicada às muitas paixões de David Pina. E o professor de Direito, amigo e colega «rotario» do homenageado, evocou algumas dessas grandes paixões.
Desde logo a paixão pela família, pela mulher e pelos dois filhos. Também a paixão por aprender e por ensinar, o que o levou a percorrer muitas terras e muitas escolas, sempre em busca do saber. Foi um distinto pedagogo, que ensinou em Lisboa, Paris, Bruxelas, Toulouse, Grenoble, Lille, Bordéus, Genéve.
Viveu também a paixão pela sua profissão, a advocacia, e as muitas actividades a que se dedicou. Viveu como cidadão português e europeu, dedicado a inúmeras causas e inserido em diversos movimentos.
Teve um papel determinante em múltiplas associações nacionais e internacionais, em áreas como as da integração europeia, do Direito Europeu, do Direito Comparado, do Direito da Concorrência ou do Direito da Propriedade Industrial.
Convicto europeísta, foi autor de obras individuais e colectivas sobre o Acto Único, o Tratado de Roma ou a política regional como instrumento da integração europeia.
Marcelo Rebelo de Sousa, deixou sobretudo bem vincada a «paixão de viver» de David Pina:
«A paixão com que colocou o seu vasto saber e a sua capacidade de ensinar, de comunicar e educar ao serviço das causas sociais mais nobres, mais exigentes e mais dignas, como as da luta pelos direitos das pessoas, do combate à fome, à miséria, à pobreza, às injustiças sociais. Na resistência às ditaduras, às intolerâncias, às xenofobias, aos racismos. A paixão com que conduziu essas lutas, em todos os movimentos a que pertencia, sem desfalecimentos ou condescendências. A paixão com que fez da sua vida muitas vidas: marido, pai, amigo, companheiro, estudioso, professor, advogado, dirigente associativo, comunicador, autor, militante português e europeu, defensor de valores e batalhador pelos injustiçados e espezinhados.
Muitas vidas sabia tocar, com aquelas qualidades que distinguem as novas fileiras, qualidades que pude testemunhar, já lá vão quase 40 anos quando nos conhecemos na mesma escola de Direito e em mim nasceu uma irreprimível admiração pelo David Pina.
Era, como seria sempre, forte no carácter e vincado na postura. Era, como seria sempre, visceralmente bom no coração e visionário no temperamento. Era, como seria sempre, esclarecidamente líder na formação, mas extraordinariamente generoso.
Excessivo na dedicação aos outros – dava sempre mais do que recebia –, não conhecia limites de disponibilidade, de esforço, de entrega, sempre com a palavra amiga, com o humor rápido, com o humor bem português.»
Depois das efusivamente aplaudidas palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, seguiram-se algumas intervenções de colegas e amigos de David Pina, dentre elas a de Joaquim Esteves Saloio, natural da Torre, concelho do Sabugal, amigo de sempre do homenageado, que o conheceu quando estudaram no Seminário do Fundão, onde primeiramente se prepararam para a vida. «Tenho a certeza que muito do que foi David Pina e que aqui nos foi magistralmente transmitido pelo professor Marcelo Rebelo de Sousa, também se deveu ao que aprendeu no seminário», disse Esteves Saloio.
David Pina nasceu em 1943 em Pousafoles do Bispo. Licenciado em Direito, dedicou-se à docência e à advocacia, empenhando-se também em inúmeras causas sociais. O seu escritório de advogados, na Avenida 5 de Outubro, em Lisboa, recebeu em estágio inúmeros jovens sabugalenses, que ali tiraram o seu estágio de advocacia. Foi fundador e dirigente da Casa do Concelho do Sabugal e era um homem que amava muito a sua terra e os seus conterrâneos.
plb

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Esta é uma frase que cada vez se ouve mais, é um sentimento de tantos que se sentem anganados no dia-a-dia. Que seja em França, Portugal ou qualquer outro país, o beneficio e a riqueza de muitos é conseguida através de comportamentos menos escrupulosos, até ao ponto que muitos só são felizes quando conseguem enganar o vizinho, o amigo ou familiar, o sócio ou o patrão. Ninguem escapa à esta situação por via do usucapião e o nosso concelho não é excepção.

