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A polémica está instalada na cidade da Guarda face a uma decisão aprovada por larga maioria na Assembleia Municipal, recomendando ao Município um corte de 20 por cento no orçamento do Teatro Municipal da Guarda (TMG) para este ano, revertendo esse valor para as juntas de freguesia.

Américo RodriguesA proposta de corte de 20 por cento nas verbas destinadas à Culturguarda, empresa municipal que gere o TMG, foi apresentada pelo presidente da Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa, Baltazar Lopes, tendo o grupo do PSD acrescentado à proposta que essas verbas revertam para as juntas de freguesia do concelho. Face ao teor que a proposta assumiu a mesma foi aprovada por larga maioria, incluindo a quase totalidade dos presidentes de juntas de freguesia, que por inerência integram a assembleia.
A polémica estalou quando o director do TMG, Américo Rodrigues, revelou que a proposta do autarca de Aldeia Viçosa não passa de uma retaliação face a uma posição por si assumida no seu blogue «Café Mondego», onde denuncia uma atitude torpe e indigna do edil que impossibilitou, com roncos de vuvuzela a realização de um concerto de música erudita na sua freguesia.
Em novo post editado ontem, dia 29 de Junho, no seu blogue pessoal, Américo Rodrigues denunciou a atitude revanchista do autarca:
«No domingo publiquei uma denúncia acerca do comportamento do presidente da junta de Aldeia Viçosa que, perante várias testemunhas e uma patrulha da GNR, boicotou um concerto clássico promovido pela Fundação Trepadeira Azul, ameaçando, berrando e tocando vuvuzelas. O comportamento daquele edil foi inaceitável e indigno de um representante do poder local.(…)
Hoje, o mesmo presidente da junta propôs à Assembleia Municipal que se cortasse em 20% o apoio da Câmara ao Teatro Municipal da Guarda. O voto foi aprovado. Convém dizer que sou o director do TMG. O alvo sou eu e o que significo. Ou seja, o tipo que criticou e denunciou o inaceitável comportamento de um autarca tocador de vuvuzelas.»
A situação gerou uma avalanche de reacções de indignação face à proposta de corte orçamental na fatia destinada pela Câmara à cultura, que coloca em causa a programação do TMG, instituição da Guarda que tem merecido elogios a nível nacional e internacional pela qualidade do seu desempenho. Américo Rodrigues indica mesmo que espera por uma definição clara da situação por parte do executivo municipal para tomar decisões de fundo.
Capeia Arraiana soube que o voto da assembleia é apenas indicativo, não vinculando a acção futura da Câmara.
Veja o post de Américo Rodrigues Aqui
plb

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O profeta, o escolhido e bem-amado, ele que era o amanhecer do seu próprio dia, regressou à sua terra natal, no mês de Agosto, o mês da saudade.

João ValenteSeguido dos seus discípulos, atravessou o rio na velha ponte, e seguiu pela estrada que ladeia a colina do vetusto castelo, e enquanto avançava, crescia a alegria no seu coração.
Lembrava-se ainda daquela terra como um jardim grande e belo, com suaves pastos onde brotavam, lindas flores semelhantes às estrelas e havia doces meloais que na Primavera se cobriam de flores delicadas rosa e pérola e no Outono davam um fruto saboroso; hortas bem amanhadas, sobre o rio, com as suas picotas, dando todo o mimo de verduras. Lembrava-se ainda como nas árvores pousavam os pássaros que cantando tão melodiosamente, faziam com que ele, em menino, ficasse em silêncio a escutá-los por longas horas. Ou como ía de um lado para o outro admirando as belezas da natureza, pensando que Deus mudara de sítio nas alturas, aproximando-se da terra. Lembrava-se sobretudo do jardim bem cuidado; as açucenas vestidas de branco, erguendo-se com certo desmaio, como as raparigas em traje de baile, que em menino tinha admirando nas revistas; as camélias, de cor carnosa, fazendo pensar nas pernas desnudas, em grandes senhoras, indolentemente deitadas, mostrando os mistérios da sua pele de seda; as violetas ocultando-se entre as folhas para se denunciarem com o seu perfume; as margaridas destacando-se como botões de ouro malte, os craveiros, qual avalanche revolucionária de gorros vermelhos, cobrindo o canteiro, e no horto a grande amendoeira balanceando o sua ramagem como um incensário de branco e rosa que se espalhava mais agradável que o das igrejas.
Chegando às primeiras casas, parou, e disse orgulhosamente:
– Vede – e apontando o casario – aqui tendes, finalmente a terra que me viu crescer.
Então, um dos discípulos deu um passo em frente e disse:
– Vê este grupo que saíu ao nosso caminho. Souberam da tua chegada, e vieram, abandonando as suas terras e vinhas, esperar-te.
E ao profeta, vendo o pequeno grupo, o seu coração enterneceu-se. Nisto, surgiu um murmúrio no grupo, um murmúrio de afecto e súplica.
E o profeta olhando-os, disse:
Quando fecho os olhos, no reboliço da cidade, vejo estes lameiros, cheios de verdura e freixos, cujas copas alcançavam o céu. Cada vez que tapo os ouvidos ao barulho da cidade oiço o murmúrio da ribeira e o resfolgar do vento nas ramadas. Todas estas belezas da minha imaginação, recordam-me a minha infância e juventude, que eu anseio reviver convosco neste meu regresso.
E aquela gente sentiu um calor nos seus corações ao ouvir estas coisas, e um deles disse:
– Onde te escondeste para que não vivamos na luz da tua presença? Pois olha: Todos estes longos anos te amámos e ansiámos que voltasses são e salvo. E agora a gente pede aos gritos para falar contigo; Peço-te que apareças diante do povo e lhe expresses a tua sabedoria, e consoles os aflitos e instruas os ignorantes.
O profeta, comovendo-se, disse:
– Não me chames sábio, a menos que chames sábio a todos os homens. Somos apenas folhas verdes da árvore da vida que um dia o vento levará, e a vida está muito acima da sabedoria e da ignorância. Ninguém é sábio ou ignorante.
E retomando o caminho, com os seus discípulos e o pequeno grupo de seguidores, entrou na rua que conduzia ao seu jardim, que fora o jardim de sua mãe e seu pai e onde dormiam o sono eterno os seus antepassados. E alguns queriam segui-lo para lhe prepararem um banquete de boas vindas, segundo o costume da terra, mas ele pediu que o deixassem só porque o seu pão era o pão da saudade, e o seu copo transbordava de vinho da lembrança, que desejava beber só.
E o profeta chegando ao jardim dos seus pais, entrou nele, e fechou o portão, para que ninguém o seguisse. E durante quarenta dias e quarenta noites viveu sozinho naquela casa e naquele jardim e ninguém se aproximou daquele portão, que permanecia fechado, e todos sabiam que pretendia estar só. Ao fim dos quarenta dias e quarenta noites, ele abriu o portão para que pudessem ir vê-lo.
E vieram alguns dos seus discípulos que se sentaram em volta dele. E no pequeno largo defronte, juntou-se uma grande multidão: Adultos, velhos, robustos e enfermos, de rosto curtido pelo vento e pelo sol. Um deles falou e disse:
– Mestre, os nossos corações estão amargurados e não sabemos porquê. Suplicamos-te que nos consoles e que abras o nosso coração e mentes ao significado das nossas penas.
E o profeta, olhando as colinas e o céu azul, suspirou e disse:
– Amigos, compadecei-vos da terra que está cheia de crenças e vazia de religião. Compadecei-vos da terra que veste o que não tece, come o pão que não cultiva e bebe o vinho que não corre dos seus lagares. Compadecei-vos da terra que aclama os fanfarrões como heróis e cujos sábios morreram com o passar dos anos. Compadecei-vos hora pela terra onde o ventre das mulheres secou e que já não ouve os risos e as brincadeiras das crianças nas suas ruas e praças. Compadecei-vos da terra que só grita quando caminha num funeral, que apenas se orgulha das suas ruínas, que nem se revolta quando a votam ao desprezo. Compadecei-vos da terra cujas autoridades gastam o que não tem em obras megalómanas, cujos filósofos são ogres prestidigitadores, e cuja política é uma arte de remendos e efabulações. Eis, pois aqui resumidamente, o significado das vossas penas: Sois um bando espectros; um bando de inúteis, isto é o que vós sois! De que vos queixais, portanto?
Nisto, fez-se um longo silêncio, interrompido por um gradual clamor que se levantou na multidão. Um dos tais ogres avançou com uma pedra na mão, à cabeça de toda aquela gente, e vociferou:
– Quem te julgas para nos vires dar aqui lições de moral? Só porque foste por esse mundo, vistes coisas, és melhor que nós, que ficámos? Não precisamos cá de ti para nada! – e fazendo o gesto de arremessar a pedra – Volta por onde vieste!
Então, o profeta acendeu calmamente o cachimbo, levantou-se, ajeitou a boina, passando calmamente entre a multidão. E secundado pelos seus discípulos, parando à saída da sua povoação, apoiado no bordão, voltando-se para contemplar uma última vez a silhueta do velho castelo e daqueles montes em redor, falou aos seus discípulos, dizendo:
– Quem nunca foi vítima da mordedura das serpentes e nunca sentiu as ferroadas dos lobos?
E, sacudindo a poeira das sandálias, no que foi imitado por todos eles, fez-se novamente ao caminho.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Calendário das Capeias Arraianas na Raia sabugalense. Edição da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Pertenço a um tempo, não o aceito, chego a odiá-lo, mas não posso fugir dele. Sem dúvida que sou um contemporâneo, mas dentro de mim há um afastamento cada vez mais acentuado de todo este sistema.

