Deixou de chover…. Mas alguns continuam a meter água.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Digamos que o facto de ter deixado de chover e as temperaturas estarem mais amenas temperou um pouco o ânimo dos portugueses. O estado anímico de todos nós, homens e mulheres do sul habituados a sol, anda muito em baixo. A acrescentar à falta do sol veio a sentença lida pelo governo de anos duros, num futuro imediato. Sentado, qual lagarto ao sol, deito uma olhadela aos jornais do dia e constato que a comunicação social escrita edita títulos, que alguém dirá fazerem parte de um plano contra o governo. Anda toda a máquina governamental a dizer que não há aumento de impostos previstos no PEC e depois os jornais dizem coisas como:
– «Contribuintes vão ser todos penalizados nas deduções de IRS», Diário Económico;
– «Despesas sociais serão as mais penalizadas na redução do défice», Diário Económico;
– «Plano contra a crise vai agravar o IRS de todos os contribuintes», Público;
– «PEC empurra mão-de-obra para salários baixos», Diário de Noticias.

Estão os funcionários públicos e a classe média a pensar como sobreviver nos próximos anos, e deparamo-nos com notícias deste género:
– Rendimento anual dos administradores da PT: Zeinal Bava, 2,5 milhões de euros; Henrique Granadeiro, 1,6 milhões de euros; Rui Pedro Soares, 1,5 Milhões de euros;
– José Penedos, suspenso da Presidência da REN e sujeito a caução de 40 mil euros pelo juiz do processo Face Oculta, vai receber um bónus pelo desempenho à frente da Redes Energéticas Nacionais – REN (não se sabendo se receberá o equivalente a 12 ou a 6 meses de salários);
– Rui Pedro Soares, envolvido nas escutas do caso «Face Oculta» e que abandonou a Administração da PT vai receber uma indemnização de 600 mil euros.

Chega de citações e outras recordações, porque nem o sol do pino do Verão nos fará esquecer que a classe média desaparecerá muito em breve, resultado de um governo socialista… contradições dos tempos em que alguns consideram o pragmatismo mais importante que o ideológico.
E, a confusão já se apoderou de um locutor das iniciativas governamentais. Quando o governo, para combater os efeitos mediáticos (já que os reais não os combate) do PEC organiza uma cerimónia de apresentação da Estratégia Nacional da Energia, eis que o Primeiro-ministro passa de José Sócrates a José Trocas-Te …. Mais um episódio de Contra-Informação.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

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