A Associação das Casas Históricas de Riba Côa, que tem sede em Sortelha, entregou um requerimento na Câmara Municipal do Sabugal, solicitando acesso ao processo relativo à implantação de torres eólicas nas imediações daquela aldeia histórica de Portugal.

Eólicas em Sortelha - Foto de JusnumarMiguel Esperança Pina, presidente da associação, que assina o pedido de informação, alega que se desconhece o número do processo, ignorando-se ainda elementos essenciais da obra, «porque os editais afixados na obra omitem flagrantemente todos os requisitos exigidos pela lei». Perante essa manifesta falta de elementos a associação «requer informação sobre a identidade da entidade promotora, número do processo, data da sua entrada na Câmara, organismos e entidades a que foram solicitados pareceres e informações prévios, resultado desses pareceres e informações e data dos mesmos, bem como situação actual do processo».
A petição pede ainda acesso ao próprio processo e «cópia simples da planta de implantação da mesma obra, de pareceres prévios a entidades e organismos oficiais, consultas obrigatórias e resumo das características técnicas, nomeadamente potência licenciada, número e torres e da distância de cada urna das torres eólicas em relação à vila de Sortelha, com respectivas cotas de altura máxima após a construção».
Capeia Arraiana soube que esta acção visa estudar o processo de forma a sustentar um pedido de suspensão das obras, o que poderá passar por uma providência cautelar. A causa tem apoio jurídico de uma conhecida firma de advogados e de várias personalidades, que se juntaram com a intenção de fazer tudo o que tiverem ao alcance para impedirem o prosseguimento da obra.
Muita gente de renome vem subscrevendo a petição on-line contra a «destruição de Sortelha», dentre eles o historiador e arqueólogo Francisco Sande Lemos, o presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses José Morais Arnaud, o pintor Kim Prisu, o eurodeputado Miguel Portas, o escritor Jorge Martins, entre outros.
plb