António EmidioSou capaz de o compreender melhor que outros que concordam com ele, a esses não os podemos considerar contemporâneos porque não compreendem a época histórica em que vivem. Já há muito que me chegou o momento, não só a mim, de ver como o poder está estruturado e quem domina a humanidade. Domina-a o Capitalismo Selvagem, a Globalização Neoliberal. Como era de prever, já destruíram os valores do homem e da sociedade. Criaram um sistema político em que não existe mais realidade económica a não ser aquela marcada pelas bolsas de valores e multinacionais.
As nossas leis já não nos defendem, as instituições já não nos protegem, os parlamentos já não nos representam e, a educação dos jovens limita-se a criar apoiantes do sistema, retirando-lhes a cultura e o saber. E quando os bancos e as instituições financeiras falam de crescimento, isso não tem nada a ver com progresso humano, tem a ver com lucros intoleráveis que levaram ao descalabro as economias de muitas nações e, a destruição do meio ambiente. A corrupção política e económica já tem consequências na textura moral das nossas sociedades e nos sistemas democráticos, fazendo pouco ou nada credivel o sistema representativo, as próprias eleições já não servem para questionar a política do Estado, são uma luta entre os grandes interesses dos bancos e macro-empresas. Cada vez mais este sistema só reconhece como válidas as actividades que geram ingressos, riqueza e lucro, não as actividades «improdutivas» como ele lhes chama, que são o conhecimento e o saber. Nenhum país consegue enriquecer se renunciar ao intelecto.
Está em perigo a Democracia, os grandes oligarcas dizem que ela é um obstáculo ao sucesso económico, é necessário «congelá-la». Esta propaganda começa a ser eficaz, está disfarçada debaixo de uma auréola de verdade, pluralidade e tolerância.
Uma das coisas que me surpreende, me deixa triste e revoltado, é a maneira como os beatos do sistema, os politicamente correctos, negam sistematicamente alternativas à Ordem Global estabelecida. São estes que não aceitam nada que seja novo e, cada pequeno avanço nas ideias e teorias, custa sacrifícios indescritíveis, muitas vezes pagos com a morte, o sofrimento e o exílio. Tudo a eles se deve. A maior parte destes que eu conheço, vive da política para tratar da sua vida, portanto não se pode esperar nada deles.
Estamos no fim de um estádio civilizacional, o do Ocidente. E por mais que o Império, Estados Unidos, tente deter o curso da história, por meio de invasões de povos, desrespeito dos direitos humanos e chacinas, tudo isto só contribui para acelerar a sua queda e, quando cair arrastará a Europa com ele.
Charles Maurras, um reaccionário, onde Salazar foi beber muito da ideologia do Estado Novo dizia: «…uma coisa é certa, é o dinheiro que faz o Poder na Democracia Representativa. Elege-o, cria-o e gere-o. O sufrágio universal é o mais conservador dos sistemas políticos».
Termino, para alguns com uma heresia: presentemente, em democracia, já não se contam votos, mas sim dinheiro.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Homenagem à histórica selecção brasileira no Campeonato do Mundo de Futebol de 1982 que se realizou em Espanha.

Alinharam: 1, Valdir Peres; 2, Leandro; 3, Óscar; 4, Luizinho; 5, Toninho Cerezo; 6, Júnior; 7, Paulo Isidoro; 8, Sócrates; 9, Sérginho; 10, Zico; 11, Éder; 12, Paulo Sérgio; 13, Edevaldo; 14, Juninho Fonseca; 15, Falcão; 16, Edinho; 17, Pedrinho; 18, Batista; 19, Renato; 20, Roberto Dinamite; 21, Dirceu; e 22, Carlos. Treinador: Telê Santana.

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Portugal empatou 0-0 com o Brasil no Campeonato do Mundo de Futebol da África do Sul. Há quem diga que foi um óptimo resultado até porque em campo estavam 9 portugueses e 13 brasileiros.
jcl

Militares da Guarda Nacional Republicana (GNR) detiveram no dia 25 de Junho, dois indivíduos de 38 e 33 anos, sem profissão, residentes em Pínzio, concelho de Pinhel, por furto de cobre.

Preso algemadoOs suspeitos foram surpreendidos por militares do posto territorial de Pínzio quando procediam ao corte de cabos de cobre na rede de baixa tensão da EDP na freguesia de São Pedro do Jarmelo. No momento da detenção, além dos cabos de cobre, tinham ainda na sua posse ferramentas e um veículo que utilizavam na prática do crime, que foram apreendidos. Os detidos foram depois presentes a Tribunal.
Este é um tipo de furto que vem acontecendo um pouco por toda a região, dado o bom preço do cobre, que vendido pode ser uma boa fonte de receitas para os larápios.
Porém a GNR procedeu durante toda a semana transacta à detenção em flagrante delito de mais 16 cidadãos. Oito foram detidos pelo crime de condução sob o efeito do álcool, três por condução sem habilitação legal, três por outros furtos, um por desobediência e um por crime de posse de arma proibida. Foram ainda detidos dois indivíduos por mandado judicial.
Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda da GNR, foram também elaborados 283 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 234 à legislação rodoviária, 17 à legislação da natureza e ambiente, 31 à legislação policial e um à legislação fiscal e aduaneira.
No que respeita à sinistralidade rodoviária, registaram-se 27 acidentes, pelos seguintes motivos: 19 por colisão, sete por despiste e um por atropelamento. Destes acidentes resultaram dois feridos graves e 11 feridos leves. Segundo a GNR, após análise sumária das causas dos acidentes registados, foi possível apurar como causa provável da sua maioria, o desrespeito pela cedência de passagem e a velocidade excessiva.
Em 21 de Junho, o comando territorial levou a efeito uma operação direccionada para a fiscalização geral do trânsito, bem como intercepção/abordagem de suspeitos da prática de crimes. Foram fiscalizados 152 veículos e condutores, foram elaborados sete autos de contra-ordenação por infracções à legislação rodoviária e detidos três condutores, por condução sob efeito de álcool.
Em 21 e 23 Junho, diversos efectivos do SEPNA, em colaboração com a IGAOT e o SEPRONA (Guardia Civil de Espanha), levaram a efeito no Parque TIR em Vilar Formoso, duas operações conjuntas, denominadas «TRES 2010», tendo por objectivo o controlo ao transporte transfronteiriço de resíduos. Foram fiscalizadas 278 viaturas e elaborados dois autos de contra-ordenação.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas sete operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 271 veículos e elaborados 11 autos de contra-ordenação.
No dia 22 de Junho, a Secção de Programas Especiais do Destacamento Territorial da Guarda, realizou uma acção de sensibilização subordinada ao tema «Burlas e Conto do Vigário», em locais isolados no concelho do Sabugal. Na acção estiveram presentes 18 idosos.
plb

Os sabugalenses desfrutam já do campo desportivo que a Junta de Freguesia do Sabugal construiu na margem direita do rio Côa, na Devesa, onde se podem praticar diversas modalidades desportivas.

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A obra custou pouco mais de 93 mil euros, inteiramente suportados pela Junta de Freguesia do Sabugal. Incluiu a construção de um ringue ao ar livre, com relva sintética, bancada e vedação exterior, pronto para a execução de diversas modalidades desportivas. Ao lado foram colocados três contentores adaptados para balneários, com óptimas condições para acolherem duas equipas e ainda os árbitros.
Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia, está satisfeito com a obra, executada num terreno cedido pela Câmara Municipal, mas pretende introduzir-lhe ainda algumas melhorias. «Vamos preparar um espaço para a prática de jogos tradicionais e instalar grelhadores, para que as famílias e os grupos de amigos possam vir para aqui conviver», disse-nos o autarca, que serviu de cicerone, mostrando-nos a sua mais recente obra na cidade do Sabugal.
O campo de jogos e os balneários já estão em pleno funcionamento, com uma ocupação quase permanente. Sobretudo nos fins-de-semana.
«Ainda há dias aqui esteve uma equipa de futebol vinda de Peniche, que jogou com uma equipa do Sabugal. E os jovens vêm para cá todas as tardes para jogarem futebol ou praticarem o ténis», revelou o presidente, que acrescentou que o usufruto é gratuito, sendo tudo controlado por um funcionário que ali está em permanência. «Com a colaboração do IEFP trouxemos para aqui um rapaz que estava no desemprego, e é ele que zela pelas instalações e controla o uso do equipamento».
Mesmo à beira do açude, a que no Sabugal chamam o «Muro», os habitantes e os visitantes do Sabugal possuem agora um motivo acrescido para irem até à praia fluvial do rio Côa. Para além de um banho e de um passeio nas canoas que a Câmara disponibiliza, há agora um equipamento desportivo pronto a utilizar.
plb

