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Teresa Duarte ReisNo dia das Confrarias e Entronização do Bucho Raiano, lembrei-me que era jornalista e veio-me aquele gosto… De gravador em punho, a minha paixão, toca a entrevistar todo e qualquer confrade, confreira ou observador que se agrupavam no átrio junto às mostras de queijos, enchidos, mel, compotas e outras delícias dos produtores regionais presentes. É um meio de levar à conversa enquanto se prepara a festa e cada um em azáfama, prossegue no seu lidar. Quando for grande quero ser outra vez jornalista!

O 1.º Capítulo de Sua Excelência o Bucho Raiano

A boina é novidade
Diz a sorrir a Talinha
Ficam lindas as Senhoras
Elegantes de boininha
Os cavalheiros também
Se a boina lhe assenta bem!

Confraria Pinhal do Rei
De Leiria, é bom de ver
Há três anos já fundada
Também veio para conviver
Defende da terra e do mar
Bons produtos a provar.

Traz o Capitão Rapoula
A Cereja de Portugal
Revelar-lhe as qualidades
Que defende sem igual
Os valores da cereja
E que o País a proteja.

Da Confraria da Chanfana
Bem vestidas e vistosas
Madrinhas muito simpáticas
Sorridentes, bem-dispostas
Alice Simões sentia-se bem
Confia nesta partilha, também.

Confraria dos Nabos-Mira
Fala-nos Francisco Ferrão
Em Lisboa e Porto
Todo o nabo é dali
E o mais o que me fez rir
Não digo agora aqui.

Pois não estamos nas conversas
De escárnio e maldizer
Do livro da malcriadice
Do poeta «encartado»
Que me lembrou p´ra não esquecer
Podemos rir e brincar
Alegria salutar.

Fui revendo um por um
Os que no blogue escreviam
E aproveitei nessa onda
Os que ali conviviam
Vinham como convidados
Ou Confrades irmanados.

Ramiro Matos é mais um
Que quer o bem da região
É no dinamismo que aposta
Optando na certificação
E para ter resposta boa
Defende os produtos do Côa.

José Morgado, entre Côa e Raia
Faz pausas para reflexão
Considera o blogue Capeia
Um bom meio de comunicação
E aconselha moderador
Para evitar mau humor.

E o que nos diz Paulo Saraiva
Do nosso Bucho Raiano?
Já está preparadinha
Mas que boa comidinha!
(O fast food de antigamente)
Com Vinho Pinhel ou Figueira
Fica a refeição à maneira!

Cabanas tem pouco vagar
Não admira, é Vice-Presidente
E quando escreve no blogue
Sempre aborda tema quente
Sei que também é escritor
Isso é bom, para Penamacor.

Chanceler Lino, do Azeite
No Sabugal está feliz
A criação de Confrarias
Faz-nos voltar à raiz
Os produtos da região
São melhores, estão à mão.

Este movimento europeu
Veio, ficou e venceu.
Produzir, criar riqueza
Defendendo a natureza.

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O caminho faz-se caminhando, ou, em castelhano, «El camino se hace caminando»

José Manuel Campos - Nascente do CôaCom a devida autorização da Sr.ª Alcaldesa de Valverde del Fresno, Ana Perez, e tal como havia sido combinado, oito dias antes, deslocaram-se hoje, a Foios, o consejal – Pedro – e o Guarda Florestal – Paco –  para com o Presidente da Junta de Foios e os responsáveis pelo «Clube Vertical» da modalidade do «parapente» sedeada em Manteigas, poderem analisar as necessidades físicas para a prática dessa modalidade na raia entre Foios e Valverde del Fresno no sítio do «Cancho Sozinho».
O grupo chegou ao local de voo por volta das 10 horas e depois de terem verificado in loco os, poucos, trabalhos que urge levar a efeito deslocaram-se, de seguida, a outro local de hipotéticas ou necessárias aterragens tendo o Professor das escolas de parapente, Victor Baía, dado algumas indicações quanto à preparação do terreno em causa.
Por volta das 13 horas o grupo deslocou-se para o restaurante Eldorado onde lhes foi oferecido um almoço pelo amigo Senhor Adelino, madeireiro, da Freguesia de Verdelhos.
Depois do almoço os amigos espanhóis partiram para Valverde e os amantes do parapente aproveitaram a oportunidade para fazerem uns voos de parapente visto que os ventos estavam favoráveis.
Conclusão: para que possamos alcançar as metas desejadas contamos, como sempre, com a colaboração da Câmara do Sabugal, Ayuntamiento de Valverde del Fresno e Junta de Freguesia de Foios.
Para que todas as acções possam ser devidamente coordenadas vai ser combinado um encontro entre a Alcaldesa de Valverde (Ana Perez) Presidente da Câmara de Sabugal (António Robalo), Presidente da Junta de Freguesia de Foios (o signatário destas linhas) e o Presidente da Direcção do Clube de Parapente (Victor Baía).
Pretendo agradecer a presença e o empenhamento de todas as personalidades na esperança de que, em conjunto, possamos atingir as metas desejadas.
Se turismo é futuro vamos ao trabalho.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O edifício central da Câmara Municipal do Sabugal foi esta noite assaltado. O cofre foi arrombado e dele, eventualmente, retirados valores monetários e documentação importante. Equipas de investigadores da GNR estão no local à procura de indícios.

Praça da República - SabugalSuspeita-se que os assaltantes tenham entrado no edifício durante a noite e depois trancado as portas, para, com tempo, percorrer todo o interior do edifício. O cofre foi arrombado e dele foram, eventualmente, retirados valores e também documentação importante.
Apenas se soube do assalto quando os funcionários entraram na Câmara, pela manhã. A GNR local foi de imediato chamada a tomar conta ocorrência. Entretanto o Comando Territorial da Guarda enviou para o Sabugal equipas de investigação criminal, que procedem agora ao exame do local e à recolha de indícios.
Os funcionários da Câmara permanecem no exterior do edifício, estando impedidos de entrar enquanto perdura a acção de recolha de vestígios, trabalho que se tem revelado moroso, uma vez que os assaltantes percorreram todo o edifício enquanto estiveram no seu interior.
Capeia Arraiana apurou que os investigadores da GNR terão entretanto começado a fazer uma análise comparativa com outros assaltos a edifícios na região, encontrando algumas similitudes no modus operandi utilizado com o que já aconteceu noutros casos, nomeadamente no assalto à Câmara Municipal de Celorico da Beira, ocorrido há pouco tempo. O assalto a esta Câmara aconteceu em finais de Janeiro deste ano e os assaltantes também «vasculharam» todo o edifício, tendo levado dinheiro, documentos importantes (incluindo alguns referentes a processos que corriam termos nos tribunais), uma arma de defesa pessoal e um computador portátil.

Actualização
Fonte da autarquia disse à agência Lusa que os assaltantes entraram no edifício da Câmara Municipal do Sabugal «pela porta das traseiras e as restantes fechaduras das portas de acesso ao interior foram todas danificadas para ninguém entrar».
Adiantou que durante o assalto foi rebentado o cofre que estava na tesouraria mas «ainda não está apurado o que terá desaparecido, embora tudo indique que tenham levado algum dinheiro e documentos».
A mesma fonte autárquica contou que os assaltantes «rebentaram as portas dos gabinetes que estavam fechadas mas numa primeira análise não levaram nada, a não ser do interior do cofre, porque nos gabinetes encontravam-se computadores portáteis e não tocaram em nada».
«Quem fez isto viria só à procura de dinheiro», admitiu, salientando que quem entrou no edifício dos Paços do Concelho «deu volta a tudo» tendo entrado «nos serviços de contabilidade, tesouraria, área do executivo e gabinetes».
Outra fonte da Câmara do Sabugal explicou que os autores do assalto «devem ter passado a noite toda no interior do edifício porque encostaram as portas interiores de todas as janelas e partiram e abriram as portas interiores que estavam fechadas à chave».
Devido ao assalto, os serviços que funcionam nos Paços do Concelho do Sabugal estão, de momento, encerrados ao público.
Capeia Arraiana (com agência Lusa)

Esta semana ecos de ventos em sentido contrário fizeram-se sentir na comunicação social relativos ao licenciamento de um parque eólico nas vizinhanças de Sortelha. Recebi no facebook um pedido para que me pronunciasse sobre este assunto. Respondendo a essa sugestão mas, também porque considero importante que o faça como cidadão e sabugalense em particular, aqui fica a minha posição.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Desde sempre defendi que Portugal tem condições excepcionais para desenvolver e apostar nas energias alternativas, nomeadamente a energia eólica e a energia solar, só para citar duas das mais conhecidas. O aproveitamento do vento para produção de energia, para além de ser um recurso energético natural, necessita de um investimento reduzido e como tal torna-se facilmente rentável. Tudo isto para dizer que efectivamente sou favorável a estes investimentos. Contudo, torna-se necessário analisar a localização dos aerogeradores (penso ser este o termo técnico para as chamadas ventoinhas) em função de critérios que devem ultrapassar os critérios da mera análise económico -financeira do projecto.
Nas últimas eleições autárquicas o projecto que encabecei apontava como um dos vectores de desenvolvimento do concelho, uma aposta no Turismo, turismo este que deveria ter em consideração a valorização do património natural e edificado.
Sortelha tem todas as condições para ser potenciada e vir a transformar-se, ainda mais do que é actualmente, num pólo de atracção de turistas, tanto nacionais como estrangeiros. Tem património edificado, que se apresenta em condições, nomeadamente o miolo central da aldeia, tem paisagens naturais, tem uma classificação de aldeia histórica, tem nome e uma marca.
Não conheço, admito, a localização exacta do parque. Mas, a acreditar nos promotores da petição, não me parece aceitável que, existindo tantos montes no concelho do Sabugal, um projecto desta natureza só se torne rentável nas imediações de Sortelha.
Porquê Sortelha? Foram estudadas e apontadas pela Câmara outras possíveis localizações? Penso que a Câmara deveria esclarecer esta questão.
É evidente que todos os investimentos são essenciais para o desenvolvimento do concelho, mas há que saber conciliar os vários interesses. Compreendo que para os proprietários dos terrenos, a renda que vão usufruir seja importante e uma fonte de rendimento, nos magros rendimentos familiares e que para eles possa ser um investimento «amigo». Mas, é preciso não matar, ou pelo menos, para não ser tão radical, não amputar as potencialidades existentes, e pelo contrário saber rentabilizá-las tanto económica como socialmente.
Ainda relativamente a esta questão, surge-me uma dúvida. Que estudo de impacto ambiental foi feito? Foi o mesmo posto a discussão pública?
Espero que todos os trâmites legais deste licenciamento tenham sido observados. Fica aqui mais uma vez o alerta para a necessidade da participação dos cidadãos na vida e nas decisões do poder local. É patente, neste e em tantos outros casos, que uma boa discussão pública pode resolver eventuais conflito e conciliar interesses. Repito interesses colectivos e interesses privados, quando estes sejam de conciliar, pois nem sempre é possível que assim aconteça.
Para terminar reafirmo que sendo favorável à produção de energias alternativas não é esta localização aquela que melhor defende os interesses, nem de Sortelha nem do concelho do Sabugal. A não ser que, após a colocação das ventoinhas, façamos de Sortelha o cenário para recriar a batalha dos moinhos de vento de D. Quixote e Sancho Pança…
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Não era suposto falar do festival IndieLisboa, mas acabei por não resistir. A «culpa» é de Heddy Honigmann, uma das realizadoras homenageadas no festival e que descobri em dois filmes, cada um representando uma reflexão diferente sobre a vida.

