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Os amigos do Capeia Arraiana encontraram-se no dia 13 de Fevereiro à tarde na Casa do Castelo no Sabugal. Para alguns foi a oportunidade de conversarem pela primeira vez com outrros protagonistas que só conheciam da escrita ou na fotografia. Foram momentos que valeram a pena…

GALERIA DE IMAGENS – 13-2-2010
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Reportagem da LocalVisãoTv da Guarda no I Encontro dos Amigos do Capeia Arraiana no Sabugal. Jornalista: Sara Castro.

Local Visão Tv - Guarda
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Neste período do ano em que a serra está coberta de neve e muitos turistas para ali se encaminham, a GNR mantém uma constante patrulhamento do maciço central, no intuito de garantir a segurança de todos os que para aí se dirigem.

Segundo o comunicado semanal do Comando Territorial da Guarda da GNR, ao longo da última semana, e com particular incidência no dia de Carnaval e durante o fim-de-semana, a GNR realizou diversas acções, nomeadamente, de normalização do trânsito, face à grande afluência de pessoas e veículos ao Maciço Central, bem como de prestação de auxilio a condutores e corte de estradas devido à queda de neve. Os meios da GNR da Guarda foram reforçados por militares da Base Táctica de Busca e Resgate em Montanha e do Grupo de Intervenção Protecção e Socorro.
Devido à grande aglomeração de veículos nas estradas do Maciço Central, no sábado, dia 20 de Fevereiro, houve necessidade de efectuar um corte temporário de trânsito, em algumas estradas, o qual se manteve devido à queda de neve com intensidade. Foi prestado auxílio a 21 veículos, sendo seis pesados de passageiros. Um autocarro avariou junto da rotunda de acesso à Torre, tendo-lhe sido prestado o devido auxílio por parte da GNR e dos Bombeiros Voluntários de Seia, precedendo-se à evacuação dos 35 passageiros para a localidade de Sabugueiro.
Ainda no dia de sábado e após comunicação do Posto da Torre que dava como desaparecida uma criança de 13 anos, militares da Base Táctica de Busca e Resgate em Montanha iniciaram uma busca primária, que resultou infrutífera, mas após recolherem outras informações junto de crianças que tinham estado com o desaparecido, iniciaram nova busca onde integraram elementos dos Bombeiros e decorridos 30 minutos foi possível localizar e alcançar a criança desaparecida que se encontrava em estado de choque e com sinais visíveis de hipotermia.
Foram prestados cuidados primários à vítima, nomeadamente, proporcionando-lhe aquecimento com roupas polares secas para tentar amenizar os efeitos causados pelo frio, vento e neve, sendo, então possível iniciar a seu transporte do difícil local onde se encontrava para a Torre, o que só foi possível alcançar cerca de duas horas mais tarde. Daquele local a criança foi transportada, pelos Bombeiros Voluntários de Loriga, para o Hospital da Cova da Beira, na Covilhã.
Durante a semana foram empenhados, diariamente, entre 4 a 19 militares da GNR, apoiados por duas a seis viaturas Todo o Terreno, duas moto 4 e uma moto da neve.
plb

A equipa sénior do Sporting Clube do Sabugal venceu em Aguiar da Beira por uma bola a zero, mantendo intacta a pretensão de ser primeira e levar de vencida o Campeonato de Futebol da Primeira Divisão Distrital, com o objectivo de alcançar um lugar na disputa da Terceira Divisão Nacional.