Face ao conteúdo do texto publicado no Capeia Arraiana com o título «Os “considerandos”», da autoria de João Aristides Duarte, solicito a publicação do seguinte:

Sabugal1. Nas minhas funções de Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal nunca alimentei nem alimentarei qualquer tipo de polémica nem com os cidadãos, nem, muito menos, com os senhores deputados municipais.
2. Exerço as funções para que fui eleito no respeito rigoroso das competências que, regimentalmente, me estão cometidas, e no respeito e colaboração institucional com o Executivo Municipal, as Juntas de Freguesia, os Grupos Políticos representados na Assembleia e, naturalmente, os Senhores Deputados Municipais e Grupos Políticos representados na Assembleia.
3. O Presidente da Assembleia Municipal, enquanto Presidente, não tem nas suas competências fazer declarações de voto sobre sentidos de votação, tendo o cuidado expresso de, sempre que se pronuncia na sua qualidade de Deputado Municipal, para que foi eleito pelos eleitores sabugalenses, o afirmar previamente, como consta das Actas já aprovadas.
4. O Presidente da Assembleia Municipal nunca divulgará nem comentará publicamente conversas privadas que tenha com qualquer Senhor Deputado Municipal.
5. A Mesa da Assembleia Municipal foi mandatada pelos representantes dos Grupos Políticos membros da Comissão Eventual para a Revisão do Regimento aprovada na AM de 29 de Dezembro de 2009, para solicitar pareceres à ANMP e à CCDR Centro sobre a legalidade da proposta apresentada pela Mesa para o Artº 41ª do Regimento, mandato que foi cumprido de imediato.
Ramiro Matos
(O Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)

Na reunião da Assembleia Municipal do Sabugal, realizada no passado dia 25 de Junho, o sr. Presidente da Mesa, Ramiro Matos, numa declaração de voto, referiu-se às moções e propostas de votação entregues pelo Grupo Parlamentar da CDU (de que eu faço parte, eleito como independente) dizendo que a postura desse Grupo tem sido, desde o início deste mandato, de dividir a Assembleia e colocar à discussão assuntos que não podem merecer o consenso dos deputados, apostando em temas «fracturantes» e apresentando muitos «considerandos».

João Aristídes Duarte - «Política, Políticas...»Como, no final da Assembleia, indaguei junto do sr. Presidente da Assembleia as razões para ele referir isso e não tendo obtido respostas convincentes, coloco à apreciação dos leitores deste blogue o meu pensamento sobre o tema.
Analisemos, então, as moções e propostas de votação que foram apresentadas pelo Grupo Parlamentar da CDU na Assembleia de 25 de Junho:
– Moção contra as portagens na A25 e A23, que foi aprovada, embora com algumas abstenções, sobretudo de membros do PS (talvez por causa dos «considerandos»…);
– Moção contra o encerramento das Escolas do 1.º Ciclo, no concelho, com menos de 21 alunos, que foi aprovada, embora com abstenções de alguns elementos do PS e até de, pelo menos, um Presidente de Junta de Freguesia (!!!) e um voto contra de um membro do PS (curiosamente um professor). Aqui quero referir a atitude digna do presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa, Manuel Rei, que embora conhecido como seguidor da mais fiel ortodoxia do PS, votou a favor da moção, ao contrário de outros que se dizem independentes;
– Voto de Louvor a Título Póstumo a José Maria Videira, o insigne originário da Bendada que foi desterrado para o Tarrafal, por mim referido neste blogue em 10 de Maio passado. Esta proposta foi aprovada, embora com bastantes abstenções, curiosamente de muitos membros do PS, apesar de ter sido referido, antes da votação, pelo deputado João Manata que ele não era, nem nunca tinha sido, membro do PCP e que o seu neto (que tanto preserva a sua memória) é, até, simpatizante do PS. Apraz-me, também, referir como digna a atitude do deputado António Gata que, desta vez votou ao lado daqueles a quem chamou na Assembleia Municipal de 30 de Abril, ortodoxos e estalinistas;
– Voto de pesar pelo falecimento do escritor José Saramago que foi aprovado com várias abstenções de membros do PS (não é tanto de admirar que tenha havido abstenções de deputados do PSD e do único deputado do CDS que, desde o início deste mandato entrou mudo e saiu calado de todas as sessões e tem tido uma postura de alinhar, sistematicamente, com o PS) e um voto contra de alguém que, certamente, nunca leu um livro do escritor. O que é mais de admirar é que o sr. Presidente da Assembleia se tenha abstido e feito uma declaração de voto, apesar de ter escrito um comentário neste blogue, em 20 de Junho passado, onde rematava com estas palavras: «A mim basta-me parar e relembrar algumas das melhores páginas da literatura de língua portuguesa de sempre. Obrigado José Saramago».
Foi nessa declaração de voto que Ramiro Matos se referiu aos «considerandos», quando o voto de pesar apenas referia a vida e obra do escritor. A referência mais política (que não «fracturante») era a de que Saramago foi militante do PCP até ao fim da sua vida, uma verdade que não pode dividir nada. Impossível seria o voto de pesar referir que Saramago era militante do PS. Citando o deputado do MPT, Francisco Bárrios, noutro assunto em discussão, na mesma sessão da Assembleia (que por sua vez já citava o humorista brasileiro Jô Soares): «Não precisa explicar, eu só queria entender…»
Vejamos, agora, o que tem feito a Mesa da Assembleia, desde a sua eleição, em termos fracturantes e de divisão da Assembleia, sobretudo no referente ao voto secreto (o famoso Artigo 41.º do Regimento da Assembleia):
– Pedido de Pareceres à ANMP e CCDR;
– Introdução desta discussão na Assembleia (com toda a legitimidade, diga-se);
– Tentativa de alteração do Regimento, em vigor há vários anos e que sempre fez funcionar a Assembleia;
– Discussões intermináveis à volta deste tema.
Resultado: votação em que a proposta da Mesa de alteração do Artigo 41.º para introdução do voto secreto (sobretudo no Orçamento e Plano) foi rejeitada com 37 votos votos a favor, 38 votos contra e uma abstenção. Se isto não é dividir a Assembleia, não sei o que será. Aprovada a proposta da CDU para manutenção do mesmo Artigo do Regimento em vigor.
Já agora refira-se a postura dos membros da CDU na Assembleia de 30 de Abril (em que votaram favoravelmente duas moções do PS – uma sobre o 25 de Abril e outra sobre o 1.º de Maio) ou na última Assembleia em que votaram, também, favoravelmente uma proposta do PS (mais tarde fundida com uma do Executivo Camarário) sobre o encerramento das Escolas do 1.º Ciclo com menos de 21 alunos. Afinal quem tem pruridos ideológicos?
O juramento de lealdade dos membros da CDU na Assembleia ao tomarem posse é para cumprir. Lealdade, sobretudo, com os seus eleitores que não gostariam de ver os deputados da CDU na Assembleia Municipal do Sabugal andarem a reboque fosse de quem fosse. Ainda bem que é assim e não de outra maneira.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A «fácil governação» da maioria absoluta do PSD na Câmara Municipal do Sabugal, nos últimos 12 anos, ficou comprometida após as eleições autárquicas de Outubro de 2009 quando António Robalo venceu em número de votos mas apenas alcançou três vereadores tantos como o Partido Socialista de António Dionísio. O MPT elegeu um vereador, Joaquim Ricardo, alterou as regras do jogo e assumiu-se, desde logo, como fiel da balança deixando perceber aos mais atentos que, afinal, um vereador podia valer tanto como três.