Pedro Miguel Fernandes - Série BNascida no Peru e filha de judeus que fugiram da Europa durante a II Grande Guerra, Heddy Honigmann é uma cineasta com obra feita na área do documentário, mas cujos filmes são pouco conhecidos por cá. O festival lisboeta resolveu este ano suprimir esta lacuna e está a mostrar uma retrospectiva integral da sua carreira, iniciada em 1979 um ano após ter imigrado para Amesterdão para estudar Cinema. Desde então assentou arraiais na Holanda, tornando-se mesmo cidadã do país alguns anos mais tarde.
Depois de algumas experiências na área da ficção, Heddy Honigmann resolveu apostar no documentário. E os seus documentários são obras bastante originais e algo diferentes do que é normal neste tipo de filmes. A começar pela falta de voz off e acabar nas reflexões sobre a vida feitas pelas pessoas que falam para a câmara da cineasta.
Dois dos filmes que tive a oportunidade são muito belos. O primeiro foi filmado em 2007 e chama-se «Forever» (Para Sempre, em português). Neste filme Heddy Honigmann aborda a forma como a arte influencia a vida das pessoas. Para tal foi ao cemitério de Père-Lachaise, em Paris, onde estão sepultados grandes nomes da cultura mundial, desde Chopin a Proust, passando por Jim Morrison, o vocalista dos Doors. Foi neste cenário que entrevistou não só fãs dos mortos mais célebres, como uma jovem pianista que visita a campa de Chopin e toca as suas músicas em homenagem ao pai falecido recentemente, mas também as pessoas que visitam os seus familiares. O truque de Heddy Honigmann é precisamente deixar os seus entrevistados falar sem interromper. O resultado são belas reflexões sobre a vida.
Heddy Honigmann - Indie Lisboa 2010Um outro exemplo das obras de Heddy Honigmann é «Metal and Melancholy» (Metal e Melancolia), um regresso da cineasta em 1993 ao seu Peru natal para filmar os taxistas de Lima, a capital do país numa altura em que atravessava uma grave crise económica, que tinha deixado o país praticamente na miséria. A ideia de ter resolvido entrevistar os taxistas, que talvez sejam um dos grupos profissionais que melhor conseguem contar as histórias das cidades, deve-se ao simples facto de na altura muitos dos habitantes de Lima serem taxistas em part time, como resultado das dificuldades que atravessavam. Desde polícias a actores, médicos e funcionários governamentais, todos utilizavam o seu automóvel pessoal para ajudar a aumentar o orçamento. É um filme que dá muito que pensar, sobretudo numa altura em que os problemas económicos estão na ordem do dia. Mesmo assim, no meio de algumas histórias mais complicadas, sempre aparecem pessoas que afirmam não ter medo de morrer, porque «já estiveram do outro lado», ou que se lembram de uma história de amor passada há muitos anos.
Dois exemplos de belos filmes, que são ao mesmo tempo simples e falam da vida como ela é vivida, pelos mais comuns de nós.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O documentário «Há Tourada na Aldeia» é um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». A estreia está marcada para as 19 horas do dia 30 de Abril no Grande Auditório da Culturgest em Lisboa. O Capeia Arraiana associa-se à estreia com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.

O «Capeia Arraiana» associa-se como media partner a esta estreia em Lisboa do documentário «Há Tourada na Aldeia» com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.
Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa.
Pretendemos respostas para três questões:

1 – Quem realiza o documentário «Há Tourada na Aldeia»?
2 – Indique os títulos de mais dois filmes do realizador?
3 – Quem é responsável pela produção geral?

Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa. Na desistência ou impossibilidade de estar presente de algum dos cinco vencedores será substituído pelo concorrente que constar em primeiro lugar na lista com cinco suplentes.
O passatempo terá início às 17.00 horas desta quinta-feira, 29 de Abril.
A classificação final terá em conta as três respostas certas e a hora de recepção do e-mail.
Os convites estarão disponíveis entre as 18.30 e as 19.00 horas à entrada do Grande Auditório da Culturgest.
E-mail para concorrer a partir das 17.00 horas: capeiaarraiana@gmail.com

Blogue Capeia Arraiana: media partner da estreia de «Há Tourada na Aldeia».
jcl

A realização de uma Jornada de Reflexão sobre Agricultura e Desenvolvimento Rural no Distrito da Guarda é uma ocasião única para reflectirmos em conjunto sobre o papel que o sector agrícola pode e deve desempenhar no processo de desenvolvimento do Concelho do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Sou dos que consideram que este é um sector fundamental para as nossas terras, não embarcando no comboio dos que dizem que a agricultura não tem futuro.
Mas sou também dos que afirmam que dinâmicas de exploração agrícola com sucesso no Alentejo ou na Região Oeste de Lisboa, não podem nem devem ser o exemplo seguir.
Temos características próprias diferenciadoras que nos afastam de lógicas meramente industrializantes de exploração dos solos rurais, mas que não devem tornar inviáveis práticas agrícolas de subsistência e preservação do território.
Sou, por isso, defensor do desenvolvimento concelhio dos sectores agrícola, agro-pecuário e silvo-pastorício; sou defensor de um sector agro-industrial de transformação/comercialização dos produtos agrícolas, mas igualmente da certificação dos produtos tradicionais; sou defensor de um sector florestal competitivo, sustentável e diversificado, que não se limite à simples exploração do material lenhoso, mas abranja outras formas de exploração como a caça, a pesca, a apicultura, os cogumelos, as ervas aromáticas e medicinais, a limpeza e o aproveitamento da biomassa para a produção de energia, etc.
Mas sou também defensor de práticas agrícolas de subsistência que embora fora dos mecanismos de mercado, contribuem para a manutenção de valores essenciais de identidade e de preservação do solo rural, garantindo ao mesmo tempo rendimentos complementares a muitas famílias e, sobretudo, mantendo em actividade os mais idosos.
Continuo assim a defender que é urgente apostar na criação de condições para que no Sabugal seja possível apostar na Castanha, no Azeite, no Gado, na Floresta, na apicultura e nos doces tradicionais (cereja, abóbora, amora silvestre), nos cogumelos, ervas aromáticas e medicinais, na Caça e na Pesca.
Mas continuo igualmente a defender que é urgente a apostar na criação de condições para:
1) dinamizar o processo de certificação de produtos tradicionais como a carne de vaca, a truta, os enchidos, o cabrito, o mel ou o queijo de cabra;
2) criar e um sector agro-industrial de transformação/comercialização dos produtos agrícolas; e,
3) desenvolver um sector de aquacultura de peixes do rio Côa, com destaque especial para a truta.
E digo mais, torna-se necessário que Comunidade e eleitos locais trabalhem em parceria para a definição de um projecto agrícola concelhio.
Mas, torna-se igualmente urgente apostar, na criação, em parceria com as Juntas de Freguesia e as Associações do Sector Agrícola, de um sector de Agricultura de Subsistência, apoiando técnica e financeiramente práticas de agricultura de subsistência.
Responsáveis, colaboradores e leitores deste Blogue, aqui vos deixo um repto.
Vamos debater, sem preconceitos a questão da agricultura no nosso Concelho.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Câmara Municipal do SabugalEdital da sessão ordinária da Assembleia Municipal marcada para o dia 30 de Abril, às 20.15 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

«Por indicação do Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Manuel Lopes de Matos e a fim de dar conhecimento a todos os interessados, venho pelo presente solicitar a divulgação da realização da Assembleia municipal no próximo dia 30 de Abril do corrente ano, pelas 20.15 horas, no Auditório Municipal de Sabugal, sendo a ordem de trabalhos a seguinte:

SESSÃO ORDINÁRIA DE 30 DE ABRIL DE 2010

Ordem de Trabalhos

ANTES DA ORDEM DO DIA
1- Discussão e votação das actas das Sessões Ordinárias realizadas nos dias 29.12.09 e 26.02.2010;
2 – Expediente;
3 – Assuntos Diversos.

ORDEM DO DIA
1. Apreciação e votação das contas relativas ao ano 2009 e aplicação dos resultados líquidos.
2. Autorização para integração no Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial entre os Municípios da Beira Interior Norte e a Diputación Provincial de Salamanca e aprovação dos respectivos estatutos.
3. Repartição de encargos da obra de requalificação das margens do rio Côa entre a ponte do açude e a Praia Fluvial.
4.Constituição dos Grupos Parlamentares, nos termos do regimento.
5.Discussão e votação do Plano de acção, da Assembleia Municipal para 2010.
6. Discussão e Votação do artigo 41.º do Regimento da Assembleia Municipal.
7. Actividade Municipal.

PERÍODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO

Com os melhores cumprimentos
O Presidente da Assembleia Municipal
Ramiro Manuel Lopes de Matos»

No âmbito das comemorações do 99.º Aniversário da Guarda Nacional Republicana, O Comando Territorial da Guarda realiza no dia 2 de Maio, entre as 15 e as 18 horas, no Parque Urbano da Cidade, uma demonstração de meios operacionais.

GNRDurante a mostra de meios, será apresentada uma acção de mestria das valências cinotécnicas existentes no distrito. Também está prevista a presença de alguns cavalos no evento, o que permitirá às crianças montar e dar um pequeno passeio.
O Comando Territorial da Guarda divulgou um convite à população para marcar presença no evento para assim contactar com alguns dos meios operacionais desta Instituição.
Durante a semana passada a GNR egitaniense efectuou 17 detenções, na sua grande maioria em flagrante delito, tendo por principal motivo a prática de crimes previstos no Código da Estrada, sendo ainda elaborados 331 autos de contra-ordenação.
No mesmo período registaram-se 25 acidentes de viação, sendo 17 por colisão e oito por despiste. Dos sinistros resultaram dois feridos graves e sete feridos leves. Segundo o comunicado semanal da GNR os acidentes tiveram sobretudo como causa o desrespeito pela cedência de passagem e pela distância de segurança.
plb

No Grande Dicionário de Língua Portuguesa encontramos a seguinte definição para a palavra Turismo: «Tendência de quase todos os países civilizados e de economia algo abastada para viajarem através de países naturalmente pitorescos ou que tiveram longa e brilhante história…».