Usucapião

Paulo AdãoHá alguns tempos li um artigo, no qual se dizia que em Portugal, um quinto do território nacional, (20%) não são de ninguém, não têm dono, ou como dizia o artigo, não se conhecem os seus proprietários. Muitas propriedades estão sem dono, porque aquando das herdanças familiares, aquando das partilhas, vendas e compras, tudo era feito apenas por voz. A palavra dos vendedores e compradores eram suficientemente sérias para não ser preciso qualquer reconhecimento ou acto de escritura (outros tempos). Além disso, nas partilhas e herdanças familiares, porque alguns membros se encontravam já no estrangeiro, a maioria das «transacções» nunca foram oficiadas nem inscritas nos registros oficiais. Em algumas aldeias, segundo contam algumas «velhas» vozes, existiriam prédios ou casas, que eram construidas pelo povo em benefício de uma ou outra empresa para que esta, aí colocasse algum empregado com as respectivas familias e ajudasse com isto à aumentar a população que se reduzia dia a dia com a emigração. Tudo era feito oralmente, sem qualquer registo escrito e menos ainda oficial.
Hoje muitos são aqueles que têm inumeros problemas, quando querem comprar um terreno ou uma casa para voltarem às suas aldeias. Apercembem-se nesse momento, que o terreno ou a casa onde viviam os pais, nunca constou nas escrituras, que os terrenos onde foram construidas casas ou barracões pertencia a tal e tal familias, mas pouco ou nada mais se sabe e existe. Não há cadastro das propriedades. Em Abril de 2009 o governo anunciou um investimento de 700 milhões, até 2016, para tentar resolver e meter em ordem esta situação.
No nosso concelho (como talvez em outros), é do conhecimento de todos uma prática corrente, levar duas ou três testemunhas frente a um notário, que vão testemunhar em favor do comprador, que este ou aquele terreno, esta ou aquela casa sempre lhe pertenceu e que a herdou, que a comprou ou que lhe foi oferecida e que ocupa os terrenos ou casa há mais de 20 anos pagando as suas prestações e fazendo todos os trabalhos de manutenção, (a lengalenga do costume). Sem duvída que isto tem «desenrascado» a vida a muito boa gente e têm sido a solução para aquilo que parecia não tê-la, mas não será também este uma método que permite a gentes com menos escrupulos de se apropriar de algo que não lhes pertence?
Ontem, folheando o jornal deparei com a página das escrituras, na qual se informa, que por escritura de Junho último se certifica que uma empresa (do Sabugal) é proprietária de uma casa em Aldeia do Bispo, por usucapião.
Da mesma maneira que esta empresa não conseguiu ainda provar por qualquer documento o modo de aquisição e que lhe dê direito de propriedade, também eu não conseguirei provar quando digo que essa casa tivesse sido construida pela povoação para que esta empresa aí colocasse os seus empregados.
Mas uma coisa é certa. Esta casa está abandonada há cerca de 20 anos, (há 17 anos concretamente) contrariamente ao publicado no qual se diz que ocupa ininterruptamente desde que a compra foi efectuada pelo ano de 1968. Também consta na publicação desse artigo, que esta empresa sempre fez as obras necessárias de conservação, pagando as contribuições e impostos. Bem se não havia escrituras nem documentos oficiais que provem essa compra, quais são as contribuições ou impostos que se pagam? Obras de conservação? Basta olhar para a casa e verificar o seu estado de degradação e abandono, para confirmar que nada foi feito nos últimos 20 anos. E nos outros 20 se houve alguém que fez trabalhos de conservação não foi sem dúvida alguma essa empresa que os fez ou financiou.
Se tal empresa é confirmada proprietária dessa propriedade, não é pelo usucapião, mas sim por outras artes e manhas, ou pelos testemunhos apresentados, no minímo duvidosos e interessados.
Quando se olha para os textos da lei, do código do registo predial, das justificações e usucapião, e se vêm estas situações, percebe-se que isto, apenas é possivel numa sociedade onde a anarquia ganha terreno e como diz o povo, onde quem tem olho é rei, onde meio mundo anda a enganar o outro meio mundo.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Sábado à noite, dia 3 de Julho, na Festa do Cavalo e do Toiro, no Soito, houve um espectáculo com a Fanfarra Kaustica.