António Robalo - Presidente - Câmara Municipal SabugalComeço por deixar claro duas certezas pessoais: sou democrata e gosto de viver em democracia mas considero que o pior da democracia são as maiorias ditas absolutas. Como já escrevi uma vez só em Portugal é que há maiorias relativas (uma definição inventada por Salgado Zenha) porque nos países democráticos de incidência parlamentar o normal é governar (ou tentar governar) em coligação. As maiorias absolutas são perniciosas. Criam nos dirigentes um sorriso cínico do género – diz o que te apetecer porque no fim a minha decisão é que vale – e alimentam personalidades arrogantes e totalitárias como a protagonizada por José Sócrates na anterior legislatura. Claro que a quem governa dá imenso jeito ter uma maioria absoluta. Nem é preciso explicar porquê…
No Sabugal foram tomadas muitas decisões políticas legitimadas pelas chamadas maiorias absolutas. Especialmente no último mandato encabeçado pelo Presidente Manuel Rito Alves foram lançadas (ou aprovadas em projecto) grandes obras cuja factura será paga nos próximos cinco, dez ou mais anos. Estou a falar do Centro de Negócios Transfronteiriço, do Parque de Campismo, das Termas do Cró e da famigerada ligação à A23. Mesmo em «maioria absoluta» estas decisões políticas são uma pesada herança para o actual Presidente António Robalo. Era voz corrente ouvir dizer-se que «quem quer que ganhasse as eleições estaria limitado a pagar e concluir os projectos aprovados no mandato de Manuel Rito». Mas vamos analisar os quatro grandes projectos…
Centro de Negócios Transfronteiriços do Soito – Estamos no final de Junho de 2010 e seria interessante saber quantas empresas já estão a funcionar no espaço que foi bandeira de uma solução para um problema de saúde pública. O contrato de aquisição assinado com o anterior proprietário (de acordo com as actas públicas da Câmara Municipal do Sabugal) teve incorporados trabalhos de remodelação previstos num projecto arquitectónico aprovado pela autarquia sabugalense. O preço de aquisição rondou os 2 milhões de euros, com uma parte (cerca de 25 mil euros) entregues na data da assinatura do contrato, outra tranche (de cerca de 350 mil euros) a pagar após conclusão dos «toscos e cobertura», uma terceira prestação (igual à segunda) a pagar na data de entrega da obra e o montante restante (perto de um milhão e 250 mil euros) a entregar em 10 prestações anuais. E porque é um assunto que de todo não me agrada vou deixar por aqui a minha análise à antiga fábrica da Cristalina com mais ou menos trapalhadas de cortes de contadores pela Direcção-Geral de Energia e de contadores de obra que ainda estão a alimentar empresas.
Conclusão: cerca de 1 milhão e 250 mil euros a pagar nos próximos 10 anos.
Parque de Campismo do Sabugal – É um processo de aprovação absoluta, com terreno incluído – aliás o Sabugal tem sido sinónimo nos últimos anos de grandes certezas absolutas – envolto em grandes decisões e que tivemos a oportunidade de visitar com o então presidente Manuel Rito há cerca de um ano. Está situado na estrada da Senhora da Graça a meio-caminho entre a loja dos móveis Robinil e a barragem do Sabugal. O terreno que vai da estrada até ao rio Côa quase integralmente à sombra de árvores foi adquirido no ano 2001 pelo executivo liderado pelo então presidente António Morgado. A Comissão de Análise da Sabugal+ (presidida por Norberto Manso) escolheu o consórcio constituído pelas empresas Imoestrela-Sociedade de Investimentos da Serra da Estrela, Arser-Areias da Serra da Estrela, Equipav-Gestão de Equipamentos e Manuel Rodrigues Gouveia, SA. Na sequência da aprovação ficou decidido que seria constituída uma empresa para gerir a construção e a exploração ficando a Sabugal+ com 49 por cento e o consórcio com os restantes 51 por cento do capital. O investimento de 9 milhões e cem mil euros – um parque de campismo que já tem árvores e terreno adquirido vai custar ainda mais 9 milhões de euros – será pago ao consórcio pela autarquia sabugalense, durante um período de 25 anos e, depois, passará a pertencer na totalidade ao Município. O projecto está num impasse porque o actual executivo entendeu candidatar-se a um financiamento da Turismo Serra da Estrela que, a concretizar-se, irá permitir classificar o Parque em classe superior e integrá-lo na rede da Região da Serra da Estrela.
Conclusão: 9 milhões de euros a pagar durante os próximos 25 anos.
Termas do Cró – O complexo termal é conhecido pelas suas propriedades únicas para o tratamento de doenças reumáticas músculo-esqueléticas e respiratórias. Falta muita informação sobre as propostas e o rumo para este grande investimento que se pode tornar na alavanca e na bandeira do concelho do Sabugal e de toda uma região. Assim haja capacidade para tanto. As recentes discordâncias na Assembleia Municipal de 25 de Junho sobre o futuro do projecto ficam mal a quem já não tem responsabilidades executivas sobre o mesmo e a quem nunca foi, sequer, militante do PSD. Estas picardias fazem lembrar tristes cenas dejá vu nas anteriores Assembleias Municipais entre Presidente e anterior Presidente.
Conclusão: Infelizmente, no Sabugal, andamos sempre a olhar para o passado com certezas absolutas.
Ligação à A23 – Numa recente viagem a Trancoso por ocasião do «Encontro de Blogues na Beira» tivemos oportunidade de ver as grandes obras de ligação entre a A25 e o município presidido pelo social-democrata Júlio Sarmento que, recentemente e curiosamente, condecorou o primeiro-ministro José Sócrates por essa decisão. Na volta passei por algumas das Aldeias Histórias de Portugal (paisagens belíssimas do Douro vinhateiro onde não se avistam eólicas), por Vila Nova de Foz Côa que vai receber igualmente uma ligação à A25 por auto-estrada, pelo Museu do Côa em fase de conclusão, por Almendra (de que falaremos em futura crónica) e Almeida. Mas vamos ao que interessa. A ligação à A23 é mais um projecto pessoal e intransmíssivel concebido por Manuel Rito. O não cumprimento das promessas ao longo de anos de ministros (PSD e PS) de diferentes Governos levaram à alteração de estratégias. A solução foi lançar pequenos troços que evitavam pareceres do Tribunal de Contas e de Impacto Ambiental. No final os troços ficam todos unidos e a estrada de ligação à A23 – obrigação do Governo da República Portuguesa – está concluída à custa do orçamento da Câmara Municipal do Sabugal. As vozes mais críticas dizem que ainda falta negociar cerca de três quilómetros de ligação à A23 em território da Câmara de Belmonte e que os militares não reparam peças nas máquinas limitando-se a substituí-las por outras novinhas em folha. Falta saber qual o custo actual do quilómetro de estrada terraplanada já concluído, quanto falta concluir, qual o prazo de conclusão (sem guerras do Líbano no meio) e qual o custo das ligações que se vão percebendo entre o Sabugal e o Soito.
Conclusão: talvez seja tempo de alguém assumir que este projecto que leva o Sabugal à terra de ninguém foi (é) um erro.
A análise desta pesada herança do Presidente António Robalo levou-o a tentar gerir durante sete meses uma minoria que obrigava a difíceis consensos numa estratégia política que merece, agora, o reconhecimento de surpresa e admiração de apoiantes e opositores. As análises convergem. A gestão do «governo de minoria» transformada em «maioria negocial prática» foi concretizada com timings pensados por António Robalo num verdadeiro estudo de caso da ciência política. Transformou a minoria saída das urnas numa quase impossível maioria no executivo e permitiu ao vereador do MPT, Joaquim Ricardo, um espaço de actuação na Sabugal+ para provar as suas capacidades. Com esta «negociação» anulou o Partido Socialista e apressou a saída definitiva da cena política de António Dionísio, homem que gera grande simpatia pessoal mas que mostrou inabilidade política como líder da oposição e cabeça-de-lista socialista.
Para alguns seria impensável chegar a este consenso político entre PSD e MPT, ou seja, entre António Robalo e Joaquim Ricardo, menorizando dramaticamente a importância dos três vereadores socialistas. É interessante que as vozes mais críticas a este acordo soam de dentro do PSD e de alguns apoiantes do movimento sabugalense do Partido da Terra. Possivelmente se algumas destas vozes críticas fossem protagonistas com responsabilidades executivas há muito teriam deitado a toalha ao chão argumentando que assim era impossível governar e melhor seria novas eleições.
Mas… porque estamos em tempo de Mundial de Futebol no comentário depois do jogo fica a certeza de uma grande capacidade de análise e estratégia política de António Robalo que transformou um 3-4 num, desculpem-me o exagero, 7-0.
O Sabugal tem direito ao futuro. Haja capacidade e coragem para negociar estratégias e conceber objectivos colectivos.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

jcglages@gmail.com

O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, negociou com o vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, um acordo político que garantirá a governabilidade do Município, fazendo face à posição minoritária do PSD no executivo. Desse entendimento resultou o exercício de funções em permanência pelo dito vereador e a sua eleição para presidente da empresa municipal Sabugal+, factos que merecem uma análise.