Romeu BispoPodemos encontrar outras definições mas a definição moderna de turista é «um visitante que se desloca voluntariamente para fora da área da sua residência e do seu trabalho por múltiplos interesses, mas sem ter como motivação o lucro».
O turismo encontra-se presente na actividade humana desde a Idade Antiga, na civilização Grega e chegando até à década de 1950 como actividade residual. Após essa data surgiu o boom turístico que se estendeu até 1973; daí para cá o crescimento tem sido contínuo, embora mais lento. Devido ao seu crescimento, actualmente, assume posição relevante na economia global e de alguns países em particular. O primeiro país em número de turistas é a França, mas a nossa vizinha Espanha em 2008 registou 57,3 milhões de visitantes.
Há diversos tipos de turismo que se vêm afirmando pela sua especificidade: Turismo de descanso de praia, neve ou montanha, Turismo cultural, religioso, desportivo, ambiental, rural, cinegético, gastronómico… Podemos concluir que há imensas nomenclaturas para os diversos tipos de turismo.
Embora tomando a classificação do aspecto dominante, este não é estanque e tem sempre interligações com outros tipos de Turismo. Quem se desloca por um determinado motivo tem de se alimentar, hospedar e distrair.
Será que o Concelho de Sabugal tem afirmação possível no Turismo?
Há sempre espaço de afirmação desde que no Concelho apareçam centros de interesse para os diversos tipos de turismo. Numa primeira análise podemos identificar como possíveis o Histórico-Monumental, o Ambiental, o Termal e o Gastronómico.
Temos vindo a assistir, há muitos anos, à defesa do Turismo como indústria possível de ser implementada no Concelho. Os resultados desta visão estratégica é que são diminutos e nem o facto de sermos vizinhos de Espanha nos traz alguma mais-valia.
Pensamos que é possível fazer algo diferente, e exemplos de melhores práticas não faltam: Belmonte vem há alguns anos a afirmar-se na nossa região. É um nome, uma marca que vai ganhando dimensão e expressão a nível nacional e internacional. Belmonte afirma-se pelo Turismo histórico, religioso e cultural; os resultados já são visíveis nos 80.000 visitantes da sua meia dúzia de museus. São muitos os brasileiros que se deslocam a Belmonte para ver o Museu dos Descobrimentos porque está na terra de Pedro Alvares Cabral, o descobridor. O fenómeno judaico tem vindo a ser aproveitado como motivo para o Turismo religioso.
Sabemos que estão atentos a possíveis atracções e por isso não se coíbem de apontar Sortelha como um ponto de interesse para quem visita Belmonte. O Sabugal, por si, não tem feito a ligação de Sortelha ao resto do Concelho, deixa que sejam outros a explorar o motivo e é, possivelmente, esta a razão porque o turista visita Sortelha e volta pelo mesmo caminho, não chegando ao Sabugal.
O nome «Sabugal» ainda não vende, não há nome ou imagem que se afirme. Ainda não se descobriu ou não se quer descobrir a importância dos Castelos de Sabugal, de Alfaiates, de Vilar Maior ou de Vila do Touro. Por vezes até transparece das palavras e da actuação dos responsáveis como que alguma vergonha daquilo que temos e somos. Os turistas ou simples visitantes valorizam demasiado o Castelo de Sabugal, como construção militar ou monumento medieval. Tem um valor simbólico enorme que vai além do que as pessoas que sempre passaram à sua beira imaginam. Porque não qualificá-lo ou qualificá-los de interesse concelhio? – Possivelmente não têm interesse…
Quando afirmo que não sabemos vender o que temos e somos, basta pensar no desencanto com que alguns visitantes recebem aqueles paus em forma de triângulo (forcão) que acabam por ir parar à garagem porque passado algum tempo já nem sabem o que é, quanto mais o que significam. Quando se oferece um forcão a um forasteiro, este tem de levar uma legenda que faça a explicação do fenómeno e do seu significado, sob pena da perda do valor imaterial do objecto.
Um circuito turístico, uma marca, um conceito, necessita de muitos recursos e alguns anos para se afirmar. É tempo de começar a trabalhar na estratégia que leve aos fins pretendidos.
Opinião de Romeu Bispo

No passado domingo disputou-se mais uma jornada do Campeonato Distrital de Futebol da 1ª Divisão, tendo o Sporting do Sabugal vencido o seu jogo, continuando assim a perseguição ao líder Aguiar da Beira.

Sporting Clube Sabugal - emblemaO Sabugal deslocou-se a Penaverde onde venceu por quatro bolas a uma. Não foi um fim-de-semana em cheio porque o líder Aguiar da Beira também venceu no reduto do Vilar Formoso, continuando assim a dispor de três pontos de vantagem sobre o Sabugal, quando faltam disputar apenas três jornadas.
O jogo em Penaverde antevia-se complicado, o que veio a acontecer, pois a equipa forasteira, apesar de se ter adiantado no marcador, ao invés de serenar partiu para um jogo cheio de nervos, não conseguindo pôr em prática o bom futebol que tem vindo a apresentar. Foi pois sem surpresa que o adversário chegou ao empate.
Com este resultado chegou o intervalo, tendo o Sabugal entrado no segundo período com vontade de resolver cedo a questão, o que parcialmente viria a conseguir, pois depressa se adiantou no marcador. Ainda assim deu-se o desperdício de uma grande penalidade por Ricardito, naquele que seria o golo da tranquilidade. A equipa do Sabugal voltou a mostrar níveis de ansiedade fora do normal, o que pôs em causa a magra vantagem, pois o Penaverde com galhardia e apoiado por um público como não é normal ver na distrital tentava a todo o custo o golo do empate, talvez para ajudar o vizinho Aguiar da Beira. Só que a emoção tomou conta da equipa e o guarda redes local recebeu ordem de expulsão por ter agredido o jogador Manata.
A partir daqui o Sabugal começou a mandar no jogo e veio a conseguir mais dois golos que lhe deram de forma mais clara uma vitória mais do que merecida.
Outros resultados do Sporting do Sabugal no passado fim-de-semana:
Juniores (última jornada):
Sabugal 1 – Aguiar da Beira 1
Futebol Feminino (última jornada):
Estrelas da Guarda 1 – Sabugal 2
Infantis:
Aguiar da Beira 1 – Sabugal 2
Iniciados (apuramento do campeão):
Sabugal 0 – Seia 0
Na próxima jornada a equipa sénior do Sabugal jogará em casa com a União Desportiva os Pinhelenses, enquanto que o Aguiar da Beira vai jogar a Figueira de Castelo Rodrigo.
Carlos Janela

O ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, presidiu no Sabugal à Jornada de Reflexão sobre o «Agricultura e Desenvolvimento Rural no distrito da Guarda», promovida pelo Governador Civil, Santinho Pacheco. A reportagem da Local Visão Tv (Guarda) tem a assinatura da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Nas primitivas leis visigóticas do breviário de Alarico (Lex Romana Visigothorum), que reunia um conjunto de leis visigodas e o direito comum aos godos e romanos, as arras tinham a mesma característica que no direito romano, antes de reforma de Justiniano: «Emtio igitur et venditio contrahitur, quum de pretio inter emtorem et venditorem fuerit definitum, etiamsi pretium non fuerit numcratum, Nec pars pretii aut arra data fuerit.»

João ValenteOu seja, o recebimento de arras pelo vendedor consolidava a venda e tinha o efeito de este não poder vender durante o prazo fixado para a entrega do preço, ou alienar a favor de outrem a coisa sobre que iria recair a venda.
Esta figura assemelha-se e foi a origem do sinal dos actuais contratos de compra e venda, mas tinha uma pequena nuance que o distinguia deste:
Nas arras do código visigótico e primitivo direito romano havia um contrato de compra venda, mas suspenso, em que o vendedor ficava inibido de dispor da coisa vendida mas só era obrigado a transmiti-la se o comprador entregasse o preço no prazo acordado. Faltando o comprador ao pagamento, perdia o direito de fazer a compra e o vendedor recuperava a liberdade de alienar, restituindo as arras. Não cumprindo o vendedor, devia devolver o dobro das arras ao comprador:
«arra pró quibusunque rebus a vindetore accepta abe o qui emit, venditionem perfectam esse», Lex Romana, xxxv, 6 das Leges Burgundionum.
Por sua vez, o moderno sinal não existe contrato de compra e venda, mas apenas o compromisso de celebrar um futuro contrato de compra e venda sob pena de retenção do sinal, caso o comprador não cumpra; ou devolução em dobro caso seja o vendedor a não cumprir.
Pela diferença, vê-se que as arras se destinavam a proteger o comprador, porque lhe conferiam a possibilidade, que não tinha o vendedor, de se arrepender sem qualquer penalização. As arras serviam para obrigar o vendedor a esperar certo tempo para que o comprador reunisse o montante do preço. Eram uma garantia estipulada apenas em favor do comprador para este tornar segura a espera do pagamento.
A razão para este instituto residia no facto de que a coisa que o comprador pretende não se acha facilmente em iguais circunstâncias, enquanto o preço o vendedor pode recebê-lo de qualquer comprador concorrente. O comprador tem por isso mais interesse em que o vendedor fique adstrito ao contrato.
Com a introdução do direito justinianeu, que influenciou os antigos monumentos jurídicos, é que as arras passaram nos contratos reduzidos a escrito a ter o significado de cláusula indemnizatória, uma espécie de penhor ou fiança também do comprador, como é o actual sinal:
«propter arras, qui donat quasi pró pignus, quelcunque re, usque dum solvat debitum et pignus recipiat», Intitutae, II, 8, 254 e em III, 23.
E foi este o sentido que passaram a ter as arras nas leis godas e nos forais de Riba-Côa, para os contratos escritos:
«… tunc perdat arras et petium, quod debuit, imleat», Lex Baiuwariorum, xvi, 10.
«toto Labrador qui senal aut precium tenuerit pro labore et el labore laxaret usquet facum sit pectet I morabibitinum domino laboris et complet laborem. Et qui senal dederit illi et el labor illi tollierit perda la senal. Et per todo Mercado qui senal tenuerit et se repentire duple la. Et qui eam dederit, si se repentire, perdat illam» Costumes de Castello Bom, Port Mon Hist. Leges t consuetudinis, i, p 760, cost 4 e Costumes de Alfayates, ibiden, p 805, cost. 4; e no mesmo sentido a partida v, 5, 7 de Afonso X).
Foi este também o sentido com que passou para as ordenações e para as Ordenações Afonsinas, iv, 36; Ordenações Manuelinas, iv,24,1 e 2, Ordenações Filipinas , iv, 2,1 e 2), artigo 1548.º do código de Seabra e 442.º do actual código civil:
«Se no caso onde o comprador e vendedor ouvessem acordada e afirmada ua copra e venda de certa cousa por certo preço: e o comprador desse logo ao vendedor certo dinheiro em sinal por segurança da dita copra: e em tal caso: se esse compardor se arrepeder e quiser afastar do dito cotrato: podolo be fazer: mas perdera o dinheiro que assi deu em sinal como dito he. E bem assi se o vendedor que assi o dito sinal recebeo do coprador: se quiser arrepender e afastar da dita venda: pode lo a bem fazer: mas tomara ao comprador todo o dinheiro que dele recebeo em sinal co outro tanto». (Ordenação Manuelinas, iv, 24, 1 e 2).
No entanto, nos contratos orais continuou a subsistir com o significado anterior ao direito justinianeu, que era o de solenização do negócio e garantia do comprador, manifestando-se em algumas praxes contratuais que ainda hoje existem.
Uma dessas praxes é a do Alborque, que servia para a formalização do negócio nas compras e vendas verbais e que também existe noutras regiões do país.

