A fotografia que acompanha crónica de hoje foi tirada em 1977. Nela podemos ver o famoso (na época) actor Óscar Acúrcio, que se deslocou ao Sabugal com Paco Bandeira, para participar nas comemorações do 25 de Abril, organizadas pela autarquia.

Óscar Acúrcio no Sabugal - 1977

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Do lado direito do actor encontra-se o Dr. João Lopes, à época o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. O Dr. Lopes (natural de Vale de Espinho e já falecido) foi o primeiro Presidente da Câmara eleito depois do 25 de Abril de 1974.
Do lado esquerdo do actor encontram-se o Brito, natural do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e, há muitos anos, radicado no Sabugal, onde é funcionário da Repartição de Finanças e o pai deste cronista (Eugénio Duarte).
Junto ao actor (do lado direito e com barba) encontra-se Mário Lucas, actualmente professor em Coimbra e que chegou a ser vereador do PS, na Câmara do Sabugal. O actor, de nome completo Óscar Acúrcio Pereira, nasceu a 7 de Agosto de 1916, em Lisboa, e faleceu a 29 de Março de 1990. Entrou em vários filmes, tais como «O Leão da Estrela», «Ala-Arriba» ou «A Maluquinha de Arroios».
Em 1984 apareceu no papel de «Graxas» na telenovela «Chuva na Areia».

Nota: Ao contrário do esperado pela agenda conservadora do Presidente da República, o Tribunal Constitucional deu luz verde aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Não é assunto que me interesse particularmente, mas fiquei contente por ter acontecido assim. É que, ao contrário do que escreveu outro ultra-conservador (Dr. Leal Freire) num jornal regional, nestes termos «Felizmente para o país, Cavaco tem mantido uma postura de autêntico Chefe de Estado, sendo pena que o nosso sistema constitucional lhe não outorgue mais amplos poderes. Mas no momento oportuno aparece a corrigir pelo veto as aberrações, o que, de certo, fará no que concerne aos casamentos gays», o Tribunal Constitucional não viu nada de aberrante nessa lei. Como político que sou (e faço gala de o ser) sei bem que noutras leis bem mais importantes (essas sim completamente aberrantes) e que mexem com a vida das pessoas (nomeadamente as que se prendem com a flexibilização das leis laborais ou todo o mal que o neo-liberalismo tem feito ao país), nunca vi Cavaco Silva ou os seus conservadores defensores solicitarem a inconstitucionalidade ao Tribunal.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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