Um dos ex-libris do Museu da Guarda, a espada da Idade do Bronze encontrada junto ao castelo de Vilar Maior, concelho do Sabugal, inspirou quatro jovens alunos do 3.º ciclo que elaboraram um trabalho multimédia que agora o Museu acolhe em exposição.

A espada de Vilar Maior foi tema de um trabalho escolar no âmbito de um concurso promovido pelos Ministérios da Educação e da Cultura, designado «A minha escola adopta: um Museu, um Palácio, um Monumento». O trabalho, da autoria de quatro alunos da Escola Básica 2/3 e Secundária de Vilar Formoso, foi distinguido pelo júri e está presentemente em exposição no Museu da Guarda (até 17 de Janeiro de 2010).
A espada de Vilar Maior foi encontrada em 1957, pelo então Regedor da freguesia, num desaterro, próximo do monte do Castelo. O Regedor cultivava então a cerca do Castelo, e deu conhecimento público do achado, o que lhe valeu ser recompensado pelas autoridades competentes, seguindo a espada para o Museu Regional da Guarda, onde se mantém como uma das peças mais valiosas do seu espólio.
Pensa-se que a espada data do IV Milénio a.C., isto é, da Idade do Bronze, o que é sustentado pelo estudo do local do achado, onde apareceram cerâmicas e escórias de fundição, que ajudaram à conclusão acerca da datação do objecto. A espada pesa 565 gramas e mede 64 centímetros de comprimento.
Assemelha-se a outros exemplares encontrados em Espanha, na Ria de Huelva, e depositados no Museu Arqueológico de Madrid.
Mais recentemente surgiram outros achados da Idade do Bronze no concelho do Sabugal, como machados de bronze na Lageosa, Ruvina, Vila do Touro e Soito. Ainda da Idade do Bronze foram descobertas Estelas, nos Foíos e Baraçal, com representações de espadas muito semelhantes à espada de Vilar Maior. Isso corrobora a ideia de que esta foi uma região de fixação de comunidades nesse período histórico, as quais viviam em povoados fortificados no alto dos montes.
O trabalho escolar premiado no concurso foi elaborado pelos alunos Paulo Alexandre Martins Seixas (7.ºB), Rodrigo Esteban Filipe Teles(8.ºB), Marco Vicente Rocha Afonso (9.ºB) e Pedro António Aires Araújo (9.ºB), tendo sido orientados pela professora Isabel de Magalhães.
Pela criatividade, interesse, beleza e elevada qualidade deste trabalho, o Museu da Guarda decidiu acolhê-lo em exposição, recomendando vivamente uma visita por parte de professores e alunos de todos os níveis de ensino, para além do público em geral.
plb

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