Fanfarra Kaustica - Soito - Sabugal

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Banda constituída por 11 elementos, a Fanfarra Kaustica, de Águeda, foi uma das coisas melhores, musicalmente falando, a que tive oportunidade de assistir, nos últimos tempos.
Dentro do estilo das fanfarras da Europa de Leste (como a famosa Fanfare Ciocarlia, da Roménia), a Kaustica compreende saxofones, trompetes, tubas, trombones, pratos, caixa e bombo. Todos os músicos são acima da média.
Os arranjos são espectaculares. Vê-se que há ali muito tempo de ensaios.
Para além de alguns temas conhecidos, como «Sodade», tornada famosa na voz de Cesária Évora, o reportório da Fanfarra Kaustica inclui temas originais.
O seu estilo de apresentação com óculos escuros, gravatas amarelas e fato preto, completado com um chapéu, também preto; é uma das características marcantes da banda, que tanto pode actuar em palco, como fazer animação de rua. No caso do espectáculo no Soito, actuou na rua.
Pode-se falar, sem qualquer dúvida de um estilo musical muito animado, que poderá designar-se como «Punk Filarmónico».
Esta foi uma grande aposta para a animação da Festa do Cavalo e do Toiro. Só é pena que já tenha actuado muito tarde, quando o público já não era muito. Mas ficaram aqueles que realmente gostam de música e não arredaram pé.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Recebemos dos vereadores do Partido Socialista no executivo da Câmara Municipal do Sabugal, uma tomada de posição apresentada em reunião da Câmara Municipal do Sabugal realizada esta quarta-feira, 7 de Julho de 2010.

PS - Partido Socialista - Sabugal«Os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista, vêm através desta declaração apresentada à mesa do Executivo Municipal na reunião do dia 07/07/2010, a sua posição no que diz respeito à eleição do novo Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, realizada na reunião de executivo do dia 16/06/2010.

DECLARAÇÃO

Os Vereadores do Partido Socialista, vêm por este meio impugnar a deliberação em que foi eleito o Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, presidido pelo Sr. Vereador Joaquim Ricardo, com os seguintes fundamentos:

