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Instalado nas Casamatas, no subsolo do Baluarte de S. João de Deus, o Museu Histórico-Militar de Almeida contém uma exposição permanente e recebe também exposições temporárias, sendo de todo aconselhável uma vista a este local de cultura da vila histórica fronteiriça.

As Casamatas, também chamadas de Quartéis Velhos, são instalações subterrâneas datadas do século XVIII, construídas em abóbada, para efeitos de defesa militar, e que comportam vinte salas e corredores. As casamatas serviam para abrigar os militares da guarnição e a população civil nas situações de bombardeamento, servindo ainda para armazém de mantimentos, possuindo cisterna e poço de água.
Em Agosto de 2009, foi inaugurado o Museu Histórico-Militar de Almeida, que ocupou as várias galerias subterrâneas. É um espaço interactivo e multimédia em que se reconstitui a História de Portugal desde a época medieval até à era contemporânea, com especial destaque para as Guerras Peninsulares, e o cerco de Almeida.
Este interessante e muito bem cuidado museu tem-se tornado num dos locais mais visitados da vila histórica.
Num percurso pelas galerias, temos primeiramente um espaço dedicado às origens de Portugal e de Almeida, onde se expõem elmos e espadas lusitanas, bem como couraças e escudos romanos, para além de painéis interactivos. Passa-se depois à arte militar na Idade Média, onde há diversas armas antigas, elmos e armaduras.
Uma das galerias é dedicada à Guerra da Restauração, onde têm relevo os canhões e algumas gravuras alusivas. Passa-se depois à Guerra dos Sete Anos, ou «Guerra Fantástica», no âmbito da qual Almeida foi, em 1762, cercada e ocupada por franceses e espanhóis.
Merece realce o espaço dedicado à Guerra Peninsular e ao papel que a fortaleza teve no decurso das invasões francesas. Há gravuras alusivas, canhões e outras armas usadas na época, bem como recriações dos militares, envergando fardas militares.
As últimas galerias da exposição permanente são dedicadas às Lutas Liberais, onde Almeida também esteve envolvida, e à Grande Guerra, ou Primeira Guerra Mundial, onde tombaram muitos soldados naturais do concelho de Almeida.
Na actualidade está patente ao público uma exposição temporária denominada «As linhas de defesa de Lisboa durante a Guerra Peninsular». Trata-se de uma exposição cartográfica que mostra como as chamadas Linhas de Lisboa, permitiram que Portugal conservasse a sua independência ao evitarem que as tropas de Napoleão ocupassem a capital. O sistema defensivo, idealizado por Lord Wellington, foi construído pelo povo, sob orientação de engenheiros militares ingleses, portugueses e alemães.
Uma vista à fortaleza de Almeida e ao Museu Histórico-Militar é a viva sugestão que deixamos a quem anda pelas terras da raia neste Verão.
plb

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A Feira Franca no Largo do Castelo do Sabugal «acontece» no último domingo de cada mês. Excepcionalmente em Julho está marcada para este sábado, 31 de Julho, entre as 9 e as 19 horas. As duas próximas edições podem ser visitadas nos domingos, respectivamente, dias 29 de Agosto e 26 de Setembro. A organização é da responsabilidade da Casa do Castelo e conta com o apoio da Câmara Municipal do Sabugal, do Capeia Arraiana, da Rádio Caria e da LocalVisãoTv.

Feira Franca - Largo Castelo Sabugal - Casa do Castelo

jcl

Em tempo de férias há uma tendência natural para esquecer os problemas. Depois de aceitarmos não ser possível fazer aquelas férias com que sonhámos todo o ano, resta-nos aproveitar o sol. Esquecemos já o deficit e as medidas para o combater. Esquecemos o aumento do IVA, o imposto excepcional sobre os rendimentos do trabalho ou simplesmente as medidas alternativas que foram propostas, mas que o governo não aceitou.

José Manuel Monteiro - Largo de Alcanizes - Capeia ArraianaVem tudo isto a propósito das notícias recentes.
A PT faz um encaixe líquido de cerca de 3,8 mil milhões de euros, com a venda da VIVO à Telefónica por 7,5 mil milhões de euros e a aquisição de uma quota na OI.
O resultado líquido da transacção, será uma parte distribuída pelos accionistas, a título de dividendos. Estes terão uma retenção de 20%, de imposto, se for pessoal singular, podendo 50% desses dividendos serem englobados nos rendimentos dos seus titulares, ficando os 20% retidos como pagamento por conta.
Serão tributados se não forem colocados em offshores. Está visto que os accionistas não são funcionários públicos, nem simples trabalhadores por conta de outrem.
Mas, relendo os jornais do dia, outra notícia nos surpreende, ou talvez não, vejamos:
«Bancos com mais 12 % de lucros e menos 1/3 em impostos.»
Pois é, parece que a banca portuguesa, como todo o sector financeiro, lucra com a crise, crise em grande parte da sua responsabilidade.
Vejamos um quadro comparativo entre lucro e impostos (fonte DN, de 29-7).

BANCO LUCRO IMPOSTOS
BCP + 10,7 % – 52,7 %
BES + 14,6 % – 59,6 %
BPI + 11,8 % – — %
Total + 12,9 % – 68,9 %

Há muito que se exige que o sector financeiro pague os mesmos impostos que as restantes empresas, há muito que se pede para que as transacções bolsistas sejam tributadas.
Se a forma como é distribuído o rendimento é indicador dos índices de desenvolvimento, também a forma como a carga fiscal é aplicada é indiciadora das políticas praticadas.
Afinal a crise não é para todos.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Foi constituída, no dia 28 de Julho de 2010, a Associação de Freguesias da Raia Sabugalense (AFRS), que inclui Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Foios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.

José Manuel Campos - Nascente do CôaHá já algum tempo que os Presidentes de Junta iam promovendo encontros com vista à criação da AFRS. A uma determinada altura os presidentes entenderam por bem contactar com o advogado Victor Coelho para que ele, na qualidade de jurista, pudesse dar os passos necessários e convenientes tendentes à constituição da associação.
o acto aconteceu num ambiente onde se respirava um ar de felicidade visto que, ao fim de bastantes reuniões, com avanços e recuos, se pôde sentir que afinal valeu a pena.
Após conclusão da escritura os presidentes das respectivas Juntas marcaram uma reunião, para as 21 horas do dia seis de Agosto, na freguesia de Alfaiates, onde a AFRS vai ter a sua sede.
Nesse dia serão debatidos todos os aspectos formais e logísticos e no mês de Setembro associação estará em condições de poder fazer a apresentação, às mais diversas entidades, aprovar o regimento e elaborar o plano de actividades.
O ditado diz que uma caminhada começa num simples passo e nós, presidentes de junta das freguesias acima mencionadas, temos plena consciência de que já iniciámos a caminhada. O caminho é longo e sinuoso mas a vontade de podermos inverter a tendência da desertificação é enorme.
Todos temos plena consciência de que nas nossas freguesias todos anos morrem, em média, dezena e meia de pessoas e a maioria dos jovens partem para outras paragens visto que por cá os empregos são muito raros.
Sabemos que também teremos que ser unidos, acutilantes e ambiciosos. Todos temos consciência de que nada cai do céu. Entrámos em campo pelo que é necessário correr, sofrer e lutar até suar a camisola. A tudo isso estamos dispostos. Este é o ânimo do momento e queremos que prevaleça.
Também nos anima o facto de sabermos que temos uma Câmara e um Governo Civil dispostos a colaborar connosco, nos aspectos mais gerais. Não temos qualquer dúvida de que o Município do Sabugal, na pessoa do seu Presidente, Eng.º António Robalo, e o Governo Civil, na pessoa do Sr. Governador, Dr. Santinho Pacheco, são os nossos principais parceiros e aliados. É absolutamente necessário e conveniente que técnicos e políticos estejam dispostos a trabalhar connosco.
Também não nos deveremos esquecer de que as nossas freguesias são membros de pleno direito do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Duero / Douro. Apenas Vale de Espinho não havia aderido mas o actual executivo está na disposição de também poder vir a integrar o AECT.
Com determinação e perseverança havemos de fazer um bom trabalho em prol das freguesias que representamos.
Para terminar pretendo reconhecer e agradecer a boa vontade, compreensão e empenho das seguintes pessoas: Dr.ª Paula Lemos, notária, sua ajudante Anabela, Dr. Victor Coelho e Ismael, Presidente de Junta dos Forcalhos.
O lema é: «Alma até Almeida». Todos ao forcão!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A igreja matriz de Badamalos, freguesia do concelho do Sabugal, cujo orago é S. Bartolomeu, precisa de ser sujeita a obras, facto que motivou a comissão fabriqueira a lançar um apelo a todos os naturais e amigos de Badamalos para colaborarem na angariação de fundos para o efeito.

A comissão fabriqueira é formada, pelo padre Hélder Lopes e os paroquianos João Nobre, Natália Valente, Manuel Vaz, José Messias e Isabel Monteiro. A mesma pediu orçamentos e predispõe-se a fazer avançar a execução das obras de restauro, começando desde já a angariar apoios financeiros para esse efeito.
A comissão pediu ao Capeia Arraiana para colaborar através da divulgação do propósito e do NIB da conta bancária da comissão: 003507020002192683035.
Badamalos foi em tempos uma abadia da representação do reitor de Vilar Maior, em cujo concelho se situava antes de integrar o concelho do Sabugal. Em meados do século XVIII contava com 350 habitantes, mas hoje tem menos de 100 residentes, sendo uma das mais pequenas freguesias do concelho do Sabugal.
A igreja matriz é o mais importante edifício da freguesia e está situada no centro da povoação. Tem altar e retábulo em talha dourada e o tecto decorado com figuras sagradas. A igreja é ladrilhada, à excepção da capela-mor. O templo é de origem muito antiga, embora o campanário tenha sido construído apenas em 1883.
A igreja, que foi sujeita a grandes obras de restauro em meados do século XX, volta a necessitar de uma intervenção de fundo, estando o povo empenhado em garantir a angariação de meios para esse efeito.
plb

Depois de uma passagem pelo Indie Lisboa em 2009, chega às salas «Louise-Michel», a terceira obra da dupla Gustave de Kervern e Benoît Delépine. Uma comédia negra sobre o capitalismo e as suas consequências junto de uma fábrica numa aldeia francesa.

Pedro Miguel Fernandes - Série BRoman Polanski está a viver uma fase atribulada na sua vida, fruto de um crime cometido no passado pelo qual decidiu fugir à Justiça. Polémicas à parte, isso não o impediu de apresentar um grande filme.
Protagonizado por Ewan McGregor, «O Escritor Fantasma» é a história de um escritor sem nome, que é contratado para escrever a autobiografia de um antigo primeiro-ministro britânico, interpretado pelo anterior James Bond, Pierce Brosnan. À partida nada podia ser mais simples, mas a proposta do realizador polaco cedo nos leva para a área dos thrillers políticos, género que se pensava ter ficado perdido nos idos anos 1970, quando chegaram às salas de cinema títulos como «Os Homens do Presidente».
Neste caso, apesar de nunca assumido, percebe-se que a história podia ser decalcada da realidade actual, pois este ex-primeiro ministro esconde segredos que bem podiam ser os de Tony Blair, com algumas nuances. A começar pelas acusações de que é alvo sobre a Guerra no Iraque, que o levam a ser investigado pelo Tribunal Penal Internacional por crimes contra a Humanidade. A sua sorte é que está em território norte-americano, país que não reconhece este órgão da Justiça internacional, logo safo de julgamento. Blair nunca foi acusado de nada, mas há quem defenda a sua presença perante a Justiça para responder sobre esta questão.
O Escritor FantasmaTodos estes factos vão sendo desvendados aos poucos pelo escritor fantasma, que vai descobrindo os segredos do passado deste antigo homem de poder, que parece ser influenciado por todos os que o rodeiam, à medida que a sua investigação o leva para caminhos estranhos. Desde a descoberta de um anterior escritor que fez um primeiro esboço da obra e morreu misteriosamente, passando por ligações à CIA e a presença de antigos colaboradores do primeiro-ministro que de repente viram para o outro lado da barricada.
Com esta obra Polanski apresenta um dos grandes filmes deste ano, com McGregor em boa forma, que nos faz voltar atrás no tempo, quando os thrillers políticos fizeram História em Hollywood. Este consegue não só ser uma grande história, bastante actual e que nos dá uma boa imagem dos jogos de poder e as ligações escondidas nas relações políticas, como tem um final bastante surpreendente e irónico, que acaba fora do plano, mas que deixa bem perceptível o que acontece.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

António Carlos Saraiva Fernandes é natural do Sabugal e reside há 10 anos na Arrifana, no concelho da Guarda, onde é presidente da Junta de Freguesia, eleito nas listas do Partido Socialista nas eleições de Outubro de 2009. Engenheiro florestal e coordenador técnico do Centro de Formação Agrícola da Guarda, este sabugalense é, aos 34 anos, um dos mais jovens autarcas do distrito.

