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A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

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A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

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Vai um escarcéu pelas bandas da Direita portuguesa por causa de Cavaco Silva não ter vetado o Diploma sobre o casamento de pessoas do mesmo sexo, que merece um comentário politicamente incorrecto.

João Aristídes Duarte - «Política, Políticas...»Como já tinha escrito numa crónica anterior esta não é questão que me interesse particularmente, mas ver agora Santana Lopes a criticar Cavaco Silva, passado pouco tempo de este último o ter agraciado, em Janeiro passado, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo, pelo seu desempenho nas funções de primeiro-ministro (de tão triste memória) não deixa de ser interessante.
Será esta crítica a vingançazinha de Santana Lopes (depois de já ter a medalhinha, claro) por aquela história da «má moeda», quando ele era o candidato do PSD nas eleições ganhas pelo PS de Sócrates com maioria absoluta?
O caso está a revelar-se de tal maneira complicado, que já mete a hierarquia do clero ao barulho, também. Efectivamente, o cardeal-patriarca de Lisboa disse o seguinte à Rádio Renascença: «Esperava que o Presidente usasse o veto político. Sabemos a fragilidade do veto político na nossa actual Constituição, mas ele, pela sua identidade cultural de católico, penso que precisava de marcar uma posição também pessoal.» Como se sabe a hierarquia da Igreja nunca se mete em política…
Qual seria alternativa de Cavaco Silva, perante a certeza de que, ao vetar o Diploma, ele voltaria à Assembleia e seria aprovado?
Agora, alguns da Direita católica até já pensam em arranjar um candidato para defender as suas posições ultra-conservadoras.
Para estes já nem Cavaco Silva parece ser o representante das suas ideias. E começaram, também, os envios de e-mails por parte de ultra-conservadores (pelo menos para mim) com o último grande sucesso de Quim Barreiros (o que não deixa, também, de ser bastante interessante), que se chama, exactamente «Casamento Gay» e tem uma letra que reza assim:

«Os políticos aprovaram o casamento gay.
Nem todos estão de acordo com a aprovação da lei.
O Zezinho paneleiro casou com o Manuel das tricas.
E convidaram a família, os amigos e os maricas.
Um casamento panasca com muita animação.
Os larilas beijavam-se numa grande confusão.
(…)
O cozinheiro falou com gestos de bichona
O menu apresentou: primeiro vaca galo… e como sobremesa
Banana, pêssego.»

Esse cantor engagé começou logo em 1975, em pleno «Gonçalvismo» com o célebre «O Malhão Não é Reaccionário» com versos como «Depois de 48 anos gritámos libertação», «Por o nosso malhão ser diferente chamaram-nos reaccionários», «Politizados ou não sabemos aquilo que queremos», «Honestos trabalhadores e pouco politiqueiros», «Não queremos cá ditadores» e «Abaixo os oportunistas e os fascistas do Marcello».
Quim Barreiros refere, no entanto, que o seu meio artístico está recheado de homossexuais e as reacções à sua cantiguinha até têm sido simpáticas. Além disso refere que desconhece o significado das palavras «homossexual» e «homofóbico». Também, em entrevista ao «Correio da Manhã», não deixa de salientar que fez uma cantiguinha usando o português corrente, porque o seu público não vai à Gulbenkian.
Isto tudo apesar de, há uns anos, ter lançado a canção «Não comunguei», com o refrão «Não comunguei (ler como um gay), sou casado e baptizado, mas não comunguei».
Enfim… como diria o Guterres: «É a vida!!!»
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Reuniu no sábado, 29 de Maio, em Lisboa, nas instalações da Casa do Sabugal, a Comissão Municipal que vai organizar e coordenar as comemorações do Centenário da República no concelho do Sabugal.

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O Presidente da Câmara Municipal, António Robalo, o presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, o presidente do Concelho Executivo da Escola Secundária do Sabugal, Jaime Vieira e o historiador e professor universitário, Adérito Tavares, encontraram-se na sede da Casa do Concelho do Sabugal na manhã do dia 29 de Maio.
Por motivos particulares não foi possível contar com a presença do outro elemento da comissão, João Vila Flor, do Agrupamento de Escolas do Sabugal.
A comissão foi constituída em reunião de Câmara realizada no dia 17 de Março de 2010 para a coordenação das actividades comemorativas que se realizarão no concelho, devendo ainda colaborar com o Governo Civil da Guarda, no sentido de as iniciativas se enquadrarem no programa evocativo do distrito.
Na reunião foram alinhadas as diversas actividades a realizar no âmbito das comemorações do centenário, sendo disso elaborada uma acta. A seu tempo as acções serão tornadas públicas, sabendo-se porém que o momento alto das comemorações acontecerá nos dias 4 e 5 de Outubro.
A evocação do centenário começou já com a recriação da proclamação da república, realizada no dia 12 de Maio nos paços do concelho do Sabugal. Representou-se o momento histórico com os alunos vestindo à moda da época, e realizou-se uma conferência no Auditório Municipal.
As iniciativas terão como principal objectivo comunicar à juventude os valores que estiveram subjacentes à proclamação da República. As acções passam também por homenagear dois importantes republicanos do concelho: Joaquim Manuel Correia, natural da Ruvina, e Martins Capelo, natural das Quintas de São Bartolomeu.
jcl

A Confraria do Toiro Bravo reuniu-se na tarde de Sábado (29 de Maio) para o seu IV capítulo anual em Coruche, onde foi fundada, no final de 2006. O evento decorreu, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, enquadrado na FICOR, certame destinado a promover a fileira da cortiça, onde só aparentemente se poderá estranhar a presença do touro bravo, já que o montado é o seu ecossistema favorito. A Confraria do Bucho Raiano marcou presença em terras ribatejanas.

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António Cabanas - «Terras do Lince»A Vila Ribatejana recebeu as várias dezenas de representantes de outras confrarias engalanada, com feira e tasquinhas, onde não podia faltar a tradicional tourada à portuguesa. Embora de forma modesta, a Confraria do Bucho Raiano esteve presente.
O Presidente da Câmara local, confrade, mas à civil, deu as boas vindas aos forâneos, enalteceu o trabalho desenvolvido pela confraria e justificou a existência do observatório como uma ode ao sobreiro. Ora aí está!
Na oração de sapiência, proferida pelo confrade Dr. Francisco Fernandes, ficou a saber-se que as touradas já vêm dos gregos e romanos e de outras mitologias antigas, mas também que o conhecimento culinário milenar com o qual poucos se preocupam se pode perder com a morte de quem o detém.
Momento de boa catadura ocorreu quando a meio das alocuções entrou o antigo matador de gado do extinto matadouro municipal. Do alto da sua proveta e tisnada idade, desceu a coxia do auditório, deu as boas tardes em voz alta, interrompeu a oratória do maioral e, sentando-se na primeira fila, fez-se notar ostensivamente. E não era para menos, afinal o Sr. Manuel seria entronizado daí a pouco como confrade honorário do Toiro Bravo, ele que no velho matadouro, ensinava o bêabá da arte de matar reses bravas aos futuros matadores.
Vamos ao que interessa, à comida, claro, ou não fosse ela razão maior de uma confraria gastronómica! O restaurante o Farnel esteve à altura da responsabilidade, logo a começar pelas entradas, iniciadas pelos famosos espargos bravos que também os toiros comem na herdade. A língua de fricassé, o beiço e os rins salteados, tudo de bravo, estavam uma delícia. As carnes mais afrodisíacas ficarão para o próximo capítulo! Para variar, o prato principal era constituído por nacos de vitela brava com favas. A sobremesa foi já um tanto apressada pela urgência da tourada, mas deu para notar a curiosa apresentação do folhado com creme de ovos, em forma de cabeça de toiro. O vinho não se ficou atrás, ribatejano, reserva multicastas de 2004 da Quinta Grande, um pouco graduado demais, mas agora é moda.
A maior surpresa estava reservada para a noite, com o desfile de todas as confrarias presentes, em plena praça de touros. Não estando as praças dotadas de portas para confrarias, entrámos pela porta do cavalo. Foi então que entendi a razão das favas ao jantar, só não relinchamos por respeito aos Ribeiro Teles e ao Pablo Hermoso que já alpendorados nas suas belas montadas, aguardavam que o desfile confrádico acabasse, para eles próprios darem início ao de cortesias.
A praça acabou por encher para ver a I Grande Corrida das Confrarias. Os toureiros da terra esforçaram-se para entusiasmar o público, enquanto o espanhol, com cavalos bem treinados apenas lhe faltou a elegância que este tipo de toureio exige.
Os forcados começaram mal, com o primeiro touro, em derrote violento, a desbaratar as ajudas tardias do grupo de Montemor e a deixar o forcado da cara muito maltratado e a necessitar de sair de maca. Já os da casa brindaram a pega às confrarias, e foi uma pega de se lhe tirar o chapéu, que levou a assistência ao delírio. Agarrado que nem uma lapa na cara do touro aguentou meia praça, ora arrastando na areia, ora quase voando pelos ares, até à reunião de todo o grupo.
Confrades e confreiras aplaudimos de pé!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A Paulus Editora assinalou o 44.º Dia das Comunicações Sociais com o anúncio do lançamento da obra «Magistério da Igreja e Meios de Comunicação Social» da autoria do Padre jornalista Francisco Pereira Barbeira.

