No princípio do século XIX começou uma nova fase do Capitalismo Industrial. Caíram os últimos resíduos feudais, o «antigo regime», formado pela aristocracia dona das terras, e a alta hierarquia da Igreja, que monopolizavam o poder político, deu lugar a duas novas classes: a burguesa (comercial, financeira e industrial) e a dos trabalhadores das minas e da industria.

António EmidioPerante o Novo Estado que surgiu com a queda do «antigo regime», todos são formalmente iguais, mas são-no unicamente desde o princípio da legalidade. O Estado era um factor igualador, mas ao mesmo tempo legitimava as desigualdades da riqueza produzida. Só tardiamente, já no século XX, a igualdade perante a lei, trouxe a igualdade política – um homem, um voto – originou a Democracia Representativa, mas esta vai chocar com as desigualdades gritantes na riqueza e na cultura.
A igualdade formal e a desigualdade real, originaram duas espécies de sociedade. O comunismo, e o Estado Providência, ou Estado de Bem-Estar. O primeiro, o comunismo, igualou as massas populares, mas a que preço! Supressão das liberdades. O Estado Providência, ou Estado de Bem-Estar, aquele que quase todos conhecemos, começa um pouco depois da Segunda Guerra Mundial e vai até metade dos anos oitenta do século passado. Foram os anos do desenvolvimento económico e social, foi a época do pleno emprego, e do emprego para toda uma vida, havia segurança, uma maior justiça social e mais igualdade.
Presentemente, com o advento da Globalização económica (Neoliberal), o Estado está a ser subjugado pelo grande poder económico, este, está a desmantelá-lo, obrigando-o a privatizar, a entregar-lhe nas mãos as principais riquezas dos países, ficando assim esse poder económico com as áreas estratégicas da economia, dos recursos naturais e dos serviços públicos. E o que restar do Estado, depois de espoliado, deve funcionar como uma empresa, o seu objectivo prioritário é produzir benefícios e lucros a qualquer preço, ou seja, o Estado Neoliberal, o que hoje existe, não só em Portugal, mas em todo o Ocidente, presta cada vez menos serviços aos cidadãos, e impõe um maior número de obrigações. E o dinheiro que tira aos mais desprotegidos, e às classes médias, é para entregar depois ao grande poder económico, como bancos, grandes accionistas e macro-empresas.
Leia esta palavras amigo leitor(a):
«O poder político real é exercido a nível mundial por um pequeno grupo de indivíduos sem escrúpulos que se encontra nos Estados Unidos, um País governado por dirigentes de sociedades secretas que por coincidência são os donos dos seis principais bancos. Este pequeno grupo dirigente constitui o cérebro que domina o Mundo».
Quem disse estas palavras foi um senhor chamado Louis Brower, consultor da ONU. Mas eu vou falar à antiga portuguesa: a esses donos desses bancos, que dão origem a tanta desigualdade social, pobreza, exploração e sequestram a Democracia e a Liberdade, só não lhes chamo filhos da puta, pelo respeito que me merecem as prostitutas.
E quando esses tipos falam de crescimento, nada tem a ver com o progresso do homem, com as suas necessidades reais. Para eles, crescimento é aumentar, aumentar sempre o volume da economia, onde só ganham eles.
E os políticos? Fazem o jogo, e são uns títeres nas mãos deles. Vejamos o caso do Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama. As instituições financeiras, consideradas o principal eleitorado de Obama, compraram-lhe as eleições, em vez de as comprarem a Mc Cain. Depois quiseram a recompensa, foram bem recompensadas. Mas há uns tempos a esta parte, Obama começou a falar em «banqueiros avarentos», que foram resgatados por dinheiros públicos, e até quis acabar com alguns excessos. Foi avisado pelos grandes bancos, as tais instituições financeiras que o apoiaram que mudariam o destino do seu financiamento para as próximas eleições, ou seja, comprariam as eleições ao candidato republicano, se ele, Obama, continuasse com a sua retórica.
Quem é que pensa que isto é Democracia? Só um louco, um fanático, ou um cínico.
E na União Europeia como se processam as coisas? Mais ou menos idêntico, a União Europeia obedece cegamente aos Estados Unidos, principalmente a Inglaterra, os Países de Leste e os políticos mais conservadores do resto dos países. Os únicos que se opõem a toda esta rapina das riquezas das suas nações por parte do poder económico internacional, são os políticos de esquerda.
Amigo leitor(a) a Liberdade nos Estados Unidos é um estátua, nos países da União Europeia começa a ser uma simples miragem.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

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