(Final da 1.ª Parte. Continua na próxima quarta-feira).
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O documentário «Muito Além» (Far Beyond) do realizador Mário Gomes participa nas competições nacional e internacional do Festival de Cinema Indie 2010 que está a decorre em Lisboa. Estreou na sexta-feira no Culturgest e merece o nosso destaque porque foi rodado em Aldeia da Ponte, terra natal dos pais do cineasta que há décadas são emigrantes na Alemanha. Até porque há filmes que não terminam quando acabam…

Muito Além - Mário Gomes - Indie 2010

O Capeia Arraiana assistiu na sexta-feira, 23 de Abril, à estreia do documentário «Muito Além» (Far Beyond) no Grande Auditório da Culturgest na sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa.
A sinopse do filme resume crua e friamente a realidade das terras raianas: «Uma pequena aldeia portuguesa está a morrer lentamente, depois de os seus habitantes terem emigrado. No Verão, no entanto, a aldeia enche-se de vida por umas semanas – antes de voltar a mergulhar no silêncio.»
Na sala uma grande claque de apoio de pontenses – de onde são naturais os pais do cineasta – fez questão de se manifestar e aplaudir o realizador, Mário Gomes, radicado na Alemanha. Aliás a história foi toda filmada nas terras raianas de Aldeia da Ponte e de Albergaria de Argañan do lado espanhol e tem como protagonistas e figurantes muitas caras conhecidas com, por exemplo, o pontense José Prata.
O filme tem início com a projecção de slides antigos que retratam casas e pessoas já desaparecidas em Aldeia da Ponte. A roca e o fuso nas mãos das mulheres pontenses, as festas de Santo António em 2008, o lar de idosos, os cafés da aldeia, a sede da Associação Juventude Pontense com a sua discoteca ao ar livre onde são batidos, anualmente, os records de consumo de minis (Sagres), as paisagens raianas, a praça de toiros, os encerros e as capeias arraianas estão presentes ao longo dos 51 minutos do documentário.

Ficha Técnica
Título: «Muito Além» (Far Beyond).
Realização: Mário Gomes (Alemanha/Portugal, 2010).
Secções: Competição Nacional e Competição Internacional.
Fotografia, Jorge Quintela; Música, Carlos Bica; Som, Dídio Pestana; Montagem, Elias Grootaers e Mário Gomes; Produtor, Mário Gomes, Rodrigo Areias e Produção, Bando à Parte.
Exibições: Quem perdeu a estreia no dia 23 de Abril pode ainda assistir ao documentário no Cinema São Jorge (Sala 3), no dias 28 (21.30) e 30 de Abril (23.59).

A projecção de «Muito Além» foi antecedida de duas curtas («Verão» e «Nenhum Nome») que confessamos nos terem deixado uma estranha sensação. Nem sim, nem não, antes pelo contrário. Há liberdades criativas que, por vezes, não somos capazes de decifrar.
jcl

A polémica instalação de um parque eólico nas proximidades da Aldeia Histórica de Sortelha chegou à SIC.

Instalação do Parque Eólico na Aldeia Histórica de Sortelha - Reportagem SIC
(Clique na imagem para ver a reportagem da SIC.)

jcl

O ministro da Agricultura, António Serrano, participou nas jornadas de reflexão sobre o mundo rural e o sector agrícola organizadas pelo Governo Civil da Guarda que decorreram esta segunda-feira no Sabugal.

António Serrano«A agricultura é um sector estratégico para o desenvolvimento sustentado de Portugal,» afirmou António Serrano aos jornalistas, à margem da jornada de reflexão sobre «Agricultura e Desenvolvimento Rural no distrito da Guarda», organizada esta segunda-feira, 26 de Abril, pelo Governo Civil da Guarda no Sabugal.
«A agricultura tem também uma valência fundamental na criação de emprego e é ela própria uma oportunidade para combater a crise económica internacional e nacional em que vivemos», considerou o titular da pasta da Agricultura acrescentando ainda que «a agricultura não é fonte de problemas, a agricultura é parte da solução e eu acho que esta é a consciência cívica que a sociedade tem que assumir também, procurando testemunhar o contributo que todos os agricultores têm para toda a sociedade».
Questionado sobre o processo de pagamento de subsídios aos agricultores que tiveram prejuízos com os incêndios registados no Verão do ano passado o ministro António Serrano informou que«o processo está praticamente encerrado e que das 115 candidaturas apresentadas apenas faltam pagar três que correspondem a cerca de três mil euros que serão regularizados na próxima semana». O governante acentou ainda que «não é com as verbas dos apoios, num total de 265 mil euros, que os agricultores vão indireitar a sua vida mas o que se pretendeu com esta medida foi compensar e tentar ajudar a recuperar a perda de rendimento que as pessoas tiveram com esse flagelo».
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, em declarações à agência Lusa lembrou que os incêndios do ano passado causaram prejuízos avaliados em «10 milhões de euros e afectaram mais de 100 agricultores, destruiram cerca de 12 mil hectares correspondentes a um sétimo da área do concelho» acrescentando que «houve agricultores que ficaram sem uma vida de trabalho».
«Foram apresentadas candidaturas para ajudas do Estado no valor de 600 mil euros mas apenas foi atribuída a verba de 265 mil euros que consideramos insuficiente apesar que não queremos andar constantemente na situação da subsídio dependência», declarou ainda o autarca sabugalense.
Um agricultor de Sortelha aproveitou a ocasião para recordar que ficou sem alimento para o gado e que não ocasião quem lhe valeu foi «a ajuda preciosa da Câmara do Sabugal que lhe forneceu feno para o gado».
No final dos trabalhos que reuniram cerca de três centenas de agricultores no Sabugal, o ministro da Agricultura anunciou que foi elaborado um plano estratégico de desenvolvimento agrícola para o distrito da Guarda.
A finalizar adiantou que o governador civil local, Santinho Pacheco, ficou mandatado para coordenar o plano e criar um grupo de trabalho «que vai projectar o futuro desta região e o seu desenvolvimento económico e social».
jcl (com agência Lusa e jornal «i»)

O blogue Capeia Arraiana irrompeu com força na história do Concelho, por isso, há um antes e um depois do Capeia Arraiana.

António EmidioEste é o meu artigo número 100, há dois anos que escrevo semanalmente para o Capeia Arraiana. Claro! Não é nenhuma proeza, mas para mim tem um significado bem grande, não ser nulo em relação aos debates necessários para a transformação política, económica e social do meu País. Quero participar nas grandes batalhas que se avizinham, não quero ser um espectador passivo e um cidadão resignado, embora sinta que me está a escassear o tempo de ser cidadão, e livre.
Achei por bem fazer do artigo número 100, uma carta aberta aos administradores do Capeia Arraiana.
Paulo Leitão e José Carlos Lages, disse um dia que o blogue Capeia Arraiana era uma tribuna Socrática, onde vi, e vejo, um grande pluralismo de opiniões, é um meio de comunicação alternativo que não está condicionado pelo dinheiro, pela rentabilidade e pela publicidade, só isso o torna livre e saudável. Contribui para nos compreendermos melhor uns aos outros e, ao mundo que nos rodeia. A ausência de meios de comunicação social livres, traz retrocesso em todos os aspectos, também na qualidade de vida dos cidadãos. Sendo livres, os meios de comunicação protegem os mais desfavorecidos, os mais humildes e os mais pobres, aqueles que o poder esquece. Paulo Leitão e José Carlos Lages, os meios de comunicação social livres são importantes para a Democracia e para a procura incessante de justiça.
Não me leveis a mal aquilo que vos vou pedir. Sacudi pressões, venham elas de onde vierem, e não vos enfeudeis a lobbys. O Concelho do Sabugal é de todos os seus habitantes, é da Diáspora, é da criança que pode estar agora a nascer nas Quintas da Bendada, como também é do velhinho que poderá estar a deixar a vida, no lar dos Foios. Nunca percais a noção de equidade, é o caminho certo para a justiça, está cheio de escolhos. É muito mais fácil e tentador correr pelo errado, mas esse leva ao abismo da injustiça.
Com o que escrevo também estou a prestar um serviço ao Concelho. Só existe verdadeira história, e verdadeira luta pelo desenvolvimento político, económico, social, e mudança de mentalidades, quando alargadas à dimensão do País. Não se mata a sede deitando água nas mãos, tem de ser bebida para que todo o corpo fique saciado.
Somos do Concelho, sentimo-nos bem por lhe pertencermos, não precisamos que ninguém nos diga em debates previamente formatados o que isso significa. Do que precisamos, é que terminem de uma vez por todas, as políticas que fracassaram no País, cujas consequências sociais, políticas e económicas, arrastaram também o Concelho para uma crise a todos os níveis.
Quem viu este Concelho, e quem o vê! Tudo o que foi feito, fizeram-no, e fazem-no, homens e mulheres que na Câmara e na Juntas de freguesia se empenharam e empenham para o seu desenvolvimento. Não estiveram sós, as políticas dos Governos Centrais também contribuíram. A economia estava ao serviço dos cidadãos, agora está ao serviço do grande poder económico.
Acredito que o blogue Capeia Arraiana irá contribuir, e já está a fazê-lo, juntamente com pessoas de boa vontade, aquelas que põem em primeiro lugar os interesses da comunidade, e não os próprios, para que a presente crise do Concelho não seja o espelho do seu futuro.
Termino dizendo o seguinte: o rifle é uma arma, assim como a máquina de escrever e o computador, portanto um sincero obrigado por me permitirdes escrever no Capeia Arraiana. Se não fosses vós, tudo me estava vedado, porque nesta cidade, sou tolerado, mas não aceite. É notório que o que escrevo não é para me promover, seja no campo político, social ou económico, defendo como posso e sei, a Democracia e a Liberdade.
E para vós queridos leitores(as) um bem-haja imenso do fundo do coração.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Amigo António Emídio. Que sejam Cem Sem fim. Bem-hajas.
jcl e plb

No dia 17 de Abril, fui de propósito com os meus pais e a minha irmã, de Vila Nova de Gaia ao Sabugal, para assistir à cerimónia de entronização da Confraria do Bucho Raiano. Ficámos hospedados no RaiHotel e o motivo era nobre: a minha mãe foi receber uma insígnia e nós fomos acompanhá-la, claro.