Francisco BarbeiraNesta obra, o autor Francisco Pereira Barbeira, Chefe de Redacção do jornal «A Guarda», «desenvolvendo o tema sobre os Meios de Comunicação Social, enriquece-nos como pessoas e em Igreja. Pegando no ensinamento do Concílio Vaticano II e dos Papas João XXIII, Paulo VI e particularmente de João Paulo II, mostra-nos como o magistério da Igreja, nesta temática, se tornou um “grande púlpito” ao serviço da pessoa humana e da sua dignidade, da família e da educação e da formação das consciências para evitar a “parcialidade e a manipulação”», pode ler-se no prefácio do padre Dr. António Luciano Santos Costa.
A obra está dividida em duas partes distintas. Na primeira, o autor faz uma análise da relação entre o magistério da Igreja e a comunicação social desde o Vaticano II até os nossos dias. Após a análise de diversos documentos, aponta desafios para uma missão através destes meios.
Na segunda parte da obra são apresentadas todas as mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais desde Paulo VI a Bento XVI.
A primeira mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais data de 1967 e foi escrita pelo Papa Paulo VI.
Daí para cá são já 44 as mensagens que, Paulo VI, João Paulo II e, mais recentemente, Bento XVI, escreveram sobre as mais variadas formas de como as comunicações sociais podem e devem ser usadas ao serviço da palavra de Deus.
Este ano a mensagem de Bento XVI intitula-se «O sacerdote e a pastoral no mundo digital: os novos media ao serviço da Palavra» e também pode ser lida nesta obra que a «Paulus» agora apresenta.
A obra «Magistério da Igreja e Meios de Comunicação Social» será lançada no mercado no início de Junho.

Francisco Pereira Barbeira é natural do Marmeleiro, concelho da Guarda.
Fez os estudos de humanidades e Teologia nos seminários diocesanos da Guarda, tendo sido ordenado sacerdote em 1994, na Sé da Guarda.
Obteve o master em Comunicación Cristiana, da Faculdade de Ciências da Informação, na Universidade Pontifícia de Salamanca, em 2001, e a licenciatura em Teologia, em 2006, pelo Instituto Superior de Teologia das Beiras e Douro – Universidade Católica Portuguesa.
É correspondente fotográfico da Agência Lusa, na Guarda e director do Secretariado Diocesano dos Meios de Comunicação Social.
Actualmente é pároco de Famalicão da Serra, Fernão Joanes e Vale de Estrela.
A apresentação pública do livro «Magistério da Igreja e Meios de Comunicação Social» vai ter lugar no dia 7 de Junho, às 18.30 horas, na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na Guarda. A cerimónia será presidida por D. Manuel Felício, Bispo da Guarda e a apresentação será feita pelo Padre Dr. António Luciano Santos Costa.

O Capeia Arraiana associa-se com satisfação ao lançamento da obra e dá os parabéns ao jornalista Francisco Barbeira.
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal está a preparar a candidatura de elevação da capeia arraiana, tourada que inclui a lide dos touros com recurso ao «forcão», a património imaterial da humanidade.

Presidente António Robalo - Sabugal«A candidatura da capeia arraiana está em fase de preparação por parte da Câmara, através da Empresa Municipal Sabugal Mais», explicou à agência Lusa o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo.
O processo «está em andamento há cerca de um ano e meio e a Empresa Municipal tem feito recolhas de vídeos, de textos, de testemunhos orais, fotográficos e escritos alusivos à capeia arraiana», acrecentou.
«A Empresa Municipal está a fazer o trabalho de recolha de informação e neste momento está a compilar informação para o processo» que será apresentado ao Instituto dos Museus e da Conservação que, aceitando a candidatura, «dará conhecimento à UNESCO», disse o autarca.
António Robalo adiantou que o processo deverá ficar concluído «o mais rapidamente possível», admitindo a possibilidade de ficar pronto ainda este ano.
O autarca justifica a candidatura pela importância cultural que aquela tradição tauromáquica tem para o seu concelho.
«É uma tradição que vem de tempos imemoriais e faz com que, apesar da emigração e do abandono dos campos, o território concelhio se encha de gente no mês de Agosto, que vem puxada por essa tradição», assinalou.
Disse tratar-se de um costume que «anima o concelho raiano nos meses de verão e faz com que as pessoas continuem ligadas à terra onde nasceram».
As touradas tradicionais da zona do Sabugal, conhecidas por capeias arraianas, têm a particularidade de incluir a lide dos touros com recurso ao «forcão» e atraem milhares de pessoas até à região fronteiriça.
As touradas têm como atractivo principal o «forcão», uma estrutura de madeira feita à base de carvalho, em forma de triângulo, no interior da qual se colocam cerca de trinta homens e rapazes que enfrentam o touro em praças improvisadas nos largos das localidades.
O «forcão» tem por objectivo «cansar» o touro para que, posteriormente, os homens mais corajosos o possam agarrar.
Entretanto, há um conjunto de eventos programados para o mês de Agosto em várias aldeias do concelho, nomeadamente em Foios, Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Lageosa da Raia, Forcalhos, Aldeia Velha, Alfaiates, Rebolosa, Soito e Ozendo.
A tradição anual culminará a 21 de Agosto com o concurso «ao forcão rapazes», a realizar na vila do Soito, onde equipas das várias aldeias procurarão conseguir a melhor lide.
jcl com agência Lusa

Era frugal mas de grande valor alimentício, a comida de antigamente do povo português, sobretudo ao nível das calorias, muito necessárias para quem trabalhava duro. Na raia sabugalense a população comia em abundância e variava a sua alimentação, embora servindo-se apenas do que a terra dava.

img018«Deve ser muito difícil encontrar uma região com uma culinária tão variada e tão original», revelou Porfírio Ramos no seu livro «Memórias de Alfaiates», onde retrata a raia sabugalense nos tempos idos da sua infância.
Porfírio Ramos é, sem margem para dúvidas, o maior colector das ementas tradicionais das terras da raia. O seu livro dedica um longo capítulo à gastronomia tradicional sabugalense, descrevendo em pormenor o rico sabor das ementas que o povo preparava para alimento de todos os dias. E, tenha-se em atenção, aborda apenas a alimentação quotidiana, deixando de lado os pratos de maior sumptuosidade, que a dona da casa confeccionava apenas nos chamados dias nomeados, que era quando havia festa na aldeia e tinha de receber visitas de portas a dentro.
O autor adverte desde logo que tudo era preparado com o que o aldeão produzia: «Têm a característica de serem pratos de confecção barata e simples, parecendo, alguns, com um certo aproveitamento de restos ou das peças mais baratas de animais como o porco. Mas, acima de tudo, são pratos de uma originalidade extrema.»
E a maior singularidade, está no chamado caldo de vaginas secas, nome que alguns revelam dificuldade em pronunciar o que sucede por simples ignorância. E explica: «Acertemos que vagens, grandes ou pequenas, são sempre vagens e que feijão é sempre feijão. O que não tem jeito nenhum e virem chamar feijão às vagens, como fazem em Lisboa e Porto, onde chamam sopa de feijão verde à sopa de vagens de feijão. Ora estas muitas vezes nem feijão chegam a ter porque, para se poderem comer têm de ser colhidas ainda tenrinhas, isto é, enquanto são ainda vagens pequeninas, ou, dito de outra forma mais simples, empregando o respectivo diminutivo, vaginas.»
Depois explica que as vaginas são colhidas e secas para assim se conservarem, sendo portanto este caldo prato para qualquer época do ano.
«Cozem-se com batatas às rodelas, como se faz com a sopa, e temperam-se como os vulgares pratos, convindo que seja com banha de porco e, claro, pimento espanhol.
Deve levar também pedaços de toucinho para ficarem ainda mais macias e para servir de apeguilho. Podem misturar-se pedacinhos de outras carnes ao gosto de cada um.»
Ora aqui temos um prato saboroso e de alto valor alimentício, bem revelador da boa gastronomia tradicional, e da originalidade que a mesma guarda.
O livro de Porfírio Ramos fala ainda de outras ementas raianas originais, hoje quase desaparecidas, como o caldo escoado, as batatas da gadanha, as migas e as sopas de cavalo cansado.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

A Fundação INATEL, Agência da Guarda lançou os Passeios Culturais Verão 2010. Trata-se de um conjunto de passeios de um dia, em autocarro, rotas de carácter cultural, histórico ou ambiental, com saída da Guarda, a realizar nos dias 12, 19 e 26 de Junho próximos.

