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Fiquei muito feliz quando ontem, sábado, dia 9 de Abril, recebi um telefonema do Manel Rito a dar-me conta de uma visita ao alcalde e amigo de Navasfrias, Celso Ramos.

Enquanto o Manel Rito foi Presidente da Câmara do Sabugal quantas viagens fizemos a Navasfrias para tratar de assuntos relacionados com «las carreteras» de cujos projectos a Câmara do Sabugal foi chefe de fila? Quantas reuniões com a Mancomunidad do Alto Águeda ou com a Presidente e Técnicos da Diputación de Salamanca?
As «carreteras» já estão feitas e não caíram do Céu! E que importância têm para a economia da região! Mas não foram só as «carreteras». Houve e haverá muito mais. É que a Europa é para lá, meus Senhores.
Os problemas de saúde que afectaram o amigo Manel Rito preocupavam-me e cheguei a recear que estas incursões, por España, se tornassem raras ou deixassem de se verificar. Por isso mesmo o dia de ontem foi um dia especial. Conheço, muito bem, a amizade entre o Manel Rito e o Celso Ramos e foi com imenso prazer que ontem os fotografei de novo.
Depois de em casa do Celso termos tomado um café, «charlado» um pouco sobre a saúde do Manel, e também sobre o progresso e desenvolvimento da zona, deslocámo-nos ao local onde o Ayuntamiento de Navasfrias possui um parque cinegético. Foi com agrado que observámos algumas espécies, sobretudo coelhos e lebres, que aí se vão reproduzindo para mais tarde poderem ser distribuídos pelas zonas mais convenientes, incluindo o lado de cá.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O ex-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, tem mantido de há longo tempo uma dura batalha contra a doença que o afecta e os últimos meses foram particularmente difíceis, passando a maior parte do tempo internado no hospital. As boas novas quanto à sua recuperação enchem-nos de satisfação. O Capeia Arraiana associa-se ao Zé Manel, desejando a Manuel Rito continuadas melhoras.
plb

No dia em que escrevo este artigo comemoram-se cinco anos da morte de Karol Wojtyla, esse gigante da igreja que quis chamar-se João Paulo II. Figura marcante do século XX, o Papa que ousou desafiar o poder dos grandes impérios, foi ao mesmo tempo cativante e catalisador de massas, de humildes e oprimidos. Mesmo para os mais agnósticos era um homem fascinante e um semeador de esperança. Estimado pelo povo anónimo cristão, foi aos jovens que soube falar como nenhum outro papa o fizera antes. Estes recompensaram-no com autênticos banhos de multidão. Eram aos milhões nas famosas jornadas mundiais da juventude!

Papa João Paulo II com Fidel Castro

António Cabanas - «Terras do Lince»Não precisou de ganhar o prémio Nobel, que aliás seria merecido, para se considerar o maior mensageiro da paz e da concórdia mundial e, simultaneamente, um acérrimo defensor dos direitos humanos e das nações mais pobres.
Foi muitas vezes politicamente incorrecto, mas ética e moralmente coerente com os mais elementares princípios da Igreja. Ousou visitar Cuba e criticar o embargo económico americano para logo criticar também o regime de Fidel e as penas aplicadas aos seus dissidentes.
Poderíamos chamá-lo o Papa peregrino, pois viajou por todo o mundo, visitando centenas de países e milhares de locais, reunindo em todo o lado verdadeiras multidões. Foram as suas inúmeras viagens que contribuíram decisivamente para mudar mentalidades e derrubar muros e regimes obsoletos.
Foi a visita papal ao seu país de origem que levou a libertação e inspirou o movimento Solidariedade para chegar ao poder. Foi um «Não tenhais medo», que fez crescer a coragem e apressou a derrocada do muro de Berlim.
Os portugueses estão-lhe gratos pelas suas 5 visitas, grato também ele ficou à virgem de Fátima, de que era devoto, pelos milagres da sua recuperação.
Quebrou vários tabus do catolicismo: nunca um papa tinha visitado Jerusalém ou rezado no muro das lamentações e em quase mil anos, desde o cisma da igreja ortodoxa, nenhum tinha visitado a Grécia. Pregou em sinagogas e mesquitas, aproximou religiões num diálogo inter-religioso sem precedentes e fomentou o ecumenismo de forma incansável durante o seu pontificado.
Carismático e popular, sabia que liderar é comunicar, lidando admiravelmente com os meios de comunicação social que viajavam consigo para todo o lado e acompanhavam cada momento da sua vida.
Foi um verdadeiro exemplo para todos nós. Órfão de pequena idade, desportista, amante da literatura e do teatro. Deu-nos uma lição de perdão ao perdoar até aos que atentaram contra a sua vida e visitando-os inclusivamente na prisão. Mas também soube pedir perdão por erros que a Igreja cometera no passado.
Quando poderia ter resignado ou fazer-se representar, assumiu-se como exemplo de estoicismo e de luta contra o sofrimento e a doença que no final da sua vida o atormentavam.
Pouco frequentador dos ofícios religiosos, fui no entanto fã deste vulto da Igreja (quem o não foi?). Juntei-me aos milhares que o receberam em Fátima, gostava de ouvir a sua voz na Televisão, desejando-nos, em língua portuguesa, uma feliz Páscoa ou um Bom Ano Novo. Acompanhava à distância as suas viagens e ouvia ou lia os seus discursos. Comovi-me de tristeza com a notícia da sua morte e fiz fila para visitar o seu túmulo no Vaticano. Santo ou não era um homem de carne e osso, igual a nós, mas que mais do que a maioria de nós soube atingir esse desiderato de humanismo que só está reservado a uma pequeníssima minoria. É curioso que seja justamente numa Sexta-Feira Santa, que tal comemoração ocorre.
Rendo-lhe aqui a minha homenagem.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

