Bem me apetecia escrever sobre a hipocrisia de alguns políticos sobretudo os PECadores do Bloquinho Central dos interesses.

(Clique na imagem para ampliar.)

Joao Aristides DuarteEfectivamente, como denunciou Daniel Cohn-Bendit no Parlamento Europeu, a Alemanha e a França colocam a Grécia entre a espada e a parede, pedem enormes sacrifícios ao povo grego e não hesitam em vender a essa mesma Grécia, nos últimos meses, 6 fragatas, 20 ou 30 helicópteros e alguns submarinos, tudo num valor total de perto de 4 mil milhões de euros. Depois, esses países, ajudam a Grécia com juros a 5 ou 6%, quando eles obtêm empréstimos de 1, 5 a 3%. Hipócritas!!!
Já por cá a hipocrisia, também, reina: dão tolerância de ponto por causa da visita do Papa e declaram, agora, que há um problema de produtividade e é necessário mudar os feriados. Lembre-se que o PS sempre foi contra isso, mas é, agora, a favor. Hipocrisia!!
Banditismo político!!!
Mas sigamos com o concerto de Paco Bandeira, no Soito, que teve lugar na tarde de 28 de Abril de 2007, integrado na Festa do Mundo Rural, organizada pela Câmara Municipal do Sabugal.
A Festa decorreu no recinto onde está instalado o Centro de Cultura, Juventude e Lazer do Soito (conhecido por Praça de Toiros). No lado de fora, para além das diversas tasquinhas e stands com equipamentos para a agricultura, foi montado um palco.
Foi nesse palco que actuou Paco Bandeira e a sua Banda, constituída por um baixista, um guitarrista e um baterista. O guitarrista era Jorge Ganhão que eu conheço por ter editado um CD em nome próprio, de título «Cantar Alentejo» e cujo primeiro tema é «Criticar o Alentejo» (com uma letra que reza: «Criticar o Alentejo, isso a mim não me magoa, porque em todo o lado vejo, gente rude e gente boa»).
O concerto, tal como referi numa crónica anterior referente a Paco Bandeira no Sabugal, foi o mais à la carte possível. Com efeito, Paco Bandeira solicitou ao público que pedisse as canções que queria, que ele e a sua Banda as interpretariam.
Aproveitei logo para solicitar a menos conhecida «Joe da Silva», um tema sobre um emigrante nos «States», num ritmo bastante estilizado de «Jazz New Orleans», o que foi correspondido pelos músicos e cantor, embora Paco Bandeira tenha referido que não sabia se os músicos conheciam essa. Até referiu que fui logo solicitar uma das mais difíceis.
Mais membros do público solicitaram outros temas do vasto reportório do cantor de Elvas.
Pudemos assim ouvir temas como a inevitável «A Minha Cidade (Ó Elvas, Ó Elvas)», «A Minha Quinta Sinfonia», «João Saramago», «Chula da Livração», a eterna «Ternura dos Quarenta» e muitas mais que foram acompanhadas em coro pelo público presente.
Paco bandeira apresentou-se com uma boina preta na cabeça e referiu logo que estava entre amigos, tendo por isso este concerto tido um sabor especial, porque foi o menos formal possível.
No final do concerto Paco Bandeira conviveu com algum do público presente, com o presidente da Câmara, Manuel Rito, e reencontrou o seu velho amigo Toninho Oliveira, com o qual esteve longo tempo à conversa.
Um verdadeiro anti-vedeta, este Paco Bandeira que se apresentou neste concerto do Soito.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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