Fundação Inatel Guarda - CulturaEste ano, a Fundação INATEL tem também no Passeio do dia 19 de Junho (Rota das Judiarias) a parceria da Agência para a Promoção da Guarda. As inscrições estão abertas.
12 de Junho (sábado) – Visita de autocarro à cidade de Mérida. Saída da Guarda às 7 horas de junto da Câmara Municipal. Após uma pequena paragem em Badajoz, o almoço será em Mérida às 12.00 horas. Após o almoço, início da visita guiada ao património monumental da cidade com a duração de aproximadamente três horas e meia. Regresso às cinco e meia da tarde e chegada à Guarda cerca das 21.30 horas.
Custo (inclui transporte, almoço, serviço de guia em Mérida, entrada no Teatro Romano, seguro de acidentes pessoais): 45 euros para sócios da Fundação INATEL, 47,50 euros para não-sócios.
19 de Junho (sábado) – Visita de autocarro à Rota das Judiarias com visita a Celorico da Beira, Linhares, Trancoso e Moreira de Rei. Saída da Guarda às 8 h 30 de junto da Câmara Municipal. Às 9 horas, visita guiada pela judiaria e castelo de Celorico da Beira; a partir das 10.30 horas, visita à judiaria e castelo de Linhares; almoço ao meio-dia e meia hora no Lagar Municipal de Celorico e recomeço do passeio guiado às 15.00 horas à judiaria de Trancoso e às 17.00 horas à judiaria de Moreira de Rei. Regresso pelas 18.30 horas. Chegada à Guarda pelas 19.30 horas. Custo (inclui transporte, serviço de guia, seguro de acidentes pessoais e almoço): 25 euros para sócios da F. INATEL, 27,50 euros para não-sócios. Este passeio tem a parceria da Agência para a Promoção da Guarda, que colabora facultando os guias da visita.
26 de Junho (sábado) – Visita de autocarro a Leiria, Batalha e Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. Saída da Guarda às sete horas de junto da Câmara Municipal. Início da visita guiada à Leiria queirosiana às 10.30 horas. Às 13.00 horas almoço no Restaurante Quinta de Santo Antão. A partir das 15.00 horas visita do Mosteiro da Batalha e do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota pelas 16.30 horas. Regresso às 18.00 horas e chegada à Guarda pelas 22.00 horas.
Custo (inclui transporte, almoço, serviço de guia em Leiria, entradas no Mosteiro da Batalha e Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota e seguro de acidentes pessoais): 45 euros para sócios da Fundação INATEL e 47,50 euros para não-sócios.
Joaquim Igreja (coordenador cultural)

Teresa Duarte ReisArtur Agostinho foi homenageado em Globos de Ouro, com o prémio Mérito e Excelência. Esta homenagem levou-me à infância, aos contos da Rádio que ouvíamos com ansiedade, aos comentários de futebol – nos Domingos. Eu não percebia como era possível que o comentador dissesse todos os nomes certinhos e a perspicácia com que apontava os actos e as reacções dos jogadores. A rapidez com que A. Agostinho conseguia estar em todos os acontecimentos fazia dele, a meu ver, uma pessoa mágica, uma estrela… É este homem que ainda vemos cheio de garra, num espírito aberto e pronto, que muitos admiramos. Sempre o vimos e continuamos a vê-lo na televisão, no teatro, nos livros… Sim, ainda há pouco escreveu: Ninguém Morre Duas Vezes e eu vou pedir-lhe para discordar, como já o fiz num poema dos meus Ecos. Dá-me grande satisfação poder dialogar assim, desta forma, com pessoas que mostraram sempre uma fantástica força de viver, um entusiasmo no trabalho. Ainda não lhe fiz chegar o meu poema. Pode ser que ele veja este blogue!

NINGUÉM MORRE DUAS VEZES

Mas eu peço para discordar
Pois tantas vezes se morre
De dor
De angústia
De esperanças falhadas
De desesperos sentidos
De falsidades ditas
De más famas levantadas
Que apagam tal bom-nome.

E morre-se ao nascer
Quando a tristeza os marca
Quando a pobreza os traça…

Tantas vezes se morre na prisão
Numa raiva nunca mais finda
Numa agonia de injustiça
Num descalabro de demora.
Quando a vida vai ser difícil
E se nasce para o abandono
Não se morre na solidão?
Quando se nasce para a riqueza
Morre-se para a partilha?
Ou ainda há muito rico dividindo?
Quem nasce para a doença
Não morre para o bem-estar?
Então, quantas vezes se morre
De puro abandono
De incerteza?
E quantas vezes se nasce
Se surge nova esperança
Depois duma desilusão
Um novo trabalho
Depois do desemprego
Um Sol que nasce
Depois de uma noite longa
De prisão?

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Juan Barboza escreveu-nos da Argentina. Anda à procura de familiares de Manuel Ambrosio e de António Ambrósio de Aldeia Velha.

Correio dos LeitoresFrom: Juan Barboza
To: Capeia Arraiana
Subject: Procuro familiares em Aldeia Velha

Hola me gustaría saber si alguien tiene información sobre familiares de manuel ambrosio nacido en aldeja velha en el año 1903 su hijo antonio ambrosio y emigro para la argentina en el año 1922 y no tuvimos mas noticia s de sus familiares si alguien tiene información les agradeceré manden un mail.
Juan Barboza

Podem entrar em contacto com Juan Barboza para: construccuionesbarfamili2008@hotmail.com
jcl

Nos últimos dias carros de bois colocam-se em círculo formando a arena onde touros de raça serão lidados numa luta entre homem e animal.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Nos carros toros de árvores darão a estabilidade suficiente para que as gentes da terra e arredores se dependurem neles e participem na tourada.
O largo, onde ainda ontem garotos jogavam à bola, é hoje a praça da lide.
Pela manhã chegam os animais. A camioneta é acompanhada por um bando de garotada que entre medos e fascínios vai gritando e pulando de modo a que os touros de olhos grandes e língua de fora urrem e urrem deixando os putos ainda mais empolgados.
Na praça já o forcão marca presença. Aquele «instrumento» de lide característico das touradas das terras do Côa, será manejado pelos rapazes da terra emprestando a esta tourada as características próprias da garraiada arraiana.
Os touros são despejados dentro das paredes do castelo, onde permanecerão até hora da tourada. Coração apertado, sentia sempre o medo da fuga de algum animal.
Nas horas seguintes as pessoas iam-se amontoando nos carros de bois e eu sentava-me no telhado de minha casa, onde em segurança assistia à união do homem contra a natureza.
Confesso aqui, que aquela luta nunca me deixou tranquilo. Sei hoje que a razão estava no facto da lide ser feita no largo em frente da minha casa e ter medo da possibilidade de ser visitado por algum daqueles selvagens touros.
Anos mais tarde quando já jovens adultos percorríamos as aldeias nos dias de verão para ver as garraiadas, começando logo pela manhã pelo encerro, descobri e senti, que estas manifestações de cultura local faziam e fazem parte da nossa identidade.
E por fazer parte da nossa identidade e por ser importante divulgá-la a Casa do Concelho realizará em Lisboa a XXXII Capeia Arraiana, onde muitos sabugalenses, numa união de saberes e quereres, numa crença colectiva, demonstrarão que o que faz genuinamente parte das culturas locais vencerá todos os obstáculos e continuará a manifestar-se através dos tempos.
Por isso é importante participar.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Os naturais e amigos de Badamalos a viver na zona da Grande Lisboa juntam-se mais uma vez em convívio no dia 5 de Junho no Parque Aventura, na Arrentela, Seixal.

Convívio de 2009 – Clique nas imagens para ampliar

À semelhança dos anos transactos irá realizar-se no 5 de Junho de 2010, no gentilmente cedido Parque Aventura da Quinta da Vinha da Ribeira, Arrentela, Seixal, mais um convivio dos naturais e amigos da freguesia de Badamalos, no concelho do Sabugal.
A organização promete como já vem sendo hábito muita alegria, muita boa disposição e sobretudo muita amizade.
Esta e muitas outras iniciativas deste género em Lisboa a par da Capeia Arraiana, no Campo Pequeno, permitem aos sabugalenses encontrar amigos que já não vêm há muitos anos, uns porque vivem longe, outros porque já não têm familia na terra natal e outros ainda por algum comodismo.
Vamos manter esta tradição!
Vem conviver connosco no 6.º convívio!
Marca a tua presença pelo telemóvel 934 106 797 (João «Careca») ou pelos emails: badamalos@sapo.pt ou badamalos@msn.com.
José do Bernardo

Os alunos do Externato do Soito com a peça «O contrabandista desdichado» e o CEIP Virgen de la Salud de Alcañices com «El dia de la Constitución» conquistaram prémios de representação na final que decorreu em Mogadouro no âmbito da primeira edição do Programa Educativo «Artistas del Duero». Participaram 11 grupos de teatro pertencentes a oito centros educativos de Portugal e Espanha.