Raquel Lages BaptistaA minha avó Glória nasceu por aqueles lados, em Ruivós, e desde pequena que eu vou todos os anos de férias à aldeia. Um dia aqui, outro ali, lá passeávamos até ao Sabugal, mas verdade é uma: uma realidade que me deveria ser familiar, passou-me completamente ao lado! Chegar ao Sabugal a perguntar-me o que era uma Confraria, com uma vaga noção do que era um Bucho e o desconhecimento total da definição de Raiano, deixou-me de certa forma envergonhada.
Numa atitude de quase auto-desculpabilização pensei: «Está bem, é bom, mas é só um bucho certo?»
Assim, estava eu a estudar para o teste de filosofia, quando comecei a olhar à volta. Fiz uma breve estimativa do número de pessoas que ali se encontravam na cerimónia. Era muita gente é certo, e dentro do espírito filosófico em que me encontrava naquele momento, lembrei-me do princípio da causalidade – «tudo o que acontece tem uma causa» – dizia Immanuel Kant, como eu acabara de ler no livro. De facto, tanta gente reunida não era obra do acaso. Existia realmente uma causa precendente a esta celebração. Ouvi o Sr. Célio Rolinho Pires dizer: «Para permitir a divulgação e promoção daquilo que na realidade nos distingue: os produtos da nossa região.»
O que distingue os sujeitos uns dos outros são os seus diferentes atributos e características. Julgo durante muito tempo ter deixado que me passassem ao lado, muitas dessas características e atributos de uma região que, de certa forma, é também um bocadinho minha.
A Confraria tem sido assim uma boa oportunidade para me colocar mais próxima dela e, obviamente, para me recordar das maravilhas da gastronomia local. É que, saliente-se «Sua Excelência o Bucho Raiano» como o primo Carlos lhe chamou, bem mereceu a homenagem de entrada que lhe foi feita ao almoço. Para além da gastronomia, o almoço permitiu também o contacto entre as confrarias de diferentes regiões e produtos.
Daí a importância destes grupos: o Bucho é uma característica da região (que também é minha) e que tem de ser promovida e divulgada para que, mais e mais, o Sabugal se distinga.
Raquel Lages Baptista

A Raquel tem 16 anos e é filha da confreira Maria Manuela Lages. É mais uma geração de descendentes de raianos que – ou se ganha ou se perde – nesta eterna valorização dos nossos valores e das nossas raízes.
jcl

No sábado, dia 17 de Abril, depois de ter saído do almoço promovido pela Confraria do Bucho Raiano decidi ir mostrar a barragem à minha esposa visto que eu havia lá estado há poucos dias.

Clique nas imagens para ampliar

Está cheia e bonita. Havia algum vento e as ondas faziam lembrar o mar.
Durante os cerca de vinte minutos que por ali andei verifiquei que chegaram e partiram doze automóveis. Algumas pessoas saím outras observavam através dos vidros das viaturas.
Em conversa com um senhor, também visitante, conversámos sobre essa imensidão de água e concordámos que é, de facto, uma mais valia para a região. No entanto fizemos os dois uma crítica. O lixo, as giestas e as silvas que já invadem o passeio não ficam bem nas fotografias. Vejam as que anexo.
Então aquando da jornada «Sabugal Concelho Limpo» ninguém se deu conta dessa situação?
Os senhores responsáveis pela barragem deverão ser chamados à atenção e obrigados a limpar.
Então os senhores do SEPNA também ainda não deram conta? Vão lá ver e prestem-nos um bom serviço. Queremos e merecemos um miradouro amplo, bonito e chamativo.
José Manuel Campos

O jornal «i» produziu um excelente trabalho multimédia sobre o roteiro da visita do Papa Bento XVI a Portugal.

Papa Bento XVI - Visita Portugal
Clique para ver o Roteiro

A primeira visita do Papa Bento XVI a Portugal serviu para a produção de grande trabalho multimédia do jornal «i». É o nosso destaque de hoje.
jcl

A equipa de futsal do Benfica sagrou-se campeã europeia na final disputada frente ao Interviú Madrid (Espanha) este domingo, 25 de Abril, no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

Benfica Campeão Europeu Futsal

Triunfo histórico da equipa de futsal do Sport Lisboa e Benfica. Perante 9400 espectadores no Pavilhão Atlântico, em Lisboa, o Benfica sagrou-se ontem pela primeira vez no seu historial campeão europeu de futsal. Os encarnados derrotaram no jogo decisivo da final-four os ex-campeões da Europa, o Interviú Madrid, de Espanha, por 3-2, após prolongamento. Para os encarnados do futsal o nosso destaque de hoje.
jcl

Neste mês em que se celebra o 36.º Aniversário da Revolução de Abril de 1974, não poderia deixar passar em claro essa data, assinalando-a com esta crónica.

João Aristídes Duarte - «Política, Políticas...»Por mais que tentem branquear o passado, ele existiu.
Existiu a PIDE, por mais que queiram fazer dela uma organização quase caritativa ou de um simples serviço de informações. Óscar Cardoso, por exemplo, um dos mais conhecidos agentes da PIDE afirma numa entrevista publicada em vários sites nacionalistas e que fazem a apologia do salazarismo o seguinte: «Eu servi na GNR e na PIDE. Onde eu vi grandes sovas foi na GNR. A PIDE era uma polícia semelhante à de muitos outros países democráticos.»
Quando questionado sobre a perseguição aos emigrantes clandestinos (de que o concelho de Sabugal é um bom exemplo) refere: «(A PIDE) perseguiu apenas os chamados engajadores, indivíduos sem escrúpulos que exploravam os que pretendiam emigrar e os sujeitavam a condições desumanas. Em relação aos emigrantes, nunca tomámos qualquer medida persecutória. Foram à nossa sede várias mulheres e mães de emigrantes pedir ajuda para visitar os seus maridos e filhos no estrangeiro. Recorriam a nós porque sabiam que, para além de assegurarmos o serviço de fronteiras, tínhamos competência para emitir passaportes.» Como se pode verificar a acção caritativa da PIDE era extremosa.
Mas não só a PIDE que nos «protegia» dos «malfeitores». Refiro também uma circular da Câmara Municipal do Sabugal para a Junta de Freguesia do Soito datada de 4 de Janeiro de 1960 (em pleno consulado de Salazar), para provar o que era esse regime que alguns apelidam, agora, de autoritário e de não ditatorial, muito menos de fascista ou sequer de fascizante:
«Aos Senhores regedores e Presidentes das JUNTAS
Por ordem superior determino o seguinte:
QUALQUER INDIVÍDUO que apareça nessa freguesia e seja desconhecido deve ser preso imediatamente e conservado sob prisão até à sua completa identificação. Desde que seja preso alguém deve comunicar imediatamente a ésta (Sic) Câmara, por telefone. O assunto é de muita importancia (Sic). Repete-se: Os senhores regedores PRENDEM qualquer individuo (Sic) que seja desconhecido na freguesia e que não se identifique. A ordem refere-se em especial a nacionais que não sejam do concelho e estranhos. O Presidente da Câmara.»
Ou, ainda, um ofício da Subdelegação da Guarda da Junta Nacional dos Produtos Pecuários para o Presidente da Junta de Freguesia do Soito, com data de 24 de Junho de 1955:
«Cumprindo a este organismo dar parecer sobre a abertura de 2 talhos solicitados por José Gomes Freire de Carvalho e José Martins e porque os talhos já existentes só poderão suportar, quando muito, mais um concorrente, solicito a V.Ex.ª se digne informar esta Delegação qual dos dois pretendentes oferece melhores condições para garantir o abastecimento de carnes dessa localidade. A Bem da Nação P’lo Delegado”.
PIDE - Rua António Maria CardosoQuando dizem que no tempo de Salazar é que era bom, que o Estado não se metia na vida das pessoas, que tudo era livre, basta ver estes dois singelos exemplos do que eram esses tempos para se ter uma (pequeníssima) ideia.
Com o 25 de Abril tudo isso (e muito mais) mudou. Hoje, tudo pode ser considerado sem importância, para os mais jovens. Uma das primeiras reivindicações, a seguir ao 25 de Abril, lembro-me bem (apesar de só ter 14 anos) era a «semana-inglesa». Se perguntarmos a um jovem o que é a «semana-inglesa», ele não deve fazer a mínima ideia disso.
O que se seguiu a essa madrugada de Abril foi um tempo em que tudo era novo. Todos os dias apareciam novidades. Era muito difícil, até, acompanhar essas novidades.
O Povo ganhou não só a liberdade, mas, também, a dignidade. Isso foi difícil de suportar para alguns, habituados que estavam a que a «ralé» (como lhe chamavam) nunca conseguisse «sair da cepa torta».
A «panela de pressão» popular rebentou, a seguir ao 25 de Abril. Cometeram-se erros, viveram-se situações complicadas, mas conseguiu-se muito, sobretudo (e esta é a grande questão) para os mais desfavorecidos.
Era o tempo em que os ardinas vendiam os jornais com o pregão «Lisboa, Capital, República, Popular», em que o Povo saía à rua, quase diariamente, para expressar o que lhe ia na alma. Foi uma Revolução que teve uma banda-sonora bem específica, desde as canções do Zeca Afonso e outros seus «companheiros de aventura», até ao tema de Ermelinda Duarte «Somos Livres» (conhecido pela «Gaivota, Voava, Voava»). Verdadeira explosão de uma alegria colectiva que nunca mais voltou a existir em Portugal.
O 25 de Abril de 1974 e período subsequente continua, portanto, na minha maneira de pensar, a ser o acontecimento mais importante de todo o século XX português.
Como político que sou (e faço gala de o ser) quero, aqui, expressar os meus agradecimentos a todos os que contribuíram para essa data libertadora, lutando, antes e depois de Abril, para que esse dia surgisse. Um agradecimento especial aos capitães de Abril que arriscaram a vida prejudicaram as carreiras para que, hoje, se possa viver em liberdade nesta terra.
«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

O escritor Célio Rolinho Pires, natural da freguesia de Pêga, no concelho da Guarda, proferiu a «Oração de Sapiência» durante as cerimónias do 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que decorreram no Sabugal no dia 17 de Abril de 2010. O Capeia Arraiana publica o valioso escrito – dividido em duas partes – este domingo e o próximo. (Parte 1).