1 – Na reunião da Câmara Municipal de dezasseis de Junho de dois mil e dez, estavam presentes todos os Vereadores à excepção do Sr. António Dionísio, ou seja seis membros do Executivo Municipal;
2 – Aquando da apresentação da proposta do Conselho de Administração da Empresa Sabugal +, feita pelo Sr. Presidente de Câmara, a Vereadora Sandra Fortuna contestou a forma como todo o processo foi conduzido, já que fazendo ela parte do anterior Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, não podia concordar que não tivesse havido informação e destituição prévia dos corpos sociais da Empresa Municipal Sabugal +. Antes da formulação da nova proposta sugeriu a retirada da mesma e agendamento para data posterior. Sugestão essa recusada pelo Sr. Presidente de Câmara;
3 – Como protesto por esta metodologia informou abandonar de imediato a reunião no que foi acompanhada pelo outro Vereador eleito pelo P S, Sr. Luís Nunes;
4 – A partir desse momento a reunião de Câmara prosseguiu apenas com quatro elementos, ou seja, os três eleitos pelo P S D e o Vereador eleito pelo MPT, o elemento proposto pelo Sr. Presidente de Câmara Municipal para presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +;
5 – Nos termos da legislação em vigor, designadamente do art.º 89 da Lei 169/99 de 18 de Setembro com a redacção que foi dada pela Lei 5 a/ 2002 de 11 de Janeiro actualizada pela Lei 67/2007 de 31 de Dezembro, as Autarquias Locais só podem deliberar quando estiverem presentes a maioria legal dos seus membros. O art.º 22, n.º 1, do código do procedimento administrativo diz que os órgãos colegiais em geral só podem deliberar quando estiver presente a maioria dos seus membros com direito a voto;
6 – É absolutamente certo e seguro que o Sr. Vereador do MPT Joaquim Ricardo, uma vez que, fazia parte da lista proposta para o Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, estava impedido por esse motivo de participar na discussão e na votação desse ponto da ordem de trabalhos (art.º 90, n.º 6, da Lei de Competências das Autarquias Locais);
7 – Ou seja, com a sua saída obrigatória da sala de reuniões, o Executivo Municipal naquele momento ficava reduzido a três membros presentes na reunião, logo, sem quórum para reunir e deliberar, pelo que a reunião devia ter sido suspensa nesse momento por falta de quórum, cabendo ao Sr. Presidente de Câmara designar outro dia para a continuação da reunião, tal como prevê o n.º 3 do art.º 89 da mesma Lei;
Em conclusão, entendemos que a eleição do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal +, assenta numa deliberação nula e de nenhum efeito, não podendo portanto ser considerado legal, pelo que aconselhamos a que tal conste na acta nos termos que aqui enunciamos.
A não ser assim, entendendo o Sr. Presidente de Câmara prosseguir com este procedimento ilegal, só nos resta utilizar todos os meios ao nosso alcance junto das entidades que tutelam as Autarquias Locais.
Os Vereadores do Partido Socialista:
Luís Nunes
Sandra Fortuna
Francisco Vaz»

A declaração foi publicada na íntegra.
jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

A Festa do Cavalo e do Toiro decorreu no fim-de-semana, de 3 e 4 de Julho, na Praça Municipal do Soito. No sábado reuniram-se cavaleiros para um passeio durante a manhã e à noite actuaram diversos grupos musicais. No domingo à tarde teve lugar uma corrida de toiros a cavalo com os cavaleiros Joaquim Bastinhas, Pedro Salvador e Marcos Tenório. As pegas estiveram a cargo dos Forcados Amadores de Ac. Elvas, Coimbra e Monsaraz. Os seis toiros da lide pertenciam à Ganadaria de Aldeanueva. A corrida foi organizada pela empresa António Morgado com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+».

GALERIA DE IMAGENS  –   6  E  7-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl


No dia 6 de Julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal, com início às 16,30 horas e com a presença de uma dúzia de criadores de gado caprino e três presidentes de Junta de Freguesia – Foios, Soito e Aldeia do Bispo – o Presidente António Robalo, acompanhado do vereador Ernesto Cunha e do Veterinário Martinho, deu início à sessão cumprimentando e agradecendo a presença de todos.