Externato Secundário do SoitoA Casa da Cultura de Mogadouro recebeu na final do «Artistas del Duero» seis grupos com os alunos do Centro Rural Agrupado (CRA) Bajo Tormes (Villaseco de los Reyes e Monleras, de Salamanca), o CEIP de Alcañices (Zamora) e o IES de Vitigudino (Salamanca), finalistas de Espanha e os alunos de Freixo de Espada à Cinta, o Jardim de Infância de Mogadouro e do Externato do Soito.
No final o júri escolheu os vencedores: o Externato de Soito, do concelho do Sabugal, com a peça “O contrabandista desdichado” e os espanhóis do CEIP Virgen de la Salud de Alcañices com a peça «El día de la Constitución».
Assistiram à final cerca de 170 pessoas incluindo alunos, professores, o Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Machado, o Vice-Presidente, João Henriques e o Director-Geral do AECT Duero-Douro, José Luis Pascual Criado.
Os dois grupos vencedores receberam um cheque de 500 euros cada um para empregar em material educativo. Além disso, os seis grupos finalistas partirão no dia 14 de Junho para fazer uma viagem pelo território do AECT.
Estiveram presentes alunos portugueses do Externato Secundário do Soito, Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro e Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada-à-Cinta e espanhóis de Villaseco de los Reyes, Alcañices, Saucelle, Villasbuenas e Vitigudino.
Após as primeiras representações no passado dia 3 de Maio foram apurados os seis finalistas que estiveram em Mogadouro.
O público-alvo deste projecto foram todos os alunos que pertencem às escolas do território do AECT, com idades compreendidas entre os 3 e os 16 anos, ou seja, alunos de Pré-escolar e Ensino Primário, em Espanha, enquanto que em Portugal dos 2.º e 3.º ciclos de Ensino Básico em Portugal.
O Programa Educativo «Artistas del Duero» pretendem promover uma maior dinâmica cultural, através do intercâmbio artístico, fomentar a curiosidade e o capacidade crítica acerca das tradições culturais entre as crianças e os adolescentes envolvidos e fomentar o respeito pelas diferências culturais portuguesas e espanholas.
jcl (com AECT Duero-Douro)

O Sr. António Lopes, empresário da zona de Oliveira do Hospital, havia prometido cinco mil euros à Junta de Freguesia de Foios e ontem, quarta-feira, dia 26 de Maio, veio cumprir a promessa.

José Manuel CamposFoi num jantar convívio no qual participaram os elementos da Junta e da Assembleia de Freguesia, Presidentes da Associação de Caça e Pesca e Comissão de Melhoramentos, Sr. Presidente da Câmara e mais uns Senhores amigos que acompanhavam o empresário, que publicamente o Sr. António Lopes entregou os cinco mil euros ao Presidente da Junta de Foios.
Depois deste ter enumerado, ponto por ponto, onde iriam aplicar a verba verificou o Sr. António Lopes que a ambição era demasiado grande tendo então puxado por mais quinhentos euros. 250 para a Caça e Pesca e 250 para comprar uns artigos para o interior do edifício da Igreja.
Quanto aos cinco mil euros irão ser, maioritariamente, aplicados em equipamentos necessários no Centro Cívico que foi, aliás, com essa intenção que o Sr. António Lopes concedeu a referida verba.
António LopesO Presidente da Junta de Foios, concedeu o estatuto de «Bom Fojeiro» ao Sr. Empresário e o Sr. Presidente da Câmara usou também da palavra para agradecer ao Sr. António Lopes tendo afirmado que ao ter concedido os 5.500 euros aos Foios os concedeu ao concelho do Sabugal, como é óbvio.
O jantar prolongou-se até cerca das 23 horas, tendo de seguida o nosso amigo Jorge Paula, da Lageosa, pegado no acordeão para o Zé Leal cantar as espanholadas de que tanto gostamos na zona da raia.
O Sr. Empresário António Lopes recordou o seu camarada e amigo Prof. José Corceiro Mendes, natural de Foios, com quem privou alguns anos na zona da Covilhã.
Para terminar e interpretando fielmente o sentimento da população de Foios pretendo agradecer o simpático gesto que, muito embora não seja uma verba muito avultada, é sem dúvida um estímulo e um incentivo para podermos continuar a trabalhar com afinco e dedicação.
Sei que o Sr. António Lopes tem, ao longo da vida, praticado muitíssimas boas acções quer ajudando instituições ou pessoas singulares.
Desejamos, do fundo do coração, que a vida lhe continue a sorrir.
Obrigado e muitos sucessos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O concelho de Trancoso recebe de 27 de Maio a 5 de Junho a Mostra de Arte Contemporânea do Côa e Douro Superior, uma iniciativa de grande alcance cultural que congrega oito exposições distribuidas ainda por Mêda e Vila Nova de Foz Côa.

Centro Cultural - TrancosoLiteratura, exposições, desporto, colóquios e debates, música, projecção de filmes e documentários, são actividades que integram esta iniciativa que tem como principal dinamizador Jorge Maximino, fundador e criador do Festival de Poesia de Vila Nova de Foz Côa que este ano celebra o 25.º aniversário.
Para o responsável e promotor desta iniciativa anual, esta é uma realização que visa a promoção do património e da cultura dos concelhos envolvidos (Vila Nova de Foz Côa, Trancoso, Mêda e Miranda do Corvo), em estreita colaboração com os respectiuvos Municípios.
O presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, entende ser esta uma iniciativa «que valoriza o programa de eventos culturais deste concelho, motivavando sobretudo os jovens e envolvendo a comunidade em geral, numa actividade multifacetada, de grande qualidade».
O autarca destaca o facto de «a cultura ser entendida em Trancoso como um elemento importante de desenvolvimento, associado intimamente à valorização do património, seja ele construído ou imaterial, atraindo pessoas, fomentando o intercâmbio de culturas e ideias e gerador de novas actividades de índole social e mesmo económica».
Júlio Sarmento sublinha que «a cultura, nas suas diversas vertentes, estimula a criatividade, motiva os cidadãos para a inovação, fomenta a responsabilidade colectiva de preservar os valores patrimoniais, sejam eles monumentais, tradicionais, etnográficos ou no contexto mais lado, os criados pela sociedade, que a caracterizam e definem».
A 1.ª Mostra de Arte Contemporânea do Côa e Douro Superior é uma organização da Associação de Arte e Cultura com o patrocínio dos Municípios de Trancoso, Vila Nova de Foz Côa e Mêda, Instituto PIAGET, a Junta de Freguesia e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntário de Vila Nova de Foz Côa, Clube Trancosense, Nova Mêda (Empresa Municipal), Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Foz Côa e Trancoso Eventos – Entidade Empresarial Municipal E.M.
jcl (com Gabinete de Imprensa da C. M. Trancoso)

Esteve em discussão pública até ao passado dia 10 de Maio este Plano que, suponho, tenha sido elaborado pelo Governo Civil da Guarda.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Debruço-me hoje sobre o capítulo denominado «Organização da Resposta» e, permito-me dizer que o mesmo padece de um mal que é típico dos portugueses – o complicómetro!
Vejamos então:
1. Compete ao Director do Plano Distrital de Emergência de Protecção Civil – Governador
Civil do distrito da Guarda – desencadear e dirigir as acções de protecção civil de prevenção, socorro, assistência e reabilitação adequadas a cada caso, com vista a minimizar a perda de vidas, bens e agressão ao ambiente, bem como o restabelecimento de condições mínimas de normalidade.
2. Mas a coordenação política é efectuada por uma Comissão Distrital de Protecção Civil (CDPC) constituída por: Governador Civil; Comandante Operacional Distrital; Entidades máximas dos serviços desconcentrados dos ministérios da defesa, justiça, ambiente, economia, agricultura e florestas, obras públicas, transportes, comunicações, segurança social, saúde e investigação científica; Comandantes Distritais da PSP e da GNR; Representante do INEM; Presidentes das Câmaras Municipais de Aguiar da Beira, Fornos de Algodres e Seia; Representantes da Liga dos Bombeiros Portugueses e da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais.
3. Ainda não terminou porque a seguir vem a coordenação institucional e operacional (!?) que é garantida por um Centro de Coordenação Operacional Distrital (CCOD), constituído por: Comandante Operacional Distrital da Autoridade Nacional de Protecção Civil; Comandantes Distritais da PSP e da GNR; Representante do INEM; Representante da Autoridade Florestal Nacional (AFN); Demais entidades que cada ocorrência em concreto venha a justificar; Representante das Forcas Armadas se empenhadas.
4. Entra agora em acção o Comando Distrital de Operações de Socorro que, por sua vez tem um Posto de Comando Operacional Conjunto (PCOC), com uma organização que contempla, apenas (!), Adjuntos de Relações Públicas, Segurança e Ligação; e Células de Planeamento, de Combate e de Logística.
Com a minha quase total ignorância sobre questões de protecção civil, situação que, penso, é partilhada pela esmagadora maioria dos portugueses, será que era preciso tanto?
Ou pondo a questão de outra forma: Se estas estruturas já existissem, o fogo do Verão passado que atingiu mais de um terço do território do nosso Concelho, teria sido menor?

p.s. Nem a Associação Humanitária, nem os Bombeiros do Sabugal foram chamados a participar ou participaram voluntariamente na fase de elaboração ou de discussão pública deste Plano. Mas pode um Plano Distrital de Emergência de Protecção Civil ser eficaz sem envolver desde o primeiro momento (o da sua elaboração), os Bombeiros?
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

OS SABORES DA BEIRA INTERIOR – Esta semana, o blogue da Aldeia pensou em abrir-lhe o apetite ao divulgar os prazeres gastronómicos da região de Trancoso. Algumas destas iguarias vão estar ao seu alcance no duplo evento «Encontro de Bloggers / Lançamento do livro Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico».