António Robalo - Presidente - Câmara Municipal SabugalAntes de mais há a lamentar a delonga de sete meses na adopção de uma solução para o executivo. Igual acordo poderia ter sido alcançado poucas semanas após a tomada de posse dos eleitos, tivesse o presidente concluído o que desde logo era óbvio: tinha de negociar com a oposição uma solução politica, que significava ceder lugares ganhando como contrapartida a garantia da aprovação das medidas preconizadas no seu programa eleitoral.
O entendimento com o vereador do MPT era por demais natural face à composição do executivo: três vereadores do PSD (contando com o presidente), três do PS e um do MPT. Alguns dirão que é uma solução contra-natura, tendo por referência a génese da candidatura de Joaquim Ricardo e o conteúdo da sua campanha eleitoral, de ataque frontal ao PSD, apelando à mudança e retirando-lhe, nas urnas, a maioria que detinha no executivo anterior. Porém em política, passadas as campanhas e as votações, há que ter sentido de responsabilidade. E neste caso cabia ao presidente tomar desde logo a iniciativa de negociar um acordo com o partido que lhe garantiria a maioria e a estabilidade. Embora tardia, a solução encontrada tem o jus de revelar um presidente paciente e perspicaz, que dominou o jogo político e garantiu um acordo cujos contornos, em especial a cedência da presidência da Sabugal+, lhe asseguram a estabilidade necessária à implementação do seu programa político.
Ao Partido Socialista cabe-lhe fazer oposição, estando agora em plenas condições para exercer essa função. Há porém duas atitudes dos socialistas que não se compreendem, ou que, aceitando-as como actos de responsabilidade em nome da busca de soluções, não deixam de ser politicamente desadequadas. A primeira foi a da votação favorável à chamada de mais dois vereadores para exercerem funções em permanência, sendo que um deles teria que ir da oposição. Esse voto favorável, e afinal desnecessário, porque o presidente negociara com o vereador do MPT, deixa no ar a ideia de que o PS esperava pelo lugar.
O segundo erro dos socialistas foi terem enveredado por uma negociação paralela com o presidente. Se bem que os seus termos não sejam plenamente conhecidos, sabe-se que não se procurava uma solução global (essa negociava-a secretamente António Robalo com o vereador do MPT), mas apenas a garantia da funcionalidade da empresa Sabugal+, onde o PS detinha um vereador no Conselho de Administração. Em política tudo tem que ser pensado e a possibilidade latente de um acordo geral com o MPT deveria ser suficiente para que o PS não procurasse outra coisa do que fazer oposição.
Uma referência final à forma desadequada como António Robalo se demitiu de presidente da Sabugal+, em plena reunião do executivo, arrastando consigo todo o Conselho de Administração em funções, incluindo o vereador do PS que o compunha, sem que tenha antes informado esse membro da espectacular decisão de se demitir «em directo», fazendo eleger imediatamente a seguir Joaquim Ricardo para presidente da empresa. A boa conduta e a respeitabilidade também devem fazer parte da política e este caso é disso exemplo.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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Fotos de ANGEL HERNANDEZ GOMEZ   –   Direitos Reservados
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Angel Hernandez Gomez

O Capeia Arraiana orgulha-se de editar a excelência do trabalho fotográfico de Angel Hernandez Gomez. Gracias.
jcl e plb

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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jcl

O Largo da Fonte, no Sabugal, recebeu no domingo, 20 de Junho, o 16.º Festival Internacional de Folclore integrado nas Festas de São João. Para além dos anfitriões – Grupo Etnográfico do Sabugal – actuaram o Rancho Folclórico das Lavradeiras de Vila Franca, o Grupo de Danças e Cantares «Os Amigos do Minho», o Grupo Folclórico «A Convenção de Evoramonte» e o grupo espanhol de Danzas e Cantares de Torrejoncillo.

GALERIA DE IMAGENS   –   20-6-2010
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jcl

Foi com imenso prazer que participei no dia 27 de Junho de 2010 nas cerimónias da inauguração de uma farmácia em Aldeia Velha onde, aliás, já existia um posto de medicamentos. Foi como que a promoção do posto a farmácia muito embora em edifícios diferentes.

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O empresário, Luis Paixão, é proprietário da farmácia Lucinda Moreira, na sede do concelho, e mais postos de medicamentos no concelho de Sabugal.
Hoje foi, de facto, dia grande na zona da Raia visto que temos consciência do que representam os tais serviços de proximidade como costuma afirmar o Presidente António Robalo.
Por volta das 12.30 horas o Sr. Padre Américo, coadjuvado pelo Sr. Padre Carlos Martins, de Foios, procedeu à bênção das instalações seguindo-se, de imediato, os curtos discursos de circunstância através do empresário promotor – Luis Paixão – e do Presidente do Município António Robalo.
Depois das referidas cerimónias as cerca de duzentas pessoas deslocaram-se para o enorme e bonito espaço verde onde havia sido colocada uma tenda apropriada para o efeito. Depois dos aperitivos foi servido o tradicional porco no espeto que estava, na verdade, muito saboroso.
Para animar todos os presentes actuou um conjunto a fazer inveja a muitos que por cá actuam no mês de Agosto.
Parabéns e muitas felicidades é tudo posso desejar.
José Manuel Campos

A Confraria do Cão da Serra da Estrela iniciou formalmente a sua actividade no passado dia 20 de Junho, na Aldeia Histórica de Sortelha, com a realização de um encontro onde foram eleitos os órgãos sociais para o triénio 2010-2012.

Confraria do Cão da Serra da EstrelaMuitos criadores, amigos e admiradores do Cão da Serra da Estrela, vindos de vários pontos do País, juntaram-se com o objectivo comum de divulgar, fomentar e valorizar a raça. Marcaram igualmente presença os Presidentes da Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela (APCSE) e da Liga dos Criadores e Amigos do Cão Da Serra da Estrela (LICRASE), instituições que integram por inerência a Direcção da Confraria.
A Junta de Freguesia de Sortelha e a Câmara Municipal do Sabugal, que desde o início se associaram a esta iniciativa, através da disponibilização de instalações para a sede, fizeram-se representar, respectivamente, pela Presidente, Fernanda Esteves e pelo Vereador Ernesto Cunha.
Após um almoço de confraternização e visita à futura sede, procedeu-se à eleição dos órgãos sociais que ficaram assim constituídos:

PASTORES (Direcção)
Chanceler: António dos Reis Nunes
Fiel das Usanças: António José Gonçalves Marques
Contador-Mor: Maria Teresa Azevedo Gomes
Primeiro Almoxarife: A.P.C.S.E.
Segundo Almoxarife: LICRASE

MATILHA (Assembleia Geral)
Grão-Mestre: António Nogueira Lourenço
Primeiro Escrivão: Maria Justina Bárbara Franco
Segundo Escrivão: Paiva Inácio

LOBOS (Conselho Fiscal)
Averiguador-Mor: Edgar Alexandre Mota Veiga Dolgner
Primeiro-Averiguador: Nuno Filipe Pereira Nina Xavier da Costa
Segundo-Averiguador: Francisco José Carreira da Silva

A Assembleia deliberou ainda proceder à escolha do logótipo, traje e outros símbolos. Terá agora início o processo de divulgação da Confraria e a preparação do I Capítulo, a par de outras iniciativas de carácter científico, pedagógico, cultural e lúdico que, de algum modo, possam concorrer para um melhor conhecimento, protecção, divulgação ou aproveitamento do Cão da Serra da Estrela.
António José Gonçalves Marques

O Moinho do Ti Zé Ricardo na margem esquerda do Rio Côa um pouco antes de chegar à ponte tem sido palco de muitas noites de confraternização e amizade no Sabugal. Os sempre simpáticos anfitriões tudo fazem para que tudo corra bem e os seus amigos se sintam à vontade. «Já temos uma agenda do moinho para quando nos telefonam a marcar uma borga», dizia-nos com um largo sorriso o Tó Ricardo uma destas noites quando nos juntámos à festa da primeira comunhão do filho do Zé Carlos Ricardo. São momentos bons com gente boa num belíssimo local enquadrado com o Castelo e o Côa.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

Os Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente e do Ordenamento do Território concessionaram, por Portaria de 25 de Junho, à «Terras Perdidas-Sociedade Agrícola» a zona de caça turística das Batoquinhas na freguesia de Aldeia da Ribeira no concelho do Sabugal.

Reserva Caça - Batoquinhas - Aldeia da Ribeira - SabugalFoi concessionada pela Portaria n.º 391/2010, de 25 de Junho, dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente e do Ordenamento do Território, após consulta ao Conselho Cinegético Municipal do Sabugal, pelo período de 12 anos, renovável automaticamente, à «Terras Perdidas-Sociedade Agrícola», com sede nas Batocas, a zona de caça turística das Batoquinhas (processo n.º 5401 -AFN), constituído pelo prédio rústico denominado Quinta das Batoquinhas, sito na freguesia de Aldeia da Ribeira, município de Sabugal.
A inclusão dos terrenos inseridos em área classificada nesta zona de caça termina ou é condicionada, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por planos especiais de ordenamento de território ou obtidos dados que determinem a incompatibilidade da actividade cinegética com a conservação da natureza, até um máximo de 10 por cento da área total da zona de caça.
A zona de caça concessionada pela presente portaria produz efeitos, relativamente a terceiros, com a instalação da respectiva sinalização.

Ver Portaria n.º 391/2010. Aqui.
jcl

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

GALERIA DE IMAGENS
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaEsta semana fui à serra da Estrela, onde o meu coração gosta de respirar. Saltita de alegria quando pisa aqueles verdes, os secos, as cascalheiras. O ar puro amacia a minha alma e o meu pensamento fica perto do céu. Recordo a infância onde passei muitas férias e rebusco um poema do Arco-Íris para deixar aqui. É a minha paixão pelo silêncio, a minha loucura pelo Azul e a minha alegria pela purezas das cores, das formas e das criaturas imaculadas que ninguém ousa manchar, por de mais afastadas das correrias do mundo actual.

ESTRELA

Ó Serra de ar puro,
Frescura, leveza…
Vida perfumada!
O bom que me cerca
As urzes do monte
Respiro encantada.

Na subida há sonho
Silêncio, beleza
Para o Alto a caminhada!
Quanto me delicia
Vida de montanha
Fico deslumbrada.

A paz que anseio
Apenas num sopro
Os montes me dão!
Feliz me elevo
Na alegria que sente
O meu coração.