– O que se destaca na actividade da Junta de Freguesia da Arrifana eleita nas últimas eleições autárquicas?
– No que me diz respeito, trata-se de uma experiência nova, na medida em que não tinha qualquer experiência como autarca. Numa primeira fase procurei, com os demais elementos da Junta, inteirar-me da situação da autarquia, ao mesmo tempo que nos empenhámos em resolver questões mais imediatas. Passada essa primeira fase de adaptação, estamos agora a projectar algumas obras necessárias ao desenvolvimento da freguesia que pensamos vir a candidatar a fundos comunitários.
– Esta freguesia, dada a sua proximidade com a Guarda, tem sido muito procurada por pessoas que trabalham na cidade para aqui fixarem residência, fazendo assim com que venha perdendo a matriz rural que a caracterizava. Isso é um problema acrescido para a Junta?
– Esta freguesia tem uma característica única ao nível do concelho da Guarda. Por um lado é uma freguesia rural, mas por outro lado é também uma freguesia com características urbanas ou semi-urbanas. Isso traz benefícios mas também condicionalismos. Temos na zona do Outeiro de S. Miguel e na confluência da estrada que liga a Pinhel uma área de características urbanas, e já praticamente integrada na cidade. Depois temos o núcleo mais antigo da freguesia, junto à Estrada Nacional 16, que é uma aldeia de características rurais, assim como as anexas da freguesia, que são as aldeias de João Bravo, João Bragal de Cima e Casais da Ribeira, que têm uma matriz rural ainda mais acentuada. Outra particularidade da freguesia é o facto de conter no seu território a intercepção das duas auto-estradas que servem a Guarda, a A23 e a A25, e que nos ligam a Espanha e ao Litoral. As facilidades de acessos e a proximidade da cidade potenciam a fixação de pessoas e de empresas na área da freguesia, sendo notória a procura de espaço para construção.
– E sente que essas características singulares da freguesia dificultam o trabalho da Junta?
– Dificultam, porque nos criam problemas diferenciados que exigem também soluções diferentes. Há problemas próprios de uma freguesia rural, como a assistência aos idosos, a limpeza dos caminhos agrícolas, o abastecimento de água e o saneamento, mas também problemas próprios dos espaços urbanos, como a necessidade de espaços de diversão e de lazer. Por outro lado, os habitantes da área mais urbana resistem muito à sua plena ligação à freguesia, na medida em que fixam aqui residência mas trabalham na cidade, à qual acabam por se sentir mais ligados. Aqui haverá um esforço a fazer pela própria Junta, pois temos de procurar abordar as pessoas, motivando-as para interagirem com a demais população e participarem na vida colectiva.
– Qual tem sido o relacionamento com a Câmara Municipal da Guarda na tentativa de resolver os principais problemas da freguesia, nomeadamente aqueles que resultam da expansão urbana?
– Temos mantido neste tempo, que ainda só leva oito meses, uma boa relação com a Câmara Municipal. Sabemos quais as responsabilidades da Junta de Freguesia, mas temos a certeza que muitos dos problemas apenas se resolverão com uma intervenção activa por parte da Câmara. Temos feito uma grande pressão no sentido da sua intervenção nas questões mais urgentes, e tem havido abertura para isso. Foram tomadas algumas acções, como a colocação junto ao Outeiro de S. Miguel de abrigos para as crianças que esperam pelos transportes públicos, situação em que a Câmara correspondeu à nossa solicitação. Necessitamos também de um espaço de lazer paras as crianças da freguesia, situação que espero conseguir resolver em breve com o empenho da Câmara, pois tenho já uma reunião agendada para esse efeito. Estas soluções acontecem de uma forma faseada e de acordo com as disponibilidades de meios da autarquia, situação que temos de compreender.
– A escola básica da Arrifana, que conta com 12 alunos, não vai fechar este ano, mas isso poderá suceder em breve uma vez que uma grande parte das famílias que aqui vivem optam por levar os filhos para escolas da cidade. O que pensa de um eventual cenário de encerramento da escola?
– Na verdade há crianças da Arrifana que vão estudar para a Guarda e para o Outeiro de S. Miguel, que é uma escola regional privada com que a freguesia também conta, e isso provoca a escassez de crianças que se verifica na escola pública. Contudo, no próximo ano lectivo, a escola vai manter-se. Quando o Centro Escolar da Sequeira entrar em funcionamento então é certo que a escola da Arrifana fechará. O centro escolar, cujo projecto conheço, tem todas as condições para o ensino e para o desenvolvimento das crianças. Eu tenho uma opinião muito própria acerca do encerramento das escolas básicas nas aldeias. Penso que não se justifica manter em funcionamento escolas com poucos alunos, que se juntam na mesma sala, independentemente do ano escolar que frequentam. Isto é gerador de problemas de pedagogia e não contribui para o bom desenvolvimento da aprendizagem. Existindo um centro escolar próximo, e no caso da Arriana ele ficará a cinco quilómetros, não se justifica manter a escola aberta nessas condições. Os edifícios das escolas cujos alunos vão para os centros escolares devem passar a ser centros de recolha das crianças, que proporcionem actividades extracurriculares até ao momento em que os pais os vão recolher. Isto implica ter transportes adequados, e aqui defendo o uso de meios de transporte de média dimensão, evitando-se os autocarros que percorrem várias aldeias até encherem, já que o transporte tem que ser rápido, pois não é adequado sujeitar as crianças a viagens longas. Claro que é importante para as aldeias a manutenção das escolas, que são um sinal de vitalidade, mas a realidade é que a população envelhece e as crianças são cada vez menos e elas merecem uma formação pedagógica adequada.
– Como é que a Arrifana apoia os seus idosos, que pelos vistos são cada vez em maior número?
– Temos um centro de dia, inaugurado há pouco tempo, que é uma obra de uma associação de solidariedade social da Arrifana, que presta também apoio domiciliário aos idosos da freguesia. Mas não descuramos a possibilidade de ser criado um lar. Na intervenção que fiz na cerimónia de inauguração do centro de dia disse às entidades presentes que necessitamos de um lar e que para o conseguirmos instalar necessitamos de apoios. Quando a Liga dos Amigos da Arriana decidir avançar nesse projecto a Junta de Freguesia dar-lhe-á todo o apoio.
– Como autarca da Guarda, o que pensa da mais que certa decisão política de passar a haver portagens na A23 e a A25, vias estruturantes para a cidade e para a região?
– Sou completamente contra essa medida. Compreendo que a situação que o país vive, ao nível económico e financeiro, obrigue a alterações nas SCUT, mas o Interior merece uma diferenciação face ao resto do país. Se assim não for, temos que nos valer de taxas pela preservação do meio ambiente, da água, da estabilidade e do controlo da biodiversidade. Ou seja, merecemos ser ressarcidos desse prejuízo. Se não há cidadãos de primeira e de segunda, todos devendo pagar, então quem vive no Litoral tem de nos pagar os prejuízos que temos para que toda a sociedade beneficie. Se ainda existe caça é porque os agricultores e os demais habitantes do interior a preservam, se existe floresta e se se mantêm actividades tradicionais é porque, teimosamente, alguém insiste em o garantir. Mantemo-nos aqui contra todas as adversidades e isso tem um custo. Por exemplo, no inverno quem vive da Guarda tem de pagar um elevadíssimo custo pelo aquecimento, nada comparável com o que se paga no litoral. Face a isto defendo o seguinte em relação às SCUT: nós pagamos as portagens, mas depois somos ressarcidos face às condicionantes de que falei. O mais viável é, em função do rendimento per-capita de cada região definir as que pagam e as que estão isentas. No nosso caso, o pagamento de portagens em vias que atravessam a região vem trazer-nos custos que as nossas empresas, que operam num mercado extremamente condicionado, não podem suportar. As pequenas e médias empresas têm de fazer constantes de viagens nas auto-estradas no desenvolvimento da sua actividade. Se têm de pagar mais esse «imposto» por se deslocarem no distrito ficam assim sem lucros e o resultado é o seu encerramento e o desemprego para quem lá trabalha. Somos poucos e temos pouca representatividade eleitoral, mas temos de por cobro a esta subjugação permanente aos interesses do Litoral.
plb

E assim estamos quase na nossa casa, havendo ainda tempo para falar de locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Hoje saímos da A1 no Carregado, não para irmos ao Campera, mas para almoçarmos num dos bons restaurantes deste País, a KOTTADA.
Do Carregado pouco a dizer, todos conhecemos aquela terra e os fenómenos de urbanização forçada que sofreu nos finais do século passado. É no entanto uma zona empresarial de grande pujança, tirando partido da sua proximidade a Lisboa.
Conheci Fernando Garcia Arguelles (o sr. Fernando), proprietário e responsável pelo Restaurante quando tinha um restaurante em Vila Franca de Xira. A sua simpatia e eficiência, associadas à da sua esposa que lidera na cozinha, fizeram com que ganhássemos uma amizade sincera entre os dois.
A necessidade de se expandir, levou o Sr. Fernando a mudar-se para o Carregado. Para lá chegar, pergunte-se onde é o campo de futebol e o restaurante é no final da Av. da Associação Desportiva do Carregado.
A aposta vai para pratos típicos regionais, tendo como especialidades: Cabritinho de «Alenquer», Cochinilho do «Carregado», Pato das Lezírias, Paelha Mista, Bacalhau em massa folhada e Cozido Castelhano.
Os pratos balançam assim entre o que é tradicional na zona de Alenquer e o que o Sr. Fernando trouxe das suas terras de Espanha.
Para mim, sou fã do Cochinilho do «Carregado», leitão assado no forno tão bom que faz esquecer o da Bairrada, ou o Cozido Castelhano a fazer inveja ao nosso cozido à portuguesa.
Mas aconselho também a Trouxa de Codornizes com legumes, invenção do casal e verdadeira maravilha (a Zona de Alenquer é o maior produtor de codornizes de Portugal…).
As sobremesas são deliciosas, salientando as que levam chocolate quente.
A garrafeira, como não podia deixar de ser, é muito boa e a aposta deve ser em vinhos da região onde estamos.
Preço da refeição? Andaremos pelos vinte e cinco / trinta euros por pessoa.
Estou quase em casa mas ainda tempo para paragens obrigatórias no Concelho de Vila Franca de Xira.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A Rádio Altitude completa hoje, 29 de Julho, 62 anos de emissões. Ou talvez mais. Ou talvez menos. É como a própria cidade: de origem ambígua; romanticamente confusa.