Sardinhas Doces - Encontro de Bloggers - Trancoso

No dia 10 de Junho, terá ao seu dispor duas degustações de produtos regionais (às 11.15 e às 17.30 horas). Ora vejamos este fragmento do guia que nos faz um retrato dos deliciosos sabores trancosenses:
«(…) Trancoso não foge à regra no que diz respeito à sua gastronomia. Com receitas milenares ou conventuais, consegue enfeitiçar qualquer paladar mais caprichoso. Com a colher de pau na mão, vejamos o que esconde o nosso caldeirão: enguias à moda de S. Bartolomeu, fumeiro variado com morcela e chouriços, bola de carne e caldeirada de Cabrito. Que essência extraordinária! Três estalares de dedos, duas pitadas de perlimpimpim e a palavra mágica: Sobremesa! Eis que surgem na mesa as ilustres Sardinhas Doces (originárias do Convento Sta. Clara), uma Bola de Folhas, uma Bola de Ovos (folar), um Bolo de Castanhas e o Doce Lavagas de Sebadelhe da Serra. Será real ou alucinação? Só vai saber se der uma trinca! (…)», em Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico, Olho de Turista, 2010, pág. 77.
Nas comemorações do dia de Camões, iremos apresentar todo o esplendor da gastronomia da Beira Interior. Além do referido almoço-convívio com um menu tradicional confeccionado pelo restaurante «Quinta da Cerca», terá ainda a oportunidade de usufruir de vários produtos típicos.
Da parte da manhã, poderá apreciar a apetitosa «Sardinha Doce» da loja Avenida Regional (de Trancoso) e os doces e compotas dos «Sabores da Geninha» (de Figueira de Castelo Rodrigo). De tarde, poderá saborear os enchidos, os fumeiros, os patés e as compotas da «Casa da Prisca» (de Trancoso).
No dia de Portugal, seja então testemunha de um acontecimento histórico, cultural e gastronómico!
Helena Teixeira

O Capeia Arraiana foi convidado pela organização e vai estar presente no Encontro de Bloggers em Trancoso no próximo dia 10 de Junho. No Encontro vamos fazer uma apresentação para todos os participantes do nosso percurso na blogosfera desde 6 de Dezembro de 2006 e numa altura em que estamos quase, quase a registar o 1.º milhão de visitas únicas. O nosso reconhecido bem-haja à organização pelo convite.
jcl

Durante este fim-de-semana, a famosa avenida dos Campos Elísios em Paris, foi palco de uma original iniciativa tornando-se numa gigantesca amostra das espécies animal e vegetal, num enorme palco natural, num imenso jardim.

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Paulo AdãoUm fim-de-semana nos Champs Elysées, sem carros, cerca de dois milhões de visitantes, aproveitaram do bom tempo e do sol, para passearem entre agradáveis cheiros e cores por vezes muito dificeis de aperceber em Paris. A ideia nasceu há pouco mais de dois anos, de um artista e organizador de acontecimentos e espectáculos de rua, que já em 1991 tinha transformado esta mesma avenida num gigantesco campo de trigo.
A colocação e exposição de todas estas espécies exigiram muita preparação e organização. Durante algumas noites que precederam este fim-de-semana, foi um vaivém de camiões, uma dança de máquinas a descarregar, parcelas de terra, plantas e animais.
O fim-de-semana (prolongado pelo feriado de Pentecostes) foi muito quente em Paris, o que fez com que um maior número de pessoas tivessem saído e tivessem ido visitar este imenso jardim. O presidente da República e primeira dama também estiveram presentes. Enquanto o presidente aproveito do evento para tentar tranquilizar alguns agricultores, a primeira dama mostrou-se muito interessada pelas couves, pelos animais e por aquilo que eles comem, tentando dar uma imagem de alguém que se encontra próximo da classe popular e agrícola.
Os resultados foram positivos, os organizadores estão contentes com o número de visitas, 1 milhão e 900 mil visitantes entre domingo e segunda-feira. Os agricultores, que representaram as suas zonas de origem, dizem ter conseguido com esta «exposição», mostrar à sociedade a riqueza dos produtos agricolas franceses, defendendo com «unhas e dentes» os produtos franceses.
Para resumo, havia cerca de 8 000 espécies vegetais espalhadas no quilómetro que separa o Arco do Triunfo à rotunda dos Campos Elísios. Foi feita uma pirâmide de frutas e legumes com sete metros de altura, que foi no final oferecida à associação «Restos du Coeur», que distribui ao longo do ano, milhares de refeições aos mais necessitados. Feijoeiras, bananeiras, ananás, couves, vacas, cabras, ovelhas, cavalos, galinhas e tantos outras espécies, tudo esteve presente nesta gigante amostra natural da riqueza agrícola francesa.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Truta pescada no Rio Côa - Rapoula do Côa
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Data: 2010.
Local: Rio Côa na freguesia de Rapoula do Côa, concelho do Sabugal.
Foto de: Marco Capela.
Legenda: Quem anda na pesca gosta de apanhar grandes peixes! E se o peixe for a famosa truta ainda melhor!
No rio Côa tudo isto é possível!
Desde que abriu a época da pesca, 1 de Março, já se apanharam muitas trutas mas nada como, no inicio desta semana. Um belo exemplar com 60cm e 2,7 kg! O pescador deste feito foi o Guilherme Camejo Pernadas.
Ao que parece, é o novo recorde da freguesia! O anterior pertencia ao Belarmino Ricardo com 2,6kg, apanhada no ano passado.
Marco Capela

Apresentamos os cartazes alusivos às três primeiras edições da Capeia Arraiana no Campo Pequeno em Lisboa, organizadas pela Casa do Concelho do Sabugal, nos anos de 1978, 1979 e 1980.

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O primeiro cartaz, referente à Capeia de 4 de Junho de 1978, anuncia a novidade: «Acontecimento inédito em Lisboa». Em ilustração está uma fotografia captada numa tourada em Aldeia Velha, com o touro e os rapazes a pegar ao forcão em primeiro plano. Ao fundo vêm-se os espectadores nas calampeiras, formadas por carros de vacas carregados de lenha, à boa maneira das antigas touradas da raia.
Anuncia-se ainda que os touros são de uma «distinta ganadaria do Ribatejo», embora a mesma não surja identificada.
Em grande destaque está a referência à organização da Casa do Concelho do Sabugal e a colaboração dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, a que não é estranho o facto desta primeira capeia se destinar a angariar fundos para os bombeiros. Aliás, os bombeiros foram sempre presença assídua nas várias edições da tourada de Lisboa.
O segundo cartaz anuncia a capeia de 2 de Junho de 1979, tendo como ilustração uma fotografia tirada na primeira capeia e um desenho com um forcão e um touro. Este segundo cartaz acrescenta informação pertinente acerca do que constará o espectáculo: «Desfile dos toureiros com alabardas. Formalidades do pedido da praça. Forcão e tamborileiro.»
O terceiro cartaz, referente à capeia do dia 31 de Maio de 1980, não tem fotografia, apresentando antes o desenho estilizado de um forcão com os pegadores a desafiarem um enorme touro negro. Também este cartaz, à semelhança do do ano anterior, faz referência, em letra pequena, ao que compõe o espectáculo.
Os três primeiros cartazes das capeias de Lisboa têm um formato comum, com dimensões também similares e todos encimados com a referência ao Campo Pequeno como local de realização do espectáculo. Todos os cartazes contêm em nota de rodapé o aviso de que os «convites» podem ser adquiridos antecipadamente na Casa ou na sede dos Bombeiros do Sabugal, ou também, no dia da tourada, na praça de touros.
plb

No seu poema «Prece» Manuel Leal Freire diz: «Não é qualquer espaço que a minha alma contém.» Esta frase, que é a chave do poema, à primeira vista assenta na tradição Platónica que apresentava a terra como o terrestre no sentido de passageiro em contraste com a Alma, estável e sobre-terrestre. (Parte 2).