Oração de Sapiência - Célio Rolinho Pires - 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

«O BUCHO» – Oração de Sapiência de Célio Rolinho Pires

«Exmo. Sr. Grão-Mestre da Confraria do Bucho Raiano, senhoras confreiras e confrades das várias confrarias aqui presentes, Sr. Presidente da Câmara do Sabugal, Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda, ilustres convidados, minhas senhoras e meus senhores,

Caros amigos

Perante as várias alíneas do Programa relativo à Entronização dos órgãos e confrades da Confraria do Bucho Raiano, a que teremos a honra de assistir, e no que à minha pessoa respeita – oração de sapiência por Célio Rolinho Pires, escritor – confrontado, aqui e agora, com tão ilustre e insigne assistência, não posso deixar de me sentir honrado mas, e ao mesmo tempo, constrangido para não dizer embaraçado! Efectivamente, orador não sou, a não ser uma ou outra vez em que tive, por ossos do ofício, pregar algum sermão aos meus alunos… Sapiência? – Pobre de mim! Parafraseando o filósofo «só sei que nada sei»! Darei, no entanto, o benefício da dúvida a mim próprio se aquilo que nos vem da barriga da perna e que aprendemos por ser quem somos seja considerado saber… Todavia, e dada a dinâmica dos novos tempos, não me parece que o seja: as coisas da ruralidade são cada vez de menos préstimo e daí a angústia das gerações mais velhas, a que eu pertenço, que tendo recebido amorosamente dos que nos precederam esse testemunho riquíssimo denominado Tradição, vivemos e morremos agora na angústia de não termos a quem o passar. É a desertificação, o abandono, a amnésia colectiva que se instalaram ao nível da cultura da ruralidade, sobretudo no domínio do vocabulário, da linguagem, e das vivências de cada um – tudo o que, no fim de contas estigmatizou irreversivelmente as nossas infâncias e o destino de todos aqueles que, em devido tempo, tiveram a sorte (ou não?) de comer por aqui as colhadas de Maio, o Bucho, as morcelas, os grelos, as meruges, os agriões, as azedas, e tantas outras coisas simples e boas!
Quanto ao epíteto de escritor, devo dizer que conheço bem o fenómeno da náusea que acompanha o acto de escrever e também sei da aventura e do risco que é a publicação e até da inconsequência das palavras ditas pela primeira vez… Todavia, e desde que a ruralidade caiu em desuso, e desde que a escrita é cada vez mais um produto televisivo e de supermercado…penso bem que os escritores são feitos de outra massa e de outra tripa, para utilizar uma linguagem consentânea com a temática do Bucho.
A ser assim, qual é então, aqui e agora, o meu papel? Que estarei eu aqui a fazer? – pergunto-me, perguntarão!
Estou aqui, à margem a inerência da honra que é ter de falar do Bucho, Palaio, Paio ou Bexiga para tão ilustre assistência, estou aqui, desculparão a franqueza, como o réu (na circunstância o Sr. Porco) perante o colectivo já que condenado à morte ab initio e conduzido por mãos amigas ao banco do sacrifício, ainda tem que ouvir pela última vez do juiz inquisidor a consabida e fatídica pergunta:
– O Réu tem alguma coisa a alegar em sua defesa?
E a resposta só pode ser esta:
– Claro que tenho. Evidente que tenho!
Estou aqui em nome da Amizade e das relações da Boa Vizinhança que foi, é e será das gentes de uma e de outra margem do Coa, de aquém e de além Coa, esteja o sujeito pensante num ou o no outro lado.
Quanto à Amizade, à parte os muitos amigos aqui presentes, as culpas vão todas para o Dr. Paulo Leitão Baptista, o homem a quem confiaram o selo e a chancela da Confraria (estão-lhe bem entregues!), a quem e dadas as nossas cumplicidades ao nível da escrita e, ainda, da verdadeira “tinta” com que, por vezes, se dizem e escrevem as palavras, não pude dizer que não! Embora correndo o risco de enfadar e desiludir meio-mundo! Farão o favor de desculpar! A amizade tem um preço e o preço é este!
Quanto às relações de Boa Vizinhança o entendimento foi de sempre total! Excepção para o diferendo original que opôs o concelho de Sortelha ao concelho do Sabugal, sanado à nascença pela Carta da Fatela de 1315, sob o alto patrocínio do Rei D. Dinis. De referir que não se trata da Fatela de Penamacor mas sim da Fatela do Estremo, uns 20 a 30 quilómetros para lá de Valverde del Fresno, e uma das entradas no Concelho de Sortelha, segundo o testemunho dos pastores inquiridos. A falar de tudo isso aí estão ainda as casas do Ti Manuel Joaquim Nabais, o último moleiro dos Moinhos de Portugal, e o Porto de Alvasil, uma das entradas no concelho da Guarda, mesmo em frente das Bombas da Galp, na foz do Ribeiro dos Aluados ou Alvados. Afinal tudo tão perto!
As relações entre lusitanos opidanos e transcudanos, ou de outra forma, entre lusitanos e vetões, foi sempre do melhor em termos de «razia» e de luta no caminho das Terras do Sul, pela Dalmácia e pela Guinea, rumo à Estremadura, à Bética e à Andaluzia, e o Foro Velho da Cavalgada dos Costumes de Alfaiates é ainda uma reminiscência medieval, penso, do que foram esses tempos glórios e difíceis das guerras lusitano-romanas… Recentemente foram as capeias, os bailes, o futebol, um ou outro burranco no churrasco a unir a rapaziada de uma e outra margem do Coa. Tempos!
É que eu sou de Pêga, do lado de lá do Coa, portanto! Nasci à ilharga da Ribeira do Boi, um dos principais afluentes do Coa, uma ribeira, também ela, carregadinha de história! Até no tocante ao contrabando, perdão pela inconfidência, ouvi um dia dizer ao Ti Zé Saranco do Soito, provavelmente já falecido, «a fama é dos do Soito e Quadrazais mas os verdadeiros contrabandistas moram em Pêga». Mas isso já lá vai, terá sido nos tempos da Guerra em que a cavalaria arraiana em récuas de centenas de cavalos, mulas e machos, iam a Pêga, na calada da noite, carregar volfrâmio e estanho em bruto ou em lingotes ali fundidos pelos irmãos Martins, para depois introduzirem na Espanha via Carvalhal Meão, Seixo do Coa, Malhada e Poço Velho.
De tudo o que foi dito, portanto, o Tratado de Alcanizes, sob os auspícios do Rei D. Dinis em 1297, era e continua a ser uma inerência, uma inevitabilidade. Oportuna assim a quadra do rei Lavrador:
Eu, rei D. Dinis
Castelo, fonte e ponte fiz
E quem dinheiro tiver
Fará o que quiser!

E boas maneiras – acrescentaria eu!
Falar do Bucho implica necessariamente ter de falar do porco e da matança. A Confraria do Bucho Raiano foi feliz e está de parabéns pela escolha do nome e dos símbolos que fazem as respectivas armas: um bucho vermelho do sangue e do pimentão suspenso de um chambaril a fazer as vezes dos pauzinhos afiados de giesta seca, os chavelhos, que o atravessam na sua parte superior, como se do pírtigo do mangual se tratasse, e cuja função é ajustá-lo ao respectivo sedouro que, na circunstância, é a pele do palaio, paio, bexiga, bucho ou estômago do animal. Tudo isto ao centro de um pentágono regular representativo das cinco quinas do castelo do Sabugal, das cinco quinas da Bandeira de Portugal, das cinco chagas de um Cristo bem português, na circunstância, arraiano. Parabéns!
O bucho, palaio ou bexiga é e será sempre um símbolo, e como tal, é uma síntese representativa, iconográfica, cheia de conotações fisiológicas, carnais mas também históricas, sociais e religiosas.
Ele é, na verdade, o rei dos enchidos, a sobressair, pelo formato redondo ou oblongo, pelo aroma e pelos sabores, no conjunto da latada sobranceira ao lar do lavrador, no meio da parantela mais humilde das morcelas de assar e de cozer, das farinheiras de coiros e das outras, das chouriças de boches, do cu e das normais. Ele é o alfa e o ómega ao nível da geomorfologia do porco sacrificado. Feito sobretudo da parte nobre do animal – a cabeça esfolada em coiratos – pela beiça, pela língua, pelas orelhas e parte da caluva, também não foi esquecida a parte terminal do rabo e implicou mesmo, por parte das mulheres que o confeccionaram, uma viagem pelo osso de suã (a coluna vertebral) em busca de pequenos ossinhos e tudo o que seja tecidos cartilagíneos. Da cabeça sobrará apenas a queixada que há-de jazer, ano fora, no caniço do sobrado, entre as castanhas piladas para dela se fazer, se for caso disso, um qualquer unguento para tratar o trasorelho dos garotos ou a dor de dentes dos mais velhos. Tudo tinha préstimo! Depois é o resto, o molho com o segredo das donas de casa: azeite, alho, cebola, louro, salsa, vinho, pimentão, pimentos queimosos, e o necessário e prolongado curtimento em uma qualquer barranha ou barranhão de preferência feitos do barro da Malhada Sorda. Depois, tudo é ensacado e bem ensacado no palaio que é o apêndice ligado ao intestino grosso do animal, na bexiga (que é a bexiga) ou no bucho que é o estômago do dito. A seguir fumeiro com ele com chamadas de giesta repetidas sobretudo nos primeiros dias. Segundo as regras canónicas e sociais a Bexiga comia-se ao almoço do Domingo Gordo e o Palaio ao almoço do Domingo de Páscoa. De permeio a Quaresma, tempo de jejum e abstinência para os que não adquirissem a Bula no Sr. Vigário.
(continua.)
Célio Rolinho Pires (oração de sapiência)

A Junta de Freguesia do Sabugal há semelhança dos anos anteriores, vai continuar a celebrar o 25 de Abril com um programa virado para a participação de todos os sabugalenses, iniciando-se às nove e meia da manhã com uma caminhada peddy paper, seguida de um almoço convívio, às 13.00 horas. O período das 15.00 às 19.00 horas, será preenchido com jogos tradicionais e para finalizar com uma sardinhada comunitária, no Largo do Rio Côa.