Dizia-se que D. Sancho teria concedido as cartas de foro a 26 de Novembro de 1199. Mas os pergaminhos, sendo anteriores – em quatro séculos – ao calendário de Gregório VIII, não se faziam valer pela contagem dos dias que desde aquele papado rege os povos cristãos. E eis que, revistos os cálculos, acontece a efeméride a 27 (e não a 26). Assim se mudou duas vezes, num curto espaço de tempo, a data do feriado municipal: de 3 de Maio, solenidade da Santa Cruz, para a data putativa do foral; e desta para a corrigida, no dia seguinte. O nascimento da Rádio Altitude também regista imprecisões. Durante décadas assumiu-se que ocorrera, oficialmente, a 29 de Julho de 1949. Assim o determinava a tradição e o testemunhava a placa alusiva que acompanha um velho disco de vinil de 78 rotações, editado pela londrina “The Parlophone” e exposto, agora, no «Átrio da Memória» da Casa da Rádio – a casa de sempre. O tango de Francisco Canaro é um adeus sentido às planícies de terra amarela da Argentina. A melodia sentida faz lembrar o nosso fado, o que tem alguma lógica: é provável que ambos os géneros encontrem raízes na tradição celta, supondo-se que os escravos africanos as tenham transportado para lá do Atlântico, de onde o tango retornou na primeira metade do século XX como novidade dançável e sensual. «Adiós, Pampa Mia» é de 1945 e também trina o começo de uma aventura que percorrerá o sonho e a esperança. É, apesar de tudo, menos fatalista do que o fado cantado. Talvez esse tenha sido o motivo, na mente dos pioneiros: a opção pela confiança no lugar do desalento; da ousadia em vez do desengano. Foi este poema de “Pirincho” Canaro, com arranjo de Mariano Mores, que rodou pela primeira vez, oficialmente, na Rádio da Guarda. A 29 de Julho de 1949. Assim está gravado no bronze. Porém, estudos respeitáveis de Hélder Sequeira, anterior director, mestre em História e Museologia (com tese dedicada, precisamente, à história da Rádio Altitude, que constitui o único documento credível do género) e agora empenhado Provedor do Ouvinte (uma figura inédita na rádio em Portugal, instituída sem obrigação legal, no pressuposto assumido de que cometemos muitos erros mas tentamos não cair no pior de todos, que é nunca reconhecê-los nem corrigi-los), concluíram que as emissões regulares desta Rádio começaram um ano antes, e que mesmo em 1946 já a Rádio existia e transmitia, datando de 21 de Outubro de 1947 o primeiro regulamento interno, assinado pelo então director do Sanatório, Ladislau Patrício. A Rádio Altitude é, pois, uma sexagenária e muito respeitável Senhora, com espírito jovem e arejado – tentando sempre surpreender com novas causas, novas abordagens e novos intervenientes. A mais exaltante característica do recente mas intenso percurso da actual Equipa tem sido, precisamente, a constante reinvenção. E os sinais de aceitação, retorno e credibilidade – que surgem continuamente e consolidam a Rádio Altitude como órgão de comunicação social de referência e um dos poucos oásis no deserto da informação que se produz no interior do país – robustecem a nossa responsabilidade e desafiam incessantemente a nossa imaginação. Tenho o privilégio de dirigir, desde Janeiro de 2004, um notável grupo de trabalho: António Jorge Ribeiro, criativo desenhador sonoro e multifacetado coordenador de emissão; Francisco Carvalho, veterano jornalista que imprime à informação uma marca de experiência e credibilidade; Carla Pinheiro, jornalista frenética e interessada; Carlos Gomes, jornalista metódico e documentado; Teresa Gonçalves, repórter e animadora empenhada e sensível; Sandra Pinto, animadora ocasional que traz um toque de frescura e sofisticação; Joaquim Martins, repórter de garra e de guerra que se fez na nova Rádio; Luís Alberto, a iniciar o caminho; João Neves, o homem da rádio num eterno reencontro com ela; Goreti Susano, fiel depositária de balanços e aflições. Este é meu primordial grupo de amigos, que se destaca pelo profissionalismo e pela vontade de alcançar os objectivos que em conjunto nos propomos. Uma pequena mas enorme Equipa, que desenvolve um extraordinário trabalho. Porque, sendo numericamente escassa, tem uma capacidade de desempenho que ultrapassa, em comparação proporcional, outros projectos com muito maior dimensão e amplitude de recursos. Acrescente-se o inestimável contributo de mais de cinquenta cronistas, comentadores e autores ou colaboradores de programas temáticos, que se foram juntando a este projecto nos últimos cinco anos. Alguns também com um lugar merecido na história da rádio em Portugal, como o «Escape Livre», em emissão desde 1973. Poder contar com a participação de tantos cidadãos – de diferentes sensibilidades profissionais, etárias, sociais, cívicas e políticas – é uma distinção para a rádio; cruzar quotidianamente tão plurais pontos de vista acerca das nossas coisas e das nossas causas é um legado para a cidade e para a região. Esta é também, fundamentalmente, a aposta de uma pessoa: José Luís Carrilho de Almeida, sócio de referência e gerente da empresa proprietária da Rádio. Que nos concede, a montante, a confiança exigente e a solidariedade atenta de empresário que assume um compromisso social e afectivo para com a cidade de onde é originário, numa área de actividade que, se fosse vista como mero negócio, não teria, na maior parte dos anos, viabilidade. Não espera proveitos – nem pode… – no sentido pecuniário do termo (antes soma perdas). O que não quer dizer que não exija uma exploração tendente ao equilíbrio. Ou que seja indiferente aos indicadores de gestão que sabe dependerem, prioritariamente, do nosso trabalho: qualidade, profissionalismo, seriedade, credibilidade, influência. É a contrapartida que nos exige, pela confiança que em nós deposita. Confiança assente em premissas simples: autonomia, independência e responsabilidade. Também é verdade que vivemos aqui um desusado ambiente de auto-estima – umas vezes a raiar a hipérbole e outras (tantas, tantas…) a provocar inveja e, por isso, a fazer-nos aturar, não raras vezes, afrontas e desrespeitos. Mas não importa: soubemos erguer uma herança desacreditada e essa é a resposta que temos, e teremos sempre, para dar. Só não desejamos fazer ainda uma rádio perfeita – apenas cumprimos uma aventura na qual sabemos que a etapa actual tem que ser melhor do que a anterior e obrigatoriamente pior do que a seguinte. Tem sido assim, temporada após temporada. Porque também não queremos conformar-nos com a rádio realizável. Nem com a cidade possível. Insisto: não queremos conformar-nos. E não nos conformaremos. Esta é a melhor garantia que posso dar, neste dia de Aniversário. E que antecipa novas e exaltantes aventuras a que queremos lançar-nos. Afinal de contas, a vida não é a feijões. Pelo menos para alguns dos que escolheram cá viver e trabalhar. Entre os quais está esta pequena mas enorme Equipa da Rádio Altitude – a mais antiga estação de radiodifusão local em Portugal, um património que deve ser motivo de orgulho para toda a Região, e não apenas para a Guarda. Hoje faço questão de recordar aqui os princípios que o actual grupo de trabalho abraça. Um grupo que integra algumas das (raras?) pessoas que não querem desistir do Interior. Nos bons e nos maus momentos, como é próprio dos afectos verdadeiros e vividos com intensidade. Um grupo que me honro de dirigir há quase sete anos: uma longevidade inédita de engrandecimento e afirmação, numa história que também já foi feita de convulsões e de sobressaltos. É por isso que, no final de cada jornada, quando vamos à nossa vida restante e ao reencontro dos nossos (outros?) afectos, deixamos sempre o lugar onde trabalhamos com um sussurro: «Fica bonita, Rádio!». Porque a Rádio Altitude é uma paixão. Obrigado a todos, por tudo. E Parabéns!
Rui Isidro
(Director da Rádio Altitude)

O Capeia Arraiana associa-se à data desejando muitos parabéns e felicidades a todos os trabalhadores e colaboradores da Altitude FM – Uma Rádio com História. Parabéns!
jcl e plb

Jogadores de dez equipas vão participar no Torneio de Futsal, integrado nos «Jogos de Verão 2010» do Festival Artes do Alto Côa. A competição tem lugar na Praia Fluvial do Sabugal entre os dias 24 de Julho e 15 de Agosto.

O Festival «Artes do Alto Côa» não é só música. Em tempo de férias escolares e profissionais a Câmara Municipal do Sabugal, a empresa municipal Sabugal+ e a Kebrostress organizam actividades em várias modalidades no excelente espaço desportivo da Praia Fluvial do Sabugal recentemente remodelado e ampliado com campos de ténis e balneários.
Entre os dias 27 de Julho e 15 de Agosto decorre um Torneio de Futsal com a participação de dez equipas do concelho raiano.
A primeira jornada teve os seguintes resultados: «Os Maravilhas», 2-Junta Freguesia Sabugal, 3; Margem Sul, 1- Malcata, 2; e MegaPutos, 11-Sabugal+, 6.

TORNEIO DE FUTSAL – JOGOS DE VERÃO 2010
DATA HORA EQUIPA RESULTADO EQUIPA
27-07 19.00 MARGEM SUL 1 – 2 OS MALCATENHOS
27-07 21.00 OS MARAVILHAS 2 – 3 J. F. SABUGAL
27-07 22.00 MEGA PUTOS 11 – 6 SABUGAL +
28-07 19.00 OS MALCATENHOS OS MARAVILHAS
28-07 21.00 URGUEIRA C. M. SABUGAL
28-07 22.00 CHUPA MISTO F. C. H’RAKI
29-07 19.00 C. M. SABUGAL MARGEM SUL
30-07 19.00 J. F. SABUGAL MEGA PUTOS
31-07 19.00 H’RAKI URGUEIRA
01-08 19.00 SABUGAL + CHUPA MISTO F. C.
02-08 19.00 MEGA PUTOS OS MALCATENHOS
02-08 21.00 OS MARAVILHAS MARGEM SUL
02-08 22.00 CHUPA MISTO F. C. J. F. SABUGAL
03-08 19.00 URGUEIRA SABUGAL +
03-08 21.00 C. M. SABUGAL H’RAKI
03-08 22.00 OS MALCATENHOS CHUPA MISTO F. C.
04-08 19.00 MARGEM SUL MEGA PUTOS
04-08 21.00 C. M. SABUGAL OS MARAVILHAS
04-08 22.00 J. F. SABUGAL URGUEIRA
05-08 19.00 SABUGAL+ H’RAKI
05-08 21.00 URGUEIRA OS MALCATENHOS
05-08 22.00 CHUPA MISTO F. C. MARGEM SUL
06-08 19.00 MEGA PUTOS OS MARAVILHAS
06-08 21.00 H’RAKI J. F. SABUGAL
06-08 22.00 C. M. SABUGAL SABUGAL +
07-08 19.00 OS MALCATENHOS H’RAKI
07-08 21.00 MARGEM SUL URGUEIRA
07-08 22.00 OS MARAVILHAS CHUPA MISTO F. C.
08-08 19.00 MEGA PUTOS C. M. SABUGAL
08-08 21.00 J. F. SABUGAL SABUGAL +
08-08 22.00 H’RAKI MARGEM SUL
09-08 19.00 URGUEIRA OS MARAVILHAS
09-08 21.00 CHUPA MISTO F. C. MEGA PUTOS
09-08 22.00 SABUGAL + OS MALCATENHOS
10-08 19.00 C. M. SABUGAL J. F. SABUGAL
10-08 21.00 MARGEM SUL SABUGAL +
10-08 22.00 OS MARAVILHAS H’RAKI
11-08 19.00 MEGA PUTOS URGUEIRA
11-08 21.00 CHUPA MISTO F. C. C. M. SABUGAL
11-08 22.00 J. F. SABUGAL MARGEM SUL
12-08 19.00 SABUGAL + OS MARAVILHAS
12-08 21.00 H’RAKI MEGA PUTOS
12-08 22.00 OS MALCATENHOS J. F. SABUGAL
13-08 19.00 C. M. SABUGAL OS MALCATENHOS
13-08 21.00 URGUEIRA CHUPA MISTO F. C.
14-08 21.00 1.º LUGAR 4.º LUGAR
14-08 22.00 2.º LUGAR 3.º LUGAR
15-08 17.00 VENCIDO JOGO 45 VENCIDO JOGO 46
15-08 18.00 VENCEDOR JOGO 45 VENCEDOR JOGO 46

jcl

O Município de Almeida agendou para este ano um vasto programa de evocação do bicentenário da 3.ª Invasão Francesa, que terá o seu ponto alto na recriação histórica da célebre Batalha do Côa e do cerco e tomada da praça forte de Almeida.