João ValenteDesde Platão que a alma pertence ao sobrenatural. Se ela aparece no sensível, é porque foi para aí arrastada. Aqui, «na terra», não há lugar para ela. A alma é aqui «um estranho». O corpo é uma prisão da alma, senão mesmo algo de pior. Assim parece que à alma não lhe resta senão abandonar, o mais rapidamente possível, o domínio do sensível, que, do ponto de vista de Platão, é o ente-não-verdadeiro, aquele que se decompõe.
No entanto, a frase é estranha porque, contrariamente à teoria Platónica, no resto do poema não se encontra qualquer palavra sobre o domicílio sobre-terrestre da alma imortal, como seria de esperar:
A Alma do poeta «Pelo espaço deambula», mas os seu espaço é bem terrestre, porque é o de «rio e monte», «Começa em Ciudad Rodrigo Acaba em Vilar Maior», «levita o ar a Bismula desce em Aldeia da Ponte», é «Ruelas de Almedilha Ou esquinas de Valverde», «Picos rupestres dos Foios Cercanias de Arganhã».
O espaço da Alma do poeta é o dos «rios e montes», «cabe no pequeno espaço» de «Riba-Côa» porque é precisamente aquela terra em que nasceu; «o colo de mãe».
A sua Alma, no fim do caminhar terreno, sente o apelo da terra natal. Completado o ciclo da vida, regressando ao ponto inicial da mesma, preenche-se a essência da Alma do poeta.
Sendo assim, não é de modo algum verdade que a alma seja alma em primeiro lugar, e para além disso, devido a quaisquer razões, que ela não pertença à terra.
A frase: «Não é qualquer espaço que a minha alma contém», refere muito mais a essência daquilo a que se chama «alma». A frase não contém nenhuma declaração sobre a alma na sua essência já conhecida, nomeadamente da concepção platónica.
A alma como alma tem, pelo contrário, ligação umbilical com o mundo real.
A ambição do poeta é quando «vier a noite, e se for a manhã» o seu fim seja apenas o «regresso ao humus da terra-mãe».
Para o poeta, a Alma só completa a sua caminhada terrestre, precisamente regressando ao ponto de onde começou. Curiosamente em paralelo com alguns pré-socráticos.
Neste ponto, é mais parecido com o poeta grego Eurípedes para quem «morrer devia ser como não haver nascido; e morte talvez fosse melhor até que a vida de dor e de lágrimas, pois não sofre quem não tem sensação dos males».
O habitual desprendimento da vida terrena, não nos aparece no poema porque o declínio, é um rejuvenescimento, um regresso aos lugares da infância e da juventude, «Ao humus da terra-mãe».
Mas anteriormente menciona «a estrela que ainda brilha». Nos últimos dias do poeta, a Estrela da noite sucede ao Sol do dia. A Estrela é A Alma já no momento do abandono pacífico da vida. Significa a morte próxima quando «vier a noite, e se for a manhã». A manhã caminha naturalmente para a noite, para «a hora de noa», a hora crepuscular da oração litúrgica das vésperas, como o homem, do nascimento à morte. Esta não é mais que o regresso à escuridão do pré-nascimento, a restituição da Luz recebida com o nascimento, como na seguinte poesia de Omar Khavyyam:

«Não temo a morte: prefiro
esse facto inelutável
ao outro que me foi imposto
no dia do meu nascimento.
Que é a vida?
Um bem que me confiaram
sem me consultar
e que restituirei
com indiferença».

Mas contrariamente a Omar Khavyyam, em Leal Freire este regresso não se faz com indiferença, pois morrerá «em fresca manhã de Abril […] a trovar de pé, igualando em porte, os castiçais do altar».
A trovar, porque, um católico, como Leal Freire, pensa apenas como S. Paulo, que «a morte é passagem para a vida definitiva». Motivo de alegria pelo regresso «ao colo da mãe», portanto.
Igualando em porte os castiçais do altar, porque na sacralidade da despedida, está a essência da Alma. A luz difusa dos castiçais iluminará por isso o semblante da Alma do poeta retirando-se, amortalhada em «farda de contrabandista», para a sua própria profundidade…
Que é «Na Raia […] a dois passos da fronteira».
II
É frequente a dificuldade com que demarcamos o dizer das poesias de Leal Freire, que estabelece com segurança uma plurivocidade, da linguagem de outros poetas, cuja plurivocidade provém do indefinido de uma insegurança de uma poesia feita às apalpadelas, porque lhes falta o poema autêntico e o seu lugar.
O rigor extraordinário da linguagem essencialmente plurívoca de Leal Freire é, num sentido superior, tão unívoca, que ela permanece superior a toda a exactidão técnica do mero conceito científico-unívoco.
Nesta mesma plurivocidade da linguagem, determinada a partir do lugar do poema de Leal Freire, falam também as palavras frequentes que pertencem ao mundo das representações bíblicas e eclesiásticas. A transição do velho género ao não nascido faz-se através deste domínio e da sua linguagem. Se, em que medida e em que sentido a poesia de Leal Freire fala cristamente, de que modo se pode dizer que o poeta é «cristão», o que significa neste caso e em absoluto, «cristão», «cristianismo», «cristandade», «carácter cristão», tudo isto implica questões essenciais.
A sua discussão ficará, contudo, suspensa no vazio enquanto o lugar do poema não for cuidadosamente estabelecido no conjunto de toda a obra poética de Leal Freire. Para além, a discussão destas matérias exige uma reflexão para a qual não são suficientes nem os conceitos da metafísica nem os conceitos da teologia da igreja.
É que aqui o poeta, aquando da extrema urgência do seu último dizer, não clamou por Deus ou por Cristo, uma vez que é tão resolutamente cristão? Por que é que, em vez disso, ele chama pela «terra», sendo esta o «colo de mãe»?
Por que é que o poema não termina com um olhar confiante sobre a salvação cristã, e a eternidade, «a passagem ao além» é antes o «regresso ao húmus da terra mãe».
A unissonância rigorosa da linguagem plurívoca a partir da qual fala a poesia de Leal Freire, o que quer, ao mesmo tempo, quer dizer: Acredita na libertação da alma, na vida eterna, mas fala no regresso à terra, como destino da Alma, o que nos faz questionar a localidade deste lugar.
III
A última indicação para o destino da alma como o lugar do poema foi-nos dada, na última quadra.
«Afinal, apenas peço
Que a passagem ao além
Não seja fim, mas regresso
Ao humus da terra-mãe».
A eternidade, aquela passagem ao além, é nomeada na linguagem do poeta por «Terra-Mãe». O regresso do poeta à terra, acontece ao fim do dia, «à hora noa», através do crepúsculo espiritual. Por isso reza a quadra:
«Ponto é que à hora de noa
Cante a trova derradeira
Nos planos do Ribacôa
A dois passos da fronteira».

O fim da tarde muda o sentido e a imagem. A terra à qual desce o poeta, é a terra onde se põe o sol. A localidade do lugar, que reúne em si o poema de Leal Freire, é a essência escondida da Alma e chama-se «Riba-Côa». Esta delimitação geográfica da terra poente é mais prometedora que o ocidente representado à maneira platónico-cristã, ou mesmo, à maneira europeia. Porque a morte é o «começo» de um novo mundo em ascensão, e não o abismo da decadência.
O Ocidente que se esconde na morte não decai mas permanece, esperando pelos seus habitantes, enquanto terra do declínio para a noite espiritual. A terra do declínio é a passagem para o princípio da madrugada que neste princípio se esconde.
Se atendermos a isto, será que podemos considerar ainda um acaso que a poesia de Leal Freire se refira, justamente, à «Noite» da velhice em contraponto com a «Manhã» da infância?
A poesia de Leal Freire canta a terra do poente, que possui já o seu destino. A «Noite» precede a «Manhã». A «Estrela Brilhante» anuncia a madrugada.
E situa Leal Freire a terra do poente entre o Côa e o Águeda; de um lado e do outro da fronteira. É arraiana, mas sem fronteira de nacionalidades:
«Começa em Ciudad Rodrigo
Acaba em Vilar Maior
[…]
levita o ar a Bismula
desce em Aldeia da Ponte
[…]
Ruelas de Almedilha
Ou esquinas de Valverde
Picos rupestres dos Foios
Cercanias de Arganhã».

A sua poesia canta o destino, que consiste em alcançar a terra natal enquanto pátria da Alma peregrina que regressa a casa.
Será isto um devaneio romântico sonhador desligado do mundo técnico-económico das massas modernas? Ou tratar-se-á da sabedoria clara do «louco» que vê e medita de uma forma diferente dos poetas da actualidade que se esgotam na historiografia do presente, presente cujo futuro contabilizado não é mais do que um prolongamento da actualidade, um futuro que carece da chegada; de um destino que, antes de tudo, toca o homem no início da sua essência?
O poeta vê na alma, «um balão voador que pelo espaço deambula» para seguir uma rota, a qual não se dirige para a decadência, mas, pelo contrário, para o declínio: «A Alma tem sempre ocaso.»
Este abaixa-se e conforma-se com a morte suprema, que é inaugurada com a morte do poeta ao regressar ao «húmus da Terra-Mãe».
Aí, o poeta sabe que se reencontra com a essência da sua Alma Peregrina. O circuito solar da Alma do poeta completa-se quando a Sombra da «Noite» se diluir outra vez na luz difusa da «Manhã». Com plena consciência disto, Leal Freire, reza:
«Eu quero morrer na Raia
Terras pardas do Carril
A minha cova talhai-a».

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

O Executivo Municipal do Sabugal aprovou por unanimidade a proposta do presidente da Câmara de incluir mais dois vereadores na gestão política permanente da autarquia.