A sabedoria popular guarda sabores antigos que tomam parte da nossa cultura e dos nossos afectos, como o fez notar o escritor Célio Rolinho Pires, grande conhecedor dos usos e costumes do povo.

Conhecido pelos seus estudos e escritos sobre o valor das pedras que povoam os horizontes da nossa região beirã, Célio Rolinho Pires, natural de Pêga, é também um revelador de afectos. É neste espírito que se enquadra o seu livro de recordações intitulado «Rosas de Santa Maria», publicado em 1997. É um livro de vivências e de saudades de um tempo que só a memória conserva. Nesse tempo o ciclo anual da vida aldeã estava perfeitamente demarcado, inclusive na gastronomia, com ementas próprias em cada época.
De todas as quadras anuais ressalta o Entrudo, tempo de excessos em toda a linha, incluindo na alimentação. A carne reinava neste época, como que a prepar o corpo para as privações e exigências da Quaresma. Dentre as iguarias deste tempo de festança pontuava o bucho servido com grelos e batata cozida:
«A ementa típica para esta quadra é guardada intencionalmente no masseirão ou salgadeira: pé de porco, orelha e quiçá o rabo, salvo seja, tão simplesmente cozidos na altura ou previamente condimentados e “enchidos” no estômago ou na bexiga do falecido bácoro de que resulta o tão falado bucho, paio ou palaio. Curtido e seco no fumeiro, cozido ao lume, em panela de ferro, com batatas e grelos de nabos, é comer e gritar por mais.»
A saborosa citação foi retirada do capítulo «o ciclo dos vivos», que nos dá conta das andanças periódicas que sujeitavam o viver colectivo nas aldeias de antanho. Ali se lamentam as tradições perdidas e a descaracterização da vida aldeã com a progressiva ausência de fenómenos gregários que o tempo cilindrou impiedosamente.
A referência à tradição alimentar torna premente a importância da recuperação de sabores antigos, onde exista uma réstia da naturalidade dos alimentos e onde se reponham as formas de cozinhar e os segredos que a cozinheira conhecia e que faziam com que produtos simples e até banais, viessem à mesa transformados em iguarias de divinal sabor e riquíssimo teor alimentício.
O livro «Rosas de Santa Maria» é pois um repositório de memórias, onde perdura o sentimento do navegador que há muito partiu para longa viagem, sulcando os mares, e a um tempo regressa ao porto de partida. Traz com ele novas experiências, outros conhecimentos e até diferentes formas de pensar a vida e o mundo. Mas ali, à vista das terras que envolvem o porto de abrigo, o viajante reencontra as paisagens e as gentes que sempre fizeram parte do seu imaginário, mas que os seus olhos não observavam há longo tempo. Perante este esplendor, o navegante abre o baú das memórias e revela a quem o ouve, as vivências marcantes do seu passado.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

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