A primeira recriação histórica acontecerá no dia 27 de Agosto, sexta-feira, em que será representada uma distribuição das sentinelas pelas portas de acesso à fortaleza de Almeida, seguida de rondas e vigias nas muralhas e baluartes, incluindo ainda uma simulação do que era há duzentos anos a rendição das sentinelas.
No dia 28 de Agosto, sábado, será representada a Batalha do Côa, no próprio local onde as tropas do general Crawford, contrariando as ordens de Wellington, aguardaram pelos franceses e lhe deram combate.
Nesse mesmo dia, à noite, recria-se em Almeida o assalto à fortaleza, com fogo de artilharia, combates de infantaria nas muralhas e fossos e simulação da explosão do castelo, que na altura servia de paiol.
No domingo, dia 29, os figurantes voltam a Almeida, onde recriam a queda da fortaleza com o assalto final das tropas francesas.
A Batalha do Côa, cujo bicentenário aconteceu a 24 de Julho, teve já uma cuidada evocação nessa mesma data. A Câmara Municipal de Almeida homenageou os que caíram na batalha e inaugurou uma exposição evocativa da terceira invasão. Realizou ainda um colóquio acerca do combate do Côa e lançou o livro do general Gabriel Espírito Santo intitulado «A divisão da infantaria ligeira no combate da ponte do Côa».
Para além das recriações históricas haverá ainda exposições dedicadas ás invasões e um seminário sobre «arquitectura na rota das invasões francesas». Haverá também muita música e animação, de forma se comemorar este bicentenário com a maior adesão por parte da população local e de outra gente que venha até Almeida para assistir aos actos comemorativos.
plb

O QREN/Turismo 2015 vai viabilizar 12 investimentos turísticos na região Centro. Os contratos de financiamento entre o Turismo de Portugal e os promotores foram ontem assinados em Coimbra e visam aumentar a qualidade da hotelaria da região.

Os seis projectos aprovados pelo QREN/Turismo contemplam o Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela (dois), o Pólo Oeste (dois) e o Pólo de Leiria-Fátima. A soma destes projectos representa cerca de 73 por cento de todo o investimento previsto para a região Centro.
O total de apoios, ao abrigo do Pólo «Turismo 2015», ascende a 31,43 milhões de euros e compreende sete empreendimentos, na maioria de 4 e 5 estrelas, quatro projectos de actividades de náutica e de animação cultural e ambiental, bem como a criação de uma plataforma tecnológica dirigida ao segmento eventos.
Os projectos envolvem um investimento total de 49,35 milhões de euros e um incentivo reembolsável de 31,67 milhões de euros. Entre os projectos encontra-se aquele que será o primeiro empreendimento 5 estrelas do Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela, a localizar em Belmonte: Aldeamento Turístico da Quinta da Bica que irá receber um restaurante com cozinha exclusivamente judaica.
Cantanhede verá também surgir o seu primeiro hotel de 5 estrelas, enquanto Porto de Mós, São Pedro do Sul, Seia e Cadaval verão aumentada a sua oferta de estabelecimentos de 4 estrelas.
O hotel rural Cooking and Nature, a instalar em Porto de Mós, terá um laboratório de gastronomia onde os hóspedes podem confeccionar as suas refeições e tomar contacto com os produtos da região. Em Seia será instalado um hotel com centro de negócios e no Cadaval nascerá o Hotel Rural Quinta do Castro com sala de conferências e health center.
Em Mortágua e Penalva do Castelo, dois empreendimentos turísticos já existentes vão receber novos investimentos para criar equipamentos de suporte a actividades turísticas e de animação. Uma dessas unidades é o Montebelo Aguieira Lake Resort & Spa (5 estrelas) onde será construído um centro de mergulho e vela, com escolas destas modalidades e zonas de animação. A outra é o Hotel Casa da Ínsua (5 estrelas) que irá receber um parque histórico museológico, resultante da recuperação de edifícios antigos e emblemáticos da quinta, como a azenha, o lagar de azeite ou a Fábrica do Gelo.
Já o Hotel Monte Rio em São Pedro do Sul vai ser remodelado, visando a reclassificação para 4 estrelas e, em Ovar a remodelação de uma albergaria dará origem ao AquaHotel, de 3 estrelas.
Em Alcobaça foi apoiado o investimento no EcoParque dos Monges, enquanto a Sociedade de Cerâmica Antiga de Coimbra irá adaptar uma olaria a museu vivo de cerâmica. Foi igualmente apoiado um projecto tecnológico da empresa Ambity, dirigido à organização de congressos e grandes eventos.
jcl (com agência Lusa)

A divulgação de um vídeo no Youtube em que se pode ouvir jornalistas a fazerem comentários particulares aos jogadores encarnados e em especial ao guarda-redes Roberto, antes do jogo com o Sunderland, lançou a polémica entre o Benfica e a SportTv. O clube da Luz exigiu já «um pedido de desculpas formal e público».

Vodpod videos no longer available.

jcl

A Junta de Freguesia de Ruivós e Associação dos Amigos de Ruivós organizam em parceria o 1.º Passeio de Cicloturismo da freguesia. A concentração está marcado para as 10 horas do dia 3 de Agosto junto à sede da Associação. O percurso passa pela Ponte de Sequeiros (com paragem para reabastecimento) e termina na Ponte de Badamalos com um almoço. O passeio é aberto a participantes de todas as idades portadores de fato de banho.

Passeio de Cicloturismo

BEIJA-ME MAIS UMA VEZ

– Vamos para o milheiral
e beija-me…
Beija-me mais uma vez!

Propões no meio da horta,
com vontade dos nossos abraços,
corpo fervendo!

– Abraça-me só mais uma vez,
cola a tua língua à minha
e beija-me, beija-me…
Agora que ninguém vê…

Beija-me,
dá-me mil beijos,
depois centenas
e centenas de milhar
Só mais uma vez!

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

António Robalo foi eleito presidente da Câmara Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009. Os sete lugares na vereação foram divididos entre o PSD com três (incluindo a presidência e vice-presidência), o PS (de António Dionísio) com três e o MPT (de Joaquim Ricardo) com um. As dificuldades de governar sem maioria absoluta levaram a que o presidente António Robalo chegasse a um entendimento com o vereador Joaquim Ricardo garantindo assim os quatro votos necessários nas votações do executivo camarário. O Capeia Arraiana publica estas segunda e terça-feiras uma grande entrevista com o engenheiro António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, sobre as grandes questões da actualidade e do futuro do concelho raiano. (Parte 2).

Grande Entrevista - António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal - Capeia Arraiana

– Quais são as grandes parcerias do concelho do Sabugal?
– Actualmente não faz qualquer sentido trabalhar de forma isolada em investimentos que beneficiam, directa e indirectamente, toda uma região. Através da Associação de Municípios procuramos implementar estratégias consertadas para captar investimentos regionais. Em termos gerais o concelho está em várias plataformas, cada uma com os seus objectivos e isso por vezes confunde as pessoas e até a nossa gestão autárquica. Eu diria que por obrigação legal e por vontade e direito próprio estamos na entidade Turismo Serra da Estrela e queremos que seja o chapéu para aproveitarmos as suas potencialidades turísticas. Com o objectivo de potenciar Sortelha fazemos parte da Associação das Aldeias Históricas e estamos como parceiros de pleno direito na Associação de Municípios do Vale do Côa, na Associação das Terras de Portugal, Associação de Municípios da Cova da Beira, na Comurbeiras e na Pró-Raia. Na defesa da Serra da Malcata e do seu potencial integramos um projecto de cooperação transfronteiriça que integra o Sabugal, Penamacor e as mancomunidades espanholas de Sierra de Gata e Alto Águeda. Ainda nas parcerias transfronteiriças o concelho do Sabugal integra a Binsal – Comunidade de Trabalho Beira Interior Norte e Salamanca e, em breve, no Agrupamento Duero-Douro. São fóruns importantes de entendimento, de trabalho coordenado e de troca de informação e experiências. Procuramos pensar global não deixando de agir local.
– O que pensa da decisão do licenciamento do parque eólico no campo visual da Aldeia Histórica de Sortelha?
– Vou responder como Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Os processos dos aerogeradores do tipo torre eólica estão normalizados e quando entram nos serviços camarários obedecem, normalmente, a todos os requisitos legais e são de fácil aprovação. Desde que a empresa apresente no processo instrutório os documentos de todas as entidades exigidas por lei as autarquias não tem qualquer forma legal de impedir a aprovação e licenciamento dos projectos. Agora é evidente que no caso de Sortelha seria interessante saber se há pareceres adicionais de técnicos da área do Ambiente ou do IGESPAR ou de entidades ligados aos monumentos nacionais. De qualquer forma tive, recentemente, a excelente notícia da Tecneira, empresa que é responsável por dois parques eólicos no concelho – Soito e Malcata – que vão acrescentar mais 11 aerogeradores nas duas localidades. O processo foi-me entregue em mãos, chamei a directora de Planeamento e Urbanismo da Câmara que, depois de analisar os aspectos técnicos e se tudo estiver conforme despacha favoravelmente. Os acessos aos parques eólicos criaram oportunidades, por exemplo, para um centro interpretativo da energia ao longo da história que podia ser feito num percurso ao longo das sete eólicas de Sortelha.
– Como utilizam as autarquias as contrapartidas do licenciamento dos parques eólicos?
– O dono do terreno tem uma renda anual e os municípios recebem trimestralmente 2,5 por cento da produção. Essa contrapartida entra nos cofres da autarquia como receita extraordinária mas não é possível consignar esses valores para investimentos específicos. Aproveito para dizer que estão em fase adiantada as negociações onde reivindicamos os mesmos 2,5 por cento de rentabilidade na produção hidroeléctrica da água que sai da Barragem do Sabugal. Além disso as acessibilidades construídas para chegar às torres podem ser utilizadas em situações de prevenção e combate a incêndios.
– Muito se fala do fecho das escolas primárias. E no Sabugal como vai ser?
– Não há milagres. Cada vez temos menos miúdos. As conclusões da última reunião apontam para o encerramento das escolas de Alfaiates e de Vale de Espinho que no próximo ano teriam menos de dez alunos. Essa informação já foi transmitida ao agrupamento. Vamos criar centros com qualificações pedagógicas ao nível dos edifícios, recursos humanos e equipamentos. Temos uma carta educativa que foi aprovada pelo Ministério da Educação que contempla quatro centros educativas – Soito, Sabugal, Ruvina e Bendada – mas que se transformou num processo dinâmico. Para já avançam como prioridade o Sabugal e o Soito. A Escola Secundária do Sabugal e a EB 2,3 que estão lado a lado já chegaram a ter mais de mil alunos e registam actualmente um total de 500 alunos obrigam a tomar decisões com muito cuidado. As duas melhores apostas que se fizeram no concelho do Sabugal, nos últimos anos, em termos de ensino foi a extensão do ensino pré-escolar a todas as crianças do concelho e a entrada dos cursos profissionais públicos na Escola Secundária do Sabugal. É importante dizer que mesmo não sendo obrigatório a Câmara transporta os alunos do pré-escolar, entre os três os cinco anos, para as escolas e «ajudou» os adultos que já tinham deixado os estudos a retomar a formação.
– A Festa do Cavalo e do Toiro e a Artes do Alto Côa estão integradas numa nova atitude da Câmara do Sabugal?
– No fundo é uma estratégia global da promoção dos nossos produtos, da nossa gastronomia, dos enchidos como o bucho, a chouriça ou a farinheira, do rio Côa, das festas dos cavalos e dos toiros. O Sabugal é terra de gente afável no trato, que sabe receber e que se empenha a fundo nas causas e projectos. É gente disposta a dar muito antes de receber, gente que ama a sua terra, gosta de aqui viver e que procura soluções de progresso e desenvolvimento. Há muito que adoptámos o lema «Sabugal – Surpreenda os Sentidos». E é esse o nosso desafio a todos. Venham conhecer o Sabugal. Deixem-se surpreender pelo Sabugal. O objectivo final é a promoção das nossas marcas e do nosso concelho.
– Como está o investimento Ofélia Club na Malcata?
– A Câmara do Sabugal adquiriu e continua a adquirir terrenos junto à albufeira da Malcata para um aldeamento turístico. O objectivo é transformar todos aqueles terrenos num único artigo de cerca de 40 hectares que permita disponibilizá-lo a qualquer investidor que apareça. Vou aproveitar esta entrevista para clarificar todo o processo Ofélia Club que nunca foi bem explicado. Há um grupo francês com cerca de seis milhões de segurados, Existence, que tem investimentos em residências assistidas para a terceira idade na Europa. A empresa está presente em Espanha e delegou num português que é de origem sabugalense, António Reis, a gestão dos projectos em Portugal dando-lhe autonomia para contactar autarquias. António Reis criou um grupo de trabalho denominado Ofélia Club e inicou contactos com variadíssimas autarquias nos mais variados ramos, nomeadamente, hotelaria clássica para converter em hotéis de terceira idade, as termas de Nisa e Abrantes onde parecem ter surgido incompatibilidades. O Sabugal surge, naturalmente, porque António Reis nasceu e viveu no concelho até aos quatro anos. Na primeira reunião que tivemos disse-nos inclusivamente que a própria mãe lhe tinha pedido em França para tentar fazer alguma coisa pelo Sabugal. Depois de analisados os possíveis locais indicados pelo executivo anterior entendeu escolher a Malcata para o investimento que pretendia fazer. Juntou-se o útil ao agradável porque o planeamento municipal permitia construir naquele espaço ao contrário de outros que foram analisados…
– … entretanto já houve uma série de falsas partidas…
– A Câmara Municipal do Sabugal continua a cumprir com as suas obrigações, ou seja, adquirir os terrenos como previsto no plano de ordenamento turístico. Contudo estes processos estão dependentes dos licenciamentos de muitas entidades e há alguns que ainda estão em fase final de aprovação. Sobre o investidor ainda não tive nenhum sinal de que pretendia desistir. A situação nacional e internacional está economicamente difícil mas a Câmara tem a obrigação de se preparar para este ou outro investimento turístico na zona da Barragem do Sabugal.
– Como está a saúde económica da Câmara do Sabugal?
– Grande parte das receitas do município são encaminhados para serviços de proximidade como água e saneamento porque os valores reais estão muito acima das tarifas praticadas aos munícipes. O sistema de abastecimento de água, a recolha de lixos, o saneamento urbano, o sistema de transportes escolares que é ao mesmo tempo uma rede para todos os utentes, tudo isto é comparticipado pela Câmara Municipal do Sabugal. É muito dinheiro que nos permitiria fazer brilharetes em iniciativas de encher o olho. Os outros projectos que estão no terreno são para concluir mesmo que seja necessário arranjar fontes alternativas de financiamento. A autarquia é uma pessoa de bem. Para o futuro próximo é muito importante começar a preparar projectos para novas candidaturas no quadro do QREN e da Comurbeiras.
– As propostas municipais para atrair investimento têm sido bem promovidas?
– A aposta tem sido dirigida para a divulgação das nossas potencialidades através da realização de eventos e feiras temáticas que visem potenciar a procura do nosso património e dos produtos gastronómicos mais típicos e genuínos do nosso concelho. Outra das prioridades é dar-mos a conhecer as nossas belezas naturais como o Rio Côa e a barragem do Sabugal que aguarda investimento privado, a dinamização do potencial da Reserva Natural da Malcata, o Parque Termal do Cró e o Parque de Campismo. A maior parte das vezes as autarquias trabalham para ter concelhos bons para viver e para visitar. Eu gostaria de transformar o Sabugal num concelho bom para viver, para visitar e para investir.
– Que mensagem final quer deixar aos sabugalenses?
– A finalizar esta entrevista deixo um desejo. Cada sabugalense e cada amigo do Sabugal têm um papel muito importante no futuro da nossa região. Gostaria que cada um de nós, amando a nossa terra, conseguisse em cada momento e em qualquer lugar ser um embaixador do Sabugal, ser um angariador de vontades para o Sabugal, contribuindo para amplificarmos a nossa marca. Se não nos unirmos neste esforço colectivo tornar-se-á mais árdua a tarefa da promoção. Gostaria que os sabugalenses estivessem num patamar de desprendimento e união a favor desta causa comum. Gostaria que fosse criado um grande lobbie concelhio com todos os sabugalenses que estão espalhados pelo País em lugares de influência a que eu pudesse recorrer sempre que fosse necessário. Conto com todos. Com os sabugalenses que estão no concelho e com os sabugalenses que estão fora do concelho.
jcl