Sporting Clube Sabugal - emblemaRealizaram-se neste fim-de-semana, as respectivas jornadas dos diversos campeonatos das diferentes categorias, em que o Sporting Clube do Sabugal está envolvido.
Na categoria de iniciados o Sabugal venceu em Almeida, com seis golos sem resposta.
Em juniores o Sabugal foi empatar a duas bolas em Vila Nova de Foz-Côa.
Em seniores o Sabugal deslocou-se, na 16.ª jornada, ao campo do primeiro classificado, o Aguiar da Beira, tendo vencido o jogo por um golo sem resposta.
Sendo este, um jogo decisivo, para as pretensões do Sabugal no que ao titulo diz respeito, foi com muito querer que a equipa, encarou esta deslocação ao terreno do até então líder da distrital. Durante os 90 minutos, a equipa dominou por completo o jogo, tendo tido oportunidades suficientes para golear o seu adversário só que a grande pecha do Sabugal continua, a ser a finalização, motivo pelo qual o jogo decorreu com incerteza no resultado até ao apito final do arbitro.
O único golo da partida foi apontado aos trinta minutos da segunda parte, na conversão de uma grande penalidade, pelo jogador Ricardito.
Com este resultado e com a conjugação de resultados das equipas que lutam pelos primeiros lugares, o Sabugal reduziu para dois pontos a distância que o separa do primeiro lugar, principal objectivo da equipa para a presente época desportiva.
Na classificação o Aguiar da Beira segue em primeiro lugar com 31 pontos, seguido do Foz-Côa e do Gouveia, também com 31 pontos, Vila Cortez está em quarto com 30 pontos, ocupando o Sabugal a quinta posição com 29 pontos.
De realçar ainda a participação das duas equipas de Escolinhas no respectivo torneio (neste escalão não há classificação) e a folga das equipas do clube nas categorias de Infantis e Juniores Femininos.
No próximo dia 28 de Fevereiro o Sporting do Sabugal recebe no Estádio Municipal a equipa do Manteigas, em jogo das meias-finais da taça Madeira Grilo. É objectivo do clube tentar chegar à final e, obviamente, vencer esta competição.
Carlos Janela

O presidente da direcção do Sporting Clube do Sabugal, Carlos Janela, aceitou o desafio do Capeia Arraiana de nos dar conta do rescaldo das diferentes competições em que o clube do Sabugal está envolvido. Bem-vindo e votos de muitos sucessos desportivos nesta época.
O Soito, a outra equipa do concelho do Sabugal a disputar o campeonato de futebol da 1.ª divisão distrital, venceu em casa o Penaverdense por 2-1, ocupando agora o 11.º lugar da tabela classificativa com 18 pontos. Também para o Soito vão os nossos votos de bom desempenho em representação do concelho.
plb

María Laura Piris enviou-nos um e-mail das terras do tango à procura das suas referências e de familiares em Vale de Espinho.

Correio dos LeitoresFrom: María Laura Piris
To: Capeia Arraiana
Subject: Procura de parentes na aldeia de Vale de Espinho

Mi nombre es María Laura Piris. Soy argentina, vivo en Zárate, provincia de Buenos Aires.
Mi abuelo paterno era portugués nacido en Vale de Espinho, Sabugal.
Su nombre era Alexandre Pires dos Santos, cuando ingresó a Argentina le cambiaron el apellido (Pires por Piris) Vino a Argentina en el año 1920.
En Sabugal quedaron tres hermanas de él. Me gustaría saber si hay algún descendiente de la familia para contactarme.

Desde ya muchas gracias.

María Laura Piris

Contacto de María Laura Piris: mlaurapiris@hotmail.com
jcl

Realizou-se mais uma edição do conceituado Torneio do Núcleo Português de Karate. À semelhança da edição anterior o torneio de 2010 foi realizado no Pavilhão Rota dos Móveis – Lordelo. A AEKS-Academia Egitaniense de Karate Shotokan esteve presente com seis atletas.

Torneio do Núcleo Português de Karate - Lordelo - AEKS - Guarda

Estiveram presentes no VIII Torneio do Núclo Português de Karate (I Internacional) clubes de todo o país, desde o Algarve ao norte do país, bem como a selecção regional da Madeira. Este ano, e a confirmar a qualidade do Torneio, contou também com a presença de vários clubes de Espanha e mesmo de uma federação autónoma de Espanha.
A AEKS (Academia Egitaniense de Karate Shotokan) esteve presente com um total de 6 atletas. Rui Jerónimo foi o único que conseguiu uma medalha, trazendo para a Guarda o 3.º lugar de Kata Sénior, perdendo somente uma eliminatória. Bruno Monteiro esteve muito bem na sua prova de kumite, perdendo apenas na final da sua poule para o atleta espanhol. Como não havia repescagem, Bruno não pode disputar a medalha de bronze. O mesmo aconteceu com Ivo Monteiro e Pedro Carvalho que também eles perderam com atletas espanhóis.
Ainda pela AEKS participaram Andreia Pissarra e José Jerónimo. Do NKSP (Pinhel) estiveram presentes Leandro Cruz e Miguel Valente que embora tenham estado muito bem nas suas provas, não conseguiram alcançar um lugar de pódio. Como treinadores estiveram Carla e Rosa Jerónimo.
Rui Jerónimo

A fotografia da crónica de hoje refere-se a uma récita teatral realizada na (então) vila do Sabugal, por habitantes da Colónia Agrícola de Martim Rei.


