O juiz Goldstone, descendente de uma família judia sul-africana, juiz do Tribunal Penal Internacional das Nações Unidas, elaborou um relatório sobre o massacre cometido em Gaza pelos Israelitas. É na base desse relatório que o Tribunal Russell se reúne nos dias 1, 2 e 3 de Março, para julgar esse massacre, e também julgar a cumplicidade da União Europeia com os crimes israelitas, porque os acordos políticos, económicos e culturais são cada vez mais estreitos entre ambos.

António EmidioAs decisões do Tribunal Russell não têm valor jurídico, somente se quer chamar a atenção da comunidade internacional para aquilo que se passa na Palestina. É composto por várias individualidades, entre elas um prémio Nobel da Paz e uma ex-congressista dos Estados Unidos.
A lista das acusações também se refere à anexação ilegal de Jerusalém Este, demolição de casas palestinas e construção do muro na Cisjordânia. O Hamas também é acusado do lançamento de rockets contra território israelita. Esses rockets fazem vítimas esporadicamente, mas nada tem a ver com as matanças israelitas, principalmente a última que foi das mais violentas, em Gaza, que deixou 1.500 mortos, entre eles centenas de mulheres e crianças.
Os grandes meios de comunicação social a nível internacional, estão quase todos nas mãos de judeus, principalmente nos Estados Unidos. Qualquer notícia sobre a Palestina, é bem filtrada, e só se sabe o que os donos dessa comunicação social quiserem. Mesmo com esta censura toda, muitos europeus dizem que a influência dos judeus nos países e governos ocidentais é demasiada, e perto de 50% dizem que Israel está a levar a cabo uma guerra de extermínio contra o povo palestino. Começam também a ser do conhecimento dos cidadãos europeus e americanos as violações das resoluções do Concelho de Segurança das Nações Unidas, praticadas por Israel. Não há tempo nem espaço para me referir às 75(!?) violações, quase todas elas originando guerra e destruição.
O que acontece presentemente na Europa, não é nenhuma campanha de deslegitimação de Israel, como diz o embaixador israelita em Londres, quando se vê confrontado com manifestações anti-israelitas nas universidades onde vai fazer palestras, é uma rejeição à política de limpeza étnica em relação aos palestinos. As embaixadas israelitas na Europa têm instruções para lutar contra a deslegitimação de Israel, como eles lhe chamam, a nível político e cultural. Na América do Sul também há uma ofensiva israelita, principalmente no Brasil. Tanto na Europa como na América do Sul, há um crescimento do anti-semitismo, e um maior apoio ao islamismo.
Querido leitor(a) pode insurgir-se contra o que estou a escrever, ou não acreditar em nada, mas duas coisas são certas: A primeira é a destruição e morte de uma terra e de um Povo, uma limpeza étnica. A segunda é esta: a medida mais eficaz contra o radicalismo islâmico no Mundo, era a criação de um Estado Palestino.
Pessoalmente nada tenho contra o povo judeu, e não sendo contra a existência do Estado de Israel, sou também a favor da existência de um Estado Palestino.
Muitos cientistas, escritores, poetas, pensadores e filósofos judeus, foram e são de um humanismo penetrante, mas sejamos sinceros, a partir de 1948, fundação do Estado de Israel, os seus governantes, foram, e são de uma brutal desumanidade. E tudo isto porque Israel tem o apoio incondicional dos Estados Unidos.
E agora um aviso para quem estiver tentado a enviar este artigo a uma delegação política ou cultural israelita, escusa de o fazer, porque eles leram-no primeiro do que o Capeia Arraiana. Têm o meu computador «debaixo de olho», e tudo porque pertenci ao Movimento pro Povo Palestino e Paz no Médio Oriente.
Sou espiado por estrangeiros no meu próprio País…
Eu um dia contarei esta história aos leitores(as) deste blogue.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com