«Se não se põem em acção as medidas de austeridade nesses países, poderia desaparecer a Democracia como a conhecemos actualmente. Não há alternativa.»

António EmidioAs palavras em epígrafe são do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, na Conferência de Sindicatos da Europa, referindo-se principalmente aos países do Sul da Europa, Portugal, Espanha e Grécia. Mas não só ele usa esta linguagem ameaçante, um intelectual alemão numa entrevista à sociedade Alemã de Política Exterior, afirmou que não se perdia nada um pouco de ditadura, a «necessidade de uma solução Bonapartista», ou seja, um despotismo ilustrado para alcançar o progresso. Também José Maria Aznar, franquista e reaccionário assumido, declarou num programa de rádio que qualquer posição política que intente superar o estabelecido (Capitalismo Selvagem, Neoliberalismo), deve ser não só marginalizada politicamente, mas também perseguida policialmente.
Mas se por acaso não vingar a solução das ditaduras, têm o plano B. Plano B que consiste na formação de um directório em Berlim com amplos poderes para dirigir a economia de Espanha, Grécia e Portugal e, possivelmente outros países. Tudo está escrito num documento que circula pelas chancelarias e que diz a certa altura: «…obrigaria a restrições de soberania». Colocava-nos também a nós portugueses numa posição de submissão colonial. Aceita esta situação Sacrossanto Doutor da Lei? Aceita esta situação Politicamente Correcto? Aceita isto, Profissional do Oportunismo? Qualquer português digno tem de insurgir-se.
Será mesmo que nos espera uma ditadura? É muito natural querido leitor(a), não será aquele tipo de ditadura clássica, com polícia política de sobretudo e chapéu, presumo que virá por este caminho: a Democracia tal como agora está, é-nos mostrada como a coisa mais perfeita, a partir daí, até o que não é democrático é aceite, porque faz parte da perfeição da Democracia e, a comunicação social controlada vai encarregar-se de tudo. Seria impensável qualquer coisa parecida com o Estado Novo, pela simples razão que as pessoas se revoltariam, assim com uma auréola de democracia, liberdade e tolerância, é aceite pela maioria sem pestanejar.
Não devemos esquecer, que desde o golpe de Estado de Pinochet no Chile em 11 de Setembro de 1973, as políticas neoliberais são apresentadas como a liberdade máxima a que o homem pode aspirar, políticas essas, que em muitos sítios, o Chile foi o exemplo mais terrível, até ao momento, vieram das mãos de ditaduras que mataram centenas de políticos, sindicalistas, lideres sociais e, milhares de cidadãos anónimos que ofereceram resistência.
Não me canso de repetir que a história ainda não chegou ao fim. Passava pela cabeça de alguém que a Europa em plena metade do Século XX fosse dilacerada por uma guerra cruel? Passava pela cabeça de alguém que se cometessem barbaridades em campos de extermínio? E tudo aconteceu quando a humanidade atingiu o seu máximo em tecnologia, até esse momento, não esqueça isto!
As ditaduras e as guerras acompanharão o homem enquanto este caminhar pela Terra. A História é uma Mestra que nos dá lições sobre o futuro.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal foi apresentado na passada segunda-feira, 19 de Julho, na loja da FNAC no Centro Comercial Colombo em Lisboa. O auditório da FNAC Café encheu-se para ver e ouvir a autora, Susana Falhas, e o seu «parceiro» Serafim Faro na empresa Olho de Turista. Os promotores da iniciativa ficaram a saber pelo gerente da loja FNAC que «nessa noite o nosso livro foi o mais vendido. Ultrapassou as vendas do segundo livro mais vendido no top da Livraria». Agora ficamos todos a aguardar a apresentação no dia 1 de Agosto na Casa do Castelo no Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –   FNAC COLOMBO   –   19-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

António Robalo foi eleito presidente da Câmara Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de 11 de Outubro de 2009. Os sete lugares na vereação foram divididos entre o PSD com três (incluindo a presidência e vice-presidência), o PS (de António Dionísio) com três e o MPT (de Joaquim Ricardo) com um. As dificuldades de governar sem maioria absoluta levaram a que o presidente António Robalo chegasse a um entendimento com o vereador Joaquim Ricardo garantindo assim os quatro votos necessários nas votações do executivo camarário. O Capeia Arraiana publica estas segunda e terça-feiras uma grande entrevista com o engenheiro António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, sobre as grandes questões da actualidade e do futuro do concelho raiano. (Parte 1).

Grande Entrevista - António Robalo - Presidente - Câmara Municipal Sabugal - Capeia Arraiana