Tão bem que me sabe
Viver quase alada
No cimo.
Ao canto das colinas
Ao murmúrio das fontes
Me arrimo.

Vê o horizonte
Que o olhar alcança
Onde pequena cresci.
Contempla a maravilha
Descansa teus olhos
E sorri.

in Arco-Íris

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Morreu esta semana o escritor que eu mais admirava e apreciava.

José Manuel Monteiro - Largo de Alcanizes - Capeia ArraianaLi «Levantado do Chão» no inicio dos anos 80 e essa leitura levou-me à leitura de todos os livros da obra de Saramago. Alguns, para ai dois, comprei e não terminei a sua leitura. Foi a fase de não conseguir ler Saramago, como já me tinha acontecido, e ainda acontece, com Lobo Antunes.
De todos os seus livros gostaria de destacar aqueles que maior prazer me deram a ler e aqueles que após cada leitura recomendava a todos os amigos.
Em «Levantado do Chão» descobri um povo que luta contra a opressão num ambiente de miséria rural. Da luta dos trabalhadores agrícolas alentejanos contra os latifundiários, as forças da ordem e a igreja descobri um povo antifascista e um autor que não tem medo de revelar as suas opções políticas.
No «Memorial do Convento», com a criação de personagens fantásticas: Baltazar, sete-sóis e Blismunda, sete-luas, o padre Bartolomeu Dias e a sua passarola, o rei e a rainha, o povo anónimo, através da construção do convento de Mafra, Saramago volta a ter na sua acção a História de um Povo.
Nos anos 90 são publicados «O Evangelho segundo Jesus Cristo» e «Ensaio sobre a Cegueira».
Com o Evangelho nasce a primeira polémica. Depois de Abril um governo censura um livro ao proibir a sua participação num prémio europeu de literatura. Saramago parte para as Canárias.
José Saramago - Foto de Sebastião SalgadoEm o evangelho Cristo é homem. Vive as angústias de um homem, os amores e as paixões, a revolta e a crucifixação, como todos aqueles que sem medos se revoltam num mundo de misérias e injustiças.
As angústias de quem não vê ou não quer ver, na cegueira colectiva de um povo e quase a apontar para a ficção científica foram sentidas no final da leitura do «Ensaio sobre a Cegueira».
«Caim» a ultima obra lida de Saramago, volta a por em destaque o sagrado e gera novas polémicas, sendo já tema de uma das primeiras crónicas escritas e publicadas aqui por mim.
Deixei para último o livro que por estes dias mais me fez recordar Saramago. «Intermitências da Morte». É o livro que nos deixa sem resposta. Apenas sabemos que na morte e no seu compromisso para com a humanidade reside o medo do desconhecido, do vazio, algures numa hora e num lugar deste planeta.
No escritor descobri o homem, coerente com os seus pensamentos, fiel aos seus valores.
Hoje, no desconhecido da morte, restam os livros.
A todos aqueles que nunca tiveram coragem ou interesse em ler José Saramago desejo que o descubram e retirem da leitura dos seus livros prazer mas também a coragem para que sem medos se afirmem os pensamentos e as ideias, mesmo que incómodas ou não maioritárias na sociedade.
Por tudo, Obrigado José Saramago.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Para quem não conhece o Festival Sete Sóis Sete Luas (FSSSL), o mesmo nasceu de um grupo de jovens idealistas, residentes e naturais do norte de Itália,” apaixonados pelo diálogo de culturas entre cidades que falassem a linguagem universal a música.

Festival Sete Sóis Sete Luas - FSSSLPediram apoio ao Nobel da Literatura José Saramago, que gostou da ideia, apoio-os e até ao seu recente falecimento, foi presidente honorário, tendo Portugal aderido desde a primeira hora. O Festival cresceu junto de cidades/vilas mediterrâneas de países lusófonos.
A origem do nome tem a ver com algumas personagens do livro de José Saramago «Memorial do Convento» como Baltazar Mateus, o Sete Sóis e Blimunda, a Sete Luas.
Abrange uma rede cultural de trinta cidades/vilas de dez países mediterrâneos e do Atlântico (Brasil, Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos e Portugal.
Desde 2000 que a reabilitada Fábrica da Pólvora na freguesia de Barcarena de Oeiras, acolhe nos seus palcos este Festival.
O programa deste ano, de 25 de Junho a 3 de Setembro, ás sextas-feiras, consta de onze concertos em estreia, a saber:
No dia 2 de Julho, Mercedes Peón (Galiza); 9 de Julho, Eugenio Bennato (Itália); 16 de Julho, Mário Lúcio (Cabo Verde); 23 de Julho, Massimo Laguardia (Sicília); 30 de Julho, Banda Del Pepo (Múrcia); 6 de Agosto, Orchestra Pololare Italiana (Itália); 13 de Agosto, Les Voix du 7Sóis (Mediterrâneo); 20 de Agosto, Maria Del Mar (Andaluzia-Cádiz); 27 de Agosto, Rocío Marquez (Andaluzia-Huelva); e no dia 3 de Setembro, Kristi Stassinopoulou (Grécia).
A entrada é livre, limitada aos lugares disponíveis.
José Morgado (Baseado no texto de Carla Rocha)

A morte de José Saramago, o único Prémio Nobel da Literatura da língua portuguesa, deixou a Cultura um pouco mais pobre. Por quatro vezes a sua obra foi transposta para o grande ecrã.

Pedro Miguel Fernandes - Série B - Capeia ArraianaDas quatro obras baseadas em livros de José Saramago que foram alvo das objectivas da Sétima Arte, «Ensaio Sobre a Cegueira» é a mais célebre. Realizada em 2008 pelo brasileiro Fernando Meirelles, autor de «Cidade de Deus» e «O Fiel Jardineiro», a adaptação desta visão catastrófica da Humanidade, em que uma misteriosa epidemia torna a população mundial cega e acaba por nos mostrar a natureza do Homem quando perde um dos seus sentidos fundamentais através do olhar da única personagem que vê, conta com um elenco de luxo e de várias nacionalidades (Julianne Moore, Danny Glover, Gale Garcia Bernal ou Alice Braga). Apesar de o tema ser bastante difícil de filmar, senão mesmo impossível devido à própria natureza da obra (no fundo estamos perante um mundo onde as personagens são cegas), Meirelles conseguiu dar uma nova visão da obra de Saramago, uma das mais conhecidas do escritor.
Já antes, em 2000, tinha sido a vez do holandês George Sluizer ter feito uma versão de «Jangada de Pedra», filme que conquistou alguns prémios em festivais de cinema. Nesta história da separação da Península Ibérica do território europeu, rumo aos Açores, uma vez mais surge um elenco internacional, onde se encontram os portugueses Diogo Infante e Ana Padrão.
José SaramagoA mais recente adaptação de uma obra de Saramago ao Cinema ainda está por estrear e baseia-se num conto publicado pelo Nobel em 1978 na colectânea «Objecto Quase». Passado durante uma crise petrolífera, o filme é assinado pelo português António Ferreira («Esquece Tudo o que te Disse») e conta a história do inventor de um digitalizador de pés que perde a oportunidade de comercializar a sua tecnologia por não ter gasolina no carro. Esta obra tem estreia prevista para os próximos meses.
Por fim, há ainda uma curta-metragem de animação feita em 2006 pelo galego Juan Pablo Etcheverry, «A Maior Flor do Mundo», onde o próprio José Saramago é uma das personagens que conta a ideia de um livro infantil, contando uma história de um rapaz que fez nascer a maior flor do mundo.
Todos estes filmes são um exemplo de que a obra de Saramago continua para além dos livros, chegando a outras artes. Para recordar o Homem fica esta última curta-metragem.

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«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes
pedrompfernandes@sapo.pt

«Quem se mete com os beirões leva com a luta e com o protesto», avisou esta quarta-feira, Francisco Almeida, porta-voz da Comissão de Utentes Contra as Portagens nas SCUT’s nas auto-estradas A23, A24 e A25.

SCUT's - BeiraA Comissão de Utentes Contra as Portagens nas autoestradas A25, A23 e A24 emitiu um comunicado referindo que «a adopção de portagens nas SCUT’s significaria que os distritos da Guarda, Viseu, Aveiro, Castelo Branco e Vila Real continuariam a ser sacrificados e o seu desenvolvimento adiado».
«São várias as razões que levam a que nos afirmemos contra as portagens”, disse o porta-voz da Comissão de Utentes à agência Lusa adiantando que na conferência de imprensa serão anunciadas «as primeiras formas de luta» que serão desenvolvidas nos distritos beirões, abrangidos por aquelas vias.
No comunicado destaca a autoestrada A25, que liga Aveiro a Vilar Formoso, apontando que não existem alternativas e que «o desenvolvimento da região permanece muito distante dos valores nacionais» para que sejam cobradas portagens aos utilizadores.
«A introdução de portagens na A25 é profundamente prejudicial e injusta para a economia e as populações dos distritos da Guarda, Viseu e Aveiro», sustentam.
A mesma comissão também denuncia que aquela auto-estrada possui um traçado «muito sinuoso e com declives acentuados» e que «não é justo taxar com portagens uma via que, pelo seu traçado, fica muito distante da qualidade de outras».
jcl

Vídeo promocional do «Guia Turístico das Aldeias Históricas de Portugal» da autoria da «Olho de Turista» e da «Aldeia da Minha Vida» dos dinâmicos empreendedores Susana Falhas e Serafim Faro.