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João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»

Durante o regime do Estado Novo criou-se um organismo intitulado Junta de Colonização Interior que teria como função povoar os campos.
Uma das colónias agrícolas criadas por esse organismo foi a Colónia Agrícola de Martim Rei, no concelho de Sabugal, que se situa na ligação entre o Sabugal e Quadrazais. Administrativamente é parte da freguesia do Sabugal.
Não conseguia apurar o local exacto onde se realizou essa récita, mas talvez tenha sido no Cinema D. Dinis.
Esta récita realizou-se no final da década de 1950.
A Colónia Agrícola, apesar de dividida em várias quintas, por esta época, ainda tinha população jovem, como se pode verificar pela fotografia.
A Colónia Agrícola de Martim Rei também era (e é) conhecida em muitas localidades do concelho de Sabugal por «Peladas».
Não sei qual é o estatuto da Colónia Agrícola de Martim Rei, actualmente. Se alguém conseguir elucidar…
E conseguirá, alguém, identificar algum dos participantes nesta récita?
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 14-2-2010
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

O ritual com vários rituais cumpriu-se! O «Cortejo» que tradicionalmente se desenrola, aquando do Carnaval em Aldeia do Bispo, uma vez mais saíu à rua, no passado Domingo de Carnaval, dia 14 de Fevereiro.

Carnaval em Aldeia do Bispo - 2010A organização uma vez mais, como tem sido timbre nos últimos anos, não deixou os créditos, firmemente consolidados, por mãos alheias e muito menos por ideias ou pensamentos estranhos.
A organização do certame resultou de uma parceria conjunta da Junta de Freguesia, Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo e Associação «Raiar» com a sempre prestimosa colaboração e divulgação, através da feitura dos cartazes, da Tipografia e Litografia do Alentejo «Diana».
O imponente desfile foi aberto por um carro alegórico, transportando uma «maqueta» do Campanário, ex-libris da aldeia. Bela representação e forma de apresentação alegórica da imponência e beleza pretendidas, a que se associava uma «maqueta» da bandeira, muito bem urdida e desenhada, símbolo da “mocidade da aldeia” e com a qual os Mordomos da Capeia, em Agosto, desfilam no tradicional «Passeio» pelas ruas da povoação.
Incorporava-se, a seguir no cortejo, o estandarte com a esfinge do “Santo” Entrudo secundado por dois andores, um deles com a imagem do Entrudo, transportados aos ombros, cada um deles por quatro figurantes e ambos muito bem enquadrados por mulheres trajadas a rigor, envergando saia preta, blusa garrida de ramagens, lenço de várias cores e cestinha na mão, procurando recordar os trajes antigos alusivos aos tempos das nossas avós ou bisavós.
Seguia-se um grupo de crianças, envergando coloridos trajes alusivos às «alabardas» – artefactos construídos com um objecto de madeira, devidamente coberto com tiras de papel de várias cores e muito bem coladas e com que os jovens desfilam no «Passeio». Cada criança simbolizava uma alabarda, não esquecendo o pormenor da mesma ser encimada com uma lança, numa perfeita e fidedigna imitação da alabarda na realidade.
O séquito do cortejo desenrolava-se com dois «clérigos» devidamente protegidos dos acidentes de percurso ou das várias intempéries pelo “pálio”, transportados por quatro figurantes.
O grupo de tambores e bombos desfilavam, a meio do cortejo, procurando marcar a cadência e impor o ritmo do mesmo.
Os tradicionais «cabeçudos» e «gigantones» desfilavam em seguida procurando dar um ar da sua graça de forma a causar o riso e gáudio dos espectadores e transeuntes.
O cortejo continuava e desta feita surgiram os «salva-vidas» transportados por jovens com a finalidade de, em vários momentos do percurso do cortejo, se construir uma «praça» improvisada onde os touros seriam lidados. Seguia o «forcão» devidamente empunhado e transportado pelos mais jovens – os homens de amanhã – com o objectivo de realizar a lide dos touros, o que ocorreu várias vezes, durante o percurso.
Também, no desfile se integravam os célebres «Capinhas», com particular realce para Don Conrado «El Maño», que lidariam os touros a pé.
O tradicional encerro dos touros, também, acontecia. Cavaleiros e cavalos e alguns mais atrevidos ou «afoitos» a pé enquadravam os touros, numa perfeita e completa simulação do que é o encerro típico na raia, aquando da realização da capeia tradicional, nas épocas festivas de verão. Como é vulgar, um acidente de percurso surge, «a fuga dos touros». Contudo os cavaleiros, com todo o seu saber de experiência feito, lá os conseguiram «acercar» e voltar ao seu percurso normal.
E, finalmente a encerrar o cortejo o carro alegórico com a representação de um «Pronto-Socorro», onde prontificavam dois enfermeiros/curandeiros para acudir às emergências e acidentes de percurso e não faltando a sempre especial assistência do mui competente clínico e sempre zeloso, «Dr. Camejo».
Uma palavra de apreço, reconhecimento e gratidão para com toda a organização, intervenientes, colaboradores e participantes neste evento que tanto enobrece Aldeia do Bispo.
De igual forma o Carnaval de Aldeia do Bispo também é conhecido pela realização das tradicionais capeias e largadas de touros pelas ruas, no Domingo e Terça-feira de Carnaval. Uma vez mais a tradição cumpriu-se. Tanto num dia como no outro os espectáculos decorreram com as peripécias habituais. A lide dos cornúpetos ao forção e corridas dos mesmos através da rua entre as duas igrejas decorreu com algumas peripécias mais ou menos caricatas a surgirem, sobretudo nos largo do Côrro, largo do Pocinho ou na Praça mas sem grande necessidade de registo ou menção especial. Viveram-se momentos de alguma hilariedade e boa disposição, apesar do frio que se fazia sentir.
Contudo não resisto a relatar um episódio, algo insólito e invulgar- que ocorreu no Domingo, aquando da largada.
A vaca «Dona Morita» resolveu visitar a futura Casa de Turismo Rural, situada no Largo do Pocinho. Pretendia tão só constatar in loco se as instalações reuniam as condições adequadas ao seu estatuto de cornúpeto para aí passar a próxima época de veraneio ou devaneio ou quiçá, a possível lua-de-mel.
Uma referência especial para o dia de segunda-feira, dia 15 de Fevereiro. Acordámos e fomos surpreendidos pelo espectáculo deslumbrante e indescritível que é a neve. A aldeia ficou coberta com um manto bastante espesso de neve. Espectáculo sempre agradável para a vista e que nos faz a alguns de nós, que residimos longe da terra, reviver os tempos da nossa infância ou os tempos antigos. Também as crianças e adultos se divertiram e improvisaram algumas brincadeiras com a neve.
Afinal a neve quis também ela associar-se ao Carnaval e proporcionarmo-nos um espectáculo sempre deslumbrante e inolvidável.
Manuel Luís F. Nunes
«Do Largo do Pocinho à Rua da Barreira»