– Já passaram cerca de nove meses desde as eleições autárquicas. Como foi gerir a Câmara Municipal do Sabugal sem a chamada maioria absoluta dos vereadores?
– Por um lado tive sempre consciência que devia respeitar o voto popular e arranjar uma forma que permitisse a governabilidade da Câmara e por outro sabia que estaria em causa a minha capacidade pessoal para gerir essa realidade. Ao longo da minha vida sempre tive alguma facilidade de relacionamento e gestão de recursos humanos. Por isso sabia que mais tarde ou mais cedo as pessoas iriam perceber que seria necessário dar as mãos pelo Sabugal. O Sabugal é uma casa comum. Compreendo que aqueles que são eleitos pela primeira vez, em especial os vereadores da oposição, também querem marcar presença e mostrar serviço. Eu sentia nas reuniões do executivo essa vontade exacerbada de querer fazer tudo de uma vez. Pouco a pouco foram percebendo que a gestão de um município obedece a timings e, tal como disse no comunicado onde expliquei o acordo com o vereador Joaquim Ricardo, fui analisando as suas posturas pessoais e a melhor forma de alcançar uma acalmia governativa.
– O acordo com Joaquim Ricardo resulta de uma análise de personalidade ou porque seria a aliança natural…
– É um misto. A verdade é que todos sabemos que as duas grandes forças políticas em confronto no Sabugal – e na alternância do poder em Portugal – são o PSD e o PS. Também por isso seria sempre uma aliança improvável. O vereador do MPT mostrou disponibilidade e eu percebi que é uma mais-valia para a equipa. Aproveito esta entrevista para fazer uma afirmação que nunca fiz nem antes nem depois da campanha. Somos um território isolado e deprimido onde falta quase tudo apesar de todos os executivos anteriores, cada qual à sua maneira, muito terem feito para modernizar o concelho e estancar a saída de pessoas. Passadas as eleições, falar de partidos num território como o nosso é um discurso divisionista e apenas serve para deitar areia para os olhos dos sabugalenses. Não quero com isto dizer que defenda as unanimidades até porque nas campanhas eleitorais estão em confronto os estilos próprios de cada candidato mas… depois das eleições todos devemos saber ocupar o nosso lugar e colaborar com serenidade na defesa dos interesses desta casa comum que é o Sabugal.
– A maioria das infra-estruturas concelhias e nas freguesias – água ao domicílio, saneamento, calçadas, acessos – estão realizadas. Quais são agora as principais apostas? O futuro passa pelo resultado de iniciativas como, recentemente, as da Pró-Raia na Feira da Agricultura e na loja do Mundo Rural ou o encontro com o ministro da Agricultura e agricultores no Sabugal? O futuro passa pela produção nesta região que sempre foi rural?
– Vamos comparar um concelho urbano – por vezes com excesso de pessoas – e um concelho rural – desertificado e envelhecido – como o nosso. Para os senhores dos ministérios as competências destes dois concelhos são as mesmas. Não há diferença nenhuma na atribuição de verbas e subsídios. O concelho do Sabugal não gere receitas próprias. Praticamente sem actividade económica e consequentemente sem empresas e pessoas a pagar impostos cerca de 90 por cento das receitas vêm do Orçamento de Estado. No entanto, teoricamente, as competências são as mesmas. Os campos de actividade de uma câmara como a do Sabugal não podem ser idênticos aos de uma grande urbe. A autarquia é o maior empregador do concelho mas deve ir além das competências reguladoras, fiscalizadoras e de prestação de serviços aos cidadãos. A câmara tem uma responsabilidade muito importante na dinamização da economia criando formas de apoio ao investimento privado que o funcionalismo público não está habituado a tratar bem. Este é o meu grande paradigma. Chegar a uma autarquia e gerir os serviços no dia-a-dia apenas para garantir a aplicação dos decretos-lei não é o papel do presidente e do executivo. Tenho que ir mais além. A Câmara tem que ser dinamizadora e potenciadora do investimento económico.
– Como é que se passa da teoria à prática neste apoio ao investimento privado?
– É fundamental a identificação dos sectores económicos onde podemos ser mais produtivos e mais competitivos e apostar na dinamização dessas potencialidades com as pessoas que temos. Sabemos os pontos fortes e pontos fracos nessa matriz e estamos, pouco a pouco, a encontrar soluções para a grande aposta: incentivar e apoiar a produção rural no nosso concelho. Gostaria de promover o mês da truta, o mês do cabrito, o mês do mel, o mês dos cogumelos e da castanha, o mês do bucho… o mês do património, ou seja, desenvolver e potenciar a nossa produção ao longo do ano. E não tem que ser necessariamente sempre com dinheiro. Podemos apoiar com estruturas de apoio, recursos humanos, meios materiais e promocionais ou redução das burocracias nos serviços camarários agilizando e simplificando os regulamentos processuais que são elaborados pela própria câmara e aprovados em assembleia municipal. Vou apostar no apoio às várias actividades agro-pecuárias – caprinicultura, silvicultura, plantação de castanheiros – porque tal como afirmei durante a visita do senhor ministro da Agricultura ao Sabugal, temos terra e água para a produção agrícola… Para os investimentos industriais privados há vários tipos de incentivos que a Câmara do Sabugal oferece aos empresários dependendo apenas da análise às necessidades de cada caso. Os incentivos podem passar pela venda de lotes a preços acessíveis, pela cedência de direitos de superfície, pelo apoio nas infra-estruturas, pela integração de projectos em estratégias de eficiência colectiva no território, pela isenção do pagamento de taxas de licenciamento ou pelo apoio técnico. Para congregar estas ofertas vamos criar uma estrutura de apoio ao investidor denominada SabugalInvest…
– …a Câmara do Sabugal está a oferecer, num processo quase inédito a nível nacional, terrenos agrícolas a quem os quiser cultivar. Qualquer pessoa pode-se candidatar? Mesmo que seja de fora do concelho?
– Eu disse: temos terra, temos meios de produção mas… falta-nos gente. Estamos por isso a desenvolver o projecto, no sentido de captar gente que venha viver para o território e esteja disposta a trabalhar na produção agrícola. A Câmara do Sabugal, per si, não tem terrenos para dar ou emprestar. É um processo que estamos a desenvolver em colaboração com as Juntas de Freguesia e as associações de produtores locais. Há Juntas no concelho para já criaram as suas «bolsas de terras» para disponibilizar a potenciais interessados. Não quero dar o exemplo simplista dos «sem terra» no Brasil mas sim dizer que gostaria que nos batessem à porta pessoas interessadas em vir tratar as nossas terras. Há poucos dias tive uma reunião no Salão Nobre com um grupo de caprinicultores e indiquei-lhes os funcionários camarários disponíveis para os apoiar neste projecto. Temos, felizmente, nos serviços camarários uma série de jovens técnicos ligados à floresta, à produção e higiene alimentar, formação, distribuição e comercialização. O meu grande objectivo é ter na Câmara equipas de encaminhamento para todas as áreas da produção, antes, durante e depois. Neste momento se alguém chegar à Câmara para se candidatar a este projecto já vai ser encaminhada para as Juntas de Freguesia de Quadrazais, Bendada e Fóios que estão a trabalhar nesse campo porque já sentiram que por aí pode ser o caminho. Todos estes sectores de economia podem, em conjunto, concertar esforços uns com os outros. Estamos a colocar no terreno grandes actividades industriais que não impedem o desenvolvimento de outras economias. Estamos a colocar no terreno produtos potenciadores de gastronomia, gastronomia potenciadora de turismo, turismo potenciador da promoção dos patrimónios natural e construído. Eu gostava que o Sabugal fosse um pólo de excelência rural com toda a carga que isto representa. Pólo de excelência rural, marca e símbolo de produção de qualidade, de preservação histórica, cultural e ambiental. Vamos potenciar estas realidades com lógicas realistas que permitam realizar receitas para a autarquia. O mundo é feito de equilíbrios. Se a balança só pender para um lado… Salvaguardando o equilíbrio ambiental e social do concelho temos de desenvolver a sustentabilidade do nosso ambiente e da nossa economia.
– Há grandes projectos municipais que absorvem a maior fatia do orçamento camarário. A balança está, neste momento, muito desequilibrada…
– Está. Aquele que mais rapidamente nos pode trazer retorno é o das Termas do Cró. A minha preocupação é encontrar o parceiro privado certo e conseguir manter elevada a ocupação no complexo termal. Tenho vontade de planificar o concelho para a terceira idade. Neste momento os maiores empregadores do concelho são os centros de dia e os lares. A estratégia passa por promover o território como «concelho amigo da terceira idade». Qualificámos as acessibilidades, as freguesias, estamos a qualificar o rio Côa, desde a nascente até Badamalos, como ponto de concentração de actividades e pessoas. Há cerca de 13 anos que tenho responsabilidades na Câmara Municipal do Sabugal. Quando comecei – e isto não é uma desculpabilização – não havia estádio municipal relvado, pistas de atletismo, pavilhão, piscinas, auditório ou museu. As nossas aldeias não estavam tão qualificadas como estão agora… mais vias de comunicação… evidentemente que se voltássemos atrás todas as estradas são importantes mas… e não estou a falar daquela que mais se fala… mas houve alguns erros e a aposta em algumas vias que não seriam tão prioritárias mas foram opções políticas. Tenho alertados as Juntas de Freguesia para a lógica da prioridade dos investimentos e a maioria ainda não entendeu este paradigma. Eu fui presidente de Junta de Freguesia e sei que numa aldeia há sempre qualquer coisa que pode ser feita. Nem que seja limpar um caminho onde ninguém passa ou alargá-lo mais meio metro. Mas a vida tem de ser feita de opções. Tenho sentido resistências dos colegas autarcas de freguesia neste processo de captação de investimento, na ajuda à produção local, nomeadamente, agricultura, pecuária e floresta… Temos que inverter esta atitude que nos impuseram de Bruxelas estes anos todos. «Não produzam nada, arranquem a vinha, arranquem a oliveira, deixem-se estar quietos que nós damos subsídios para não fazerem nada» e agora o dinheiro ficou caro e a solução é voltar à produção agrícola.
– Fica a sensação que os autarcas se esqueceram das potencialidades do rio Côa. Temos praias fluviais de muita qualidade sem qualquer promoção. É só sensação?
– A requalificação do rio Côa é uma obra da Câmara Municipal que envolve cerca de 800 mil euros. É um projecto que não tem avançado por causa da burocracia e que está integrado na construção do Parque de Campismo de altíssima qualidade estratégico em dois eixos – Vale do Côa e Serra da Estrela – e por isso está a ser mimado e acompanhado pela Associação de Municípios do Vale do Côa, pelo Turismo Serra da Estrela e pelo Turismo de Portugal. Se conseguirmos concretizar o projecto como está previsto passaremos a dispor de um parque de campismo de topo em Portugal que vai dinamizar toda a actividade e potencialidades do rio Côa…
– …até há muito pouco tempo o Sabugal sempre se recusou a integrar a Região Turismo Serra da Estrela…
– Há cada vez mais uma necessidade de concertação regional. Ao longo destes anos as Câmaras e Juntas de Freguesia faziam investimentos que não contemplavam parcerias com as suas vizinhas. Cada uma fazia o que entendia resultando por vezes em obras desgarradas e sem qualquer lógica regional. A necessidade aguça o engenho. A União Europeia obriga à concertação regional e privilegia projectos transfronteiriços numa tentativa de acabar com a fórmula «cada um para seu lado». Aproveito para dizer nesta entrevista ao Capeia Arraiana que a Guarda não tem contribuído em nada para esta unidade territorial regional. E dou dois exemplos: o trajecto, com dois túneis, da A23 prejudicou claramente o concelho do Sabugal. Se o traçado contornasse a montanha pelo lado da Bendada não estaríamos agora a discutir a ligação à A23. A ligação natural, com passagem por fora de Pêga e do Adão, seria em Santana da Azinha na zona da discoteca Nova Dimensão. O segundo exemplo é o Hospital da Guarda. Devemos ter orgulho num parque de saúde que devia ser referência ibérica na especialidade de pneumologia. Mas quando temos uma excelente localização na confluência entre a A23 e a A25 e uma ambulância quando vai do Sabugal, de Almeida ou de Celorico tem que demorar mais 10 minutos para subir até à Guarda, apenas com o objectivo de dinamizar o centro da cidade… é claro prejuízo para todo o distrito.
(Final da primeira parte. Continua amanhã, terça-feira.)
jcl

O Comando Territorial da Guarda da GNR realizou em 21 de Julho, uma Operação direccionada para a fiscalização do transporte de mercadorias em situação ilegal e intercepção e abordagem de suspeitos da prática de crimes. No decurso da acção foram fiscalizados 90 veículos e respectivos condutores, tendo sido elaborados três autos, sendo um por crime de contrafacção de mercadorias e dois de contra-ordenação por infracções rodoviárias. Na operação foi também notificado para abandonar o País um cidadão brasileiro, com 42 anos de idade, que se encontrava em situação ilegal.

Carro da BT/GNRSegundo o comunicado semanal, para além desta acção a GNR realizou, na zona de fronteira com Espanha, cinco operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 199 veículos e elaborados sete autos por contra-ordenação.
O Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente realizou também uma operação direccionada para a defesa da floresta contra incêndios, tendo efectuado 17 fiscalizações e elaborado seis autos de contra ordenação por infracções verificadas na falta de gestão de combustível em volta de edificações e rede viária
Na semana passada foram detidos 12 Indivíduos, dos quais nove em flagrante delito: cinco por crime de condução sob o efeito do álcool, três por crime de condução sem habilitação legal e um por crime de resistência e coação. Foram ainda efectuadas três detenções por mandado judicial.
Foram elaborados um total de 260 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 213 à Legislação Rodoviária, 36 à Legislação da Natureza e Ambiente e 11 à Legislação Policial.
Para além das ocorrências de natureza criminal que motivaram a detenção dos seus autores registaram-se outras ocorrências criminais, das quais a GNR desta no seu comunicado: 30 furtos, 13 danos, quatro 0fensas à Integridade Física, quatro ameaças, sete situações de violência Doméstica, quatro incêndios florestais, duas contrafacções, uma injuria, uma burla e uma falsificação.
Quanto à sinistralidade rodoviária, registaram-se 29 acidentes de viação. Desses acidentes, 22 deveram-se a colisão e sete a despiste. Destes desastres resultaram um morto e 13 feridos leves. A GNR aponta como causa provável da maioria dos acidentes, o desrespeito pela cedência de passagem e a ultrapassagem irregular.
plb

A propósito da crónica de José Manuel Monteiro, sobre o Tarrafal, transcrevo o teor de um ofício que tenho em meu poder, da Câmara Municipal do Sabugal para o Governador Civil do Distrito da Guarda, com data de 14 de Agosto de 1936.

João Aristídes Duarte - Memória, Memórias... - Capeia ArraianaNesta época a polícia secreta ainda se chamava PVDE (Polícia de Vigilância e Defesa do Estado), que daria mais tarde origem à PIDE.
O ofício (da Divisão Administrativa e com o n.º 4, onde estava escrito Confidencial) rezava o seguinte:

«A fim de V.ª Ex.ª tomar as providências que o caso reclama, junto envio a V.ª Ex.ª uma comunicação confidencial recebida do cabo comandante do posto da GNR do Souto.
Há muito consta que, efectivamente, existe nesta Vila, com ramificações em Souto e outras freguesias, uma associação secreta de carácter comunista, cujos componentes não tem sido possível descobrir, devido à falta de vigilância.
Encontro-me completamente só, sem um guarda de Segurança Pública, nem sequer oficial da administração para me auxiliarem na descoberta dos indivíduos que fazem parte de tal associação, sendo de toda a conveniência que V.ª Ex.ª consiga a vinda de um agente da Polícia de Vigilância e Defesa do Estado, para me auxiliar em tais investigações.
A Bem da Nação
O Administrador do Concelho»

Em seguida transcreve-se o que alguém escreveu no site «Fórum Pátria» (um site onde se faz a apologia do Antigo Regime), na Internet:

«Cada agente da PIDE/DGS, é superiormente importante, para poder ser comparado aos dejectos humanos abrileiros, criminosos, desertores, falhados, frustrados, incompetentes, parasitas, traidores e gatunos, que desde o dia 25 de Abril de 1974 desfilam pelas passadeiras do poder em Portugal.
Porque eles, os agentes da PIDE/DGS, eram a segurança, eles eram a ordem, eles eram a protecção, eles eram a estabilidade, eles eram a paz, eles eram o respeito, eles eram a integridade territorial da Nação, eles representavam o patriotismo, eles eram a coragem, eles eram a ajuda, eles eram a confiança das noites dormidas em paz e em repouso, a certeza dos dias luminosos, eles eram o futuro e a esperança.»