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jcl

Na Raia Sabugalense o mês de Agosto rima com Encerros e Capeias Arraianas. Já falta pouco!

Calendário 2010 - Capeias Arraianas - Encerros - Sabugal

O Concelho do Sabugal continua a perder população.

Ramiro Matos – Sabugal Melhor - Capeia ArraianaConcluo hoje a análise às Estimativas da População Residente em Portugal referidas a 31 de Dezembro de 2009, publicadas recentemente pelo INE, apresentando no quadro seguinte a evolução da população residente segundo os grupos etários verificada na Beira Interior Norte entre 2001 e 2009.
Uma análise rápida do mesmo, conduz às seguintes conclusões principais:

Quadro

1 – O concelho do Sabugal continua a ser o Concelho da Beira Interior Norte onde o peso dos residentes mais jovens (0-24) é o mais baixo, tendo descido de 20,09% em 2001 para 17,69% em 2009, muito abaixo da média sub-regional que era em 2009 de 22,34%. Saliente-se que em 1991, esta camada etária representava 25,4% da população total.
2 – O grupo etário entre os 25 e os 64 anos mantém a sua tendência de subida, pois em 2008 era de 46,5% e em 2007 de 45,8%. No entanto o peso deste grupo no conjunto da população continua a ser o mais baixo da BIN, o que, como facilmente se conclui, pode conduzir a uma escassez de recursos humanos em idade activa.
Este dado, associado à dificuldade de regeneração da população do Concelho, pois as camadas mais jovens estão a diminuir, constitui uma fragilidade do Concelho face a estratégias de desenvolvimento que venham a ser adoptadas.
3 – A população idosa (65 anos ou mais) representava em 2009 34,68% da população total, face aos 37,59% em 2001 e aos 35,2%, em 2008. No entanto, o Sabugal continua a ser o Concelho em que este valor relativo é mais elevado.
Esta tendência positiva resulta, no entanto e, infelizmente das taxas brutas de mortalidade elevadas que, em 2008 (últimos dados estatísticos conhecidos) atingia os 24,2% no Concelho, contra os 14,9% no contexto da BIN.
4. Uma última nota para o índice de envelhecimento (população com mais de 65 anos a dividir por população com menos de 15 anos) que atinge em 2009 o valor de 422,6%, contra 378,2% em 2001 e apenas 215,7% em 1991.
Saliente-se que em 1991 havia 2,16 idosos para cada criança, valor que sobe para 3,8 em 2001 e para 4,23 em 2009, demonstrativo do crescente envelhecimento da população do Concelho do Sabugal.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

A França viveu as últimas semanas ao «ritmo» da sua Selecção Nacional. Até houve (e continua a haver) outros assuntos que mereciam a mesma, senão ainda maior atenção. Mas não é novidade que o futebol continua a mexer com uma gande parte da sociedade, ricos ou pobres, velhos ou novos.

Selecção Francesa - Anelka - Domenech - África do Sul - 2010

Paulo AdãoNestes momentos desportivos, que pessoalmente também aprecio, todas as atenções vão para as equipas do nossos países, o patriotismo sai à rua, os temas de conversa são os resultados, bons ou maus de certas equipas e outros problemas mais sérios e mais urgentes de resolver ficam para trás ou são resolvidos à pressa, sem discussão, sem oposições, sem debate.
Mas o tema desta crónica é bem a equipa de França e a sua participação neste campeonato do mundo. Talvez muitos dos leitores deste blogue até já estejam fartos de ouvir falar desta equipa e da novela que se vai «produzindo» em volta dela, por aqui também se têm esse sentimento. Até ao jogo de ontém, ainda alguns responsaveis desta equipa pensava ou esperava num milagre para que esta equipa se qualificasse, mas a grande maioria da população francesa, não só não acreditava como desejava que a equipa fosse derrotada e voltasse para casa o mais rapido possivel. A França não gostou e não aceita a imagem que os seus jogadores deixaram desta nação. Existem petições em linha para castigar os responsaveis desta situação, existem petições para que os jogadores renunciem aos seus prémios de jogo e ofereçam o dinheiro às camadas jovens e à formação desportiva, fazem-se pedidos de explicação.
A imprensa francesa, seja ela especializada no desporto ou de cunho politico ou social, não poupou em nada a equipa, os seus dirigentes e responsaveis. Apenas algumas frases que apareceram nos jornais por toda a França: «Vae Victis. Malheur au vaincu», ou seja, «…afinal tudo tinha começado com uma batota», «a derrota foi o melhor que podia ter acontecido», «nunca deveriam ter posto os pés na Africa do Sul», «um campo em ruínas», «jogadores de uma mediocridade alarmante, podres de dinheiro, educados numa vida por vezes sem leis, sem valores, sem respeito, sem educação», «mais uma vez Parabéns». A prestação da equipa francesa foi vergonhosa, foi uma calamidade, o fim do mundo. De desgosto público e popular vivido pela população pelos maus resultados desportivos, passou a tema politico pelo comportamento geral desta equipa.
Mas porquê tudo isto? Como se chegou a esta situação?
Os problemas em volta da equipa de França, há muito se conheciam, há vários anos, que se falava dos problemas internos de balneário entre staff e jogadores. Poucos foram aqueles que perceberam e aceitaram a continuidade do mesmo treinador depois da eliminação (também na primeira fase) no campeonato da Europa em 2008. No entanto, à medida que se aproximou este mundial muitos eram os que acreditavam no sucesso deste equipa e muitos foram os que davam esta equipa como vencedora do campeonato do mundo. E este é uma das chaves do desgosto. A França era campã do mundo já antes do campeonato e sem jogar, a França era campã do mundo porque ganhou em 1998. A França era campã do mundo porque as outras equipas não prestam e pouco valem. Rapidamente o patriotismo deu lugar ao chauvinismo.
Uma outra critica apontada ao comportamento dos «azuis» é o mau exemplo dado às camadas jovens e a todas as crianças que vêm nos jogadores os seus ídolos. Os formadores e responsaveis das camadas jovens falam já de centenas de inscrições a menos no início do ano, os milhares de jovens actualmente nas camadas de formação assimilam rapidamente os gestos e actos menos positivos dos seus ídolos e rapidamente contestam as decisões dos treinadores. E este foi o que me motivou a escrever sobre este assunto, porque nesta maranhada toda, no que diz respeito à formação dos jovens, pouco se ouviu falar dos verdadeiros valores do desporto, da alegria de jogar e fazer parte de uma equipa e que participa em grandes competições. Os jovens são formados para serem o Zidane ou o Figo, Ronaldo ou Messi. A formação é feita, muito, à base de imagens temporárias de pessoas que tiveram e têem prazer em jogar, que mostravam prazer em defender as cores de um país e pouco à base dos valores humanos do respeito, do trabalho, da sinceridade, do Fair-Play. A maioria dos jovens conhece os jogadores Zidane ou Figo, mas poucos conhecem a pessoa e o homem que são o Zidane e o Figo, poucos conhecem os valores do respeito, da justiça, do trabalho, da disponibilidade para serem o Zidane ou o Figo dos próximos campeonatos do mundo.
Dois pontos, que achei importantes em volta desta novela, que me levaram a esta reflexão: o chauvinismo francês e as fracas bases na formação desportiva actual.
«A selecção gaulesa» – uma novela que vai continuar ainda por alguns (muitos) episódios, que vai fazer correr muita tinta nos jornais pelo menos aqui por França.
E viva Portugal.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Festa do Solestício de Verão no Cabeça das Fráguas e em Pousafoles do Bispo no concelho do Sabugal. Reportagem da jornalista Sara Castro e imagem de Miguel Almeida da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
Vodpod videos no longer available.

jcl

O vereador socialista na Câmara Municipal do Sabugal, António Dionísio, solicitou por carta enviada aos serviços camarários a suspensão do mandato. O pedido vai ser comunicado pelo Presidente António Robalo esta quarta-feira, 23 de Junho, na reunião ordinária do executivo.