José Manuel Campos - Nascente do CôaO Presidente António Robalo deu a palavra a todas as pessoas que pretenderam falar para apresentarem os problemas e alguns pontos de vista tendentes à resolução dos mesmos.
A maioria dos intervenientes falaram do baixo preço do leite. É, na verdade, uma vergonha o preço praticado com esse precioso líquido. O preço tem rondado os 30 ou 40 cêntimos que é, de facto, uma provocação a quem persiste desenvolver a actividade.
Houve quem tivesse afirmado que durante largos anos o preço do leite esteve muito próximo do preço do vinho mas a força deste fê-lo disparar para os preços que todos conhecemos.
Tanto o Presidente Robalo como o experiente e conhecedor Dr. Veterinário Martinho iam ouvindo e dando as achegas julgadas convenientes. As intervenções foram sempre com ideias de força e ânimo para quem desenvolve a actividade.
Todos os participantes na reunião têm plena consciência de que a actividade atravessa tempos muito difíceis. Os poucos pastores que ainda resistem estão, francamente, cansados, desanimados e sem substitutos à vista.
O baixo preço do leite, a proibição de se poder fazer o bom queijo e de se poderem abater os cabritos são convites ao desânimo e à desistência.
Encontro Caprinicultores - SabugalMas como dos fracos não reza a história agradou-me a intervenção do Presidente Robalo que rapidamente verificou que é urgente criar mais algumas queijarias no nosso concelho. Foi dito que a queijaria de Malcata está encerrada e que não tem capacidade para transformar mais de trezentos litros de leite o que é manifestamente pouco.
Disseram que a queijaria que se encontra sedeada na localidade da Quarta Feira tem funcionado muito bem mas que também está no auge da sua produção.
Na qualidade de autarca congratulo-me com a vontade política manifestada pelo Sr. Presidente António Robalo para a criação de mais algumas queijarias.
Eu, depois da dita reunião, conversei com os pastores dos Foios – seis – e verifiquei que todos eles entenderam que a criação de uma queijaria é absolutamente imperiosa.
Tenho plena consciência da excelente qualidade de queijo que todos os dias se produzem nos Foios. A procura é enorme e sei que esta actividade tem também um enorme peso na economia local. O queijo, a castanha e o feno ajudam a viver um razoável número de famílias.
Aproveito então a boa vontade manifestada pelo Presidente António Robalo para lhe transmitir que a Junta de Freguesia de Foios, amanhã, quarta feira, já se põe em campo para poder negociar uma tapada onde a dita a ambicionada queijaria possa vir a ser implantada.
Que surja esta e outras mais, são os meus sinceros votos.
Vamos a isso, Sr. Presidente. Conte connosco porque nós também contamos consigo.
Alma até Almeida. Viva o progresso.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

O «penmagor» – II Encontro de Terapias Alternativas decorre entre os dias 17 e 18 de Julho nos Jardins da Biblioteca Municipal de Penamacor.

O programa inclui actividades com mandalas, astrologia, biodanza, calendários maya, constelações familiares, danças bioenergéticas, leitura da aura, massagens, meditação taças tibetanas, método louise hay, reiki, tarot, yoga, yoga do riso, florais de bach, palestras, workshops e uma exposição de artesanato ecológico e reciclado. A organização está a cargo da Câmara Municipal de Penamacor e da «penmagor».

Terapias Alternativas - Penamacor

jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

O «I Festival Meda+», com concertos de música moderna portuguesa, decorre, na cidade de Mêda, nos próximos dia 16, 17 e 18 de Julho.

Festival Música - MêdaO «I Festival Meda+», organizado pela Junta de Freguesia de Mêda e pela Associação Juvenil «Meda+», com o apoio da Câmara Municipal, visa promover e divulgar algumas das bandas mais promissoras e estabelecidas do panorama musical português. Outro dos objectivos do festival é mobilizar a juventude na promoção da cultura emergente da música e da prática desportiva.
A cidade da Mêda, encontrando-se numa área geográfica privilegiada, quer oferecer um fim-de-semana especial a todos os jovens que se desloquem ao concelho e, por isso mesmo, disponibiliza parque de campismo gratuito (durante os dias do festival) bem como a prática de outras actividades propostas no programa.
Entre os projectos musicais presentes no cartaz destacam-se as bandas «João Só e os Abandonados», «Dogma» e «D3O», grupos com alguma afirmação na música moderna portuguesa.
.A Associação Juvenil «Meda+» e a Junta de Freguesia de Mêda convidam-no, desde já, a estar presente no festival que decorre nos dias 16, 17 e 18 de Julho.
jcl (com C. M. Mêda)

Actualmente, a par das Vidas Paralelas de Plutarco, ando a reler as Cantigas de Santa Maria de Afonso X, em galaico-português, obra produzida na corte daquele rei Leonês.

