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«As confrarias gastronómicas e as associações defendem a preservação de produtos regionais e tradições divulgando-os. Por isso são importantes agentes culturais», escreve esta quarta-feira na sua crónica «Arroz com Todos» o sabugalense João Valente. «É tempo de unir esforços e apostar na riquíssima gastronomia raiana e na sua promoção turística», acrescentamos nós. O Capeia Arraiana esteve à fala com Luís Camarada, presidente da Confraria do Atum, e entusiasta da divulgação da gastronomia e da cultura do concelho algarvio de Vila Real de Santo António.

Luís CamaradaA Confraria do Atum de Vila Real de Santo António realizou recentemente o seu I Capítulo onde esteve presente uma representação da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal – como fazia questão de divulgar pelas colunas da Praça Marquês de Pombal, Armando Lopes, da Rádio Algarve – e onde foi recebida, em conjunto com as restantes 12, com todas as honras do livro das usanças.
Um dos seus principais entusiastas, o presidente confrade Luís Camarada, falou no final com o Capeia Arraiana.
«A Confraria apresenta um traje feito pelo jovem estilista local Sérgio Monteiro, composto por boina, opa ocre e capa azul de ganga a imitar os trajes dos operários das fábricas de conserva que existiam na cidade. O nosso objectivo é defender o atum e implementá-lo como prato gastronómico e atracção turística de Vila Real de Santo António que queremos tornar na capital gastronómica do atum», resume a iniciar a conversa Luís Camarada, presidente da Confraria do Atum, com sede na cidade fronteiriça do levante algarvio.
– Quem é Luís Camarada?
– Nasci há 50 anos em Vila Real de Santo António. Comecei a trabalhar como empregado de mesa e aos 17 anos emigrei para os Estados Unidos da América. Voltei 12 anos depois e abri o Restaurante Arenilha do qual ainda hoje sou gerente.
– Os portugueses comem menos atum?
– Houve um decréscimo no consumo de atum que está praticamente reduzido às conservas. No entanto os produtos gourmet vão conquistando cada vez mais espaço no mercado mundial e o atum tem características que lhe permite ser transformado em várias especialidades gastronómicas. O objectivo da Confraria é unir esforços e vontades para promover internacionalmente o atum e a cidade.
– Como é que surge esta ideia da Confraria do Atum?
– A Confraria do Atum é uma ideia antiga. O atum é um produto-bandeira de Vila Real de Santo António. Durante décadas contribuiu para o desenvolvimento da cidade e da região costeira do levante algarvio. Mas com o assoreamento da barra do Guadiana os barcos dos pescadores começaram a ter dificuldades em navegar e por questões ambientais a espécie deixou de passar pela nossa costa provocando uma diminuição das capturas. Por outro lado com a deslocalização das indústrias conserveiras, nos anos 60, para o Norte de África o produto perdeu importância em Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António. Para não deixar cair o atum no esquecimento queremos promovê-lo e transformar a nossa cidade na capital gastronómica do atum. Organizámos o Congresso do Atum e a confecção de uma estupeta gigante que serviu, também, para congregar cada vez mais pessoas à volta desta causa.
– O Congresso do Atum e a estupeta gigante foram duas das iniciativas de lançamento da Confraria…
– Graças ao empenho do presidente da Câmara, Luís Gomes, que foi hoje entronizado como Confrade de Honra, foi possível ter participantes de muita qualidade no Congresso. Para além disso surpreendeu-nos, durante o seu discurso de entronização, com a notícia do lançamento do concurso para a construção do Núcleo Museológico do Atum onde vai ficar instalada a sede da Confraria e que sempre foi um dos nossos objectivos. Foi a cereja em cima do bolo que veio coroar com êxito este I Capítulo da cerimónia de entronização.
– O jantar-convívio incluiu diversos pratos com atum. São receitas recuperadas ou surgem como novas criações?
– Há um misto de receitas novas e de cozinha de fusão. Em termos gastronómicos são inovações baseadas em receitas antigas como, por exemplo, as sementes de sésamo que acrescentámos ao tradicional tronco de atum frito. São ingredientes inovadores que aliam a sedução aos mais jovens com as apresentações gourmet. Criámos em parceria com a Fábrica de Conservas Dâmaso, de Dâmaso do Nascimento, a salada de atum com couscous, a estupeta (salada de atum com tomate e pimento), a muxama (lombos de atum salgados e secos), o chouriço e a ova de atum e o gelado de atum. A presença desta variedade de pratos, além do atum fresco, nas ementas dos restaurantes confirma que está a valer a pena o nosso esforço.
– Que futuro para a jovem Confraria do Atum?
– Consideramos que este I Capítulo foi um êxito. Estiveram presentes, além de nós, mais 13 confrarias que nos vão ajudar no nosso objectivo da divulgar o atum algarvio. Pretendemos organizar no Verão dois festivais de Atum, um dos quais de Caldeiradas feitas por cozinheiros amadores, e lançar as bases para um grande congresso internacional com países do Mediterrâneo, a realizar em 2010, com apoio de fundos comunitários. Vamos promover a actividade gastronómica no concelho de Vila Real de Santo António e desenvolver o gosto pelo atum e pelos novos produtos derivados e criar a marca… Capital do Atum.