António Dionísio - PS - SabugalO candidato à Câmara Municipal do Sabugal pelo Partido Socialista, António Dionísio, enviou na segunda-feira, 21 de Junho, uma carta dirigida ao Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, a solicitar a suspensão do mandato de vereador na autarquia.
O Capeia Arraiana sabe ainda que o pedido vai ser lido por António Robalo esta quarta-feira na reunião ordinária do executivo onde já não estará presente o cabeça-de-lista socialista. Os pedidos de suspensão de mandatos têm, de acordo com a lei vigente, um limite máximo de um ano.
Recorde-se que o Partido Socialista conquistou três vereadores nas últimas eleições autárquicas, em Outubro de 2009, e que cabe agora aos socialistas indicar o nome do substituto de António Dionísio.
A lista encabeçada pelo agora auto-suspenso vereador era constituída ainda por Fernanda Esteves (actual presidente da Junta de Freguesia de Sortelha), Luís Nunes Sanches (actual vereador), Manuel Rei Barros (actual presidente da Junta de Freguesia da Rebolosa), Sandra Fortuna (actual vereadora) e por Francisco Vaz e Roberto Lavrador. O vereador substituto, se não houver nenhum impedimento ou recusa, deverá assim ser encontrado nos dois últimos elementos da lista: Francisco Vaz ou Roberto Lavrador.
António Dionísio (ex-chefe de Finanças na Repartição do Sabugal) está actualmente em funções em Aguiar da Beira por motivos de incompatibilidade na Lei Eleitoral Autárquica (inelegibilidades especiais do artigo 7.º) que não permite a um candidato ou vereador autárquico exercer funções no mesmo concelho onde é, por exemplo, chefe da repartição de Finanças.
De acordo com o Artigo 77.º, da Lei 169/99, de 18 de Setembro, o pedido de suspensão de mandato é enviado ao Presidente e apreciado pelo plenário do órgão na reunião imediata à sua apresentação podendo ser invocados motivos de doença comprovada, exercício dos direitos de paternidade e maternidade e afastamento temporário da área da autarquia por período superior a 30 dias. A suspensão que ultrapasse 365 dias, sucessivos ou cumulativamente, transforma-se automaticamente em renúncia salvo se no primeiro dia útil seguinte ao termo daquele prazo o interessado manifestar, por escrito, a vontade de retomar funções.

Lei Eleitoral dos Órgãos da Autarquias Locais. Aqui.
Lei 169/99, de 18 de Setembro, do Regime Jurídico de funcionamento dos órgãos dos Municípios e das Freguesias. Aqui.
jcl

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Ficamos à espera que nos envie a sua escolha para a caixa de correio electrónico:
capeiaarraiana@gmail.com

Data: Junho de 2010.

::

Local: Barragem do Sabugal.

::

Legenda: Carpa com 6,2 Kgs. pescada na Barragem do Sabugal por Marcelino Fonseca, presidente do Clube de Caça e Pesca do Sabugal.

::

Autoria: Direitos Reservados.

Clique na imagem para ampliar

A Assembleia Municipal do Sabugal reúne na sexta-feira, 25 de Junho, às 20.30 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

Sabugal«COMUNICADO
Por indicação do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Manuel Lopes de Matos e a fim de dar conhecimento a todos os interessados, solicito a divulgação da realização da Assembleia Municipal no próximo dia 25 de Junho do corrente ano, pelas 20.30 horas no Auditório Municipal de Sabugal, sendo a ordem de trabalhos a seguinte:

SESSÃO ORDINÁRIA DO DIA 25 DE JUNHO DE 2010

ORDEM DE TRABALHOS

ANTES DA ORDEM DO DIA

1- Discussão e votação da acta da Sessão Ordinária realizada nos dias 30.04.10;
2 – Expediente;
3 – Assuntos Diversos.

ORDEM DO DIA
1. Primeira Revisão ao Orçamento 2010 e Grandes Opções do Plano 2010/2013.
2. Autorização de Concessão da Exploração Comercial e Turística do Parque Termal do Cró.
3. Apreciação de Projecto e pedido de Declaração de Interesse Público, relativa às Ligações Técnicas de Abastecimento de Água e de Saneamento de Águas Residuais do Sabugal.
4. Actividade Municipal.

PERíODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO

Com os melhores cumprimentos
O Presidente da Assembleia Municipal
Ramiro Manuel Lopes de Matos»

João ValenteEsta crónica é um poema sobre o contrabando na Raia intitulado «Canção da Noite»

Canção da Noite

Está um céu de lua cheia,
Esta é noite de contrabando!

Hoje, contrabandistas da Raia,
Vinde passar a fronteira.

Por veredas e barrancos
A caminho de Espanha.

Está um céu de lua cheia,
Esta é noite de contrabando!

Contrabandistas da Raia

Vinde passar a fronteira
Por moitas e carrascais
A caminho de Espanha.

Está um céu de lua cheia,
Esta é noite de contrabando!

Contrabandistas da Raia
Vinde passar a fronteira
Fugindo à guarda-fiscal
Por veredas e barrancos
Por moitas e carrascais
A caminho de Espanha.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Os três vereadores socialistas, António Dionísio, Luís Nunes e Sandra Fortuna, do executivo da Câmara Municipal do Sabugal emitiram um comunidade de Imprensa em resposta ao comunicado que o Presidente do Município, António Robalo, assinou e divulgou na passada quinta-feira, 17 de Junho, após a nomeação de Joaquim Ricardo, como segundo vereador em permanência e como Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+.

PS - Partido Socialista - Sabugal«NOTA À IMPRENSA
Perante o comunicado do Sr Presidente da Câmara, os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, António Dionísio, Luís Nunes e Sandra Fortuna, desejam deixar estas breves considerações ou, se assim quisermos considerar, rectificações ao que é dito:
1 – O concelho, que nós saibamos, nunca esteve em banho-maria durante este mandato Autárquico, ou se esteve, ao sr. presidente se deve, pois toda a oposição sempre teve grande sentido de responsabilidade aprovando todas as propostas apresentadas em reunião de câmara que tinham como objectivo o desenvolvimento do concelho. Relembramos aqui a aprovação das contas, do orçamento e das previsões para 2010 assim como outras deliberações pontuais que deram sempre total liberdade de governação ao Sr Presidente e respectiva equipa.
Portanto Sr Presidente, se o concelho estava adiado, apenas se deve à sua governação.
2 – O segundo e último ponto que queríamos aqui focar é o que diz respeito às conversações efectuadas, com o desfecho que todos já conhecemos:
Diz o Sr. presidente que, segundo as razões que evoca «levaram a conversações com os restantes elementos do executivo». Ora aqui mais uma vez está a faltar à verdade pois as conversações, pelos vistos, foram efectuadas entre o Sr presidente e o vereador eleito pelo MPT, nunca tendo abordado este assunto com nenhum dos vereadores eleitos do PS.
Aconselhamos o Sr. presidente, a ser mais preciso nas suas afirmações, não deixando assim que a mentira e a hipocrisia tome conta dos responsáveis pelo concelho.
Queremos aqui deixar bem claro que os vereadores eleitos pelo Partido Socialista ao actual executivo camarário, nas suas decisões, nunca tiveram nem terão em conta os seus interesses pessoais pondo sempre o concelho como a sua única e principal preocupação. Nunca deixarão de efectuar, votar e trabalhar propostas que tenham como finalidade o desenvolvimento do concelho.
Esperamos que a actual pesada carga humana a tempo inteiro na Câmara do Sabugal tenha a mestria de governar no sentido de transformar o concelho num território com gente e onde seja bom viver.

Sabugal, 22 de Junho de 2010
Os vereadores do Partido Socialista
António Dionísio
Luís Nunes
Sandra Fortuna»

O vereador António Dionísio, cabeça-de-lista do Partido Socialista às eleições autárquicas de Outubro de 2009, enviou-nos com pedido de publicação um comunicado com esclarecimentos sobre uma participação que lhe foi movida no Tribunal Judicial do Sabugal por irregularidades no cumprimento da Lei Eleitoral. A carta aberta de António Dionísio é agora publicada na íntegra…

António Dionísio - PS - Sabugal«CARTA AOS SABUGALENSES
Conforme foi amplamente notificado, deu em tempos entrada no Tribunal Judicial do Sabugal, uma participação contra mim, por irregularidades no cumprimento da Lei Eleitoral, nomeadamente, pondo em causa a minha ilegibilidade nas listas do Partido Socialista às últimas eleições Autárquicas. Este processo foi por aquele Tribunal, remetido ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Castelo Branco por ser deste a respectiva competência.
Tomei agora conhecimento de que na realidade o Sr. Sandro Manuel Martins Freire, dirigiu ao Ministério Público junto do Tribunal Judicial do Sabugal, e à Procuradoria Geral da República exposições dando conta de que eu, na data das eleições, 11/10/2009, me encontrava em condições para não poder ser eleito já que exercia as funções de Chefe de Finanças do Sabugal as quais continuei a exercer.
Como é óbvio, este assunto nunca me preocupou pois, estou certo de que o Sr Sandro Freire apenas tinha por objectivo a minha descredibilização como cidadão e como chefe de Finanças, perante a população do Sabugal.
Pensou com certeza o Sr. Sandro Freire que todas as pessoas têm o mesmo código de conduta que ele. Pois engane-se.
O Ministério Público decidiu pelo arquivamento dos autos em virtude de nem à data das eleições nem actualmente se verificar qualquer situação de inelegibilidade.
Ao Sr. Sandro Freire e a todas as pessoas que se revêem na sua atitude, que esta decisão sirva para que na próxima vez se informem sobre a realidade, antes de efectuarem qualquer participação contra quem quer que seja.
Fica assim encerrado este capítulo, onde ficou demonstrado de que é minha conduta natural o integral cumprimento das leis e a minha convicção de que é bom viver com a nossa consciência tranquila.
Sabugal, 22 de Junho de 2010
António Dionísio»

JOAQUIM SAPINHO

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