Finalizo esta rubrica com as casas rurais da zona da Serra da Estrela. Este conjunto é aconselhado a quem pretenda instalar-se à entrada ou em pleno Parque Natural da Serra da Estrela, sendo natural que, no Inverno, algumas fiquem rodeadas de neve, nomeadamente as do Sabugueiro e de Alvoco da Serra.

José Morgado Carvalho - «Terras entre Côa e Raia»CASA DA CAPELA – Antigo solar fidalgo, situado em Rio Torto (Gouveia). Datado dos finais do Século XVIII. Dispõe de um apartamento, na casa principal, lugar de antigo silo. Um anexo alberga, dois apartamentos, equipados, com sala comum, lareira e uma cozinha e um terraço com excelente panorama sobre a região.Extriormente tem um jardim, com ciprestes, loureiros e nogueiras.
CASA DA PONTE – Outrora era uma fabrica de lanifícios, situada num socalco, bordejada por ribeira, óptimo local para pescar a boa truta da região onde um formoso açude servindo de piscina natural, para os mais afoitos. A casa dispõe de um apartamento no piso inferior com dois quartos que se abrem para o frondoso jardim. Fica situada em Alvoco da Serra (Seia).
CASA DA RIBEIRA – Também situada em Alvoco da Serra, dispõe de seis quartos, com excelente vista para a serra, com salas de estar, cozinha sala de jogos.
CASA DE SÃO ROQUE – Situada no meio da vila de Manteigas, é uma casa envelhecida, com atmosfera ancestral, propicia á nostalgia. Os quartos são pequenos e com mobiliário antigo.
CASA DO CRUZEIRO – Em plena aldeia do Sabugueiro, no alto da serra um conjunto de três casas que funcionam como apartamentos para oito pessoas. A mesma organização, possui além destas três casas licenciadas, 27 casas como turismo de aldeia. Bem recuperadas é modesto o seu interior. No Inverno, quando o tempo e estradas o permitem, organizam-se matanças de porco. Alugam-se bicicletas, esquis, cavalos, canoas e caiaques no rio Alva.