José Morgado Carvalho - «Terras entre Côa e Raia»Já é por mim recorrente, referir anualmente neste Blogue as iniciativas desta Junta de Freguesia neste dia (vide crónica de 25 de Abril de 2009).
O registo, deste acontecimento memorável, não deve ser esquecido, porque à Revolução dos Militares de Abril aderiu de imediato todo um Povo e permitiu a formação de partidos políticos e saída da clandestinidade do PCP.
Passados 36 anos, chega-se à triste conclusão de que a realização dos sonhos de Abril estão cada vez mais distantes.
Face à realidade actual, são os próprios Presidentes da Republica, pós-25 de Abril, que são unânimes em considerar que temos uma democracia portuguesa, sem qualidade e que o maior responsável tem sido o comportamento dos partidos políticos, que nasceram á sombra da Revolução e é também a convicção de muitos portugueses, crescendo cada vez mais associações cívicas apartidárias e independentes.
Só que são uma gota no Oceano, pois a partidocracia vigente, continua a ter os fiéis seguidores, infra-estruturas, máquinas partidárias e gordos financiamentos.
Como diz o poeta «o sonho comanda a vida e sempre que um homem sonha o mundo pula e avança», só que no estado em que se encontra o mundo e em especial Portugal cada vez temos menos sonhadores
Que a recordação de Abril, não deixe que se apague em nós a esperança.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Teve hoje, 24 de Abril, início o 8.º Torneio de Futsal Interfreguesias, promovido pela Câmara Municipal do Sabugal.

Os Foios participam no torneio com duas equipas. A já habitual do Grupo Cultural e Desportivo e, este ano pela primeira vez, com uma segunda equipa a representar a Associação de Caça e Pesca de Foios.
Esta tarde a equipa da Associação de Caça e Pesca entrou em acção recebendo a equipa do Seixo do Côa. O resultado final foi de 1-0 a favor da equipa de Foios.
Este resultado, tangencial, traduz bem a maneira como as duas equipas se bateram. Qualquer das duas equipas é formada por rapazes bastante jovens e amigos uns dos outros.
Foi um jogo que não deu grande trabalho aos árbitros. Os jogadores acataram sempre bem as decisões da equipa de arbitragem e, quando assim acontece, ganham as três equipas, como foi o caso.
Depois do banho todos os atletas se deslocaram para as instalações da Associação de Caça e Pesca, onde tiveram uma terceira parte em torno da mesa granítica que está colocada no quintal das instalações.
Temos que reconhecer que sempre que há jogos nas freguesias verifica-se algum movimento o que, infelizmente, já não é muito frequente na maioria das nossas localidades.
Parabéns a todos os intervenientes.
José Manuel Nunes Campos

Tiago Monteiro vai participar na Gold Coast Supercarnivale do Campeonato V8 Supercar Australiano. O piloto português aceitou o convite para este novo desafio que terá lugar entre os dias 22 e 24 de Outubro.

Tiago MonteiroO piloto da SEAT no WTCC vai estar ao volante de um Holden Commodore VE da Centaur Racing, habitualmente pilotado por Tony D’Alberto. Esta competição é uma estreia para Tiago, que já conhece o circuito citadino de Queensland, onde correu em 2003 quando alinhava na Champ Car, equivalente americana da Fórmula 1: «Antes de mais é uma honra ser convidado para correr nesta prova onde vai estar uma selecção dos melhores pilotos do mundo. Sempre tive a curiosidade de testar estes carros, e adorei correr na Australia tanto na F1 como na Champ Car. Quero agradecer a toda a organização do campeonato Australiano assim como ao dono da equipa, Al D’Alberto por me oferecerem esta oportunidade e mais uma vez à SEAT por me permitirem participar numa corrida fora do WTCC.» O pilloto português acrescentou ainda que o «Surfer’s Paradise sempre foi um grande evento e tenho a certeza que vai ser uma grande festa!»
A Gold Coast Supercarnivale é um evento de resistência, em que Tiago partilhará o volante com Tony D’Alberto. Pela frente, duas corridas de 300km cada, em que 17 pilotos internacionais vão estar lado a lado com outros 17 nomes do campeonato australiano.
Esta será mais uma experiência na carreira de Tiago Monteiro, que desta vez leva a bandeira portuguesa ao outro lado do mundo.
jcl

O Lince é decididamente um animal enigmático. Tão enigmático que são vários os seus nomes: lobo-cerval, liberne, gato-cerval, gato-cravo ou gato-real. Há até quem o apelide de gato-fantasma ou de nunca-te-vi! Também se lhe atribuem características estranhas como a capacidade de perfurar a rocha com o seu «olhar de lince».

Centro Reprodução Lince Ibérico - Silves

António Cabanas - «Terras do Lince»Trepador, territorialista, e dorminhoco como todos os gatos, não precisa de lições de eficiência energética, pois não gasta energias desnecessárias.
Dizem os especialistas que possui uma estratégia K, opção de vida, por sinal, mais difícil do que o comum das espécies. Significa que, ao contrário de outras que investem em termos reprodutivos em proles numerosas (estratégia r), o lince tem como desígnio ter poucas crias. Mesmo quando nascem mais que uma, raramente sobrevivem mais que duas. A sua reprodução em cativeiro tem reflectido essa tendência, registando níveis elevados de mortandade das crias. A comprová-lo ainda recentemente morreu uma das crias das duas que, pela primeira vez, nasceram em Portugal.
Optando geralmente pelo filho único super-protegido pela mãe, assume-se como animal solitário que não tolera amizades, nem vida de casado que não seja por fugazes momentos de satisfação sexual. Passado o cio, fêmea e macho brigam pelo couto de caça até ao ponto de se ferirem mortalmente. Mesmo o acasalamento tem, como nos gatos domésticos, uma aparente conflitualidade.
A sua estratégia comporta ainda outra característica que por razões conhecidas lhe tem dificultado a sobrevivência. Especialista em coelho, do qual se alimenta em mais de 60%, podendo mesmo chegar a 80 ou 90% se este roedor for abundante, caça de salto, na orla das clareiras. É por isso um sprinter, cujo coração lhe impede a maratona de perseguir as presas, como outros incansáveis predadores.
Foi a sua dependência das populações de coelho e a diminuição destas em virtude de doenças (mixomatose e hemorrágica viral) e de outras razões, o factor que mais contribuiu para a situação de ameaça que impende sobre a enigmática espécie. Foi também a alteração dos habitats, o abandono da agricultura e as florestações em áreas contínuas que lhe roubaram o espaço de que precisa para sobreviver: o mosaico de matorral, entremeado de clareiras com pastagem e, sobretudo com coelhos.
Com a redução das populações e sua fragmentação, veio outro problema ao gato-cerval, a consanguinidade e a consequente diminuição de resistência a doenças. Não se estranham por isso as notícias sobre um elevado número de linces a sofrer dos rins, coisa incompreensível para um velocista.
Conhecidas as principais ameaças, impõe-se combatê-las eficazmente, o que nem sempre é tarefa fácil. Melhorar as áreas potenciais para a sua reintrodução, em alimento, ou seja aumentando a população de coelho, parece ser a principal urgência, que em conjunto com a criação de efeitos de orla, redução de riscos de caça e de atropelamentos, pode contribuir para ajudar à sua sobrevivência. Em alguns casos pode ser vantajoso reduzir os competidores ou combater as suas eventuais doenças.
A ciência não conseguiu ainda encontrar uma vacina eficaz para a hemorrágica viral, como o fez para a mixomatose, mas surgiu recentemente uma luzinha de esperança: as populações de coelho de algumas regiões de Valladolid aparentam ser resistentes àquela doença. Podemos estar pois num ponto de viragem, de nova esperança. O programa de reprodução em cativeiro também esteve enguiçado durante mais de uma década e de repente, de forma enigmática a condizer com o bicho, surgiu a fórmula secreta para o reproduzir. Pelos vistos foi só trocar de macho!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

José Mário Branco vai actuar no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG) no dia 25 de Abril, pelas 21h30.

O cantor, músico e compositor José Mário Branco, expoente da música de intervenção em Portugal, e desde sempre ligado ao movimento revolucionário, actua na Guarda no dia em que se comemoram os36 anos da revolução de 25 de Abril.
José Mário Branco que já actuou no TMG, em 2005, está de volta à cidade mais alta, onde cantará algumas das canções que fazem parte do seu longo trabalho, quase todo ele inspirado no ideário revolucionário.
José Mário Branco nasceu no Porto em 1942, filho de professores. Iniciou a sua carreira durante a ditadura, tendo sido perseguido e exilado em França, entre 1963 e 1974. Foi companheiro de percurso de outros cantores que comungavam o ideal revolucionários, como José Afonso, Sérgio Godinho e Fausto, com os quais participou em concertos e na edição de álbuns.
São famosos os seus discos «FMI», «Ser Solidário», «Margem de Certa Maneira», «Resistir é Vencer», entre outros.
plb

Vai decorrer este sábado, 24 de Abril, a partir das 21 horas, o IV Festival Tunas na Raia da cidade do Sabugal. Os sons académicos estão marcados para o Auditório Municipal com organização da Câmara Municipal do Sabugal com o apoio da Empresa Municipal «Sabugal+».

IV Festival de Tunas - Sabugal

O IV Festival de Tunas na Raia tem a participação da Carpe Tuna – Real Tuna Académica Masculina da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova, Tuna Mus – Tuna Médica da Universidade da Beira Interior, Castra Leuca – Tuna Académica Masculina do Instituto Politécnico de Castelo Branco e dos espanhóis Magistério de Ávila – Tuna do Magistério de Ávila.
jcl

Voltamos a Trindade Coelho, distinto jurista e escritor, natural do Mogadouro, que iniciou a vida profissional no Sabugal, como delegado do procurador régio. Em referência anterior falámos dos sabores dos contos insertos no seu livro «Os Meus Amores», impondo-se agora seguir por novo trilho, ao encontro de outro dos seus livros emblemáticos: o «In Illo Tempore».