Termino com a mesma frase com que terminava a crónica de José Manuel Monteiro: Não apaguem a memória…
«Memória, Memórias…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

XXX Festival de Folclore na Guarda com organização de Agostinho da Silva. Reportagem da jornalista Andreia Marques e imagem de Sérgio Caetano da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

GLOSA EM FORMA DE SONETO

Por não chegar a tempo é que Maria,
Assim cantou um vate certa vez,
Não deu á luz o filho que trazia
Debaixo dum telhado português.

Se o tempo precedente ao Santo Dia
Durasse só que fosse mais um mês
A terra portuguesa é que veria
Aquele milagre que em Belém se fez.

No nosso lindo Portugal cristão,
Presépio todo em qualquer rincão
É que seria certo a Noite Boa

Mas olhando o país de sul a norte
Maria e José, santo reporte
Fariam o Natal no Ribacoa.

Manuel Leal Freire

Bicentenário da Batalha do Côa comemorado no dia 24 de Julho e perpetuado com memorial pela Câmara Municipal de Almeida. Reportagem da jornalista Sara Castro e imagem de Miguel Almeida da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Durante o mês de Julho o Comando Territorial da Guarda da GNR levou a o concelho do Sabugal diversas acções de sensibilização sobre o tema «Prevenção de riscos de incêndio».

GNR - Prevenção Incêndios - SabugalAs acções ministradas pelos militares da GNR aconteceram nas freguesias de Rendo (dia 5), Malcata ( dia 7), Aldeia Velha (dia 10), Forcalhos (dia 12) e Pousafoles do Bispo (dia 14). Todas as acções aconteceram pelas 21 horas.
A Câmara Municipal de Sabugal e as Associações Humanitárias dos Bombeiros de Sabugal e Soito colaboraram com o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da Guarda Nacional Republicana, na execução das acções.
Nas várias iniciativas estiveram presentes cerca de 80 pessoas, que o SEPNA procurou alertar sobre os condicionalismos presentes no Decreto-Lei 124/2006, republicado pelo Decreto-Lei 17/2009, nomeadamente no imperativo de não usar qualquer tipo de fogo no período crítico (1 de Julho a 15 de Outubro), obrigatoriedade de efectuar limpeza de uma faixa de terreno com 50 metros à volta de edificações fora dos aglomerados populacionais e, caso esteja previsto no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios, efectuar limpeza de uma faixa de terreno com 100 metros à volta dos aglomerados populacionais.
Nos espaços rurais (terrenos agrícolas e florestais) há ainda a obrigatoriedade de dotar os tubos de escape ou chaminés de dispositivos tapa-chamas e de dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas, devendo ainda os veículos ou máquinas estar equipados com um ou dois extintores de seis quilos, de acordo com a sua massa máxima, consoante esta seja inferior ou superior a 10 toneladas.
A GNR procurou reforçar junto desta população o seu papel informativo e pró-activo para além do papel sancionador, de modo a que os comportamentos incorrectos, nesta matéria, não ocorram por desconhecimento.
plb

O Verão vai quase a meio, quente impiedoso, a pedir sombra e locais frescos com água por perto. Logo, logo, virá o mês de Agosto, o mês dos emigrantes e mês de todas as festas. Por aqui não há terra que a não tenha, com mais ou menos pompa, com mais ou menos desassossego.

Festas de Agosto - António Cabanas - Terras do Lince - Capeia Arraiana

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaLonge de ser apenas um desperdício ou um acontecimento sem significado, a festa comporta um forte elemento de subversão dos códigos estabelecidos, constituindo simultaneamente, um fenómeno social, cultural, económico e político.
Interrompendo a rotina do quotidiano, ela é uma espécie de válvula de descompressão que nos proporciona a explosão de uma série de sentimentos contidos durante os restantes dias do ano.
Acontecimento quase sempre associado ao sagrado e ao ritual, a festa é vivida nas nossas aldeias com grande intensidade, em ruptura com a vida banal de todos os dias, tornando-se ainda no principal espaço de reencontro de familiares e amigos.
As ruas e largos tornam-se cenário de uma realidade virtual, de imagens, de enfeites coloridos, de muita luz. Geralmente associada à festa religiosa, o mundo dos santos convive com as pessoas que os veneram, que os vestem, que os transportam em procissão. É uma aproximação entre o Céu e a Terra!
Põem-se as colchas nas janelas, alcatifa-se o chão de flores e verdura, o homem veste o fato novo, a mulher põe as arrecadas de ouro e faz uma «permanente», mata-se uma rês e partilha-se a comida e a bebida. É um momento de exaltação e de transcendência, sem lugar para a menoridade.
Aparentando tratar-se de um rol de comportamentos fúteis e superficiais, a festa têm, no entanto, uma abrangência que ultrapassa esta realidade, constituindo um investimento de carácter social, um meio de comunicação entre a comunidade, uma forma de afirmação e demonstração e faz parte de um complexo conjunto de estratégias de ajustamentos sociais.
Caracterizando-se pelo divertimento e pela mudança do ritmo normal da vida em comunidade, a festa é mobilizadora, de vontades, de novos projectos, de novos negócios e quantas vezes de novos amores!
Mas a festa tem também uma outra face. A sua coerência programática e o seu sucesso só se atingem mercê do muito trabalho das comissões de festas. Para que tudo funcione bem, nada pode ser deixado ao acaso, sendo necessárias muitas horas de trabalho. Para os mordomos é quase sempre um exame muito exigente em que não se pode falhar. O júri é o próprio povo da aldeia e a bitola mínima é a festa do ano anterior. Obrigam-se, a trabalhar arduamente, colocando na organização todo o seu empenho e dos seus familiares. Merecem, por isso, todo o nosso respeito e admiração, o nosso apreço e incentivo.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDeixem-me que da serra me volte para o mar. É por aí que agora todos andamos na procura do fresco e do azul. E o mar surge-nos como numa dupla: ora profundo, silencioso e calmo, ora furioso e incomplacente. Nesta fase não perdoa e não só ameaça destruir, como destrói mesmo, sem dó nem piedade.
Mas, serra e mar são dois pólos a tocar o Infinito. Por isso os aprecio e respeito e a sua magia me encanta a cada hora, naquela paz, silêncio e calma sem medida.
Deixo uma canção para algum amante da música poder musicar…

CANÇÃO DO MAR

Refrão
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta
O pensamento
Teu azul
Teu ribombar
Nas asperezas do vento
Traz música
Melodias
No teu modesto cantar.

Traz sons, melodias.
Suaves canções de embalar
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta teu cantar.

Alivias meu cansaço
Alicias meus sentidos
Ó mar de ondas revoltas
Solta, solta meus gemidos.

Viagens das descobertas
Promoveste Portugal
Ó mar de ondas revoltas
Limpa, limpa o areal.

Alargas o meu olhar
Tão leve, em ondas revoltas
Ó mar de fortes poderes
Leva, leva-m’as afrontas.

Como desejaria, ó mar
Tua água fresca e pura.
Ó mar de ondas revoltas
Traz-me odores de frescura.

Poluídas são por vezes
Tuas águas, que tristeza!
Ó mar de ondas revoltas
Despolui a natureza.

(Poema de Arco-Íris)

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A 72.ª Volta a Portugal em Bicicleta, edição 2010, tem dez etapas e um prólogo em Viseu percorrendo 1613,9 quilómetros durante os 11 dias de competição. A 6.ª etapa entre Moimenta da Beira e Castelo Branco, tem uma meta-volante ao quilómetro 109,3 na passagem pelo Sabugal. A edição 2010 tem início no dia 4 de Agosto e termina no dia 15 de Agosto com uma etapa em linha de 154,2 kms entre Sintra e a Avenida da Liberdade em Lisboa.

Volta Portugal Bicicleta - 6.ª Etapa - Sabugal
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O espanhol David Blanco, da Palmeiras Resort-Prio-Tavira, foi o vencedor do ano passado e o grande favorito à vitória final, em 2010, na 72.ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta. O corredor espanhol já conquistou por três vezes a Volta a Portugal e aproxima-se perigosamente de Marco Chagas, que segue isolado na tabela com quatro triunfos.
Os 144 ciclistas das 16 equipas inscritas na «Volta 2010» vão percorrer 1613,9 quilómetros, divididos por dez etapas e um prólogo que tem Viseu como cenário. A chegada está marcada para a Avenida da Liberdade, em Lisboa, após uma última etapa em linha de 154, 2 kms com início em Sintra.
A 6.ª etapa, no dia 11 de Agosto, liga Moimenta da Beira a Castelo Branco numa distância de 221,1 kms e inclui uma meta-volante na passagem pelo Sabugal.
A organização prevê os seguintes horários de passagem para a 6.ª etapa:
Trancoso (meta volante), 12.45 horas; Celorico da Beira, 13.13 h; Porto da Carne, 13.27 h; Guarda, 13.48 h; Catraia do Sortelhão, 14.07 h; Adão, 14.12 h; Pêga, 14.18 h; SABUGAL (meta volante), 14.33 h; Santo Estêvão, 14.47 h; Terreiro das Bruxas, 14.52 h; Meimoa, 15.05 h; Castelo Branco (meta volante), 16.37 h.
Etapas (1613,9 kms) – 4/08 – Prólogo: Viseu – Viseu, 5,5 kms; 5/08 – 1.ª etapa: Gouveia – Oliveira de Azeméis, 188 kms; 6/08 – 2.ª etapa: Aveiro – Santo Tirso (Sra. Assunção), 152,3 kms; 7/08 – 3.ª etapa: Santo Tirso – Viana do Castelo, 173,7 kms; 8/08 – 4.ª etapa: Barcelos – Mondim de Basto (Sra. Graça), 175,8 km; 9/08 – Descanso; 10/08 – 5.ª etapa: Fafe – Lamego, 172,4 kms; 11/08 – 6.ª etapa: Moimenta da Beira – Castelo Branco, 221,1 kms; 12/08 – 7.ª etapa: Idanha-a-Nova – Seia (Torre), 168 kms; 13/08 – 8.ª etapa: Oliveira do Hospital – Oliveira do Bairro, 169,9 kms; 14/08 – 9.ª etapa: Pedrógão – Leiria, 32,6 kms (CRI); e 15/08 – 10.ª etapa: Sintra – Lisboa, 154,6 kms.
Equipas – ProTour: Lampre-Farnese Vini (ITA). Continental Pro: Andalucia-Cajasur (ESP), Xacobeo-Galicia (ESP), BBOX Bouygues Telecom (FRA), Saur Sojasun (FRA), Carmiooro NGC (GRB), ISD-NERI (ITA). Continental: Barbot-Siper (POR), CC Loulé-Louletano-Aquashow (POR), LA Aluminios-Rota dos Móveis (POR), Madeinox Boavista (POR), Palmeiras Resort-Prio-Tavira (POR), Caja Rural (ESP), Rabobank (HOL), Amore & Vita-Conad (UCR). Selecções: Portugal.

A tradicional subida à Torre e o contra-relógio individual na penúltima etapa serão os momentos decisivos desta 72.ª edição da maior prova do ciclismo português que teve início em 1927 e é uma das competições ciclistas por etapas mais antigas do mundo.
jcl

Visitei esta semana pela segunda vez a prisão do Tarrafal em Cabo Verde. Em ambas as visitas, os silêncios dominaram o percorrer daquele que também ficou conhecido como o «Campo da Morte Lenta». Nos silêncios ouviam-se os gemidos daqueles que por lá passaram. Nos silêncios ouvia-se a força da razão e da luta de todos os que querendo um pais melhor e diferente resistiram à tortura, à solidão, ao sofrimento, porque sabiam que da sua luta haveria de nascer uma alvorada de cravos vermelhos.