Paços do Concelho - SabugalA proposta do presidente foi discutida e votada na última reunião do executivo, realizada a 19 de Maio, meio ano após a mesma proposta ter sido rejeitada pelos vereadores eleitos. Até agora a Câmara teve apenas a tempo inteiro o presidente, António Robalo, e a vice-presidente, Delfina Leal, o que foi considerado inadequado e limitativo da acção da câmara face à sobrecarga de funções que cada um mantinha.
A escolha foi por voto secreto, tendo a mesma sido aprovada com votos favoráveis de todos os elementos do executivo. Cabe agora a António Robalo escolher e convidar os dois vereadores que passarão a exercer funções em permanência e aos quais atribuirá pelouros.
É certo que um dos escolhidos será o vereador Ernesto Cunha, eleito pelo PSD, que vem exercendo funções no gabinete do presidente como assessor. Porém para haver um segundo vereador a desempenhar funções executivas, ele terá de vir da oposição, podendo a escolha do presidente recair no vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, ou num dos três eleitos pelo PS – António Dionísio, Luís Sanches ou Sandra Fortuna.
Outra incógnita é se o escolhido pelo presidente aceitará a indigitação, uma vez que o presidente não indicou se já garantiu uma resposta positiva por parte dos vereadores da oposição.
Espera-se que numa das próximas reuniões o presidente anuncie ao executivo quais os vereadores que convidou para exercerem funções em permanência e quais os pelouros que lhes vai atribuir.
plb

No final do meu último artigo «Poder, Riqueza e Glória» disse que iria falar «na malta de esquerda moderna» que aceita todo este vampirismo a que alguns povos da União Europeia estão sujeitos, entre eles, Portugal, por parte de especuladores financeiros internacionais – Capitalismo Selvagem – sem a mínima reacção de rejeição.

António EmidioUm silêncio de apoio? Um silêncio receoso de afrontar certos lideres partidários? Um silêncio receoso da possível perca de um qualquer cargo político? Falta de ideais de esquerda? Ausência total de ideologia? Eu, com toda a sinceridade, penso que é tudo junto.
Ao falar «na malta de esquerda moderna», não o faço em tom depreciativo, faço-o em tom de revolta. E não me estou a referir a toda a gente de esquerda, como é óbvio, nem a todos os partidos de esquerda como é natural, só me refiro aqueles que aceitam esta «modernidade económica». Não me refiro aos trabalhadores(as) que nos campos, nas fábricas, nos hospitais, nos bares, nos restaurantes, e em todos os serviços privados e públicos, debaixo muitas vezes de condições não muito humanas, sofrem cada vez mais com este ataque, e com esta guerra que lhes declarou o grande poder económico internacional, esses(as) rebelam-se.
Seria injusto não reconhecer que também há homens e mulheres de esquerda, com responsabilidade política que se revoltam contra todas estas injustiças. Mas infelizmente abundam mais os que se silenciam. Isto explica-se, porque as elites dos partidos socialistas, apoiam a Globalização Neoliberal e Financeira, afastando-se cada vez mais dos assalariados do sector público e privado. Apoiam a ofensiva neoliberal, legislando para lhe entregar nas mãos todo o sector público, excluindo a defesa e a segurança.
Porquê? Pergunto eu, porque é que essa gente apoia e obedece cegamente a George Soros e à agência financeira Standard & Poor`s, esta última, culpada do que está a acontecer na Grécia, Portugal e Espanha? Não saberão que com os fundos gastos para ajudar banqueiros e grandes accionistas, poderiam ter criado bancos públicos? Se assim tivesse sido, ter-se-iam resolvido os problemas. E mais grave! Não saberão que o principal alvo deste ataque neoliberal, é a própria Democracia? Nesta União Europeia, onde predomina o pensamento neoliberal, no sector político, económico e mediático, estas medidas destinam-se a assegurar os lucros da banca privada.
Querido leitor(a), não é descabido afirmar que os «votos» dos mercados, dos bancos e, dos fundos de investimento, têm mil vezes mais peso do que os votos dos cidadãos.
Essas pessoas que se dizem de esquerda e que aceitam tudo isto, são de um farisaísmo brutal. Dizem-se de esquerda para criarem uma boa consciência, e não ter de admitir que estão ao serviço do sistema que impera, ou seja, lá no fundo são de direita.
Querido leitor(a), antes de nascer a Democracia e o Socialismo em Liberdade, já existiam a mentira e a hipocrisia.
Ao escrever este artigo, pensei no seguinte: será que eu penso como a esquerda tradicional, ainda uso um discurso baseado naquela noção de penúria que comecei a ouvir pós 25 de Abril? Que li em vários autores socialistas, e isso já não corresponderá ao nível de bem-estar material alcançado pela maior parte da população? Será que eles é que estarão do lado da razão? Não sei responder, só sei que cada vez existe mais desemprego, precariedade laboral, pobreza, códigos laborais manchesterianos, medo de perder o emprego, salários baixos, pensões de valor muito baixo, e exploração dos povos por parte de grandes consórcios financeiros internacionais, e um ataque cerrado à Democracia e à Liberdade por parte desses consórcios. Da minha parte, enquanto puder e me deixarem, falarei contra isto tudo.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O pintor sabugalense Kim Prisu expõe na biblioteca Camões, ao Calhariz, em Lisboa, a colecção «Recitas de Alegoria num Ensejo de Caligrafias». As telas do artista, natural de Aldeia da Dona, podem ser admiradas até ao próximo dia 31 de Maio.

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jcl

A Agência da Guarda da Fundação INATEL acaba de lançar os «Passeios Culturais Verão 2010». Trata-se de um conjunto de passeios de um dia, em autocarro, compostos por rotas de carácter cultural, histórico ou ambiental, com saída da Guarda. Realizam-se nos dias 12, 19 e 26 de Junho.

Inatel - Delegação da GuardaEste ano, a Fundação INATEL tem também no Passeio do dia 19 de Junho (Rota das Judiarias) com a parceria da Agência para a Promoção da Guarda.
A 2 de Junho (sábado), haverá uma visita à cidade de Mérida, de autocarro.
A saída da Guarda será às 7 horas, tendo como ponto de encontro o edifício da Câmara Municipal. Segundo o programa desta viagem, após uma pequena paragem em Badajoz, o almoço será em Mérida às 12 horas. Após o almoço, início da visita guiada ao património monumental da cidade com a duração de aproximadamente 3h30. Regresso a partir das 17h30, com chegada à Guarda pelas 21h30.
O custo (inclui transporte, almoço, serviço de guia em Mérida, entrada no Teatro Romano, seguro de acidentes pessoais) é de 45 euros para sócios da INATEL e de 47,50 euros para os não-sócios.
Em 19 de Junho (sábado), está prevista uma visita de autocarro à Rota das Judiarias, com visita a Celorico da Beira, Linhares, Trancoso e Moreira de Rei.
Saída da Guarda às 8h30 de junto da Câmara Municipal. Às 9 horas, visita guiada pela judiaria e castelo de Celorico da Beira; a partir das 10h30, visita à judiaria e castelo de Linhares; almoço pelas 12h30 no Lagar Municipal de Celorico e recomeço do passeio guiado às 15 horas à judiaria de Trancoso e às 17 horas à judiaria de Moreira de Rei. Regresso pelas 18h30. Chegada à Guarda pelas 19h30.
Custo (inclui transporte, serviço de guia, seguro de acidentes pessoais e almoço): 25 euros para sócios da INATEL e 27,50 euros para não-sócios.
Este passeio tem a parceria da Agência para a Promoção da Guarda, que colabora facultando os guias da visita.
A 26 de Junho (sábado), haverá uma visita de autocarro a Leiria, Batalha e Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.
Saída da Guarda às 7 horas de junto da Câmara Municipal. Início da visita guiada à Leiria queirosiana às 10h30. Às 13 horas almoço no Rest. Quinta de Santo Antão. A partir das 15 horas visita do Mosteiro da Batalha e do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota pelas 16h30. Regresso às 18 horas e chegada à Guarda pelas 22 horas.
Custo (inclui transporte, almoço, serviço de guia em Leiria, entradas no Mosteiro da Batalha e Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota e seguro de acidentes pessoais): 45 euros para sócios da INATEL e 47,50 euros para não-sócios.
Todas as visitas incluem percursos a pé, de grau de dificuldade baixo ou médio.
Informações e inscrições na Agência da Guarda da Fundação INATEL, sita na Rua Mouzinho da Silveira, nº 1, 6300-735 Guarda, telefone 271212730, fax 271215779, e-mail: ag.guarda@inatel.pt.
plb

«Manteigas Sensations» onde a Truta do Zêzere foi rainha. Reportagem de Miguel Almeida e Sérgio Caetano da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
Vodpod videos no longer available.

jcl

Por ocasião da primeira tourada com forcão em Lisboa realizou-se um cortejo desde a sede da Casa do Concelho do Sabugal até à Praça do Campo Pequeno, no qual participaram os elementos dos corpos sociais, os rapazes do forcão e os Bombeiros Voluntários do Sabugal, a favor dos quais se realizou o evento.