João ValenteTrata-se de uma composição com repertório devoto e profano, fortemente satírico, que reelaborando motivos narrativos de várias origens, episódios da vida quotidiana, contos devotos designadamente tradição popular, narrativas marianas em latim medieval, Miracles de Notre Dame de Gautier de Conci, resume magnificamente as almas da Ibéria medieval da lírica galaico-portuguesa.
A colectânea apresenta-se-nos como uma obra ainda em elaboração que se vai enriquecendo com novos textos até ao fim da vida do rei Afonso, onde o monarca aparece como um hábil narrador à semelhança da função narrativa das cantigas de maldizer e d’escarnho, que também forneciam formas originais de conto; uma espécie de «novelar».
A versão das Cantigas que possuo é a magistral edição dirigida por Walter Mettmann, de que me servi para traduzir a seguinte cantiga, baseada num facto de crónica miúda, no caso um episódio de algaria (expedição militar) da reconquista, narrado de forma directa e com singela brevidade. Só peço desculpa pela má tradução, a qual não faz jus ao galaico-português e à sintaxe, que abusa na mesma frase dos particípios em contraponto com os tempos presentes, num artifício literário de prolongar a acção do passado no presente da narração, conferindo ao texto um sabor muito peculiar:

Como Santa Maria quis salvar uma moura que tinha um filho nos braços
Em cima duma torre entre duas amas, e caindo a torre,
Não morreu nem o seu filho, nem lhes aconteceu nada,
Devido à oração dos cristãos.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado,
e protege do mal por ela o que lhe é encomendado.

Porque estas duas coisas fazem muito prontamente
ganhar amor e graça dela, se devotamente
se fizerem como devem; e assim abertamente
tenha essa virtude todo o homem necessitado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E sobre este milagre peço-vos que me ouçais
que o fez Santa Maria; e se nisto atentais,
ouvireis uma grande maravilha, e certos sejais
que pela oração aflita foi já muito homem resgatado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Na fronteira um castelo de mouros muito forte havia
que combateram os cristãos que saíram em algaria
d’ Ucles e de Calatrava com muita cavalaria;
e estava com eles Dom Afonso Teles, rico-homem estimado,

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Que trazia grande companhia de muitos bons cavaleiros,
Entusiasmados e aprestados, e demais bons guerreiros
e muitos almocreves, peões e besteiros,
pelos quais muito depressa todo o castelo foi tomado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

O castelo foi por todos os lados fortemente combatido
e seus muros se desfizeram, pelo que um grande medo foi sentido
pelo povo que estava dentro; o qual vendo-se vencido,
se refugiaram numa torre muito forte. Pelo que de cada lado

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Minaram a torre e deitaram-lhe fogo para a queimarem;
e os mouros que estavam dentro, para se melhor protegerem
do fogo, entre as mulheres trataram de se esconderem;
e assim morreram muitos daquele povo malfadado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Com esta aflição tão grande do fogo que os cegava
e também do fogo que muito forte os queimava,
uma moura com seu filho, que muito mais que a si amava,
levantou-o acima dos braços, para que não fosse queimado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E entre duas mulheres se foi sentar a mourinha
com o filho pequeno que nos seus braços tinha;
e apesar do muito grande fogo de todas partes vinha,
a moura não foi queimada nem seu filho chamuscado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

O mestre Dom Gonçalo Eanes de Calatrava,
que servia a Deus entre os mouros guerreando
e por isso com Dom Afonso Teles mandava
combater aquela torre, de que já tinha-mos falado,

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

Quando viram que a torre estava toda minada
e viram entre as mulheres aquela moura assentada,
lembrou-lhes a imagem de como está retratada
a Virgem Santa Maria que tem seu Filho abraçado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E deles tiveram piedade quantos cristãos
a viram, e com grande pena levantaram a Deus as mãos
para que os livrasse da morte, apesar de serem pagãos;
e por isto quis Deus que um grande milagre fosse realizado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

E aquela parte da torre onde eles estavam em tanto aperto
Caiu em terra sobre um grande chão aberto
mas nenhum deles ficou morto, ferido ou encoberto,
nem tão pouco a mãe e o filho; mas pousou-os num prado

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…

A Virgem Santa Maria, a quem por ela rogavam
os cristãos. Com isto todos muito se maravilhavam;
a ela e a seu Filho muito grandes louvores davam,
e a moura foi cristã e seu filho baptizado.

Oração com piedade ouve a Virgem com agrado…
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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