Receita de Cebolada de Atum à Algarvia (quatro pessoas)
Ingredientes: 1 kg de atum (tronco de preferência); 3 Cebolas médias; 400 gr. De tomates maduros; 0,5 dl de azeite; 1 ramo de coentros; 1 dl de vinho branco; Sal e pimenta branca moída.
Preparação:
Amanha-se e lava-se o atum em várias águas (se o atum for salgado deve demolhar de véspera).
Cortam-se as cebolas em rodelas finas, retira-se o pedúnculo dos tomates, escaldam-se em agua para lhes retirar as peles e as grainhas e cortam-se em pequenos cubos.
Leva-se um tacho ao lume com o azeite a que se juntou a cebola e deixa-se refogar um pouco, junta-se o tomate e o ramo de coentros.
Tempera-se com sal e pimenta, deixando acabar de refogar. Adiciona-se o atum previamente cortado às postas e envolve-se bem com o vinho branco, deixe evaporar o vinho e acabar de cozer.
Acompanha: batatas cozidas ou salteadas.
Fonte: Conservas Dâmaso
jcl

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Cultura é o conjunto de manifestações artísticas, sociais, linguísticas e comportamentais de um povo ou civilização. Fazem parte da cultura de um povo, por exemplo, as seguintes actividades e manifestações: música, teatro, rituais religiosos, língua falada e escrita, mitos, hábitos alimentares, dança, arquitectura, invenções, pensamentos e formas de organização social.

João ValenteUma das capacidades que diferenciam o ser humano dos animais irracionais é precisamente a capacidade de produção de cultura.
Portanto tudo o que diga respeito à gastronomia e aos costumes de um povo, é cultural e importante.
As confrarias gastronómicas e associações, defendem a preservação de produtos regionais e tradições, divulgando-os. Por isso são importantes agentes culturais.
Como agentes culturais, preservam a cultura, certificando produtos, divulgando os produtos e tradições através de eventos, levando a cabo acções de formação nos restaurantes que servem os produtos de acordo com as tradições de uma região, preservando saberes e manifestações culturais de um povo e são importantes parceiros das autarquias locais, dos agricultores e dos agentes económicos, porque incentivam a economia e produção locais.
Estou a lembrar-me, a título de exemplo da «Confraria do Bucho Raiano» que pode promover a criação do porco bízaro e a gastronomia local; ou das associações, como a dos «Amigos de Aldeia da Ponte», que divulgando as capeias, promovem o turismo.
As confrarias e associações são a afirmação de um movimento na defesa do património cultural de uma região. São cultura viva, um elo na cadeia de transmissão entre gerações, do património colectivo.
Numa sociedade rural e agrária como a nossa, marcada até à década de sessenta pelo analfabetismo, e geográfica e politicamente isolada, a transmissão oral constituiu desde sempre o processo insubstituível de transferência de saberes transgeracional, em que o património imaterial, passado oralmente de geração em geração, representou não só um mecanismo de afirmação e preservação identitária e sobrevivência da nossa comunidade.
Com a desertificação humana acelerada que actualmente se verifica no interior, nomeadamente na região de Riba-Côa, há o risco o risco de se quebrar esta cadeia entre gerações, tornando inviável, a breve prazo, até a recolha deste património, por escassez de fontes.
Por esta razão, mais do que nunca é importante o papel das confrarias e associações culturais na recolha preservação, transmissão e divulgação do nosso património colectivo.
Por isso, os nossos jovens, em vez de menosprezarem estes movimentos culturais, devem aderir a eles com entusiasmo, porque preservam e transmitem a memória dos gostos, paladares, tradições e saberes dos nossos antepassados.
E um povo se não preserva a sua memória, perde a identidade própria; e logo a seguir, morre como povo!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Manuel António Pina «é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país», assegura Manuel Poppe, que ainda acrescenta outra sua grande qualidade: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»

O escritor Manuel Poppe transcreveu para o seu blogue «Sobre o Risco», uma crónica de Manuel António Pina editada no Jornal de Notícias, na edição de 30/11/2009, intitulada «Corrupção e Gastronomia», onde comenta de forma irónica o desenvolvimento do caso «Face Oculta».
O post com a crónica de Manuel António Pina mereceu um comentário do autor de outro blogue, o «Trepadeira», que enalteceu o artigo de MAP: «Lindo. Já há muito não ria com tanta vontade. Será para não chorar. Pelo menos desopila o fígado.»
Este comentário mereceu uma resposta de Manuel Poppe, editando um novo post de elogio a Manuel António Pina:
«Meu Caro:
Não me admira que a crónica de Manuel António Pina lhe tenha agradado e o tenha afastado da depressão que ameaça todos os portugueses honestos…
O Manuel A. Pina, admirável poeta, Mestre de jornalismo – é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país.
A ironia de Pina, aliada à sua fina inteligência, é um remédio santo! Mas também pode fazer chorar.
Depois: além dessas qualidades, ele tem outra: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»
O post de Manuel Poppe vem ilustrado com uma fotografia de MAP aquando da homenagem que este ano, a 4 de Abril, a Junta de Freguesia do Sabugal lhe fez na sua terra natal. A foto é da autoria do também sabugalense Kim Tomé.

Artigo de Manuel António Pina «Corrupção e Gastronomia». Aqui.
plb

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