Além destas casas tipicamente rurais, existem, solares, quintas, e propriedades, em parte aproveitadas também como espaço para turismo rural, em várias localidades espalhadas pela Serra da Estrela, nomeadamente: Casa Grande (Paços da Serra, Gouveia); Casa da Queijeira (Torrozelo, Seia); Casa das Tílias (São Romão, Seia), Casas do Toural (Gouveia); Quinta das Adegas (Nabainhos, Melo Gouveia), Solar das Oliveiras (Girabolhos, Vila Nova de Tázem).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 14-2-2010
Fotos RAIAR – Clique nas imagens para ampliar

Num ambiente de frio intenso (as temperaturas chegaram a atingir os 7 – 8 graus negativos), o Carnaval 2010, em Aldeia do Bispo, subiu mais alguns degraus para se afirmar definitivamente como um dos mais importantes da raia sabugalense (pelo menos…).

Carnaval - Aldeia do Bispo - 2010 - RaiarMarcaram presença muitos conterrâneos (em número superior ao habitual, em minha opinião) e muitos forasteiros, quer portugueses, quer espanhóis (alguns, com pinta de Recortadores, vindos de Coria).
Domingo – Por volta das 11.30 horas, teve lugar o encerro dos touros (e algumas vaquechas), no percurso entre o cemitério velho e o largo da Igreja. Apesar da temperatura rondar, a essa hora, os 2-3 graus negativos, compareceu muita gente ao encerro, de tal forma que havia quem comentasse que parecia o encerro de Agosto. Seguiu-se o «boi da prova», com a animação dos naturais de Aldeia do Bispo e dos «de fora», que nesta altura também são autorizados a pegar ao forcão e a dar umas «carreirinhas».
Após o almoço, teve início o cortejo carnavalesco, ao som dos bombos, isto é, do barulho dos bombos, já que os instrumentistas actuaram de improviso e imitaram as linhas paralelas: por mais que tocassem nunca conseguiram encontrar-se.
Abriu o desfile o carro alegórico do campanário, com a lindíssima bandeira «de bandear» dos mordomos, seguido do andor do Santo Entrudo, ladeado pelas senhoras da terra, nos seus belos trajes regionais; imediatamente a seguir vinha o «Menino» e, mais atrás, o palio com a autoridade religiosa que dá nome à terra. Seguiam-se a «banda» e uma novidade que a todos maravilhou, «as alabardas andantes». As crianças foram, efectivamente, a atracção principal deste renovado corso carnavalesco. Mais atrás vinham os cabeçudos e gigantones, a praça desmontável (outra novidade), o forcão dos mais pequenos e a representação do encerro (os touros eram muito bravos, estavam constantemente a fugir e deram trabalho redobrado aos cavaleiros). Encerrou o cortejo, a ambulância, do Dr. Camejo.
O acto final do desfile de carnaval teve lugar com um teatro, em frente do chafariz e da casa do João Fernandes: as «raparigas/praça desmontável» fizeram um círculo, as alabardas andantes, todas sorridentes, deram o seu passeio ao som do tambor e teve início a tourada: o touro marrou rijamente, veio o «capinha Manho», que se deixou apanhar, tendo sido socorrido e levado em maca pelas enfermeiras do Dr. Camejo.
Findo o desfile de Carnaval, teve início a capeia com bois a sério (bem, a sério a sério não eram bem, porque estavam tão magrinhos que eram mais esqueletos ambulantes com cornos numa ponta).
Mas lá que escornavam, escornavam e deram alguns empurrões, coisas sem gravidade … aos do costume, àqueles que vêem sempre dois touros e depois fogem do que não é, mas são apanhados pelo touro que é.
Por volta das seis horas, os touros, acompanhados pelos cabrestos, estavam fartos de correrem da Igreja de baixo, rua acima até à praça e da praça em sentido inverso até à Igreja, abanando os cornos para enxotar os mais afoitos e as gentes estavam fartas do frio que se fazia sentir. Após uma breve troca de olhares, concordaram que o melhor era cada um regressar a sua casa para tratar do jantar e aquecer o esqueleto.
Segunda-feira – Aldeia do Bispo acordou coberta por um manto de neve que, em sítios mais abrigados, chegou a ter entre dez e quinze centímetros de altura. Para os menos habituados, foi um enorme prazer poderem pisar uma alcatifa tão branca e fofa; para os mais velhos, a eminência de um «chambote» revelou-se factor inibidor de grandes passeios.
Com tanta neve, ninguém se atreveu a falar nos Jogos Tradicionais, previstos no programa para as «14.00 horas no largo da aldeia».
No final do dia, quer dizer, à noite, isto é, à noitinha, realizou-se o baile dos mascarados ocasionais e dos de todos os dias, no pavilhão do Lar de Santo Antão, animado pelo conjunto «Fãs da Farra», com entrega de prémios às melhores mascaras para a ocasião.
Viu-se muita gente de Aldeia do Bispo mas, igualmente, de outras aldeias das redondezas, em alegre convivência.
Na terça feira de carnaval, ainda com neve bem visível, mas com menos frio que no Domingo (2-3 graus positivos), repetiu-se o encerro e com o mesmo trajecto. Dado o atraso verificado, relativamente à hora prevista, houve menos resistentes, mas o brilho foi idêntico ao de Domingo.
Aquando do início da tourada já toda a neve tinha derretido.
Como balanço final, posso testemunhar que foram dias muito divertidos e em que as coisas correram com grande animação. O frio prejudicou, mas não impediu o convívio entre as gentes da terra e os visitantes.
Os trajes e adereços carnavalescos foram recuperados uns e outros feitos de novo, com criatividade e sentido estético, como as fotografias demonstram. Para isso foi necessário que muitas pessoas trabalhassem muitos dias e muitas noites, mas o resultado do seu trabalho agradou a todos. Para todas essas pessoas e, em nome de todos aqueles que, como eu, usufruíram da sua dedicação e empenho um Muito Obrigado.
A organização do Carnaval deste ano esteve a cargo da Associação da Mocidade, da Junta de Freguesia e da Raiar, com a colaboração da Litografia Diana. Atendendo aos resultados obtidos, esta colaboração deverá ser consolidada e alargada, inclusivamente, a outro tipo de iniciativas.
Francisco Ricardo