Clique nas imagens para ampliar

As três fotografias que agora editamos mostram o que foi o desfile que os sabugalenses fizeram em Lisboa no dia 4 de Junho de 1978.
Findo o almoço de confraternização na sede da Casa, o pessoal juntou-se na Praça do Areeiro e, formando duas colunas, seguiu pela Avenida João XXI até ao Campo Pequeno. A dar alguma solenidade ao acto seguiam as dezenas de elementos do corpo activo dos Bombeiros do Sabugal, que vieram até Lisboa para participarem na iniciativa.
O cortejo seguiu com muita alegria, mostrando a iniciativa e a dinâmica da gente da raia. Incorporada no desfile, seguindo entre as duas colunas, ia uma ambulância dos Bombeiros, de marca Peugeot 504, vinda de França, ostentando ainda a matrícula daquela nacionalidade, conforme se pode ver numa das fotografias.
Seria interessante voltar a realizar, por ocasião da Capeia Arraiana de Lisboa, um desfile similar ao que teve lugar há 32 anos. Haveria que trazer do concelho até Lisboa algumas associações culturais e recreativas, como a Banda da Bendada, grupos etnográficos, tamborileiros e até alguns cavaleiros, dando-se assim um novo esplendor à tradicional Capeia de Lisboa.
plb

A fábrica de refrigerantes Cristalina foi fundada por Manuel de Oliveira, em 1946.

Mariana dos Santos e António Paulo Fernandes
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João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»A fábrica começou por ser no Forte, um bairro do Soito onde consta que esteve instalado um contingente de tropas gaulesas, aquando das Invasões Francesas. Foi, por isso, que o bairro começou a ser conhecido pelo Forte, o que se mantém até hoje.
Só mais tarde a fábrica se instalaria na actual Avenida São Cristóvão (numa zona conhecida na época por Caminho Largo).
Os filhos de Manuel de Oliveira tornaram-se, pouco tempo depois, sócios da fábrica, juntamente com o pai, pelo que se podem incluir entre os fundadores. Esses filhos eram o João dos Santos Oliveira, Domingos Fernandes de Oliveira, António Fernandes de Oliveira (Toninho Oliveira) e José Fernandes de Oliveira. Mais tarde, o Toninho Oliveira abandonou a sociedade e fundou a fábrica de confecções Ranking.
A fotografia apresentada nesta crónica é dos avós dos sócios e, portanto, sogros do sr. Manuel de Oliveira, já que a esposa deste era filha do casal representado na imagem.
O meu bisavô, Manuel José dos Santos, era filho de um senhor conhecido no Soito pelo Ti Coxo, que era natural de Alcácer do Sal e exercia a profissão de alfaiate.
Para além do meu bisavô, o Ti Coxo teve mais quatro filhos. Uma das suas filhas era a senhora que está na fotografia e se chamava Mariana dos Santos. Ela casou com um grande artista serralheiro, natural da Cerdeira do Côa que se chamava António Paulo Fernandes. Foi este serralheiro que fez os portões da igreja do Soito , que ainda hoje existem.
Este casal teve vários filhos, para além da mãe dos sócios fundadores da Cristalina, entre os quais alguns que seguiram, também, a profissão de serralheiro.
A família Fernandes (que herdou o apelido do serralheiro da Cerdeira do Côa) deixou pergaminhos na arte da serralharia. Um dos seus bisnetos é o conhecido Fernando Monteiro Fernandes, artista que trabalha com ferro forjado.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

A romaria da Senhora da Póvoa, a mais concorrida das Beiras, tem lugar no domingo, segunda e terça-feira do Espírito Santo.

Nossa Senhora da Póvoa
Onde ficais situada
Num desvão da Serra d’Opa
Numa casa caliada

Clique nas imagens para ampliar

ac

Estão de volta as grandes romarias da Região, sinal da chegada do bom tempo. Estranhamente, ou talvez não, continuam a arrastar milhares de pessoas aos seus santuários, geralmente pequenos demais para tantos automóveis e tendas de vendedores ambulantes. A Senhora da Póvoa afirma-se no panorama regional como uma das mais concorridas.

Senhora da Póvoa

António Cabanas - «Terras do Lince»Depois de uma quebra nos anos 60 e 70 em que de 3 dias acabou em 1, ei-la de novo em grande! Aos poucos foi crescendo e depressa os «tendeiros» sentiram necessidade de ir de véspera para guardar o lugar, levando a que na tarde de Domingo já houvesse muita gente, muitas tascas e arraial. Hoje vêm na véspera da véspera e já têm de novo dificuldade em obter o tão desejado espaço em sítio adequado, entenda-se onde passe muita gente.
Há os que apenas vão pela devoção religiosa, comungam dos actos religiosos, acendem uma vela, perfilam-se na procissão e rezam na igreja.
Há até quem se martirize de joelhos, em seu redor, pagando uma bênção divina, ou requerendo-a.
Cá fora, o Zé-povinho, numa espécie de orgia colectiva, percorre a feira em busca de uma qualquer pechincha, canta e dança, abraça os amigos, enche o bandulho com opíparos repastos, emborca copos de tinto e de cerveja.
Há muito nos interrogamos sobre a sua origem. Naturalmente, como tantos outros cultos a santos e santas que o nosso povo estima, terá provavelmente origens muito remotas, em antigos cultos pagãos. No cimo da Serra d’Opa há claros indícios de um santuário sacrificial. É um local de cume, também de actuais e antigas divisões administrativas, talvez mesmo muito antigas, pois era normal que elas passassem pelos acidentes geográficos, pelas alturas, ou pelos rios intransponíveis. Mas era também nesses locais que se efectuavam manifestações guerreiras ou, pelo contrário se juntavam as tribos para festejar a paz, eram assim locais de aproximação, de reencontro, provavelmente de festejos, onde quem sabe, se acertavam romances que miscigenavam o sangue.
Como nesse tempo longínquo continuam hoje a afluir gentes de diversas origens. No caso da Sra. da Póvoa vêm de Belmonte, do Fundão, do Sabugal, das Idanhas e de outras paragens mais distantes, além das aldeias do concelho de Penamacor. Ali, se juntaram sempre gentes do norte e do sul, o pandeiro redondo e o pandeiro quadrado. Gaiteiros e tocadores de harmónio, adufeiras e tamborileiros desafiavam os mais dançarinos. Qualquer realejo servia para fazer um baile! Enquanto os foliões se divertiam, os vendedores faziam negócio vendendo foices, tamoeiros, albardas, ancinhos, cabeçadas, e toda uma panóplia de objectos e alfaias de uso doméstico.
Os dias que antecediam a festa eram de muita ansiedade e de muito trabalho: o plantio e a rega da horta ou a apanha do feno. Eram por vezes dias de trovoada, ameaçando estragar os trabalhos agrícolas e a própria festa.
Pior ansiedade ainda provocavam as conversas dúbias lá de casa, que escondiam incógnitos jogos de interesses. O pai que perguntava:
– Não prometeste de ir à Senhora da Póvoa?
A mãe que respondia:
– Não, que está o feno para apanhar.
– Se não vamos, a santa castiga-nos com alguma trovoada!
– Não me apetece preparar a merenda!
– Mas a mãe já fez almôndegas de bacalhau! – Atalhava eu a pensar no realejo e na moto de três rodas, feita em lata pintada e que daria brincadeira para todo o ano.
– Cala-te fedelho, que não são contas do teu rosário!
Por fim, chegava o dia, não havia escola – e mesmo que houvesse! – A madrugada era um corrupio, regar a horta, tratar dos animais, preparar o burro, ou então esperar pela camioneta, na estrada. Muitos autocarros nem sequer paravam, vinham cheios, com gente de pé no corredor. Os vidros abertos deixavam escapar a animação das concertinas e adufes e contagiavam os que aguardavam na paragem:

Nossa Senhora da Póvoa
Onde ficais situada
Num desvão da Serra D’ Opa
Numa casa caleada

Nossa Senhora da Póvoa
A vossa Capela Cheira
Cheira a cravo cheira a rosa
Cheira a flor de laranjeira

Nossa Senhora da Póvoa
Já cá vamos à Meimoa
Que terá o vosso sino
Que o vosso sino não toa

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

No dia da primeira Capeia Arraiana em Lisboa, houve almoço de confraternização na sede da Casa do Concelho do Sabugal, reunindo os responsáveis da associação, os bombeiros do Sabugal e a rapaziada que durante a manhã disputara um jogo de futebol amigável com a Casa de Trás-os-Montes.

Clique nas imagens para ampliar

O dia 4 de Junho de 1978, foi uma jornada memorável para os sabugalenses que residiam em Lisboa e se haviam juntado na formação da Casa do Concelho do Sabugal: pela primeira vez um forcão foi exibido na praça de touros do Campo Pequeno, iniciando-se assim uma iniciativa de convívio que se manteve até hoje.
Nesse mesmo dia, houve futebol durante a manhã, com uma partida disputada entre a equipa da Casa e a da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, que os sabugalenses venceram por um expressivo 7-0.
Ao meio-dia houve almoço na sede da associação, onde o presidente da Câmara Municipal do Sabugal também esteve presente.
As três fotografias que agora ilustram este momento histórico mostram as mesas dispostas, as mesmas mesas ocupadas e o pormenor de uma das mesas com os jovens fumando e ouvindo atentamente os discursos da praxe.
Findo o almoço os convivas abandonaram a Casa na Avenida Almirante Reis e seguiram em cortejo até à praça do Campo Pequeno, onde se realizou a Capeia Arraiana.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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