Esta obra literária é considerada uma das maiores evocações à vida estudantil na lendária e académica cidade de Coimbra, também chamada a «Lusa Atenas». São lembranças de juventude, enquadradas no ambiente académico dos jovens de todo o país que na cidade do Mondego se encontravam para frequentar a universidade.
Nos finais do século XIX a maior parte dos estudantes permaneciam em Coimbra durante todo o ano lectivo, alojados em quartos alugados ou arregimentados em repúblicas. Eram tempos de diversão, de arruaça, de namoro eloquente, de amizade, de gozo e de partidas.
No meio estudantil a súcia e o bom petisco faziam parte da vida quotidiana. E, para além da descrição das figuras típicas e das cenas de maior humor, o autor não deixa de referir os momentos de lazer, quando a malta se juntava em farta patuscada, compondo e cantando versalhadas espontâneas, exaladas pelos que tinham veia poética. À maneira das terras do interior, donde provinha boa parte da malta, também se desfechava a expressão «entre quem é» quando quem quera batesse à porta. Do que se comia, parco que fosse, a todos se ofertava, num espírito de partilha que os estudantes trouxeram das terras distantes de onde provinham.
Trindade Coelho fala-nos mesmo de uma célebre república de varudos transmontanos que, fartos de comer os «gaspachos» que as criadas lhes serviam, decidiram trazer da terra um moço com ares de patego, mas muito bom cozinheiro, para lhes dar preparo aos bons paladares que em Coimbra queriam degustar. Assentando praça, logo o patusco tratou de confeccionar a boa comida transmontana, passando a casa a receber de amiúde hostes de estudantes sequiosos de provar as iguarias do mestre de culinária, que fez largo sucesso na cidade.
De entre as descrições da vida coimbrã, cabe aqui realçar a diferenciação entre os estudantes ricos, colectores de abonada mesada, mas senhores de desmandos que os traziam quase sempre empenhados e mal alimentados, e os estudantes remediados, como o era o autor, de mais modesto pecúlio, mas que tinham melhor viver. Os filhos dos ricos levavam vida desregrada, pensando que o dinheiro lhes bondava para tudo, mas quando davam fé estavam endividados e a recorrer às casas de prego. E Trindade Coelho explicita com mestria:
«Não acontecia assim com os remediados! Esses governavam-se! Em regra, arranchavam todos em república, em qualquer rua do Bairro Alto, em cujo topo ficava a Universidade; – e eles e uma criada, em geral “já de certa idade”, lá se arranjavam de portas a dentro, – e arranjavam-se bem: almocinho sempre de garfo, metendo os seus ovos e o seu bife, café com leite e pão com manteiga, ou chá! Ao jantar, a bela da sopa, o belo do cozido, os seus croquetes e coisa parecida, um regalado “prato de meio”, frutas à sobremesa, queijo, café. – e Baco sempre presidindo, e a Alegria!».
«In Illo Tempore», um livro que se lê de um fôlego, tais os quadros pitorescos da vida dos estudantes em Coimbra que ali se descerram.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

O Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates (CCRA) celebra o Dia do Sócio este sábado, 24 de Abril, com a actuação do Rancho do Grupo Etnográfico do Sabugal.

Dia do Sócio - Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates

Teresa Duarte ReisA Entronização do Bucho Raiano foi um Acto Solene digno de registo e que não se apaga facilmente da memória dos assistentes, especialmente daqueles que nunca tinham assistido a uma sessão semelhante. Aproveito para recordar as palavras do Sr. Bispo da Guarda. Sempre a seu jeito e a sorrir lembrou que a raiz da palavra (confraria, confrade…) nos indica que somos irmãos e como tal nos devemos comportar. Apelou à boa relação, em que a fraternidade é um valor fundamental na vida das pessoas. Está de parabéns a organização, pela maneira como tudo correu e faço de bom grado o meu registo, que prometo, terá mais do que o Primeiro Capítulo.

O 1.º Capítulo de Sua Excelência o Bucho Raiano

A música surpreende
O auditório vai-se enchendo
Confrades tomam lugar
Para o momento solene
Fotos e flashes crescendo.

O Zé Lages não pára
Pois há muito que fazer
Uns que requerem o traje
Outros não têm boina
Tudo se vai resolver!

Conhecem bem a Talinha
A «guardiã» do Castelo?!
Sempre de flash em punho
Muito airosa no seu traje
E sorriso muito belo.

E a Banda da Bendada
Tantos anos comemora!
Continua seu ritmar
A cerimónia começa
Abrem o pano – é agora.

O Presidente Robalo
Elogia parcerias
Felicita a ocorrência
E acolhe de bom agrado
As outras Confrarias.

Grão-mestre, Chanceler e Mesa
Cada um em seu momento
Usa de oportunas palavras
Mantém um digno porte
Tal como exigia o evento.

A Lição de Sapiência
De tão douto escritor
Faz-nos «peregrinar pela infância
De meninos que também fomos»
E o diz com tal calor!

Sentimos com ele o perigo
Da desertificação
Mas também das linguagens
Que nada têm a ver
Com a nossa ambição.

Ambição de sermos povo
E terra de gente sã
Preservarmos o que vale
E também os bons registos
Desta região beirã.

No almoço do D. Dinis
As luzes vão-se apagando
Entra Sua Excelência
O Bucho Raiano, em pose,
Pela sala desfilando.

Desta festa de sabores
O que deixo para final?
Que o desfile de Confrarias
Conferiu um ar solene
Às ruas do Sabugal.

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Era Abril. Na madrugada de uma noite vozes da resistência soaram na rádio. Grândola Vila Morena era a última senha para que o Movimento das Forças Armadas (MFA) avançasse para a conquista da liberdade. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, da Revolução Francesa transformam-se em «Democratizar, Descolonizar, Desenvolver».

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»«O Povo está com o MFA» – O movimento transforma-se em revolução. Nas praças o povo grita, chora e canta. Conquista o espaço, cheira os cravos vermelhos que do cano da espingarda e na mão de uma criança faz a «Poesia Descer à Rua».
Quem trabalha exige direitos.
«A Terra a quem a Trabalha» grita-se nas terras de Catarina Eufémia.
Nas fábricas nasce «o controlo operário».
Nas escolas ensina-se o impossível e vivem-se os restos do Maio de 68 – «Proibido proibir», «Imaginação ao poder», «A novidade é revolucionária, a verdade, também».
«Só a verdade é revolucionária».
Nos bairros nascem as comissões de moradores.
As Comissões Administrativas tomam conta das Câmaras Municipais.

Descoloniza-se, democratiza-se, começa o desenvolvimento.

Nas vilas e aldeias do Portugal mais profundo, muitos deixam a velha candeia a petróleo e passam a ter energia eléctrica. O cântaro para ir á fonte, dá lugar ao simples gesto de abrir a torneira em casa. Abrem-se ruas para colocar esgotos. Faz-se teatro e declama-se poesia. Nos bancos das escolas, sentam-se pessoas que enquanto crianças nunca o foram. Aprendem a aprender. Todos, mas todos mesmo, participam na vida que sentem também ser sua. O sonho já não é oprimido e até escolher quem governa passou a ser realidade.
Maio junta-se a Abril, e multidões nas ruas cantam em uníssono «O Povo é quem mais ordena».

Passaram 36 anos daquele dia 25 de Abril de 1974.

Comemorar Abril é continuar a sonhar. Comemorar Abril é manter vivo os seus valores, é lutar pelo desenvolvimento da nossa Terra. Comemorar Abril é exigir mais justiça na distribuição da riqueza e igualdade de direitos e oportunidades para todos os cidadãos.
Continuar Abril é acreditar que o futuro se constrói com a participação de todos, em todos os domínios do nosso quotidiano. Com trabalho e luta, mas também com alegria e confiança na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e solidária.
Abril exige comemorações. Mas, Abril exige movimento, rupturas, utopias, exige de todos nós, homens e mulheres de todas as gerações, que digamos:

«Chega. Não matem a Esperança de um Mundo Novo.»

«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro
jose.m.monteiro@netcabo.pt

O documentário «Há Tourada na Aldeia», do realizador Pedro Sena Nunes, é um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». A estreia está marcada para as 19 horas do dia 30 de Abril no Grande Auditório da Culturgest em Lisboa.

No texto de promoção do documentário do realizador Pedro Sena Nunes pode ler-se que «Há Tourada na Aldeia é um filme onde as pessoas saem à rua, vestem as suas melhores roupas, os filhos da terra voltam e num misticismo renasce a união de uma aldeia de uma tradição comum, que os alimenta a todos a alma. Conscientes que desenvolvem uma tourada única no mundo, a Capeia Arraiana, uma tradição com raízes ancestrais, esta é aguardada ansiosamente pelos seus habitantes. Mas mais que um espectáculo é uma forma de ser, de estar, de viver. Há Tourada na Aldeia, é apenas um pequeno gesto numa cultura que se afirma de massas, no presente e no futuro».
A Capeia Arraiana é, de facto, um espectáculo único no mundo. Mas é mais do que um espectáculo. Simboliza a identidade de um povo que desde sempre viveu num território muito especial atravessado pelo Rio Côa e delimitado pela Raia. Simboliza a tradição, a saudade, os dias de festa na aldeia, os emigrantes, o contrabando e a dureza das terras frias. Simboliza a coragem de um povo que, unido e agarrado à galha, é invencível. Simboliza a alma raiana das terras do forcão. Viva a Capeia Arraiana!
O «Capeia Arraiana» associa-se como media partner a esta estreia em Lisboa do documentário «Há Tourada na Aldeia» no próximo dia 30 de Abril. Os sabugalenses a residir na capital têm uma boa oportunidade para se encontrarem e saborearem as sensações fortes das capeias na tela do Grande Auditório da Culturgest, na sede da Caixa Geral de Depósitos, junto ao Campo Pequeno.
Durante a próxima semana vamos oferecer – aqui no Capeia Arraiana – alguns convites para a estreia. Fique atento.

Página Oficial de «Há Tourada na Aldeia». Aqui.
jcl

A edição on-line do prestigiado semanário Soberania do Povo, de Águeda, fala de um sabugalense radicado daquela cidade do distrito de Aveiro, onde exerce a função de amolador, reapresentando uma profissão em vias de extinção. Transcrevemos, com a devida vénia, o artigo, editado a 21 de Abril de 2010.

Amolador«Manuel dos Santos Nascimento, de 63 anos, nasceu no Sabugal, distrito da Guarda, e radicou-se na Rua do Lameiro, em Paredes, Águeda, já lá vão 14 anos. É amolador de profissão!
Quase todas as semanas, passeia-se pelas principais ruas da cidade de Águeda, de bicicleta pela mão e com a gaita plástica encarnada na boca, a tocar, de sons inconfundíveis, à procura de clientela.
“Sempre fiz isto e, até que a saúde me ajude, não quero outra profissão” disse a SP. “Já o meu pai, que Deus tem, era amolador de tesouras e facas, mas agora, os meus rapazes não querem nada com isto”, acrescentou Nascimento, algo desgostoso.
“Há dias em que se ganha alguma coisa, mas temos outros em que não se ganha nada”, revelou a SP, quando questionado se a arte de amolador é recompensadora nos tempos que correm.
Manuel dos Santos Nascimento é pai de quatro filhos e não tem grandes esperanças que a sua actividade de afiador de facas e tesouras tenha seguidores entre nós. “Olhe, enquanto eu tiver forças, não vou desistir”, garantiu, o amolador que “desceu” do Sabugal até terras de Águeda.»
plb

JOAQUIM SAPINHO

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