O segundo volume de «Memórias do Rock Português» da autoria de João Aristídes Duarte, que assina a coluna «Memória, Memórias…» no «Capeia Arraiana» estará à venda a partir do próximo dia 27 de Fevereiro.

Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristídes DuarteO segundo volume de «Memórias do Rock Português», com 252 páginas, contém 19 biografias de bandas importantes (não contempladas no 1.º Volume), 24 entrevistas com músicos de bandas (e artistas) importantes de Rock português (das décadas de 1960, 1970, 1980 e 1990) e oito relatos pormenorizados de concertos, realizados em várias localidades do distrito da Guarda a que o autor assistiu nas décadas de 1970, 1980 e século XXI.
Contém memorabilia, fotos de concertos e reproduções de capas de discos. Para além disso contém mais bibliografia, lista de blogues e sites da internet relacionados com o Rock português bem como uma listagem de bandas não referidas no 1.º Volume, cronologicamente alinhadas.
A capa do livro será, desta vez, revestida (laminada) com um película plástica para que possa ser manuseada, sem que se deteriore.
Trata-se de uma edição de autor que poderá ser adquirida directamente ao mesmo, através de pagamento antecipado por transferência bancária. Ao preço de capa terão que acrescentar-se os portes de correio. Também poderá ser enviado à cobrança. O autor poderá ser contactado pelo e-mail: akapunkrural@gmail.com
No prefácio o vocalista e líder do UHF, António Manuel Ribeiro, recorda que conheceu o autor «através de uns recortes» de uma empresa de clipping e que várias vezes parou para analisar o que «o sujeito, desterrado na fria, forte e farta Guarda, escrevia sobre nós e sobre os parceiros de aventuras no final dos anos 70 e princípio de 80. Por diversas vezes fiquei espantado com a competência e pormenor dos factos relatados» e que deu consigo a pensar em dar «glória a um homem que tem memória» retribuindo os aplausos que costuma receber em cima do palco a «este apaixonado do Rock português e periféricos». E o líder carismático de uma das primeiras bandas a cantar rock em português não se inibe de afirmar que o João é uma das coisas boas do mundo dos espectáculos e por isso: «Tiro-lhe o chapéu, naturalmente.»
Recorde-se que João Aristides Duarte é natural do Soito (Sabugal) e é professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico.
Em Abril de 2006 publicou (também em edição de autor) a sua obra «Memórias do Rock Português». Essa obra teve três edições, sempre revistas e aumentadas que se encontram esgotadas.

O «Capeia Arraiana» destaca e recomenda o 2.º Volume do livro «Memórias do Rock Português» de João Aristides Duarte.
jcl

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