Holandinha - Tarrafal - Cabo Verde

José Manuel Monteiro - Largo de Alcanizes - Capeia ArraianaCom os silêncios troquei umas palavras comigo e romperam num turbilhão as memórias dos revoltosos da Marinha Grande em 1934, que fizeram parte dos 152 prisioneiros que inauguraram o campo, com Edmundo Pedro, dirigente da Juventude Comunista, também incluído no grupo dos primeiros prisioneiros.
Das vidas que por lá ficaram, vêm à memória Mário Castelhano, secretário da Confederação Geral do Trabalho, e director do seu jornal «A Batalha» que morre em 1940. Bento Gonçalves, secretário-geral do Partido Comunista Português de 1926 até à sua morte em 1942 ma prisão do Tarrafal. No total são 37 os presos que acabaram por morrer no Tarrafal.
Para lá foram encarcerados dirigentes do PCP, ou da Juventude Comunista, como Francisco Manuel Duarte, Júlio Fogaça, Sérgio Vilarigues, ou apoiantes e lideres dos movimentos independentistas e anticolonialistas como o escritor Angolano Luandino Vieira, preso como consequência da atribuição do prémio Camilo Castelo Branco pela Sociedade Portuguesa de Autores.
O campo prisional foi fundado em 1936 e funcionou até 1954 ininterruptamente albergando muitos dos antifascistas portugueses.
Com o inicio da guerra colonial o campo foi reactivado em 1961 e passou a ser essencialmente destinado a prisioneiros das ex- colónias portuguesas, nomeadamente Angola, Guiné e Cabo Verde. O seu encerramento como prisão ocorreu em 1 de Maio de 1974. Funciono depois como quartel das Forças Armadas Cabo-verdianas.
Actualmente está transformado em Museu da Resistência e o governo de Cabo Verde fez a sua candidatura a Património da Humanidade, prevendo-se que em 2011 ou 2012 isso venha a acontecer.
Do campo ficou conhecido a «Frigideira» exterior ao muro da prisão, constituída por um buraco no chão e uma chapa a cobri-lo e para onde eram enviados os prisioneiros mais resistentes. Imagina-se o sofrimento desses homens que dias e dias aguentavam o sol a bater directamente na chapa e sentiam o seu corpo fritar. A sua localização fora dos muros ainda hoje nos transporta para os gritos que dela devem ter saído.
Conhecida também ficou a «Holandinha», cela contígua à cozinha onde eram colocados os prisioneiros cujo castigo era não serem alimentados. O cheiro da comida no outro lado da parede deverá ter sido tão doloroso que só foi possível aguentar, porque esses homens acreditavam profundamente nas convicções e iam buscar ai a coragem necessária a toda a sua luta.
E, para que o futuro não tenha mais campos de morte é preciso Não Apagar a Memória.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

 

Falar dos «Trabalhadores do Comércio» é falar de uma banda que começou em 1979, fundada por dois nomes míticos do Rock português: Sérgio Castro (que foi dos Rocka, Síntese, Psico e Arte & Ofício) e Álvaro Azevedo (que pertenceu aos Pop Five Music Incorporated e aos Arte & Ofício).

 

Trabalhadores do Comércio - Sabugal - 2010

Em 1979, ao mesmo tempo que mantinham os Arte & Ofício, Sérgio e Álvaro, fundam os Trabalhadores do Comércio, cantando em português, com sotaque do Porto. A voz do grupo era a do sobrinho de Sérgio Castro, João Luís Médicis, então com 7 anos. Miguel Cerqueira também era membro da banda. As letras das músicas têm um certo humor. O seu disco de estreia, editado em 1980, foi o single intitulado «Lima 5», cujo refrão reza: «Eu só paro lá no Lima 5, Sou um meu de grabatinha e brinco». «Chamem a Pulíssia» tornou-se, no entanto, o seu maior sucesso. Este tema estava incluído no LP «Trips à Moda do Porto».
Outros temas conhecidos da banda são: «A Cançõm Quiu Abô Minsinoue» (traduzindo: A Canção Que o Avô Me Ensinou), «Atom Messiu, Comantalê Bu», «Paunka Roque», «Sim, Soue Um Gaijo do Porto» e «Quem Dera», «Haxixa na Braza», «Taquetinho Ou Lebas No Fucinho» e «Fado, Sexo e Vacalhau» (versão se «Sex and Drugs and Rock’n’Roll», de Ian Dury).
Actualmente a banda é constituída por Sérgio, Álvaro, Miguel Cerqueira, Jorge Filipe Santos, João Luís Médicis (agora já não puto com 7 anos, mas com 37 anos) e as vozes femininas de Marta Ren (uma das mais carismáticas vozes portuguesas, tendo-se afirmado enquanto voz principal do grupo Sloppy Joe, com uma energia imparável e uma presença inconfundível) e Diana Basto (que dispensa apresentações, sendo a maior Diva do Rock nacional que saltou para o estrelato com o seu impressionante trabalho com Pedro Abrunhosa. Inestimável. Única. Insubstituível.
O concerto dos «Trabalhadores do Comércio» irá acontecer no dia 31 de Julho, na Festa da Europa/Artes do Alto Côa. Uma hora e meia de Rock para animar as hostes…

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Por João Aristides Duarte

E assim vamos caminhando e parando, falando dos locais onde me delicio a comer, ao longo da A1 e, sobretudo, da A23.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A nossa paragem de hoje é em Almeirim, por onde se chega saindo da A1 em Santarém.
Conheço bem aquela cidade e, curiosamente, sempre me admirou como é que uma terra que tem a «sopa da pedra», não retira mais dela.
E com isto quero dizer que serão poucos os apreciadores daquela sopa que possam dizer que já visitaram o resto da cidade.
Localizados no essencial junto à Praça de Touros, onde hoje já se chega por uma variante, os restaurantes atraem os visitantes, mas poucos destes se apercebem que se está numa localidade com uma grande história e que assistiu nas últimas décadas a processos de desenvolvimento muito significativos.
Mas hoje ali vamos para comer, e embora se coma bem em muitos lados, vamos direitos ao «Toucinho».
Ainda sou do tempo e conheci bem, felizmente, daqueles que fizeram o nome à terra: o Zé Manel «Toucinho», o Campino e o Henrique do Forno, já falecidos, e o Ti Jaquim da Adelina (com a cervejaria em S. Roque, local de paragem obrigatória, agora felizmente reaberta pela mão da sua neta Rita).
A «sopa da pedra» para quem não sabe, era um caldo tradicional do Ribatejo. Conta-se que o Zé Manel que estava à frente da taberna da sogra (mulher que até há muito pouco tempo ainda trabalhava na cozinha do restaurante), se apercebeu que cada vez mais gente ali ia para saborear a sopa da sogra mais do que para beber vinho. Talvez porque a sopa leva tudo, alguém se tenha lembrado da sopa da pedra do frade e lhe tenha posto este nome…
Sendo responsáveis pelo restaurante a viúva, a filha e o genro do Zé Manel, ali se continua a comer a que, para mim, é a melhor sopa da pedra de Almeirim.
Cheguemos então cedo para ainda termos lugar na antiga taberna e podermos olhar pelos vidros para a azáfama da cozinha.
A sopa da pedra é um produto certificado, estando claramente definidas na lei as regras a que deve obedecer a sua confecção, mas também as regras de confecção dos enchidos que a constituem…
Para a mesa virão as célebres «caralhotas» (assim se chama a este tipo de pão), acabadas de sair do forno e um bom queijo seco.
A sopa chega, bem cheirosa, com o seu feijão, os enchidos, a orelha, e tudo o mais, incluindo a pedra…
No início, só havia para segundo prato umas «caralhotas» barradas com um molho tipo à espanhola a aconchegar uma boa bifana assada na brasa. Hoje pode pedir-se para prato carnes de porco, vitela ou borrego grelhadas na brasa. Por mim, havendo, prefiro uma «rinzada», que são as costeletas de borrego da zona dos rins do animal.
Acompanhe-se a refeição com o bom vinho da casa, tinto ou branco (não esquecendo que se está em terra de branco…), da Adega Cooperativa.
Preço da refeição? Andaremos pelos quinze euros por pessoa.
Não abandonemos Almeirim sem ir à Adega Cooperativa comprar os seus vinhos (está aberta aos fins de semana). Por mim, trago sempre algumas garrafas de «Varandas» tinto e branco, mas há muito e bom por onde escolher e a preços convidativos.
Na próxima viagem e apesar de estarmos, quase em casa, paramos no Carregado.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

 

Surgidos em 2005 e constituídos por quatro músicos, que são: Alex Van True, Jorge Sousa, Zé Fusco e Mário Duarte, os «One Vision» são a banda portuguesa de tributo aos Queen.

 

One Vision - Sabugal - 2010

O que têm para oferecer os «One Vision» ao público da Festa da Europa/Artes do Alto Côa, no dia 29 de Julho no Sabugal?
Pois, nada mais nada menos que isto:
– Uma energia interminável e uma voz extraordinariamente parecida com a de Freddie Mercury;
– Um fantástico som de guitarra eléctrica com todo o feeling e calor de Brian May;
– O grave que nos faz bater o coração, nota por nota, como criou o grande John Deacon;
– A bateria levada ao mais ínfimo pormenor, os falsettos levados ao extremo, como nos habituou Roger Taylor;
– O sentimento e expressão dos teclados como se de um piano de cauda se tratasse.

Desde a mais curta nota de baixo ao mais longo solo de guitarra. Desde o mais agudo vibrato vocal, até à nota mais à esquerda no piano, tudo é recriado na perfeição.
«Bohemian Rhapsody», «The Show Must Go On», «Radio GaGa», «We Are The Champions», «Crazy Little Thing Called Love», «Another One Bites The Dust», ou «I Want to Break Free», entre muitas outras canções do Queen, farão parte do alinhamento do concerto, que terá a duração mínima de uma hora e meia.
Segundo eles próprios costumam dizer: «Nós também somos fãs (dos Queen, claro)… e divertimo-nos tanto ou mais que vocês, público. Os Queen serviram-nos a nós quando éramos crianças. Agora que somos adultos, é a nossa vez de os servir a eles, com esta homenagem.»
O que seria de esperar dos «Queen» é transmitido na perfeição pelos «One Vision».
A banda anda em digressão desde o início do ano e já passou (ou irá passar) por palcos de Moura, Fundão, Cartaxo, Sesimbra, Trancoso, Alpalhão, Leiria, Abrantes, Óbidos, Mirandela, etc. Chegou, agora, a vez do Sabugal apreciar esta banda ao vivo. A não perder…

Vodpod videos no longer available.

Por João Aristides Duarte

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

José Sócrates no Casteleiro - Sabugal - 2010
Clique na imagem para ampliar

Data: 21 de Julho de 2010.
Local: Casteleiro, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: José Sócrates fez uma breve paragem no Casteleiro para cumprimentar António José Marques, presidente da Junta de Freguesia local e para receber uma monografia das mãos do autor, Daniel Machado.
jcl

O primeiro-ministro José Sócrates, acompanhado do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, inauguram esta quarta-feira, dia 21 de Julho, às 12.00 horas, no sítio do Alísio, a mini-hídrica instalada na descarga do transvase da barragem do Sabugal para o Meimão. Penamacor é um dos cinco concelhos, ao lado do Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, que vão beneficiar com o empreendimento.

Barragem Sabugal - Meimão - Penamacor

Seis décadas depois dos primeiros estudos do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, é hoje inaugurada a central mini-hídrica do Meimão e consignado o último bloco de rega na Fatela. O investimento de 320 milhões vai beneficiar quase 1700 agricultores, abastecer águas às populações dos cinco concelhos envolvidos e permitir a regularização fluvial, a defesa contra as cheias dos cursos de água e ainda a produção de energia eléctrica.
A terceira e última fase do sistema, que estará concluído e em funcionamento pleno a partir de 2012, é lançada esta quarta-feira, 21 de Julho, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, na aldeia de Meimão, em Penamacor, um dos cinco concelhos beirões, ao lado de Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, beneficiários do empreendimento.
O empreendimento aproveita a transferência de água das cabeceiras do rio Côa (Bacia Hidrográfica do Douro) para a ribeira do Meimão (Bacia Hidrográfica do Tejo) com uma queda de 220 metros.
Em declarações à agência Lusa, António Serrano, comparou o empreendimento da Cova da Beira ao Alqueva em termos de complexidade e demora na sua conclusão durante décadas porque «tal como este, o projecto de Alqueva, onde estivemos também há pouco tempo, a inaugurar a conclusão do aproveitamento do abastecimento público à população, começou em pleno Estado Novo. São projectos de grande dimensão e complexidade», admitiu.
jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

Programação diversificada e de qualidade no TMG – Teatro Municipal da Guarda, dirigido por Américo Rodrigues para Setembro, Outubro, Novembro e Dezembro. Reportagem da redacção da LocalVisãoTv da Guarda.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

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Em exibição nos cinemas UCI

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